Retrospectiva M&B 2009 em 15 minutos

retrospec

Nós do site M&B preparamos os fatos marcantes de 2009 em vídeo, totalizando 15 minutos de material que estava arquivado, espetáculos como Avenida Q, A Noviça Rebelde, Beatles num Céu de Diamantes, 7 O Musical, O Despertar da Primavera e Gloriosa. Conta também com entrevista com os diretores, atores e também alguns projetos para este ano.

O conteúdo foi todo retirado do site, transformado em roteiro e moldado para ser apresentado de uma forma mais interativa com imagens exclusivas que só encontra aqui, confira:

Parte 1:

Parte 2:

Vídeo por: Denny Naka
Roteiro: Denny Naka e Leo Ladeira
Apresentação: Thais Conti

“7 – O Musical”: Emoção nos Aplausos Finais da Temporada Paulista

junho 16, 2009 by Site Möeller & Botelho  
Filed under 7 - O Musical, Vídeos

Assista o vídeo dos aplausos finais no encerramento da temporada paulista de “7 – O Musical“, com direito a fala emocionada de Alessandra Maestrini:

 

Crítica “7″: “Subjetivos e Objetivos”

Confira a crítica de “7 – O Musical” por Darson Ribeiro (Portal Cultura & Lazer):

critica-de-7

Suzana Faini: Mais do que Parabéns

maio 1, 2009 by admin  
Filed under 7 - O Musical, Entrevistas

7-em-sampa-03Considerada uma das grandes atrizes do teatro e da TV, Suzana Faini tem um currículo que vai de peças como “Rei Lear”, “Tio Vânia” e “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant” a novelas como “Irmãos Coragem”, “Selva de Pedra” e “Pai Herói”. Recentemente ela brilhou na TV, na novela “A Favorita”, da TV Globo.

No último dia 16 de abril, Suzana fez sua estreia em musicais, na temporada paulista de “7 – O Musical”, de Charles Möeller & Claudio Botelho.

Em seu primeiro trabalho com a dupla, ela tem a difícil tarefa de substituir Ida Gomes no papel da Srª A – Ida faleceu em fevereiro de 2009, alguns dias após o término da temporada carioca de “7”.

O Site Möeller & Botelho conversou com Suzana sobre sua entrada no espetáculo.

  • Suzana, como você recebeu o convite de entrar em “7 – O Musical”?

Como todos devem saber, o convite veio após o falecimento de Ida Gomes, minha colega de outros trabalhos, minha amiga e grande atriz. No primeiro momento foi o sentimento de cumprir o dever de preencher o lugar de alguém num espetáculo. The show must go on. No segundo momento, pensei: ‘opa! substituir Ida Gomes?’ Claudio me tranquilizou.

Eu tinha visto o espetáculo duas vezes, e por sorte nem de longe pensei em substituir alguém, principalmente uma atriz do porte de Ida Gomes. Tentar imitá-la seria um desastre. Paula Sandroni trabalhou comigo alguns dias, rumamos para São Paulo e então entrei em contato com elenco, palco, música. Ainda não tinha largado o texto. Não que seja muito grande. Era insegurança mesmo.

  • Como foi o trabalho de compor a sua Srª A?

A Srª A, que eu chamo brincando de AAAA, porque sou a quarta atriz a fazê-la, foi surgindo por necessidade mais depressa do que costuma acontecer comigo. Charles me deu valiosíssimas informações e principalmente falou que eu me divertisse. É o que estou fazendo. Tenho muito presente a figura da madrasta da Branca de Neve: malvada, cruel, enfurecida, bruxa e poderosa. A Sra. A. é apaixonada, abandonada, amorosa, vingativa, má, sofrida, forte, sem nunca perder a esperança de reencontrar seu amor.

  • Você já havia atuado em musical antes?

Este é o primeiro dos muitos que farei. Nos próximos estarei cantando, sapateando, dançando e tudo o mais que eu puder… Brincadeirinha…

  • Como é  trabalhar com a dupla Möeller & Botelho?

Olha, eu apenas tenho uma pequena idéia do que pode ser de muito bom. Na verdade tivemos pouquíssimos ensaios e adorei mesmo a competência, a segurança e o carinho com que todos são tratados. Eles fazem realmente uma grande dupla e o resultado é que isso reflete diretamente no rendimento de todo o elenco.

  • E que tal atuar ao lado de nomes como Zezé Motta, Rogéria, Alessandra Maestrini, Eliana Pittman, entre os outros?

São mulheres esplendorosas que me receberam muito bem. Estou encantada com todo o elenco. A turma, mulheres e homens, cantam demais e o nível de profissionalismo é de primeira. Estou mais do que de parabéns, não é?

Veja mais fotos de Suzana em “7 – O Musical”:

Fotos: Lenise Pinheiro, Denny Naka, Site Ego.

Lenise Pinheiro registra “7 – O Musical”

abril 27, 2009 by admin  
Filed under 7 - O Musical, Fique Ligado

Uma das principais fotógrafas de teatro do Brasil, Lenise Pinheiro, esteve nos bastidores de “7 – O Musical” na semana passada para registrar as nuances e os detalhes do espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho.

As fotos foram publicadas no Blog Cacilda, da Folha de São Paulo.


Confira algumas das belas imagens de Lenise:

Fotos: Lenise Pinheiro – Blog Cacilda (Folha).

“7 – O Musical” em SP

abril 27, 2009 by admin  
Filed under 7 - O Musical, Vídeos

Confira a reportagem exclusiva do Site Möeller & Botelho sobre a temporada de “7 – O Musical” em São Paulo.

Depoimentos de Charles Möeller, Claudio Botelho, Alessandra Maestrini, Zezé Motta, Alessandra Verney, Rogéria, Suzana Faini e Malu Rodrigues:

Branca de Neve em versão dark

abril 16, 2009 by admin  
Filed under 7 - O Musical, Clipping

O espetáculo 7 transforma a fábula infantil em musical, narrado por canções soturnas de Ed Motta

O Estado de São Paulo – Ubiratan Brasil – 16/04/09

72


Sete são os pecados capitais e também as maravilhas do mundo. As pragas do Egito são sete assim como as cores do arco-íris. E sete são os anões da Branca de Neve, história infantil que inspirou o mais autoral trabalho da dupla Claudio Botelho e Charles Möeller, que estreia hoje para convidados, no Teatro Sérgio Cardoso, e que se chama justamente 7 – O Musical.

“O número é emblemático e nos surgiu durante o processo”, conta Möeller, autor do texto e responsável pela direção. “E a fábula da Branca de Neve é apenas o ponto de partida, pois a história é como um tratado sobre a inveja”, completa Botelho.

A trama desconstrói a história infantil ao centralizar a narração na madrasta má, Amélia (Alessandra Maestrini), que é trocada pelo namorado por Bianca (Alessandra Verney), jovem pura, simples e bonita. Aconselhada por sua madrinha (Eliana Pittman), Amélia consulta uma cartomante, Carmen dos Baralhos (Zezé Motta), que a submete a sete pedidos para recuperar o amor.

De todas, a sétima tarefa revela-se a mais complicada: conseguir o coração de alguém que nunca tenha se apaixonado. Com isso, Amélia vai parar no bordel de Dona Odete (Rogéria), onde se envolve com o jovem Álvaro (Pedro Sol) e sofre nas mãos de outras funcionárias do local, Madalena (Janaína Azevedo) e Elvira (Ivana Domenico). Ao mesmo tempo em que a trama segue, uma misteriosa velhinha, Senhora A. (Suzana Faini), conta para a afilhada a história de Branca de Neve, em uma das chaves do misterioso enredo.

Os fatos se desenrolam em uma Rio de Janeiro que bem poderia ter sido recriada por Tim Burton: escura, tenebrosa e onde até neva. O tom de ópera dark surgiu quando Botelho e Möeller foram surpreendidos pelo cantor e compositor Ed Motta. “Em 2001, depois de assistir à nossa montagem de Company, ele nos procurou para dizer que tinha algumas canções sem letra que se encaixariam em um musical”, lembra Botelho, que ficou com um CD demo. A audição foi surpreendente. “Não eram canções simples, pois sugeriam personagens, dramaturgia, com diálogos já desenhados entre contralto e soprano. Não tinha assunto, mas era absolutamente teatral.”

Admirador de autores clássicos dos musicais como Stephen Sondheim e Cy Coleman, Ed Motta já ensaiava há muito uma aproximação com o gênero. “Compus algumas canções cuja melodia acabei incorporando em meus álbuns”, conta ele, sensivelmente inspirado por artistas diversos, como Carla Bley e Paul Haines (Escalator Over the Hill ) e até Frank Zappa (Absolutely Free). “Para o musical, é preciso uma acuidade sonora muito grande, um controle com o desenho de cordas, com a letra.”

Claudio Botelho, então, realizou o sonho de criar letras para as canções – autor das elogiadas versões em português dos grandes musicais da Broadway recentemente montados no Brasil, ele domina a dicção do gênero, sabendo qual sílaba é a mais correta para determinada nota. Assim, o trabalho com Motta começou em 2004 e terminou três anos depois.

O tom soturno das composições (“Acho que ouvi muito Sweeney Todd, do Sondheim”, brinca Motta) logo inspirou Charles Möeller a criar sua melancólica história sobre a frieza que domina as almas humanas. Não foi difícil pois ele já pesquisava sobre os contos dos irmãos Grimm – não as versões edulcoradas de Walt Disney, mas os aspectos mais adultos, especialmente a crueldade. “Charles é um obcecado estudioso desses contos, colecionando versões e traduções ao longo do tempo”, conta Botelho.

Para dar vida a personagens tão marcantes e distintas, Möeller e Botelho decidiram escalar um elenco sui generis, com artistas de gerações e trajetórias bem distintas, além de uma cantora, Eliana Pittman, estreando como atriz. “São mulheres de forte personalidade, que exigiam papéis especialmente escritos para cada uma”, explica Möeller.

Do grupo que encenou o musical no Rio de Janeiro, apenas uma alteração sentida: Suzana Faini substitui Ida Gomes, que interpretou Senhora A. até janeiro deste ano, um mês antes de morrer. “Ida foi uma das primeiras atrizes escolhidas, pois queríamos alguém que tivesse uma voz marcante”, lembra Botelho. “Como fez muitas dublagens para filmes e desenhos, Ida tinha um tom muito conhecido, que contribuiu fundamentalmente para a criação de toda a atmosfera do espetáculo.”

Como não observou cuidadosamente o trabalho de Ida, Suzana Faini sentiu-se à vontade para criar seu próprio trabalho. “Não me lembro de detalhes da atuação dela, o que me ajudou”, conta a atriz que, curiosamente, utiliza o mesmo figurino da antecessora. “As roupas e os sapatos serviram bem. É como se ela estivesse ainda acompanhando o espetáculo.”


UM ELENCO INUSITADO

  • ELIANA PITTMAN: Com uma discografia que ultrapassa 20 álbuns, a cantora conta que precisou adaptar-se para o musical. “Nos shows, eu enlouqueço; no palco, porém, tenho de seguir o que manda o diretor”, conta ela, que tem dois solos em cena.
  • ZEZÉ MOTTA: Com vasta carreira, a atriz e cantora sentiu-se agradavelmente surpreendida com seu papel em 7: “Pela primeira vez, vou interpretar uma personagem má”, brinca ela, que vive a cartomante Carmen. “Por isso, tive dificuldade em descobrir a melhor forma de interpretá-la.”
  • ROGÉRIA: Sem esconder a idade (completa 66 anos em maio), a artista que já fez shows na Europa e na África conta que ficou apavorada quando foi convidada para o musical. “Saí da mesmice e ainda criei a maquiagem que uso em cena.”

Serviço

7 – O Musical. 135 min. 14 anos. Teatro Sérgio Cardoso. Rua Rui Barbosa, 153, 3288-0136. 6.ª, 21h30; sáb., 21h; dom., 18h. R$ 20 (balcão) e R$ 40 (plateia). Hoje, para convidados. Até 31/5.