Encerramento de ‘Beatles num Céu de Diamantes’ – Temporada 2010
maio 11, 2010 by Site Möeller & Botelho
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Encerramento de ‘Beatles num Céu de Diamantes‘ – Temporada 2010 (Espaço Rio Sul) – 09/05/10.
Último número do espetáculo:
* The End
* All You Need Is Love
* Hello Goodbye (Bônus)
Beatles num Céu com Diamantes reestreia com elenco e formato novos
março 5, 2010 by Site Möeller & Botelho
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Foto: Robert Schwenck
Elogiado pela crítica e público, com mais de 140 mil espectadores em dois anos, o musical ‘Beatles num céu de diamantes‘ volta em curta temporada aos palcos do Rio. Criado e dirigido pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho e produzido pela Aventura Entretenimento, o musical se consagrou ao propor algo simples e praticamente inédito: uma visão teatral para o legado deixado pelos Beatles. A reestreia será nesta sexta-feira, no Espaço Rio Sul de Cultura e Entretenimento, em Botafogo.
No palco, além dos artistas presentes na primeira temporada do espetáculo, o elenco ainda ganha atores de carreira já bastante notável no teatro musical, como Sabrina Korgut, Alessandra Verney e Ivana Domenico, além de Pedro Sol que sai direto de “O Despertar da Primavera” para ingressar nessa nova versão de Beatles. Completam o elenco Marya Bravo, Chris Penna, Fabrício Negri, Rodrigo Cirne, Jonas Hammar e Tatih Khöler. Os músicos Delia Fisher (piano), Lui Coimbra (violoncelo) e Jonas Hammar (percussão) acompanham o espetáculo.
O musical ainda vai ter roupagem nova e segue o mesmo formato da temporada de Lyon, na França, com menos elementos cênicos: apenas panejamentos, cadeiras, malas, giz e guarda-chuvas. “Esse formato foi testado em Lyon, com uma nova configuração de elenco, e funcionou tanto que adotamos para a nova temporada do Rio e seguirá em todas as viagens pelo Brasil, além da temporada européia que se inicia em setembro deste ano. É bom que quem não assistiu, terá mais uma oportunidade. E, quem já viu, vai gostar mais ainda neste novo formato!”, afirma Claudio Botelho.
Ganhador de dois prêmios Shell (arranjo musical e conjunto da obra), “Beatles num céu de diamantes” foi classificado como um dos maiores sucessos da temporada teatral de 2008 e passou por cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo e Lyon, na França.
Ensaio Geral
Nesta quinta-feira ocorreu o ensaio geral de “Beatles num Céu de Diamantes”, com a presença dos diretores Charles Möeller & Claudio Botelho, do designer de luz Paulo César Medeiros, da Produtora da Aventura Aniela Jordan, e alguns convidados, que vibraram com as performances do elenco.
É uma oportunidade de ouro (ou de diamante!) de ver em um mesmo palco estrelas do teatro musical brasileiro, como Sabrina Korgut, Alessandra Verney, Marya Bravo, Ivana Domenico, além dos novos nomes que já estão se consolidando nesse nicho – Fabrício Negri, Cristiano Penna, Rodrigo Cirne, Tatih Köhler e Pedro Sol.
Good Trip no Yellow Submarine
O diretor Charles Möeller escreveu ao Site Möeller Botelho após assistir ao ensaio geral de Beatles:
“Cada vez que assisto a esse espetáculo me parece que continuarei vendo pra sempre e sempre nos próximos anos: amém! Que capacidade de renovação espantosa. A força dessas musicas a ingenuidade dessas letras e desses sentimentos nos resgatam sempre novas descobertas.
Essa peça começou quase como um tapa buraco na programação de verão do Espaço SESC , em 2008, e já nasceu fazendo um enorme barulho! Já morreu algumas vezes, mas sempre renasceu a pedidos!
Toda vez que isso acontece redescubro o espetáculo mais forte e mais brilhante. NUNCA vi tão afinados como na noite de ontem!
Sinto que força da música/elenco/técnicos e o amor com que eles defendem extrapola minha criação que é singela e simples. Fiquei novamente muito emocionado tanto quanto eu fiquei na estreia em Lyon.
Todos os meus Bravos ao brilhante elenco :
Aos antigos responsáveis por toda essa permanência e generosidade de abrir a casa pra o NOVO!
E minha profunda admiração pelos novos que pegaram esse trem correndo e se integraram e deram uma lufada de renovação
Sejam bem vindos:
Verney que já havia roubado meus UHUHUH em Lyon ! Pedro , Sabrina e Ivana que estão MARAVLHOSOS! O que não é nenhuma surpresa , mas isso me faz acreditar e confiar nas minhas escolhas constantes…
Enfim todos sempre BRILHANDO, se redescobrindo, se reinventando, e , principalmente, generosamente abrindo a casa pro sol entrar e pra que os ares se renovem e se fortifiquem para mais uma good trip nesse Yellow Submarine”.
Charles Möeller
Veja fotos do ensaio geral de “Beatles num Céu de Diamantes”:
Fotos do Ensaio: Leo Ladeira
Alessandra Verney canta “The Long and Winding Road” (Beatles em Lyon)
outubro 25, 2009 by Site Möeller & Botelho
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Confira em primeira mão imagens da participação de Alessandra Verney em “In The Sky with Diamonds” (Beatles num Céu de Diamantes) na turnê em Lyon, França, em outubro de 2009.
Un Triomphe! Beatles num Céu de Diamantes faz sucesso em Lyon
outubro 2, 2009 by Site Möeller & Botelho
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Un Triomphe! (Um Triunfo). Assim vem sendo chamado “Beatles num Céu de Diamantes”, musical de Charles Möeller & Claudio Botelho, que está sendo apresentado na Maison de la Danse, em Lyon.
O espetáculo, traduzido para “In The Sky with Diamonds”, teve sua estreia na última quarta, 30, e será encenado até o dia 4 de outubro, quando terá uma apresentação extra devido à grande procura.
A estreia de “Beatles…” foi um sucesso, como confirma Marya Bravo: “A noite foi mágica, incrível A plateia francesa nos recebeu com ovações e braços abertos. Que orgulho de estar aqui com esse elenco tão amigo e equipe tão cuidadosa. O mundo que nos aguarde! Ai vamos nós!”, disse ela.
“A reação da plateia foi muito, muito alem do que esperávamos. Já haviam nos advertido, inclusive amigos nossos franceses que viram a peca no Brasil, de que o publico aqui era bem mais frio, que não costumavam aplaudir tanto quanto estávamos acostumados no Brasil, etc. etc. Nada. Os franceses aqui bateram palma em cena aberta, aplaudiram calorosamente todos os finais de números e solos, e no final tivemos umas quatro “cortinadas”, que é quando as cortinas descem e voltam a subir pois ninguém parou de bater palma. Aqui eles tem esse costume, quando gostam muito, ficam alguns minutos batendo palma – hoje foi assim, e ainda pediram bis, e aí fizemos o Hello Goodbye – foi realmente espetacular. Estamos todos extasiados com o calor da plateia, não deixa nada a dever ao publico brasileiro”, disse Jules Vandystadt direto de Lyon para o Site Möeller Botelho.
A turnê em Lyon traz uma novidade: a atriz e cantora Alessandra Verney está no elenco do musical no lugar de Cristiano Gualda. Por esse motivo houve toda uma adaptação no espetáculo. Mas Alessandra está fazendo os solos dele: “You’ve got to hide your love away” e “The long and winding road”.
“A temporada de Beatles em Lyon foi um verdadeiro escândalo! Muito emocionante ver uma plateia tão calorosa quanto as nossas plateias brasileiras! Todos os dias o teatro estava lotado e o espetáculo estava lindo demais com todas as mudanças de cenário, luz, marcas e, claro, a Verney, que, brilhantemente, entrou para substituir o Cris Gualda“, disse Rodrigo Cirne.
As apresentações estão sendo acompanhadas pelo videomaker Edgar Duvivier. Aguarde os vídeos!
Veja fotos de “Beatles num Céu de Diamantes” em Lyon:
Último ‘corrido’ e primeiro ‘italiana’ antes do Villa-Lobos
agosto 1, 2009 by Site Möeller & Botelho
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Julia Bernat, Maria Netto, Davi Guilhermme, Carolina Puntel, Estrela Blanco e Malu Rodrigues
Na quinta-feira passada foi realizado o último “ensaio corrido” (jargão teatral que representa o ensaio sem interrupções, do início ao fim, sem interferências do diretor) antes do início dos trabalhos de “O Despertar da Primavera” no Teatro Villa-Lobos.
O ensaio foi marcado por novos convidados da área de musicais. Nomes como Alessandra Maestrini, Soraya Ravenle, Alessandra Verney, Renato Rabelo, Kacau Gomes, Mirna Rubim, Dudu Sandroni, Carolina Puntel, Maria Netto e Gustavo Klein prestigiaram os jovens-atores do “Despertar”.
Também estiveram presentes a bailarina e coreógrafa Dalal Achcar, e vários parentes dos atores, entre outros convidados.
Ao final, muitos abraços, lágrimas e fotos para o Site Möeller Botelho.
Ensaio “Família”
Soraya Ravenle, emocionada, abraçava a filha, Julia Bernat, a Thea do espetáculo. Alessandra Verney parabenizou Malu Rodrigues, que contracenou com ela na temporada paulista de “7 – O Musical“. Já Carolina Puntel e Maria Netto fizeram questão de abraçar e tirar fotos com seus ex-colegas de “A Noviça Rebelde“: Davi Guilhermme, Estrela Blanco, Malu e Julia.
Pedro Sol recebeu os parabéns dos pais e da avó, e Mariah Viamonte dos pais. Já Paula Sandroni ganhou um abraço especial de seu irmão, Dudu, do elenco de “A Noviça Rebelde”.

Italiana
Já no dia de ontem, 31/07, aconteceu a primeira “Italiana” (ou ensaio à italiana). Este termo vem da ópera. A italiana é um ensaio sem cena, onde os artistas cantam sem marcação ou movimento cênico. Eles permanecem junto da boca de cena, virados para o maestro e para os músicos (confira nas fotos). É a chance que há de fazer acertos entre canto e acompanhamento, detalhes musicais, antes de a encenação tomar conta do todo.
Segundo o diretor Claudio Botelho, no musical a prática é a mesma: “É o momento que temos para fazer todos os ajustes musicais sem que a coreografia ou marcações cênicas interfiram com o raciocínio musical. É muito importante também para que os músicos conheçam a peça, saibam sobre as deixas e entradas, possam ter uma noção do todo, afinal estão trabalhando num espetáculo dramático e não num concerto. Para o maestro esses ensaios são fundamentais para que ele possa, nos ensaios seguintes, ter domínio das deixas musicais, especialmente do” underscore”, que é a música que fica sob os textos falados, a intenção disso e a intensidade com que a orquestra deve tocar certos trechos“.
Para Claudio, este é um dos momentos mais emocionantes da preparação de um espetáculo: “Algumas vezes acho que entrei pro mundo dos musicais graças muito à minha paixão por orquestras, desde grandes formações a pequenos grupos. Sempre me emociono muito ao ver os arranjos entrando num musical, os músicos tocando, a integração de instrumentistas com atores/cantores“, disse ele.
A Italiana de ontem foi conduzida por Claudio, pelo diretor musical Marcelo Castro e pelo regente Márcio Castro. Foram passados todos os números musicais e também as vinhetas. O resultado agradou bastante a todos.
Provas de Figurinos

Ontem também foram feitas provas de figurinos com atores como Carlos Gregório, Thiago Amaral, Felipe de Carolis, Davi Guilhermme, Thiago Marinho e Bruno Sigrist.
Os figurinos de “O Despertar da Primavera” são assinados por Marcelo Pies, consagrado por inúmeros trabalhos em teatro e cinema. Em breve conversaremos com ele sobre o processo de criação dos figurinos dos personagens.
Veja mais fotos dos dois últimos dias de ensaio:
Estreia: 21 de Agosto – Teatro Villa-Lobos (RJ)
“7 – O Musical”: Emoção nos Aplausos Finais da Temporada Paulista
junho 16, 2009 by Site Möeller & Botelho
Filed under 7 - O Musical, Vídeos
Assista o vídeo dos aplausos finais no encerramento da temporada paulista de “7 – O Musical“, com direito a fala emocionada de Alessandra Maestrini:
“7 – O Musical” se despede de SP com muita emoção
junho 1, 2009 by Site Möeller & Botelho
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A temporada paulista de “7 – o musical” chegou ao fim neste domingo, 31/05, com ingressos esgotados e muita vibração.

No final, Alessandra Maestrini, bastante emocionada, agradeceu a presença de todos e disse que gostaria de ficar mais tempo em cartaz em São Paulo. Maestrini destacou também a garra da Aventura, por levar esse espetáculo para SP sem patrocínio.
“O último dia foi muito emocionante… Nossa, todo mundo com o coração na boca! Agora é guardar a peça dentro do coração e ver o que o destino reserva pra esse trabalho tão especial. Essa temporada em São Paulo foi realmente incrível”, disse Alessandra Verney, intérprete de Bianca.

Bia Câmara, cantriz que assistiu pela primeira vez esse musical saiu de lá vibrada, classificou como “Surpreendente” e “Fascinante”. Já Cleo Caetano, também cantriz, destacou o primor técnico e a qualidade vocal do elenco.

O ator-cantor André Loddi, que viu quatro vezes o espetáculo e participará de “O Despertar da Primavera”, disse que gostou muito do último dia pois a emoção estava nos olhos dos atores.
Monica Lopes, da Aventura Produções, revelou que na coxia todos os atores estavam muitos emocionados.
“7 – O Musical” ficou dois meses em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso.
Confira as fotos da última apresentação em SP:
Alessandra Verney: Uma Artista Sem Fronteiras
maio 30, 2009 by Site Möeller & Botelho
Filed under 7 - O Musical, Entrevistas
Em “7 – O Musical”, ela entra em cena já com 30 minutos de peça iniciada. Surge no escuro, no alto de uma escada. A cara branca, o cabelo preto e a boca vermelha desenhada no meio do rosto… assim é descrita Bianca, a antagonista de Amélia (Alessandra Maestrini), no mais autoral espetáculo da dupla Charles Möeller & Claudio Botelho.
Foto: Paulo Ruy Barbosa
A personagem, que teria tudo para vir a ser mais uma “vilã femme-fatale”, é defendida por sua intérprete, Alessandra Verney, que a vê como alguém que também foi iludida, tal qual Amélia.
Trancafiada em um subúrbio carioca, o sonho de Bianca é conhecer o mar. Já o de Alessandra Verney é continuar cruzando oceanos – Nascida no interior do Rio Grande do Sul, ela mora hoje no Rio e quando encontra uma brecha, tem zarpado para fazer shows na Grécia – por onde está tentando conquistar um lugar ao sol também na Europa.
Às vésperas do encerramento da temporada paulista de “7” (onde canta duas belas canções: “Se Essa Rua” e “Ele Vai Voltar”), Alessandra Verney conversou com o Site Möeller Botelho sobre sua personagem, sobre seus trabalhos com a dupla e sua experiência como atriz e cantora.
Conheça mais um pouco dessa artista sem fronteiras
Foto: Chico Lima
A sua personagem no musical, Bianca, é a antagonista de Amélia (Alessandra Maestrini) e tem um perfil complexo. Você a vê como uma vilã ou uma vítima?
Vejo a Bianca como alguém que apostou em algo que acreditava e as coisas não corresponderam da forma como ela esperava. Consequentemente, virou uma mulher aprisionada – assim como a princesa que se encontra no alto da torre. Só que em vez de aceitar essa situação, ela externaliza a sua insatisfação e resolve se arriscar. Carmem dos Baralhos surge como o canal para essa “fuga”, mas o tiro sai pela culatra… Herculano e Bianca se envolveram, ela engravidou e então fugiram juntos – a situação ficou fora de controle; ele prometeu várias coisas, mas não as cumpriu. Na visão de Amélia, Bianca aparece como uma espécie de “vilã femme-fatale”, a mulher que “roubou” seu marido; porém, no decorrer da história, fica claro que não é bem assim, que existem os dois lados da moeda. Bianca também foi iludida… Na sua cabeça, sente-se constantemente perseguida por Amélia. Além disso, carrega muita culpa: culpa de ficar com o Herculano, culpa de ser bonita, culpa de não saber ser mãe… Não a vejo como vítima e nem como vilã.
“7” teve uma interrupção entre as temporadas de 2007, e as de 2008/2009. Os diretores alteraram várias coisas da peça neste intervalo. O que mudou para você da primeira para estas duas temporadas (Rio/2008 e São Paulo/2009?
Houve um afastamento da peca de quase um ano entre essas duas temporadas (2007 e 2008). Durante esse período vivi novas experiências, fiz outros trabalhos e isso fez com que, naturalmente, tanto a bagagem pessoal como emocional fossem ampliadas. Ao voltar o foco novamente para o “7″ – após os “breaks” - foi como nascer de novo, mas já sabendo o que eu queria e possuindo um caminho traçado, tendo uma nova oportunidade de acrescentar ou de modificar alguns pontos para manter a personagem vivo e em constante evolução. Vejo a força da Bianca na vulnerabilidade. Isso ficou cada vez mais claro à medida que fazia mais e mais o espetáculo.
Foto: Tina Salles
E o que representa para você estar em “7”, com esse enredo, esse elenco, esse compositor (Ed Motta), essas músicas?
Eu sou muito feliz fazendo esse trabalho, realmente acredito nele e tenho muito orgulho fazer parte desde o comecinho. Precisamos musicais originais no Brasil, que busquem qualidade. Desde a primeira vez que o Charles Moeller me falou que estava escrevendo essa história e que teria músicas de Ed Motta e letras do Claudio Botelho, achei incrível, pois era algo ousado e, sobretudo, original. É fascinante estar num musical que vai sendo artesanalmente montado peça por peça, onde você vai acompanhando o nascimento dos personagens, das canções, onde você será o primeiro criador e a primeira voz daquele personagem. É uma sensação única e não tem preço.
Além de “7”, você já trabalhou em outros cinco musicais de Charles Möeller & Claudio Botelho. Gostaria que você recordasse um pouco como foi participar desses espetáculos
Adorei ter feito todos os espetáculos, cada um foi especial de um jeito, sempre com novas descobertas e “upgrades”. A começar pelo repertório e os compositores de cada um… Um luxo. São várias lembranças de todos! Tenho um carinho muito especial por “Cole Porter”, principalmente a primeira temporada no Teatro Arena, que coroou uma retomada do Teatro Musical no Rio, foi uma grande vitrine e era uma delícia de se fazer, muito envolvente. Cristal Bacharach era divertidíssimo – em cena e na coxia. “Tudo é Jazz!” ficou pouco tempo em cartaz, mas foi muito marcante; era ótimo estar no palco com um elenco tão talentoso, com grande química vocal e cênica, a orquestra era um show à parte. “Ópera do Malandro em Concerto” também foi muito prazeroso, não só pelo elenco, mas pela forma que o espetáculo foi alinhavado, um tiro certo no coração da plateia.
foto: Chico Lima
Hoje Charles Möeller & Claudio Botelho são reconhecidos como os grandes nomes do teatro musical brasileiro contemporâneo. Mas você começou a trabalhar com eles lá atrás, quando eles ainda estavam começando. Como é fazer parte dessa história?
Meu primeiro musical já foi com a dupla, “O Abre Alas”. Eu nunca havia feito teatro e de repente me vi num elenco enorme, num universo totalmente novo pra mim, pois até então eu só trabalhava como cantora e tinha uma carreira no RS, estava há pouco no Rio de Janeiro em busca de um novo espaço profissional. Charles e Claudio me receberam com muito carinho e respeito, o que me fez ir ganhando segurança naquela “nova empreitada” em minha vida. Foi um grande presente, no momento certo. Sou muito grata que eles tenham visto em mim potencial para o gênero, por terem apostado em mim. Isso me moveu para procurar dar o meu melhor sempre, estudar, me aperfeiçoar – como atriz e como cantora. É interessante olhar para trás e ver o quanto a dupla cresceu, conquistou seu espaço e certamente foi porque eles sempre souberam onde gostariam de chegar, com determinação e acreditando na sua verdade e no seu sonho.
