Vídeo: Entrevista Thiago Amaral
setembro 30, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
Confira mais um vídeo exclusivo sobre “O Despertar da Primavera“.
Uma entrevista com o ator Thiago Amaral, o Hanschen do musical dirigido por Charles Möeller & Claudio Botelho.
Direção e Edição do Vídeo: Edgar Duvivier & Pablo Pessanha (Evoé)
Letras do Despertar: DON´T DO SADNESS / BLUE WIND
setembro 29, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
Fotos: Marian Starosta
(Não tem Tristeza)
Canta: Moritz
Moritz
EU SEREI IGUAL A BORBOLETA AZUL
TÃO LEVE CONTRA O VENTO SEM UM NORTE OU SUL
NADA DENTRO, NADA FORTE E NADA MAU
A VIDA É FEITA SÓ DE LUZ, E NADA VAI MUDAR
OU TALVEZ, EU SEREI O VENTO DE UM VERÃO
QUE PASSA SOBRE AS COISAS SEM QUALQUER RAZÃO
SEM NENHUM DESGOSTO E SEM DESASTRES, SEM DIREÇÃO
EU SOPRO
SEM PEDIR PERDÃO
LÁ VOU EU
NÃO TEM TRISTEZA – PRA MIM NÃO EXISTE MAIS
JÁ NEM SEI ONDE É QUE DÓI – JÁ NÃO ME MACHUCA MAIS
NÃO TEM TRISTEZA – JÁ PASSOU PRA MIM
JÁ PROVEI E ABUSEI, EU ME LAMBUZEI
NÃO TEM TRISTEZA, EU GASTEI
DA TRISTEZA EU PASSEI…
BLUE WIND
(Vento Triste)
Canta: Ilse
PRIMAVERA
QUANTO TEMPO FAZ?
TANTO TEMPO ATRÁS
TANTAS AS MANHÃS, SIM
QUANDO O SOL BRILHOU
SOBRE OS LIVROS SOLTOS NO CHÃO
PRIMAVERA…
MAS NOS OUTONOS
UM VENTO TRISTE
NUNCA DESISTE
DO NOSSO ROSTO
NOS INVADE COM SEUS DEDOS
FRIOS ASSIM, SEM CESSAR
PRIMAVERA
QUANTO TEMPO FAZ?
TANTO TEMPO ATRÁS
TANTAS AS MANHÃS, SIM
QUANDO O SOL BRILHOU
ENTRE AS NUVENS GORDAS NO CÉU…
PRIMAVERA…
Moritz
OU TALVEZ EU SEREI AS CORDAS DE UM VARAL
ROUPAS SOBRE MIM E EU ALI NO SOL
TODA TARDE EU ALI, NÃO IMPORTA O QUE EU SEI
NÃO SEI
E QUANDO A NOITE VEM É SÓ A LUA E EU
Astro da Broadway Tituss Burgess se encanta com a voz de Davi Guilhermme, do Despertar
setembro 27, 2009 by admin
Filed under O Despertar da Primavera, Vídeos
Na semana passada, um astro da Broadway veio ao Brasil para ministrar uma Masterclass realizada pela Escola 4ACT. O ator-cantor Tituss Burgess (que fez sucesso recentemente como Nicely Nicely Johnson em ‘Guys and Dolls’ ) esteve em São Paulo contando um pouco de sua trajetória e falando sobre o mercado de musicais dos Estados Unidos.
Um dos ouvintes da palestra foi o ator e cantor Davi Guilhermme, o Reinhold de “O Despertar da Primavera“, e um dos atores que interpretaram Friedrich na temporada carioca de “A Noviça Rebelde“.
Durante a Masterclass, alguns participantes cantaram músicas, e Davi interpretou “Empty Chairs at Empty Tables” de “Les Miserables”, encantando o astro da Broadway, que pediu a ele que cantasse outra música. Davi escolheu uma de “Spring Awakening”.
Confira qual no vídeo abaixo:
Rodrigo Pandolfo e Lua Blanco são destaque no Globo neste domingo
setembro 27, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
´Tudo o que se planta dá´, diz o diretor Charles Möeller sobre Rodrigo Pandolfo, o Moritz de ´O despertar da primavera´
O ator Rodrigo Pandolfo encantou-se com o atormentado Moritz desde a primeira vez em que viu o personagem em vídeos no YouTube. Mas, do outro lado da linha, a moça da produção convidava-o para fazer o teste de Melchior, o protagonista de “O despertar da primavera”.
— Ela disse que o personagem tinha o meu perfil. Pensei: “Meu Deus, ele é o mocinho!”.
Olhei para o espelho e me perguntei: “Posso ser o mocinho?”.
De início foi frustrante, mas depois falei: “Calma, ele também é um papel maravilhoso.” E assim Pandolfo chegou à audição preparado para cantar músicas de Melchior. Mas, na hora, o diretor Charles Möeller lhe disse que havia ocorrido um erro: eles queriam mesmo era testá-lo como Moritz.
— Graças a Deus! — comemorou Pandolfo.
— Também acho — devolveu o diretor.
E é como Moritz que Pandolfo tem brilhado em cena, arrancando elogios de colegas e da crítica. Cantar foi uma surpresa para ele, que nunca tinha soltado a voz no palco. Quando a produtora quis saber se cantava, ele falou com convicção: “Canto, mas nunca fiz aula”.
— Quis dizer que era afinado, mas não tinha técnica.
Fez dois meses de aulas e passou no teste.
— A princípio, foi uma preocupação, mas, logo nas primeiras semanas de ensaio, enfrentei o fantasma. Avisei para o Charles e o Claudio (Botelho, codiretor do espetáculo): “Não canto.” Mas eles me mostraram uma confiança e foram os responsáveis pela minha calma. É a primeira vez que estou cantando em cena. Estou me deleitando, é uma grande descoberta.
O público também. No palco, Pandolfo dá vida ao pior aluno da classe, um rapaz problemático e inadequado socialmente, que tem um destino trágico.
Möeller compara o ator ao Brasil, tantas as suas possibilidades: “Tudo o que se planta dá.” — Rodrigo é um gênio. Só os gênios têm o tamanho de interpretação que ele tem com a profundidade que ele tem. Vêlo em cena é algo que me avassala sempre — diz o diretor.
“Teatro acontece com troca, não com exibicionismo”
Pandolfo foi convidado para o teste depois que Botelho o viu na peça “Cine-Teatro limite”, onde foi indicado ao prêmio Shell de melhor ator — vencido por Sérgio Britto, que à época disse: “É um profissional jovem que surge no cenário teatral com importância.” Para fazer “Cine-Teatro”, ele abriu mão de um projeto pessoal.
Tinha começado a produzir a peça espanhola “Morrir”, mas, a uma semana dos ensaios, foi chamado por Pedro Brício (codiretor, com Sergio Módena) para um teste. Seu nome foi indicado pela diretora Christiane Jatahy, com quem tinha feito oficinas e estudado na UniverCidade.
Assim que leu o primeiro ato, o ator ligou para Brício: — Eu vou ter que fazer essa peça.
Brício disse: — Calma, não sei se é você.
Pandolfo insistiu: — Pedro, você não está entendendo, sou eu.
Pandolfo fez uma leitura com outros concorrentes na casa do diretor e, dez minutos após sair, recebeu um telefonema com o “sim”. A experiência com Brício foi transformadora.
— Pedro falava para eu simplificar, fazer menos. Dizia: “Pandolfo, o simples fato de você estar em cena ouvindo alguém é o bastante.” Fui descobrindo que quando eu me direciono para o outro, quando desloco a atenção de mim para o colega de cena, sou banhado de verdade e de espontaneidade.
Teatro acontece com troca, não com exibicionismo.
O ator, que fez “Bent” e “Indecência clamorosa”, diz que demorou para achar o equilíbrio.
