Quebra-cabeça de horror sob chuva incessante

novembro 30, 2009 by Leo  
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Direto de Nova York, Charles Möeller & Claudio Botelho analisam os principais espetáculos em cartaz na Broadway no momento

A Steady Rain2

Daniel Craig e Hugh Jackman em encontro histórico na Broadway

“A Steady Rain”  é um caso raro, talvez único na história da Broadway, de dois dos astros de maior poder e ascensão do cinema, ambos na lista dos 10 mais poderosos da indústria cinematográfica e na Forbes, dos que mais rendem bilheteria da história e ambos na lista dos 10 mais sexys do mundo, sendo Hugh o primeiro colocado, se juntarem numa produção tão pequena e obscura na Broadway!

É claro que isso causou um enorme furor e os ingressos se esgotaram em segundos! Está sold out a temporada toda e ingressos prêmios estavam sendo vendidos na bagatela de 600 dólares no balcão e já se esgotaram!

“A Steady Rain” é realmente uma chuva constante de fofocas, comentários,  gritinhos histéricos e não é pra menos! As criticas principais são todas positivas ao espetáculo e reverentes ao encontro.

Me parece ser o que está salvando a Broadway da crise: As estrelas nessa temporada estão por lá e algumas até no off, como Cate Blanchet.

A peça conta a história de dois policiais  de Chicago amigos de infância que se vêem envolvidos numa rocambolesca história de prostituição, assassinatos, seqüestro, vinganças, traições e ate canibalismo! Acho que a peça se passa em uma ou duas noites, mas são anos de amizade que vêm à tona!

Sem dúvida é uma experiência única ver Daniel Craig e Hugh Jackman juntos. Sou fã de ambos muito antes do Wolverine e do 007 os tornarem ícones de ação. Comprei meus ingressos assim que a bilheteria abriu, pois imaginava que seria uma loucura. Só não imaginava que eles escolheriam ou se motivariam por algo tão sem proteção, pois a simplicidade da produção e direção chega a ser assustadora em se tratando de um espetáculo da Broadway e não um off ou off off!

Gostaria de ler a peça e falar com calma disso, mas sem dúvida a presença deles eleva o material deste drama de policial, fugindo do maniqueísmo do bom e o mau. Eles realmente são atores espetaculares e vê-los em cena é uma chuva constante de sensações!

A peça é um veículo ideal para estrelas do calibre deles brilharem e darem seus shows particulares! A grande sacada do texto apesar de extremamente elaborado e cheio de viravoltas, é que eles quase nunca contracenam. Eles na verdade parecem que estão prestando depoimentos pra nós, numa delegacia escura e cinza com aquela famosa lâmpada de panela de interrogatório. Percebemos que estão na mesma sala, no mesmo interrogatório, ambos ouvindo o que o outro tem a relatar e muito embora não concordem, também não discordam a ponto de dialogar. Complementam-se! Isso permite que ambos tenham momentos impecáveis.

A Steady Rain

A peça é narrada na primeira pessoa como uma confissão, num jogo constante de ‘eu fiz isto, ele fez aquilo’. Ambos compactuam conosco o tempo todo, nos tornando um terceiro personagem, talvez o terceiro policial encarregado de escutar seus depoimentos,  ou um companheiro de cela, ou um padre, ou Deus, enfim…

Os personagens se apresentam pra nós separadamente, tecendo linhas que só ocasionalmente se sobrepõe, e quando isso acontece,  muitas vezes nos vêm aquele gostinho de ‘quero mais’ -  a sensação de ter aquela grande cena um pro outro acontecerá!

Mas a direção é má com o público e bem esperta, nos obrigando a continuar com ambos separadamente em seus depoimentos. Aos poucos vamos juntando um enorme quebra-cabeça de uma noite de horror na vida de dois amigos de infância, parceiros erradamente complementares.

O público é convidado a escolher a versão da mesma história contada por dois policiais com comportamento ético bem distinto . Vemos de cara que Jackman é o policial corrupto e violento e Daniel o policial do bem e solitário. Mas isso é só o começo. Você acredita, é obrigado de cara a escolher  uma versão dos fatos, mas depois você muda de idéia e depois muda de novo!  Esse é o elemento interessante desse jogo, pois a ação já aconteceu, o crime já foi feito… tudo é no passado. O destino é imutável e trágico e com um golpe final de tirar o fôlego!

Eles não mudam ou passam a ser maus ou bons. Nós é que mudamos de ótica na medida em que a historia é contada! O ponto de partida é que esses  homens viveram suas vidas entrelaçadas até o momento que a peça começa. Saberemos que algo aconteceu que mudou o mudará aquela situação pra sempre! A forma usada pelo autor é fascinante, pois quando um acaba de falar, o outro continua enchendo de detalhes e opiniões, completando um enorme quebra-cabeça sobre uma noite de erros e  incidentes envolvendo uma  prostituta, gangue de latinos, seqüestro de um adolescente vietnamita canibalizado , drogas, traições e família mostrando como a amizade deles é desafiada o tempo inteiro e ao mesmo tempo em que é destruída, é imediatamente restaurada por um laço indissolúvel de tempo!

US Craig 1

Jackman e Craig deitam e rolam nesta folha em branco

A solidez da amizade deles é surpreendente, pois apesar de ambos errarem o tempo todo um com outro, não pinta o memento “DR” – eles simplesmente vão adiante. O que é quebrado se conserta. Afinal é uma peça de tough guys e sujeitos durões não sabem e nem são hábeis para revelar os sentimentos mais profundos de um para com o outro!

Joey e Denny nos falam tudo o que fazem, mas nunca param pra explicar por que exatamente. Só justificam suas ações.

É um show de interpretações! Personagens dialéticas! E Jackman e Craig  deitam e rolam nesta folha em branco, rabiscando seus personagens com exatidão e tanta inteligência que não escolhemos lados, nem mocinhos nem bandidos, muito menos entramos em julgamento.

Tudo que construímos no principio pra um desfazemos depois e assim continua até o final surpreendente! Fica difícil ser mais explicito ao falar da peça e estragar a surpresa desse jogo.

Hugh Jackman traz a Denny uma exasperação indignada. Apesar de ser um policial corrupto e racista, fica incrédulo por estar sendo castigado pela falta de  lógica no sistema policial. Ele tem o personagem mais trágico na mão, o que traz mau agouro e desencadeia todos os conflitos e é castigado por isso. Colocando tudo que o rodeia em risco e em questão, sua família, filhos, amizades e até o código de honra entre os policias.

Craig dá um show como o correto Joey  uma espécie de sombra de Denny: menos impulsivo, mais racional e lógico, mas que precisa do todo o desafino de Denny  pra viver!  Como a mariposa e a lâmpada. Denny é o que leva a ação e Joey fica atrás limpando tudo, e tentando consertar as coisas. Apesar de criticar o comportamento vulcânico do parceiro, ao mesmo tempo existe uma admiração e quase uma idolatria pelo amigo irmão destemido e de caráter duvidoso.

Joey vive a vida de Denny, pois não tem brilho próprio, mas à medida que a peça avança, ele vai se apropriando da vida de Danny,  e se fundindo com a dele, se tornando um homem mais confiante e destemido. Denny, ao contrário, vai se fragilizando e é aí que vemos os dois lados da mesma moeda. Eles desenham seus personagens com um transbordamento de humanidade e uma ausência de truques impressionantes. Adoro atores assim, sem maneirismos e isso impede que nós, plateia, tenhamos um julgamento  do comportamento dele no final da peça, pois friamente suas atitudes são altamente dúbias e questionáveis, mas a humanidade deles, faz com que sejamos apenas testemunhas e não juízes!

A Steady Rain4

O destaque é a inteligência dos intérpretes

Jackman e Craig sabem tudo e sua simbiose é de tirar o fôlego. Criam uma  enorme tensão e não escutamos nem uma mosca no teatro! Às vezes ficamos suspensos numa atmosfera de suspense e quase terror e começamos a nos sentir cúmplices daquela noite de horrores.

A química entre eles é absoluta e realmente acreditamos que Denny e Joey são amigos de infância e têm uma vida de lembranças em comum. Eles criam personagens como recipientes vazios que só eles mesmos e suas lembranças podem encher com uma historia cheia de erros, cheia de mentiras e de julgamento amorais, e que só pertence a eles mesmos, pois  sãos os triunfos e tragédias de uma enorme convivência numa chuva incessante  (a metáfora da peça)  sobre dois destinos trágicos e errantes.

Meu destaque vai total para a inteligência dos intérpretes, pois assim como  Craig constrói o bom Joey com uma pitada de inveja e um q de loser de personalidade dúbia, Jackman satura o mau Denny com um humor agradável e charme incrível. Nos vemos torcendo por eles mesmo errando e  quando o caráter desaparece por completo e  eles agem com desconcertante violência e amoralidade.

Estas escolhas são de grandes intérpretes, escolhas profundas de olhar para os personagens com sutileza e indo contra expectativas a uma plateia ávida pra ver invencíveis feitos heróicos de Wolverine e Double Zero! Encontramos dois homens comuns propositadamente desglamurizados numa caixa teatral cinza com uma luz precisa discreta e uma cenografia sutil revelada só em cenas de alta tensão – atores simples  a serviço de uma peça.

Ao acabar a peça pudemos ver os personagens indo embora e aparecerem os astros que sabem o poder que têm e usam isso a seu favor: leiloam suas camisetas suadas de baixo pra arrecadar fundos pra AIDS! Eles arremataram em minutos 13 mil dólares na sessão que eu fui. Um amigo tinha ido na matinê e eles arrecadaram 14 mil dólares pelas duas peças suadas… enquanto os outros teatros faturam cento e poucos dólares com os famosos baldinhos na com elenco esmolando na saída.

Já anunciaram o fim da temporada e a renda daquela noite será paras vitimas da AIDS, famílias que perderam tudo nos Katrinas e nas enchentes, mulheres espancadas e crianças violentadas, enfim os astros são quase uma Madonna com Eike!

As malíssimas línguas da malíssima classe andam dizendo que eles têm um tórrido romance, e escolheram uma peça pequena na Broadway pra ficarem mais perto e pararem suas agendas atribuladas por completo pra estarem juntos. Isso realmente não interessa em nada e se é verdade ou mentira o que importa é que estão em cartaz  pois são tão bons atores que merecem sempre estarem no palco ao nosso alcance… o resto é fofoca e se for verdade:  let the sunshine in!

Charles Möeller. Novembro 2009.

É só a Lua e eu…

novembro 29, 2009 by Leo  
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Lua Blanco encanta fazendo a Ilse de “O Despertar da Primavera”

Na sessão de 18h deste sábado, 28/11, a atriz Letícia Colin não pôde fazer o Despertar. Com isso, o papel de Ilse foi interpretado com garra e doçura pela sub de Letícia, a atriz e cantora Lua Blanco.

Lua esteve muito bem em seus solos: THE DARK I KNOW WELL, BLUE WIND e no trecho inicial de THE SONG OF A PURPLE SUMMER, música que encerra o espetáculo.

O público presente aprovou a Ilse de Lua, e sua bela voz, aplaudindo-a muito ao final da apresentação.

Na saída, Lua foi abraçada por amigos e parentes, como seus pais, seu irmão, e a diretora da Aventura Entretenimento Mônica Lopes, além de membros da equipe e colegas de elenco.

Veja algumas fotos da apresentação de Lua como Ilse:

Malu Rodrigues em Debate – O Despertar da Primavera

novembro 27, 2009 by Leo  
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Uma sessão extra de O Despertar da Primavera realizada em 25/11/09, no Teatro Villa-Lobos (RJ), promoveu um debate ao final da apresentação, com a presença de Malu Rodrigues (Wendla), da professora Tania Zagury, pioneira na discussão do papel dos limites na educação; de Joyce Ajuz, diretora do curso de Administração da ESPM-RJ; e da psicóloga Maria Cláudia Tardin Pinheiro.

A sessão foi promovida pela Aventura e pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), uma das patrocinadoras do musical com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho.

Além de alunos da instituição, estiveram presentes também professores e orientadores.

Confira no vídeo abaixo a fala inicial de Malu:

O Despertar na Mídia: Entrega do Prêmio Arte Qualidade Brasil

novembro 26, 2009 by Leo  
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A Revista Caras dessa semana traz uma matéria sobre cerimônia de entrega do Prêmio Arte Qualidade Brasil e traz fotos do elenco do Despertar e do diretor Charles Möeller.

Möeller & Botelho ganharam o Prêmio de Melhor Direção Teatral Musical pelo Despertar.

O espetáculo ganhou também o Prêmio de Melhor Espetáculo Teatral Musical de 2009.

Veja as fotos:

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Debora Olivieri, Estrela Blanco, Alice Motta, Malu Rodrigues, Eline Porto e Aniela Jordan

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Charles Möeller

Despertar tem sessão especial com três subs em cena, eventos e debate

novembro 26, 2009 by Leo  
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A noite dessa quarta-feira, 25/11, foi especial no Teatro Villa-Lobos.

Uma sessão extra de “O Despertar da Primavera” levou ao teatro diversos jovens e contou com a participação de três subs (atores substitutos) em cena, além de filmagens, entrevistas e performances no foyer, e um debate ao final da apresentação.

A sessão fechada foi promovida pela Aventura e pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), uma das patrocinadoras do musical com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho.

Além de alunos da instituição, estiveram presentes também professores e orientadores.

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Três subs em cena, ou melhor, quatro!

A sessão extra marcou também pela apresentação, pela primeira vez, de três subs em um mesmo dia: Bruno Sigrist fez sua estreia como Moritz, Pedro Sol voltou a atuar como Melchior e Danilo Timm, que já havia feito Georg, na noite de ontem estreou como Otto. Podemos dizer que houve, na verdade, quatro subs, pois, na cena do reformatório, Thiago Marinho assumiu o papel de Rupert, o líder dos meninos delinqüentes, que normalmente é feito por Pedro Sol.

O público aplaudiu entusiasmadamente a apresentação, e todos fizeram bonito. Bruno foi um dos mais aplaudidos por sua interpretação de Moritz.

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Performances e Debate

No intervalo da sessão, como parte do evento, atores fizeram performances no foyer do Villa-Lobos, com frases provocativas retiradas do conteúdo do espetáculo, como “Mama, eu Explico”, “Uma peça de 1891 tão atual, hein?” etc.  A intenção era chamar a atenção para os temas. Enquanto isso, os estudantes da ESPM registraram todo o evento, com câmeras fotográficas e filmadoras, e entrevistaram o público presente.

Ao final do espetáculo, foi realizado, no palco do teatro, um debate sobre os temas abordados na peça, como incomunicabilidade, autoritarismo, sexo, drogas (como o álcool), suicídio de jovens, entre outros. Presentes, a professora Tania Zagury, pioneira na discussão do papel dos limites na educação;  Joyce Ajuz, diretora do curso de Administração da ESPM-RJ; a psicóloga Maria Cláudia Tardin Pinheiro; e Malu Rodrigues, a nossa Wendla, que falou a respeito do preconceito contra o homossexualismo e o aumento dos casos de aborto no Brasil, além de dar sua opinião pessoal sobre a relação entre alunos e professores nos dias de hoje.

Veja fotos da sessão especial do Despertar nas três galerias abaixo:

Fotos: Leo Ladeira

Veja mais fotos do espetáculo de ontem, cedidas gentilmente pelo fotógrafo Vinícius Lima:


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Confira também este vídeo com uma participação de Malu no debate:

Promoção Site Möeller Botelho | O Despertar da Primavera – VIII

novembro 25, 2009 by Leo  
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Promoção para o espetáculo de 26 de novembro de 2009:

Promoção # 8:

Faça uma pequena paródia de uma música do Despertar.
A paródia não necessariamente precisa ter a ver com o Despertar e seus personagens. É de livre criação.
Não precisa ser uma música inteira. Pode ser apenas uma estrofe.

Não publique a paródia no Site MB, mas envie para o e-mail do Site: moellerbotelho@gmail.com.

Atenção: é necessário se respeitar a métrica das canções originais, para que se possa cantar a versão em paródia!

Vencedor: Marcelo Albuquerque.

Parabéns e aguarde as instruções por e-mail.

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Paródias que estão concorrendo:

Clara Silveira

Não consigo enxergar

Fodeu!

Acabou a luz, ficou um breu

Todo mundo se desesperou

Só dá pra dormir com ventilador

Igor da Costa

Light, Me Explica

Light, me explica
Light, me ensina
Se é falta de luz
Ou se é apagão

Light, no palco
E nas coxias
Sem luz não rola
Não rola, não!

Me diga também
Quando for a hora
Terei desconto
Na conta de luz

Pois ela é bem cara
Aqui é um teatro!
Sem patrocínio
Nem sei se vai dar!

Light, me explica
Light, me ensina
Se é falta de luz
Ou se é apagão

Light, no palco
E nas coxias
Sem luz não rola
Não rola, não!

Vinícius Mesquita

paródia de meu vício :

A gente se cruza
se encontra outra vez
você me seduz e eu penso porque

me levou pro teatro e quis me beijar
mas eu só queria, ver o Despertar

e você brigou e não entendeu
pensou: ‘o despertar te atrai mais que eu ‘
mas não é assim …só que la não é lugar…
quando vou pro teatro, é pra despertar.

Letícia Teixeira Mesquita

Mama me explica- paródia

Mãe não me liga
Mãe não me irrita

Porque quando eu saio, você tem que ligar ?
” Volta dez horas, e não apronta ”
Sempre brigando quando eu vou dançar

Me diz se você
Quando era jovem
Tinha uma mãe, assim tão chata
Que te ligava sempre, mandando ir pra casa
Até você ficar louca e surtaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar

Mãe não me liga
Mãe não me irrita

Porque eu também vou ficar louca e surtar
Quebrar o celular, fugir de casa
Para ter paz, quando eu for dançaaaar.

Bel Bonotto

The Dark I Know Well

(Eu te amo sim)
Eu te amo sim
É um amor sem fim
Quando você liga pra mim
Meu coração quer sair
Ele bate forte
Ele bate forte
Mas eu sei
Que se der moral eu vou me dar mal
Então eu esqueço, ou finjo que esqueço
E desligo na sua cara, amor
Tenho medo de sentir um verdadeiro horror
Só decepção, raiva e ódio humano
Ah, você pergunta “O que eu fiz, amor?”
E eu digo “Cala a boca, meu, por favor”
Só decepção, raiva e ódio humano
Eu te amo sim
É um amor sem fim

Fábio Dantas

(É UM BREU!)

Cantam: Melchior,Otto, Georg, Hanschen.

Coro: Garotos, Garotas, Herr Knochenbruck e Fraulein Knuppeldick

Melchior
NÃO DÁ MAIS PRA NEGAR
É UM BREU!
MAIS UM PASSO E JÁ ESCURECEU
FIM DA LINHA JÁ, VOCÊ MAL PISCOU
APAGOU A LUZ, TUDO AQUI ESQUENTOU

Otto
E O QUE FAZ VOCÊ SE ARREPIAR
É QUE  POR ESSA MERDA VOCÊ VAI PAGAR
E VOCÊ PERGUNTA: “HEY, QUE É QUE EU FIZ”?
EU PAGUEI A CONTA E VOU FICAR SEM AR

Georg

É UM BREU
QUE NÃO TEM MAIS FIM
NÃO TEM MAIS JEITO

ESCURECEU

Hanschen
VAI SUAR SE XINGAR DEMAIS

Georg, Otto e Hanschen
VAI CHORAR – AHÃ – É UM BREU!

Garotos e Garotas
É UM BREU RAPAZ, É O APAGÃO
E NÃO TEM ELEVADOR PRA FUGIR
É UM BREU, E ELES VÃO TENTAR
TE ENGANAR E TE MENTIR

Melchior (Gozando os professores)
BREU BREU BREU BREU BREU BREU BREU…

Garotos e Garotas
BREU BREU BREU BREU BREU BREU BREU…

Melchior
VOCÊ QUER SUMIR E SE REFRESCAR
VOCÊ QUER OUVIR QUE A LUZ VAI VOLTAR
ELES VÃO ENROLAR, NÃO VÃO ACENDER
VOCÊ VAI SURTAR, MANDAR SE FUDER

Garotos e Garotas
É UM BREU RAPAZ, É O APAGÃO
E NÃO TEM ELEVADOR PRA FUGIR

É UM BREU, E ELES VÃO TENTAR
TE ENGANAR E TE MENTIR

Garotos e Garotas
É UM BREU RAPAZ, NÃO TEM LAMPIÃO
E NÃO TEM ELEVADOR PRA FUGIR

É UM BREU, E ELES VÃO TENTAR
TE ENGANAR E TE MENTIR

Todos
BREU BREU BREU BREU BREU BREU BREU…
BREU BREU BREU BREU BREU BREU BREU…
BREU BREU BREU BREU BREU BREU BREU…
BREU BREU BREU BREU BREU BREU BREU…

BREU BREU BREU BREU BREU BREU BREU…
BREU BREU BREU BREU BREU BREU BREU…

Marcelo Salles

Wendla (Venha)

Melchior
Já falei com o Otto
Vê se toma um simancol
Quantas vezes eu notei
Um olhar maldoso embaixo do meu lençol

Moritz
Melchior, abre o olho
Deixa acender o farol
Melhor sem camisa, eu sei
Do que dormir pelado embaixo do lençol

Otto
Wendla, se toca
Sou mais gato, eu confesso
Eu quero é mais
Ficar louco
E dessa vez, eu que arraso

Marcelo Albuquerque

NÓS E A NICOTINA  (The Dark I Know Well)
MARTHA
O CIGARRO PRA MIM
FOI O INÍCIO DO FIM
NA HORA EM QUE EU VOU TRAGAR
MEU PULMÃO DIZ SIM
SERÁ QUE A MARCA É BOA?
SERÁ QUE A  MARCA È BOA?
MEDO SIM, DE ME ENTREGAR
COMO RESISTIIR?
O MAÇO NA MESA
O MAÇO NA MESA
O ISQUEIRO ACESO JÁ DIZ POR FAVOR
E EU COMEÇO A SUAR FRIO, SINTO ALGUM  TREMOR
SOU APENAS EU
EU E A NICOTINA
AH,  SE EU PUDESSE DECIDIR PARAR
RESPIRAR UM AR MAIS PURO PRA ME  LIBERTAR
MAS EU SOU REFÉM
BELA  NICOTINA !

ILSE

EU SEI QUE ELE MATA,  EU SEI
MESMO ASSIM  TRAGUEI ….
SÓ FUMAÇA AQUI
FUMAÇA EM MIM
É FALTA DE SORTE
PENSO EM PROMESSAS, REZAR
MAS EU ME VICIEI
COMO EU FUI FRACA

ILSE  E MARTHA
SIM EU SOU FRACA

PEGO MAIS UM MAÇO, ESTE É  O FIM  AMOR
E A TOSSE ME SUFOCA, VEJA O QUE RESTOU
JÁ NÃO SOU MAIS EU, ESTE É O FIM DA LINHA

AH, VOCÊ NEM TENTE ME FAZER PARAR
JÁ É TARDE , A TABAGISTA DIZ  “AU REVOIR”
ERA UMA VEZ
NÓS E A NICOTINA

ILSE, MARTHA, GAROTAS E GAROTOS

O CIGARRO PRA MIM , FOI O INÍCIO DO FIM ( 4 x )

Pedro Magalhães

(Apagão)

Cantam: Garotos e Garotas.

Garotos & Garotas
APAGÃO, APAGÃO …. EU FIQUEI NA ESCURIDÃO (2X)
APAGÃO, APAGÃO …. EU NÃO ACHEI A VELA NÃO (2X)
APAGÃO, APAGÃO …. SEM ACONDICIONADO ISSO É PECADO (1X)

Garotos & Garotas
VENTILADOR E COM CALOR
NO ESCURO E SEM RESPOSTA…

Garotos & Garotas
VOLTOU A LUZ…

Letícia M.

Paródia de The Dark I Know Well.

(Cem Reais)

Lá na rua eu achei
Cem reais e peguei

Eu vi a nota no chão
E peguei na mão
Será que eu deveria?
Será que eu deveria?

Eu não sei
Mas não me importei
Eu não aguentei
A nota ali parada..
A nota ali parada..

E agora o que que eu vou poder fazer?
Se o dono procurar, o pau vai comer.
Pois eu já peguei
A nota já é minha.
Ah, o que fazer se ele vier buscar?
Cem reais não são tão fáceis assim de se achar!
E eu já peguei
A nota já é minha.

Gabriel Franklin

O fim já chegou…
Fodeu!
Mais três anos e… desapareceu.
Fim da linha já, ‘cê vai morrer.
Vai querer cantar… e não vai poder.

E o que faz você se amedrontar
É que dois mil e doze já vai chegar!
E você pergunta “Hey, o que é que eu fiz??”
Mas nada vai poder mudar.

Vai morrer por nada demais
Mas não tem jeito, vai morrer.
Vai errar se não aguentar
Se não for acreditar!

Vai morrer, rapaz
E não tem perdão
E não tem misericórdia, não.
Já vai morrer
E os maias vão
Te mostrar sua razão.

Lara Trémouroux

Paródia da música: Nessa Merda de Vida
Com as previsões dos Maias
O Mundo acabará então
No ano de 2012
Os humanos morrerão
Já fizeram até filme
Sobre a situação
Não terá nem Olimpíadas
Tudo passará em vão

Ana Paula de Castro

Paródia – Mama me explica ( Em homenagem ao Pandolfo!! rs)

Panda se estica
Panda se inclina
Quando comeu bambus
Teve indigestão…
Panda num ano
Panda deu cria
Lambeu cardumes
Hibernou, enfim…

*** PROMOÇÃO ENCERRADA ***

O resultado será divulgado nesta quinta-feira, no início da tarde.

Charles Möeller: Memphis vale a pena, apesar do score óbvio

novembro 24, 2009 by Leo  
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Direto de Nova York, Charles Möeller & Claudio Botelho analisam os principais musicais em cartaz na Broadway no momento

Montego Glover 2

Um elenco enorme e talentoso, vocalmente impecável, com  números de dança arrasadoramente vigorosos e beirando muitas vezes a acrobacia dão o maior gás no novo musical  “Memphis”. Evidentemente acerta em ter como plote segregação racial em tempos miscigenados de Obama.

Memphis é uma cidade, onde, nos anos 50, os negros eram proibidos de  aparecer em programas de TV, de tocar em rádios pra brancos, e de saírem dos seus guetos. As vezes Memphis me parece ser uma versão séria de “Hairspray”: a cidade o tema do racismo se assemelham com o Baltimore de John Waters.

A história é parecida, até existe um programa de TV, um programa que ganha audiência com entrada de um apresentador visionário que insiste em ter em seus shows a música negra, e negros como as grandes atrações e  destaques.

James Monroe Iglehart

O que mais incomoda é o score e a previsibilidade da história

Adorei o show, é ótimo de ver e ouvir! Os cenários são lindos e ágeis, o figurino de época impecável! A luz super acertada.

O que mais me incomoda é o score e a previsibilidade da história! O maniqueísmo. Em resumo: todos os brancos são maus, exceto o mocinho, e ele paga um preço alto por isso. Todos os negros são bons e vítimas de crueldades atrozes. E no final, existe a redenção total: os canalhas branquelos se rendem à força da Black Music e o rock & roll nasce. Felicia se torna um estrela e o branquelo e cafona Huey continua em Memphis descobrindo e garimpando talentos negros na sua incansável luta contra o racismo.

Nesse ponto acho que “Ragtime” fala de coisas parecidas e mais profundamente sem cair em tantos clichês. Vejam, adoro clichês e chorei horrores como nas várias vezes que Felicia era espancada, quando o irmão mostra as cicatrizes da violência no corpo ou quando um negro que nunca mais falou, vitima de estrangulamento, de repente começa a cantar pra ajudar o branco bonzinho. Aí eu desidratei de chorar, mas sei que são clichês, e é bacana ficar esperto pra eles e saber que isso é estratégia dramatúrgica pobre e fácil, pois chorar eu choro em comercial de liquidação das Casas Bahia!

Mas todos os atores estão ótimos e fazem com muita alma e sinceridade, o que faz que a alguns chavões passem despercebidos! Isso faz com que você desejasse realmente que o score tivesse sido menos superficial, já que o elenco dá conta total do recado e te convence o tempo todo.

Chad Kimball as Huey Calhoun and Montego Glover

Segundo ato resolve os conflitos rapidamente

O  segundo ato é mais fraco, pois tenta justificar e finalizar as histórias e os conflitos acabam sendo resolvidos levianamente e rapidamente.

Tirando o score óbvio, acho que o grande erro de Memphis foi ter usado música composta.  Seria o maior achado usar pérolas eternas da música negra. Poderíamos ter o prazer de ver standards da genial Black music, souls e gospels originais em vozes negras do elenco tão magníficas. Eles perderam essa oportunidades!

O elenco, a coreografia e a altíssima energia proporcionam um grande prazer mesmo quando o score escorrega. Meu destaque vai pra ótima Montego Glover (foto acima, com Chad Kimball) que faz Felicia com muita garra e garganta de diva! James Monroe Iglehart, que faz Bobby, é pra mim o melhor numero do show. Um negão de uns 200 quilos e dois metros de altura que dança com leveza e carisma impressionantes! Foi quem ouviu o meu uhuhuhuhuh! Não sei se gosto de Chad Kimball (foto acima, com Montego Glover), o branco bonzinho da trama, às vezes me parece ótimo, outras composto e vaidoso demais! Sabe ator que entra e já acha que arrasa e faz cara de ”olha como sou cool e faço pequeno e tenho olhinho de sol (defino assim ator que sempre faz cara de muita claridade, eles acham que ficam sexy) Detesto esse tipo de ator. O cinema brasileiro tá cheio deles… ator que chega dizendo: ‘não faço nada, falo baixo, monocordicamente, não abro a boca pra falar e sou Brando!!!’ Gosto dos que suam, dos que desequilibram, dos que arriscam! Quero ver um outro trabalho com ched. de repente to enganado e isso foi uma opção pro papel!

Memphis vale a pena!

Charles Möeller.

Novembro 2009.

Claudio Botelho: Bye Bye Birdie: Um excelente exemplo de segundo time de comédias musicais

novembro 23, 2009 by Leo  
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Direto de Nova York, Charles Möeller & Claudio Botelho analisam os principais musicais em cartaz na Broadway no momento

Bye Bye Birdie 01

BYE BYE BIRDIE, que vem a ser a primeira remontagem deste sucesso do início dos anos 60, me pegou num momento em que ando meio sem saco pra essas comédias musicais que tanto estiveram em voga naqueles tempos, onde música de qualidade, letras quase sempre muito boas e história engraçadinha, tudo baseado  – mesmo que cinicamente – no único interesse que uma mulher parece (parecia) ter na vida: arranjar  marido.  Portanto o que direi aqui deve ser lido com o distanciamento de quem já sabe que o autor (eu) não estava exatamente predisposto a cair de amores por mais esta sessão da tarde que a Broadway vem oferecendo nos últimos anos e que parece agradar tanto aos jovens quanto às vovós da plateia.

A música de Charles Strouse é ótima, são canções bastante atraentes e muito comunicativas, algumas com letras até ousadas pra época (“Spanish Rose”; “What did I see in Him?”), sendo que o destaque absoluto é mesmo para “PUT ON A HAPPY FACE”, logo nos primeiros vinte minutos do primeiro ato. O número é mesmo sensacional e você nem presta atenção na coreografia meio  indigente desta montagem.

Charles & CoO cenário é lindo, figurinos lindos, tudo no lugar e muito bem resolvido. Pra mim o grande problema é a falta de carisma de John Stamos (foto, à esq.) no papel originado por Dick Van Dyke em 1960 (ele também fez o mesmo papel no cinema). Stamos canta apenas regularmente, tem poucos atrativos como ator, e parece estar tentando “parecer” Van Dyke o tempo todo.

Já Gina Gershon, no papel da secretária latina que apenas pensa em se  casar com o chefe, só faz a gente ficar imaginando como este papel deve ter sido um sonho com Chita Rivera quando o musical estreou cinco décadas atrás.  Gershon, que tem currículo de peso na Broadway, não tira o sono de ninguém, faz tudo direitinho, mas você não fica louco por ela. E, portanto, não ficar louco por aquele furacão latino que deveria ser o personagem, é um fator importante pra gente não ficar louco pelo espetáculo.

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Bill Irwin vale o ingresso

Quem rouba a peça é Bill Irwin. Aliás, todas as vezes que vi este ator e mímico sensacional mesmo em espetáculos falados aqui na Broadway, ele roubou o espetáculo. O papel do  chefe de família do interior dos Estados Unidos, que nem canta muito e tem poucas cenas, passaria despercebido se defendido por um ator apenas correto. Mas Irwin dá um show em cada centímetro de sua atuação, um trabalho corporal incrível, caretas e mais caretas com estilo e verdade em todos os momentos. Enfim, Bill Irwin vale o ingresso.

O restante do elenco, incluindo crianças e adolescentes, é bastante bom. Infelizmente o cantor de rock do título (Conrad Birdie) estava sendo feito pelo substituto na nossa sessão, de modo que nem vale a pena comentar sua interpretação insegura e apenas correta.

Mas o fato é que não tenho mais paciência pra esse tipo de musical. O auge disso foi HOW TO SUCCEED IN BUSINESS WITHOUT REALLY TRYING, este sim um musical impecável do começo ao fim, já que além de contar com música do genial Frank Loesser, tem um texto absolutamente cínico e inteligente, mesmo flertando com este lado “mulherzinha” do musical o tempo todo. Mas, como em toda época, há os grandes e os médios. BYE BYE BIRDIE é, na minha opinião, um excelente exemplo de segundo time nesta seara.

Mas certamente haverá algum produtor brasileiro que virá aqui e vai achar isso a coisa mais “legal” pra montar no Brasil daqui um ano ou dois, já que hoje em dia até as amigas  da minha tia no interior de Minas se lançam como produtoras de musicais. E podem crer, vai ser sucesso!

Claudio Botelho.
Novembro 2009.

Charles Möeller: “Billy Elliot é um bunker infinito de conflitos”

novembro 20, 2009 by Leo  
Filed under Artigos, Möeller & Botelho

Direto de Nova York, Charles Möeller & Claudio Botelho analisam os principais musicais em cartaz na Broadway no momento

Billy 02

Gregory Jbara e David Alvarez em “Billy Elliot”, na Broadway

Quando estreou em março 2005 no Victoria Palace Theatre em Londres, eu e Claudio estávamos lá e tive a sensação que o teatro musical estava diante de um “Antes e Depois de Billy Elliot”.

Tive esse prazer algumas vezes na vida e é o que busco a cada estreia: Um tsunami de emoções! Tive isso com espetáculos como Crazy for You, Chicago, Kiss me Kate, Kiss of Spider Woman, Spring Awakening, Hair e alguns outros.

Ser testemunha de um fenômeno logo que ele estreia é um acontecimento único, algo arrebatador, como muitas vezes já escrevi: ter a sensação de desaparecer no terceiro sinal e só retornar nos aplausos. Por isso me obrigo há muitos anos estar em estreias e previews, tanto em Londres como em Nova York, sigo atrás desse momento.

A peça em Nova York é a mesma e sua transposição para os palcos americanos é perfeita! Até o dialeto me parece mais suave aqui, ou me acostumei de tanto ouvir.

O elenco é extraordinário e imagino que esse deva ser o elenco mais difícil de ser formado em toda a história dos musicais, pois além de garimpar crianças ciborgues – sem palavras pra defini-las -, o elenco em volta é dos mais complexos, pois os atores têm que parecer mineiros caucasianos, pobres rústicos no meio de um piquete de trabalhadores e policiais viris e assustadores. E ainda têm que dançar, cantar e interpretar um dramalhão dos mais emocionais que já vi.

Em qualquer primeira aula de dramaturgia, a gente aprende que pra se ter ação dramática é preciso se ter conflitos. Billy Elliot é um bunker infinito de conflitos estratégicos feitos sadicamente pra te matar na cadeira!

Billy 03

No final do primeiro ato você já era!

Criança pobre órfã de mãe criada pela avó senil, com pai brutal e irmão violento no meio de um strike de mineiros em 1984, tem como melhor amigo um crossdresser, e uma professora de dança nada convencional. Nesse cenário, se descobre um excepcional e particular BAILARINO! A partir daí o conflito se desenrola e no final do primeiro ato, você já era!

A direção de Stephen Daldry, o mesmo do filme, é a melhor que já vi na vida! Os atores interpretam uns pros outros, evitando os clichês de estarem sempre de frente. É muito realista e profundo. Estão todos inseridos naquele submundo da sobrevivência, onde ter um dom artístico é uma piada, afinal não há dinheiro pra comida. Como olhar com carinho para uma audição no The Royal Ballet School?

Todos os números coreográficos são espetaculares. Teria que escrever um livro pra descrever todos. Não sei apontar qual eu amo mais! Lógico que tem os óbvios ‘arrasa quarteirão’, como o do final do primeiro ato, com Billy se atirando nos policiais no meio do piquete em ‘Angry Dance’. Tem a audição frustrada na Royal que resulta na exibição do preciosismo ‘Electricity’; o adorável e corajoso ‘Expressing Yourself’, com Michael (genialmente feito aqui por Keean Johnson) e Billy (vi pela desta vez com o cubano David Alvarez, que é fantástico. Mesmo assim não entendo esse politicamente correto e essa cota racial. Fica pouco crível num espetáculo tão realista ver um cubano, com pai, avó e irmão tão nórdicos e caucasianos! Às vezes te dá a sensação que Billy é adotado, mas isso é outro capitulo, afinal David é genial e merece cada segundo de aplauso que teve).

Vou me arriscar a escolher um número que sempre choro e vejo a genialidade do coreógrafo Peter Darling: “We’d go Dancing”, com a avó de Billy dançando com todo elenco masculino que atravessa a cena como fantasmas rústicos do passado com cigarros na boca, cadeiras de bar e garrafas de whisky e desaparecem pela janela como um carrossel de lembranças…

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O destaque é Gregory Jbara

Meu destaque total nessa versão americana vai pra Gregory Jbara, que faz o pai de Billy. Ele é o grande catalisador de todas as minhas lágrimas… da truculência inicial, até sua despedida de Billy na cena final, foi ele que me assaltou! Foi merecidamente vencedor do Tony de melhor ator coadjuvante! Já o tinha visto num chiquérrimo Billy Flynn em ‘Chicago’. Aqui, ele está irreconhecível como mineiro inglês emocional e sem traquejos com os filhos! Li que ele engordou 20 quilos para parecer mais brutal e rústico, o que realmente fez o maior diferença nas cenas que ele está de camiseta, com uma barriga pesada e truculenta! No final, quando aparece de tutu dançando com toda técnica e preparo de tantos anos de musicais, fica até chocante.

Billy Elliot após tantos anos de sua criação ainda mantém o frescor de estreia e é dos meus shows preferidos. Fico muito feliz quando amo um show, pois antes de ser diretor sou fã de musical e rever é sempre um enorme prazer. É sempre entrar em contato com o que me motiva a continuar nessa profissão…

Charles Möeller

Novembro, 2009.


Charles & Co

Charles Möeller, Tina Salles, Antonia Prado, Ana Paula e Ada Chaseliov na plateia de “Billy Elliot” – novembro 2009

Thiago Marinho em dia de Hanschen

novembro 20, 2009 by Leo  
Filed under O Despertar da Primavera, Site

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Uma conjuntivite afastou o ator Thiago Amaral da sessão de ontem, 19/11, de O Despertar da Primavera. Impossibilitado de fazer seu personagem, Hanschen, Thiago foi substituído por seu xará (e sub) Thiago Marinho, que se saiu à altura da tarefa.

Antes do espetáculo, Thiago Marinho fez um pequeno ensaio com a diretora assistente Juliana Zarur, e que contou com a participação de Felipe de Carolis e vários nomes do elenco.

Foi ele também quem comandou a tradicional rodinha pré-espetáculo, na coxia do teatro. Após a rodinha, Thiago recebeu abraços carinhosos dos colegas e posou para o Site Möeller Botelho com amigos como Felipe e Eline Porto, com quem ele fez audição.

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Tudo transcorreu muito bem na apresentação. Para o público, foi uma excelente oportunidade de conferir o talento do jovem Thiago, que não copiou seu xará e sim criou seu próprio Hanschen.

Para quem não pôde assistir a apresentação de Thiago Marinho na pele de Hanschen, o Site Möeller Botelho mostra fotos exclusivas:

Claudio Botelho: Um arco íris para quem ama a velha Broadway

novembro 19, 2009 by Leo  
Filed under Artigos, Möeller & Botelho

Direto de Nova York, Charles Möeller & Claudio Botelho analisam os principais musicais em cartaz na Broadway no momento

FInians Rainbow 01

Finian´s Rainbow: Um Arco-Íris para quem ama a velha Broadway

FINIAN´S RAINBOW foi sempre um dos meus musicais favoritos no campo das idéias, ou seja, eu amava o espetáculo sem nunca te-lo visto realmente em cena. Mas o contato com as canções nas diversas gravações  de original cast  que existem por aí sempre tornaram este musical de 1947 um daqueles tesouros que eu me orgulho de saber “de cor” do início ao fim.

A versão filmada dos anos 70, que vem a ser o primeiro filme dirigido por Francis Ford Coppola e o último musical estrelado por Fred Astaire, é considerada um péssimo filme. O que pra mim tanto faz, já que quando assisti estava mais interessado em ouvir a música e conhecer a história, portanto foi um deleite. Tem no elenco ainda Petula Clark, que tem uma voz nada convencional e eu adoro. Portanto, sempre assisti ao filme com prazer, embora hoje já dê pra perceber que não é realmente um grande filme, ainda mais sabendo que o chatérrimo Coppola demitiu o grande Michael Kidd durante as filmagens porque achava que ele mesmo (Coppola!!!) sabia mais sobre coreografias de musical que um dos maiores gênios e criadores da história do teatro e do cinema do gênero de todos os tempos… Ou será que ele demitiu o Hermes Pan? Não me lembro agora. Mas são coisas de bastidores que não interessam aqui, claro.

O que importa é que ontem pela primeira vez pude assistir FINIAN´S RAINBOW no palco. Grande emoção. A música é tratada como o grande atrativo da montagem. São cantores de primeira linha, vozes lindas e você percebe que é uma versão quase em concerto, pobrinha, daquelas que vêm da série “Encores” do City Center, ou seja, algo que foi produzido para ficar em cartaz por cinco dias, mas que ganhou uma temporada maior,  geralmente por mérito ou mesmo pela relevância da obra.

FInians Rainbow 09Aqui o elenco é o que sustenta a montagem, com uma Kate Baldwin (foto ao lado) cantando lindamente no papel de Sharon, a protagonista feminina que canta talvez uma das mais belas canções românticas já escritas para um musical da Broadway, “OLD DEVIL MOON”. Ela nem é exatamente expressiva ou interessante como atriz, mas tem uma linda voz treinadíssima e fez bonito também em “HOW ARE THINGS IN GLOCKA MORRA?”, outra pérola.

O par romântico dela é Cheyenne Jackson, que eu acabei de conhecer há poucas semanas através de um CD que um amigo me indicou. É um CD chamado THE POWER OF TWO, onde Cheyenne canta ao lado de Michael Fienstein, que sempre foi meu ídolo.

FInians Rainbow 04O chato do CD é você descobrir no meio que eles estão casados e fizeram um cd dedicando músicas românticas um pro outro. Vendo a cara hiper-plastificada de Feinstein na capa, ao lado do gostosão cafona de cabelo pintado Jackson sorrindo do lado, faz com que aquele caso de amor adquira um sabor meio “Jesus é meu pai e nada, nem mesmo um comprimido de Cialis, me faltará”, portanto apesar de gostar do disco, fico enjoado quando penso nas letras.

Mas voltando ao musical, Cheyenne Jackson (foto ao lado) realmente canta muitoooo e arrasa. Como ator ele é canastrão, mas isso pouco importa. O que importa é que a voz é linda e super no lugar, sem excessos e sem afetação, por incrível que pareça.

Christopher Fitzgerald e Jim Norton

FInians Rainbow 08

Quem rouba o espetáculo é Christopher Fitzgerald (foto acima, à dir.) no papel do duende Og. Já o tinha visto em “YOUNG FRANKENSTEIN” também roubando a peça dos protagonistas, e aqui ele dá um banho de humor e competência física, e sua interpretação de “WHEN I´M NOT NEAR THE GIRL I LOVE” é antológica.

Na verdade, o grande protagonista e papel título é Jim Norton (foto acima, à esq.), ator septuagenário no papel que Fred Astaire fez no cinema. Norton é um gênio, tem incrível agilidade e presença cênica absolutamente irresistível. O papel não canta muito, mas é o líder em quase todas as cenas e você se apaixona pelo velhinho logo de cara.

Acho bobagem comentar direção, coreografia e etc., já que isso na verdade é um concerto estendido, não é exatamente um espetáculo com o “padrão Broadway” mais óbvio. Um turista desavisado vai achar pobre e talvez perdido no tempo, mas a platéia de ontem era basicamente de americanos e a maioria da terceira idade. Todos (como eu) amando e envolvidos com aquelas melodias  lindas, irretocáveis, do gênio Burton Lane com letras de Yip Harburg. A falta de criatividade na direção, o cenário único e pobre, o fato de só usarem metade do palco, não estraga em nada o prazer de ouvir um dos mais lindos scores já escritos para o teatro até hoje.

Se você curte um espetáculo simples e onde a música é o principal atrativo, não perca.

Claudio Botelho

Novembro 2009.

Möeller & Botelho concorrem ao Prêmio Quem. Kiara Sasso concorre por A Noviça Rebelde

novembro 19, 2009 by Leo  
Filed under A Noviça Rebelde, Möeller & Botelho, Site

mbForam divulgadas as indicações para o Prêmio Quem, que elege as personalidades que mais se destacaram no Brasil em 2009.

Na categoria Melhor Diretor de Teatro concorrem Charles Möeller & Claudio Botelho por “O Despertar da Primavera”.

Já na categoria Melhor Atriz de Teatro concorre Kiara Sasso por “A Noviça Rebelde“, com direção de Möeller & Botelho.

kiAs indicações foram escolhidas por um juri de 21 especialistas – para cada uma das áreas abrangidas pelo prêmio: televisão, cinema, teatro, moda e beleza, literatura, gastronomia e música. Aí, é só votar.

Os jurados para a área de Teatro foram o crítico de teatro do “Jornal do Brasil”, Macksen Luiz, Edgar Olímpio de Souza, crítico de teatro do guia “Boca a Boca”, e Afonso Gentil, diretor e crítico teatral.

Os vencedores serão homenageados em uma festa, no mês de dezembro, e também estarão em uma edição especial da revista no final do ano.

Vote para escolher seus favoritos, abaixo:

* Melhor Diretor de Teatro

* Melhor Atriz de Teatro

Promoção Site Möeller Botelho | O Despertar da Primavera – VII

novembro 18, 2009 by Leo  
Filed under Promoções

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Promoção para o espetáculo de 19 de novembro de 2009:

Promoção # 7:

*** Aviso: Este post contém revelações sobre o enredo (spoilers) ***

*** PROMOÇÃO ENCERRADA ***

VENCEDOR: Léo Romanno.

Respostas corretas:

Tatoo – Alice Motta]

Galho – Bruno Sigrist.

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A tatuagem acima foi feita nas costas de uma atriz do Despertar.

A quem pertence a tatuagem?

Opções (em ordem alfabética)

* Alice Motta

* Debora Olivieri

* Eline Porto

* Estrela Blanco

* Julia Bernat

* Laura Lobo

* Leticia Colin

* Lua Blanco

* Malu Rodrigues

* Mariah Viamonte

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Na cena em que Melchior bate em Wendla (foto acima), há um galho seco que a jovem acha na floresta. Aquele galho é colocado no palco por um ator do Despertar na cena anterior (The Dark I Know Well).

Que ator do Despertar entra com o galho escondido e o coloca discretamente no palco?

Opções (em ordem alfabética)

* André Loddi

* Bruno Sigrist

* Danilo Timm

* Davi Guilhermme

* Felipe de Carolis

* Pedro Sol

* Thiago Amaral

* Thiago Marinho

A prova é de sorte. Qualquer pessoa tem a chance de ganhar.

A primeira pessoa que acertar as duas perguntas ganha um convite-duplo.

*** As respostas devem ser dadas aqui mesmo no site, nos comentários desse post.  ***

*** Cada pessoa só poderá dar um palpite. O vencedor terá que apresentar carteira de identidade na hora da troca, por isso não valem perfis fakes. ***

O resultado será divulgado nesta quinta-feira.

Teste de elenco | Gypsy

novembro 16, 2009 by admin  
Filed under Fique Ligado, Gypsy

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gypsy@aventuraentretenimento.com.br

Entrevista Carla Masumoto – Stand-In de Japaneuza | Avenida Q

novembro 16, 2009 by admin  
Filed under Avenida Q, Entrevistas, Site

Carla Matsumoto

Carla Masumoto, stand- in da personagem Japaneuza, trás uma versão diferenciada da Claudia Netto. Com descendência japonesa e trabalhando neste meio artístico desde os 10 anos de idade permitiu dar uma outra forma para o personagem “que só assistindo pra saber” disse ela em entrevista exclusiva para o site.

Sua relação com musicais começou desde cedo, na adolescencia fez uma adaptação de HAIR. já encenou em montagens brasileiras como Pequenino Grão de Areia de João Falcão, Tiete Menino (Este Ganhou Prêmio APETESP), Magico de Oz, Chiquinha Gonzaga e agora o Avenida Q, e também trabalha no restaurante Brooklyn.

  • Como entrou no Avenida Q?

Na verdade o André Dias que é um grande amigo já haviamos trabalhado juntos em alguns outros projetos, e quando a Claudia Netto precisou de uma substituta ele me indicou. Depois de todo o processo vocal e de perfil deu certo, acabei sendo a Japaneuza e estou muito feliz.

  • Como foi os ensaios?

Tive um mês de preparação. Já tive processos mais corridos do que esse, quando fiz a Bruxa do Mágico de Oz por exemplo eu tive apenas três dias de preparação. A Claudia viu essa substituição com muita antecedência e pude ver o espetáculo várias vezes, dessa forma pude ensaiar adequadamente. Desde as primeiras apresentações fiz bem tranquila e segura.

  • Você pra incorporar o personagem deve ter sido um processo mais fácil do que da Claudia Netto por ter descendência não é?

No Rio de Janeiro não tem japonês! Aqui em São Paulo em cada esquina você cruza com um, e também tive meu oditchan e obatchan (avô e avó em japonês) ou seja, eu cresci no meio de japonês. Aqui nós temos muito mais acesso, e meu sobrenome é Masumoto. É obvio que a leitura da personagem já foi feita, então eu vou seguir essa leitura e não posso mudar radicalmente só porque tenho um conhecimento “X” não. Ela já tem um corpo, um figurino, um cabelo que eu tenho que respeitar, e respeito até porque o trabalho da Claudia foi fantástico. É claro que cada ator dá uma pitadinha da sua personalidade.

  • Falando dessas pitadinhas, nós temos a referência da Claudia Netto como Japaneuza, o que podemos ver de você que pude em relação a isso?

Olha, eu acho que só assistindo você vai entender. As piadas elas continuam no espetáculo eu faço questão de faze-las. Mas a pitada é o jeito, eu tenho uma absorção e a Claudia tem outro. Eu estou seguindo a mesma linha, tudo que ela me passou a todo afinco eu estou seguindo porque é o jeito de postura, e você vai entender quando me ver em cena.

  • E sua relação com os diretores Möeller e Botelho?

É a primeira vez que estou trabalhando num projeto deles, estou muito feliz porque gosto do trabalho deles, considero uma fã e está sendo um presente pra mim.


Galeria de fotos

Fotos: Denny Naka e Lucy Jerônimo

Avenida Q tem sua última apresentação no dia 06 de dezembro

Mariah Viamonte em dia de Thea

novembro 15, 2009 by Leo  
Filed under O Despertar da Primavera, Site

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A sessão do Despertar das 18h de ontem, 14/11, marcou a estreia de mais um ator substituto em novo papel: Julia Bernat não pôde fazer Thea e quem assumiu a jovem apaixonada por Melchior foi Mariah Viamonte, sua sub.

Mariah interpretou a personagem com personalidade e se saiu muito bem. Ao final da apresentação, foi bastante elogiada pelos colegas.

Quem estava na sessão das 18h de ontem era a atriz Camilla Pitanga, que aplaudiu entusiasmadamente e tirou fotos com fãs.

Confira as fotos da apresentação desse sábado:


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Mariah em cena como Thea

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Mama me Explica!

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Moritz Stiefel?! Como é que você pode comparar os dois?

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Ele não acredita em nada…

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Meu vício é você…

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… e não vai passar

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Fraulein Knuppeldick e Herr Knochenbruch

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Martha, nós somos suas amigas…

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Thea e Wendla

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Pobre Melchior…

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Pobre Wendla.

Coxia

Na coxia: Alice Motta, Leticia Colin, Martha (camareira) e Mariah Viamonte

Regina e Camilla b

Camilla Pitanga posa com fãs após o espetáculo

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Mariah recebe o carinho da família e amigos

Fotos: Leo Ladeira

Adriana Garambone fala sobre sua expectativa em fazer o musical “Gypsy”

novembro 14, 2009 by Leo  
Filed under Gypsy, Site

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Em entrevista à Revista Caras nessa semana, a atriz Adriana Garambone falou de sua expectativa em fazer o musical “Gypsy“, com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho, e previsão de estreia em 2010:

Estou ansiosa. Ter Charles e Claudio no comando me dá uma segurança enorme. E estar cercada de colegas como a Totia Meireles me deixa ainda mais grata. Desejo continuar nessa estrada, ganhando personagens ótimos e sendo valorizada pelo o que faço“.

Fonte: Portal Caras.

Bastidores do Espetáculo e Festinha de Mariah

novembro 13, 2009 by Leo  
Filed under O Despertar da Primavera, Site

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A sessão de O Despertar da Primavera dessa quinta-feira, 12/11, foi bastante animada e ainda teve festinha nos bastidores para Mariah Viamonte, a aniversariante do dia.

Muitos jovens compareceram ao Villa-Lobos neste que foi o último dia da Promoção de R$ 15  para menores de 22 anos. Vários grupos foram juntos assistir o Despertar, o que deu ao espetáculo bastante energia e vibração.

Também presentes nomes como o cantor Leo Jaime, o diretor da TV Globo Maurício Sherman, o ator Bruce Gomlevsky, o Desembargador Murta Ribeiro e a Presidente do Conselho Estadual de Cultura, Ana Arruda Callado.

Ao final da apresentação, o elenco se reuniu e cantou parabéns para a escorpiana Mariah Viamonte, que ganhou presentes e um gostoso bolo de chocolate com morangos.

Veja fotos da apresentação dessa quinta-feira:

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Muita procura na bilheteria

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Grupo de amigos na entrada do Despertar

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Mais um grupo de amigos que foi junto ver o musical

Mauricio

O Diretor da TV Globo Maurício Sherman prestigiou o Despertar

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Reação da plateia após o espetáculo

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Bolo de Mariah Viamonte

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Festinha de Mariah

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Mariah e Lua Blanco

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Mariah e amigas que foram vê-la no dia de seu aniversário

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Malu Rodrigues dá um beijo em Pierre Baitelli, que fez aniversário em 11/11

Pierre e Malu

Malu e Pierre ao final do espetáculo

Fotos: Leo Ladeira

A Festa do Despertar bombou!

novembro 9, 2009 by Leo  
Filed under O Despertar da Primavera, Site

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Foi um sucesso a Festa do Despertar! Realizada neste domingo, 8/11, no Cinemateque, em Botafogo, a Festa comemorou o sucesso do musical com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho, e promoveu uma confraternização entre o elenco e os fãs.

Praticamente todo o elenco compareceu, além do diretor Charles Möeller, das produtoras da Aventura Aniela Jordan e Beatriz Braga, a coordenadora artística Tina Salles, o diretor de Marketing da Aventura Fernando Campos,  o regente Márcio Castro, o Coordenador de palco Tuto Gonçalves, além dos músicos do Despertar, técnicos e amigos, como a atriz Marya Bravo, o diretor João Fonseca,  o videomaker Edgar Duvivier, a atriz Maria Clara Gueiros, entre outros.

Vários membros da Comunidade do Despertar em redes sociais como o Orkut também prestigiaram e puderam tirar fotos com seus ídolos.

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A grande atração da Festa foi o show da banda de Lua Blanco, Lágrima Flor, que empolgou a galera.  Além de cantar suas composições próprias, Lua chamou ao palco integrantes do elenco do Despertar para dar canjas: Alice Motta, Estrela Blanco, Eline Porto, Letícia Colin, Julia Bernat, além de Rodrigo Pandolfo, que fez um dueto vibrante e antológico com Lua.

Mas o clímax se deu mesmo quando Lua chamou ao palco todo o elenco do musical. Felipe de Carolis e Mariah Viamonte fizeram um dueto de “Hey Jude”, dos Beatles, enquanto os atores fizeram o coro. Depois, todos cantaram trechos de músicas do Despertar (um medley de Mama who Bore Me, The Bitch of Living e Totally Fucked), levando os fãs ao delírio.

A Festa do Despertar foi uma produção da Aventura.

Veja as fotos da festa na galeria abaixo:

* Atenção: São 3 galerias. Veja a numeração abaixo.

Fotos: Leo Ladeira.

Vídeo: Entrevista Debora Olivieri

novembro 9, 2009 by Leo  
Filed under Entrevistas, O Despertar da Primavera, Vídeos

Veja esse vídeo exclusivo com uma entrevista de Debora Olivieri para o Site Möeller Botelho.

Debora fala sobre suas cinco personagens em “O Despertar da Primavera” e sobre a experiência de participar, pela primeira vez, de um musical.

Veja também imagens de bastidores de Debora.

Vídeo: Evoé Produções.

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