O Despertar e Gloriosa entre as melhores peças do ano, pelo Globo

O Jornal O Globo divulgou na sua edição de hoje, 30/12, a relação das melhores peças de 2009.

Entre os citados (escolhidos pela crítica Barbara Heliodora) estão dois espetáculos dirigidos por Charles Möeller & Claudio Botelho: “Gloriosa” e “O Despertar da Primavera”, este último o único musical da lista dos melhores do ano.

Confira o texto do Globo:

O Globo

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‘Avenida Q’ recebe cinco indicações ao Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro

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O musical “Avenida Q“, com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho, lidera as indicações da 22ª edição do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro, referente às peças que estrearam no primeiro semestre do ano. A lista dos indicados foi divulgada nesta terça-feira, 21/07.

O espetáculo concorre em cinco categorias, incluindo direção, melhor atuação feminina e masculina (Sabrina Korgut e André Dias) e melhor Iluminação (Paulo César Medeiros). Claudio Botelho ainda foi indicado na categoria especial, pela versão brasileira da trilha sonora.

Na categoria atriz, está na disputa do prêmio Marília Pêra, pela atuação em “Gloriosa“, também com direção de Möeller & Botelho. A peça ainda teve mais uma indicação no quesito figurino, pelo trabalho de Kalma Murtinho.

Os vencedores de cada categoria receberão uma premiação individual de R$ 8 mil. O júri do Rio de Janeiro é formado por Fabiana Valor (atriz e bailarina), Jorginho de Carvalho (iluminador), João Madeira (diretor do grupo AfroReggae), Sérgio Fonta (dramaturgo, diretor e ator) e Tania Brandão (pesquisadora e professora de História do Teatro Brasileiro).

Em janeiro serão conhecidos os indicados do segundo semestre e, no início de 2010, os vencedores do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro.

Confira a lista completa dos indicados do 1° semestre ao Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro:

Autor:

Lícia Manzo por “A história de nós 2″

Rodrigo Nogueira por “Play”

Diretor:

Charles Möeller por “Avenida Q”

Enrique Diaz por “In on it”

João das Neves por “Farsa da boa preguiça”

Ator:

André Dias por “Avenida Q”

Fernando Eiras por “In on it”

Otávio Augusto por “Rock n’ roll”

Atriz:

Bianca Byington por “Farsa da boa preguiça”

Marília Pêra por “Gloriosa”

Sabrina Korgut por “Avenida Q”

Cenário:

Alberto Renault por “Dois irmãos”

Carlos Alberto Nunes por “A chegada de lampião no inferno”

Figurino:

Kalma Murtinho por “Gloriosa”

Rodrigo Cohen por “Farsa da boa preguiça”

Iluminação:

Paulo César Medeiros por “Avenida Q”

Renato Machado por “A chegada de lampião no inferno”

Música:

Alexandre Elias por “Farsa da boa preguiça”

Liliane Secco por “Esta nossa canção”

Categoria especial:

Claudio Botelho pela versão das músicas de “Avenida Q”

Galpão Aplauso pela inclusão social no teatro de forma dinâmica e produtiva, através do espetáculo “Todo mundo é mundo”

Cia. Movimento Carioca de Teatro pelo projeto de montagem de “Espia uma mulher que se mata” por sua importância para o intercâmbio cultural com o teatro latino-americano

 

Espetáculos de Möeller & Botelho na Festa do Teatro em São Paulo

junho 15, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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O preço do ingresso não será desculpa para o paulistano deixar de ir ao teatro. Pelo menos entre os próximos dias 19 e 28. Mais de 30 mil entradas serão distribuídas gratuitamente a partir de quinta (18/06) para espetáculos em cartaz na cidade, incluindo os de Möeller & Botelho: “A Noviça Rebelde”, “Beatles num Céu de Diamantes” e “Gloriosa”.

Sob o patrocínio da empresa CCR, que tem a concessão de rodovias como a Dutra, a Bandeirantes e o trecho oeste do Rodoanel, os produtores negociaram apresentações especiais ou a liberação de um determinado número de poltronas pelas equipes dos espetáculos.

Batizada de Festa do Teatro, a promoção vai custar 1,25 milhão de reais – 70% desse valor foi destinado à compra de ingressos.

Programe-se:

Confira o horário das apresentações especiais de dez espetáculos de sucesso (com ingressos acima de 40 reais)

  • Beatles num Céu de Diamantes, musical, no Teatro das Artes. Dias 19 e 20, às 21h30; dia 21, às 19h; dias 26 e 27, às 21h30; dia 28, às 19h.
  • Gloriosa, comédia musical, no Teatro Procópio Ferreira. Dia 19, às 21h30.
  • A Noviça Rebelde, musical, no Teatro Alfa. Dia 19, às 21h30; dia 20, às 21h; dia 21, às 15h e 19h; dia 26, às 21h30; dia 27, às 21h; dia 28, às 15h e 19h.

Programação completa e horários de distribuição em:  www.festadoteatro.com.br

Vídeo Divulgação de Gloriosa

junho 13, 2009 by admin  
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Gloriosa, de comédia musical do inglês Peter Quilter

Ao interpretar as cantoras Dalva de Oliveira, Carmen Miranda e Maria Callas, Marília Pêra chegou a perder o sono em busca de notas perfeitas. Agora, a atriz de 66 anos precisa desafinar em cena. Ela vive a americana Florence Foster Jenkins (1868-1944), que, sem nenhum talento lírico, decidiu enveredar pelo mundo da ópera. Essa é a história tratada em Gloriosa, comédia musical do inglês Peter Quilter, dirigida por Charles Möeller e Claudio Botelho, que estreia na sexta (5)

Fonte: Veja São Paulo

Teatro Procópio Ferreira (670 lugares). Rua Augusta, 2823, Jardim Paulista, 3083-4475. Quinta e sábado, 21h; sexta, 21h30; domingo, 18h. R$ 70,00 (qui.); R$ 80,00 (sex. e dom.); e R$ 90,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/19h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. IR. Até 2 de agosto. Estreia prometida para sexta (5).

Gloriosa atrai Classe Artística e Autoridades

junho 12, 2009 by admin  
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A sessão VIP de “Gloriosa” desta quinta-feira (11) reuniu diversas celebridades e autoridades, com coquetel antes e depois do espetáculo. Entre os presentes estavam Daniel Boaventura, Danielle Winits, Cássio Scarpin, Marcelo Médici e Fernando Meireles, entre outros. Autoridades como Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab prestigiaram a Florence Foster de Marília Pêra. “Trouxe toda minha família” disse o prefeito. Também vereadores e vices estavam presentes.

“Hoje começou a venda na bilheteria. Até semana passada era apenas para grupos”, disse o diretor Claudio Botelho.

No final da apresentação, Marília Pêra muito simpática e empolgada,  agradeceu aos diretores e à produção do espetáculo. “É muito bom estar aqui, agradeço aos diretores Claudio Botelho, Charles Möeller e também a todos vocês.” finalizou.

Confira algumas fotos

Fotos: Denny Naka, Teresa Mascarenhas.

Serviço

Quando: qui. e sáb., às 21h, sex., às 21h30, e dom., às 18h; até 2/8
Onde: teatro Procópio Ferreira (r. Augusta, 2.823, tel. 0/xx/11/3083-4475)
Quanto: R$ 70 (qui.), R$ 80 (sex. e dom.) e R$ 90 (sáb.)
Classificação: não recomendado a menores de 12 anos

Fórmula garante sucesso de “Gloriosa”

Dramaturgia de autor inglês Peter Quilter e toque brasileiro de Marília Pêra são destaques da comédia

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Luiz Fernando Ramos

Folha de São Paulo – 08/06/09

A comédia musical pode ser um gênero irresistível, principalmente quando se estrutura em boa dramaturgia. “Gloriosa” tem todos os ingredientes de um espetáculo vitorioso.

A começar pela dramaturgia do inglês Peter Quilter. Várias de suas criações recentes tornaram-se fenômenos de público e foram traduzidas para dezenas de línguas. “Gloriosa“, de 2005, estourou em Londres e já foi produzida até na Finlândia.

O segredo de Quilter é ser fiel à fórmula da “peça bem-feita”, inventada no século 19 pelo francês Eugene Scribe, outro campeão de bilheterias: prepare uma situação, prolongue-a até um momento crítico e escape dela com uma reviravolta sensacional.

Todas essas credenciais prévias do texto encontram as mãos treinadas da dupla incansável formada por Charles Möeller e Cláudio Botelho, responsáveis pela adaptação, direção musical e encenação.

Mais uma vez, eles mostram compreensão da maquinaria cênica e fazem bom uso dos recursos disponíveis para vestir o espetáculo com elegância.

Sem contar com as clássicas canções norte-americanas, e as animações de fotos da mulher que inspira a personagem central, a excêntrica milionária Florence Foster Jenkins.

Ninguém melhor do que eles para capturar o estranho glamour dessa personagem em favor da teatralidade. Mas quem dá a marca verdadeiramente brasileira do espetáculo é Marília Pêra, evocando a tradição das grandes atrizes do nosso teatro popular como Estela Sezefreda, no século 19, e Conchita e Dulcina de Moraes, no século 20. Marília, de algum modo, sintetiza essa linhagem histriônica que remete ao circo e não teme o ridículo, e a escola moderna erguida com base na técnica e nos temas elevados.

No espetáculo, ela funde os dois planos, combinando a fala educada e os modos de grã-fina da personagem, com seus desempenhos grotescos como cantora. Só quem já encarnou Dalva de Oliveira e Maria Callas poderia envergar sem peias a voz de Florence Jenkins.

Destaque-se que o mérito maior é mesmo do dramaturgo.

Convicto de que o erro alheio é o primeiro passo para o riso, descobriu o patético dessa personagem real. De tanto se expor às gargalhadas, na inocência de sua completa falta de talento, ela conquistou a glória de uma trajetória trágica.

Marília Pêra em noite beneficente

junho 7, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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Marília Pêra após a sessão de sábado, 06/06, de “Gloriosa”, no Teatro Procópio Ferreira (SP).  A renda do espetáculo daquela noite foi revertida para o CIAM – Centro Israelita de Apoio Multidisciplinar.

Diva Desafinada

junho 2, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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Marília Pêra estreia sexta-feira Gloriosa, musical em que interpreta uma soprano conhecida como a pior cantora do mundo

Marília Pêra repetiu sua rotina espartana para compor a protagonista do musical Gloriosa, que estreia sexta-feira, no Teatro Procópio Ferreira: tomou conhecimento de todas as canções que iria cantar, ensaiou durante um mês, fez preparação vocal até chegar o momento mais inusitado de sua carreira: aprender a desafinar. “Isso porque, no palco, interpreto uma cantora que não acertava uma única nota musical”, explica a atriz. “Foi uma verdadeira desconstrução de minha voz.”

Reconhecida pelo virtuosismo no canto e na interpretação, que a permitiu viver divas como Maria Callas, Marília Pêra vive agora outro papel inspirado em um personagem real, mas uma mulher cafona, que se vestia mal e cantava pior ainda e exibia uma bondade extrema: Florence Foster Jenkins (1868-1944), soprano americana que se tornou uma lenda em Nova York nos anos 1940 pela desafinação e falta de ritmo com que entoava peças clássicas de Mozart, Verdi e Strauss.

“Ela era um verdadeiro desastre em cena, provocando gargalhadas incontroláveis em quem a assistisse. Conta-se que Cole Porter e Noel Coward pagavam para vê-la. Ao mesmo tempo, Florence acreditou que tinha talento até quase o fim da vida”, nota Marília, que há cinco anos é rondada pelo papel.

Em 2004, quando fazia sucesso na pele de outro personagem real na peça Mademoiselle Chanel, ela foi consultada pelo diretor daquele espetáculo, Jorge Takla, para participar da versão nacional de Souvenir, peça do americano Stephen Temperley que traz um resumo da vida de Florence. “Eu não a conhecia e, antes de iniciar minha pesquisa, Jorge me comunicou que convidaria Bibi Ferreira para o papel”, explica. “Assim, esqueci completamente dela.”

Na mesma época, os diretores e produtores Charles Möeller e Claudio Botelho também se interessaram por Souvenir. “Vimos na Broadway e imediatamente pensamos em montar com Marília”, conta Möeller, que desistiu ao descobrir o interesse de Takla. “Logo depois, e por uma incrível coincidência, outros produtores, Sandro Chaim e Claudio Tizo, nos apresentaram Glorious!, que conta a mesma história, desta vez na versão inglesa e com uma outra visão, a do autor Peter Quilter. E demos sorte, porque se trata de um texto mais teatral, mais engraçado, um antimusical.”

Imediatamente, a dupla apresentou o desafio para a atriz que, estimulada, iniciou o processo de preparação. Gloriosa mostra os últimos dez anos de vida de Florence Foster Jenkins quando, rica e excêntrica, junta-se ao pianista Cosmé McMoon para formar uma dupla inseparável. “Ele precisava de um emprego e ela, de um músico. Logo, surgiu uma parceria também carinhosa, pois Cosmé a acompanhou até os últimos anos de sua vida”, conta Marília.

Filha de um banqueiro bem-sucedido, Florence tinha uma inquebrantável segurança de seu talento e dispunha-se a cantar as árias mais difíceis do repertório clássico. Comparava-se a sopranos de gabarito, como Frieda Hempel e Luisa Tetrazzini, e anualmente realizava um recital no Ritz no qual McMoon prudentemente impedia a presença da imprensa, temendo críticas desfavoráveis. “O dinheiro arrecadado, no entanto, era doado para instituições de caridade”, conta Möeller que, ao lado de Botelho, acompanhou cuidadosamente a desconstrução vocal de Marília Pêra.

“Florence cantava errado em tons agudos”, comenta a atriz. “E, como demorava para recuperar o fôlego, não conseguia controlar a respiração e perdia o ritmo, atropelando a orquestra.” Marília conta que Möeller, responsável pela encenação enquanto Claudio Botelho cuida da direção musical, pedia que exagerasse no erro, para ressaltar a comicidade.

“Claro que eu sabia que só mesmo poucas atrizes, como Marília, são capazes de interpretar um tom acima sem parecer uma caricatura”, observa o encenador. Florence deixou gravadas nove árias, hoje disponíveis em CD. Marília Pêra ouve as canções diariamente para detectar as falhas da americana. “Ela só acertava uma em quatro notas no agudo.”

Gloriosa apresenta dois momentos distintos. O início é cômico, com a excentricidade e a desafinação de Florence provocando gargalhadas. Logo, o drama, com as críticas que lhe apressaram a morte. “É difícil conter as lágrimas”, acredita a atriz.

Serviço
Gloriosa. 105 min. 12 anos. Teatro Procópio Ferreira (670 lug.). R. Augusta, 2.823, 3083-4475. 5.ª e sáb., 21h; 6.ª, 21h30; dom., 18h. R$ 70/R$ 90. Até 2/8. Estreia 6.ª

Por Ubiratan Brasil – O Estado de São Paulo – 02/06/09.

Marília Pêra: “Consigo, no máximo, cantar direitinho”

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Ao interpretar as cantoras Dalva de Oliveira, Carmen Miranda e Maria Callas, Marília Pêra chegou a perder o sono em busca de notas perfeitas. Agora, a atriz de 66 anos precisa desafinar em cena. Ela vive a americana Florence Foster Jenkins (1868-1944), que, sem nenhum talento lírico, decidiu enveredar pelo mundo da ópera. Essa é a história tratada em Gloriosa, comédia musical do inglês Peter Quilter, dirigida por Charles Möeller e Claudio Botelho, que estreia na sexta (5)


Como é abrir mão de cantar bem para desafinar?

Eu não canto bem! Tento, tento. Consigo, no máximo, cantar direitinho. É um esforço de três décadas de aulas. E, de repente, o que importa agora é o contrário disso. Em três meses de ensaios, aprendi todas as árias corretamente para depois emitir as notas erradas.

Já conhecia Florence Foster Jenkins?

Há quatro anos, um produtor me falou do texto. Depois, um amigo me deu de presente um CD dela. Achei engraçado, mas fiquei com pena. Dá para sentir o esforço imenso que essa mulher fazia, sobretudo ao tentar os tons graves, já que sua voz era muito aguda. Florence tinha uma coragem que a tornava encantadora.

Acredita que a obstinação possa superar o talento e consagrar um artista?

Acredito. Talento é algo subjetivo. Pode ser uma disposição para um salto no escuro que nem todas as pessoas têm. O público acaba reconhecendo os méritos do artista.

Você se lembra de algum personagem que concretizou na base da obstinação?

A Florence é um deles. Fico me vigiando diariamente. Volta e meia, os diretores me alertam: “Marília, você está afinada de novo. Não pode!”. Mas nunca houve um desafio tão grande quanto o de viver Maria Callas em Master Class (1996). Ali, eu não podia apenas fazer bem. Era desafiada pela perfeição e precisava corresponder à altura.

Serviço

Gloriosa (105min). 12 anos. Teatro Procópio Ferreira (670 lugares). Rua Augusta, 2823, Jardim Paulista, 3083-4475. Quinta e sábado, 21h; sexta, 21h30; domingo, 18h. R$ 70,00 (qui.); R$ 80,00 (sex. e dom.); e R$ 90,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/19h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. IR. Até 2 de agosto.

Estreia prometida para sexta (5).

Fonte: Veja São Paulo – 03.06.2009

Midas dos Musicais

maio 4, 2009 by admin  
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Consagrada no Rio, a dupla Charles Möeller e Claudio Botelho traz cinco espetáculos à cidade e testa seu poder de fogo por aqui.

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Os Mestres dos Musicais

março 27, 2009 by admin  
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Revista Quem - 27 de Março de 2009:

Marina Ruy Barbosa prestigia Marília Pêra em “Gloriosa”

fevereiro 18, 2009 by admin  
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Marina Ruy Barbosa, que no momento prepara-se para estrear “7 – O Musical” em São Paulo, prestigiou outro trabalho de Charles Möeller & Claudio Botelho: a comédia musical “Gloriosa“, estrelada por Marília Pêra. Ao final da apresentação, Marina e Marília posaram para os fotógrafos.  Elas já trabalharam juntas em TV e Marina leu o livro “Cartas a uma Jovem Atriz”, escrito por Marília.


“Gloriosa”: Montagem imperdível inaugura Teatro Fashion Mall

janeiro 17, 2009 by admin  
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Por Lionel Fischer

Dentre os muitos temas abordados por Peter Quilter em “Gloriosa”, talvez o mais significativo diga respeito ao desejo. A protagonista, a norte-americana Florence Foster Jenkins (1868-1944), filha de um banqueiro bem-sucedido, começou a fazer aulas de canto ainda criança. No entanto, ao perceber que ela não tinha a menor vocação para o ofício, seu pai recusou-se a continuar pagando as aulas. O normal seria, pelo menos naquela época, que Florence abdicasse de seu desejo e seguisse o previsível futuro que lhe estaria destinado. Mas aos 17 anos ela fugiu de casa e insistiu em continuar estudando canto lírico, acabando por tornar-se uma celebridade. Tal celebridade, no entanto, não se deu em face de seu talento, mas de suas excentricidades e sobretudo de sua total incapacidade como cantora. Ela se acreditava talentosa e afinada, mas na verdade era uma catástrofe.

Eis, em resumo, o enredo de “Gloriosa”, peça que inaugura o belíssimo Teatro Fashion Mall. Marisa Murray assina a tradução, cabendo a Claudio Botelho a adaptação e direção musical, estando a direção a cargo de Charles Möeller. Na pele da protagonista, Marília Pêra divide a cena com Guida Vianna – Maria, a empregada; Dorothy, a amiga; e Verinda, a mulher que humilha – e Eduardo Galvão, que interpreta o pianista Cosme McMoon. O pianista Silas Barbosa toca na coxia o que o ator dubla em cena.

Como dissemos no parágrafo inicial, talvez o tema mais importante de “Gloriosa” seja o desejo. Mesmo que muitas vezes ridicularizada, Florence sempre seguia em frente, o que muitos chegaram a considerar como a materialização não de mera teimosia, mas de evidente sintoma de loucura – ela alegava que seu “ouvido interno” lhe garantia que cantava de forma irretocável, não percebendo a dicotomia quando cantava de fato. Pois bem: e que importância teria se ela padecesse de algum distúrbio psíquico mais grave? O que importa destacar é a tenacidade de uma mulher que jamais abdicou do seu desejo, que priorizou seu impulso essencial independentemente dos “ouvidos apurados” daqueles que lotavam seus recitais. E se o faziam, podemos supor que a vontade de se divertir “com uma louca” fosse a causa principal. Mas nada nos impede de também supor que uma monumental inveja, ainda que latente, habitava o coração de todos que a assistiam, pois certamente a maioria não tinha um décimo da coragem de Florence para ao menos tentar viabilizar seus projetos, optando por conformar-se em assumir papéis convencionais em uma sociedade puritana e repressora.