— Estreei “Cine-Teatro” ainda experimentando esse lugar. Mas vi que nos dias em que menos buscava esse lugar pirotécnico era quando as pessoas mais se emocionavam. Em “Despertar”, pedi para o Charles não me deixar fazer acrobacias. Fazer teatro para mim é explorar minha loucura. E ele soube dosá-la muito bem — elogia o ator, de 25 anos, no apartamento que alugou há pouco em Ipanema.
— É o meu 11oendereço no Rio, mas é a primeira vez sozinho.
Pandolfo nasceu numa cidadezinha gaúcha, Três de Maio.
Mudou-se aos três anos com a mãe e os tios para Primavera do Leste, em Mato Grosso. Lá, inscreveu-se no grupo de teatro da escola. Aos 15 anos, viu pela TV um ator mirim fazendo entrevistas no “Domingão do Faustão” e decidiu que era aquilo que queria fazer da vida.
Levou um ano para convencer a mãe a deixá-lo vir para o Rio.
Fez Tablado e cursou a CAL, onde conheceu o diretor João Fonseca, que mais tarde o dirigiu em “Pão com mortadela”.
— O talento de Rodrigo me impressionou desde que o conheci, com apenas 17 anos. Mas o que mais me deixa orgulhoso é ver como ele vem trabalhando esse talento, e amadurecendo rápido a cada trabalho. Ele é hipnotizante — diz Fonseca.
O público que vai ao teatro sai igualmente fascinado.
Mauro Ventura – O Globo – 27/09/09.
. . .
Filha e neta de músicos, Lua Blanco costuma dizer que sua família é a própria Família von Trapp — seus pais têm seis filhos e todos têm verve musical. Fazer parte do elenco de “A noviça rebelde”, portanto, sempre foi o sonho da atriz, de 22 anos. Ela chegou a fazer teste para o espetáculo, de Claudio Botelho e Charles Moeller, mas não passou. Ainda assim, a experiência abriu caminho para um papel na novela “Três irmãs”, uma participação em “Malhação”, um lugar na mais recente peça da dupla, “O despertar da primavera”, e, finalmente, uma vaga como apresentadora da “TV Globinho”, cargo que ocupa desde 16 de setembro. Tudo isso em dois anos.
O GLOBO: Você sempre quis seguir a carreira de atriz?
LUA BLANCO: Não, eu sempre quis ser cantora. Mas fazer musicais também era um sonho para mim. Só que quando fiz “Três irmãs” me apaixonei pela profissão, amei atuar. Minha vida mudou totalmente nos últimos dois anos.
Você também tem uma banda e faz faculdade. Como dá conta de tudo?
LUA: Eu entrei na faculdade de Letras (na PUC) quando nem sonhava em ser artista. Lá montei minha banda, a Lágrima Flor, que é o nome de uma música do meu avô, Billy Blanco. A banda é minha prioridade máxima, sonho em viver da minha música.
Não é difícil conciliar tantos projetos?
LUA: É corrido, até terminei meu namoro recentemente para focar só no trabalho. Mas conseguimos gravar duas semanas de “TV Globinho” em apenas um dia. O chato é que tive que recusar convites para shows porque eram no horário da peça.
E o que mais você quer tentar?
LUA: Ainda não fiz cinema. E quero fazer mais teatro e TV. Estou aberta a qualquer proposta, menos posar nua.
Revista da TV – O Globo – 27/09/09.
Letras do Despertar: THE GUILTY ONES
setembro 26, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
Foto: Marian Starosta
(O Corpo é o Culpado)
Cantam: Wendla, Melchior, Garotos e Garotas.
Wendla
COMEÇOU DE UM JEITO
DOCE E FELIZ
ESSA CAIXINHA
ONDE A GENTE GUARDOU
O QUE A GENTE SEMPRE QUIS
Garotos e Garotas
ALGUÉM DECIFRA UM SONHO?
Wendla
VEM ME ACORDAR PRA SOFRER OUTRA VEZ
Garotos e Garotas
ALGUÉM DECIFRA A GENTE?
Wendla
A GENTE INSISTE NO SONHO…
E AGORA O CORPO É O CULPADO, SIM
PORQUE
NÃO DEIXA ESQUECER
E DEPOIS
SÓ NÓS DOIS
DOIS QUE AGORA ESTÃO NO CHÃO
MURMURAM POR UM QUASE PERDÃO
OH…
Melchior
CORAÇÃO DISPARA
SEM COMPREENDER
TODA JANELA REFLETE O SEU OLHAR
E TUDO AGORA É VOCÊ
Garotos e Garotas
ALGUÉM DECIFRA UM SONHO?
Melchior
VEM ME ACORDAR PRA MORRER OUTRA VEZ
Garotos e Garotas
ALGUÉM DECIFRA A GENTE?
Melchior
A GENTE É FEITO DE SONHO
Todos
E AGORA O CORPO É O CULPADO, SIM
PORQUE
NÃO DEIXA ESCAPAR
NÃO PASSOU
NÃO SUMIU
E AINDA AS MÃOS SOBRE AS MÃOS
IMPLORAM POR UM QUASE PERDÃO
Garotos e Garotas
OH…
Todos
E AGORA O CORPO É O CULPADO, SIM
PORQUE NÃO DEIXA ESQUECER
E DEPOIS, SÓ NÓS DOIS
DOIS QUE AGORA ESTÃO NO CHÃO
MURMURAM POR UM QUASE PERDÃO
Temporada da Noviça é prorrogada até 4 de outubro
setembro 25, 2009 by Leo
Filed under A Noviça Rebelde, Site
Os fãs de “A Noviça Rebelde” podem comemorar: o musical, com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho, vai ficar em cartaz mais uma semana no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.
Previsto para encerrar a temporada neste domingo, A Noviça terá agora mais 5 sessões, que ocorrerão nos dias 1º, 2, 3 (2x) e 4 de outubro, nos mesmos horários vigentes.
Para quem não viu ainda será a última oportunidade!
Confira a galeria exclusiva para o site M&B
Fotos: Denny Naka
DNA de sucesso: Entrevista de Debora Olivieri ao Site Möeller Botelho
setembro 24, 2009 by Leo
Filed under Entrevistas, O Despertar da Primavera
Debora em seu camarim, se arrumando para uma sessão de “O Despertar da Primavera”
Em “O Despertar da Primavera”, em um elenco de 19 jovens, se destacam dois grandes atores “adultos”, que fazem múltiplos papéis: Carlos Gregório e Debora Olivieri.
Debora interpreta cinco mulheres: as mães de Wendla, Melchior e Marta (todas diferentes entre si), e ainda a professora francesa de piano de Georg e a austera assistente do diretor do colégio. São cinco DNA´s diferentes, como pediu o diretor Charles Möeller, o que foi prontamente absorvido pela atriz.
Feliz por estar trabalhando em um musical e pela primeira vez com a dupla Möeller & Botelho, Debora nos recebeu em seu camarim para uma entrevista sincera e cheia de emoção. Falou sobre o prazer de cantar e do convívio com esse grupo tão harmonioso. Falou também sobre sua tia, a atriz Ida Gomes (a Srª A de ‘7 – O Musical), falecida em fevereiro desse ano. O talento dela está mesmo no DNA…
Com vocês, Debora Olivieri.
Como começou sua história com o Despertar?
