Elenco de ‘Avenida Q” participa do Programa Cultura Urbana

agosto 31, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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Nesta noite de segunda-feira, 31, parte do elenco de ‘Avenida Q‘ participou de uma entrevista ao vivo no Programa Cultura Urbana, da Just Tv.

André Dias, Renata Ricci, Fred Silveira, Gustavo Klein e William Anderson, acompanhados dos bonecos Princeton, Ursinha do Mal, Trekkie Monstro e Ursinho do Mal falaram um pouco sobre o musical com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho, e conversaram com internautas em tempo real.

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Os atores contaram os presentes que já ganharam do público, como uma nota de R$50,00 (dada por Geraldo Alckmin), chaves de carro, cartões de crédito, celulares, além dos bombons sonho devassa produzidos pelos fãs cariocas, e até um pepino!

Me deram uma camisinha e deu tudo certo. Era do meu tamanho: Extra Large“, brincou o boneco Trekkie Monstro (Fred Silveira).

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Já o ator William Anderson (que alterna com Renato Rabelo no papel de Brian) falou de sua relação em cena com os bonecos: “Eles têm vida própria. A alma do manipulador, do ator, é que faz com que ele tenha vida“.

Os atores falaram ainda sobre histórias curiosas, como o de uma espectadora que atendeu o celular na primeira fila, e o de um senhor que estava dormindo na plateia durante o espetáculo, que foi acordado por Renato Rabelo.

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Sobre a diferença entre a plateia carioca e a paulista, Renata explicou: “Quando são piadas mais sexuais e escrachadas, o Rio responde muito. Mas São Paulo não é tão sério como parece. As piadas que puxam mais risadas  em São Paulo são diferentes“.

Algumas frases que ninguém ria lá no Rio de Janeiro, em São Paulo, o pessoal cai na gargalhada. O espetáculo vai se ajustando à personalidade diferente de cada plateia“, disse Andre Dias.

O bate-papo contou com a participação de vários fãs de “Avenida Q”, não só do Rio, mas de São Paulo e Aracaju.

No final do programa foi sorteado um convite para o musical.

Confira o vídeo

Críticas de Barbara Heliodora e Macksen Luiz elogiam o Despertar

Leia aqui as principais críticas publicadas sobre ‘O Despertar da Primavera’

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Qualidade e emoção no trato de tema forte

O despertar da primavera: Botelho e Möeller integram texto, ação e canções em musical que mostra evolução do gênero no país

Por Barbara Heliodora (O Globo)

Recusando o caminho do clone e confiando em tudo o que aprenderam no caminho já percorrido, Charles Möeller e Cláudio Botelho apresentam um belíssimo espetáculo de “O despertar da primavera”, enquanto que, ao transformar a obra de Wedekind em musical, Duncan Sheik e Steven Sater mostram que a única forma dramática criada nos Estados Unidos atingiu sua maioridade. Para os brasileiros, que só viram uma meia dúzia de exemplos da forma, o uso do musical para tema tão sério e forte quanto o de Wedekind pode ser uma surpresa, porém a forma já tem muitas décadas de vida, e desde o “Carousel”, de Rodgers e Hammerstein, em 1945, por exemplo, vem se aventurando como linguagem apta a enfrentar temas sérios. Nesse “Despertar”, a integração de ação, texto e música é total, com as canções substituindo parte do diálogo para fazer, efetivamente, caminhar a ação.

Para os que pensam no século XX como todo ele uma época de liberação sexual, é bom lembrar que Frank Wedekind escreveu sua peça em 1906, e que esta só foi apresentada pela primeira vez sem censura, na Inglaterra, em 1974. E, para os que julgarem talvez exagerado o número de problemas e conflitos apresentados, é bom lembrar que essa era a intenção de Wedekind.

Como se torna óbvio se pensarmos em termos de toda uma comunidade de alunos. A força do texto de Wedekind, a riqueza imaginativa dos jovens contrastada com a limitada e falsa rigidez de seus pais e professores foram muito bem exploradas por Sheik e Sater, assim como pela encenação carioca.

A encenação é primorosa: o espaço concebido por Rogério Falcão, que permite localização e movimentação do grande elenco com eventuais riquezas visuais, está belamente iluminado por Paulo César Medeiros. Com a única exceção do último figurino de Ilse, os figurinos de Marcelo Pies são também de primeira categoria, enquanto Marcelo Claret alcança grande equilíbrio em seu desenho do som. A coreografia de Alonso Barros encontra o tom do despertar de que fala a peça, misturando alegria e indisciplina na medida certa. A direção musical de Marcelo Castro é impecável, e toda a parte musical do espetáculo é da melhor qualidade, com a preparação vocal de Ester Elias tendo alcançado resultado surpreendente.

Conjunto fantástico enche o palco de força vital

A direção de Charles Möeller e a tradução e a supervisão de Cláudio Botelho estão no mesmo alto nível de seus melhores trabalhos, e merecem os dois maiores aplausos por não aceitarem a ideia de apenas clonar o espetáculo americano.

A atuação do elenco de jovens é surpreendente, e, como é justo que seja no “Despertar da primavera”, sua força conjunta derrota a força totalitária dos adultos competentemente interpretados por Carlos Gregório e Débora Olivieri.

Letícia Colin, Thiago Amaral, Laura Lobo, Felipe de Carolis, Julia Bernat, Estrela Blanco, André Loddi, Bruno Sigrist, Pedro Sol, Danilo Timm, Thiago Marinho, Davi Guilherme, Lua Blanco, Eline Porto, Alice Motta, Mariah Viamonte, em conjunto e individualmente, enchem o palco de força vital e formam um conjunto fantástico de interpretação, dança e canto. Nos papéis principais, Rodrigo Pandolfo apresenta um trabalho comovente como o infeliz Moritz, Malu Rodrigues transmite bem a angústia de sua descoberta, e Pierre Baitelli transmite bem a posição do líder rebelde que paga um alto preço por suas convicções.

