Um Banquinho e um Show Encantador

Foto: Deni Soares

Por Teresa Mascarenhas

No 19º Festival de Teatro de Curitiba, o Guairinha foi um oásis de prazer e recebeu um dos melhores espetáculos do panorama teatral do Rio de Janeiro – Versão Brasileira – celebrando os vinte anos da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho na criação e montagem de Musicais.

Fernanda Montenegro, nossa grande dama do teatro, apresentou recentemente um espetáculo em que falava de Simone de Beauvoir e sua relação com Jean Paul Sartre. Ao começar a peça víamos somente Dona Fernanda, um foco de luz e um banquinho, onde ela permanecia sentada por todo o monólogo, usando só olhar e a voz para contar aquela história.

A referência vem para ressaltar a presença do mesmo único elemento cênico no palco. E, desta vez, quem ocupa o banquinho de forma singular é Claudio Botelho, que, além de cantor, é um ator carismático – um homem de palco – que conquista o público desde a sua entrada em cena, com sua voz, seu senso de humor e sensibilidade.

Versão Brasileira é de uma elegância ímpar. Botelho abre o Show ao piano tocando Vingativa, do Musical As Malvadas e segue com a apresentação de belíssimas canções de Porter, Gershwin, Sondheim, Irving Berlin, Rodgers e Hammerstein, Chico, Roberto Carlos – são 35 músicas com letras originais e versões de vários musicais.

Um momento marcante é quando Claudio Botelho canta Losing My Mind. Apenas um banquinho, um foco de luz e sua voz são necessários para que essa obra prima de Sondheim alcance sua interpretação definitiva.

A noite de segunda foi especial, com a celebração dos 80 anos de Stephen Sondheim, Claudio interpretou lindamente Send in The Clowns, do Musical A Little Night Music, a canção mais conhecida e executada do aniversariante.

Simplicidade e inteligência resumem a direção de Charles Möeller, enquanto Claudio Botelho segue nos emocionando com a magnífica interpretação de So in love, de Cole Porter, o medley de Maria e Somewhere, de West Side Story, sua absoluta versão para I Dreamed a Dream, de Les Miserables e a eletrizante O Que Será , de Chico Buarque.

A banda acústica, que acompanha Botelho – composta de três ótimos músicos:  Marcelo Castro, direção musical e piano, Edgar Duvivier, sopros e Thiago Trajano, cordas – é responsável por solos de puro deleite.

É tempo de astros, além de estrelas nos Musicais e em “Versão Brasileira” está a prova que alcançamos a maturidade no gênero. Claudio Botelho consegue somar seu talento como ator e cantor ao já consagrado de versionista e diretor.

Todos aqueles que apreciam o bom Teatro e amam Musicais não podem deixar de assistir Versão Brasileira.

* A jornalista Teresa Mascarenhas viajou a convite da organização do Festival de Curitiba .

DVD de “Versão Brasileira” está à venda

Chamado de “Um Espetáculo de Imenso Encanto” pela crítica Barbara Heliodora; de “Simpático Balanço de Carreira” pelo crítico Macksen Luiz; e de “Um presente, um deleite para quem gosta de musicais“, por Rubens Ewald Filho, “Versão Brasileira” acaba de ser lançado em DVD.

O espetáculo que comemora os 20 anos de parceria artística de Charles Möeller & Claudio Botelho, foi sucesso de público e crítica no Rio, em janeiro de 2010, e também no Festival de Curitiba, agora em março.

Acompanhado pelos músicos Edgar Duvivier (sax), Marcelo Castro (piano) e Thiago Trajano (guitarra e violão), Claudio, o mais importante letrista e versionista do teatro musical brasileiro contemporâneo, faz um apanhado dos espetáculos dirigidos pela dupla, e também os que ele fez exclusivamente a versão, como “O Fantasma da Ópera”, “My Fair Lady”, “Les Miserables”, “O Beijo da Mulher Aranha”, “Chicago” e “Victor ou Victória”, entre outros.

O DVD de “Versão Brasileira” está sendo vendido nos teatros onde são apresentados os musicais de Möeller & Botelho, e também pode ser encomendado pelo e-mail evoe@mac.com .

Muito Além da Muralha – Charles Möeller para Rubens Ewald Filho

março 23, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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“Conheço o Rubens Ewald Filho inicialmente como fã, pois sou cinéfilo desde criança! Meu primeiro trabalho foi com entregador de filipeta nos festivais de  cinema, no Indaiá Arte, onde vi meus primeiros filmes. Foi lá que conheci  Fassbinder, Irmãos Taviani, Antonioni, Pasolini, Fellini, a seleção de ouro de Hitchcock… Entregava as filipetas e assistia os filmes de graça!

Cresci escutando sua voz com velocidade ímpar naquelas noites de Oscar, quando ele dava  TODOS os nomes de atores e filmes que passavam  em clipes de segundos! E Isso muito antes dos VHS e DVDs! Em Santos vivia esbarrando com ele ali pelo Gonzaga e eu, como jovem tiete, o via sentado com amigos no calçadão em frente ao Cine Itajubá. Ficava louco para perguntar qual era seu filme preferido!

Mais tarde o conheci realmente, pois ele era o melhor amigo de minha professora, mestra e primeira diretora profissional, Neyde Veneziano, que me dirigia no Noviço de Martins Pena, onde eu fazia Carlos, o próprio Noviço. Na época da estreia, ele m viu em um ensaio geral e me encorajou, dando toques precisos. Eu tinha 13 anos e tentei absorver tudo que aquele homem de cinema que já havia entrevistado e conversado com astros e estrelas de Hollywood tinha a me dizer!  Já tinha um grande diretor de teatro dentro dele, como depois se revelou, isso além, claro, de ser escritor/dramaturgo e autor de novelas (fez um telefilme de vampiros com  Cleyde Yáconis e Bruna Lombardi que eu amava), além de ser o nosso maior e mais pop critico de cinema!

Como  cinéfilo colecionei todos os seus manuais e livros, pois ainda adoro suas resenhas! Algumas sei de cor até hoje, como a de Cantando na Chuva: “O melhor e mais perfeito musical de todos os tempos!” Pra mim Oscar sem ele era até entediante. O que eu quero é ouvir tudo o que ele e tem a dizer! Com ele não tem meias palavras: se não gosta do vencedor a gente sabe, e se ganha o favorito dele vibramos juntos pois ele torce! Fala horrores dos vestidos das oscarizáveis. Quem não se lembra da  Cher vestida de teia de aranha ou  o ganso morto que enrolava a Bjork?