Começou em Nova York, em março. E na própria rua onde estava sendo apresentado o Spring Awakening, a 46. Três dias antes de voltar pro Brasil, eu fui ver meus e-mails´s, depois de duas semanas sem ver. Havia milhões de e-mail´s e um deles era da Marcela Altberg com o assunto ‘Despertar da Primavera’. Eu sabia que o musical iria acontecer, e embora eu conhecesse a peça, que vi muitas vezes quando tinha 19 anos, eu não me mobilizei porque não sabia se havia algum papel pra mim. Aí eu abro o e-mail e dizia assim: ‘gata, o papel é seu!’. Eu disse: ‘como assim?’ e fiquei enlouquecida. Isso aconteceu logo depois que minha tia (a atriz Ida Gomes) faleceu e eu fui para Nova York porque ainda estava muito abalada. Foi um presente e maior ainda depois que eu vi o tamanho disso tudo. Eu sempre tive vontade de trabalhar com os ‘meninos’ (Charles & Claudio). Já havia feito outros musicais, mas não desse porte. É o primeiro de muitos que virão (risos). Eles não me conheciam. Eles me viam nas estreias, porque eu sempre ia com minha tia. Me lembro que na última semana de gravação da novela “Negócio da China”, a Claudia Netto me perguntou o que eu iria fazer depois dali. Eu achei que ela estava falando pra onde eu ia (risos), mas ela perguntou profissionalmente falando. Eu disse: ‘não tenho planos’. E ela: ‘Acho que você vai ganhar um presente…’ Ela estava ensaiando ‘Avenida Q’ e eles devem ter perguntado pra ela algo sobre mim. Ela não me falou nada, até porque não sabia se ia rolar ou não. Depois que eu recebi o convite, eu liguei pra ela pra saber se era aquele o presente que ela havia falado e ela me confirmou. Nós rimos muito.
Pouca gente sabe que você também canta, né?
Eu canto bem, mas não sou uma cantora. Não sou uma Soraya Ravenle ou uma Gottsha, que são atrizes incríveis e que são cantoras. Eu canto, mas preciso de aperfeiçoamento. Agora eu estou tendo aulas com a Janaína Azevedo. Mas eu adoro cantar. Eu já tive banda. Cantar me faz feliz. Estar em um musical pra mim é muito bom, é rejuvenescedor.
E que tal o trabalho no workshop e nos ensaios do Despertar?
Eu fiquei fascinada. O Despertar da Primavera é o trabalho mais difícil que já fiz na minha carreira. Eu sou atriz profissional desde os 16 anos. To com 51… Bota anos de carreira nisso. Nunca tinha feito um trabalho tão organizado, tão projetado, com tanto carinho e delicadeza que é a direção do Charles. O Claudio, embora seja mais sério, teve um carinho comigo incrível. Eu fui recebida como se fosse a encarnação da minha tia. O carinho que eles tinham por ela, senti que houve uma extensão para mim. Foram dois meses exaustivos, de ensaios todos os dias, 8 a 10 horas por dia. Mas foi um prazer. Esse processo deles de subir no palco logo, de não ter mesa, eu adorei, porque eu também não gosto de mesa. O workshop dele já fez esse processo de mesa em quatro dias.
Como foi o trabalho de compor cinco personagens diferentes?
Eu pensava: ‘como eu vou fazer essa peça?’ ‘Como eu posso resolver isso?’ Eu não quis assistir o DVD do espetáculo da Broadway. Eu não quis assistir pra não ficar sugestionada. Duas semanas depois que a peça estreou, eu pedi emprestado pra Julia (Bernat) e aí eu vi. E quer saber? Achei o nosso muito superior. Eu sou uma pessoa bastante modesta, mas eu achei o meu trabalho muito melhor do que o da americana. Acho que ele tem um diferencial e isso graças ao Charles. No dia que ele me falou: ‘eu quero um DNA diferente pra cada personagem’, aquilo baixou em mim de uma maneira tal que eu pensei: ‘é por aí que eu vou’. Encontrar esses DNA´s com sutileza foi o meu trabalho. Primeiro eu quis definir as nacionalidades e se teriam sotaque ou não. Eu procurei um corpo, uma voz, um tom, um movimento pra cada uma. A professora de piano de cara eu vi que ela era francesa. O Charles conversou comigo: ‘vamos escolher um só sotaque, ou alemão ou francês, pra gente não utilizar isso como um artifício da direção’, aí eu escolhi o francês. Adoro fazer sotaque e sempre tive vontade de fazer uma francesa. Para a assistente do diretor, eu quis dar uma coisa meio bruta. Imaginei aquelas mulheres nazistas, que trabalhavam em campo de concentração. Já a mãe da Marta, eu pensei: ‘uma mulher daquela, que oferece a filha pro marido, só pode ser alcoólatra ou drogada’. Eu perguntei pro Charles: ‘posso fazer ela bêbada?’ e ele adorou a idéia. Eu componho meus personagens de fora pra dentro, então trouxe uma garrafa para a mãe da Marta. A mãe do Melchior eu fiz intelectualizada, com uma voz suave… A mãe da Wendla já tem uma voz mais estridente. Para a mãe da Wendla, o Charles me disse: ‘eu penso na minha avó, uma camponesa’. Essa palavra – camponesa – ficou em mim. Aí criei uma mulher que está sempre ‘com a mão na massa’. É por isso que ela tem um pano e um avental. Ta sempre limpando a mão, limpando algo. Como eu não tenho muito tempo, eu preciso que o público leia meu personagem antes de eu abrir a boca. Eles foram entrando em mim muito naturalmente. Eu fui abraçando os personagens. O que eu dava pra eles, eles respondiam. Foi muito bom esse diálogo aberto com o Charles. Ele ouviu as minhas sugestões e eu as dele. Nunca contestei as dele porque são sempre de uma inteligência, de uma abrangência tão forte… Tudo o que ele falava, já caía, já entrava em mim. Foi um trabalho que fluiu maravilhosamente. No dia que aquilo estava pronto dentro de mim, eu fiquei feliz, porque estava com medo de não conseguir. Eu tenho orgulho do resultado que eu obtive.
Gostaria que você falasse um pouco da cena da carta, uma das mais fortes do espetáculo…
É dificílima. Eu canto uma música falando. Eu não posso estender nada. Não posso criar em cima daquilo. A ‘Carta’ começou a ficar perfeita agora, com a prática, com o dia-a-dia. Como eu não canto a música, quem canta é o Panda (Rodrigo Pandolfo), e eu estava preocupada com a interpretação, com o movimento e as marcas, eu não estava muito ligada na melodia ainda. A melodia era pro Panda, não era pra mim. Quando o texto já estava dentro do meu organismo e do meu cérebro, aí eu comecei a me ligar no som. Eu percebi que tinha que falar cada parte dentro de um compasso musical. Eu tenho que entregar pro Panda na ponta da língua para ele entrar com a música dele. Então eu canto falando e ele canta cantado. Nós cantamos a mesma música. No início foi difícil. Foi um super exercício. Agora eu já descobri que palavras eu posso estender, onde eu posso torcer um pouco mais. Cada vez que termina, a gente se abraça lá atrás. É uma das minhas cenas mais fortes. Ela tem uma carga dramática bastante forte e eu tenho que ter muita concentração.
Aliás, a concentração é fundamental para o seu trabalho nessa peça…
Sim, na peça inteira. Eu não posso dar mole um minuto. A Elma ( camareira-chefe, na foto ao lado com Debora) é uma extensão do meu braço e da minha cabeça, pois eu tenho 14 trocas de roupa durante a peça. As minhas entradas ainda estão na continuidade da cena anterior. O Claudio e o Charles reforçaram isso, que não pode haver um buraco entre uma cena e outra. Então a Elma me possibilita isso, com uma rapidez incrível. É pra eu não ter tempo de pensar qual é o meu próximo personagem. Quando ela me coloca uma roupa, eu já estou me concentrando para sair de um e entrar em outro. É uma questão de minutos. Eu não posso vacilar. No dia que a gente fez um ensaio que não precisava das roupas, não me vinham os personagens. No começo eu ficava desesperada (risos). Mas eu sabia que a gente ia chegar num tempo certinho e enxuto. Tem cenas que eu não tenho tempo de nada – saio, tiro um casaco, ponho outra roupa e entro. E o personagem tem que estar ali. Eu acho incrível.
Como está sendo sua parceria com o Carlos Gregório?
(com carinho) Ah, é muito boa! A gente conversa, troca muito. Ele me ouve, eu ouço muito ele. Eu sinto que as dicas que eu dei pra ele e as que ele me deu são fundamentais para o nosso resultado. O diretor te coloca no eixo da peça, mas não tem ninguém melhor que nós dois, dentro da cena, para saber onde eu posso dar mais pra ele e ele pra mim. Eu sinto que ele me respeita muito, assim como eu o respeito. Existe esse respeito. Eu sempre gostei dele. Nunca tinha tido oportunidade de trabalhar com ele, mas todos que já tinham me falavam que ele é uma pessoa incrível e eu constato que ele realmente é. O Carlinhos é muito generoso, educado, ótimo ator. Adoro ele. Eu to no céu.
