Vídeo: Desvendando Hair – parte 02
setembro 8, 2010 by Site Möeller & Botelho
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Veja a 2ª parte do Vídeo “Desvendando Hair“, onde o diretor Charles Möeller prossegue na análise dos personagens e significados do musical:
Parte 02:
Imagens e Edição: Edgar Duvivier.
Foto: Leo Ladeira. © Copy Right: Site Möeller Botelho.
Vídeo: Desvendando Hair – parte 01
setembro 7, 2010 by Site Möeller & Botelho
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Em vídeo exclusivo, o diretor Charles Moeller fala sobre o Musical HAIR que estreia no Rio, em outubro.
Charles fala sobre os significados do musical e sobre os personagens:
Parte 01:
Veja também fotos do Workshop de Hair:
Imagens e Edição: Edgar Duvivier.
Fotos: Leo Ladeira. © Copy Right: Site Möeller Botelho.
A Era de Aquário
setembro 6, 2010 by Site Möeller & Botelho
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Em 1967, o musical Hair, com a sua música de abertura “Aquarius”, chamou a atenção do conceito de Era de Aquário para todo o mundo.
Até os dias de hoje, a expressão Era de Aquário (ou Era de Aquarius) é associada ao movimento hippie e à cultura new age dos anos 1960 e 1970.
Mas será que a Era de Aquário já começou?
Há muitas controvérsias. Para alguns astrólogos, já estaríamos vivendo sob a Era de Aquário, mas para outros, estamos em um período de transição, saindo da Era de Peixes.
Cada era astrológica dura aproximadamente 2.150 anos longos, em média, mas existem vários métodos de cálculo deste comprimento, dependendo da técnica utilizada.
De acordo com os cálculos de diferentes estudiosos da astrologia, as datas prováveis aproximadas para entrada na Era de Aquarius serão 2638 d.C. (Elsa M. Glover), 2654 d.C. (Max Heindel), 2680 d.C. (Shepherd Simpson) ou 2009 d.C. (Renê Müller).
Controvérsias à parte, os astrólogos chegam a um consenso quando se fala das consequências da era Aquariana, que deverá ser caracterizda por movimentos de eliminação de barreiras e de preconceitos.
As palavras-chaves da Era de Aquarius são: fraternidade universal, democracia, liberdade, humanismo, idealismo, modernização, rebeldia, não-conformidade, filantropia, veracidade, perseverança, contatos imediatos – UFO’s, viagens interplanetárias, conhecimento de outros sistemas solares, desenvolvimento da telepatia e outras capacidades cerebrais.
Os astrólogos dizem que, na Era Aquariana, haverá a combinação da religião com a ciência e que teremos então uma ciência religiosa e uma religião científica. Cada qual aprenderá e respeitará os descobrimentos feitos pela outra, o que redundará em saúde, felicidade e permitirá ser possível desfrutar uma vida melhor.
Acredite ou não, o fato é que já estamos vivendo um forte período de transição, com cada vez mais movimentos e campanhas de preservação do planeta Terra e da vida. Vivemos também uma época em que a astrologia ganha cada vez mais prestígio e popularidade.
Já que estamos falando em Era de Aquarius, conjunções cósmicas e astrologia, vamos conhecer os signos de nossa tribo?
FOGO: Áries – Leão – Sagitário
Fogo é paixão, calor e energia. O elemento fogo traz movimento e iniciativa. Signos de fogo são passionais, entusiasmados e otimistas. Quente, yang, extrovertido, o elemento fogo traz a imprevisibilidade e a impaciência. Conquistadores por excelência, não gostam de cultivar o passado e suas apostas estão sempre voltadas para o futuro. Impulsivos, inflamáveis, coléricos, as vezes, se queimam em seu próprio calor. Fogo é a vontade, o desejo, a criatividade e o movimento necessário e imprescindível para a manutenção da vida.
Carol Puntel – Leão
Esdras de Lucia – Leão
Julia Gorman – Leão
Bruna Guerin – Leão
Igor Rickli – Sagitário
Aline Wirley – Sagitário
TERRA: Touro – Virgem – Capricórnio
A Terra é firme, o porto, seguro. A terra é a forma, o palpável, a matéria. É o elemento que possibilita a realização das idéias e a concretização dos sonhos. Os signos astrológicos que pertencem ao elemento Terra são realistas, conservadores e pragmáticos. Valorizam o conforto material, a praticidade e a responsabilidade antes de mais nada. São perseverantes e obtêm sucesso com mais facilidade em ambientes que exigem disciplina e dedicação. Sensoriais, aprendem experimentando. Os signos de terra são bons provedores e conscienciosos com aqueles que amam. Sensuais e fiéis, valorizam a estabilidade.
César Mello – Touro
Letícia Colin – Capricórnio
AR: Gêmeos – Libra – Aquário
Penso, Logo Existo. O ar é vento, voa pensamento. O ar é invisível e intocável assim como as idéias. É o mental, o raciocínio e as atividades intelectuais. O elemento Ar é comunicativo, o uso da lógica e da objetividade. Os signos de Ar podem passar uma impressão um pouco impessoal pois tendem a negar os sentimentos e sensações que não conseguem entender ou codificar. O ar é a ponderação e a reflexão. É a intuição e a abertura mental que promove a renovação. É a troca de informação, a inteligência, a agilidade e a atenção.
Marcelo Pires – Gêmeos
Kotoe Karasawa – Gêmeos
Ditto Leite – Gêmeos
Jana Amorim – Libra
Felipe Magga – Libra
Fernando Rocha – Libra
Karin Hils – Aquário
Reynaldo Machado – Aquário
Conrado Helt – Aquário
Lu Bollina – Aquário
ÁGUA: Câncer – Escorpião – Peixes
O Elemento Água é movido pela emoção. Água é sentimento. Ao contrário do elemento ar, os signos de água não conseguem racionalizar e explicar as coisas, simplesmente sentem. Sendo assim, são signos que valorizam e entendem o ser humano e suas relações acima de tudo. Dotados de imaginação, sensibilidade e profundidade, os signos de Água são temperamentais, demonstram seus sentimentos e emoções com intensidade. Como são doadores por natureza, magoam-se com facilidade e tendem a se fazer de vítima. São signos receptivos que conseguem, empaticamente, se colocar no lugar do outro e por este motivo são considerados bons ouvintes.
Hugo Bonemer – Câncer
Marcel Octavio – Câncer
Pedro Caetano – Câncer
Sérgio Dalcin – Câncer
Emerson Espíndola – Escorpião
Renan Mattos – Escorpião
Luana Zenun – Escorpião
Mariana Gallindo – Escorpião
Danilo Timm – Escorpião
Tatih Köhler – Peixes
Janaína Lince – Peixes
Cássia Raquel – Peixes
Por onde anda Renn Woods, que cantou o clássico “Aquarius” no filme ‘Hair’?
setembro 4, 2010 by Site Möeller & Botelho
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Renn Woods na época do filme Hair e em 2010
A imagem é marcante: aos primeiros minutos do filme ‘Hair’, de Milos Forman (1979), enquanto a tribo hippie ocupa os jardins do Central Park, em Nova York, a câmera apresenta uma mulher jovem e negra, de vigorosa cabeleira black power salpicada de flores brancas. É ela quem introduz a história com sua performance inesquecível de ‘Aquarius’, que logo se tornou um clássico da música pop.
A personagem se chama Dione e a atriz-cantora que a viveu no filme foi Renn Woods (anteriormente creditada como Ren), que tinha 21 anos à época da filmagem.
Renee Woods nasceu em Portland, Oregon, em 1º de janeiro de 1958, e começou a cantar aos 10 anos de idade, em um especial de TV da NBC Soul. Logo depois formou o Soul Five, grupo vocal pré-adolescente influenciado pelos Jackson Five. O grupo virou ‘Sunday’s Child’ e chegou a gravar um álbum pela Reprise Records, em 1970. Em seguida, ela estrelou a ‘National Tour’ de The Wiz, vivendo Dorothy.
Em 1977, alcançou sucesso vivendo a Fanta na série de TV “Raízes” (já ouviu falar em Kunta Kinte?) e em 1979, apareceu em ‘Hair’. Ren atuou também em filmes como Xanadu (1980), Nine to Five (1980) e Jumpin’ Jack Flash (1986).
Participou ainda de diversas séries e seriados de TV, como Lou Grant, Hill Street Blues, The Jeffersons, Roc, “Sabrina – the Teenage Witch”, A Bela e a Fera, “TV 101″ e “NYPD Blue”.