Hoje pela manhã, ao ler o que ele escreveu sobre nós, e principalmente sobre o Claudio, o texto teve um sabor muito especial para um santista que quando criança e adolescente sempre se projetava nos que saíram, nos que conseguiram, nos que venceram, os que tiveram coragem de subir a serra e ou atravessar A Muralha, como os primeiros  portugueses  a chamavam quando chegaram em São Vicente e deram de cara com a Serra do Mar  ameaçadora e gigante prendendo e dividindo o litoral do mundo!  Queria ser como eles que subiram a serra! Olhava o Rubinho (como é conhecido pelos amigos), o Ney Latorraca, o Nuno Leal Maia, a Jandira Martini, a Bete Mendes, o Claudio e o Sergio Mamberti, a Lolita Rodrigues, o Plínio Marcos e me espelhava neles!

Anos se passaram e eu realmente atravessei a muralha. Fui pra São Paulo, pro Rio, fiz novela, teatro, virei diretor e nunca deixei de ter contato com ele, mesmo que ele não  tivesse comigo. Lia seus livros e via seus ótimos programas sobre cinema e as noites do Oscar, até a sua estreia como diretor no adorável “Meu Querido Mundo”. Nos encontramos mesmo quando ele fez esse convite pra lá de emocionante da gente fazer um livro sobre os nossos 20 anos,  e de presente nos trouxe nossa biógrafa, que se transformou imediatamente numa amiga confidente! O livro foi só prazer! Os sábados com a Tânia foram de muitos cafés e risadas. O livro ficou DESLUMBRANTE e originou o Versão Brasileira que é um encontro de amigos amados: eu, Claudio, Edgar, Thiago e Marcelo! Acho que o Versão Brasileira é graças ao livro que é graças ao Rubinho! Obrigado Rubinho! Que bom poder agradecer por esses encontros, poder estar perto de quem eu acredito e ter ainda tanta historia pra contar e ouvir de vocês todos ! Muito obrigado”.

Charles Möeller

“Versão Brasileira” em Curitiba

março 23, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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Na noite de ontem, 22/03, foi realizada a segunda apresentação de “Versão Brasileira“, com Claudio Botelho, no Festival de Curitiba.

A apresentação foi marcada pela homenagem de Claudio a Stephen Sondheim, compositor e letrista que acaba de completar 80 anos.

A fotógrafa Denise Soares registrou alguns trechos da apresentação para o Site Möeller & Botelho.

Confira as belas fotos:

Fotos: Denise Soares para Site Möeller & Botelho.

Pessoal, não esqueçam que o DVD de “Versão Brasileira” está a venda! É só encomendar o seu pelo e-mail evoe@mac.com

Rubens Ewald Filho: De volta de Curitiba

março 23, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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Depois da gravação do “TNT Mais Filme”, sábado de manhã, corri para Curitiba, onde está acontecendo o Festival de Teatro (sem dúvida, o maior e melhor do Brasil). Curitiba é uma cidade querida e uma das poucas que a gente visita sempre que tem oportunidade (ano passado, levei para o Festival a montagem de O amante de Lady Chatterley, que foi muito bem).

Também queria estar presente no domingo de manhã para o lançamento do livro “Os Reis dos Musicais”, que Tânia Carvalho fez para a Coleção Aplauso da Imprensa Oficial, sobre Cláudio Botelho e Charles Moeller (já lançado no Rio, mas ainda não aconteceu a noite de autógrafos em São Paulo).

Foi pretexto, claro, para ver o show do Cláudio, “Versão Brasileira”, que fez boa temporada no Rio (e em breve,  virá para São Paulo, onde a dupla apresenta o musical “O Despertar da Primavera”).

O coquetel de lançamento foi às 11 da manhã de domingo na antiga prefeitura da cidade, restaurada (para essas coisas, os paranenses são impecáveis, o palácio está uma beleza!) e correu tudo legal. Fiquei muito feliz em ver o Mario Bortolotto em plena forma, depois dos infelizes acontecimentos (na verdade, na hora só nos cumprimentamos, maldita timidez!).

Também  estava o Ivan Cabral, do Satyros, e seu ótimo projeto de lançar novos dramaturgos, o excelente livro de Oswaldo Mendes sobre Plínio Marcos  e o poderoso livro do Ornitorrinco (já comentei ambos aqui). Consegui algumas fotos, que passo para vocês. A de grupo certamente é a mais notável.

Versão Brasileira, o show

Poucas vezes, gostei tanto de um show de um único interprete quanto deste solo de Cláudio Botelho, onde ele não nega a marca da dupla (com Charles Moeller): o profissionalismo, o bom gosto, a sensibilidade, a falta de concessões. Sabem do que gostam, sabem o que fazem. E para quem gosta de musicais é um presente, um deleite.

Costumo ser muito chato em shows, porque uma das coisas que reclamo é que acho que intérprete deve passar as intenções de uma determinada canção, passar as emoções, e não exibir seus dotes vocais, fazendo gorjeios e exageros. Vender a canção seria o termo mais usado. Pois ninguém faz isso melhor que Botelho, que demonstra isso também em alguns números em inglês (como na canção que afirma ser sua favorita, “Losing my Mind” de Sondheim, que por sinal, hoje comemora seus 80 anos e mereceu menção especial). Cada nuance, cada detalhe é devidamente acentuado e sempre com o inglês bem pronunciado, para ajudar mesmo o ouvinte brasileiro.

Como vocês devem saber, Cláudio é o grande tradutor de praticamente todos os grandes musicais montados no Brasil, de “My Fair Lady” à “Fantasma da Ópera”. Alguns são mencionados apenas, dado ao grande número deles, outros tem mais destaque, alternando canções bem humoradas (como “Money, Money” e o ponto alto que é “Eu sei que você é Gay”, de “Avenida Q”). Com três músicos em cena (no Rio, era em arena, em Curitiba foi palco italiano, mas não houve problemas, tudo funcionou  perfeitamente – inclusive a discreta e eficiente projeção em torno de um Lua cheia). Espere! Estou sendo injusto, o certo seria acrescentar “excelentes” músicos (teclado, sopro e guitarra). O espetáculo é uma conversa de Cláudio com a plateia (que estava lotada e reagiu com entusiasmo, ainda mais se considerando que em Curitiba, não foram encenados a maior parte desses musicais que ficaram confinados a São Paulo e, às vezes, ao Rio, que só recentemente aderiram a moda).

Acho bom também fazer um parêntesis: queria contar que eu conheço o Botelho desde quando ele apresentou seu primeiro show em cima de musicais no Rio, sobre Gerswhin, junto com a Claudia Neto (que agora brilha no papel principal de “O Rei e Eu”, ela é o Eu!). Soube pelo Ney Latorraca que o Nanini estava dirigindo esse show e que era muito legal  (os dois faziam Irma Vap e éramos muito próximos). Eu tinha acabado de entrar para a TVA Showtime e começávamos a produzir matérias para colocar no ar dessa primeira teve por assinatura.

Uma das primeiras que eu fiz no Rio foi justamente com eles, entrevista e gravação do show quase inteiro . Naquele momento, já vi que eles tinham talento e torcia para que o caminho que estavam abrindo desse certo. E foi o que aconteceu. Curiosamente só agora me aproximei mais de Cláudio e Charles (que eu conhecia um pouco por ser de Santos como eu e santista é sempre unido!) quando tive a ideia do livro e fui convidá-los.

O livro é um sucesso assim como eles, que implantaram um padrão de qualidade para brasileiros montando musicais (os do teatro Abril são importados ipsis literis e montados por estrangeiros, ou seja, são cópias mais ou menos fiéis), a dupla recria. E se pode dizer sem susto que nosso “O Despertar da Primavera” é muito melhor, mais inventivo, mais bem sucedido do que o original americano. Tem ainda outras qualidades que reputo fundamentais (por exemplo, são honestos e bom caráter). Mas o que me identifico é o amor que tem pelo gênero. O que a gente sente o tempo todo no espetáculo. Outros já tiveram essa paixão, mas não tem o know how da dupla.

Há algum tempo, Cláudio estava fora de cena (acho que  desde Company, um dos grandes de Sondheim) e sua gana fica visível em tudo que faz em cena. Absolutamente preciso, inclusive nas improvisações (O bis foi no domingo o hino do show business americano “There´s no business like Show business”). Também se deu ao luxo de dar um trailer das próximas atrações que irão realizar nos próximos meses: “Um Violinista no Telhado”, “Gypsy” (que está em pleno ensaio), “Annie” , “Nine” , “Hair” e um com canções de Roberto Carlos. Fui até brindado com uma menção (Rubinho!) na hora de “Nine” (porque Cláudio e eu somos dos que gostam do show e Fellini).

Foram hora e quinze, hora e vinte de puro prazer (ah, o show já está gravado em DVD e eu comprei uma cópia. Suponho que seja vendido nos teatros que tem shows deles, aliás, como o próprio livro).

* Publicado originalmente no Blog pessoal de Rubem Ewald Filho.

Claudio Botelho encanta público do Festival de Curitiba com “Versão Brasileira”

A estreia de “Versão Brasileira” no Festival de Curitiba, neste domingo, 21/03/10, encantou a plateia.

Mas na verdade o dia de Claudio Botelho começou mais cedo, com o lançamento do livro “Os Reis dos Musicais” em Curitiba. Acompanhado da autora Tânia Carvalho (Charles Möeller não pôde comparecer por estar ensaiando “Gypsy” no Rio), Claudio autografou o livro para fãs, deu entrevistas e posou para fotos com o crítico de cinema Rubens Ewald Filho.

À noite, no espetáculo, o público, que lotou o Guairinha, estava atento, respeitoso e participativo. As pessoas acompanharam Claudio no dó-ré-mi e estalaram os dedos no Le Jazz Hot.  Também riram muito das piadas de Claudio, que estava muito elegante em cena.

Sobre a primeira apresentação de “Versão Brasileira” em Curitiba escreveu a Gazeta do Povo: “Ótimo cantor e entertainer carismático, Botelho seduziu o público em vários níveis, dos ouvidos ao riso. Como intérprete, brilhou em suas homenagens a Stephen Sondheim. Como mestre de cerimônias, contador de histórias,divertiu quem estava no teatro com sua espontaneidade e bom humor“.

Veja fotos da entrevista coletiva, do lançamento do livro e do ensaio de “Versão Brasileira” em Curitiba:


Fotos: Kelly Knevels, Deni Soares, Acervo Site Möeller & Botelho.

O Rei do Musical Solta sua Voz

março 21, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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Claudio Botelho, sob a direção de seu parceiro artístico, Charles Möeller, apresenta em Versão Brasileira canções de espetáculos por ele vertidas para o português

Duas décadas foram necessárias para que Claudio Botelho e Charles Möeller construíssem seu reino. Em um momento que Botelho descreve como “obscuro” no teatro nacional, centrado em encenações intimistas, com elencos reduzidos e muita an­­gústia em cena, a dupla apostou no brilho de um gênero de certa forma desprezado por muitos críticos e por segmentos da classe teatral: o musical. Uma ousadia. Passados 20 anos, parte dessa resistência persiste, porém o público, profissionais da área e até mesmo quem escreve sobre o que povoa os palcos no país reaprenderam a degustar essa modalidade cênica, popular em sua essência.

Como a história do teatro musical brasileiro passa por Botelho e Moeller, nada mais natural do que a celebração dessas duas décadas de trabalho conjunto fossem comemoradas à altura. A jornalista Tânia Carvalho acaba de lançar Os Reis do Musical, livro da coleção Aplauso (editada pela imprensa Oficial do Estado de são Paulo), obra que documenta com fotos e textos essa trajetória. E Botellho, responsável pelas letras em português do Brasil de um enorme leque de canções que povoam as montagens nacionais de sucessos como A Noviça Rebelde, Company, Chicago e Miss Saigon, resolveu fazer sua celebração particular com o espetáculo Versão Brasileira, que estreia amanhã, no Guairinha, dentro da Mostra Contemporânea do Festival de Curitiba.

Em entrevista por telefone à Gazeta do Povo, Botelho disse que depois de trabalhar em cerca de 30 espetáculos, que, de uma forma ou de outra, passaram por suas mãos, sentiu a necessidade de resgatar essa história, colocando-se em cena como intérprete. O formato é o de um recital intimista, com piano (Marcelo Castro, também diretor musical), sopros (Edgar Duvivier) e cordas (Thiago Trajano). Mas ele vai além: estabelece com a plateia uma espécie de bate-papo, ao longo do qual revela bastidores da produções e histórias relacionadas às canções.

O roteiro de Versão Brasileira é dividido em blocos temáticos e organizados de uma forma mais ou menos cronológica. Um deles será repleto de versões para musicais que ficaram em cartaz somente em São Paulo, como Miss Saigon, Les Misérables e O Fantasma da Ópera, todos transpostos para o português por Botelho, mas sem a chancela da dupla.

Noutro bloco, é a vez dos mu­­sicais que estreiaram no Rio de Janeiro e, em sua maioria, tiveram a produção e direção assinadas por ele e Möeller: A Noviça Rebelde, O Despertar da Primavera (agora em cartaz em São Paulo), Avenida Q e 7 – O Musical, este último o primeiro inteiramente autoral da dupla, que contou com partitura inédita de Ed Motta, letras de Botelho e texto e direção de seu fiel escudeiro.

Versões

Sobre o trabalho de versão, mote de boa parte do espetáculo que chaga amanhã a Curitiba, Botelho afirma que sempre faz questão absoluta de fazer suas letras caberem dentro da música original, sem se permitir alterações melódicas que acomodem seus versos. Há também respeito total à métrica e às rimas. O letrista, en­­tretanto, faz questão de enfatizar que uma das partes mais importantes do seu trabalho é criar versões e não traduções literais. Para isso, nunca tira de foco o público brasileiro, que precisa ser apresentado àquele espetáculo, à sua história, dando-lhe um paladar local.

Mas também há espaço para composições 100% nacionais de Versão Brasileira. Há todo um bloco dedicado aos musicais brasileiros. Pontifica no segmento do recital a figura do compositor e escritor Chico Buarque, lembrado com números de musicais por ele assinados, ou que contam com suas músicas, e encenados pela dupla: Na Bagunça do Teu Coração (1996), Suburbano Coração (2002) e A Ópera do Malandro (2003).

Fonte: Gazeta do Povo. Publicado originalmente em http://bit.ly/bRdD2m

Versão Brasileira no Festival de Curitiba – trechos do ensaio

março 21, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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Vejam neste vídeo alguns trechinhos do ensaio de “Versão Brasileira“, com Claudio Botelho, que será apresentado hoje e amanhã no Festival de Curitiba:

Vídeo: UOL Mais.

Festival de Curitiba: “Versão Brasileira” faz balanço da trajetória da dupla Möeller & Botelho

março 15, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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“Versão Brasileira” será apresentado no Festival de Curitiba 2010

Conhecida como “Os Reis dos Musicais”, a dupla formada por Charles Möeller & Claudio Botelho e leva ao Festival de Curitiba (no Guairinha), nos dias 21 e 22 de março, o espetáculo “Versão Brasileira“. Nele, os diretores fazem um balanço de sua carreira, que já soma 20 anos.

Botelho estará sozinho no palco, e Möeller assina a direção, além da ambientação e figurinos. Na peça, o ponto de partida é uma conversa, onde são lembrados os momentos mais marcantes na carreira da dupla.

O set list conta com canções de musicais da dupla, como “A Noviça Rebelde”, “Ópera do Malandro”, “7″, “O Despertar da Primavera”, “Avenida Q”, “Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava”, “Company”, entre outros, além dos musicais para os quais Claudio fez as versões, como “O Fantasma da Ópera”, “My Fair Lady”, “O Beijo da Mulher Aranha, “Chicago” , “Les Miserables” e “Victor ou Victoria”. A direção musical é de Marcelo Castro.

Livro “Os Reis dos Musicais” também será lançado em Curitiba

Lançado em janeiro de 2010, o livro “Charles Möeller & Claudio Botelho – Os Reis dos Musicais”, escrito por Tânia Carvalho para a Série Aplauso, da Imprensa Oficial de São Paulo, também terá sessão de autógrafos em Curitiba. O lançamento na capital paranaense está marcado para o dia 21, às 11h da manhã, no Paço da Liberdade /SESC Paraná – Pç Generoso Marques, 189.

Serviço:

Versão Brasileira – 21 e 22 de março, às 21 horas.
Teatro Guaíra- Guairinha – R. XV de Novembro, s/n° – Centro
Preços: R$ 45 e R$ 22,50

Ingressos:

Memorial de Curitiba – Largo da Ordem, s/n° – Centro – Horários de funcionamento: Segunda à sábado, das 12h às 18h; Domingo, das 9h às 17h.

ParkShoppingBarigüi – R. Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, n° 600 – Ecoville – Horários de funcionamento: Segunda à sexta das 11h às 23h; Sábados, das 10h às 22h. Domingos, das 14h às 20h.

Forma de Pagamento: Dinheiro ou cartões de crédito e débito (Visa, MasterCard e Hipercard).

Outra alternativa para compra é a internet: http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=9659

Claudio Botelho: “Let’s do it”

fevereiro 25, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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No espetáculo “Versão Brasileira”: Claudio Botelho canta “Let’s do it”, um dos momentos mais aplaudidos do musical “Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava”, em 2000. Aqui, Claudio é acompanhado por Edgar Duvivier, Marcelo Castro e Thiago Trajano. Fevereiro de 2010.

Claudio Botelho: Do-Re-Mi / Vingativa

fevereiro 21, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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Abertura do show “Versão Brasileira”: Claudio Botelho canta e toca ao piano os primeiros versos de “Do-Re-Mi” , de “A Noviça Rebelde”, e “Vingativa”, das Frenéticas, que fez parte do primeiro espetáculo da dupla: “As Malvadas”, de 1997. Fevereiro de 2010.

Claudio Botelho: “So in Love”

fevereiro 19, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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Claudio Botelho canta “So in Love”, de Cole Porter, no espetáculo “Versão Brasileira“. A famosa canção do compositor norte-americano fazia parte do espetáculo da dupla Möeller & Botelho “Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava”., de 2000. Claudio é acompanhado por Edgar Duvivier, Marcelo Castro e Thiago Trajano. Fevereiro de 2010.

Claudio Botelho: “Let’s call the whole thing off”

fevereiro 17, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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Vídeo da abertura do espetáculo “Versão Brasileira”: Claudio Botelho canta  “Let’s call the whole thing off”, canção de George Gershwin e Ira Gershwin, que, segundo ele, traduz como funciona a dupla Möeller & Botelho. Acompanham os músicos Edgar Duvivier, Marcelo Castro e Thiago Trajano. Fevereiro 2010.

Versão Brasileira no Festival de Curitiba

fevereiro 9, 2010 by admin  
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“Versão Brasileira” será apresentado no Festival de Curitiba 2010

Conhecida como “Os Reis dos Musicais”, a dupla formada por Charles Möeller & Claudio Botelho e leva ao Festival de Curitiba (no Guairinha), nos dias 21 e 22 de março, o espetáculo “Versão Brasileira“. Nele, os diretores fazem um balanço de sua carreira, que já soma 20 anos.

Botelho estará sozinho no palco, e Möeller assina a direção, além da ambientação e figurinos. Na peça, o ponto de partida é uma conversa, onde são lembrados os momentos mais marcantes na carreira da dupla.

O set list conta com canções de musicais da dupla, como “A Noviça Rebelde”, “Ópera do Malandro”, “7″, “O Despertar da Primavera”, “Avenida Q”, “Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava”, “Company”, entre outros, além dos musicais para os quais Claudio fez as versões, como “O Fantasma da Ópera”, “My Fair Lady”, “O Beijo da Mulher Aranha, “Chicago” , “Les Miserables” e “Victor ou Victoria”. A direção musical é de Marcelo Castro.

Livro “Os Reis dos Musicais” também será lançado em Curitiba

Lançado em janeiro de 2010, o livro “Charles Möeller & Claudio Botelho – Os Reis dos Musicais”, escrito por Tânia Carvalho para a Série Aplauso, da Imprensa Oficial de São Paulo, também terá sessão de autógrafos em Curitiba. O lançamento na capital paranaense está marcado para o dia 21, às 11h da manhã, no Paço da Liberdade /SESC Paraná – Pç Generoso Marques, 189.

Serviço:

Versão Brasileira – 21 e 22 de março, às 21 horas.
Teatro Guaíra- Guairinha – R. XV de Novembro, s/n° – Centro
Preços: R$ 45 e R$ 22,50

Ingressos:

Memorial de Curitiba – Largo da Ordem, s/n° – Centro – Horários de funcionamento: Segunda à sábado, das 12h às 18h; Domingo, das 9h às 17h.

ParkShoppingBarigüi – R. Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, n° 600 – Ecoville – Horários de funcionamento: Segunda à sexta das 11h às 23h; Sábados, das 10h às 22h. Domingos, das 14h às 20h.

Forma de Pagamento: Dinheiro ou cartões de crédito e débito (Visa, MasterCard e Hipercard).

Outra alternativa para compra é a internet: http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=9659

O Trio de Ouro – Conheça os Músicos de Versão Brasileira

Edgar Duvivier, Marcelo Castro e Thiago Trajano

Logo no início de “Versão Brasileira”, após cantar (e tocar ao piano) “Vingativa”, Claudio Botelho, parafraseando o compositor Stephen Sondheim, (autor da canção “Send in the Clowns”), convida os músicos a entrarem no palco com a saudação “Send in the Music” (numa tradução livre, Que Entrem os músicos).

E que músicos! Marcelo Castro (piano), Thiago Trajano (violão, guitarra e banjo) e Edgar Duvivier (sax e clarinete) formam o “Trio de Ouro” que acompanha Claudio no passeio pelos 20 anos de trajetória artística da dupla Möeller & Botelho.

Marcelo e Thiago já podem ser considerados “prata da casa”, pois trabalharam com a dupla em seis musicais antes de “Versão Brasileira”.

Já Edgar, um dos mais famosos saxofonistas brasileiros, faz sua estreia em espetáculos de Möeller & Botelho, embora tenha acompanhado todo o processo de O Despertar da Primavera, não como músico, mas como videomaker.

O Site Möeller Botelho conversou com os músicos após o último espetáculo da temporada carioca de “Versão Brasileira”. Conheça um pouco mais do “Trio de Ouro” de Claudio Botelho.

Edgar Duvivier

Que tal a experiência de trabalhar, como músico, pela primeira vez em um espetáculo da dupla Möeller & Botelho?

Trabalhar com a dupla Moeller & Botelho é o sonho de qualquer pessoa normal (que queira trabalhar). Seja fazendo making offs (como eu fiz do Despertar da Primavera e farei de Gypsy e do Hair) ou como técnico, produtor ou ator. (Se eu não soubesse fazer nada, ia aprender alguma coisa pra trabalhar com a MB). Trabalhar como músico, acompanhando o Claudio cantar essas lindas músicas do “Versão Brasileira” é muito mais que uma “Diversão” carioca, é uma aula de arte, de profissionalismo e de prazer. O que eu observo na dupla, é que eles se dedicam de corpo e alma para fazer sempre o melhor possível. Não poupam esforços nem dinheiro, nem tempo, nem saúde para realizar o sonho de montar um belo espetáculo. E esse rigor está presente em todas as etapas e em todas as pessoas que trabalham com a dupla. Não tem conversa. Fica bom porque tem que ficar. Porque tem amor, dedicação, seriedade, qualidade e trabalho, e, tudo com diversão, delicadeza e educação.

Você gosta de musicais? Costuma acompanhar as novas produções? Quais são seus musicais preferidos?

Minha cultura não é muito de musicais. Sempre fui fanático por musicais franceses como “Les Parapluies de Cherbourg”, “Les Demoiselles de Rochefort”, (e até já me aventurei musicando alguns livros). Quando estudei nos EUA, toquei clarinete no “Fidler on the Roof”, assisti muitas vezes ao (filme)  “Singing in the rain”, vi um ou outro dos famosos, mas até conhecer de perto a dupla MB, não tinha muito contato com a grande maioria dos musicais americanos ou ingleses.

E como é dividir o palco com Claudio?

Fazer show com o Claudio é o máximo. Antes de tudo, dividimos os bastidores e é uma festa. Morremos de rir, o Claudio que parece tão serio (e é tão serio no trabalho) é engraçado pra caramba, leve e a vontade. E quase sempre o Charles aparece e a festa fica completa. Quando entramos em cena, outro personagem está no palco. O cantor. Então trata-se de escutar o Claudio cantar e acompanhar criando as harmonias e melodias onde ele vai solar, e  ele canta tão bem que se eu bobear eu fico escutando e nem toco. Adoro todas as músicas. Vou todos os dias feliz para o trabalho.

E a relação com Marcelo e Trajano, como tem sido?

Tocar com o Marcelo e com o Thiago é o maior prazer. São ótimos músicos, companheiros e amigos. O que eles querem é fazer um bom espetáculo. Se te falam alguma coisa, é melhor escutar, pois não vai ser para te chatear, pra concorrer com você. Vai ser pra procurar melhorar o resultado. Sabe aquela história: “para que façamos juntos aquilo que eu não posso e não sei fazer sozinho”? Pois é, ali é assim. Todos pelo melhor espetáculo.

Cada um de nós com estilos e histórias diferentes. Eles quase poderiam ser meus filhos (por causa da idade, apesar de não parecer, pois eu pareço mais moço que eles), mas eu escuto com atenção o que eles tem a me dizer. Marcelo nos teclados, Thiago nas cordas e eu no sopro, conseguimos unir os timbres de uma pequena orquestra.

Estar em uma arena, tão próximo da plateia, qual a sensação?

Já toquei naquele teatro e em muitas outras arenas. Acho muito bacana. O povo está ali em volta, dando calor, vibrando com a gente. O povo faz parte da totalidade do show. Não teria o show sem o público,e ali esse público fecha o circulo. Uma espécie de mandala de som e de arte.

Marcelo Castro

Há algum tempo você só atuava como diretor musical e regente em musicais. Em Versão Brasileira, você está em cena, tocando piano. Como está sendo a experiência?

Realmente. “Sete” foi o último musical que fiz como pianista. Faz falta também. Acho que reger e dirigir é tudo o que quero fazer na vida, mas a emoção de tocar também é boa. Na realidade a responsabilidade é muito menor nesse caso. Quando estou regendo tenho que resolver todos os problemas que possam surgir num espetáculo. Até mesmo uma luz que não abrir, ou um cenário que não desceu, ou um cantor que entrou antes…. existem várias coisas que eu, como maestro, tenho que resolver com a orquestra. Quando estou somente no piano, a coisa fica mais fácil, as responsabilidades são divididas, apesar da direção musical do versão brasileira também ser minha, a responsabilidade não é a mesma. O fato de estar em cena, não me faz muito a cabeça não. Realmente gosto de ficar por detrás dos panos… Risos. Estou muito feliz no Versão, pois pude juntar a direção musical com o pianista e ainda dividir o palco com pessoas que são MARAVILHOSAS!!!!!!


Que tal reviver essa história de tantos musicais? Você participou de vários dos quais Claudio canta…

Nossa….esses últimos anos foram agitados… Risos. Em cada pedacinho de música a gente lembra de alguma coisa. Tem vários momentos que me fazem lembrar outros espetáculos, mas a emoção não é a mesma. Em muito deles eu estava na regência ou na direção, ou tocando um piano que era diferente do que estou tocando agora. Os arranjos que fiz com o Thiago Trajano são diferentes dos outros musicais. Nada é igual. Desses que estamos fazendo eu participei: Lado a Lado com Sondheim, Sete, Avenida Q, O Despertar da Primavera, A Noviça Rebelde e Gypsy (já estamos trabalhando nele faz algum tempo), acho que só. Risos.

E como é dividir o palco com Claudio?

Como já falei anteriormente, as pessoas que estão nesse musical são Fantásticas. Realmente é MUITO agradável ir para o teatro e saber que vou encontrar elas. Não tem tititi, fofoca, disse me disse…. é tudo muito tranquilo e divertido. Na realidade me divirto muito lá. A Claudio é um artista incrível. Tem uma musicalidade impressionante. É fácil acompanhá-lo, pois ele sabe exatamente o que está fazendo. Com esse tipo de artista fica muito fácil de tocar. Na realidade nós temos trocas no palco (uiiiiiii). Na música é assim. Sou contra aquele conceito de que o pianista acompanha o cantor. Eu penso que fazemos música juntos. Tem momentos em que ele me sugere coisas e vice versa…. assim a música vai se construindo e cada dia é diferente do outro…. em resumo: é MUITO BOM.

E a relação com os outros músicos, Edgar e Trajano, como tem sido?

São duas pessoas maravilhosas. O Edgar eu conheci como músico nesse espetáculo. Nunca tinha trabalhado com ele antes. É um músico espetacular. Aprendeu as canções em tempo record…. e olha que são muitas… não reclama de nada, não atrapalha em nada, é calmo, passa muita tranquilidade e ainda é divertidíssimo. O Thiago eu já conheço faz um tempo e é um cara que admiro muito. Tem um conhecimento de música absolutamente invejável! Sempre que tenho alguma dúvida, procuro ele para conversar… É meu braço direito e às vezes o esquerdo também em muitos trabalhos. Conversamos sempre sobre vários temas relacionados a música e sempre é muito construtivo para mim. Adoro ouvir as opiniões dele e sempre para pra pensar quando ele fala alguma coisa. É aquele tipo de cara que quando fala você realmente tem que parar e avaliar. Não fala besteira. Não preciso me preocupar em nada como diretor. É um profissional perfeito e de um caráter ainda mais perfeito. Nos arranjos discutimos algumas coisas e sempre chegamos a uma idéia comum. Dividir o camarim com essas duas figuras foi muito legal.

Thiago Trajano

Você já participou de quantos musicais de Möeller & Botelho?

Sabe quando o Claudio, no início de Versão Brasileira, fala dos primeiros espetáculos em casas de shows que não existem mais, como o Rio Jazz Club? Bom, eu já estava lá… mas como público! Então posso dizer que acompanho a carreira do Charles e do Claudio há bastante tempo. Mas acompanhar no sentido musical, ou seja, sair do lado de lá, das poltronas da plateia e pular para uma cadeira no fosso da orquestra ou no palco, demorou certo tempo. Meu primeiro trabalho com eles foi como substituto do guitarrista e violonista Sílvio D’amico na Ópera do Malandro em 2003, no Carlos Gomes. No final da temporada o Sílvio teve uma viagem longa para Europa e eu assumi seu lugar como titular. Em seguida fiz a Ópera do Malandro em Concerto, A Noviça Rebelde, Avenida Q, O despertar da Primavera e agora estou em meu sexto musical da dupla: Versão Brasileira.

Pela primeira vez você está dividindo o palco com o Claudio…

Só agora, nesta entrevista, me dei conta que nestes sete anos, nunca havia trabalhado com o Claudio no palco! Que o Claudio é super talentoso, todos sabem! Vemos de quarta a domingo as platéias se emocionarem e rirem muito durante o espetáculo; mas tenho que admitir… por mais que adore fazer o show, adore as músicas, adore as versões… a bagunça antes de entrarmos em cena é mais divertida ainda! Divido isto aqui, pois a parte do show todos vêem, e sabem como é ótimo, tudo funciona de forma exemplar. Mas credito grande parte do nosso resultado final ao fato de termos nos bastidores um clima excelente! Ou como dizem: “boa coxia!”.

E a relação com Marcelo e Edgar, como tem sido nesta “boa coxia”?

O Edgar é multi! O que eu posso dizer? O cara é um escultor consagrado, faz vídeo, edição, trilha, se formou em Direito (esqueceu os papéis de uma petição importante no Bob´s! Mas isso é outra história, deixa pra lá!), e nas horas vagas é saxofonista, clarinetista… Não sei não, mas acho que o dia desse cara tem 90 horas, não é possível! Me dividir entre o violão e a guitarra já me consomem mais tempo do que tenho, vivo com a sensação de estar devendo! Mas o Ed consegue! Está sendo um grande prazer dividir o palco com ele!

O Marcelão já conheço há alguns anos, esse cara é fera! Seu talento e dedicação são impressionantes. Embora já tenha uma bagagem sólida em musicais, não se iluda, ele está sempre correndo atrás de mais informação e uma formação mais consistente para que possa desempenhar o papel de diretor musical e regente de maneira mais eficiente e profissional a cada nova empreitada.

Qual foi a sensação de estar no palco e não em um fosso? Estar em uma arena, tão próximo da plateia?

É muito interessante, pois ouvimos todos os comentários e cochichos durante o show. É sempre muito engraçado, a cada novo número, ouvir todos excitados adivinhando baixinho o nome do musical à qual a música executada pertence. Mas em relação aos cochichos, a situação mais engraçada ocorre em Class, do musical Chicago: em meio às risadas (pois a versão do Claudio é divertidíssima!), ouvimos, quando pronunciados certos palavrões que aparecem na letra da canção, alguns mais conservadores exclamarem “Que isso, gente?”! É impagável! Mas a maior vantagem da arena, no meu ponto de vista, é poder tocar de frente para os outros músicos e para o Cláudio. Isso gera uma cumplicidade, e uma interação que acontece em todos os momentos do espetáculo.

Que trecho do Versão você particularmente mais gosta?

Acho difícil apontar um só, gosto de tudo! Aliás isto é bastante raro! Quando estamos no fosso da orquestra, existem muitos momentos nos quais não estamos tocando, e além disso nunca estamos vendo a cena (claro, pois estamos no fosso!). Isto faz com que algumas vezes nos esqueçamos que fazemos parte de um grande espetáculo, onde uma enorme platéia está logo ali, se emocionando com o que vê e ouve. Em Versão Brasileira, nós estamos ali o tempo todo, interagindo e sentindo de perto tudo que acontece. Isso nos faz estar 100% conectados com o desenrolar do espetáculo a todo o momento! Isso é dos pontos que mais gosto! Mas sei que você se refere a algum número musical, então se tenho que escolher, vai lá: o momento mais forte e grandioso acho que é o “Beijo da Mulher Aranha”, mas a canção que mais gosto é, sem dúvida, “Losing my mind”.

Aguardem Claudio Botelho e o ‘Trio de Ouro’ em “Versão Brasileira” no Festival de Curitiba 2010!

Veja mais fotos dos músicos de “Versão Brasileira”:

Fotos: Leo Ladeira.

Versão Brasileira encerra temporada no Rio

Após quatro semanas de casa cheia e excelentes críticas, o espetáculo solo de Claudio BotelhoVersão Brasileira“, comemorativo aos 20 anos de parceria artística da dupla Möeller & Botelho, teve sua temporada encerrada ontem, 07/02.

Este é um espetáculo despretensioso, mas nem por isso feito de qualquer maneira. A luz do Paulo César Medeiros é linda, e os músicos são talentosíssimos. Enfim, é uma celebração, um encontro com amigos e fãs, novos e antigos“, disse Claudio Botelho.

E amigos e fãs não faltaram! Ao longo destas quatro semanas, o espetáculo foi assistido por dezenas de grandes amigos da dupla, como Bibi Ferreira, Marília Pêra, Alessandra Maestrini, Rosamaria Murtinho, Mauro Mendonça, Nélida Piñon, Inez Viana, Soraya Ravenle, Sérgio Britto, Eduardo Dussek, Gilberto Braga, Sérgio Cabral, Carlinhos Lyra, Miúcha, Kiara Sasso, Alessandra Verney, Marya Bravo, Pierre Baitelli, Sabrina Korgut, André Dias, Totia Meireles,  Ada Chaseliov, Patrícia Bueno, Malu Rodrigues, Rodrigo Pandolfo, Vera do Canto e Mello, Mirna Rubim, Leiloca, Emiliano Queiroz, Suzana Faini, Ana Rosa, Theresa Amayo, Geraldo Carneiro, Alcione Mazzeo, Kate Lyra, Ivana Domenico, Ester Elias, Debora Olivieri, Carlos Gregório, Thaís Portinho, Monique Lafond, Nildo Parente,  Julinha Serrado, Hildegard Angel, Aracy Cardoso, Maria Pompeo, Rosa Maria Araújo, Leo Wainer, Julia Bernat, Zaida Valentim, entre outros, além dos muitos fãs, jovens e antigos, que viram duas ou três vezes o show de Claudio.

Veja abaixo a galeria especial de “Versão Brasileira”:

“Rio Musical” sacode Pier Mauá com encontros históricos

Dia 2 de fevereiro, dia de festa no mar. E o mar emoldurou um raro encontro de astros dos musicais cariocas. Realizado no Pier Mauá, na Zona Portuária, o evento Rio Musical – Noites Cariocas, reuniu, em uma só noite, nomes como Claudio Botelho, Inez Viana, Eduardo Dussek, Ester Elias, Marya Bravo, Gottsha, Solange Badim, Gustavo Gasparani, Malu Rodrigues, Pierre Baitelli, Leticia Colin, além de todo o elenco de O Despertar da Primavera e de O Som da Motown.

Com curadoria de Aniela Jordan e apresentação de Claudio Botelho, o evento realizou um pot-pourri de musicais que estiveram em cartaz no Rio recentemente. Assim, os apreciadores do gênero puderam ter uma degustação de “O Despertar da Primavera”, “A Noviça Rebelde”, “Oui Oui – A França é Aqui”, “Opereta Carioca”, “Sassaricando”, “O Som da Motown” e “Versão Brasileira”.

Claudio Botelho abriu a noite cantando sua versão de “Let´s do it”, de Cole Porter, que fez parte do musical “Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava” e integra o repertório de “Versão Brasileira”, em cartaz no Rio.

Em seguida, o apresentador chamou ao palco as meninas do musical “O Som da Motown”, concebido e dirigido por Renato Vieira e Cláudio Figueira. Em cena, Simone Centurione, Thalita Pertuzatti, Ellen Wilson, Alcione Marques e Débora Pinheiro cantaram célebres canções eternizadas por astros como Lionel Ritchie, The Supremes, The Jackson Five, Stevie Wonder, entre outros nomes da lendária gravadora norte-americana de black music.

O momento clímax do show da “Motown” ocorreu quando Simone Centurione desceu do palco e, entre o público, cantou “Ben”, em dueto com Michael Jackson adolescente, projetado num telão. A galera foi ao delírio.

A atração seguinte foi o ator e cantor Gustavo Gasparani, representando o espetáculo “Opereta Carioca”. Sem sua partner, Soraya Ravenle – que não pôde comparecer devido a uma gripe – , Gustavo divertiu o público com pérolas do samba e número de plateia.

A atração supresa da noite ficou por conta da presença (não divulgada no roteiro) de Ester Elias, que cantou o “Som da Música”, de “A Noviça Rebelde”, e, em dueto com Claudio, “Coisas que eu Amo”.

Logo depois, Claudio chamou ao palco Eduardo Dussek e Inez Viana, o casal de protagonistas de “Sassaricando”, um dos musicais de maior sucesso no Rio nos últimos anos.

Igualmente bem-sucedido, o musical de revista “Oui Oui – A França é Aqui” arrancou aplausos da plateia do Noites Cariocas, com as interpretações deliciosas de Gottsha, Cristiano Gualda, Marya Bravo, Solange Badim, Gustavo Gasparani e César Augusto. Gottsha foi aplaudidíssima por sua interpretação de “Non, Je ne regrette rien”,  clássico de Edith Piaf.

A última atração e uma das mais esperadas foi a apresentação pocket de “O Despertar da Primavera”, que encerrou temporada no último domingo, 31/01. Usando microfones de mão, o elenco cantou “Mama me Explica”, “Se Fudeu” e “Canção de Um Verão Vermelho”, levando os muitos fãs do musical presentes ao delírio.

O Grand Finale dessa noite histórica ocorreu com o “hino do teatro”, a canção “There’s No Business Like Show Business” , de Irving Berlin, que foi interpretada por Claudio Botelho e todos os artistas convidados.

Veja fotos dessa noite histórica:

Projeto Rio Musical reúne os melhores musicais em cartaz na cidade

fevereiro 1, 2010 by Site Möeller & Botelho  
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Jornal do Brasil: 02/02/10:

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O Noites Cariocas ampliou seu formato em parceria inédita com Sesc Rio Sesc Rio, no Armazém 4, da Zona Portuária carioca.

Entre as atrações de 2010 está a noite “Rio Musical“, que apresentará, nesta terça-feira, 2 de fevereiro, um pout-pourri de musicais de sucesso no Rio: “O  Som da Motown”, “Oui, Oui – A França é Aqui”, “O Despertar da Primavera”, “Opereta Carioca”, “Sassaricando” e “Versão Brasileira”.

A curadoria do evento foi assinada por Aniela Jordan, e o texto e a narração serão de Claudio Botelho.

Serviço:

Rio Musical

Terça-feira, 2 de fevereiro de 2010  (apresentação única)

Horário: 20:30 h.

Abertura da casa: 19:30 h.

Local: Av.Rodrigues Alves – Espaço Pier Mauá – Armazém nº 4

Valor: R$ 10 / R$ 5 (estudantes, comerciário e idosos). Censura: 10 anos Informações: (21) 9875-7736/ 9875-5691

Ingressos: Bilheteria e Pontos de venda físicos: Modern Sound R Barata Ribeiro, 502 – Copacabana Horário de vendas: Segunda a sexta 9h às 20h, sábado 9h às 19h Posto BR – Bougainville (Tijuca) Rua Uruguai, 46 (esquina c/Maxwell) – Tijuca Horário de vendas: 8h às 20h Posto BR – Parque das Rosas Av das Américas, 3.757 – Barra da Tijuca Horário de vendas: 8h às 21h Posto BR – Piraquê (Parque dos Patins) Av Borges de Medeiros, s/n – Lagoa Horário de vendas: 8h às 20h Posto King Kong Rua Visconde do Rio Branco, 756 – Niterói Posto Pasmado R General Gois Monteiro, 195 – Botafogo Posto Shell – São Bento Av Roberto da Silveira, 283 – Icaraí Horário de vendas: 14h às 22h Teatro da Maison de France Av Pres Antônio Carlos, 58 – Centro Horário de vendas: Terça a sábado de 14h às 19h, domingo de 14h às 17h Two Mahana R Mena Barreto, 107 – Botafogo Horário de vendas: De 9h às 20h.

Mapa do Local:

Geraldinho Carneiro e Ricardo Cravo Albin escrevem sobre “Versão Brasileira”

Geraldinho Carneiro com Edgar Duvivier e Ana Paula Pedro

O poeta, letrista e roteirista Geraldo Carneiro assistiu “Versão Brasileira” e remeteu ao Site Möeller Botelho um simpático texto sobre o espetáculo:

“Além das qualidades já sobejamente conhecidadas de diretor, ator e, sobretudo, versionista de canções, Cláudio Botelho nos exibe, em seu espetáculo Versão Brasileira, a capacidade didática de nos conduzir através de canções-chave do repertório dos musicais americanos e brasileiros. Só isso já vale aplausos entusiásticos de qualquer espectador. É uma alegria entrar no mesmo bonde com Cole Porter, George e Ira Gershwin, Chico Buarque e Vinicius de Moraes. Como se diz em carioquês contemporâneo, melhor do que isso, só dois disso.

beijos, Geraldo Carneiro”

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Ricardo Cravo Albin e Julinha Serrado

Presidente do Conselho Empresarial de Cultura da Associação Comerclal do Rio de Janeiro, o pesquisador de música Ricardo Cravo Albin assistiu na última semana o show “Versão Brasileira“, com Claudio Botelho.

Suas impressões foram publicadas na edição de 01/02/10 do Jornal O Dia:

Esta semana é a última oportunidade de assistir a um show imperdível

O teatro sempre representou, ao longo dos séculos, a possibilidade de magia e de encantamento para o ser humano. É a transfiguração da dura realidade do cotidiano para o patamar do sonho e da idealização do inatingível.

No Brasil, quero me deter na tradição do teatro musicado, berço da MPB a partir da opulência da antiga Praça Tiradentes, no Centrodo Rio, com seus 12 teatros no início do século passado.

De toscos e simplórios no começo, os musicais atingiram cem anos depois um singular apogeu. E o mais curioso: culminância popularizada por uma dupla, os ainda jovens Claudio Botelho (cantor, ator e tradutor) e Charles Moeller (diretor).

Nesses últimos 20 anos, nossos meninos de ouro reconstruíram o Teatro Musical no Brasil, agora soprado por rigor e bom gosto. Finalmente, um padrão internacional ao musical brasileiro.

E tudo isso para lhes dizer que teremos ainda mais uma semana (esta), no Teatro Sesc-Copacabana, um “show” retrospectivo dessa quase saga de renovação da dupla Claudio Botelho-Charles Moeller.

O espetáculo – a que assisti com especial encanto – é um quase recital com Claudio Botelho (e três músicos) desfiando as músicas das dezenas de montagens construídas pela dupla.

A cada bloco da sequência narrativa do espetáculo, o público, que lotou toda a temporada, se embriaga de memória. E aplaude com entusiasmo, especialmente os textos com músicas brasileiras: os deliciosos Sassaricando (marchinhas de Carnaval) e os três shows a partir da obra de Chico Buarque.

Eloqüente testemunho não só da memória, embora recente, mas de capacidade criativa.

Ricardo Cravo Albin

Macksen Luiz: “Versão Brasileira”: Simpático Balanço de Carreira

Confira a crítica de Macksen Luiz (Jornal do Brasil) para “Versão Brasileira”, publicada nesta quinta-feira, 21/01/10: (clique na imagem para ampliá-la)

Texto na Integra:

Simpático balanço de carreira

Por Macksen Luiz

Claudio Botelho demonstra em 20 anos, ao lado de Charles Möeller, na produção de musicais, a sua capacidade como tradutor de letras das canções originais. A sensibilidade musical de Botelho está aliada a soluções verbais que transcrevem para o português, além do significado em inglês, a sua espontaneidade para descobrir formas de recriá-las com acuidade linguística. Em Versão brasileira, em cartaz no Espaço Sesc, Claudio em espetáculo solo, quase um recital, mostra várias destas traduções, além de percorrer, musicalmente, o repertório das montagens dupla neste período.

Desde o primeiro espetáculo, As malvadas, até os futuros, como Gipsy, Hair, Nine, Annie, e um tributo a Roberto Carlos, o show conta a história das realizações dos parceiros, com poucas palavras e muita música.

Neste balanço, fica evidente o processo de aclimatação dos musicais ao paladar nacional, como o percurso até a atual projeção da grife Claudio e Charles no mercado teatral. Os difíceis tempos em que oito espectadores na plateia eram suficientes apenas para pagar a passagem do ônibus de volta à casa são lembrados como o início da escalada de reconhecimento, que hoje mantém, simultaneamente, dois ou mais espetáculos em cartaz, e, permanentemente, com novas produções engatilhadas.

Recordando a escalada da dupla, Botelho faz pequenas intervenções para situar a série de canções que canta com voz que sustenta bem cada uma delas e como o recital não se propõe a ser demonstração virtuosística, o que prevalece é a sua simpática presença na apresentação de seu trabalho. Marcelo Castro, piano, Thiago Trajano, violão, guitarra e banjo, e Edgar Duvivier, sopros, robustecem a qualidade do repertório e apoiam essa transcrição intimista da exuberância de um gênero.

Jornal do Brasil – 21/01/10.

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