Que tal a convivência e a troca com o elenco jovem?
Eu to aqui à mercê desse texto genial e a peça é dos meninos. Eu sei o meu lugar. Falo isso com toda tranquilidade. É muito bom trocar com eles, que são de um talento fantástico. Me sinto privilegiada de estar aqui com essa juventude que tem um respeito por mim… Quando eles me viram, eles constataram que eu fiz parte da infância deles, porque eu fui a vilã de “Chiquititas”. Eles eram meus fãs e hoje a gente troca cenas juntos. Eles me dão uma alegria de viver! Eu venho pro teatro feliz da vida. Nós somos uma família. Nós nos adoramos. Um trabalha a favor do outro. Ta todo mundo em prol do Despertar. Não tem competição. Ninguém quer puxar o tapete de ninguém. E eu sinto que mesmo que nós (ela e Carlos Gregório) sejamos coadjuvantes, nós somos protagonistas de cada momento. Nenhum deles poderia viver sem os pais, sem os professores… Isso te dá uma importância dentro do processo.
Você canta em duas cenas: faz coro em “Left Behind” e canta em “The Song of a Purple Summer“…
Como eu adoro cantar, em todos os ensaios musicais, eu ficava tentando ver onde eu poderia participar. Teve um dia que eles estavam ensaiando “Left Behind” e eu fiquei cantarolando de fora. O Claudio ouviu e me disse que eu tenho um timbre bom. Ele falou que ia pedir pro Charles me colocar naquela cena. Eu disse a ele: ‘mas eu estou nessa cena’. Aí ele já me arrumou a voz e eu canto na cena, faço coro. Então eu fico me sentindo extremamente importante e feliz (risos). Até a Marília Pêra falou, depois que viu a peça: ‘eu fiquei esperando a sua ária’. Eu respondi a ela: ‘a minha ária é o Despertar inteiro’. Adoro cantar “The Song of a Purple Summer“. Encho a boca pra cantá-la (risos). Daqui pra frente novos musicais serão super bem-vindos. Eu prometo que vou estudar muito (risos).
A sua participação neste trabalho não deixa de ser uma homenagem à sua tia, Ida Gomes…
(Emocionada) Eu penso sempre: ‘por que ela não está aqui pra ver isso?’, mas eu sei que ela ta vendo. No dia da estreia, eu vi uma senhora na terceira fila. Na hora dos aplausos eu olhei e vi a tia Ida… Meu olho encheu de lágrimas. Eu vi ela se materializando naquela senhora. Eu não tenho nada dessas coisas, sou muito pé no chão, mas quando vi aquilo fiquei impressionada… toda de oclinhos, escova, arrumadinha, como a tia Ida se arrumava para as estreias. Me deu um negócio… mas depois eu voltei e vi que era apenas uma senhora. Mas esse trabalho tem extensões maravilhosas, como a Elma, que trabalhou com ela e agora está trabalhando comigo, enfim, estamos todos juntos.
Nesse momento da entrevista, Malu Rodrigues entra no camarim de Debora e nós pedimos que ela falasse um pouco sobre sua parceira de cena:
“Ela é uma atriz incrível. Ela te ajuda em cena, é super viva, dá vontade de tê-la ao lado o tempo inteiro. Quando ela não está, eu fico olhando pra ela na coxia. Ela é muito fofa e é uma atriz maravilhosa. É ótimo trabalhar com ela”.
Não só Malu entrou no camarim de Debora durante a entrevista, mas vários nomes do elenco passaram por lá para dar um beijo nela, como Pierre Baitelli, Julia Bernat, Davi Guilhermme e André Loddi, seu aluno de piano em “My Junk”. Debora é mesmo querida por todos.
Fotos da entrevista: Leo Ladeira
Debora Olivieri em cinco tempos:
Frau Bergman (Mãe de Wendla)
Foto: Marian Starosta
Fraulein Knuppeldick
Foto: Marian Starosta
Professora de piano de Georg
Foto: Marian Starosta
Frau Gabor (Mãe de Melchior)
Foto: Marian Starosta
Frau Bessell (Mãe de Martha)
Foto: Leo Ladeira
Letras do Despertar: I BELIEVE
setembro 23, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
Foto: Marian Starosta
(Acredito)
Cantam: Garotos e Garotas.
Garotos & Garotas
ACREDITO, ACREDITO…. EU ACREDITO QUE NÃO É PECADO (2X)
ACREDITO, ACREDITO…. EU ACREDITO NO AMOR SAGRADO (2X)
ACREDITO, ACREDITO…. EU ACREDITO QUE NÃO É PECADO (1X)
Garotos & Garotas
PAZ E ALEGRIA
HARMONIA E GLÓRIA…
Garotos & Garotas
EU ACREDITO…
Em 2010… “Gypsy”
Em 2010, a dupla Möeller & Botelho apresenta a primeira versão do musical “Gypsy” na América Latina.
Confira no vídeo abaixo entrevistas sobre “Gypsy” com Claudio Botelho, Charles Möeller, Totia Meireles e Adriana Garambone:
Letras do Despertar: THE MIRROR- BLUE NIGHT
setembro 22, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
Foto: Marian Starosta
(No Fundo do Breu)
Cantam: Melchior e Garotos.
Garotos
APAGUE A LUZ,
E TUDO SE ESVAI
VAI SUMIR SEU HORROR,
SUA DOR JÁ NÃO DÓI
E TODAS AS MARCAS,
QUE A LUZ SÓ ATRAI
SE O DIA INVENTOU,
A NOITE DESTRÓI
Melchior
MAS NÃO DÁ PRA FUGIR,
LÁ NO FUNDO DO BREU
O HOMEM QUE EU SOU É CRIANÇA E CRESCEU
TEM ALGUÉM SEMPRE ALI,
O FANTASMA É MEU
TRANCADO EU ESTOU
E A JAULA SOU EU
Garotos
E O MEDO TAMBÉM JÁ VAI
SE ESPREMER NAS FRESTAS DE LUZ
ELE HÁ DE ESCORRER
E ENTÃO VOCÊ FICA SOZINHO
E EM PAZ E SEM MEDO E SEM DOR,
TODO MUNDO É CAPAZ
Melchior & Garotos
MAS NÃO DÁ PRA FUGIR,
LÁ DO FUNDO DO BREU
É FRIO E SEM COR
E A CRIANÇA CRESCEU
E SÓ EU ENXERGUEI
E SÓ EU CONHECI
NINGUÉM SABE VER
O QUE EM MIM SÓ EU VI
Ensaio Fotográfico – O Despertar
setembro 21, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
Confira um ensaio fotográfico de “O Despertar da Primavera” por Marian Starosta.
Clique aqui e veja 400 imagens do espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho.