Quanto ao espetáculo, Charles Möeller impõe à cena uma dinâmica que, sabiamente, dispensa inúteis mirabolâncias formais e investe naquilo que realmente importa: a relação que se estabelece entre os ótimos personagens. Mas cumpre registrar a criatividade de suas marcações, a precisão rítmica e sobretudo a capacidade do encenador de ajudar os atores a criarem performances inesquecíveis. A começar pela de Marília Pêra.

Ao longo desses 20 anos de exercício da crítica teatral, assistimos inúmeros espetáculos protagonizados por Marília. E à medida que o tempo ia passando, nossa dificuldade aumentava, pois quando imaginávamos já ter esgotado todo nosso repertório de elogios, eis que a atriz nos obrigava a criar outros, dada sua infinita capacidade de surpreender e de se reinventar como intérprete. No presente caso, Marília está diante de um enorme desafio, pois é obrigada a cantar mal, quando todos sabemos que canta esplendidamente – aliás, ela só canta efetivamente bem uma única música, no final do espetáculo, a “Ave Maria”, de Gounod, criada em cima do “Prelúdio nº 1”, em dó maior, de Bach. Podemos, portanto, imaginar o esforço e atenção da atriz para desvirtuar seu dotes naturais, mas evitando cair em inadequado exagero.

Mas além de conseguir o que nos parece um prodígio, Marília Pêra exibe um trabalho corporal absolutamente extraordinário, que valoriza não apenas os aspectos cômicos da personagem, mas também suas carências e fragilidades, assim como componentes trágicos, eventualmente sugeridos, mas sempre de forma sutil. Enfim, estamos diante de mais um trabalho desta que consideramos, sem nenhuma hesitação, como uma das melhores atrizes do planeta (já dissemos isso algumas vezes…) e que converte o ato de assisti-la em um privilégio ao qual nenhum espectador minimamente sensível pode se furtar. Assim, desejamos, de todo coração, que os sempre caprichosos deuses do teatro continuem abençoando esta mulher que, através de seu dificílimo ofício, nos possibilita sempre um inesquecível encontro com o teatro e, portanto, com cada um de nós.

Quanto a Eduardo Galvão, o ator parece ter vindo ao mundo com a expressa finalidade de dar vida ao charmoso e cínico pianista, mas ao mesmo tempo possuidor de comovente dose de humanidade, sendo que esta última virtude vai se acentuando ao longo do espetáculo.

E o que dizer de Guida Vianna em seus três papéis, completamente díspares e que ela consegue materializar de forma irretocável? Nada além do óbvio: estamos diante de uma atriz capaz de fazer qualquer personagem, em especial aqueles em que o humor predomina – na pele da desbocada e furiosa Verinda, a atriz está tão engraçada que às vezes a montagem tem que ser brevemente interrompida, até que o público pare de rir.

No tocante à equipe técnica, destacamos com o mesmo entusiasmo a tradução de Marisa Murray, a adaptação e direção musical de Cláudio Botelho, a inspirada cenografia de Rogério Falcão, os hilariantes figurinos de Kalma Murtinho, a trilha sonora de Marcelo Claret e a expressiva iluminação de Paulo César Medeiros, cabendo ainda mencionar o virtuosismo do pianista Silas Barbosa, que contribuem de forma decisiva para o êxito deste espetáculo simplesmente imperdível.

Publicado originalmente no Blog do Crítico e Professor de Teatro Lionel Fischer.

Todas as Glórias para Marília

janeiro 17, 2009 by admin  
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Grande dama do teatro brasileiro, Marília Pêra sempre teve a seu favor a facilidade que tem de fazer rir. Sua celebrada verve cômica não era ingrediente principal de ‘Mademoiselle Chanel’, merecido sucesso de 2004, mas, em ‘Gloriosa’, volta ao status de protagonista.

As gargalhadas na platéia já são ouvidas na cena inicial, com a composição atrapalhada e hilariante da atriz para Florence Jenkins, a mais desafinada das cantoras líricas americanas.

Mas, além do riso, há mais: Marília faz da personagem não uma caricatura, mas alguém plausível que, na inabilidade de enxergar o outro, lançava luz sobre si mesma, mesmo diante do escárnio, do deboche alheio, a fim de alcançar algum contentamento — a cura de seus males.

A fuga da realidade ao mundo real, ouvir as árias de ópera que a milionária assassinava em notas completamente erradas é como compartilhar de uma travessura, especialmente saborosa na ‘Ária da Risada de Adele’.

A conduzi-la neste anti-musical de Peter Quilter, de texto leve e fluente, Claudio Botelho e Charles Möeller não temem as piadas prontas e encontram o equilíbrio delicado entre a comédia rasgada e algum drama. Guida Vianna, em vários papéis, se sai bem, assim como Eduardo Galvão, como o pianista da diva às avessas. Cenários e figurinos vistosos são outros pontos positivos deste espetáculo sem contra-indicações.


Por André Gomes – O Dia – 16/01/09.


Magistral, absoluta, admirável – Crítica: Gloriosa (Jornal O Globo)

janeiro 15, 2009 by admin  
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Adjetivo pouco é bobagem para descrever a atuação de Marília Pêra em “Gloriosa”.

Interpretando Florence Foster Jenkins, excêntrica figura que pontuou com seu malo canto, como nota Tânia Brandão, o cenário artístico americano na primeira metade do século passado, ela conquistou a unanimidade dos quatro críticos do GLOBO, que se derramam em elogios à atriz — diferentemente da nada talentosa soprano que tão bem interpreta —, uma das mais versáteis e com mais recursos do teatro brasileiro.

Marília é a alma em torno da qual se montou um espetáculo de produção impecável — direção, figurinos, luz e cenários, tudo arrancou dos críticos adjetivos como “excepcional”, “excelente”, “admirável”.

A sentença final é clara: “Encantador, divertido e até emocionante”, descreveu Barbara Heliodora. A atriz Ana Kutner, que estreia nesta sessão, saiu do espetáculo “com o coração leve, tocado e cheio de música”.

“Não perca”, aconselha Tânia, que o definiu como “teatro em estado puro”.

É em grande estilo, portanto, que o Teatro Fashion Mall abre as portas. As cadeiras, desconfortáveis, lembram as da classe econômica de avião, mas o bizarro universo da antissoprano Florence promove uma prazerosa viagem para o público.


Confira as Críticas:


O implausível contado com talento

Barbara Heliodora

Nem sempre as lendas tratam de princesas adormecidas; no folclore novaiorquino, uma das mais pitorescas é a de Florence Foster Jenkins, motivo de piadas e risos com o sucesso de seus recitais beneficentes. O que a tresloucada milionária pensava estar cantando e o que ela efetivamente emitia com sua voz tão potente quanto desafinada eram coisas completamente diversas, e ela destruía as mais belas e difíceis árias de ópera com um entusiasmo e um amor fenomenais.