Se o “Despertar da primavera” é a maioridade do musical americano, a montagem carioca é a prova da maturidade de nosso teatro, pois o espetáculo é tão bom quanto emocionante.


* Publicada originalmente no Jornal O Globo em 27/08/09.

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Charles Möeller encena com harmonia de maestro a partitura coreográfica

Por Macksen Luiz (Jornal do Brasil)

A peça do alemão Frank Wedekind, escrita em 1890, expõe a ação dos mecanismos sociais (família, educação, religião e poder) sobre adolescentes em conflito com seu crescimento. As vivências dos jovens – interferidas por sociedade burguesa, repressiva e que se autosustenta na hipocrisia – não encontram meios de expressão na sua descoberta da sexualidade. Muito menos nas referências, senão naquelas que determinam o descompasso com a vida adulta e impõe-lhes valores que, muitas vezes, os aniquila. Construído como um drama, capaz de tocar, na sua época e até na atualidade, em questões que transcendem ao tempo e ao espírito com que foi escrito, se mantém como libelo moral contra os condicionantes da formação e afirmação da individualidade.

O caráter poético reveste a crueldade com que Wedekind capta o momento das revelações e da percepção do mundo pela juventude submetida à violência do crescimento, para além das transformações de seu corpo. O autor confronta o desabrochar com o enquadramento, traçando retrato impiedoso das dores de amadurecer. A versão musical de O despertar da primavera, em cartaz no Teatro Villa-Lobos, com texto e letras de Steven Sater e música de Duncan Sheik, não sofre perdas na transposição dos gêneros, mantendo a força e a contundência da “denúncia”, e a atualidade da atmosfera dramática. E é justamente o drama que estabelece e apoia a musicalidade das 19 canções, nem sempre bem servidas de boa poesia e marcante sonoridade. A trilha não tem a mesma dramaticidade do entrecho e, com exceção de uma outra música (as que se aproximam, rítmica e liricamente, da linguagem sonora contemporânea), as canções não fornecem significativa reavaliação do texto. Ainda que não ressalte, a música permite que se tenha perspectiva, tímida, menos rica, mas envolvente, deste drama juvenil. Charles Möeller encena com harmonia de um maestro seguro a partitura coreográfica desta celebração, algo dolorosa, à liberdade de ser e ao direito de se descobrir.

O diretor cria montagem com movimentos amplos da uniformidade em oposição a gestos vigorosos do encontro afetivo, numa superposição de estados emocionais e contrastes sociais. A música é interveniente, sem ser impositiva ou inadequada, comentando a trama, sem o mesmo brilho e impacto da narrativa, mas não obscurecendo a comunicabilidade com a plateia. Charles Möeller acentua a ligação com a emotividade, com efeitos cênicos infalíveis, como o recorte da lua, ou o encontro do trio de protagonistas no cemitério. Ou nos diversos contatos amorosos entre os jovens. A competente direção musical de Marcelo Castro, a coreografia, um tanto esquemática, de Alonso Barros, os cuidadosos figurinos de Marcelo Pies, a bem desenhada iluminação de Paulo César Medeiros e o cenário funcional de Rogério Falcão, completam a caprichada ficha técnica.

A dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho, que também assina, uma vez mais, a versão brasileira dos musicais da grife, confirma a capacidade profissional para selecionar os elencos de suas produções. Escolheram com precisão os jovens atores, que conjugam tipo físico e capacidade interpretativa. O elenco de 21 atores demonstra qualidades apreciáveis como cantores, emprestando à montagem bem mais do que a sua juventude. Mariah Viamonte, Alice Motta, Eline Porto, Lua Blanco, Davi Guilherme, Thiago Marinho, Danilo Timm, Pedro Sol, Bruno Sigrist, André Loddi, Estrela Blanco e Julia Bernat formam o encorpado coro de estudantes. Laura Lobo projeta a fragilidade da jovem oprimida pela violência paterna. Thiago Amaral e Felipe de Carolis vivem sugestiva e delicada cena amorosa. Letícia Colin transmite o desamparo da esperança violada. Carlos Gregório e Débora Olivieri se distribuem pelos diversos papéis de adultos. Rodrigo Pandolfo recorre aos traços de comicidade poética para construir a sua comunicativa interpretação do suicida. Malu Rodrigues e Pierre Baitelli formam o promissor casal de atores que conduz tão bem a trama deste musical que conquista a plateia pela emoção.

* Publicada originalmente no Jornal do Brasil em 27/08/09.

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O Despertar da Primavera: um musical classe A

Por André Gomes

Não é todo dia que se vê nos palcos um musical dramático, com temas como suicídio, incesto e sexo entre menores de idade. ‘O Despertar da Primavera’ é tudo isso e mais. Ao apoderar-se do polêmico texto teatral do alemão Frank Wedekind de 1891, a dupla Duncan Sheik e Steven Sater fez nos Estados Unidos o que parecia inconcebível: transformou-o em musical. Sagaz, embalou-o com rock e coreografou, com desenvoltura, aquele hiato que separa a infância da vida adulta. Charles Möeller e Claudio Botelho viram a montagem na Broadway, compraram seus direitos e ganharam outro: o de fazer a seu modo. No Teatro Villa-Lobos, desde sábado, está o resultado. A montagem nacional seduz pela plasticidade e pela contenção – é um musical maduro, apesar da temática adolescente.