Gravou dois álbuns solo: ‘Out of the Woods’ (1979) e ‘Azz Izz’ (1982).
Em 2010, aos 52 anos e de cabelos alisados, ela está gravando seu terceiro CD e participou do filme “Church”.
Reveja (ou conheça) a antológica performance de Renn Woods no filme ‘Hair’, de Milos Forman:
Fique ligado no Site Möeller & Botelho e saiba tudo sobre o musical ‘Hair’!
Em cartaz a partir de 5 de novembro no Teatro Oi Casagrande (RJ).
Leticia Colin: mais difícil que vestibular
setembro 4, 2010 by Site Möeller & Botelho
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Leticia Colin, a Jeannie de HAIR, na Coluna Beira-Mar da Veja Rio:
Clique na imagem para ampliá-la
Ator que fará ‘Hair’ vai a Londres ver a peça cinco vezes
agosto 29, 2010 by Site Möeller & Botelho
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Assim que foi aprovado para um dos principais papéis de “Hair”, Igor Rickli — que o público de TV conheceu como repórter em “A vida alheia” — não pensou duas vezes: pegou um avião para Londres. Passou quatro dias na cidade e assistiu a cinco apresentações da peça. Na foto, ele posa com Gavin Creel (à esquerda), um dos protagonistas da montagem inglesa e indicado ao Tony de melhor ator duas vezes.
Os ensaios do espetáculo de Charles Möeller e Claudio Botelho começam amanhã, mas Igor já está treinando:
- Estou fazendo canto, ioga e dança. Venho de uma família evangélica, meus pais cantam no coral da igreja em Ponta Grossa, no Paraná. Eu cantava também – conta. – Estou animadíssimo com ‘Hair’, não penso em outra coisa.
Fonte: Blog Patricia Kogut (O Globo)
Conheça a Tribo de ‘HAIR’
agosto 28, 2010 by Site Möeller & Botelho
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Saiba quem é quem em HAIR :
Hugo Bonemer (Claude)
Nascido em Maringá (PR), Hugo Bonemer se mudou para São Paulo, onde fez curso de artes cênicas e hoje é ator do conceituado grupo TAPA. Atuou em ‘Bark! Um Latido Musical’ (com direção de José Possi Neto), ‘O Noviço’, ‘Cardiff’. Realizou, com o Grupo TAPA, uma leitura aberta de ‘ O despertar da Primavera’, de Frank Wedekind, com direção de Eduardo Tolentino. Na leitura, interpretou o personagem Hänschen Rillow. Atuou também no longa-metragem “As Mulheres de Shakespeare”, com direção de Hudson Senna e Rodolfo Silot, e produção de Wolf Maya. Assinou o roteiro, argumento e direção teatral do espetáculo ‘Coppelia – O Musical’.
Igor Rickli (Berger)
Paranaense de Ponta Grossa, Igor Rickli cantava em coral quando pequeno e aprendeu a tocar piano sozinho. Começou a carreira como modelo, em São Paulo, onde ganhou um concurso. Como sempre gostou de arte, abandonou a vida de modelo e veio para o Rio de Janeiro fazer curso de interpretação. Depois estudou em Nova York, em Los Angeles, e retornou para fazer curso no Rio de Janeiro. Atuou nos filmes “A Saga”, “A QUENTE, A FRIO!” e “Assalto ao Banco Central”. Igor está no elenco do seriado da TV Globo ‘Vida Alheia’.
Carol Puntel (Sheila)
Protagonizou o musical “Francisco de Assis” (Santa Clara) em Assis, Itália. No Brasil, participou dos consagrados “Cats” (Grizabella, Silabub), “A Noviça Rebelde” (Liesl von Trapp), “O Fantasma da Ópera” (Meg Giry) e “My Fair Lady”. Na TV Globo, participou da novela “Páginas da Vida” e do especial de Natal “O presépio de São Francisco”. Foi estagiária do Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e participou do coro infantil da Ópera “Carmen” de Bizet, entre outros trabalhos na TV, teatro, cinema e dança.
Leticia Colin (Jeanie)
Letícia Colin atuou em programas da Rede Globo, como Malhação e TV Globinho. Interpretou a Marta na telenovela Floribella e esteve no ar na novela Luz do Sol, da TV Record, no papel da vilã Helô. Também atuou em Chamas da Vida, no papel da polêmica Vivi, Protagonizou o filme “Bonitinha mas Ordinária”, remake da peça homônima de Nélson Rodrigues. No teatro, atuou em ‘O Diário de Débora’, ‘Adolescente Faz Cada Uma’, ‘Floribella-O Musical’ e ‘O Despertar da Primavera’, de Möeller & Botelho, onde viveu Ilse.
Karin Hils (Dionne)
(Foi integrante do grupo Rouge, com o qual gravou quatro álbuns e três DVD´s. Após o fim do grupo, cantou no álbum de estreia do rapper Túlio Dek e atuou no musical “Hairspray”. Está gravando seu CD de estreia, produzido por Rick Bonadio. O disco terá um repertório R&B e soul. Em 2010, Karin participou do musical ‘Emoções Baratas’, de José Possi Neto).
Tatih Köhler (Crissy)
(Atriz e cantora. Fez cinco anos do curso de improvisação no Tablado, está cursando teatro na faculdade UNIVERCIDADE e estuda canto lírico com a professora Glória Queiroz. Integrou o elenco dos espetáculos 7 – O musical’, de Möeller e Botelho; ‘De Artista e Louco todo mundo tem’, ‘Hair’ (versão de Luis Carlos Tourinho no Tablado), ‘O Afaiate do Rei’ e ‘Beatles num Céu de Diamantes’, também da dupla Möeller & Botelho).
Danilo Timm (Margareth/Tribo)
(Ator, cantor, bailarino, professor de canto e preparador vocal. Sua formação é de cantor (seu tipo de voz é baritenor). Começou a se apresentar profissionalmente aos 15 anos. Em Brasília, onde nasceu, atuou nos espetáculos “Disney Para Piano e Voz” I, II e III, RENT, “Grease” – Sonny e “Numa Rua Qualquer”. Em São Paulo, trabalhou nas montagens “The Drowsy Chaperone” – Underling e “Piratas do Caribe” (Disney Super Casas Bahia). Em 2009/2010, Danilo atuou em “O Despertar da Primavera”, com direção de Möeller & Botelho. Se apresentou em show solo, no Rio, em 2010 e fez a Direção Musical, ao lado de Evandro Mesquita, e a preparação vocal do Musical ‘Hedwig’).
Reynaldo Machado (Hud)
(Ator, cantor, bailarino, músico, percussionista e compositor. Coral da Faetec, Coral da Catedral metropolitana do Rio de Janeiro; Curtas “Palhaço Velho”, “Tereza Mata”; Peças “O Noviço”, “Os Sete Gatinhos”, “Otelo”, “Morte e Vida Severina”, “Tribobó City”, “Rasga Coração”, “Liberdade Brasil”; musicais “Filhos do Brasil”, “O dia em que a terra parou”, “Festa Selvagem na Era do Jazz”)
Marcel Octavio (Woof)
(Ator, cantor, compositor, instrumentista. Formado pelo Tablado, faz parte também do Coral da PUC. Atuou em peças como ”7 – O Musical’, ‘Auto da Compadecida’, ‘O Dragão Verde’, “O Barbeiro de Ervilha” e “O Valentin”. Cantou também com o coro sinfônico do RJ e com a orquestra Petrobras a 8ª de Mahler no “Projeto Aquarius” do jornal Globo).
Fernando Rocha (Hubert / Pai Claude)
(Ator e Bailarino. Participou dos espetáculos ‘Blue Jeans’, ‘A Bela e a Fera’, ‘Chicago’, ‘Sweet Charity’, ‘A Gaiola das Loucas’. Fez participação especial em ‘A Vida Alheia’ e foi integrante da Cia Bale da Cidade de São Paulo).
Janaína Lince (Tribo)
(Atriz, cantora, modelo. Participou das novelas “Um anjo caiu do céu”, “Celebridade”, “Bicho do Mato”, “Revelação” e “Vende-se um véu de noiva”. No teatro, participou do musical “Frisson”. Foi integrante da Banda Afonjah).
Esdras de Lucia (Tribo)
(Atuou em musicais como “Aída – Musical de Elton John e Tim Rice” , ‘South American Way’, ‘O Soar da Liberdade’, ‘Rei Leão’, e peças como ‘Rua 13 de Maio, s/n’).