O espetáculo que inaugura o Teatro Fashion Mall tem por base um texto de Peter Quilter, que elabora uma divertida (e dolorosa) passagem pela carreira da famosa não-cantora, com fluente tradução de Marisa Murray, adaptada para esta montagem por Claudio Botelho. Com a ação fortemente centrada na figura da milionária americana, os episódios são ligados por um narrador e contam com pequenas interferências de outros personagens. A história da cantora Florence é tão extraordinária que se torna indispensável conhecer sua personalidade a fim de se poder aceitar os fatos — e o texto faz essa apresentação compactada de forma leve e divertida, e inclui o final de modo tão inesperado e chocante quanto ele foi na vida real.

A encenação de “Gloriosa” é exemplar: a cenografia de Rogério Falcão detalha bem o clima de ilusão e sonho em que vive a cantora, sendo despojado e evocativo para os outros ambientes. Os figurinos de Kalma Murtinho são um capítulo à parte, de categoria e requinte em tudo e por tudo excepcionais, tanto em forma quanto em conteúdo significativo.

Direção confere “verdade” à história A luz de Paulo Cesar Medeiros é de alta qualidade, assim como o desenho de som de Marcelo Claret. A execução ao piano de Silas Barbosa oferece o apoio preciso e corajoso aos desmandos da cantora.

A dupla direção de Charles Möeller e Claudio Botelho é primorosa, elaborando a ação e a personalidade da protagonista de modo a dar plausibilidade cênica ao que, mesmo sendo verdadeiro, parece realmente implausível.

Eduardo Galvão interpreta com segurança o pianista que, do horror inicial, chega à afeição e compreensão do caos musical que é sua empregadora.

Guida Vianna se sai bem na empregada mexicana, porém soa um tanto falsa tanto como a amiga quanto como a indignada espectadora.

Tudo isso, no entanto, é apenas o que cerca a magistral atuação de Marilia Pêra, que transmite a infantil e imbatível alegria dessa perturbada Florence, absolutamente convencida de que é melhor que GalliCurci, admirada por Cole Porter e que rivaliza com Frank Sinatra em popularidade. Para uma cantora tão afinada quanto Marília não é fácil executar os delirantes desafinos de sua personagem, e é realmente um prazer vê-la transmitir a deslumbrada ingenuidade desse estranho acidente de percurso que se chamava Florence Foster Jenkins; com Marília Pêra, podemos compreender o fascinante mistério desse episódio da vida americana, e só podemos desejar que o original tenha sido pelo menos tão atraente em suas atuações. “Gloriosa” é um semimusical encantador, divertido e até emocionante.


A encantadora arte do desastre


Tânia Brandão


Há uma atriz que encanta as platéias brasileiras, comove o público com sua destreza no canto, na representação, na intensidade de sua presença em cena. Ela é senhora de sua arte, perfeccionista.

As plateias, comovidas, retribuem a sua dedicação ao ofício com uma aclamação sincera. Por isto, é uma diversão sensacional ver um espetáculo em que a dama irresistível nos mostra outra artista, uma pessoa que existiu, e que fazia estrondoso sucesso exatamente por sua total incompetência. No lindo teatro do Fashion Mall, Marília Pêra apresenta Florence Foster Jenkins, soprano americana que decidiu dedicar a sua vida ao bel canto, ainda que fosse incapaz de emitir uma só nota afinada, um só ritmo correto. Não há dúvida: o espetáculo é histórico.

A montagem é uma adaptação de Claudio Botelho do texto inglês de Peter Quilter, tradução de Marisa Murray.

Não há de saída qualquer sinal de empatia, solidariedade ou compaixão com a musa do malo canto, mas sim bastante impiedade, afinal um modo britânico de olhar alguém que decidiu impor a própria nulidade aos contemporâneos. A direção de Charles Möeller é desenhada a partir desta chave, sob certo tom de distanciamento; narração e teatralidade são as linhas mestras da encenação. A escolha torna o espetáculo hilário já na primeira cena, pois Marília Pêra joga em cena, com requintes, o desencontro entre a musa e a arte. Há um cálculo divertido e bem desenhado do teatro como jogo, efeito de cena, sustentado também pelo galã cínico charmoso, de Eduardo Galvão. Na pele do pianista Cosme McMoon, ele é um acompanhante a princípio de aluguel e logo solidário, e eficiente narrador da trama.

Guida Vianna, notável como a empregada mal-humorada O impacto da cena é completado pela irreverente Guida Vianna, notável na empregada mal-humorada e irascível, indicador eficiente da cegueira de Florence diante do mundo. Logo a ação oscila a favor da busca de alguma humanidade para a dama desastrosa, um pouco para viabilizar o final, um golpe de teatro: Marília Pêra nos brinda com todo o esplendor de sua voz e de sua mágica presença em cena, na “Ave Maria”, de Bach e Gounod.

Guida Vianna tem ainda uma atuação muito divertida na caricatural professora Verindah Gedge, cuja função é a de ajudar a expor a fraqueza da cantora; na amiga Dorothy, mais séria, o resultado não é tão forte.

A montagem é preciosa, excelente programa de teatro. A direção musical de Claudio Botelho é precisa e segura. Os figurinos de Kalma Murtinho são inesquecíveis: preciosos, elegantes, humorados, belos, registram a época da ação e o exuberante perfil de Florence.

A luz de Paulo Cesar Medeiros é uma partitura de intenções e sutilezas. Os cenários de Rogério Falcão, teatrais no pleno sentido do termo, apostam na idéia de retrato da alma ao conjugar espaços objetivos e visão de mundo. Para a plateia de teatro, é um presente dos deuses — um palco novo, Marília Pêra, elenco de primeira e teatro em estado puro.

Não perca.


O fino desafino de uma intérprete

Ana Kutner

Para uma atriz, é um privilégio assistir a Marilia Pêra.

Desta vez, no espetáculo “Gloriosa”, interpretando Florence Foster Jenkins, uma cantora que só iniciou sua carreira após herdar do pai uma herança milionária nos anos 1940 e se consagrou não por cantar bem, mas por cantar muito mal.

Charles Möeller e Claudio Botelho fazem com que os momentos musicais não se sobreponham à encenação, trazendoos para mais perto do diálogo, explicitando assim como a música e o canto eram realmente vitais para Florence. O mais interessante desta montagem é que a direção de Charles Möeller, além de desenvolver tão bem uma rica história verídica, usa o artifício de pôr em cena a atriz que interpreta Florence cantando perfeitamente, como se fosse a hipotética maneira com que ela se escutava ao cantar. O que só é possível de ser executado por uma atriz cante. E muito bem.

Marília Pêra é puro e admirável virtuosismo técnico. A questão não é cantar desafinada, o que impressiona é que ela canta certo, mantendo a extensão da nota como escrito na partitura, só que desafinando esta nota! É emocionante vê-la ampliando os próprios limites como atriz e fazendo com que nós, na platéia, embarquemos com ela como se houvesse uma única trajetória. E com a mesma condução, ela muda o vetor para uma nova possibilidade totalmente inédita e tão rica quanto a anterior, na qual o humor e a emoção transitam sem pudores e com alvos certeiros.