Ousada, a cena de sexo entre o casal protagonista está ali para explicitar que é ele o eixo da produção: é do despertar para os prazeres do corpo que trata a montagem, e de toda a censura que vem a partir da liberdade de se tomar partido, ir em busca do que se realmente quer. O cenário de tijolos, de grandes proporções verticais, emoldura com perfeição o afinado elenco, com um Pierre Baitelli apaixonado na pele de Melchior, por quem Wendla (Malu Rodrigues) se apaixona e a quem se entrega. A atriz, afinada, tem tom suave, sedutor, mas o acerto que obtém na parte musical não é o mesmo da interpretativa: falta-lhe força dramática, aquele brilho que uma protagonista como a que defende deve ter. Coisa que Rodrigo Pandolfo, intérprete do espevitado Moritz, tem de sobra. Ator superlativo, domina as cenas em que está, imprime força às canções que cabem a ele, mas merece a ressalva: menos seria mais para seu Moritz, para que o público acompanhe com o devido drama o conflito do personagem. Letícia Colin, conhecida da TV, é grata surpresa: canta bem e tem forte presença cênica.

Também a favor da encenação estão as versões que Botelho fez para as canções: elas se comunicam com o público jovem, com despudor e irreverência. Há vários momentos memoráveis – ‘The bitch of Living’ é um deles – e, em todos eles, a sensação de que ali está um trabalho feito com respeito pelo espectador, repleto de pequenas surpresas, rigor em detalhes e o bom gosto que vem conduzindo a bem-sucedida carreira de Möeller e Botelho. Nada, contudo, tem o impacto de olhar nos olhos da garotada que está em cena (são mesmo jovens atores, de 14 a 25 anos, boa parte virgem de musicais) ao fim do espetáculo, diante dos aplausos do público. O despertar deles acontece em comunhão com a plateia. Que venha a primavera. E depois, que venha ‘Gipsy’.

* Publicada originalmente no Blog Teatropontocom

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Obra-prima em versão imperdível

Por Lionel Fischer

Certamente todos os profissionais dar artes cênicas e estudantes de teatro conhecem o texto “O despertar da primavera”, de Wedekind. Mas é possível que muitos espectadores ainda não tenham tido o privilégio de entrar em contato com esta obra-prima e sobretudo pouco saibam a respeito do dramaturgo. Então, vamos rapidamente situá-lo.

Autor dramático alemão, Frank Wedekind (1864-1918) foi colaborador da revista satírica Simplizissimus, membro do famoso Kabarett, de Munique e ator de grande destaque. Começou sua carreira com dramas sobre os problemas da juventude e seu choque com a moral burguesa. Deste período constam O mundo jovem e O despertar da primavera, esta última uma de suas obras mais importantes, na qual a temática antiburguesa e o simbolismo expressionista se acentuaram em suas obras seguintes (O espírito da terra e a segunda parte de A caixa de Pandora), em que criou o protótipo da mulher fatal. Sua postura cínica de boêmio e moralista antiburguês, sua exaltação do erotismo e sua predileção por personagens marginais (aventureiros, criminosos, prostitutas etc.) impuseram ao dramaturgo constantes problemas com a censura.

Isto posto, voltemos ao essencial: passados 30 anos da estréia no Rio da peça, levada à cena por um jovem e talentoso grupo que ficou conhecido como O Pessoal do Despertar, dirigido por Paulo Reis, a maravilhosa obra de Wedekind volta ao cartaz. Só que, desta vez, na forma de um musical, estreado em 2006 nos Estados Unidos, no circuito OFF-Broadway e que, ainda no mesmo ano, chegou à Broadway e foi consagrado pelo público e pela crítica, recebendo oito prêmios Tony.

Contando com música de Ducan Sheik, texto e letras de Steven Sater, “O despertar da primavera – o musical” chega ao palco do Teatro Villa-Lobos com direção de Charles Möeller, versão das letras e supervisão musical de Claudio Botelho e elenco protagonizado por Malu Rodrigues (Wendla), Pierre Baitelli (Melchior), Rodrigo Pandolfo (Moritz) e Letícia Colin (Ilse), que dividem a cena com Débora Olivieri e Carlos Gregório – que interpretam todos os personagens adultos – e mais Alice Motta, André Loddi, Bruno Sigrist, Danilo Timm, Davi Guilherme, Eline Porto, Estrela Blanco, Felipe de Carolis, Julia Bernat, Laura Lobo, Lua Blanco, Mariah Viamonte, Pedro Sol e Thiago Marinho – estes últimos fazem os companheiros de colégio dos protagonistas.

Contendo personagens otimamente estruturados, diálogos impregnados de dramaticidade e lirismo, e uma narrativa que prende a atenção do espectador desde o início, “O despertar da primavera” é um texto que permanece atualíssmo, já que aborda temas que, infelizmente, nossa sociedade não foi capaz de banir, como alguns citados no impecável e abrangente release que nos foi enviado: o florescer da sexualidade, o incesto, o suicídio e a opressão, tanto no âmbito familar como no escolar e religioso.

E o texto é tão poderoso que, mesmo convertido em musical, conserva intacto seu fascínio e pertinência, cabendo registrar um dado curioso: se por um lado os autores mantiveram a atmosfera da época, por outro criaram músicas contemporâneas, com o objetivo, quem sabe, de através deste contraste reafirmar a atualidade das questões essencais trabalhadas por Wedekind. No entanto, aqui fazemos uma pequena ressalva: se por um lado a maioria das 19 canções estão em sintonia com o contexto, por outro algumas carecem de maior vigor dramático, contribuindo para minimizar um pouco o dilacerante e claustrofóbico universo em que se debatem os personagens. Mas este senão acaba sendo, em grande parte, compensado pela ótima direção musical de Marcelo Castro e pela paixão com que os atores interpretam as músicas, cujas letras, como de hábito, receberam impecáveis versões de Claudio Botelho.

Quanto ao espetáculo, este marca a 22ª incursão de Charles Möeller e Claudio Botelho no gênero musical. E o que ainda pode ser dito a respeito desta extraordinária parceria, que a cada nova empreitada se supera? Aqui, estamos novamente diante de uma montagem absolutamente irrepreensível, que consegue materializar na cena, de forma sensível e criativa, todos os conteúdos propostos pelo autor. E também fazemos absoluta questão de ressaltar o fato de que Möeller e Botelho tiveram a salutar ousadia – exceção feita a Débora Olivieri e Carlos Gregório, profissionais com vasta experiência – de trabalhar com jovens com idades entre 18 e 25 anos, portanto praticamente em início de carreira, deles extraindo atuações irretocáveis, tanto no que se refere aos protagonistas como a todos os demais. Só nos resta, então, desejar que os sempre caprichosos deuses do teatro abençoem esta mais do que oportuna empreitada e a façam permanecer em cartaz por muito tempo.

No complemento da ficha técnica, destacamos com o mesmo entusiasmo o maravilhoso trabalho de todos os profissionais envolvidos nesta imperdível montagem – Alonso Barros (coreografia), Annmarie Milazzo (arranjos vocais), Rogério Falcão (cenário), Marcelo Pies (figurinos) e Paulo César Medeiros (iluminação).

* Publicada originalmente no Blog do Crítico e Professor de Teatro Lionel Fischer

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HIGH SCHOOL MUSICAL DARK

Por Tom Leão (jornalista e crítico de música do Jornal O Globo)

“Há 30 anos eu assisti a uma versao de “O despertar da primavera” feita por uma galera new wave do teatro brasileiro, o Pessoal do Despertar, que incluia Falabella, Maria Padilha, Rosane Goffman, Zezé Polessa e outros. Foi a primeira peça que vi além daquelas mambembes da escola e infantis. Vi na época certa, adolescência. Aquela parada bateu forte em mim. Tava tudo lá – das angústias adolescentes (rebeldia, sexo, depressão, drogas), resumidas num texto escrito em 1891!!!  Caray, que parada vanguarda!  E ainda hoje bate forte. Isso é ser moderno. Fui ver a versão musical da dupla Moeller & Botelho, que estreou no finde, e o que dizer? Espetacular! Não sei onde eles acham atores/cantores tão bons, gente com 15, 16 anos arrebentando geral. É como uma antítese do imbecil High School Musical da Disney. Nem preciso dizer que recomendo sem restrições. Junte uma grana, deixe de ver uns dois ou três filmes, e vá ao teatro Villa-Lobos (Copa) ver. Desperte da letargia…”

* Publicado originalmente no Blog Na Cova do Leão.

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“O DESPERTAR DA PRIMAVERA” inunda o palco do Villa-Lobos com hormônios, repressão e poesia

Por Paulo Netto (Drops Magazine)

“CHARLES MOELLER & CLAUDIO BOTELHO são incansáveis e suas cabeças criativas não páram nunca. Nos últimos meses encantaram multidões cariocas e paulistanas com espetáculos como: “Beatles Num Céu de Diamantes”, “A Noviça Rebelde”, “7 – O Musical”, “Gloriosa”, “Avenida Q”.

O mais novo é uma versão non-replica do musical americano vencedor do Tony Award em 2007. Não seria surpreendente que o novo filhote fosse, mais uma vez, extraordinário. A união do texto do alemão Frank Wedekind, polemicamente escrito em 1891 (e ainda atualíssimo) com canções pop-rock colocaram Nova York em polvorosa há três anos.

Com liberdade criativa para deixar vir à tona sua própria concepção, a dupla conseguiu uma realização ainda mais bonita e impactante que a da Broadway. Na versão brasileira há uma densidade dramática mais consistente e um lirismo mais marcado. O cenário tem mais dinamismo, os tijolos repressores têm um pé-direito gigantesco, enormes e verticais vigas, um sol que se traveste de inúmeras cores e uma lua que mingua e cresce. O desenho de luz é fantástico. Novas e esclarecedoras cenas foram acrescidas. Fotos do elenco descem do teto como se fossem passaportes (e posteriormente, obituário), num momento cenográfico de abundante beleza. Os microfones às mãos dos atores foram espertamente abstraidos, fazendo com que o drama prevaleça ao show de rock.

Desta vez, Botelho demonstra uma maturidade emocionante no trabalho de versão das canções para o português. Esta é possivelmente sua melhor e mais poética transposição de um musical para a nossa língua. A sonoridade das letras, as rimas, a suavidade de algumas canções, tudo relacionado a este trabalho é digno de aplausos. O “purple summer” de Steven Sater e Duncan Sheik torna-se um “verão vermelho”. “Eu serei teu sangue, tu minha cicatriz”, “seu corpo quer falar, é só ouvir”, em “The Word of Your Body” são mais exemplos.

O que mais me impressionou quando vi em 2007 “Spring Awakening” em Nova York foi a garra e a energia quase palpáveis do elenco que vibrava e suava a cada canção. O elenco brasileiro também tem essa paixão, essa força. A testosterona e o estrógeno borbulham no palco, até porque a faixa etária do cast vai dos 14 ao 25 anos.

PIERRE BAITELLI, MALU RODRIGUES e RODRIGO PANDOLFO estão apaixonantes como os protagonistas. Densos dramaticamente, vozes afinadas e a tal da tão comentada “star quality”. Pierre esteve na minissérie da Globo “Capitu”, Malu em “7″ e Pandolfo foi indicado este ano ao Shell pelo trabalho na peça “Cine-Teatro Limite”.

Entre os coadjuvantes do ensemble chamam atenção diferenciada as desenvolturas e vozes da carioca LAURA LOBO, do gaúcho THIAGO AMARAL e do paulistano BRUNO SIGRIST. Seria muito bom ver este último na pele de Moritz numa eventual substituição. FELIPE DE CAROLIS tem desempenho dedicado num dos papéis mais difíceis, o de Ernst, jovem que descobre a homossexualidade e a paixão por um colega de classe. O intuitivo ator executou um interessante trabalho de voz, deixando-a mais aguda nos diálogos.

Mas talvez dentre todo o elenco a mais impressionante tenha sido a fulgurante e belissima LETÍCIA COLIN, no papel de Ilse, uma jovem avant-garde e libertária em pleno final do século 19. A cena em que ela canta “Blue Wind” (Primavera) é das mais emocionantes do espetáculo.

Vale muito a pena ver o antigo e nostálgico Teatro Villa-Lobos inundado pela garra e hormônios deste fotogênico e talentoso elenco. A poesia e o lirismo da versão brasileira saltam aos olhos e palpita o coração da plateia carioca, que aplaude e grita bravo! a cada canção.

Este imperdível musical da dupla mágica Moeller & Botelho é melhor que o original americano. Aqui, os beijos são mais ardentes, os cenários mais vistosos e a dramaturgia mais elaborada. A ousadia é maior nas cenas de sexo e nudez e sim, há um belo e atordoante beijo molhado entre Thiago Amaral e Felipe de Carolis.

A temporada no Rio deve durar até novembro. No início de 2010 será a vez de São Paulo.

Os tabus do sexo, a repressão dos pais, o rigor dos professores e o desabrochar para o erotismo, a gravidez adolescente, o aborto, o incesto, o suicídio, mesmo escritos há quase 120 anos por Wedekind, são temas ainda muito atuais e urgentes para plateias de 8 a 80.

“O DESPERTAR DA PRIMAVERA” é mais um musical arrebatador da dupla, que prepara para os próximos meses as versões brasileiras de “Gipsy” e “Hair”.

* Publicada originalmente no Site Drops Magazine.

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Claudio Botelho e Charles Möeller gostam de desafios. Já se aventuraram a levar ao palco a sua visão de um ícone da dramaturgia musical nacional, como Ópera do Malandro, de Chico Buarque; um outro que traz à cena o cancioneiro dos rapazes de Liverpool (matéria que desperta paixões que nem o futebol) em Beatles Num Céu de Diamantes e, last but not least, criaram um conto de fadas moderno embalado pela sofisticada música de Ed Motta. Desta vez, escolheram o clássico de Frank Wedekind, O Despertar da Primavera. Não se tratava simplesmente de verter para o português a montagem musical norte-americana de Duncan Sheik e Steven Sater , criada em 2006. Mas dar a sua visão para a produção que conquistou oito prêmios Tony. Depois, vencer a expectativa da horda de fãs que tiveram a adolescência marcada pela produção de 1979 do Pessoal do Despertar. Com Miguel Falabella, Maria Padilha, Daniel Dantas, Zezé Polessa, entre outros no elenco, e dirigida por Paulo Reis, a encenação entrou para a história e para a memória de toda uma geração de cariocas.Mais uma vez, a dupla Botelho & Möeller se superou. Este O Despertar da Primavera consegue unir a força do texto do autor alemão com o impacto de uma trilha sonora que só fez conferir ainda mais alma aos adolescentes do drama. É curioso que, mesmo escrita no século XIX, a trama permaneça atual. Mesmo em plena era da informação, questões como aborto, homossexualismo e abuso sexual continuam em pauta e próximos da realidade dos jovens. O cenário, de Rogério Falcão com estruturas metálicas e concreto aparente, aliado à meia-luz de Paulo Cesar Medeiros, cria atmosfera soturna, opressora, que remete, na asfixia, à seqüência em que se entoa o hino rebelde Another Brick in The Wall, em Pink Floyd The Wall, o filme dirigido por Alan Parker em 1982. À frente do elenco, destaca-se Malu Rodrigues como a romântica Wendla. Além do ar angelical que a torna perfeita para o papel, Malu ainda canta lindamente. Pierre Baitelli (Melchior faz com ela bom par romântico e Rodrigo Pandolfo mais uma vez se mostra talentoso, agora na pele do angustiado Moritz. Carlos Gregório e Debora Olivieri cumprem com louvor a tarefa de encarnarem, em diversos papéis, o mundo adulto. Em resumo: um espetáculo impactante, com letras impecáveis de Botelho e ótima direção musical, encenado com garra por um elenco jovem e que também vai fazer história.

* Publicada originalmente no Blog da jornalista, crítica e professora de história do teatro Debora Ghivelder.

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Todo o brilho da juventude

Novo espetáculo de Charles Möeller e Claudio Botelho é um conjunto de acertos

Por: Daniel Schenker Wajnberg

O GRITO SUFOCADO DE LIBERDADE da juventude ecoa forte em O Despertar da Primavera, musical que insere sonoridade contemporânea ao texto de Frank Wedekind, que flagra o processo de desestabilização de adolescentes no fim do século 19.

A mistura contrastante entre antigo e contemporâneo soa atraente aos olhos e ouvidos, com Cláudio Botelho respondendo pela fluente versão das músicas (de Duncan Sheik e Steven Sater) para o português, que exprimem desejos reprimidos pela rígida moralidade das instituições e das famílias. Vale destacar a expressiva utilização da cor tanto na iluminação de Paulo César Medeiros quanto nas estampas dos figurinos femininos de Marcelo Pies, que formam belo conjunto com os padronizados uniformes masculinos.

Na direção, Charles Möeller orquestra o espetáculo com a habitual competência. Os atores evidenciam disciplina. Entretanto, por se tratar de um elenco muito jovem, como pede a própria dramaturgia de Wedekind, não é possível detectar trabalhos de interpretação mais personalizados.

* Publicada originalmente na Revista Istoé Gente – Edição 521 – 07/SET/2009

O Despertar da Primavera no Programa Agenda (Globo News)

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Os diretores Charles Möeller & Claudio Botelho são entrevistados no Programa Agenda (Globo News) sobre ‘ODespertar da Primavera ‘. Gravado em agosto de 2009, no palco do Teatro Villa-Lobos (RJ).

Confira a matéria no vídeo abaixo:

Crítica: “Q” Misturança boa a da “Avenida Q”

agosto 31, 2009 by Site Möeller & Botelho  
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Crítica ‘Avenida Q’

Por: Darson Ribeiro (Entreatro)

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O Despertar: 30 anos depois…

Diretor da histórica montagem de O Despertar da Primavera de 1979, Paulo Reis assiste musical de Möeller & Botelho e revive espírito da época

o-despertar-da-primaveraEm 1979, o ator Paulo Reis, formado no Tablado, foi convidado pelos então iniciantes Miguel Falabella e Maria Padilha para dirigir “O Despertar da Primavera”. Era a primeira vez que se montava a polêmica peça do alemão Frank Wedekind no Brasil.

Nascia ali o grupo “Pessoal do Despertar”, que reuniu nomes como Daniel Dantas,  Zezé Polessa,  Rosane Goffman, Fabio Junqueira, Eduardo Lago, Marília Martins e Paulo Renato Braga, além de Falabella, Maria e Reis.

A histórica montagem de 1979, ensaiada por nove meses, estreou em uma pequena sala da zona norte do Rio de Janeiro. Os nove atores em cena se desdobravam em 27 personagens, sem fazer cortes no texto original.

Em pouco tempo O Despertar virou hit na cidade. A encenação conquistou os críticos mais severos e marcou época.

30 anos depois, o diretor da montagem histórica do Despertar assistiu ao musical dirigido por Möeller & Botelho e, a convite do Site, escreveu suas impressões no artigo abaixo.

paulo-reis-011“Quando fui convidado a dirigir O Despertar da Primavera, eu só tinha 27 anos e jamais dirigira coisa alguma, mas namorava a peça desde meus tempos no Tablado.

Cometi a loucura de aceitar, mas tomando a precaução de me cercar de alguns dos maiores talentos entre os jovens atores da época. Como eu não sabia o que fazer e não tínhamos um tostão, levamos nove meses ensaiando: um parto!

Mas finalmente estreamos, e acabamos ficando quase três anos em cartaz. Foi uma época inesquecível para todos…

Quando recebi o convite para ver a montagem do Despertar de Charles Möeller & Claudio Botelho, aceitei entusiasmado, mas o que vi no Villa-Lobos superou minhas maiores expectativas.

Sob todos os aspectos, o espetáculo do Claudio e do Charles é comovente e impactante como há muito não se vê aqui na cidade.

Foi maravilhoso ver que o texto permanece atual, e que a história narrada ali continua arrebatadora. As duas versões são tão diferentes que nem dá para comparar: algumas coisas são totalmente iguais, e outras radicalmente diferentes, como a canção da Marta, mas a emoção provocada pelo todo ainda é empolgante.

Para mim, então, ver o espetáculo foi uma viagem dupla: a cada cena mostrada, eu recordava a que fizemos tantos anos atrás, vendo o Fabio Junqueira no Pierre, a Maria Padilha na Malu, o Daniel Dantas no Rodrigo, a Zezé Polessa na Letícia, o Miguel Falabella no Thiago, a Marília Martins na Laura, o Eduardo Lago no Felipe, a Rosane Goffman na Julia, e o Paulo Renato Braga no André.

Além disso, a força coletiva de todos juntos é algo fenomenal, de arrepiar qualquer um. Debora Olivieri e Carlos Gregório devem estar muito felizes por participar dessa verdadeira orgia cênica.

No dia 12 de outubro próximo será o trigésimo aniversário da nossa estreia, que propositalmente foi no Dia da Criança, e estamos começando a pensar numa comemoração. Nunca fizemos isso antes, e quero aproveitar o fato de vocês estarem em cartaz. Desde já, estão todos convidados.

Para terminar, só posso agradecer de coração pelo que vocês me proporcionaram na segunda-feira: depois de tanto tempo, outra noite inesquecível com Wedekind.

O Rio de Janeiro está mais belo a partir de agora…”

Paulo Reis. Agosto de 2009.

Vídeo: O Despertar da Primavera – A Magia do Cenário

Nesse vídeo, o cenógrafo Rogério Falcão fala sobre o processo de concepção e montagem do cenário de ‘O Despertar da Primavera‘. O diretor Charles Möeller também participa do vídeo, falando da relação entre direção e cenografia.

Direção e Edição do Vídeo: Edgar Duvivier e Paulo Pessanha.

Vídeo: Estreia VIP de O Despertar da Primavera

Confira alguns depoimentos de personalidades que compareceram à estreia VIP de ‘O Despertar da Primavera’.

Depoimentos do Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; e de artistas como Reynaldo Gianecchini, Alessandra Maestrini, Totia Meireles, Danielle Winits, Toni Garrido, Guilherme Berenguer, Tuca Andrada, Edwin Luisi, entre outros.

O Despertar – Resenhas & Comentários

Leia aqui resenhas publicadas sobre ‘O Despertar da Primavera’

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HIGH SCHOOL MUSICAL DARK

Por Tom Leão (jornalista e crítico de música do Jornal O Globo)

“Ha 30 anos eu assisti a uma versao de “o despertar da primavera” feita por uma galera new wave do teatro brasileiro, o pessoal do despertar, que incluia falabella, maria padilha, bety goffman, zeze polessa e outros. Foi a primeira peça q vi alem daquelas mambembes da escola e infantis. Vi na epoca certa, adolescencia. Aquela parada bateu forte em mim. Tava tudo lá das angustias adolescentes (rebeldia, sexo, depressao, drogas), resumidas num texto escrito em 1890!!! Caray, que parada vanguarda! E ainda hj bate forte. Isso é ser moderno. Fui ver a versao musical da dupla moeller & botelho, que estreou no finde, e o que dizer? Espetacular! Nao sei onde eles acham atores/cantores tao bons, gente com 15, 16 anos arrebentando geral. É como uma antitese do imbecil high school musical da disney. Nem preciso dizer que recomendo sem restrições. Junte uma grana, deixe de ver uns dois ou tres filmes, e vá ao teatro villa-lobos (copa) ver. Desperte da letargia…”

* Publicado originalmente no Blog Na Cova do Leão.

“O DESPERTAR DA PRIMAVERA” inunda o palco do Villa-Lobos com hormônios, repressão e poesia

Por Paulo Netto (Drops Magazine)

“CHARLES MOELLER & CLAUDIO BOTELHO são incansáveis e suas cabeças criativas não páram nunca. Nos últimos meses encantaram multidões cariocas e paulistanas com espetáculos como: “Beatles Num Céu de Diamantes”, “A Noviça Rebelde”, “7 – O Musical”, “Gloriosa”, “Avenida Q”.

O mais novo é uma versão non-replica do musical americano vencedor do Tony Award em 2007. Não seria surpreendente que o novo filhote fosse, mais uma vez, extraordinário. A união do texto do alemão Frank Wedekind, polemicamente escrito em 1891 (e ainda atualíssimo) com canções pop-rock colocaram Nova York em polvorosa há três anos.

Com liberdade criativa para deixar vir à tona sua própria concepção, a dupla conseguiu uma realização ainda mais bonita e impactante que a da Broadway.  Na versão brasileira há uma densidade dramática mais consistente e um lirismo mais marcado. O cenário tem mais dinamismo, os tijolos repressores têm um pé-direito gigantesco, enormes e verticais vigas, um sol que se traveste de inúmeras cores e uma lua que mingua e cresce. O desenho de luz é fantástico. Novas e esclarecedoras cenas foram acrescidas. Fotos do elenco descem do teto como se fossem passaportes (e posteriormente, obituário), num momento cenográfico de abundante beleza. Os microfones às mãos dos atores foram espertamente abstraidos, fazendo com que o drama prevaleça ao show de rock.

Desta vez, Botelho demonstra uma maturidade emocionante no trabalho de versão das canções para o português.  Esta é possivelmente sua melhor e mais poética transposição de um musical para a nossa língua. A sonoridade das letras, as rimas, a suavidade de algumas canções, tudo relacionado a este trabalho é digno de aplausos. O “purple summer” de Steven Sater e Duncan Sheik torna-se um “verão vermelho”.  “Eu serei teu sangue, tu minha cicatriz”, “seu corpo quer falar, é só ouvir”, em “The Word of Your Body” são mais exemplos.

O que mais me impressionou quando vi em 2007 “Spring Awakening” em Nova York foi a garra e a energia quase palpáveis do elenco que vibrava e suava a cada canção.  O elenco brasileiro também tem essa paixão, essa força. A testosterona e o estrógeno borbulham no palco, até porque a faixa etária do cast vai dos 14 ao 25 anos.

PIERRE BAITELLI, MALU RODRIGUES e RODRIGO PANDOLFO estão apaixonantes como os protagonistas. Densos dramaticamente, vozes afinadas e a tal da tão comentada “star quality”.  Pierre esteve na minissérie da Globo “Capitu”, Malu em “7″ e Pandolfo foi indicado este ano ao Shell pelo trabalho na peça “Cine-Teatro Limite”.

Entre os coadjuvantes do ensemble chamam atenção diferenciada as desenvolturas e vozes da carioca LAURA LOBO, do gaúcho THIAGO AMARAL e do paulistano BRUNO SIGRIST. Seria muito bom ver este último na pele de Moritz numa eventual substituição. FELIPE DE CAROLIS tem desempenho dedicado num dos papéis mais difíceis, o de Ernst, jovem que descobre a homossexualidade e a paixão por um colega de classe. O intuitivo ator executou um interessante trabalho de voz, deixando-a mais aguda nos diálogos.

Mas talvez dentre todo o elenco a mais impressionante tenha sido a fulgurante e belissima LETÍCIA COLIN, no papel de Ilse, uma jovem avant-garde e libertária em pleno final do século 19. A cena em que ela canta “Blue Wind” (Primavera) é das mais emocionantes do espetáculo.

Vale muito a pena ver o antigo e nostálgico Teatro Villa-Lobos inundado pela garra e hormônios deste fotogênico e talentoso elenco. A poesia e o lirismo da versão brasileira saltam aos olhos e palpita o coração da plateia carioca, que aplaude e grita bravo! a cada canção.

Este imperdível musical da dupla mágica Moeller & Botelho é melhor que o original americano. Aqui, os beijos são mais ardentes, os cenários mais vistosos e a dramaturgia mais elaborada. A ousadia é maior nas cenas de sexo e nudez e sim, há um belo e atordoante beijo molhado entre Thiago Amaral e Felipe de Carolis.

A temporada no Rio deve durar até novembro. No início de 2010 será a vez de São Paulo.

Os tabus do sexo, a repressão dos pais, o rigor dos professores e o desabrochar para o erotismo, a gravidez adolescente, o aborto, o incesto, o suicídio, mesmo escritos há quase 120 anos por Wedekind,  são temas ainda muito atuais e urgentes para plateias de 8 a 80.

“O DESPERTAR DA PRIMAVERA” é mais um musical arrebatador da dupla, que prepara para os próximos meses as versões brasileiras de “Gipsy” e “Hair”.

* Publicada originalmente no Site Drops Magazine.

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Imprensa destaca estreia VIP de ‘O Despertar da Primavera’

agosto 26, 2009 by Site Möeller & Botelho  
Filed under O Despertar da Primavera

A estreia VIP (para classe artística e convidados ilustres) de ‘O Despertar da Primavera‘ foi destaque em jornais e sites diversos.

Confira as principais notas:

Coluna Gente Boa (O Globo):

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Coluna Ancelmo Gós (O Globo):

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Coluna Heloísa Tolipan (Jornal do Brasil):

(clique nas imagens para ampliá-las)

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Site Lu Lacerda:

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Veja também fotos do elenco de ‘O Despertar’ na estreia VIP publicadas em sites de celebridades:

Primavera… Quanto Tempo Faz…

Classe artística confere estreia de “O Despertar da Primavera”

A estreia VIP (espetáculo para a classe artística e convidados especiais) de ‘O Despertar da Primavera‘ parou a noite de Copacabana nesta segunda-feira.

Do Governador do Rio, Sérgio Cabral, ao ator Reynaldo Gianecchini; de Claudia Jimenez a Carol Castro, todos se emocionaram bastante com a história de Melchior, Wendla, Moritz, Ilse & Cia.

Presentes também vários nomes do teatro musical (Alessandra Maestrini, Kiara Sasso, Raul Veiga, Totia Meireles, Ester Elias, Ada Chaseliov, Danielle Winits, entre outros) e convidados especiais do Site Möeller Botelho: fãs de musicais que sempre prestigiam o site e a comunidade do Despertar, no Orkut.

Quando acabou, fiquei me perguntando o que é que dão para essas crianças para eles serem tão talentosos assim…”, riu a atriz Kelzy Ecard. “É lindo, emocionante. Longa vida e que comemorem cada segundo desse trabalho, que realmente é muito bom“, desejou ela.

Foi a experiência artística que mais mexeu comigo em minha vida inteira“, disse a jovem atriz e cantora Camilla Farias, que chegou a fazer audição para O Despertar e se emocionou muito assistindo o espetáculo ontem. “A minha família é de músicos (Camilla é neta do compositor Vital Farias), mas nunca houve um espetáculo que me tocasse tanto como esse. O elenco estava muito bem preparado, e quando isso acontece, a gente não percebe a técnica. A gente simplesmente embarca e acredita como se fosse real. Só tenho que dar parabéns a todo mundo”.

Eu não sabia nada sobre O Despertar. Nem os vídeos que o Site Möeller Botelho lançou eu vi para não estragar o impacto. Gostei de ver pessoas tão novas com um talento tão grande, que às vezes nem precisam abrir a boca para te causar impacto, e quando abrem, te avassalam. A cena que mais gostei foi o dueto de Letícia Colin e Laura Lobo porque foi muito verdadeira. A emoção delas me tocou muito“, afirmou a professora Fabiana Bastos, que acompanha assiduamente os musicais de Möeller & Botelho.

Fiquei muito impressionada com a qualidade vocal deles. Pessoas que eu já tinha visto em outros trabalhos como a Malu, que é uma cantora, não é mais uma menininha não. Foi muito bom conhecer o trabalho de Letícia, Laura, e dos meninos também. O que é o Pandolfo? “, questionou a bancária Márcia Parenti, também fã de musicais da dupla.

Eles são muito talentosos, a direção é impecável, o cenário é deslumbrante, mas pra mim o que rouba a cena o tempo inteiro é o Pandolfo. Eu só conseguia ter foco nele. Ele é simplesmente um absurdo. A atuação dele é maravilhosa. A cena dele com a Letícia é incrível. O coração disparou. Eu também gostei muito mais da Malu do que a Wendla da Broadway“, disse a estudante Nata Katsivalis, do mesmo grupo fiel aos musicais de M & B.

Ao lado do grupo, a cantriz Germana Guilhermme abraçava e beijava o filho, Davi, enquanto Malu era festejada por Suzana Faini, com quem contracenou em “7 – O Musical”, em São Paulo.

Já Reynaldo Gianecchini dava entrevistas elogiando o Despertar: “É muito bom prestigiar os novos atores, principalmente um grupo tão esforçado como esse. A apresentação foi impecável, estavam todos maravilhosos”, disse o galã.  “A peça foi linda, são jovens atores cheios de talentos e que trabalham firme nesse projeto. Fiquei empolgada e satisfeita com o que assisti lá dentro”, contou Carol Castro aos jornalistas.

É uma responsabilidade muito grande estar aqui hoje cercado por nomes tão consagrados“, disse Pierre Baitelli.

Ao final da apresentação, o elenco participou de um coquetel com os convidados, com direito a muitos abraços, lágrimas e fotos.

Confira alguns momentos dessa noite especial:


Pierre Baitelli mostra os bastidores do Despertar da Primavera

agosto 25, 2009 by Site Möeller & Botelho  
Filed under O Despertar da Primavera

Em matéria exibida no Vídeo Show de hoje, 25, o ator Pierre Baitelli mostra um pouco dos bastidores de “O Despertar da Primavera“.

Confira também os depoimentos de Alessandra Maestrini, Reynaldo Gianecchini e Maria Clara Gueiros:

Entrevista com Kiara Sasso

agosto 24, 2009 by admin  
Filed under A Noviça Rebelde, