Último dia de O Despertar da Primavera

maio 3, 2010 by admin  
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* Cobertura: Denny Naka – especialmente para o Site Möeller & Botelho

Encerrou neste Domingo (02) a temporada de O Despertar da Primavera. Antes da apresentação, Debora Olivieri leu a carta que  o diretor Charles Möeller escreveu para todos do elenco, agradecendo e elogiando pela competência de cada um e se desculpando pela ausência devido ao trabalho em Gypsy e Beatles num Céu de Diamantes.

“Hoje é um dia de comemoração, não de tristeza. Estamos comemorando a vida que o Wedekind queria tanto: Jovens que lutaram nessas casas e descobertas de talentos assustadores, um grupo barulhento de jovens brilhantes, um elenco de guerreiros que me provaram que não sem nada sobre ir no fundo das coisas, VOCES FORAM A FUNDO.” – Disse Möeller no início da carta.

Todos visualmente emocionados fizeram deste último dia um dos mais especiais apresentados desde sua estreia em 21 de agosto de 2009 no Teatro Villa-Lobos no Rio de Janeiro. O Teatro Sérgio Cardoso estava completamente lotado, e diversos fãs – inclusive de fora do estado – participaram desta apresentação que emocionou a todos,  incorformados pela pequena temporada paulista.

Este vídeo exclusivo para o Site M&B mostra um pouco dos bastidores, da coxia, do final e traz depoimentos de Pierre Baitelli, Malu Rodrigues, Rodrigo Pandolfo, Letícia Colin, Thiago Amaral, Felipe de Carolis, Danilo Trimm, Débora Olivieri, Eline Porto e Alice Motta.

“Rio Musical” sacode Pier Mauá com encontros históricos

Dia 2 de fevereiro, dia de festa no mar. E o mar emoldurou um raro encontro de astros dos musicais cariocas. Realizado no Pier Mauá, na Zona Portuária, o evento Rio Musical – Noites Cariocas, reuniu, em uma só noite, nomes como Claudio Botelho, Inez Viana, Eduardo Dussek, Ester Elias, Marya Bravo, Gottsha, Solange Badim, Gustavo Gasparani, Malu Rodrigues, Pierre Baitelli, Leticia Colin, além de todo o elenco de O Despertar da Primavera e de O Som da Motown.

Com curadoria de Aniela Jordan e apresentação de Claudio Botelho, o evento realizou um pot-pourri de musicais que estiveram em cartaz no Rio recentemente. Assim, os apreciadores do gênero puderam ter uma degustação de “O Despertar da Primavera”, “A Noviça Rebelde”, “Oui Oui – A França é Aqui”, “Opereta Carioca”, “Sassaricando”, “O Som da Motown” e “Versão Brasileira”.

Claudio Botelho abriu a noite cantando sua versão de “Let´s do it”, de Cole Porter, que fez parte do musical “Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava” e integra o repertório de “Versão Brasileira”, em cartaz no Rio.

Em seguida, o apresentador chamou ao palco as meninas do musical “O Som da Motown”, concebido e dirigido por Renato Vieira e Cláudio Figueira. Em cena, Simone Centurione, Thalita Pertuzatti, Ellen Wilson, Alcione Marques e Débora Pinheiro cantaram célebres canções eternizadas por astros como Lionel Ritchie, The Supremes, The Jackson Five, Stevie Wonder, entre outros nomes da lendária gravadora norte-americana de black music.

O momento clímax do show da “Motown” ocorreu quando Simone Centurione desceu do palco e, entre o público, cantou “Ben”, em dueto com Michael Jackson adolescente, projetado num telão. A galera foi ao delírio.

A atração seguinte foi o ator e cantor Gustavo Gasparani, representando o espetáculo “Opereta Carioca”. Sem sua partner, Soraya Ravenle – que não pôde comparecer devido a uma gripe – , Gustavo divertiu o público com pérolas do samba e número de plateia.

A atração supresa da noite ficou por conta da presença (não divulgada no roteiro) de Ester Elias, que cantou o “Som da Música”, de “A Noviça Rebelde”, e, em dueto com Claudio, “Coisas que eu Amo”.

Logo depois, Claudio chamou ao palco Eduardo Dussek e Inez Viana, o casal de protagonistas de “Sassaricando”, um dos musicais de maior sucesso no Rio nos últimos anos.

Igualmente bem-sucedido, o musical de revista “Oui Oui – A França é Aqui” arrancou aplausos da plateia do Noites Cariocas, com as interpretações deliciosas de Gottsha, Cristiano Gualda, Marya Bravo, Solange Badim, Gustavo Gasparani e César Augusto. Gottsha foi aplaudidíssima por sua interpretação de “Non, Je ne regrette rien”,  clássico de Edith Piaf.

A última atração e uma das mais esperadas foi a apresentação pocket de “O Despertar da Primavera”, que encerrou temporada no último domingo, 31/01. Usando microfones de mão, o elenco cantou “Mama me Explica”, “Se Fudeu” e “Canção de Um Verão Vermelho”, levando os muitos fãs do musical presentes ao delírio.

O Grand Finale dessa noite histórica ocorreu com o “hino do teatro”, a canção “There’s No Business Like Show Business” , de Irving Berlin, que foi interpretada por Claudio Botelho e todos os artistas convidados.

Veja fotos dessa noite histórica:

Bastidores do Espetáculo e Festinha de Mariah

novembro 13, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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A sessão de O Despertar da Primavera dessa quinta-feira, 12/11, foi bastante animada e ainda teve festinha nos bastidores para Mariah Viamonte, a aniversariante do dia.

Muitos jovens compareceram ao Villa-Lobos neste que foi o último dia da Promoção de R$ 15  para menores de 22 anos. Vários grupos foram juntos assistir o Despertar, o que deu ao espetáculo bastante energia e vibração.

Também presentes nomes como o cantor Leo Jaime, o diretor da TV Globo Maurício Sherman, o ator Bruce Gomlevsky, o Desembargador Murta Ribeiro e a Presidente do Conselho Estadual de Cultura, Ana Arruda Callado.

Ao final da apresentação, o elenco se reuniu e cantou parabéns para a escorpiana Mariah Viamonte, que ganhou presentes e um gostoso bolo de chocolate com morangos.

Veja fotos da apresentação dessa quinta-feira:

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Muita procura na bilheteria

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Grupo de amigos na entrada do Despertar

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Mais um grupo de amigos que foi junto ver o musical

Mauricio

O Diretor da TV Globo Maurício Sherman prestigiou o Despertar

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Reação da plateia após o espetáculo

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Bolo de Mariah Viamonte

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Festinha de Mariah

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Mariah e Lua Blanco

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Mariah e amigas que foram vê-la no dia de seu aniversário

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Malu Rodrigues dá um beijo em Pierre Baitelli, que fez aniversário em 11/11

Pierre e Malu

Malu e Pierre ao final do espetáculo

Fotos: Leo Ladeira

A Festa do Despertar bombou!

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Foi um sucesso a Festa do Despertar! Realizada neste domingo, 8/11, no Cinemateque, em Botafogo, a Festa comemorou o sucesso do musical com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho, e promoveu uma confraternização entre o elenco e os fãs.

Praticamente todo o elenco compareceu, além do diretor Charles Möeller, das produtoras da Aventura Aniela Jordan e Beatriz Braga, a coordenadora artística Tina Salles, o diretor de Marketing da Aventura Fernando Campos,  o regente Márcio Castro, o Coordenador de palco Tuto Gonçalves, além dos músicos do Despertar, técnicos e amigos, como a atriz Marya Bravo, o diretor João Fonseca,  o videomaker Edgar Duvivier, a atriz Maria Clara Gueiros, entre outros.

Vários membros da Comunidade do Despertar em redes sociais como o Orkut também prestigiaram e puderam tirar fotos com seus ídolos.

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A grande atração da Festa foi o show da banda de Lua Blanco, Lágrima Flor, que empolgou a galera.  Além de cantar suas composições próprias, Lua chamou ao palco integrantes do elenco do Despertar para dar canjas: Alice Motta, Estrela Blanco, Eline Porto, Letícia Colin, Julia Bernat, além de Rodrigo Pandolfo, que fez um dueto vibrante e antológico com Lua.

Mas o clímax se deu mesmo quando Lua chamou ao palco todo o elenco do musical. Felipe de Carolis e Mariah Viamonte fizeram um dueto de “Hey Jude”, dos Beatles, enquanto os atores fizeram o coro. Depois, todos cantaram trechos de músicas do Despertar (um medley de Mama who Bore Me, The Bitch of Living e Totally Fucked), levando os fãs ao delírio.

A Festa do Despertar foi uma produção da Aventura.

Veja as fotos da festa na galeria abaixo:

* Atenção: São 3 galerias. Veja a numeração abaixo.

Fotos: Leo Ladeira.

Atores do Despertar são destaque em publicações

Mais atores do Despertar são destaque na mídia:

Thiago Amaral na Veja Rio, Letícia Colin no Site Ego e Julia Bernat no Site de Malhação.

Confira:

Veja Rio – 07/11/09

Matéria: O árduo caminho para a fama

Thiago Amaral Veja Rio 07-11-09“(…) Sonho e trajetória parecidos teve o gaúcho Thiago Amaral. Descoberto em Porto Alegre por um pesquisador de elenco, o rapaz de 25 anos está no Rio há dois. Ficou um ano fazendo participações em novelas e seriados. “Quando acabou, bateu uma insegurança”, lembra. Ele não desistiu. Com voz afinada e boa experiência de palco, ganhou um papel no elogiado musical O Despertar da Primavera, em cartaz no Teatro Villa-Lobos. Agora, Thiago espera o resultado de um teste para a trama que substituirá Viver a Vida”.

Site Ego – 08/11/09:

Letícia Colin: personagens densas celebram maturidade da atriz

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Filha caçula de dois professores que têm quatro filhos e um neto, Letícia Colin não cresceu de um dia para o outro. A convivência com os irmãos mais velhos amadureceram a paulista de São Carlos que encara sua nova fase profissional como uma consequência natural da vida.

Aos 19 anos a atriz vive duas personagens que pontuam o seu amadurecimento. No ano que vem ela estará nas telas de cinema no longa “Bonitinha mais ordinária”, de Nélson Rodrigues, em que vive uma jovem estuprada. E no teatro ela faz outro papel denso. Em o “O despertar da primavera”, uma adaptação da dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho do texto de Frank Wedekind, ela é a alemã Ilce, que sofre abuso sexual do pai.

Letícia vê com naturalidade o fato de completar a maturidade e encarar esses dois trabalhos marcantes. Ela estreou na TV aos 11 anos, no programa “Sandy e Junior”, e depois ingressou em “Malhação” e na “TV Globinho”, todos da Rede Globo. Para ela, papéis com forte conotação sexual são uma trajetória natural em sua carreira.

Veja a matéria completa aqui.

Julia Bernat está no site do seriado teen da TV Globo Malhação, no qual ela participa a partir desta temporada. Confira sua personagem:

Julia Malhação

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Os atores de “O Despertar da Primavera” continuam chamando a atenção da mídia e dos veículos de comunicação (jornais, revistas e portais na Internet).

Pierre Baitelli, o Melchior, fez ensaio fotográfico para a revista RG Vogue, que está atualmente nas bancas.

Já nossa Wendla, Malu Rodrigues, ganhou matéria na edição de novembro da revista VIP.

E Thiago Amaral, o Hanschen, foi entrevistado pelo portal  MundoVip Bahia

Confira as fotos de nossas estrelas do Despertar na mídia:

Vogue RG 8

Vogue RG 3

Vogue RG 6

Vogue RG 5.1

malu reporvip

mc - thiago amaral

Letras do Despertar: THE MIRROR- BLUE NIGHT

setembro 22, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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Foto: Marian Starosta

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(No Fundo do Breu)

Cantam: Melchior e Garotos.

Garotos
APAGUE A LUZ,
E TUDO SE ESVAI
VAI SUMIR SEU HORROR,
SUA DOR JÁ NÃO DÓI
E TODAS AS MARCAS, 
QUE A LUZ SÓ ATRAI
SE O DIA INVENTOU, 
A NOITE DESTRÓI

Melchior
MAS NÃO DÁ PRA FUGIR,
LÁ NO FUNDO DO BREU
O HOMEM QUE EU SOU É CRIANÇA E CRESCEU
TEM ALGUÉM SEMPRE ALI,
O FANTASMA É MEU
TRANCADO EU ESTOU
E A JAULA SOU EU

Garotos
E O MEDO TAMBÉM JÁ VAI
SE ESPREMER NAS FRESTAS DE LUZ
ELE HÁ DE ESCORRER
E ENTÃO VOCÊ FICA SOZINHO
E EM PAZ E SEM MEDO E SEM DOR,
TODO MUNDO É CAPAZ

Melchior & Garotos
MAS NÃO DÁ PRA FUGIR,
LÁ DO FUNDO DO BREU
É FRIO E SEM COR
E A CRIANÇA CRESCEU
E SÓ EU ENXERGUEI
E SÓ EU CONHECI
NINGUÉM SABE VER
O QUE EM MIM SÓ EU VI

Ensaio Fotográfico – O Despertar

setembro 21, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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Confira um ensaio fotográfico de “O Despertar da Primavera” por Marian Starosta.

Clique aqui e veja 400 imagens do espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho.

Bastidores do Espetáculo – 18/09/09

setembro 19, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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O Site Möeller Botelho esteve nos bastidores da sessão desta sexta-feira, 18, e traz para os internautas fotos exclusivas do elenco de ‘O Despertar da Primavera‘:

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Malu Rodrigues e Pierre Baitelli na coxia do Despertar, na sessão desta sexta-feira, 18


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Um pouco antes do espetáculo começar foi realizado o aquecimento vocal, com o regente Márcio Castro. Flagramos Rodrigo Pandolfo em pleno exercício. No canto inferior direito, podem ser vistas as garrafas de café e de água quente para o chá


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Já Felipe de Carolis costuma se deitar no chão em alguns momentos do aquecimento


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O regente Márcio Castro e Pierre Baitelli pouco antes do início do aquecimento vocal


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Julia Bernat e Letícia Colin, no lounge do Villa-Lobos


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Há espaço para descontração também. Veja a dança de Debora Olivieri e André Loddi…


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Thiago Amaral e sua caneca de Hanschen


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A rodinha é formada. Olha a concentração de Estrela Blanco…


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Em primeiro plano, Mariah Viamonte e Alice Motta


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A rodinha de ontem foi conduzida por Panda, apelido carinhoso do Pandolfo


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Leticia Colin assistiu, antes do espetáculo começar, o ensaio de Lua Blanco, que faz a sub de Ilse. Mais tarde, Letícia fez questão de parabenizar a colega


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Um ângulo diferente da sala de aula dos meninos: vista dos urdimentos


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Malu e Estrela de uma outra visão


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“My Junk” vista dos urdimentos


de27Olha os meninos de “camisola” esperando a hora de entrar em cena, em “Touch Me”

Veja mais fotos dos bastidores da sessão do Despertar dessa sexta-feira na galeria abaixo:

Fotos: Leo Ladeira

Artigo Charles Möeller: “Temos Teatro com Homens” – Rodrigo Pandolfo

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Rodrigo Pandolfo no dia de sua audição e em cena, como Moritz, em ‘O Despertar da Primavera’

Eu e Claudio tínhamos um combinado interno: Se não conseguíssemos nenhum Moritz, nenhum Melchior ou nenhuma Wendla, não faríamos o Despertar! Precisávamos que essa tríade fosse perfeita, pois era muito arriscado começar um projeto tão especial sem a soma dos catetos. Ao mesmo tempo sabíamos que era uma missão quase suicida encontrar três jovens ainda desconhecidos que pudessem dar vida a três figuras trágicas wedekindianas e ainda cantar…

Começamos a caça! E junto com o Myspace e Marcela Altberg,  começamos a garimpar essa tríade. Dentro dessa tríade há um personagem muito específico e especial, um garoto que, de tão sensível e tão especial, é visto por todos como aquele que deve ser eliminando para que darwinistamente a evolução das espécies continue: O que é forte sobrevive, o que é fraco desaparece: Moritz Stiefel

Claudio, na caça de jovens talentos, foi ver  “Cine teatro limite”  e adorou o Rodrigo Pandolfo! Eu imediatamente liguei pro meu melhor amigo e diretor de teatro João Fonseca que teceu as melhores referencias possíveis a ele, mas me disse:  Só não sei se ele canta…

Tentei vê-lo três vezes e sempre dava uma coisa errada e quando consegui a peça não estava mais em cartaz. Parecia uma maldição!

Rodrigo e Leticia Colin, nos bastidores do ensaio, no Tereza Rachel

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Chamamos ele pra audição, afinal já tinha o aval do João e do Claudio. Por alguma razão desconhecida , por um desentendimento raro de informações, alguém de nossa equipe entrou em contato com o Rodrigo e falou pra ele que estaríamos  o audicionando  pra Melchior! Passadas duas semanas, no primeiro dia de testes, Rodrigo chegou com uma barba por fazer de alguns dias e me pareceu velho pro papel! E quando abriu a boca cantou  Melchior e se saiu muito bem! Mas minha alma ansiava pra ouvi- lo no cantando Moritz. Entendemos ali que ele cantava e podia cantar, mas queríamos tê-lo ouvido em outro registro!

Não consegui esconder minha decepção e disse:

- Eu pensei que você ia cantar Moritz.

Ele imediatamente não escondeu a dele:

- Eu também! Achei que alguma coisa tava errada, mas…

Percebemos que tinha sido uma mancada nossa, mas aquilo nos deu uma ansiedade dobrada, tanto em nós como nele.

Ele realmente cantou muito bem e passou para a outra fase, mas nada indicava que ele faria o sonhado Moritz, até então…

Fomos pra segunda faze de testes! Já estávamos com uma pré-seleção de 500 candidatos. Víamos outras possibilidades de  Moritz e colocávamos na manga, e víamos alguns muito bons e tínhamos até boas esperanças como outros candidatos, como o brilhante Bruno Sigrist.

Mas era a hora e a vez de Rodrigo!  Ele apareceu na segunda fase com um carinha de garoto com a barba feita e com a música pronta e um olhar de Moritz. Foi assustador e um gol incrível: arrasou!

E as cenas era uma mais maravilhosa que a outra… a cena eliminatória era Ilse emendando com a do suicídio! Ele fez na contramão de todos os outros candidatos: fez pequeno, minimalista e com uma divisão de tempo única, o que arrancou lágrimas da banca: finalmente tínhamos o nosso Moritz, o primeiro a fechar!

Rodrigo e Pierre Baitelli nos bastidores do ensaio fotográfico

workshop_despertar137O Pierre foi o último candidato do teste total. Já estávamos fechando e ele apareceu, trazido pela Marcela Altberg. Foi o nº 501. E realmente o Melchior era pra ser dele!

A Malu disputou até a última fase!

Mas o Pandolfo colocou no bolso de cara! E o elenco foi fechado em cima dele.

Falar do Pandolfo é falar do Brasil! Falava isso pra ele e pra Letícia: tudo que se planta dá! Esse tipo de ator é um perigo, pois tem tantas possibilidades e tudo que te apresenta é tão bom que ele é capaz de te convencer de uma idéia péssima e um pensamento errado, se ele assim o quiser…

Várias vezes ele me propunha coisas loucas e invariavelmente eu adorava, mas tinha que trazê-lo pros trilhos e ele vinha sem resistência, mas não sem antes entender nos mínimos detalhes o que eu queria! Ainda bem que eu estava bem seguro do que eu queria senão ele tinha me jantado com uma maçã na boca!

Nosso processo sem pausas sem conversas e de corridos diários enlouqueciam ele!  Eu sabia disso. Quando dava uma brecha, ele vinha com um milhão de questionamentos e ansiedades e eu escutava, por cinco minutos, e voltávamos pro ensaio! Sabia que às vezes ele queria me matar, mas minha auto estima agüenta bem isso. E sou muito seguro no método desenvolvido e estava claro que ele estava tão inserido nisso, que seu corpo estava entendendo até mais rápido do que a mente!

Não era um tortura involuntária. Queria que ele entendesse fazendo, não conjecturando, ainda mais num personagem nada cerebral como o Moritz, que é só emoção e sempre esta imerso nos seus próprios fantasmas e negações. Um menino que passa a vida dando satisfações a todos e até na morte se sente obrigado a dar satisfação aos anjos – como se ao morrer enfrentasse uma prova oral pra poder ter paz no limbo!

Concluindo em uma frase: Rodrigo é um gênio!

Só os gênios têm o tamanho de interpretação que ele tem com a profundidade que ele tem! Vê-lo em cena é algo que me avassala sempre…

Lembro-me de que falei pra ele, quando marquei ‘Touch Me’:

DSC04573- Quando você  cantar LÁ VOU EU COMO UM BARCO, olha pra frente, pois você está na proa do barco à procura. SEM ESTRELAS, você olha lá pra direita e pra cima à procura da estrela guia e não acha… SEM FAROL: olha pra esquerda lentamente procurando o farol pra te dar um norte, mas ele não esta lá!

Só disse isso pra ele uma vez e sempre que eu assinto eu vejo o olho dele à deriva, à procura da estrela guia e atravessando a nossa alma atrás do farol!

Como ator é quase redundante dizer que adoro tudo nele! Mas como pessoa até seu mau humor eu amo, pois é muito engraçado.

Quando acabava um corrido ia falar com ele que eu tava adorando e ele  invariavelmente tinha odiado e sempre colocava as duas sobrancelhas pra baixo como um acento circunflexo e falava:  será? Eu não fui muito bem hoje, tô de mau humor, tô muito cansado e me desconcentrei… daí por diante.

O nível de cobrança dele é insano! Só é equiparado ao do Pierre e ao da Malu  (só tem maluco nesse elenco) e olhe lá!

E quando ele erra ele fica tão furioso consigo que a fúria vai inevitavelmente  vai pro Moritz. Outro dia ele quase bateu na Ilse , pois se atrapalhou na entrada do “Don´t Do Sadness”. Só ele percebeu, mas isso deu à cena seguinte uma ira incrível, no momento que ele diz:

- Ilse você me assustou que merda!

Ele quase deu um safanão na coitada…

E eu às gargalhadas com esse doido e encantador ator!

Panda 03O Rodrigo não é desses talentosos auto centrados que puxa pra ele o tempo inteiro. Qualquer ator com menos caráter pegaria um personagem como o Moritz e puxaria  o tapete de todos! O Rodrigo, muito pelo contrário, está atento a todos o tempo inteiro, jogando a peteca com suas duplas Pierre e Letícia, Carlinhos e Debora. Nos ensaios ele tinha um liderança natural e puxava o tempo inteiro pelos demais.

Ao contrário do que eu esperava, ele não tava muito preocupado com o canto não: nunca cantou, mas tirou de letra, não transformou isso em tabu: abriu a boca e mandou ver!

Ele tava preocupado era com as cenas, com o todo, como resolver cada filigrana interna. Tinha uma ansiedade maluca pra ter todas as respostas na manga. E teve!

Vi essa peça muitas vezes  pelo mundo. Vi no preview, com o elenco original, vi com o segundo elenco, com o terceiro, em Londres, Canadá, vi em vídeo a montagem japonesa.

E sei que esse é um dos melhores elencos que já fez essa peça. Assino em baixo e já conheço muita gente que assina comigo!

O rapaz que fez o Moritz original e que ficou anos em cima do personagem até sua estreia no off- Broadway, John Gallagher Jr, ganhou todos os prêmios,  inclusive o Tony. Era extraordinário, mas hoje revendo os vídeos e vendo o Rodrigo, sem nenhuma falsa modéstia e sem sombra de dúvida, o Panda dá de dez nele!

Rodrigo nasceu no mesmo dia de Frank Wedekind. Acho que isso já tem significados suficientemente mágicos! Mesmo Wedekind fazendo aniversário junto com ele, quem  ganhou o presente fui eu! Nem nos meus sonhos mais otimistas eu acharia que ia ter um Moritz como o Rodrigo.

Meu querido Moritz  Pandolfo Stiefel, muito obrigado por tudo que você fez por mim, por essa peça e por seus colegas!

Você já é um dos maiores atores de musical que já trabalhei na vida e esse é apenas seu primeiro trabalho, enquanto que é o meu vigésimo segundo! O que me pergunto é: onde você vai parar? O que você vai fazer no dia que ficar bêbado, cair na neve, tomar absinto, brincar de índio e finalmente  estar  pronto?

Bravo, Pandolfo! Eu, o público e os anjos te aplaudimos…

Charles Möeller

Fotos: Leo Ladeira

Letras do Despertar: THE WORD OF YOUR BODY

setembro 14, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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(O Corpo quer Falar)

Cantam: Melchior e Wendla.

Wendla
PARECE UM SONHO, EU SEI
BROTAM PALAVRAS QUE EU NEM QUIS

Melchior
FISGAR ALGUÉM COM HIPÓTESES

Wendla & Melchior
O CORPO QUER FALAR, É SÓ OUVIR

Melchior
QUISERA NÃO … SENTIR

Wendla
OS DEDOS VÃO DESFAZENDO O NÓ

Melchior
APROXIMAR AS ANTÍTESES

Juntos
O PEITO QUER GRITAR, É SÓ OUVIR

EU SEREI TEU ESPINHO
TU SERÁS A MINHA CRUZ
EU SEREI TEU SANGUE
TU,  A MINHA CICATRIZ

PARECE UM SONHO, EU SEI

Wendla
ELE AQUI NOS BRAÇOS MEUS

Melchior
ELA É REAL ENTRE AS DÚVIDAS

Juntos
OS DOIS DIZENDO SIM, É SÓ OUVIR

EU SEREI TEU ESPINHO
TU SERÁS A MINHA CRUZ
EU SEREI TEU SANGUE
TU, A MINHA CICATRIZ

O Despertar da Primavera no Starte (Globo News)

setembro 11, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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Confira essa materia sobre ‘O Despertar da Primavera‘ exibida no Programa Starte (Globo News).

Entrevistas com Charles Möeller, Claudio Botelho, Pierre Baitelli, Malu Rodrigues, Rodrigo Pandolfo, Letícia Colin, Thiago Amaral, Laura Lobo, Felipe de Carolis e Marcelo Castro.

Apresentação e reportagem: Bianca Ramoneda.

Parte 01:

Parte 02:


Parte 03:

Sol que Brilha

setembro 10, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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Pedro Sol estreia como sub de Melchior em “O Despertar da Primavera”

Na última semana, o ator Pierre Baitelli quebrou um dos dedos da mão esquerda ao escorregar no palco após a apresentação de ‘O Despertar da Primavera’. No dia seguinte, mesmo com a mão imobilizada por causa do dedo, ele, corajosamente, fez o espetáculo.

Mas na sexta, 4, o incidente seria responsável pela estreia de um dos subs (atores substitutos) do elenco. Como Pierre estava sentindo muita dor, o ator e cantor Pedro Sol, intérprete de Rupert, assumiu o papel de Melchior naquela noite quase que em cima do laço.

Foi uma surpresa”, contou Pedro Sol ao Site Möeller Botelho. “Eu já tinha feito um corrido no Tereza Rachel, mas não tinha tido nenhum ensaio ainda no Villa-Lobos. Mas eu me preparei e tentei manter a calma”.

Felizmente, ele já tinha decorado todo o texto de Melchior e aprendido suas nove músicas. No dia da apresentação, o diretor Charles Möeller ensaiou Pedro com todo o elenco e deu muitas dicas. “Ele me passou coisas que me ajudaram muito, em termos de foco, posicionamento, marca e fala”, explicou o ator.

Pedro conta que todos deram muita força e que ele nem conseguiu ficar nervoso: “Eu fiquei tranqüilo em todos os momentos. Deixei fluir. E o legal foi que o elenco todo se solidarizou comigo. Me deram muita energia positiva. Tava todo mundo torcendo por mim”.

O resultado foi bastante elogiado por pessoas que assistiram a sessão daquela noite, inclusive os diretores Charles Möeller e Claudio Botelho.

Foi uma alegria imensa. Fazia um tempo que eu não me sentia tão feliz. Depois eu gritei, pulei e vibrei com todo mundo”, comemorou Pedro.

Ontem, 9, ocorreu uma apresentação especial do Despertar dentro da promoção do Shopping Rio Sul e Pedro novamente fez Melchior, sendo muito aplaudido pelo público.

Na sessão desta quinta-feira, Pierre reassume o papel de Melchior.

Veja fotos da apresentação de Pedro desta quarta-feira:


* As apresentações de quarta-feira são fechadas. O espetáculo é destinado às pessoas que participam da promoção O Despertar da Primavera/Shopping Rio Sul.

Saiba como participar da promoção em:

http://www.riosul.com.br/Regulamento_Despertar_Primavera.pdf

Artigo Claudio Botelho: “Temos Teatro com Homens” – Pierre Baitelli

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“TEMOS TEATRO COM HOMENS”

Assistindo ao Despertar no último domingo, em que nosso protagonista Pierre Baitelli subiu à cena com uma mão enfaixada e teve de fazer o espetáculo assim, tolhido de alguns movimentos, fui assaltado por alguns pensamentos que agora tento colocar aqui:

O grande problema de você trabalhar com alguém como Pierre Baitelli num papel central é que você começa a achar que não vai conseguir fazer mais nada sem ele.

Eu tenho a idade de Maomé nesse negócio de musical e já vi de tudo. Mas nenhuma vez vi um ator (homem) tão maduro e capaz de enfrentar personagens complexos até conhecer Pierre. E isso se estende também para o nosso co-protagonista – Rodrigo Pandolfo – mas vou ficar só no Pierre agora, pois Charles vai falar sobre o Rodrigo em outra oportunidade.

Os atores que se dedicam aos musicais, especialmente os homens, o fazem geralmente por terem uma especial habilidade no canto e gostarem do gênero. Muitos levam anos pra se tornar atores de verdade,  amadurecer e serem capazes de interpretar papéis que vão além de uma partitura de notas difíceis.

Lembro do meu queridíssimo Fred Silveira, que é meu ídolo, começando no Les Miserables lá em 2001 e fazendo lindamente o Marius, num espetáculo sem uma única fala, tudo cantado. Fred levou um tempo até poder se exercitar e convencer como ator mesmo, sem que o “cantor” estivesse na frente. Hoje ele é tudo isso junto…

O mesmo posso dizer do Saulo Vasconcelos, que entrou na carreira pelo mesmo viés da grande voz e atualmente a gente já o encara como um  ator/cantor, não apenas como um Caruso dos musicais. O que não dizer então do André Dias, que é um comediante de primeira linha, este sim já incrivelmente preparado pra aturar e cantar desde o Rent (que não assisti, mas soube de sua atuação fantástica), um espetáculo mal montado no Brasil. Acho que André teve a sua grande chance mesmo, sem dúvida, no AVENIDA Q, onde ele pode se colocar em cena como protagonista num espetáculo à altura do seu talento que é incomensurável.

Mas voltando ao Pierre: o que me deixa boquiaberto todos os dias é que, até onde eu sei, esse menino tem 25 anos. Não tem carreira ligada aos musicais, não é daqueles como nós que vive em função de se preparar para um grande papel na próxima produção da CIE (é uma metáfora, tá?). E o cara chega e transforma o Melchior no que ele realmente é: um Hamlet adolescente. E mais que isso: canta!!! Não há nada que eu tenha pedido a Pierre nos ensaios que ele não tenha conseguido fazer. Imagino que ele tenha se achado menos lapidado para o canto no início do processo, mas isso foi sendo embrulhado pelo todo e agora a voz está toda lá, cheia de nuances e com uma força incrível.

Difícil distinguir onde está a frente artística: no canto ou na interpretação? Toda vez que assisto ao espetáculo fico me perguntando: como é que eu vou fazer alguma coisa sem ele daqui por diante? Ele pode ser o (…, mistério) no nosso musical do ano que vem. Ele pode ser o (…, mais mistério) no musical que compramos há pouco. Ele é o que eu precisava para o (…, mais mistério ainda) pra ser o principal do musical que estamos escrevendo e será o número dois na trilogia do iniciada com “7″.

Meu entusiasmo com ele é pelo fato de achar que, com o DESPERTAR DA PRIMAVERA, alcançamos uma maturidade no teatro musical brasileiro que ainda não tinha sido vista com atores/cantores homens. Inclusive porque não tivemos no Brasil espetáculos onde os papéis masculinos pudessem ser testados desta forma, ou os que tivemos – na minha modesta opinião – deixaram a desejar nessa parte.

Não quero (e não posso) ser injusto com Daniel Boaventura, Sandro Christopher, Claudio Lins, Alexandre Schumacher, Marcos Tumura, e muitos outros, que são grandes atores/cantores, mas que são todos “de musical”, fazem isso há anos, praticamente começaram na carreira fazendo musicais.

Alguns desses lideraram montagens recentes de musicais, algumas relativamente corretas, outras equivocadas do ponto de vista artístico, mas sem dúvida eles se destacaram e cresceram em suas carreiras. Mas nem todos tiveram pela frente um material dramático/musical tão denso quanto a dupla Melchior/Moritz propõe. A maturidade a que chegamos com este espetáculo, com este elenco, e em especial com a chave de ouro que são os dois protagonistas masculinos – é definitiva.

O teatro musical no Brasil sempre foi lugar de mulheres. Desde Bibi Ferreira, passando por Claudia Raia, Claudia Netto, Soraya Ravenle, Marya Bravo, entre tantas outras, sempre foi facílimo escalar protagonistas femininas para os espetáculos.

O problema sempre foram os homens. Muitas vezes, recorre-se a um ator que pode fazer a parte dramática, mas não pode cantar. Ou vice versa. Muitas vezes você baseia uma produção inteira num ator que não tem a idade do papel, e aí… você afunda. E a verdade é que os grandes clássicos onde há grandes papéis masculinos não têm sido escolhidos pelos produtores brasileiros para chegar à cena.

Um exemplo típico do que era musical por aqui há 40 anos é a escalação de Paulo Autran na montagem de MAN OF LA MANCHA. O papel foi feito pela metade no Brasil, pois toda a parte cantada ficou pra escanteio. Papel criado pelo grande Richard Kiley na Broadway, um ator/cantor de primeiríssima linha, foi aqui apenas recitado (pelo também genial Paulo Autran, um ator tão bom que fez todos acreditarem que o personagem era assim, recitado mesmo). Isso para não citar alguns descalabros recentes, coisas que estiveram recentemente em, de papéis importantes masculinos feitos com deboche e absoluta falta de senso por gente que, definitivamente, não é de musical, é de outro ramo diferente do nosso.

Eu trabalho de modo bissexto como ator, atualmente muito mais coisa do passado do que bissexto realmente. Fiz um Company no teatro Vila Lobos numa época em que os musicais engatinhavam e só tínhamos tido mesmo Les Miserables como um musical da Broadway montado com alguma dignidade por aqui. Eu fazia o papel central, Bobby, que falava quase nada, cantava muito e ficava em cena vendo os “coadjuvantes” se engalfinharem até um break-down final. Eu estava ali porque era o dono do projeto e tinha o sonho e a vontade olímpica de encenar Sondheim no meu país. Mas tenho certeza de que, houvesse na época uma espécie de Pierre Baitelli com a idade certa (35 anos) para o papel, aquele Bobby teria sido defendido com muito mais verdade e profundidade do que o foi por mim. Isso nem é um surto de falsa modéstia, é uma constatação. Eu só estive naquele papel naquele momento porque eu era o cara de musical que tava ali pra fazer aquilo, era uma aposta minha, e o espetáculo em si era muito mais importante do que eu. Mas daqui a 10 anos podemos pensar em ter Pierre à frente de um novo COMPANY, ele é o Bobby que pode dar nova vida à peça quando for o tempo.

Por enquanto, é tempo de reverenciar esse salto no nosso teatro: Pierre , à frente deste elenco inusitadamente jovem, é motivo de comemoração. Chegamos num lugar diferente. Cada novo espetáculo é um novo salto, um novo desafio, uma nova chance pra nós mesmos – especialmente nós, Moeller & Botelho, que nunca vamos atrás da corrente, que não baseamos nossos sonhos nas vitórias dos outros, que não fazemos repertório tentando tirar uma casquinha do que já foi feito e provado por aí a fora. Pelo contrário, tudo o que fizemos até hoje em teatro musical foi – bom ou ruim – novidade pra nós mesmos, pura novidade. E o patamar de O DESPERTAR é esse: musical também é um artigo masculino, tempo de astros, além das estrelas.

Claudio Botelho

Vídeo: Entrevista com Pierre Baitelli

Confira este vídeo com uma entrevista com Pierre Baitelli, o Melchior de O Despertar da Primavera, espetáculo com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho.

Direção e edição do Vídeo: Edgar Duvivier & Paulo Pessanha.

Agosto de 2009.

Letras do Despertar: ALL THAT´S KNOWN

setembro 4, 2009 by Site Möeller & Botelho  
Filed under O Despertar da Primavera

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ALL THAT´S KNOWN

(Tudo que é sagrado)

Canta: Melchior


APRENDER

TUDO QUE É SAGRADO

E ENTENDER

QUE NADA TEM DOIS LADOS


PERGUNTAS

SÃO TANTAS AS PERGUNTAS

E TODAS AS RESPOSTAS SÃO

QUE TUDO ESTAVA ERRADO


TUDO É SÓ

O QUE JÁ FOI ESCRITO

SÓ É BOM

O QUE JÁ FOI BENDITO


E QUEM PENSA

JÁ SABE QUE É SUSPEITO

POIS TUDO QUE INTERESSA ESTÁ

NA BÍBLIA SOBRE O PEITO


MAS EU SEI

QUE HÁ MUITO MAIS ALÉM

QUANDO EU OLHO MAIS PRA MIM

DO QUE PRO CÉU


E EU SEI

QUE LÁ NO FUNDO TEM

UMA LUZ QUE NINGUÉM MAIS VIU


LA VOU EU ERRANDO E APRENDENDO

O QUE EU NÃO SEI ,

NÃO SINTO E NÃO ENTENDO…


EU GRITO

E ESCUTO TANTAS VOZES

NÃO POSSO MAIS OLHAR PRA MIM

E VER O QUE EU NÃO SOU


EU PEÇO

SÓ PEÇO

NÃO CALEM

O QUE EU NÃO SEI GRITAR


EU PEÇO,

SÓ PEÇO

NÃO CALEM

NÃO CALEM

O QUE EU NÃO SEI GRITAR…


Garotos:

… IRAM

MULTA QUOQUE ET BELLO

PASSUS, DUM CONDERET

URBEM…


ARMA VIRUMQUE CANO, TROIAS

QUI PRIMUS AB ORIS

ITALIAM, FATO PROFUGUS

LAVINIAQUE VENIT

LITORA, LULTUM ILLE ET

TERRIS IACTATUS ET ALTO

VI SUPERUM SAEVAS MEMOREM

IUNONIS OB IRAM;

MULTA QUOQUE ET BELLO

PASSU, DUM CONDERET


URBEM …

O Despertar – Resenhas & Comentários

Leia aqui resenhas publicadas sobre ‘O Despertar da Primavera’

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HIGH SCHOOL MUSICAL DARK

Por Tom Leão (jornalista e crítico de música do Jornal O Globo)

“Ha 30 anos eu assisti a uma versao de “o despertar da primavera” feita por uma galera new wave do teatro brasileiro, o pessoal do despertar, que incluia falabella, maria padilha, bety goffman, zeze polessa e outros. Foi a primeira peça q vi alem daquelas mambembes da escola e infantis. Vi na epoca certa, adolescencia. Aquela parada bateu forte em mim. Tava tudo lá das angustias adolescentes (rebeldia, sexo, depressao, drogas), resumidas num texto escrito em 1890!!! Caray, que parada vanguarda! E ainda hj bate forte. Isso é ser moderno. Fui ver a versao musical da dupla moeller & botelho, que estreou no finde, e o que dizer? Espetacular! Nao sei onde eles acham atores/cantores tao bons, gente com 15, 16 anos arrebentando geral. É como uma antitese do imbecil high school musical da disney. Nem preciso dizer que recomendo sem restrições. Junte uma grana, deixe de ver uns dois ou tres filmes, e vá ao teatro villa-lobos (copa) ver. Desperte da letargia…”

* Publicado originalmente no Blog Na Cova do Leão.

“O DESPERTAR DA PRIMAVERA” inunda o palco do Villa-Lobos com hormônios, repressão e poesia

Por Paulo Netto (Drops Magazine)

“CHARLES MOELLER & CLAUDIO BOTELHO são incansáveis e suas cabeças criativas não páram nunca. Nos últimos meses encantaram multidões cariocas e paulistanas com espetáculos como: “Beatles Num Céu de Diamantes”, “A Noviça Rebelde”, “7 – O Musical”, “Gloriosa”, “Avenida Q”.

O mais novo é uma versão non-replica do musical americano vencedor do Tony Award em 2007. Não seria surpreendente que o novo filhote fosse, mais uma vez, extraordinário. A união do texto do alemão Frank Wedekind, polemicamente escrito em 1891 (e ainda atualíssimo) com canções pop-rock colocaram Nova York em polvorosa há três anos.

Com liberdade criativa para deixar vir à tona sua própria concepção, a dupla conseguiu uma realização ainda mais bonita e impactante que a da Broadway.  Na versão brasileira há uma densidade dramática mais consistente e um lirismo mais marcado. O cenário tem mais dinamismo, os tijolos repressores têm um pé-direito gigantesco, enormes e verticais vigas, um sol que se traveste de inúmeras cores e uma lua que mingua e cresce. O desenho de luz é fantástico. Novas e esclarecedoras cenas foram acrescidas. Fotos do elenco descem do teto como se fossem passaportes (e posteriormente, obituário), num momento cenográfico de abundante beleza. Os microfones às mãos dos atores foram espertamente abstraidos, fazendo com que o drama prevaleça ao show de rock.

Desta vez, Botelho demonstra uma maturidade emocionante no trabalho de versão das canções para o português.  Esta é possivelmente sua melhor e mais poética transposição de um musical para a nossa língua. A sonoridade das letras, as rimas, a suavidade de algumas canções, tudo relacionado a este trabalho é digno de aplausos. O “purple summer” de Steven Sater e Duncan Sheik torna-se um “verão vermelho”.  “Eu serei teu sangue, tu minha cicatriz”, “seu corpo quer falar, é só ouvir”, em “The Word of Your Body” são mais exemplos.

O que mais me impressionou quando vi em 2007 “Spring Awakening” em Nova York foi a garra e a energia quase palpáveis do elenco que vibrava e suava a cada canção.  O elenco brasileiro também tem essa paixão, essa força. A testosterona e o estrógeno borbulham no palco, até porque a faixa etária do cast vai dos 14 ao 25 anos.

PIERRE BAITELLI, MALU RODRIGUES e RODRIGO PANDOLFO estão apaixonantes como os protagonistas. Densos dramaticamente, vozes afinadas e a tal da tão comentada “star quality”.  Pierre esteve na minissérie da Globo “Capitu”, Malu em “7″ e Pandolfo foi indicado este ano ao Shell pelo trabalho na peça “Cine-Teatro Limite”.

Entre os coadjuvantes do ensemble chamam atenção diferenciada as desenvolturas e vozes da carioca LAURA LOBO, do gaúcho THIAGO AMARAL e do paulistano BRUNO SIGRIST. Seria muito bom ver este último na pele de Moritz numa eventual substituição. FELIPE DE CAROLIS tem desempenho dedicado num dos papéis mais difíceis, o de Ernst, jovem que descobre a homossexualidade e a paixão por um colega de classe. O intuitivo ator executou um interessante trabalho de voz, deixando-a mais aguda nos diálogos.

Mas talvez dentre todo o elenco a mais impressionante tenha sido a fulgurante e belissima LETÍCIA COLIN, no papel de Ilse, uma jovem avant-garde e libertária em pleno final do século 19. A cena em que ela canta “Blue Wind” (Primavera) é das mais emocionantes do espetáculo.

Vale muito a pena ver o antigo e nostálgico Teatro Villa-Lobos inundado pela garra e hormônios deste fotogênico e talentoso elenco. A poesia e o lirismo da versão brasileira saltam aos olhos e palpita o coração da plateia carioca, que aplaude e grita bravo! a cada canção.

Este imperdível musical da dupla mágica Moeller & Botelho é melhor que o original americano. Aqui, os beijos são mais ardentes, os cenários mais vistosos e a dramaturgia mais elaborada. A ousadia é maior nas cenas de sexo e nudez e sim, há um belo e atordoante beijo molhado entre Thiago Amaral e Felipe de Carolis.

A temporada no Rio deve durar até novembro. No início de 2010 será a vez de São Paulo.

Os tabus do sexo, a repressão dos pais, o rigor dos professores e o desabrochar para o erotismo, a gravidez adolescente, o aborto, o incesto, o suicídio, mesmo escritos há quase 120 anos por Wedekind,  são temas ainda muito atuais e urgentes para plateias de 8 a 80.

“O DESPERTAR DA PRIMAVERA” é mais um musical arrebatador da dupla, que prepara para os próximos meses as versões brasileiras de “Gipsy” e “Hair”.

* Publicada originalmente no Site Drops Magazine.

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Primavera… Quanto Tempo Faz…

Classe artística confere estreia de “O Despertar da Primavera”

A estreia VIP (espetáculo para a classe artística e convidados especiais) de ‘O Despertar da Primavera‘ parou a noite de Copacabana nesta segunda-feira.

Do Governador do Rio, Sérgio Cabral, ao ator Reynaldo Gianecchini; de Claudia Jimenez a Carol Castro, todos se emocionaram bastante com a história de Melchior, Wendla, Moritz, Ilse & Cia.

Presentes também vários nomes do teatro musical (Alessandra Maestrini, Kiara Sasso, Raul Veiga, Totia Meireles, Ester Elias, Ada Chaseliov, Danielle Winits, entre outros) e convidados especiais do Site Möeller Botelho: fãs de musicais que sempre prestigiam o site e a comunidade do Despertar, no Orkut.

Quando acabou, fiquei me perguntando o que é que dão para essas crianças para eles serem tão talentosos assim…”, riu a atriz Kelzy Ecard. “É lindo, emocionante. Longa vida e que comemorem cada segundo desse trabalho, que realmente é muito bom“, desejou ela.

Foi a experiência artística que mais mexeu comigo em minha vida inteira“, disse a jovem atriz e cantora Camilla Farias, que chegou a fazer audição para O Despertar e se emocionou muito assistindo o espetáculo ontem. “A minha família é de músicos (Camilla é neta do compositor Vital Farias), mas nunca houve um espetáculo que me tocasse tanto como esse. O elenco estava muito bem preparado, e quando isso acontece, a gente não percebe a técnica. A gente simplesmente embarca e acredita como se fosse real. Só tenho que dar parabéns a todo mundo”.

Eu não sabia nada sobre O Despertar. Nem os vídeos que o Site Möeller Botelho lançou eu vi para não estragar o impacto. Gostei de ver pessoas tão novas com um talento tão grande, que às vezes nem precisam abrir a boca para te causar impacto, e quando abrem, te avassalam. A cena que mais gostei foi o dueto de Letícia Colin e Laura Lobo porque foi muito verdadeira. A emoção delas me tocou muito“, afirmou a professora Fabiana Bastos, que acompanha assiduamente os musicais de Möeller & Botelho.

Fiquei muito impressionada com a qualidade vocal deles. Pessoas que eu já tinha visto em outros trabalhos como a Malu, que é uma cantora, não é mais uma menininha não. Foi muito bom conhecer o trabalho de Letícia, Laura, e dos meninos também. O que é o Pandolfo? “, questionou a bancária Márcia Parenti, também fã de musicais da dupla.

Eles são muito talentosos, a direção é impecável, o cenário é deslumbrante, mas pra mim o que rouba a cena o tempo inteiro é o Pandolfo. Eu só conseguia ter foco nele. Ele é simplesmente um absurdo. A atuação dele é maravilhosa. A cena dele com a Letícia é incrível. O coração disparou. Eu também gostei muito mais da Malu do que a Wendla da Broadway“, disse a estudante Nata Katsivalis, do mesmo grupo fiel aos musicais de M & B.

Ao lado do grupo, a cantriz Germana Guilhermme abraçava e beijava o filho, Davi, enquanto Malu era festejada por Suzana Faini, com quem contracenou em “7 – O Musical”, em São Paulo.

Já Reynaldo Gianecchini dava entrevistas elogiando o Despertar: “É muito bom prestigiar os novos atores, principalmente um grupo tão esforçado como esse. A apresentação foi impecável, estavam todos maravilhosos”, disse o galã.  “A peça foi linda, são jovens atores cheios de talentos e que trabalham firme nesse projeto. Fiquei empolgada e satisfeita com o que assisti lá dentro”, contou Carol Castro aos jornalistas.

É uma responsabilidade muito grande estar aqui hoje cercado por nomes tão consagrados“, disse Pierre Baitelli.

Ao final da apresentação, o elenco participou de um coquetel com os convidados, com direito a muitos abraços, lágrimas e fotos.

Confira alguns momentos dessa noite especial:


Pierre Baitelli mostra os bastidores do Despertar da Primavera

agosto 25, 2009 by Site Möeller & Botelho  
Filed under O Despertar da Primavera

Em matéria exibida no Vídeo Show de hoje, 25, o ator Pierre Baitelli mostra um pouco dos bastidores de “O Despertar da Primavera“.

Confira também os depoimentos de Alessandra Maestrini, Reynaldo Gianecchini e Maria Clara Gueiros:

A estreia do Despertar bombou!

Teatro Villa-Lobos completamente lotado, elenco afiado (e afinado) e muita vibração e emoção do público. Assim foi a estreia de ‘O Despertar da Primavera‘, realizada nesta sexta-feira, 21.

Desde os primeiros números, a plateia se mostrou absolutamente receptiva e calorosa, o que contagiou a todos.

Ao final, muitos, emocionados e ‘em estado de choque’, fizeram questão de abraçar os atores.

“Achei maravilhoso! Superou todas as minhas expectativas. Eu vi na Broadway, mas a versão de Möeller & Botelho está espetacular. Estou emocionada até agora”, disse Talita de Moraes, estudante de teatro musical em São Paulo, que veio ao Rio só para assistir a estreia do ‘Despertar’.

“Saí chorando”, disse a atriz Catarina Abdalla. “É sempre lindo ver jovens tão bons em cena. Adorei”.

Já o ator Sérgio Britto procurava ansioso por Rodrigo Pandolfo e Pierre Baitelli para dar-lhes um abraço. “Maravilhoso. Gostei muito”, afirmou ele. “Pandolfo e o Pierre estão ótimos. São um absurdo”.

As cantrizes Cláudia Raia, Gottsha e Marya Bravo, também emocionadas, fizeram questão de falar com Malu Rodrigues para dar parabéns por sua atuação. Claudia chegou a se ajoelhar aos pés de Claudio Botelho, impressionada com o que viu.

“Foi ótimo ver o resultado, ver tudo pronto após ter acompanhado desde o início. Foi melhor do que eu achava que seria. A Malu tá linda, tá arrasando”, disse Matheus Santos, jovem fã de musicais.

Foi uma bela estreia para este novo espetáculo de Möeller & Botelho que promete ser sucesso absoluto.

Confira as Fotos

Fotos: Leo Ladeira

Imprensa destaca estreia de ‘O Despertar da Primavera’

agosto 21, 2009 by Site Möeller & Botelho  
Filed under O Despertar da Primavera

A imprensa destacou hoje em vários segmentos a estreia de ‘O Despertar da Primavera‘.

O Jornal O Globo trouxe matéria no caderno Rio Show, o Jornal do Brasil deu capa à Revista Programa para o Despertar, e o RJ-TV mostrou trechos do musical em sua coluna Agenda.

Confira as matérias:

O Globo – Rio Show:


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Uma juventude transviada

Charles Möeller e Claudio Botelho estreiam ‘O despertar da primavera’ hoje, no Villa-Lobos

Lívia Breves

‘É uma versão totalmente made in Brasil de ‘O despertar da primavera’. De original, só o texto e a música,” explica Charles Möeller, diretor do musical que estreia hoje no Teatro Villa-Lobos, e que fala do universo de um grupo de adolescentes que vivenciam situações de iniciação sexual, incesto e opressão, em cenas fortes de masturbação, homossexualismo, aborto e suicídio.

Baseado numa peça homônima, de 1891, do alemão Frank Wedekind, e levado à Broadway em 2006 por Duncan Sheik e Steven Sater, o musical ganhou, pela primeira vez, autorização para uma montagem não fiel à original. Com o trunfo na mão, Möeller criou, ao lado de Claudio Botelho, um “Despertar” que pouco lembra o assinado por Sheik e Sater.

— Tive total liberdade para a tradução dos textos e as versões das canções. Só não mexi nas partituras e nos arranjos por considerá-los perfeitos — destaca Möeller, que aponta a ausência de microfones aparentes como a maior diferença da versão nacional. — Na Broadway, as músicas são entoadas como um grande show. Os personagens se transformam em ídolos de rock, com o microfone nas mãos. Entendemos as canções como projeções do pensamento dos adolescentes. Em nossa versão, tudo acontece apenas nas cabeças deles.

O elenco é formado por rostos pouco conhecidos. Jovens (ou quase) interpretam jovens, como o casal de protagonistas, Melchior e Wendla, vivido por Pierre Baitelli, de 25 anos, e Malu Rodrigues, de 16.

— Queríamos transmitir o frescor da juventude e lidamos com um grupo que está realmente despertando — explica Charles.

Jornal do Brasil – Revista Programa:

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O Dia:

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Jornal do Commércio:

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RJ-TV (TV Globo):

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Villa-Lobos recebe novo espetáculo que aborda o universo da juventude

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