Bastidores do Espetáculo – 18/09/09
setembro 19, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
O Site Möeller Botelho esteve nos bastidores da sessão desta sexta-feira, 18, e traz para os internautas fotos exclusivas do elenco de ‘O Despertar da Primavera‘:
Malu Rodrigues e Pierre Baitelli na coxia do Despertar, na sessão desta sexta-feira, 18
Um pouco antes do espetáculo começar foi realizado o aquecimento vocal, com o regente Márcio Castro. Flagramos Rodrigo Pandolfo em pleno exercício. No canto inferior direito, podem ser vistas as garrafas de café e de água quente para o chá
Já Felipe de Carolis costuma se deitar no chão em alguns momentos do aquecimento
O regente Márcio Castro e Pierre Baitelli pouco antes do início do aquecimento vocal
Julia Bernat e Letícia Colin, no lounge do Villa-Lobos
Há espaço para descontração também. Veja a dança de Debora Olivieri e André Loddi…
Thiago Amaral e sua caneca de Hanschen
A rodinha é formada. Olha a concentração de Estrela Blanco…
Em primeiro plano, Mariah Viamonte e Alice Motta
A rodinha de ontem foi conduzida por Panda, apelido carinhoso do Pandolfo
Leticia Colin assistiu, antes do espetáculo começar, o ensaio de Lua Blanco, que faz a sub de Ilse. Mais tarde, Letícia fez questão de parabenizar a colega
Um ângulo diferente da sala de aula dos meninos: vista dos urdimentos
Malu e Estrela de uma outra visão
“My Junk” vista dos urdimentos
Olha os meninos de “camisola” esperando a hora de entrar em cena, em “Touch Me”
Veja mais fotos dos bastidores da sessão do Despertar dessa sexta-feira na galeria abaixo:
Fotos: Leo Ladeira
Letras do Despertar: AND THEN THERE WERE NONE
setembro 18, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
(A Carta)
Cantam: Moritz e Garotos
Texto falado: Frau Gabor
FRAU GABOR
Prezado Moritz Stiefel… Não, Moritz… Passei o dia inteiro pensando no seu bilhete. Realmente, fiquei comovida por você me ver como uma amiga. Naturalmente, me entristece que você não tenha se saído tão bem como esperava nas suas provas, e que você não vai passar de ano. No entanto, devo dizer de imediato: fugir para a América não pode ser a saída. E mesmo se fosse, não posso lhe arranjar o dinheiro que você pede…
Moritz
AH –HÁ… AH-HÁ… AH-HÁ , TÁ BOM
JÁ QUE NÃO PODE, ENTÃO TÁ BOM
EU JÁ PERDI, EU JÁ DANCEI
JÁ PASSOU DA HORA E EU FIQUEI
FRAU GABOR
Você seria injusto comigo, Moritz, se visse em minha recusa alguma ausência de afeto. Pelo contrário, como mãe de Melchior, eu realmente creio que é meu dever (para abrandar esta perda momentânea de…)
Moritz
É MUITO POUCO O QUE EU PEDI
EU QUERO É SÓ SUMIR DAQUI
E OLHA SÓ, NÃO FAZ ASSIM
NÃO FALA MAIS, ME EMPRESTA E ENTÃO OK.
FRAU GABOR
Se você quiser, eu me prontifico a escrever a seus pais. Tentarei convencê-los de que ninguém poderia ter se esforçado mais no último semestre, e também que uma condenação exageradamente rigorosa de seu infortúnio (poderia ter o efeito mais grave possível sobre…)
Moritz
VOCÊ ME OLHA E NÃO VÊ
VOCÊ PERGUNTA ENTÃO POR QUÊ
E QUANTO MAIS PERGUNTA EU MENOS SEI
FRAU GABOR
No entanto, Herr Stiefel, uma coisa na sua carta me perturbou. Sua – como eu posso dizer? – sua ameaça velada de que, se não for possível uma escapada, você tiraria a própria vida.
Moritz
OK, O JOGO É PRA JOGAR
VOU FINGIR E ACREDITAR
VOCÊ ME DIZ, EU JÁ SEI
TUDO É SÓ PRO BEM….
FRAU GABOR
Meu querido, o mundo está cheio de homens – empresários, cientistas, até professores – que não foram bem na escola, e no entanto depois tiveram carreiras brilhantes. Considere, por exemplo, aquele notável e estimado ensaísta, Leopold Habebald…
Moritz
ESCREVE AOS PAIS E DIZ ENTÃO
QUE ELE ENTROU NA CONTRAMÃO
E NÃO TEM MAIS VOLTA… NÃO TEM MAIS…
E DIZ ASSIM, QUE ELE FUGIU
NUM NAVIO QUE EXPLODIU
NINGUÉM MAIS OUVIU FALAR, NÃO MAIS…
NÃO MAIS, NÃO MAIS…
FRAU GABOR
De qualquer forma, eu lhe asseguro que seu atual infortúnio em nada mudará os meus sentimentos a seu respeito, e em sua relação com Melchior.
Moritz & Hanschen
AH –HÁ… AH-HÁ… AH-HÁ , TÁ BOM
JÁ QUE NÃO PODE, ENTÃO TÁ BOM
EU JÁ PERDI, EU JÁ DANCEI
Hanschen
MAS NADAVAI MUDAR
Moritz
EU SEI QUE NÃO
Moritz & Otto
VOCÊ ME OLHA E NÃO ME VÊ
VOCÊ PERGUNTA ENTÃO POR QUÊ
Otto
E TODAS AS RESPOSTAS
Moritz
EU NÃO SEI
Moritz & Ernst
NÃO TEM NINGUÉM PIOR QUE EU
NINGUÉM FALHOU, NINGUÉM PERDEU
Georg
NÃO TEM MAIS PORTAS,
Garotos
TODAS EU FECHEI.
FRAU GABOR
Portanto, cabeça erguida, Herr Stiefel. E me dê notícias em breve. Nesse ínterim, fique com meus mais sinceros votos de felicidade. Atenciosamente, Fanny Gabor.
Moritz
TÁ BOM, AGORA ENTÃO JÁ DEU
A VIDA CORRE MAIS QUE EU
O QUE EU ACHAVA QUE ERA MEU
EU JÁ NÃO TENHO MAIS…
Moritz
JÁ NÃO TENHO MAIS…
JÁ NÃO TENHO MAIS…
Moritz & Garotos
JÁ NÃO TENHO MAIS…
JÁ NÃO TENHO MAIS…
Promoção Site Möeller Botelho | O Despertar da Primavera – I
Promoção para o espetáculo de 1º de outubro de 2009:
O número “Don´t do Sadness / Blue Wind”, cantado por Moritz (Rodrigo Pandolfo) e Ilse (Letícia Colin), no segundo ato de ‘O Despertar da Primavera’, é emoldurado por um belo painel que traz o retrato de todos os personagens do musical.
Faça uma foto sua reproduzindo um desses retratos, nos mesmos moldes dos usados no cenário e envie para moellerbotelho@gmail.com .
A melhor caracterização ganhará um par de convites para o Despertar.
Não deixe de informar que personagem você está reproduzindo.
Veja abaixo o painel original (clique para ampliá-lo):
* obs. Cada participante deverá reproduzir apenas um personagem.
* obs2. As fotografias deverão ser enviadas até 30 de setembro.
* obs3. Só valerão fotografias inéditas e recentes.
* obs4. Não divulgue sua fotografia em portais, blogs e sites de relacionamento antes do resultado final da Promoção.
* obs5. Se você não puder ir ao espetáculo de 01/10, deixe para participar da promoção em outra prova.
Regulamento:
* A promoção contemplará um internauta por semana, com direito a acompanhante;
* Serão realizadas provas de criatividade ou perguntas de conhecimentos sobre o Despertar e seus atores. O nome do vencedor da semana será divulgado no Site Möeller Botelho;
* O vencedor terá direito a um ingresso duplo para sessão realizada na mesma semana da promoção;
* Como nossa preocupação é que todos tenham chances iguais em participar, cada pessoa só poderá ser contemplada uma vez durante toda a promoção;
* A retirada dos ingressos será feita mediante apresentação da carteira de identidade do vencedor da semana.
…
Veja os trabalhos que já chegaram:
Tomas Quaresma (Hanschen)
Diego Alberto dos Santos Yamazaki (Moritz)
Erik Volgo (Melchior)
Laís (“A próxima vítima”)
Santiago Silva
Daniela Leal (Lua Blanco)
João Pedro (Moritz)
Amanda Carvalho (Anna – Estrela Blanco)
Felipe (Rupert – Pedro Sol)
Iago Duarte (Melchior)
Resultado:
Vencedor: João Pedro (Moritz)
Entrevista Laura Lobo – A Pequena Notável
setembro 17, 2009 by Leo
Filed under Entrevistas, O Despertar da Primavera
Laura e sua companheira de “The Dark I Know Well”, Letícia Colin, nos bastidores de ‘O Despertar da Primavera’
Com apenas 18 anos de idade, a brasiliense (depois radicada em São Paulo) Laura Lobo tem um currículo extenso: começou aos 7 anos, gravando jingles. Aos 10, atuou na bem-sucedida montagem paulista de “Les Misérables” (2000-2001), na qual fazia a pequena Cosette. Depois participou de “O Mágico de Oz”, da minissérie “Hoje é Dia de Maria” e de trabalhos como cantora no grupo Broadway Brasil.