Você imaginava fazer teatro musical um dia? Estava dentro dos seus planos no comecinho de sua carreira?
Desde pequena sempre fui cinéfila e consequentemente adorava os musicais de cinema; queria ser atriz, mas não tinha noção de que um dia poderia vir a ser atriz e cantora, achava que tinha que optar entre uma carreira e outra. Muito sinceramente, querer ser artista já era uma realidade muito distante da que eu vivia… (risos), mas era o meu sonho. O teatro musical em si era uma realidade mais distante ainda, até porque esse mercado era muito pequeno no Brasil. Evoluiu muito rápido nos últimos anos e espero que continue crescendo.
Foto: André Wanderley
O que representa para você ser cantora e atriz?
Penso que tanto o cantar como o atuar são canais únicos de comunicação do ser humano e para com o ser humano; portanto, me sinto privilegiada ao poder fazer disso minha profissão, apesar de toda a instabilidade da mesma. Ter vocação é indispensável. Sou muito feliz de viver do que amo e amar o que faço. Além disso, é uma profissão sem fronteiras, o que é fascinante, basta ter – e criar – oportunidades para ser um artista do seu país e “do mundo” .
“7″ termina a temporada amanhã, 31 de maio. Já está com saudades de Bianca e de todo o espetáculo?
Nem me fale… O coração já está apertado. É um trabalho tão especial, com um elenco e equipe tão especiais… Independente de estarmos chegando ao fim de uma história ou ao fim de mais um capítulo, despedir-se de algo que se gosta muito, sempre é difícil. Tivemos uma receptividade incrível aqui em São Paulo, plateias calorosas e envolvidas com o espetáculo. Foi maravilhoso o “7″ ter vindo pra cá. Vai deixar saudades sim, muitas… Porém, com gostinho de “quero mais” – para nós e para o público, com certeza.
Alessandra Verney em 4 tempos:
Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava
Cristal Bacharach
Tudo é Jazz!
Ópera do Malandro em Concerto
Crédito foto Cole Porter: Guga Melgar.
Lenise Pinheiro registra “7 – O Musical”
abril 27, 2009 by admin
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Uma das principais fotógrafas de teatro do Brasil, Lenise Pinheiro, esteve nos bastidores de “7 – O Musical” na semana passada para registrar as nuances e os detalhes do espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho.
As fotos foram publicadas no Blog Cacilda, da Folha de São Paulo.
Confira algumas das belas imagens de Lenise:













Fotos: Lenise Pinheiro – Blog Cacilda (Folha).
“7 – O Musical” em SP
abril 27, 2009 by admin
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Confira a reportagem exclusiva do Site Möeller & Botelho sobre a temporada de “7 – O Musical” em São Paulo.
Depoimentos de Charles Möeller, Claudio Botelho, Alessandra Maestrini, Zezé Motta, Alessandra Verney, Rogéria, Suzana Faini e Malu Rodrigues:
Branca de Neve em versão dark
abril 16, 2009 by admin
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O espetáculo 7 transforma a fábula infantil em musical, narrado por canções soturnas de Ed Motta
O Estado de São Paulo – Ubiratan Brasil – 16/04/09
Sete são os pecados capitais e também as maravilhas do mundo. As pragas do Egito são sete assim como as cores do arco-íris. E sete são os anões da Branca de Neve, história infantil que inspirou o mais autoral trabalho da dupla Claudio Botelho e Charles Möeller, que estreia hoje para convidados, no Teatro Sérgio Cardoso, e que se chama justamente 7 – O Musical.
“O número é emblemático e nos surgiu durante o processo”, conta Möeller, autor do texto e responsável pela direção. “E a fábula da Branca de Neve é apenas o ponto de partida, pois a história é como um tratado sobre a inveja”, completa Botelho.
A trama desconstrói a história infantil ao centralizar a narração na madrasta má, Amélia (Alessandra Maestrini), que é trocada pelo namorado por Bianca (Alessandra Verney), jovem pura, simples e bonita. Aconselhada por sua madrinha (Eliana Pittman), Amélia consulta uma cartomante, Carmen dos Baralhos (Zezé Motta), que a submete a sete pedidos para recuperar o amor.
De todas, a sétima tarefa revela-se a mais complicada: conseguir o coração de alguém que nunca tenha se apaixonado. Com isso, Amélia vai parar no bordel de Dona Odete (Rogéria), onde se envolve com o jovem Álvaro (Pedro Sol) e sofre nas mãos de outras funcionárias do local, Madalena (Janaína Azevedo) e Elvira (Ivana Domenico). Ao mesmo tempo em que a trama segue, uma misteriosa velhinha, Senhora A. (Suzana Faini), conta para a afilhada a história de Branca de Neve, em uma das chaves do misterioso enredo.
Os fatos se desenrolam em uma Rio de Janeiro que bem poderia ter sido recriada por Tim Burton: escura, tenebrosa e onde até neva. O tom de ópera dark surgiu quando Botelho e Möeller foram surpreendidos pelo cantor e compositor Ed Motta. “Em 2001, depois de assistir à nossa montagem de Company, ele nos procurou para dizer que tinha algumas canções sem letra que se encaixariam em um musical”, lembra Botelho, que ficou com um CD demo. A audição foi surpreendente. “Não eram canções simples, pois sugeriam personagens, dramaturgia, com diálogos já desenhados entre contralto e soprano. Não tinha assunto, mas era absolutamente teatral.”
Admirador de autores clássicos dos musicais como Stephen Sondheim e Cy Coleman, Ed Motta já ensaiava há muito uma aproximação com o gênero. “Compus algumas canções cuja melodia acabei incorporando em meus álbuns”, conta ele, sensivelmente inspirado por artistas diversos, como Carla Bley e Paul Haines (Escalator Over the Hill ) e até Frank Zappa (Absolutely Free). “Para o musical, é preciso uma acuidade sonora muito grande, um controle com o desenho de cordas, com a letra.”
Claudio Botelho, então, realizou o sonho de criar letras para as canções – autor das elogiadas versões em português dos grandes musicais da Broadway recentemente montados no Brasil, ele domina a dicção do gênero, sabendo qual sílaba é a mais correta para determinada nota. Assim, o trabalho com Motta começou em 2004 e terminou três anos depois.
O tom soturno das composições (“Acho que ouvi muito Sweeney Todd, do Sondheim”, brinca Motta) logo inspirou Charles Möeller a criar sua melancólica história sobre a frieza que domina as almas humanas. Não foi difícil pois ele já pesquisava sobre os contos dos irmãos Grimm – não as versões edulcoradas de Walt Disney, mas os aspectos mais adultos, especialmente a crueldade. “Charles é um obcecado estudioso desses contos, colecionando versões e traduções ao longo do tempo”, conta Botelho.
Para dar vida a personagens tão marcantes e distintas, Möeller e Botelho decidiram escalar um elenco sui generis, com artistas de gerações e trajetórias bem distintas, além de uma cantora, Eliana Pittman, estreando como atriz. “São mulheres de forte personalidade, que exigiam papéis especialmente escritos para cada uma”, explica Möeller.
Do grupo que encenou o musical no Rio de Janeiro, apenas uma alteração sentida: Suzana Faini substitui Ida Gomes, que interpretou Senhora A. até janeiro deste ano, um mês antes de morrer. “Ida foi uma das primeiras atrizes escolhidas, pois queríamos alguém que tivesse uma voz marcante”, lembra Botelho. “Como fez muitas dublagens para filmes e desenhos, Ida tinha um tom muito conhecido, que contribuiu fundamentalmente para a criação de toda a atmosfera do espetáculo.”
Como não observou cuidadosamente o trabalho de Ida, Suzana Faini sentiu-se à vontade para criar seu próprio trabalho. “Não me lembro de detalhes da atuação dela, o que me ajudou”, conta a atriz que, curiosamente, utiliza o mesmo figurino da antecessora. “As roupas e os sapatos serviram bem. É como se ela estivesse ainda acompanhando o espetáculo.”
UM ELENCO INUSITADO
- ELIANA PITTMAN: Com uma discografia que ultrapassa 20 álbuns, a cantora conta que precisou adaptar-se para o musical. “Nos shows, eu enlouqueço; no palco, porém, tenho de seguir o que manda o diretor”, conta ela, que tem dois solos em cena.
- ZEZÉ MOTTA: Com vasta carreira, a atriz e cantora sentiu-se agradavelmente surpreendida com seu papel em 7: “Pela primeira vez, vou interpretar uma personagem má”, brinca ela, que vive a cartomante Carmen. “Por isso, tive dificuldade em descobrir a melhor forma de interpretá-la.”
- ROGÉRIA: Sem esconder a idade (completa 66 anos em maio), a artista que já fez shows na Europa e na África conta que ficou apavorada quando foi convidada para o musical. “Saí da mesmice e ainda criei a maquiagem que uso em cena.”
Serviço
7 – O Musical. 135 min. 14 anos. Teatro Sérgio Cardoso. Rua Rui Barbosa, 153, 3288-0136. 6.ª, 21h30; sáb., 21h; dom., 18h. R$ 20 (balcão) e R$ 40 (plateia). Hoje, para convidados. Até 31/5.
A Estreia de “7 – O Musical”
outubro 5, 2008 by admin
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(Fonte: Revista Caras – 08-10-2008)
Sessão Especial para Ida Gomes e Classe Artística
setembro 30, 2008 by admin
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A velha Praça Tiradentes reviveu ontem seus tempos de glória. O aniversário de Ida Gomes e a reestréia de “7 – O Musical” foram comemorados com uma sessão especial do espetáculo, exclusiva para a classe artística.
Estavam presentes no Teatro Carlos Gomes não só amigos e colegas de Ida, mas os grandes nomes do teatro musical brasileiro contemporâneo, como Kiara Sasso, Gottsha, Sabrina Korgut, Marya Bravo, Ester Elias, Cristiano Gualda, Ricca Barros, Totia Meireles, Ronnie Marruda, Renato Rabello, Adriana Garambone, Cláudio Lins, Maria Netto, Carolina Puntel, entre outros.
Ao final da apresentação, Alessandra Maestrini, emocionada, ressaltou o talento de Ida, que recebeu flores das mãos do diretor Claudio Botelho. Em seguida todos se dirigiram para o foyer do teatro, onde foram servidos, a pedido da aniversariante, cachorro-quente, pipoca, biscoito Globo e algodão doce.
Foi no saguão que o atual elenco de “7” encontrou os atores que participaram da primeira montagem, além dos diretores Charles Möeller e Cláudio Botelho, e do compositor Ed Motta. Foi um momento de muita festa, alegria e carinho.
Veja imagens da Sessão de “7” para a Classe Artística:
Fotos: Leo Ladeira, Victor Emmanuel Abalada, Paulo Ruy Barbosa.
Bastidores da Estréia de “7″
setembro 28, 2008 by admin
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Sábado, 27/09. 18:30.
Quase tudo pronto para a estréia de “7 – O Musical”. Nos camarins, muita agitação e trabalho. Os atores fazem suas maquiagens, e Beto Carramanhos orienta as camareiras na aplicação das perucas nas atrizes. Em seu camarim, Alessandra Maestrini (Amélia), já maquiada, movimenta os lábios, procurando exercitar todos os músculos do rosto, enquanto seu aplique é colocado. Ao seu lado, de touquinha, Alessandra Verney, a intérprete de Bianca, também faz seus exercícios vocais enquanto se maquia, aguardando a vez de pôr a peruca.
Veja as fotos dos bastidores da estreia de “7″:
Serviço:
Estréia: 27 de setembro de 2008
Teatro Carlos Gomes – Praça Tiradentes, s/n – Centro
Sexta e sábado às 20h – Dom às 18h.
Ingressos: R$ 30,00 (inteira)
Duração: 2h e 15min (Dois atos com intervalo)
Classificação etária: 14 anos
Garanta já seu ingresso no site da Ticketronic:
(21) 3344-5500 (Rio de Janeiro) ou 0300-789-7800 (demais localidades).
Atendimento de segunda a sábado das 8h às 20h.
Traga um coração ainda moço, quente e feliz…
setembro 16, 2008 by admin
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No fim da tarde de ontem, 15/09, foi realizado, no Teatro Tereza Rachel, mais um ensaio da nova temporada de “7 – O Musical”, de Charles Möeller e Claudio Botelho. O ensaio, conduzido pelo supervisor musical do espetáculo, Marcelo Castro, contou com a presença de Alessandra Verney, Ivana Domenico, Janaína Azevedo, Jarbas Homem de Mello, Pedro Sol, Otávio Zobaran, Betto Serrador, Stein Jr. e Marcel Octávio, além dos músicos e diretores.
O elenco ensaiou n úmeros musicais como “Canção em Torno do Defunto”, “Olha a Cuca”, “O Coração no Bosque” e “Se essa Rua”.
Na próxima semana os ensaios já serão realizados no Teatro Carlos Gomes.
Veja abaixo algumas fotos do ensaio dessa segunda-feira:
Mais uma vez a noite cai…
setembro 11, 2008 by admin
Filed under 7 - O Musical, Fique Ligado
Os ensaios da nova temporada de “7 – O Musical” já estão a pleno vapor. Na tarde desta quarta-feira, 10 de setembro, todo o elenco compareceu ao Teatro Tereza Rachel, em Copacabana, onde acontece a primeira fase dos ensaios.
Sem os figurinos, maquiagens e caracterizações do espetáculo, os atores ensaiaram alguns trechos específicos e em seguida, na presença dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho, e das diretoras assistentes Tina Salles e Paula Sandroni, realizaram um ensaio completo, o chamado “corridão” no jargão teatral. Marcelo Castro, que foi pianista na primeira montagem, também acompanhou a apresentação.
Ao final, Charles reuniu todo o elenco e fez suas observações e comentários, sempre com muita sensibilidade e carinho com os atores, principalmente com os novos integrantes.
Veja abaixo fotos do ensaio de “7″:
Cole Porter: O Musical que o Público Ama
julho 5, 2008 by Site Möeller & Botelho
Filed under Acervo
Sucesso de crítica e público dentro e fora do Brasil, ‘Cole Porter’ reestréia no Rio
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Divulgação
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A trajetória impressiona. Em dois anos de apresentações, entre Rio, São Paulo e Portugal, o musical Cole Porter – Ele nunca disse que me amava, parceria dos diretores Charles Möeller e Cláudio Botelho com o produtor Cláudio Magnavita, foi visto por mais de 200 mil pessoas. Elogiado pela crítica dentro e fora do Brasil e colecionando fãs incondicionais por todos os lugares onde passa, o espetáculo retorna ao Rio, pela terceira vez, agora no palco do Teatro Ipanema.
A novidade desta montagem é a entrada de três novas atrizes no elenco: Adriana Garambone, Kacau Gomes e Reginah Restellieux, que se unem a Gottsha, Alessandra Verney e Ada Chaseliov para contar e cantar a história de um dos mais famosos compositores americanos.
O segredo do sucesso?
- É difícil destacar um motivo só. Sem dúvida, as músicas são lindas, Cole Porter criou um repertório eterno. Mas não é só isso, acho que hoje podemos nos orgulhar de ter no Brasil artistas que cantam, dançam e representam com talento. Com elencos assim, nossos musicais não ficam nada a dever aos americanos – diz Charles Möeller, responsável pelo texto e direção de alguns espetáculos que marcaram época no Rio, como As malvadas, Ô abre-alas e Company.
Em cena, as atrizes desfilam pérolas do repertório do músico, como Too darn hot (do espetáculo Kiss me Kate, 1948), e Night and day (de Gay divorce, 1932). No total, são 31 números musicais embalados ao vivo por um trio de músicos.
Mesmo quando se envolveram em outros projetos no ano passado – Cláudio Botelho e Charles Möeller dirigiram o teatro Café Pequeno, no Leblon -, a dupla era constantemente bombardeada pelas pessoas que pediam a volta do musical.
- Foi tanta a insistência que resolvemos retornar. Cole Porter é um espetáculo que tem vida própria – diz Charles Möeller.
E tem mesmo. Nasceu quase por acaso, em 1999, quando os diretores ensaiavam um grupo de atrizes-cantoras para um musical. O projeto foi por água abaixo. Para não deixar as artistas na mão, Cláudio Botelho propôs que criassem um pocket-show de fim de ano só com músicas de Cole Porter.
- Tranquei-me em casa para escrever um pequeno texto de introdução para o espetáculo e, em menos de uma semana, acabou surgindo o musical inteiro – lembra o diretor.
De lá para cá, a história é um sucesso só: dez meses de casa cheia no Café Teatro Arena de Copacabana, um mês de teatro lotado em São Paulo e também em Portugal, no Cassino Estoril. E mais outra temporada, em 2001, no Teatro Leblon.
Nesse tempo todo, Cole Porter colecionou fãs fervorosos. Famosos e anônimos, como o cartunista Chico Caruso, que assistiu ao espetáculo 14 vezes, e Luiz Filipe Mendes, cônsul de Portugal no Rio, que fez do musical parada obrigatória para todos os visitantes que vinham da terrinha – ele aproveitava para ir ao teatro junto com os amigos portugueses, é claro.
- O cônsul aparecia em média quatro vezes por mês para nos assistir. Mas o recordista mesmo foi um senhor anônimo que nos prestigiou 21 vezes – recorda a atriz Ada Chaseliov.
Segundo ela, o que não faltam são histórias para contar nesses três anos de apresentações. Ela mesma é protagonista de uma delas. Ada ganhou uma fã de carteirinha que a segue em todos os espetáculos que faz em qualquer lugar do planeta e lhe manda cartas semanais apaixonadas.
- Pena que minha praia seja outra – brinca a atriz.
Mas a fã que mais impressionou os artistas foi uma senhora que resolveu presentear o marido, já bastante idoso, comprando todos os ingressos de uma sessão para comemorar o aniversário dele. Um dia antes do espetáculo, faleceu. Mesmo assim, a esposa levou os amigos para assistir ao espetáculo. Lotou o teatro.
- Ela disse que resolveu manter a reserva para prestar uma homenagem ao marido, já que foi o espetáculo que ele mais gostou em sua vida – conta Ada.
Este clima envolve quem faz parte do espetáculo desde o início e quem chega agora.
- Acho uma responsabilidade estar fazendo parte do espetáculo – afirma a atriz Adriana Garambone, a Madame M., que interpreta a Morte na montagem. Aos 32 anos, Adriana vem sendo muito elogiada por trabalhos como o Theatro musical brasileiro. O mesmo acontece com a caçula do elenco: Kacau Gomes, de 26 anos, que já trabalhou em vários musicais desde 1993, quando fez formação no Conservatório Brasileiro de Música e não pára de colher frutos. Desde então esteve em montagens como Goodspel e South American way – também de volta ao palco – além de ter sido backing vocal de Marisa Monte e Carlinhos Brown. Já Reginah Restelieux é uma das ”novatas” mais experientes do grupo. Ela, que foi bailarina do Teatro Municipal, esteve em Chorus line, de 1984, no premiado As noviças rebeldes e em Company, de Stephen Sondheim.
- Acho que é um encontro e tanto este nosso. Eu mesma assisti pelo menos cinco vezes a Cole Porter. Agora vou olhar por dentro – brinca.
Cole Porter: ele nunca disse que me amava. Texto e direção: Charles Möeller. Direção musical: Cláudio Botelho. Com Adriana Garambone e outros. Teatro Ipanema (Rua Prudente de Moraes, 824, Ipanema). Tel.: 2523-9794. Quinta a sábado, 21h30. Domigo, 20h30. R$ 35. 90 minutos.
* Publicado originalmente no Jornal do Brasil em 18/01/2003.