Kotoe Karasawa (Tribo)
(Atriz e cantora. No teatro atuou em musicais como ‘Jekyll & Hyde – O Médico e o Monstro’, ‘Miss Saigon’, ‘Wicked Highlights’, “Soar da Liberdade”. No cinema, participou de “49 dias” (curta), e do longa “Onde está a felicidade?”).
Pedro Caetano de Lima (Tribo)
(filmes “Léo e Bia” e “A Quente”, novela “Luz do Sol” e peça ‘Os Dois Cavalheiros de Verona’, entre outras do grupo Nós do Morro)
Julia Gorman (Tribo)
(Atriz e cantora. Atuou em peças como ‘O Barbeiro de Ervilha’, “A Glória de Nelson”, “Bodas de Sangue”, “A menina e a fumaça escura” , “Salomé”, “Uma Temporada no Inferno” , “Mundo Grampeado” e ‘Do Artista Quando Jovem’,'além do musical ‘ Tom & Vinicius’. No cinema, participou dos longas ‘Podecrer’ e ‘Apenas o Fim’, e dos curtas “Das Dores”, ‘Alguns nomes do impossível” e “Mar-exílio”. Na TV, fez participações em ‘Malhação’ (2008 e 2010) e na série ‘Mandrake’. Fez aulas de canto com Cecília Spyer, Wadeco Fiori e Janaína Azevedo, além de violão e piano).
Luciana Bollina (Tribo)
(Atriz, bailarina, cantora e autora. Atuou em musicais como ‘Pernas Pro Ar’, ‘Tom e Vinícius- o musical’, ‘Chicago’, ‘Sweet Charity’; na novela ‘Dance Dance Dance’, e no monólogo poético de sua autoria “Vôo- Todo casulo guarda em si apenas o começo de uma transformação”. Fez parte da companhia de cantores performáticos Cine in Show. É também escritora, tendo lnçado o romance “A Mulher por Trás da Máscara”).
Emerson Espíndola (Tribo)
(Ator, músico, Professor de musicalização. Peças: “Festa Selvagem na Era do Jazz”, “O Sagrado e o Profano”, “Plínio Marcos Pornografando e Subvertendo”, “A Megera Domada”, “Meninos de Papel “, “Assuntos de Família”, “Irmãos das Almas”, “Bailei na Curva”. Projetos cinematográficos: “Entre Tulipas e Girassóis”, “Procura-se uma Banda”. Pesquisa há mais de três anos o universo do palhaço).
Sérgio Dalcin (Tribo)
(Ator/Cantor/Compositor/Modelo. Musical ‘Por Uma Noite’, novelas “Passione” e “Malhação”)
Mariana Gallindo (Tribo)
(Atriz e bailarina. Curta-Metragem: “A Vida Como Ela É!”; musicais “Garota Glamour”, “RockShow”; peça “Protegendo os sonhos de natal”)
Jana Amorim (Tribo)
(Bailarina clássica (festivais da RV produções, Quebra Nozes da Cia Cisne Negro, “O Fantasma da Ópera”). Musicais “Os Produtores”, “A Bela e a Fera”, “Pernas pro Ar”).
Marcelo Pires (Tribo)
(Ator, cantor e bailarino. ‘A Ostra e o Vento’, ‘Quero à Lua’, ‘HSM: o Musical’, ‘Despertar da Primavera’ (Cia 4 Ases de Teatro), Workshop de Férias TeenBroadway, Bark! Um Latido Musical).
Conrado Helt (Tribo)
(Peças: “Como destruir seu casamento”, “A Aurora da Minha Vida”, “Clube Prive”, “O tempo e os Conways”, “Ralé”, “Terror e Miséria no Terceiro Reich”; Musicais: “Kiss me Kate” (Cultura Inglesa – SP), “Cabaret Bamboo” (Pout-pourri de “Chicago”, “Cabaret” e “Rent” – SP).
Renan Mattos (Tribo)
(Ator, cantor e bailarino. Formado em Interpretação nas Artes Cênicas pela Unirio, e em Produção Cultural pela Unesa. Cursando o Sistemus, curso de percepção musical. Peças: `O Magico de Oz – The Dark Side`, `O Ateneu`, `A Vida Em -MONO` (OFF- BROADWAY), `GranCirco Del Diablo`,`Buk na Rua : Teatro Noturno Para Adultos Insones`, `A Prova de Fogo` e do musical ‘ Cambaio’ e ‘A História do Soldado” do Stravinsky. Participou do filme ‘De Pernas pro Ar’ de Roberto Santucci. Integrante da Cia de Teatro Os Despretenciosos e Na Cia do Individuo.).
Aline Wirley (Tribo)
(cantora, atriz e bailarina. Foi integrante do grupo Rouge, com o qual gravou quatro álbuns e três DVD´s. Após o fim do grupo, participou do documentário musical “O Soar da Liberdade” e atuou no musical “Hairspray”. Aline emprestou a voz para o disco “Vem Dançar O Mestiço” de Leandro Lehart, ex-vocalista do Art Popular. Fez também filmes de publicidade e é bailarina e cantora da Cia. Flamenca).
Luana Zenun (Tribo)
(Atriz/ Cantora/ Bailarina. Atuou em musicais como “Pernas pro Ar”, “Teatro do Castelo Rá-tim-bum – Onde está o Nino”, “Sweet Charity”, “O Musical do Musicais”, “All That Jazz”(show do musical “Chicago”) e na montagem de “West Side Story”, da Casa de Artes Operária. Atuou também no grupo de pesquisa teatral“Núcleo Experimental de teatro da Cia. Olympo” e participou da novela “Dance Dance Dance” (Band). Tem experiência também na área de publicidade, produção de figurino e oficina de circo.
César Mello (Tribo)
(Ator, cantor, apresentador e compositor. Entre últimas atuações no teatro estão “Macário”, “Cinco Mulheres e Um homem Só” e “Guarda-Roupa de Histórias – Musical Infantil”. Na TV atuou em “Viver a Vida” de Manoel Carlos e apresenta os programas “Telecurso 2000”, “Cozinha Brasil” e “A Mente Que Nos Rodeia”. No cinema – “Os Doze Trabalhos” e “Plastic City”. Entre os projetos musicais está o CD “Pecados Cotidianos” de Juh Vieira com quem compôs as músicas e o CD Infantil “Meu Pé de Laranja Rima”)
Ditto Leite (Tribo)
(Ator, bailarino, cantor e compositor. Realizou o “Curso Livre de Teatro da Universidade Federal da Bahia”. Atuou nas peças,”Musical Cats” SP, “A janela a maçã e os abutres – teatro dos Satyros” SP,”As Bruxas de Salém” BH,”. Integrou cias de dança como: “Balé do teatro municipal da cidade de São Paulo”,”Balé do Teatro Castro Alves” BA, “De Anima Ballet Contemporaneo” RJ).
Bruna Guerin (Tribo/Mãe Claude)
(Indicada ao Prêmio FEMSA de melhor atriz pelo seu trabalho em “Os Saltimbancos”, Bruna Guerin tem extenso currículo dedicado ao teatro, dança e teatro musical. Na TV Globo Bruna participou da novela “Duas Caras” e do especial “Por Toda Minha Vida – Chacrinha”, dirigida por Pedro Vasconcelos).
Felipe Magga (Tribo)
(Cantor desde os 13 anos. Fez aula de canto com Vera do Canto e Mello. Já participou de diversas bandas e hoje integra uma banda de Pop Rock, a Abre Aspas, em processo de gravar um CD. Faz também faculdade de design).
Cássia Raquel (Tribo)
(Cantora (soprano lírico), atriz, professora de Canto, flauta doce e bateria; regente do coro. Foi solista do Coral Brasil Ensemble – UFRJ e solista do coro principal da Escola de Música Baden Powell. Participou de uma banda de MPB e obteve o 7° lugar no Programa “Ídolos 2008”, na Rede Record de Televisão, sendo a única representante da capital carioca. Está fazendo Bacharelado em Canto pela UFRJ).
Veja o Teaser # 4:
Serviço:
Estreia dia 29 de outubro
Temporada de 29 de outubro a 19 de dezembro de 2010 e 05 de janeiro a 27 de fevereiro de 2011. Ingressos disponíveis a partir do dia 05 de novembro.
Teatro Oi Casa Grande
Avenida Afrânio de Mello Franco, 290, Leblon
De quinta e sexta, às 21h. Sábados, 18h e 21:30h. Domingos, às 19h.
Preços:
Quintas e sextas
Camarote R$ 120,00
Platéia Vip R$ 120,00
Platéia Setor 1 R$ 100,00
Balcão Setor 2 R$ 80,00
Balcão Setor 3 R$ 40,00
Sábados e domingos
Camarote R$ 150,00
Platéia Vip R$ 150,00
Platéia Setor 1 R$ 120,00
Balcão Setor 2 R$ 100,00
Balcão Setor 3 R$ 60,00
Horários da Bilheteria:
Terça e quarta das 15h às 20h, quinta e sexta 15h às 21h, sábados 12h às 21h30, domingos 12h às 19h.
Ingressos pela Internet: www.ingresso.com
Aceita todos os cartões de crédito e de débito
Tel: (21) 2511- 0800
Tem acesso para deficientes físicos e poltronas para obesos
Capacidade do teatro – 926 lugares
Duração do espetáculo – 130 minutos (com intervalo de 15 minutos)
Classificação etária – 14 anos
Paranaenses serão protagonistas da adaptação brasileira do musical Hair
agosto 21, 2010 by Site Möeller & Botelho
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Para os atores Hugo Angeli Bonemer, de Maringá, e Igor Rickli, de Ponta Grossa, o trabalho vai marcar, também, a estreia em grandes produções das artes cênicas
A versão brasileira do musical Hair terá uma pitada de sotaque paranaense. Hugo Angeli Bonemer, 23 anos, de Maringá, e Igor Rickli, 26 anos, de Ponta Grossa, foram escolhidos para interpretar os protagonistas Claude Hooper Bukowski e George Berger, respectivamente. A estreia da dupla será no dia 29 de outubro, no palco do Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro, sob a batuta dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho.
Um dos detalhes que mais chamam a atenção é o de que o novo trabalho marcará também a estreia dos dois paranaenses em grandes produções teatrais. Além de atuar, eles terão de cantar e dançar várias músicas, como sempre se espera dos atores das peças da Broadway. A dupla já sentiu na pele como serão as apresentações na bateria de testes que foi realizada entre o fim de julho e começo de agosto. Eles concorreram com cerca de 5 mil candidatos.
Rickli vive no Rio de Janeiro há quatro anos. Já Bonemer, que mora em São Paulo, está fazendo as malas para se mudar para a capital carioca. Os dois deixaram as cidades onde nasceram no Paraná a fim de tentar a tão difícil carreira de ator. Hoje, eles dizem considerar que valeu a pena. “Quando recebi a ligação de que tinha sido escolhido para protagonizar Hair, gritei umas 20 vezes ‘eu sou o Claude’”, contou Bonemer, visivelmente feliz, à reportagem do JM.
Já Rickli desabou de emoção quando recebeu a notícia. “Estava exaurido naquela época, porque, além dos testes, fazia aulas com quatro professores de canto”, lembrou. Depois da boa nova, ele foi para Londres, só para assistir à montagem original de Hair. O ano de 2010, aliás, está sendo para lá de especial para o ponta-grossense, porque ele também estreou na televisão, interpretando o papel do jornalista Amadeu, no seriado global A Vida Alheia.
Bonemer e Rickli descobriram o interesse pelo teatro quando crianças. O primeiro é filho de donos de uma academia que organiza espetáculos de teatro, canto e dança. Já o segundo participava de coral e aproveitava o espaço que tinha em uma igreja evangélica para desenvolver peças que ele mesmo criava. Mais tarde, realizaram cursos na área de teatro, cinema e televisão no Brasil, na Alemanha e nos Estados Unidos.
O espetáculo
A adaptação brasileira de Hair terá aproximadamente 30 atores. Os dois paranaenses assinaram contrato para apresentações até fevereiro de 2011 na capital carioca. No entanto, existe a possibilidade de o espetáculo fazer temporada em São Paulo no ano que vem. A história é centrada em Claude Hooper Bukowski, um jovem que se torna hippie, durante a Guerra do Vietnã (1959-1975). George Berger é um de seus melhores amigos.
A peça da Broadway já ganhou versão no cinema. Com o mesmo nome, o longa-metragem foi lançado em 1979, 11 anos depois da estreia nos palcos, com direção de Milos Forman (o mesmo do excepcional Amadeus, de 1984). No filme, Bukowski é interpretado por John Savage e Berger, por Treat Williams. A terceira protagonista, Sheila Franklin, foi vivida por Beverly D’Angelo no cinema. No Brasil, o papel será da carioca Carol Puntel.
Em relação ao roteiro, o espetáculo tem um final diferente do filme, mas não menos impactante. As músicas, por outro lado, são praticamente as mesmas. Manchester England, Donna, Hashish, Sodomy e, é claro, Aquarius certamente não serão cantadas apenas pelos atores.
Fonte: Jornal de Maringá online.
Vem Aí ‘HAIR’ – Teaser # 3
agosto 16, 2010 by Site Möeller & Botelho
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‘HAIR’ – Teaser # 3 :
Vem Aí ‘HAIR’ – Teaser # 2
agosto 16, 2010 by Site Möeller & Botelho
Filed under Vídeos
Hair – Teaser # 2:
Charles Möeller: “Hair: Uma Celebração!”
agosto 13, 2010 by admin
Filed under Artigos, Möeller & Botelho
* Publicado originalmente em 5 de maio de 2009.
Charles Möeller & Claudio Botelho analisam os principais musicais em cartaz na Broadway no momento

Amigo do site M&B:
1 – Se você é um daqueles amantes dos musicais que, por um ou outro motivo ainda não teve a oportunidade de viajar e presenciar na Broadway um espetáculo ao vivo;
2- Se por algum motivo você costuma assistir aos musicais em DVD, YouTube, fitas pirata ou outras mídias menos convencionais;
3 – Mesmo se você é daqueles que como eu tem tido a chance de viajar bastante e tem acompanhado com alguma frequência o que de mais novo acontece nos palcos musicais de Nova York e Londres;
4 – E ainda, para você que não é tão aficionado assim por musicais, mas gosta de um ou outro;
Enfim, para todos que estejam lendo neste momento:
Guardem uma grana, economizem o que puderem, arranjem algum amigo em Nova York que os hospede, ou seja – encontrem um jeito! Mas decidam agora que vocês PRECISAM assistir a esta montagem de HAIR. Será o presente mais importante que vocês se darão nos últimos tempos e num futuro próximo. Eu garanto!
Não há como explicar a sensação, mas é uma emoção que não tive em mais de 15 anos assistindo espetáculos na Broadway, e geralmente costumo ser bastante passional com o que gosto. Nunca assisti a um espetáculo chorando desde o primeiro minuto até o último acorde da orquestra. Pois isso aconteceu com Hair. Na primeira nota de “Aquarius” as lágrimas começaram a rolar, naturalmente atiçadas pelo encantamento de estar ouvindo aquela canção pela primeira vez num palco da Broadway. O fato é que o espetáculo foi avançando e o choro, que traduzo aqui em uma emoção desmedida e impossível de segurar, não parou mais.
O Charles escreveu sobre o musical em si. Eu queria apenas dar este aviso: faça tudo que puder pra assistir a este HAIR. É a maior emoção possível em teatro que você jamais imaginou.
Exagero? Eu mudo de profissão se alguém vier aqui e disser que tô mentindo.
Claudio Botelho
. . .
Capítulo 4: “Hair: Uma Celebração!”
“Sempre achei que Hair era um filme genial de Milos Formam, baseado em uma peça ruim, mas com músicas inacreditavelmente boas. Quando me deparei com seu texto original, escrito para teatro, percebi que a peça não era como o filme. Aí me decepcionei. A peça não tinha história. Eram esquetes soltos. A partir daí rejeitei Hair, embora tenha visto diversas montagens, incluindo duas brasileiras. Sempre detestei!
Não vi a de Ademar Guerra - que dizem ser a definitiva -, pois não tenho idade para tal. Mas as outras duas que vi no Brasil achei um desastre total e absoluto. Cheguei a ver uma montagem em Londres, em 1997, e pensei: O filme é muito melhor! isso nem é teatro!
Briguei durante anos com Altair Lima, o produtor de Hair, que esteve no elenco original brasileiro como Berger, e meu amigo querido.
Falava pra ele que Hair era ruim, pois não tinha dramaturgia. E ele dizia: – Não encare Hair como uma peça normal e sim como uma celebração! Eu pensava: ‘coisa de hippie velho’.
Um Choque Atrás do Outro
Estava muito curioso para ver essa atual montagem da Broadway, que veio de um concerto encenado no Central Park ano passado e dirigido pela desconhecida (por mim) Diane Paulus.
Ao chegarmos ao teatro, percebi que seria uma noite diferente. A fila dobrava o quarteirão e eu me deparei com várias pessoas velhíssimas de cabelos longos. Pareciam remanescentes de Woodstock com cartazes na mão que diziam: ‘por favor, eu não tenho tickets. Alguém tem um pra me vender?”
Sim, o teatro estava absolutamente abarrotado, e como as cadeiras na Broadway são mais apertadas do que as dos teatros de shopping do Rio, eu estava praticamente espremido entre uma senhora gorda americana atracada a um saco de m&m e o Claudio, já de mau humor.
Hair estreou há menos de um mês e já está tendo tanto sucesso que abriu mais sessões. O espetáculo está fazendo matinês também às quartas, aos sábados e aos domingos, e isso desafiando a crise americana! Depois meu elenco reclama que trabalha muito!
A primeira imagem que vemos é a de uma lua projetada em uma enorme seda javanesa branca. No ato pensei: – ih que óbvio, daqui a pouco vão surgir aqueles bailarinos que eu to cansado de conhecer. Todos com mega hair, vestidinhos de hippies, dando 150 piruetas e três saltos mortais antes de cantarem “Aquarius”!
No entanto, quando a tal seda javanesa foi levantada eu calei minha boca… graças a Deus!
O palco revela um teatro totalmente nu. A orquestra está em cima de um caminhão velho. Há um sol pintado na grande parede, tapetes persas cobrindo todo o chão do palco e uma massa de atores em volta de Dionne (Sasha Allen). Na introdução do tema ”Aquarius”, eu já estava totalmente em choque!
Primeiro por descobrir que eu nunca tinha entendido a força da peça! Depois por ver que o filme que eu amava era quase uma traição daquele espírito, pois Formam tornou tudo muito explicativo ao montar uma historinha (perfeita para a linguagem cinematográfica) e transformar o ritual em um enredo cartesiano.
A partir daí foi um choque atrás do outro. Por isso abro espaço no meu site não para uma analise rápida como foram as dos outros espetáculos, mas para uma crônica.

“Detestava exercícios de amebas”
O elenco não estava fazendo uma tribo hippie – era uma tribo hippie. Seus cabelos inclusive eram de verdade, não eram perucas. Não tinham nem um pingo de maquiagem e a luz era tão genialmente marcada nas profundidades do teatro que a minha sensação foi estar realmente testemunhando um rito tribalista, observando uma real comunidade hippie pelo buraco negro do tempo.
Como mesmo fala o subtítulo da peça: ‘The american tribal love-rock musical’, eu fui jogado sem rede de proteção aos anos 60. E a partir deste minuto todos os meus preceitos sobre o que é bom e o que não é foram sendo derrubados.
Vou explicar o porque para quem não me conhece.
Odeio espetáculo que interage: odeio! Sempre achei que quem interage é cachorro. Odeio que cantem olhando no olho da plateia, pois acho que quem paga ingresso não tá a fim de ser afrontado nem encarado, e, principalmente, detesto que me encarem. Tenho problemas com cena de plateia e odeio que me encostem. Não frequento peças de Zé Celso por isso e acho teatro de protesto um porre. Cena de plateia pra mim só se for comedida, com a permissão do público e olhe lá…
Em minha vida de ator, passei por vários momentos que me deixaram traumas, como na época dos primeiros cursos de teatro e na Faculdade de Artes Cênicas, pois tínhamos que fazer o hediondo exercício da semente virar árvore, em uma matéria que sempre desprezei chamada expressão corporal! Fazíamos coisas como se arrastar no chão de olhos fechados até encontrar o coleguinha na sala e tocá-lo sem pudores para aflorar os cinco sentidos. Lógico que sempre deixei meu olho um pouco aberto e geralmente ia para debaixo de alguma mesa onde me escondia. Sempre era achado por alguma criatura tarada e horrenda que ficava invariavelmente lambendo a palma da minha mão e tentando alguma bolinação.
Inventei um truque: eu fingia estar descobrindo o meu próprio joelho e ficava mais fechado que tatu-bola. O máximo que a pessoa fazia era um cafuné no que restava da minha nuca! Detestava exercícios de amebas, ou seja, pessoas se arrastando pelas salas deixando as roupas imundas e passando umas por cima das outras, como se estivessem no vale dos mortos na Divina Comedia. O pior era que, depois de horas no chão, ao final tínhamos que fazer um relaxamento deitados de barriga para cima, enquanto uma voz monótona e fofa conduzia a gente a pensar do dedão até o último fio de cabelo. Só me lembro dessas duas partes do corpo, pois quase enfartava de ansiedade para que aquele suplício acabasse. Depois fazíamos um grande circulo de mãos dadas e, nos olhando nos olhos, dizíamos palavras de afeto. Lógico que em algum momento tinha o dia de tirar a roupa, mas essa aula eu sempre faltava. Durante muitos anos isso era chamado de laboratório ou psicodrama. Ambas mais temidas por mim do que a gripe suína!
Enfim, me tornei um diretor milimétrico e jamais permiti qualquer desses abusos do tipo “laboratório teatral”. E mato qualquer possibilidade de “eu acredito em duendes” dos meus elencos.
Finalizando esse preâmbulo: assisti a um espetáculo que tem todas essas coisas, inclusive nudez e achei maravilhoso!
Finalmente entendi o que dizia Altair Lima: Hair é uma celebração!
Mas por que odiava nas outras montagens que vi e amei nessa? Por nada ser forçado ou fake. Esse espetáculo chegou à Broadway depois de uma apresentação no Central Park, no verão passado.
O elenco é totalmente desconhecido, tanto que seus currículos no playbill, revelam seus signos e suas mensagens de paz e amor. São jovens, muito jovens. E muito sinceros. Talvez por isso mesmo eu acreditei de cara neles. Eram frescos, e com uma entrega e uma verdade tão completa que era difícil não acreditar que eles não estivessem drogados numa good-trip durante o espetáculo. Mas não estavam, muito pelo contrário, estavam ali seguindo milimetricamente a falta de marcação e o improviso totalmente desenhado. Estavam a 10 mil por hora, correndo pelos corredores, subindo em poltronas, abraçando as pessoas da plateia, provocando e desafiando os meus pudores e preconceitos. Um risco mais do que calculado.
A noite de domingo no Teatro Al Hirschfeld ficará para sempre marcada na minha vida, pois sou superlativo e quando eu amo, eu amo! E amei Hair!
Hair antes de qualquer coisa é uma experiência emocionalmente sensorial. Duvido que ao rever essas cenas pelo YouTube ou em gravações piratas eu ache alguma graça. Finalmente entendi o que dizia Altair: Hair é uma celebração!
“Eu vou ao teatro por isso – para que me enganem e me façam desaparecer no escuro”.
Hair tem minha idade – nasceu em 1967, e ainda assim continua muito moderno! E mais do que isso: intenso! Essa versão não é naif, pois não retrata hippies de boutique ou tolos gargalhantes com margaridas na cabeça e discursos simplistas de “paz e amor” ou “faça amor, não faça guerra”.
A direção conduz o elenco com uma mistura de alegria e angústia incríveis. É essa bipolaridade no olhar de quem não sabe nada a respeito do temido futuro que me ganhou. E esse ao meu ver é a melhor definição para juventude: uma eterna arrogância de quem não sabe nada e finge que sabe tudo!
Mas o que distingue esse Hair de outras montagens que vi ou do texto que jamais consegui ler com admiração?
É que a diretora não quis criar um new Hair, mostrar uma vaidosa opinião. Não quis falar sobre a Guerra do Golfo ou sobre o Iraque. Ela se preocupou em fazer este Hair renascer sem mofos, sem concessões, com a maior crítica e distância! Não suavizou o ideal hippie que retrata a peça. Não tratou o jovem como um estado de espírito e sim como uma pessoa qualquer de pouco mais de 17 anos… Adolescentes perdidos e contestando algo que não sabem direito o que é, que precisam estar em bandos pra se proteger até deles mesmos.
Vendo a peça, a gente percebe como a juventude é parecida, independente da época. O tempo é muito curto e transitório.
Não fiquei me sentindo um velho nostálgico, com inveja e saudade de tudo e todos. Também não achei que o tempo é uma ilusão. Só Apenas concluí que ser jovem é de uma crueldade e de uma crueza tão grandes que você quer se agarrar naquela trupe irresponsavelmente contestadora para que o tempo pare no agora! Tudo que eu vi parecia uma antropofagia, um improviso, uma bagunça de movimentos incessantes.
Claro que sei que estou na Meca do teatro. São negócios que precisam de dinheiro para funcionar e, afinal, estamos em 2009. Não vi um happening. Vi uma peça que está em cartaz com um elenco de primeira cantando com vozes perfeitamente afinadas e respeitando arranjos de primeira. Mesmo com toda a correria, ninguém se mostra cansado ou sem fôlego, muito menos apitam ou explodem os microfones com suores excessivos.
Não estamos diante de um grupo de alucinados fazendo acontecer. Estamos à frente de atletas de elite, com os quais Paulus e sua equipe criativa fizeram o inacreditável: me enganar!
E eu vou ao teatro por isso – para que me enganem e me façam desaparecer no escuro.
“Essa montagem de Hair não inventou uma nova forma e sim redescobriu a forma original”
Acreditei que o que vi por 2h:20m estava sendo o espontâneo sem costura. Mas sei que esse projeto teve três anos de elaboração, foi ensaiado à exaustão, e freneticamente costurado e marcado com a ajuda da coreógrafa Karole Armitage com seu grupo de 32 atores-cantores não bailarinos. Eles tiveram capacidade de movimentar uma massa humana correndo, saltando, rolando, se arrastando e tudo mais que você possa imaginar. Inclusive a cena de nudez no final do primeiro ato parece um rompante.
O importante desse Hair é que ele não inventou uma nova forma e sim redescobriu a forma original. Isso é que eu chamo inteligência, pois é fácil negar um clássico só por negá-lo.
O definitivo é você não negar o material e sim acreditar nele. E por isso mesmo toda a produção recria essa verdade para os dias de hoje. Os figurinos parecem ter vivência e não lembram fantasias de festas vintage. Vejo um profundo estudo de cor e texturas, e não um simples ‘parecer natural’. É um gol e de uma complexidade incrível contar com um elenco que realmente tenha cabelos longos, reais, maltratados.
Hair não é só uma celebração da contracultura. É uma celebração total. A tribo que eu vi no domingo está longe do ideal hippie dos fofos doces macrobióticos chatos que a gente se depara ali no Jardim Botânico cantando Hare Krishna e vendendo incenso ou henna. Eles são zangados, hostis, confusos, com medo dos pais, do país, de Deus, com medo de ir pro inferno.
Sempre achei que a peça era sobre a guerra do Vietnã! Engano total. A peça aborda coisas que jamais tinha entendido, inclusive a questão que a guerra ameaça acabar com as espécies ‘macho’ na tribo dominada pela sexualidade livre de trocas de parceiros e casais! Ingênuo? Jovem? verdadeiro!
Dianne conduz o grupo de atores diferentemente de Milos Forman, que os vê como santos em sacrifício. Ela os faz infantis, débeis, assustados com o futuro e sem estrutura de encarar o que vem a seguir sem o auxilio da droga.
Os atores cantam te encarando, apelando por ajuda, abrigo e atenção. Quem não quer atenção nessa idade?
O elenco é liderado por duas forças da natureza: Claude (Gavin Creel) é o suburbano que quer se tornar invisível e se contradiz o tempo inteiro divido entre o amor de Sheila e Berger. É uma personalidade conflitante que vai sendo desvendada no decorrer da peça e tem um desfecho impactante. Creel dá um show em “I Got Life” e já acho seu “Where Do I Go” definitivo.
Já Berger, interpretado por Will Swenson, é de uma eletricidade sexual que compõe um hippie sem paz e sem amor, cheio de crueldade e desespero… um junkie, ciumento e arrogante.
Sem dúvida, Claude é a alma da peça. E o corpo é Berger. Um achado.
Mas o espetáculo não é só deles, é do elenco. Estamos diante de crianças drogadas brincando num playground. E nada passa desapercebido. Eles mexem com a plateia sem parar e em todos os sentidos. Não se espante se um deles descer e te der um abraço, despentear seu cabelo ou te oferecer uma margarida ou um panfleto mimeografado, ou até subir nos braços de sua cadeira.
Até eu que estava no meio fui descoberto por um deles que garantiu que me conhecia! Todos mexem em você, e com os hormônios da platéia, com sua exuberância e liberdade. Vi senhorinhas de 80 anos loucas para serem agarradas por Berger ou pelo Hud (Darius Nichols), um negão de dois metros de altura que passa o tempo inteiro balançando a língua para você.
Em 20 minutos de peça você já está intimo deles e não se importa com a interatividade. Até gosta! E na catarse final do “Let the Sunshine in”, quando o elenco convida você para subir, não tem como resistir. Garanto que você vai se ver dançando, abraçando e trocando margaridas. Por alguns minutos você realmente vai acreditar que a o amor e a paz não são discursos tolinhos e sim uma atitude transformadora.
Abracei várias pessoas do elenco, abracei estranhos. O elenco colocava margaridas na cabeça do público e estava aos prantos bradando “Let the Sunshine in”. Vi uma brasileira com a mãe atracada no pescoço do protagonista no meio do palco e pedindo uma foto, enquanto uma senhora de 60 anos com uma câmera digital na mão aos berros gritava num bom português: – olha pra cá Berger! Tira uma foto com ela. A gente é do Brasiiiiiil!
Nesse momento a paz e o amor acabaram e eu queria matá-las. Mas fora isso saí em êxtase”.
Charles Möeller
Charles Möeller fala sobre as audições de HAIR
agosto 12, 2010 by Site Möeller & Botelho
Filed under Hair, Möeller & Botelho
Nesse vídeo exclusivo do Site Möeller & Botelho, o diretor Charles Möeller fala sobre o processo de audições de ‘HAIR’, um trabalho que durou três semanas e envolveu centenas de candidatos.
Confira o vídeo abaixo:
Imagens e Edição: Edgar Duvivier
Entrevista: Leo Ladeira
Marcela Altberg: “Meu papel é analisar artisticamente quem tem o perfil procurado para o espetáculo”
agosto 12, 2010 by Site Möeller & Botelho
Filed under Hair
Foto: Leo Ladeira
Marcela Altberg e Charles Möelles nas audições de ‘Hair’
Entrevista Marcela Altberg
Como vem ocorrendo ultimamente nos grandes espetáculos da dupla Möeller & Botelho, a escolha do elenco se dá por meio de processo de audição. Foi assim em musicais como “A Noviça Rebelde”, “O Despertar da Primavera” e “Gypsy”, por exemplo.
Para o musical ‘Hair’, que estreia em outubro no Teatro Oi Casagrande, o processo foi o mesmo. Durante duas semanas e meia foram ouvidos e avaliados centenas de candidatos a Claude, Berger, Sheila, Crissy, Hud, Woof e todos os personagens do espetáculo. Dos 5 mil currículos recebidos, 2 mil concorrentes passaram pelas audições. Desses dois mil entrarão apenas 30.
Quem gerencia o trabalho de audição de ‘Hair’ é uma das mais conceituadas produtoras de elenco do país, Marcela Altberg, que vem trabalhado com a dupla nos últimos quatro anos.
No intervalo dos trabalhos conversamos com Marcela especificamente sobre as audições desse musical que promete incendiar a cidade.
Que critério específico você adotou nas audições de Hair?
As pessoas se inscreveram por e-mail, enviando currículo e foto. Eu analisei todos os materiais que a gente recebeu. É importante todo mundo saber que todo material que recebo, eu olho. Não tem essa de ‘pelo volume de inscrições, não deu’. A gente vê tudo. Só que a gente analisa com o perfil que estamos procurando para o espetáculo. A pessoa pode ter um currículo incrível, super qualificado, mas para aquele espetáculo não serve. É bom que as pessoas entendam que nós temos critérios de escolhas em função do que precisamos em cada espetáculo. Nem sempre todo mundo vai ser chamado para todos, mesmo as pessoas que já foram chamadas mais de uma vez. A gente tá com um critério rigoroso de escolha porque temos que canalizar e focar para o espetáculo. Nem sempre eu consigo responder todas as pessoas, porque a quantidade de currículos foi muito grande, mas todos foram olhados com o maior cuidado e o maior respeito.
Neste trabalho você acaba lidando também com as críticas de candidatos que não foram chamados ou não foram aprovados…
É óbvio que quem é chamado fica feliz e quem não é chamado fica triste. Mas eu faço o meu papel, que é analisar artisticamente quem tem as características e o perfil procurado para aquele espetáculo específico. Esse é o critério, absolutamente esse. Não existe critério de tipo físico, por exemplo. A gente trabalha com vários tipos. Não é verdade que só procuramos ‘gente bonita’. A gente trabalha com os tipos que precisamos ter em cada espetáculo.
“A cada audição que passa a qualidade das pessoas que se inscrevem melhora. As pessoas estão se preparando cada vez mais”
O que você achou da qualidade dos candidatos nesta audição?
A cada audição que passa a qualidade das pessoas que se inscrevem melhora. Agora nós temos um caminho mais aberto para isso. Temos agora a cultura da audição. É muito difícil que um espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho seja feito sem audição. E com isso, as pessoas estão se preparando mais, estão correndo atrás… A gente viu coisas muito legais de pessoas que audicionaram para o Despertar da Primavera e não passaram para uma segunda fase e agora, em Hair, passaram. A gente percebe que nesse espaço de tempo, eles se prepararam e evoluíram. É bom que as pessoas saibam que nós estamos prestando atenção nisso tudo. Não é porque a pessoa não foi tão bem em uma audição que não vamos chamar de novo.
O Charles Möeller costuma dizer que é bom fazer audição, pois os candidatos vão ganhando cada vez mais experiência…
Exatamente. A audição de musical é como qualquer teste de elenco pra cinema, pra TV, pra publicidade… o candidato vai ganhando experiência, vai entendendo como é, o que ele tem que melhorar para uma próxima vez… o Charles e o Claudio costumam até orientar as pessoas para elas saberem aonde elas têm que trabalhar. Passar e não passar é a vida. Infelizmente tudo na vida é assim: alguns passam e outros não. E não passar não necessariamente é ruim.
Em breve traremos uma entrevista com o diretor Charles Möeller sobre as audições de Hair! Fique ligado no Site Möeller & Botelho!
Vídeo:Teaser Vem aí Hair…
agosto 8, 2010 by Site Möeller & Botelho
Filed under Hair, Vídeos
Veja abaixo esse teaser exclusivo do Site Möeller & Botelho sobre as audições de Hair:
Meu Destino é ser ‘Star’
agosto 7, 2010 by Site Möeller & Botelho
Filed under Hair
Por Luiz Felipe Reis
Charles Möeller está refeito.
Após dormir das 3h às 7h da manhã por duas semanas seguidas, os olhos por debaixo dos óculos não deixam revelar olheiras nem marcas do choro que lhe roubou o sono da noite anterior.
Ele acabara de deixar o teatro Teresa Rachel, pisava a calçada em frente de casa, conferia o ponteiro indicando meia-noite e girava a chave na fechadura do portão quando um grito o paralisou: “Charles!” Ao se virar, viu o desespero no rosto de um garoto, que abanava uma folha de papel e implorava atenção: — É a terceira vez que entrego currículo e não sou chamado. Trabalhar com você é o meu sonho! — dizia o menino.
Assustado, Möeller não sabia o que fazer com o garoto que acabara de chegar de Manaus, descobrira seu endereço e aguardava havia sete horas para entregar o papel. Desde que, há mais de 20 anos, Charles Möeller e Claudio Botelho iniciaram o primeiro trabalho em conjunto, escolha de elenco ganhou nome de audição (mal traduzido do inglês “audition”), e a tal audição se transformou num dos mais intensos e delicados momentos na vida de ambos.
Assim como eles, a produtora de elenco Marcela Altberg também teve o sono devorado pela leitura dos 5 mil currículos que precisou analisar. A causa das noites em claro, do ato desesperado do menino e do arrancar de cabelos de todos é uma só: “Hair”, o musical que aterrissa em outubro no Teatro Casa Grande.
— Entrei numa crise de choro ontem à noite — conta Möeller. — Os dias passam, e eu fico mais desesperado. Não sei o que fazer com tanta gente. Não pela quantidade, mas pela qualidade. Queria poder fazer um espetáculo com 150 atores, mas só tenho 30 vagas.
A última frase é repetida momentos depois aos candidatos que sonham participar da versão brasileira do musical da Broadway. Rodeado por dez pessoas, três laptops e muitos papéis sobre uma grande mesa em frente ao palco, Möeller é um misto de concentração e ansiedade. Na semana passada, ele teve de analisar o desempenho vocal de mais de 600 candidatos. Hoje, finaliza a segunda fase do processo, que inclui avaliação de canto e de uma coreografia ensinada aos candidatos minutos antes de se apresentarem à banca.
Nos bastidores, o clima é de tensão e euforia. Cada um carrega no peito uma plaqueta com um número, e o clima de “American idol” só se desmancha com o retorno que a equipe dá em troca: — Detesto o poder do diretor. Acho cafona uma banca autoritária. Fui ator e muito maltratado — conta Möeller. — Tem gente que se torna diretor e usa isso para se vingar. Esquecem da vulnerabilidade de quem está no palco. É um processo cansativo, delicado, e tenho que estar aberto para captar as sutilezas. Assim como eles, fico completamente sugado. É muita expectativa em cima da gente.
O que parece exagero, no caso de um diretor que há duas décadas coleciona sucessos, ganha confirmação nos dados. Se para “Gipsy” Möeller e Botelho tiveram de lidar com a expectativa de 3 mil jovens atores, dançarinos e cantores, “Hair” infla o quadro em 2 mil concorrentes.
Críticas favoráveis e boas bilheterias têm gerado não só prêmios na estante e temporadas prorrogadas. Mas, sim, uma nova geração de fãs. E, assim, a cobiça por uma vaga no palco ou na plateia ganha força nos corredores virtuais. Via Twitter, Facebook e YouTube, vídeos, opiniões, cobranças e expectativas são espalhadas a cada nova audição aberta.
— São jovens aficionados por musicais, fazem lobby, pressionam… Antes eu dava muita atenção, mas hoje mantenho cuidado. Não estou acostumado com isso. É coisa de rock star — diz Möeller.
Acostumada a trabalhar com cinema e publicidade, a preparadora de elenco Marcela Altberg descobriu um novo universo desde que, há quatro anos, passou a trabalhar com a dupla Möeller & Botelho. Intrigada com a evolução dos musicais na cidade, ela desenvolveu um método capaz de atender às especificidades das produções. E, assim como Möeller e Botelho, se surpreende com a quantidade cada vez maior de candidatos capacitados.
— É uma mudança cultural. Há pouco tempo não existia preparador de elenco para musicais — conta Marcela. — No meu primeiro trabalho, trouxe uma cantora linda, carismática. Achei que ia arrasar. Mas vi que não basta ter voz. Fazer um musical requer estudo e formação. Não basta saber dançar, cantar ou atuar, e nem saber fazer os três muito bem. Tem que saber fazer os três muito bem e juntos. Cantar dançando e interpretando. Em “Hair” isso é fundamental. As músicas são difíceis, e a montagem não para.
Definida pelos diretores como “lisérgica, caleidoscópica e frenética”, a versão 2010 de “Hair” no Rio começa a tomar forma no fim do mês, com o início dos ensaios. Até lá, os dois se deram a missão de eleger um elenco que possa conjugar características únicas.
— A peça se passa em 1967, então preciso de um elenco jovem, que tenha aquela sexualidade, liberdade física e força de ir para as ruas — diz Möeller.
Ciente do desafio, o cantor Márvio dos Anjos passou por um treinamento especial para se candidatar a uma das disputadas vagas.
— Perdi 12 quilos e fiz aulas de canto específicas para musicais — conta Márvio. — “Hair” é, além do sonho hippie, uma peça que encarna o espírito de uma das épocas mais interessantes do rock.
A concorrência em torno da nova produção se explica, entre outros fatores, pela mística da Era de Aquarius e de todo o histórico que envolve “Hair”. Escrito em 1967 por James Rado e Gerome Ragni, com música de Galt MacDermont, “Hair” é o clássico musical roqueiro, um fenômeno que se sustenta na Broadway e em outras partes do mundo sem perder o viço.
Na história, os jovens Claude, Berger e Sheila lideram um grupo de amigos que se lança como uma tribo pelas ruas de Nova York, espalhando a paz e o amor da cultura hippie e o comportamento libertário que inclui a revolução sexual e a experimentação de drogas, além do engajamento contra a Guerra do Vietnã, a destruição do meio ambiente e o preconceito que segrega raças, classes e sexos.
No palco, as ideias ganham força com canções como as clássicas “Aquarius” e “Let the sunshine in”. “Hair” também fez sucesso no cinema, em 1979, dirigido por Milos Forman, com Treat Williams e Beverly D’Angelo no elenco, além de ter tido uma célebre versão teatral brasileira, com Sônia Braga e Armando Bogus, em 1969.
— Os hippies são os responsáveis por conquistas que vivemos hoje em dia. Mas ainda acho fundamental falarmos sobre liberdade. Ideias e direitos simples que esquecemos de usufruir — explica Möeller. — Apesar das mudanças, vivemos um período careta. Fui processado por ter um seio de uma menina à mostra em “O despertar da primavera…”. E as pessoas ainda se chocam quando falo que faremos cena de nudez (a mais simbólica da peça). É claro que terá. “Hair” é um manifesto, algo que transcendeu a história da Broadway.
O Globo – 07/08/10
Claudio Botelho mostra em primeira mão, no Blog do Xexéo, a versão brasileira da música “Aquarius”, de Hair.
julho 28, 2010 by Site Möeller & Botelho
Filed under Hair, Möeller & Botelho, Site
O diretor Claudio Botelho divulgou, em primeira mão, no Blog do jornalista Artur Xexéo, de O Globo, a versão brasileira da música “Aquarius”, do musical ‘Hair’, que estreia em outubro, no Teatro Oi Casagrande (RJ).
Confira como ficou a versão:
Brasil disputa musicais da Broadway
abril 30, 2010 by Site Möeller & Botelho
Filed under Gypsy, Hair, Möeller & Botelho
Gênero ganha terreno no Rio de Janeiro e em São Paulo; espetáculo “Hair” foi disputado “mil a mil reais”, afirma diretor
Profissionais mais bem preparados e construção de salas de teatro com fosso de orquestra são estímulos para produtores nacionais
GUSTAVO FIORATTI
FOLHA DE SÃO PAULO
A pergunta “Quem dá mais?” parece ter encontrado um novo lugar no mundo das artes: o circuito dos musicais. Os “importadores” de peças da Broadway do eixo Rio-São Paulo já começam a esbarrar em situações de disputa e concorrência por direitos de obras premiadas ou que tiveram boa aceitação de público e crítica. Sinal de que o gênero movimenta um mercado bastante promissor -para não dizer rentável.
Segundo Cláudio Botelho, sócio da Aventura Entretenimento e autor de versões para espetáculos como “Avenida Q” e “O Despertar da Primavera”, a aquisição dos direitos para montar “Hair” foi disputada “mil a mil reais” com uma grande empresa do ramo, que ele não revela o nome. A primeira oferta para adquirir os direitos sobre o musical, que deve estrear no segundo semestre, foi de US$ 30 mil, conta Botelho. A última, inflacionada pela concorrência, chegou a US$ 35 mil.
O valor é pago também como uma espécie de garantia de que ninguém monte o trabalho no país. Mas quem adquire o direito tem prazo determinado para levantar a encenação. Em geral, vale por até dois anos.
Virou guerra
Para se precaver de concorrências futuras, a Aventura acabou levantando um verdadeiro estoque: além de “Hair”, que estreia no segundo semestre, e de “Gypsy”, que entra em cartaz hoje no Rio, estão na gaveta da produtora textos de “Nine”, “Kiss Me Kate”, “The Fantastics!”, “O Violinista no Telhado” e “Annie”.
“Agora virou guerra”, diz Botelho. “Hoje, você vai tentar montar um musical e, quando vê, o direito já foi comprado por alguém que nem é do ramo”, completa o diretor, que viu o quadro de funcionários da produtora da qual é sócio triplicar de tamanho, pouco tempo depois de ela completar um ano de existência.
A maior “concorrente” da empresa carioca, considerando-se o poder de barganha para conseguir direitos, é a T4F. Só que, diferentemente do grupo formado por Botelho, Charles Möeller e mais cinco sócios, a empresa paulista traz espetáculos em esquema de franchising. Isto é, os musicais da T4F, em geral, são cópias dos originais, a exemplo de “Cats”, em cartaz no teatro Abril, e de “Mamma Mia!”, que deve estrear no segundo semestre.
Bert Flink, vice-presidente de comunicação da agência The Rodgers & Hammerstein Organization, que detém os direitos dos musicais “O Despertar da Primavera”, “Noviça Rebelde” e “O Rei e Eu”, confirma um aumento de solicitações entre produtores brasileiros. “Nós temos sido bastante procurados para licenciar versões na língua portuguesa”, conta. Segundo Flink, houve procura também pelas peças “Altar Boys”, “Footloose”, “Smokey Joe’s Café” e “I Love You, You’re Perfect, Now Change”, nenhuma delas ainda produzida.
Todos os cantos
O boom de musicais em terras tupiniquins faz parte de um contexto internacional, segundo Flink. Houve aumento na procura de direitos entre países da América Latina. Brasil, Rússia, China e Índia também se destacam na lista que contempla todos os continentes.
O diretor Jorge Takla, da peça “O Rei e Eu”, acha que a disputa pode estar acontecendo especialmente entre os musicais que estrearam na Broadway mais recentemente.
Para o diretor, o estímulo no Brasil foi determinado principalmente por questões de infraestrutura. O número de musicais cresceu depois que São Paulo e Rio de Janeiro ganharam teatros capazes de abrigar peças do gênero. “Também criou-se aqui um ambiente favorável, com técnicos e cantores-intérpretes mais bem preparados”, diz Takla.
A aquisição do direito para montar “O Rei e Eu”, no entanto, não foi tão difícil, diz. “Eu gosto de montagens antigas, e essas não são tão procuradas”, afirma Takla, que não revela o valor pago pelos direitos da montagem que tem Tuca Andrada no elenco. Mas conta que pagou US$ 25 mil (cerca de R$ 44 mil) por “My Fair Lady”, em 2007, e US$ 50 mil (R$ 88 mil) por “West Side Story”, em 2008. O próximo de sua lista é “Evita”, de Andrew Lloyd Webber. Está garantido, para 2011.
Em entrevista, Charles Möeller adianta próximos projetos da dupla
setembro 4, 2009 by Site Möeller & Botelho
Filed under Möeller & Botelho
Em entrevista ao programa Primeira Página da Rádio Roquette Pinto na manhã desta sexta-feira, 4, o diretor Charles Möeller falou sobre o musical “O Despertar da Primavera” e sobre os próximos trabalhos da dupla.
Sobre o Despertar, Charles ressaltou o caráter contemporâneo do texto, escrito em 1891 por Frank Wedekind: “Quando eu vi o musical na Broadway, fiquei impressionado em constatar que as pessoas ainda têm as mesmas questões, os mesmos preconceitos e tabus da época do Wedekind. Ele falava em 1891 que se você não dá informação para o jovem, você cria um adulto violento. Eu fiquei muito tocado com isso, pois a gente vive em um mundo muito violento“, disse o diretor.
“A informação e a arte podem tornar o ser humano mais sensível. Não acredito que uma pessoa que ama o teatro, que ama a música, que ama essa experiência sensorial que é o teatro musical, seja uma pessoa violenta“, complementou Charles ao apresentador Luiz André Ferreira.
Sobre os próximos trabalhos, o diretor revelou: “Vamos fazer a minissérie Dalva & Herivelto. Ficamos muito honrados com o convite do diretor Denis Carvalho. Estamos reproduzindo os números musicais do Cassino da Urca e dos shows do Trio de Ouro, que acompanhava Dalva de Oliveira. Toda a concepção musical ficará a nosso cargo. Fora a minissérie, em 2010 faremos o musical ‘Gypsy’, um grande sucesso da Broadway e que será estrelado por Totia Meireles e Adriana Garambone“.
A respeito do musical comemorativo aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, Charles explicou: “Nós ainda estamos no embrião. Não será um espetáculo biográfico, e sim um musical mais na linha de ‘Beatles num Céu de Diamantes’. Não é sobre a vida dele. São canções costuradas. Nós fomos especialmente convidados para esse projeto, dentro das comemorações dos 50 anos de carreira do Roberto“.
“E no final do ano que vem teremos o Hair. Nós compramos os direitos em primeiríssima mão e no ano que vem estaremos com ele, comemorando a era de Aquarius“, finalizou o diretor.
Audições para Hair – O Musical
Obs.: Só serão aceitos candidatos maiores de idade (com mais de 18 anos).
Obs. 2: Nesta primeira fase só são pedidos currículo e foto de corpo inteiro do candidato.




























