Cumplicidade de duas atrizes em cena Guida Viana interpreta três personagens: Maria, a hilária empregada mexicana de Florence; Dorothy, amiga da cantora; e a Sra Verindah, professora de piano que age com crueldade com Florence quando a acusa de falta de talento.

É um prato cheio para ela, que constrói corporalmente, de maneira sutil e bem-humorada cada um. Guida abusa do humor e cria com Marília Pêra uma cumplicidade deliciosa.

Eduardo Galvão interpreta Cosme McMoon, o pianista que acompanhou Florence por dez anos, e usa inicialmente uma construção crítica e debochada em relação ao universo de Florence, triangulando a sua comunicação com a plateia e fazendo com que nos identifiquemos imediatamente com ele. É a ponte necessária para entrarmos neste universo tão singular, para fazermos juntos a transformação inevitável de nos reconhecermos, como ele, totalmente envolvidos com a verdade e a coragem com que Florence viveu.

Excelentes a delicada luz de Paulo Cesar Medeiros, o impecável cenário de Rogério Falcão e os figurinos de Kalma Murtinho, que se adequam aos gestos e movimentos de Marília/Florence.

Um espetáculo que nos faz deixar o Teatro com o coração leve, tocado e cheio de música.


Uma atriz no auge da sutileza

Jefferson Lessa

Claudio Botelho e Charles Möeller poderia levar o espectador incauto a pensar que “Gloriosa” é um musical. Não é.

É uma comédia dramática que conta uma passagem da vida de Florence Foster Jenkins (18681944), abilolada milionária americana que acreditava (ou fingia acreditar, há controvérsias…) ser uma das maiores cantoras líricas de seu tempo. Ou seja, trata-se de um antimusical em que a estrela Marília Pêra precisa desafinar feio para apresentar um espetáculo lindo.

Lindo e quase perfeito. A começar pelo texto do inglês Peter Quilter, apresentado pela primeira vez em agosto de 2005 em Londres. A tradução de Marisa Murray é tão fluida e “arredondada” que nos leva a crer que estamos assistindo a uma peça escrita originalmente em português, mas sem que nos esqueçamos, por um mísero minuto, de que estamos imersos no universo anglo-saxão.

O deslumbramento passa pelos figurinos de Kalma Murtinho: “maluquinhos” para Florence (ela seguia usando os vaporosos trajes da década de 1920, independentemente da moda vigente), caricatos para a criada mexicana e para a professora de música (Guida Vianna, engraçadíssima, ainda interpreta uma amiga de Florence) e sóbrios para o pianista (Eduardo Galvão, que maneja com delicadeza e graça a passagem do deboche original por sua patroa a uma verdadeira e tocante afeição pela velha senhora).

Do riso solto à torcida aberta por Florence Tudo isso se combina aos cenários eficientes, elegantes e evocativos de uma época a cargo de Rogério Falcão, ao design de luz de Paulo Cesar Medeiros, que pontua passagens sem jamais se impor ao espetáculo. E é assim que se chega à quase perfeição de “Gloriosa”.

Cenários, coadjuvantes afiados, iluminação admirável, tradução e figurinos servem como uma moldura de alto luxo para a estrela. Marília Pêra está no auge da sutileza. Uma personagem como Florence seria um prato cheio para o deboche puro e simples, para o exagero cômico, para a caricatura. Nada disso. Com sua visão fina de sempre, Marília nos dá uma lição de humanidade. Em pouco tempo, o espectador passa do riso solto à torcida aberta por aquela mulher mimada, infantilizada e ridícula. Pare e pense: quantas atrizes seriam capazes de criar tanta empatia? Marília, a diva que Florence acreditava ser, desnuda a senhora Jenkins que existe em cada um de nós.

Só nos resta torcer por ela.

Depois da apresentação de domingo passado, Marília Pêra comentou que havia adorado a plateia daquela noite. Que o público havia se comportado como os espectadores de Florence, vaiando seus opositores e aplaudindo em cena aberta a destruição de árias como a da Rainha da Noite, de Mozart. A atriz também disse que isso era bom para o espetáculo e para ela. Estamos todos de parabéns.


Fonte: O Globo – 15/01/09.


Gloriosa: Marília exercita seu virtuosismo

janeiro 14, 2009 by admin  
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Marília exercita seu virtuosismo


Atriz domina com segurança as possibilidades da voz ao interpretar cantora sem talento


Macksen Luiz – Jornal do Brasil – 14/01/09

A história real de Florence Foster Jenkins tem a peculiaridade de demonstrar como a excentricidade de uma milionária, que se supunha cantora e fazia bizarras apresentações, a expunha ao ridículo de sua própria veleidade. Como presidente de associações femininas e com o dinheiro que dispunha, comprava não só a platéia, mas também as amenidades que oferecia ao público (a garrafa de jerez com seu rosto estampado era de praxe) e toda a produção do espetáculo. É desta personagem curiosa de que trata a comédia musical de Peter Quilter, que inaugura o confortável Teatro do Fashion Mall. A desastrada voz de Florence, que assassinava qualquer repertório e era acompanhada por figurinos e gesticulação tão dissonantes quanto a sua pretensão, se transformaria em objeto de culto numa Nova York vivendo os ecos da Segunda Guerra Mundial.


Os figurinos de Kalma Murtinho são valorizados pelo teatralismo dos efeitos

O ápice e o final da carreira nada ortodoxa da cantora viriam com o convite que recebeu para um recital no templo do Carnegie Hall, onde mais uma vez se empresariou, recebeu as chacotas de sempre e os aplausos dos curtidores fiéis, na celebração definitiva de sua inquebrantável incompetência vocal.

O modo como Florence criou um universo paralelo para abrigar a sua ensombrada consciência da falta de talento é visto pelo autor como apenas um detalhe em meio aos flagrantes de sua obsessão por cantar. O pianista que a seguiu até a morte é o narrador e, ao mesmo tempo, quem repõe a realidade em contraponto aos delírios vocacionais de Florence. Mas o que se acentua no texto é o comportamento da personagem visto em seu aspecto mais externo, naquilo que alguém com tais atitudes seria capaz de demonstrar. Ainda que o desenho tenha traços sublinhados pelo esboço, o autor, pelo menos, não tentou especular sobre as razões para tais comportamentos ou atribuir explicações. Apenas expõe uma história verídica.

A dupla Charles Möeller e Claudio Botelho se identifica com o mundo do musical estabelecendo com a montagem aproximação com a época e o clima do show business nova-iorquino, já que não há muito mais a extrair desta comédia do que sua escrita propõe. Com seus diálogos articulados com o humor, exigência de uma atriz de forte presença e instrumentos técnicos afiados, especialmente vocais, e com clima entre o nostálgico e o efusivo, o espetáculo corre macio sobre esses trilhos. Os diretores utilizaram bem os elementos de que dispunham e fazem com que a montagem evolua sem maiores percalços, superando as dificuldades de mudanças de cenários com projeções e trilha saborosa.