Em 2009, Laura passou nas audições para ‘O Despertar da Primavera’ (Spring Awakening) e conquistou o difícil papel de Martha, uma menina que é abusada sexualmente pelo próprio pai.
Em cena, ela chama a atenção não só por sua bela voz, mas por sua atuação forte e expressiva, que vem arrancando elogios do público.
Conheça mais um pouco de Laura Lobo nessa entrevista exclusiva ao Site Möeller Botelho, realizada no camarim da atriz e cantora:
Como você ficou sabendo das audições do Despertar?
No final do ano passado, fui fazer a audição para a Noviça Rebelde em São Paulo, para o papel de Louisa. Eu não passei, mas o Charles (Möeller) me falou que queria que eu audicionasse pro Despertar. Eu fiquei super feliz dele ter falado isso e comecei a pesquisar sobre o Spring Awakening. Eu não sabia que personagem eles estavam pensando que eu podia fazer. Aí eles me ligaram pra avisar que dia seria meu teste. Na audição, eu cantei ‘Whispering’ e esqueci a letra (risos). Eu ia cantar ‘Mama Who Bore Me’, mas achei que todo mundo estava cantando essa música, então resolvi cantar ‘Whispering’. Só que mudei de ideia na última hora e fiquei um pouco insegura com a letra. Eu não conhecia muito bem o espetáculo ainda. Havia entrado no site e visto alguns vídeos no YouTube, mas ainda não estava muito familiarizada. Eu fiquei um pouco nervosa até porque não fazia audição havia algum tempo. A da Noviça foi a primeira que fiz depois de muito tempo. Mas eu queria muito fazer o Despertar. Fiquei muito empolgada com a ideia.
E como foi sua reação quando você soube que havia sido aprovada para Martha?
Nossa, eu fiquei super feliz! Eles me disseram que eu tinha sido aprovada para o papel de Martha e eu me lembrei que, entre as músicas, a “The Dark I Know Well” era uma das que eu mais gostava. Aí quando eu soube que seria a Martha, pensei: ‘olha que engraçado. Justamente uma das músicas que mais gosto será a minha’. Fiquei muito feliz.
Com o anúncio da conquista do papel, você, que morava em São Paulo e tem 18 anos, teve que pensar na parte prática, como a mudança pro Rio. Como foi isso?
Foi engraçado. Minha mãe entrou em pânico! (risos). Eu sou a única filha mulher dela. Eu fiquei com um pouco de receio de morar sozinha no Rio, pois sou muito ‘perdida’. Meu senso de direção é péssimo. Eu não conhecia o Rio. Em São Paulo eu já me perdia que nem uma barata tonta… Mas, claro, tava super a fim de vir, mesmo com medo de algumas coisas, como sair da casa da minha mãe, morar sozinha. Era tudo bem diferente. Nos primeiros meses que eu morei sozinha, em Botafogo, foi bem estranho. Eu passava os dias nos ensaios. Só ia pra casa pra dormir. Nos dias que a gente não se encontrava (o elenco), eu achava estranho ficar em casa sozinha. Mas aí pintou a oportunidade de dividir um apartamento com o Danilo (Timm) e o André (Loddi). A gente se dá muito bem. Virou família mesmo.
E o processo de ensaios, como foi pra você? Como fez para construir a Martha?
Eu fiquei um pouco com medo, porque é um personagem distante da minha realidade. Fiquei com receio de ficar muito exagerado ou não ficar bom o suficiente. Mas foi um processo bom, um aprendizado, um descobrimento. As pessoas têm me falado que sou muito expressiva. Fico feliz, porque é um personagem difícil. É uma menina daquela época que o pai abusa e a mãe a entrega pro pai, ela permite aquilo. É bem forte. Foi muito difícil porque não chega nem perto da minha realidade. E eu não conheci pessoas assim. Não tive pessoas em minha vida que tivessem tido esses problemas. Eu tive que pensar o que se passa na cabeça de uma pessoa que atravessa uma situação dessas. Como fica uma menina e a cabeça dela depois dessa vivência. A Martha tem medo de sair de casa. Não é como a Ilse, que é mais segura de si. Ela se submete àquilo por medo de não ter mais ninguém no mundo. Na parte da composição, o figurino é a cara dela, porque ela é uma menina reprimida. O vestido a envelhece um pouco e faz sentido para a Martha. Ela já passou por muita coisa. Rola uma vontade de ser criança ainda, mas como? Ela não é mais menina, não é mais virgem e ainda é abusada pelo pai. É uma coisa muito louca, muito densa. Ninguém fica imune após viver uma experiência dessas. Muda a forma de ver a vida. É um trauma.
Como foi ajustar a música, The Dark I Know Well, à sua voz?
Eu amo cantar essa música. Ela é um pouco grave pra mim. A gente teve que subir meio tom, porque eu sou soprano ligeiro. Eu estava sofrendo bastante nos ensaios com isso. Hoje eu consigo executar. Eu tenho que fazer os aquecimentos para colocar minha voz para baixo. O meu aquecimento vocal é diferente do resto do elenco. Com o aquecimento, a voz vai subindo. Se eu subir muito, ela fica lá em cima e eu não consigo cantar a música. Eu tenho que fazer o contrário: manter no grave. Enquanto o Márcio (Castro) vai subindo, eu permaneço na mesma oitava que eu estava, não subo. E o tom dessa música não pode ser mais alto, senão tira todo o peso da canção. Eu adoro cantá-la, mas é uma experiência, pois eu nunca tinha cantado músicas graves assim. Sempre canto mais agudas.
Agora que já passou teste, ensaios, estreia, como está sendo pra você trabalhar numa produção desse porte, com Charles & Claudio? Já caiu a ficha?
É uma delícia. A gente não consegue ver a vida da gente sem isso. Parece que a gente ta fazendo isso há muito tempo, que a gente se conhece há anos. Na verdade a gente se conhece há apenas três meses… Mas viramos uma família. A gente sai daqui, liga um pro outro, vai viajar junto… A gente ta sempre junto. Até nos nossos finais de semana (segunda e terça), a gente fica junto. A gente não tira férias uns dos outros. Graças a Deus é um elenco muito unido. Todo mundo se gosta muito, se respeita. É um clima bom. Uma galera que se entende. Não tem desavenças.
As pessoas têm sido só elogios a você e à sua Martha. Você tem percebido isso?
Ainda bem que todos estão gostando. Só tenho ouvido coisas positivas. Estou muito feliz com isso. Ainda tem coisas que eu quero mudar em mim. São coisas que eu não fico satisfeita comigo mesma, mas o público tem respondido muito bem. Eu sou muito exigente porque sempre cantei mais do que atuei. Trabalhei muito mais com canto do que com atuação. Eu ouço coisas bacanas a respeito da minha atuação, mas é uma coisa que eu preciso estar sempre estudando. Tenho um pouco de receio, pois nunca me intitulei atriz. Então eu acabo me cobrando bastante. Depois do Despertar (da temporada paulista), quero voltar pro Rio e morar aqui. Tentar continuar na carreira de musicais, na TV, fazer shows… Hoje eu gosto mais de viver no Rio.
. . .
Fotos: Leo Ladeira.
Rodrigo Pandolfo: “Não tem tristeza! Pra mim não existe mais…”
setembro 17, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
É tanto o que tenho a dizer que me faltam adjetivos, verbos, frases…
Acho que fui abençoado por uma fileira de anjos para estar ganhando tantos presentes dessa vida.
É com tamanha felicidade que deixo registrada aqui minha emoção ao ler a resenha escrita pelo Charles.
Não me cabe tanta satisfação, tanto amor, tanta gratidão.
Vamos lá…uff…(pausa).
Quero começar afirmando que “O Despertar da Primavera” é um marco na minha vida. Um “antes” e um “depois”. Conheci esse texto ha oito anos quando ainda estudava na CAL. Quem me apresentou a essa obra-prima foi nosso grande e querido amigo João Fonseca (tão importante em minha vida e carreira).
João me apareceu com esse texto como uma possibilidade de montagem dentro da escola. E lá estava eu…há oito anos, lendo Moritz…me identificando de cara, enlouquecendo com ele, subindo na cadeira, me apaixonando. Mas, para minha decepção, não foi o texto escolhido pela turma.
Porém, em 2008, me vem a surpresa de que a peça seria montada por vocês em versão musical…SOCORRO!
Quando o João Fonseca me ligou dizendo que o Charles o havia procurado para saber a meu respeito e me falou que era para o “Despertar da Primavera”, me subiu um calor doido, vindo da terra. No mesmo instante meu coração acelerou, meus olhos se encheram de lágrimas e minha vontade era de sair correndo, sei lá pra onde.
Comecei a me preparar. Fui correndo procurar vídeos da peça no YouTube. E o primeiro que me aparece: “The Bitch of Living”
Não acreditava naquilo! Era isso! Pronto. Em segundos o “Despertar da Primavera” passou a ser o trabalho que eu mais desejei fazer na vida!
Lá fui eu correr atrás de aulas de canto.
Em dezembro fui fazer a primeira fase do teste. Era só insegurança saltando de mim! Não conhecia o Charles nem o Claudio. Cantei Melchior por engano, desafinei no agudo e quis me enterrar na mesma hora.
Mas os anjos enfileirados estavam do meu lado, se divertindo: fui para a segunda fase! Me preparava agora para o “oito anos esperado” Moritz.
Fiz o segundo teste (agora mais tranquilo) e os anjos insistiam…não me abandonaram.
Estava filmando em São João Del Rey quando a Marcela Altberg me liga dizendo que eu estava aprovado. Era eu. “E mais”, disse ela…e antes de ela abrir a boca eu disse: “NÃO! O PIERRE!”. E ela: “Sim, o Pierre!”.
Minha vontade era de correr novamente, mas agora pelado, gritando pro mundo ouvir que eu faria um dos maiores textos do mundo ao lado de um dos meus melhores amigos! Era tanta alegria! Com certeza dos momentos mais felizes que já vivi. Liguei para o Pierre e só fazíamos gritar e chorar juntos.
Claudio, Charles…vocês me deram um presente tão inacreditável! Um presente inesquecível! Um presente pra vida toda! Nada do que eu escrever poderá agradecer.
Nosso processo (mesmo com meus maus-humores) foi das coisas mais prazerosas que já me aconteceram.
O Charles, com todo o seu amor, sua dedicação, sua generosidade… fazendo com que seus olhos brilhassem e seu rosto ruborizasse ao final de cada corrido, incapaz de esconder um sorriso incontrolável. Era um menino encantado com a arte, satisfeito, feliz. Tão bonito de ver! Tão empolgante!
Meu diretor, sou dos seus maiores admiradores! Você tem a minha confiança integral. Jamais me esquecerei desse processo e do que escreveu! Vou colar suas palavras na porta do meu quarto para ler e ser feliz todos os dias!
Obrigado! Obrigado! Obrigado!
Claudio, com todo o seu humor negro, se revelando a cada dia mais encantador, mais carinhoso, presente, envolvido. A cada dia ele vinha com um toque precioso fazendo toda a diferença. Se concentrava na direção musical, mas era pleno em todos os momentos. E eu morrendo de medo de um dia ele se enveredar e resolver dizer que eu não cantava. E lá estavam os anjos novamente…me segurando, me ajudando a costurar a cara-de-pau e abrir a boca pra cantar.
Meninos, vocês são preciosidades que me caíram nas mãos e que eu adoro tanto em tão pouco tempo.
E, Charles, vai tomar banho…gênios são vocês!
Tenho tanto a agradecer…a você, ao Claudio, aos meus atores-amores-parceiros de cena (elenco mais maravilhoso desse BRASIL!), equipe técnica de primeira, músicos incríveis, produção tão querida e profissional, enfim, a todos os envolvidos neste trabalho fantástico.
Deixo aqui minha admiração, meu respeito, minha alegria, minhas palmas, minha entrega.
É muito gratificante fazer parte desta equipe.
Muito obrigado a vocês todos! Bravo! Bravo!!
Viva o nosso encontro! Viva a eterna adolescência! Viva Wedekind! Viva o teatro!
VIVA A PRIMAVERA!!!!!!
Rodrigo Pandolfo
* Leia aqui o artigo de Charles Möeller: “Temos Teatro com Homens” – Rodrigo Pandolfo
Bastidores do Espetáculo – 16/09/09
setembro 17, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
Uma plateia calorosa e um Teatro Villa-Lobos lotado. Assim foi a sessão de “O Despertar da Primavera” dessa quarta, 16, dentro da Promoção do Shopping Rio Sul *.
O espetáculo foi apresentado com o elenco principal, mas antes da sessão houve um ensaio com alguns atores substitutos , como Thiago Marinho, Mariah Viamonte, Alice Motta, Eline Porto, além de Julia Bernat (sub de Wendla) e Estrela Blanco (sub de Martha).
O Site Möeller Botelho esteve lá e registrou os bastidores do espetáculo:
Antes do espetáculo, por volta das 18h, aconteceu um ensaio com os atores substitutos. Thiago Marinho, sub de Hanschen (Thiago Amaral), ensaiou a cena da masturbação
Ensaio de “My Junk” com Eline Porto, Alice Motta e Mariah Viamonte. A Malu deu uma força pras meninas enquanto a Julia (sub de Wendla) acabava de se vestir
Invadimos os camarins. No dos meninos, Bruno Sigrist nos mostra onde é posto seu microfone…
… Enquanto Danilo Timm dá os últimos retoques de sua maquiagem (sim, eles mesmos se maquiam)
No espelho de André Loddi, descobrimos uma cartinha fofa escrita por Malu Rodrigues no dia da estreia. Ela escreveu para todo o elenco
Um pouco antes do início da sessão, Thiago Amaral mostra exclusivamente para os internautas do Site Möeller Botelho o retrato da famosa Desdemona…
Já começou o espetáculo. Da coxia, registramos Alice Motta e Mariah Viamonte em “Mama Who Bore Me”
Debora Olivieri e André Loddi na aula de piano de Georg em “My Junk” vista da coxia
Davi Guilhermme relaxando antes do espetáculo? Não, ele está em cena, em “My Junk”
O mesmo vale para Thiago Marinho, que não está tirando um cochilo… Ah, o dono da panturrilha é André Loddi
Alice Motta em “Touch Me” (vista da coxia). Ao fundo, Mariah Viamonte.
André Loddi arrasando em seu solo de “Touch Me”, na visão dos bastidores
* As apresentações de quarta-feira são fechadas. O espetáculo é destinado às pessoas que participam da promoção O Despertar da Primavera/Shopping Rio Sul.
Saiba como participar da promoção em:
http://www.riosul.com.br/Regulamento_Despertar_Primavera.pdf
Despertar: Impressões VIP´s
setembro 16, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
Registraremos aqui algumas impressões sobre ‘O Despertar da Primavera‘
CARTA DE ANTÔNIO ABUJAMRA A CHARLES MOELLER APÓS ASSISTIR O DESPERTAR DA PRIMAVERA
1. Tantos anos vendo teatro, vivendo a história, poucas vezes com alegria e como um ratinho branco, querendo correr pelo mundo.
2. Se vai ao teatro e se pergunta tantas coisas, se responde tão poucas, mas a melhor pergunta e resposta servem par seu espetáculo: “ Como vai sua mulher?” … e a resposta é: “ Comparada com quem? “ – …e já vejo teu sorriso.
3. Um autor clássico é clássico porque escreveu sua peça ontem e não há milênios. E você sabendo disso usou sua imaginação turbulenta para vermos e ouvir essa palavra tão machucada chamada arte.
4. Tens naturalidade, harmonia, essência sublime e clara e sabendo como Walter Benjamin que …quando nasce uma criança, nasce um cadáver… e nesse meio é que é preciso saber o que fazer da vida – entre o nascer e o morrer.
5. Esses jovens dirigidos por você, apesar de não nos conformarmos com mais nada, nos deixam cheios de elegância e temos a sensação de que se olharmos para trás, viramos a famosa estátua de sal.
6. Petit Charles, teu teatro tem personalidade, ensinando a técnica e todas as vantagens da adolescência cerimoniosa em posturas que poderia joga-los a achar que as pernas e os corações não obedeceriam.
7. Fiquei um pouco feliz (isso é raríssimo) e mereces com Botelho uma música de vento e fumaça.
8. Sempre poderia parecer que ias fazer uma árvore de natal e na hora de acender as luzes, ia faltar um fusível. É ver para crer.
É valor, sem fraude.
9. Os acontecimentos no teatro brasileiro sempre nos deixam melancólicos e sabemos que não vamos desvendar o mistério do mundo com sua carga utópica que ainda não conseguimos extinguir.
10. Wedekind é um autor nobre, foi muito maltratado e ainda hoje admirando-o temos que voltar a década de 60, pedindo a imaginação no poder. Suas peças que podem chamar de menores (e não são) tem a leveza maravilhosa que em Thecov é um trágico sofrimento.
11.- É preciso seu espetáculo, não somente como espectador, mas como cidadão. Assim é um elemento fundamental para chgar a Dostoiewski quando ele diz…” o mais importante, não é o amor, o mais importante é a gentileza…
Queria te abraçar mais e escrevo tudo isso, mesmo sabendo de algumas coisas que um diretor bom, mas velho (eu..) poderia como Unamuno, criticar coisas mínimas que não te deixariam triste demais… mas sim trágico, por captar a essência do frívolo, do amor, da vida…
12.- Com amor, o velho,
Abu… le desespoir… mas amigo eterno e leal.
Antonio Abujamra – Ator e Diretor
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“Sai do teatro cheio de orgulho de ser brasileiro e carioca”
Carlos Tufvesson – Estilista
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“Pelo visto, o musical “O despertar da primavera”, grande sucesso da estação, é capaz de continuar assim até o verão. Na noite em que fui assisti-lo, as palmas entusiasmadas de uma plateia composta majoritariamente de representantes da chamada terceira idade demonstravam que o espetáculo empolga não apenas os jovens, mas também e curiosamente os que estão sentindo ou já sentiram o despertar do outono”.
Zuenir Ventura – O Globo – 16/09/09.
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“São mais de cinco da manhã e não consigo dormir sob o impacto que me encontro com o que assisti no Villa-Lobos nesta noite de sábado. É coisa rara o que acontece naquele palco. Que talentos fantásticos, todos sem exceção, que direção vigorosa e tão delicada e sensível ao mesmo tempo. Chega a ser irreal! Como podem estes dois artistas – Charles e Claudio – me surpreenderem de maneira tão contundente depois de um percurso tão cheio de grandes e gratas surpresas? Vai ser uma espera dificil e cheia de ansiedade esperar o proximo passo deles. Chego a ter medo de tudo que eles podem oferecer daqui em diante! Se não os conhecesse iria duvidar da existência desta dupla. Todo o jovem elenco de atores brasileiros pertence a uma raça nunca vista por aqui. Como pode este menino Rodrigo Pandolfo ser já um ator tão completo e, o Pierre Baitelli (fisicamente me precendo o neto que o Walmor não teve, procure ver uma foto dele jovem) chega a ser hipnotizante, que talento e magnetismo tão grande, não dá para desviar os olhos dele!
Que boa intuição tive eu indo assistir ao tal de “Hairspray” antes, se fosse ao contrário iria embora na primeira meia hora. Sei que não há comparação, mas simplesmente não dá mais para brincar de assistir qualquer coisa no Brasil, ficou dificil. Que os deuses protejam esta dupla e o país diga amem.
João Paulo Adour – Ator.
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Letras do Despertar: THE DARK I KNOW WELL
setembro 16, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
(Um Escuro sem Fim)
Cantam: Martha, Ilse, Garotos e Garotas
Martha
LÁ NO FUNDO DE MIM
É UM ESCURO SEM FIM
NA HORA EM QUE EU VOU DORMIR
MINHA MÃE SORRI
SERÁ QUE ELA NÃO SABE
SERÁ QUE ELA NÃO SABE
LÁ VOU EU, SE EU PUDESSE NÃO
SE EU DISSESSE NÃO
ENTÃO VOCÊ CHEGA
ENTÃO VOCÊ CHEGA
E ME PEDE UM BEIJO E BOA NOITE, AMOR
E ME ABRAÇA E ME SUSSURA SOB O COBERTOR
“SOMOS SÓ NÓS DOIS
NÓS E UM SEGREDO”
AH, VOCÊ ME ENSINA COMO É BOM, AMOR
E ENTÃO VOCÊ ME DIZ SEM NENHUM PUDOR:
“SOMOS SÓ NÓS DOIS
NÓS E UM SEGREDO!”
Ilse
E EU SEI, QUE É ERRADO EU SEI
MAS EU NÃO GRITEI
EU DEITADA ALI
DEITADA ALI
EU QUERO SER FORTE
EU VOU PRA RUA ESPALHAR
QUE VOCÊ ME ENSINOU
COMO EU SOU LINDA
Isle & Martha
SIM, EU SOU LINDA!
E ME PEDE UM BEIJO E BOA NOITE, AMOR
E ME ABRAÇA E ME SUSSURA SOB O COBERTOR
“SOMOS SÓ NÓS DOIS
NÓS E UM SEGREDO”
AH, VOCÊ ME ENSINA COMO É BOM, AMOR
E ENTÃO VOCÊ ME DIZ SEM NENHUM PUDOR:
“SOMOS SÓ NÓS DOIS
NÓS E UM SEGREDO!”
Ilse, Martha, Garotas e Garotos
LÁ NO FUNDO DE MIM
É UM ESCURO SEM FIM
LÁ NO FUNDO DE MIM
É UM ESCURO SEM FIM
LÁ NO FUNDO DE MIM
É UM ESCURO SEM FIM
LÁ NO FUNDO DE MIM
É UM ESCURO SEM FIM
Secretários Estaduais de Cultura se encantam com o Despertar
setembro 15, 2009 by Leo
Filed under O Despertar da Primavera
Da esquerda pra direita: Márcio Meirelles (Secretário BA), Daniel Sant’Ana (Secretário AC e Presidente do Fórum), Mila Chaseliov, Dayse Lemos (Secretária ES), Vera Mussi (Secretária PR), Aurílio Caiado (Assessor SP) e Crispininao Neto (Secretário RN)
Na última sexta-feira, alguns Secretários Estaduais de Cultura assistiram a apresentação de ‘O Despertar da Primavera‘ e ficaram encantados.
Os Secretários estiveram no Rio nos dias 10, 11 e 12 para o Encontro do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. O fórum se reúne quatro vezes por ano para trocar experiências e discutir pautas previamente definidas.
Na programação do encontro no RJ, foram oferecidas sessões de espetáculos. Como o Teatro Villa Lobos é um dos Teatros da Secretaria de Estado de Cultura do RJ, ‘O Despertar’ foi uma principais opções.
Acompanhados por Mila Chaseliov, Gerente de Marketing da Secretaria de Estado de Cultura do RJ, os Secretários ficaram bastante impactados com o musical dirigido por Charles Möeller & Claudio Botelho.
Fotos: Caru Ribeiro






























