O cenário de Rogério Falcão com estrutura que possibilita variações de ambientes não tem a agilidade que possa acelerar as necessárias modificações. Os figurinos de Kalma Murtinho se valorizam, não só pela sua exuberância e detalhismo de confecção, como pelo teatralismo dos efeitos. A luz de Paulo César Medeiros confere um ar de espetacularidade à cena.

Eduardo Galvão, como o pianista Cosme McMoon, demonstra elegância e discrição que se ajustam ao papel do narrador. Guida Viana, em três personagens, tira o melhor partido de cada um delas. Seja como a empregada mexicana, com seu sotaque e língua destravada, como a amiga de Florence ou como a amante de música indignada com o fiasco da “diva”, a atriz é sempre divertida.


Ave Maria irretocável

Marília Pêra exercita, uma vez mais, a extensão de seu virtuosismo como intérprete. Adotando uma linha de comédia, que remete à tradição dos atores populares, depurando com meios sofisticados o humor mais sutil, dominando com segurança as possibilidades da voz, e atuando com a vitalidade da sua maturidade de atriz, Marília Pêra oferece um grande prazer de assisti-la. Quando Florence volta ao palco para finalmente soltar a voz aprisionada dentro de si, Marília Pêra excede no golpe de teatro que este finale representa, com interpretação límpida e irretocável de Ave Maria, de Bach/Gounod.

Gloriosa: Marília Pêra acerta no erro de Jenkins

janeiro 13, 2009 by admin  
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Gloriosa: Marília Pêra acerta no erro de Jenkins

Versátil atriz vocacionada para o canto, Marília Pêra já encarnou intérpretes de universos musicais díspares como Carmen Miranda (1909 – 1955), Dalva de Oliveira (1917 – 1972) e Maria Callas (1923 – 1977). Contudo, para entrar na pele de Florence Foster Jenkins (1868 – 1944), a cantora lírica retratada no musical Gloriosa, a atriz teve que desaprender a arte do canto para ter credibilidade no papel da lendária Jenkins, pianista que, por impossibilidade de tocar seu instrumento devido a um acidente, resolve se lançar na carreira de cantora lírica sem ter o menor talento para o ofício. É nesse persistente erro de Jenkins que Marília Pêra acerta mais uma vez e brilha ao protagonizar essa comédia musical que estreou na Inglaterra em agosto de 2005 e chegou ao Rio de Janeiro na sexta-feira, 9 de janeiro de 2009, após breves temporadas de ajustes em cidades como Niterói (RJ) e Santos (SP).

Espetáculo de Charles Möeller e Claudio Botelho, Gloriosa não é propriamente um musical como tantos assinados pela dupla. É, a rigor, uma comédia em que a música assume papel central por conta da devoção cega de Jenkins ao canto lírico. Por errar praticamente todas as notas das árias a que se propunha a cantar, a milionária nascida na Pensilvânia se tornou alvo de piada e de deboche. No entanto, talvez por uma questão de humanidade, fãs ilustres como Cole Porter (1891 – 1964) também iam aos recitais armados pela pretensa cantora nos saguões de hotéis luxuosos. Em suas apresentações, Jenkins contava com o acompanhamento do pianista Cosme McMoon, interpretado com competência por Eduardo Galvão. De início interessado nas vantagens financeiras propostas pela cantora, McMoon aos poucos se deixa seduzir pela personalidade carismática de Jenkins, que chegou a lotar o Carnegie Hall (NY, EUA) em 1944 num recital de críticas tão negativas que, além de destruir a ilusão de Jenkins, a levaram a um enfarte que provocaria a sua morte, algumas semanas depois.

Com sua notável habilidade, Marília deixa aos poucos o espectador entrever as fragilidades e carências de Jenkins. E dá show de profissionalismo nos números musicais – como Mein Herr Marquis (Ária da Risada de Adele) e A Rainha da Noite (da ópera A Flauta Mágica, de Mozart) – em que precisa desafinar e errar o que ela, Marília, sabe fazer certo pelo dom natural e pela disciplina com que vem aprimorando esse dom ao longo de uma carreira… gloriosa. Talento ratificado no pungente número final, Ave Maria (Bach e Gounod), quando, numa licença dramatúrgica, o texto faz com que o espectador ouça Jenkins com a afinação e o brilho que (supostamente) a desastrada cantora lírica sempre pensou ter (ou fingiu pensar ter…). Impossível não se emocionar.

Com figurinos deslumbrantes de Kalma Murtinho (e as roupas excêntricas de Jenkins eram um show à parte em seus recitais) e intervenções comunicativas de Guida Vianna (em especial na pele da empregada mexicana que não se entende com sua patroa), Gloriosa tem o fino acabamento da dupla Möeller & Botelho e, acima de tudo, é o veículo para Marília Pêra atestar mais uma vez o talento ímpar que a coloca entre as melhores atrizes do mundo.

Por Mauro Ferreira – Blog Notas Musicais – 13/01/09.

“Gloriosa” estreia no Rio

janeiro 9, 2009 by admin  
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A atriz Marília Pêra, que já soltou a bela voz cantando Carmen Miranda, desafina tudo o que pode — e o que achava que não podia — para interpretar a excêntrica milionária Florence Jenkins em “Gloriosa”, musical que estréia hoje, no novíssimo Teatro Fashion Mall, em São Conrado. — Foi um trabalho duplo: tive que aprender a cantar as músicas da peça e depois desaprender, pois a Florence tentava cantar certo, mas não alcançava as notas. Ela não tinha graves, só agudos — diverte-se Marília, que já viajou com o espetáculo por Porto Alegre, Brasília, Goiânia e Santos.

Marília canta seis músicas, entre elas “A rainha da noite”, de Mozart, “A canção do sino”, da ópera “Lakmé”, e “Ave Maria”, de Gounod (já afinada, no fim da história). A montagem brasileira da peça de Peter Quilter , que estreou em 2005 na Inglaterra, conta ainda com Guida Viana e Eduardo Galvão no elenco. A direção fica a cargo de Charles Möeller e Claudio Botelho, dupla dinâmica dos musicais.

Por mais mirabolante que pareça, a peça conta a história real de uma herdeira que virou cult nos anos 1940 — os recitais anuais que promovia no Hotel Ritz, em Nova York, eram concorridíssimos. Já com 76 anos, fez uma antológica apresentação no Carnegie Hall. Os ingressos se esgotaram em menos de duas horas.

— Foi uma noite de deboche, com uma hora e meia de risadas. No dia seguinte, os críticos soltaram frases bombásticas. Um mês depois, talvez por depressão, ela morreu.

Mas, com certeza, despertou amor às avessas — conclui Möeller.


Serviço:

Teatro Fashion Mall: Estrada da Gávea 899, 2º  piso, São Conrado — 3222-2495. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 70 (qui e sex) e R$ 80 (sáb e dom). 105 minutos. Até 1o de março. Não recomendado para menores de 12 anos. Estréia hoje.

Fonte: O Globo – Rio Show – 09/01/09.

Na mídia: Gloriosa

janeiro 8, 2009 by admin  
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Retrospectiva 2008 – Möeller & Botelho

dezembro 24, 2008 by admin  
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Beatles num Céu de Diamantes, A Noviça Rebelde, 7 – O Musical, Prêmios… Saiba como foi 2008 para Charles Möeller & Claudio Botelho:

09 de Janeiro – Montado em tempo recorde de um mês, “Beatles num Céu de Diamantes” estréia no Espaço SESC-Copacabana, no Rio. No palco, 11 atores-cantores — quase todos saídos da primeira temporada de “7 — O Musical”, — e três músicos interpretam quase 50 canções dos Beatles, divididas em blocos temáticos. Sem usar diálogos, Charles Möeller e Cristiano Gualda (também no elenco) elaboraram o enredo a partir das letras, em inglês. Sucessos como “Lucy in the Sky with Diamonds”, “Yesterday”, “Hey Jude”, “Let it Be” e “Strawberry Fields Forever”, além de canções menos conhecidas do quarteto de Liverpool, compõem o repertório.


10 de Março“7 – O Musical” ganha três prêmios Shell: direção (Charles Moeller), figurino (Rita Murtinho) e iluminação (Paulo Cesar Medeiros). O espetáculo concorria em outras três categorias: cenário (Rogério Falcão), texto (Charles Möeller) e direção musical (Claudio Botelho e Ed Motta).


21 e 22 de Março
“Beatles num Céu de Diamantes” é apresentado, com muito sucesso, no Festival de Teatro de Curitiba 2008, no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão).


04 de Abril
“Beatles num Céu de Diamantes” reestréia no Rio, no Teatro Leblon, Sala Fernanda Montenegro.

20 de Maio – Möeller & Botelho estréiam sua versão para o clássico “A Noviça Rebelde”, de Rodgers e Hammerstein, com Kiara Sasso no papel principal. O musical reinaugura o Teatro Casa Grande, no Rio, e em pouco tempo tornou-se fenômeno de bilheteria. O texto da montagem original da Broadway de 1959 é encenado praticamente na íntegra, assim como todos os números musicais são incluídos, mesmo aqueles que não entraram no filme de 1965. “A Noviça Rebelde” recebeu quatro indicações para o Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro: melhor Ator (Fernando Eiras), cenário (Rogério Falcão), figurino (Rita Murtinho) e categoria especial, pela produção de Aniela Jordan, Beatriz Secchin Braga e Monica Athayde Lopes.


27 de Agosto
– Entra no ar o Site Möeller & Botelho.


27 de Setembro
“7 – O Musical” reestréia no Teatro Carlos Gomes (RJ), com parte do elenco original e novos nomes (entre eles, Marina Ruy Barbosa, Ivana Domenico e Janaina Azevedo). Na ocasião da reestréia de “7”, a dupla Möeller & Botelho contabiliza três musicais em cartaz simultaneamente no Rio: “Beatles”, “Noviça” e “7”. No dia 29 de setembro, o aniversário de Ida Gomes e a reestréia de “7l” foram comemorados com uma sessão especial do espetáculo, exclusiva para a classe artística.


15 de outubro – O musical “A Noviça Rebelde” ganha dois prêmios Qualidade Brasil, que homenageia os artistas e os espetáculos que mais se destacaram no ano. “A Noviça Rebelde” é premiado nas categorias Melhor Espetáculo Teatral Musical e Melhor Diretor Teatral Musical (Charles Möeller e Claudio Botelho.


20 de outubro – Em noite de festa para o Teatro carioca, a segunda edição do Prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio) consagra “7 – O Musical”. O espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho ganhou cinco dos sete prêmios a que concorria: Autor (Charles Möeller), Diretor (Charles Möeller e Claudio Botelho), Figurino (Rita Murtinho), Iluminação (Paulo César Medeiros) e Categoria Especial (Charles Möeller e Claudio Botelho, pela atividade contínua das diferentes modalidades do teatro musical).


22 de Outubro – O ator-cantor Saulo Vasconcelos assume o papel do Capitão Von Trapp no lugar de Herson Capri, que deixa o elenco de “A Noviça Rebelde”.


10 de Novembro
– Dois espetáculos de Charles Möeller & Claudio Botelho são agraciados com o Prêmio Contigo! de Teatro. “Beatles num Céu de Diamantes” ganha o Prêmio de Melhor Espetáculo Musical Nacional (Júri Oficial). Já “A Noviça Rebelde” ganha o prêmio de Melhor Espetáculo Musical em Versão Brasileira (Júri Oficial).


11 de Novembro – A Revista Veja Rio promove uma festa para celebrar os melhores de 2008 em diversas categorias – o Prêmio Cariocas do Ano. A cerimônia de entrega dos prêmios, realizada no Golden Room do Copacabana Palace. Charles Möeller e Claudio Botelho foram premiados como os diretores teatrais de 2008.


13 de Novembro“Gloriosa, A Vida de Florence Foster”, espetáculo dirigido por Charles Möeller & Claudio Botelho, e protagonizado por Marília Pêra, estréia no Teatro Abel, em Niterói. A peça, baseada na história de Florence Foster Jenkins, milionária excêntrica que não conseguia acertar uma única nota musical, foi escrita por Peter Quilter e se tornou um grande sucesso. Tendo gravado apenas dois discos, Florence fez uma apresentação histórica em 1944, no Carnegie Hall, em Nova York, atraindo mais de duas mil pessoas. Na montagem brasileira, além de Marília, estão também no elenco Eduardo Galvão (interpretando Cosme McMoon, o pianista que acompanhou a carreira da diva) e Guida Viana, que se reveza em três papéis: a empregada mexicana, a melhor amiga e uma professora de canto inconformada com a voz de Florence. O espetáculo faz turnê pelo Brasil antes de estrear no Rio (em janeiro de 2009).


29 de novembro – Charles Möeller & Claudio Botelho são indicados ao Prêmio “Faz Diferença”, promovido pelo jornal O Globo para destacar os nomes que mais se destacaram em 2008 em diversas categorias.


30 de Novembro – Encerramento da temporada 2008 de “7 – O Musical”.

03 de dezembro - Última etapa das audições do elenco infantil de ”A Noviça Rebelde” em São Paulo (estréia em Março de 2009).

08 de Dezembro – É iniciado um workshop para o elenco brasileiro de “Avenue Q” (“Avenida Q” em português), que se divide em três horas de música e três horas de exercícios com bonecos. O elenco é formado por Andre Dias, Sabrina Korgut, Renato Rabelo, Claudia Netto, Fred Silveira, Maurício Xavier, Renata Ricci e Gustavo Klein.


21 de Dezembro
– Encerramento da temporada 2008 de “A Noviça Rebelde” e de “Beatles num Céu de Diamantes”.


Um ano Feliz, um grande Natal e até 2009!!!

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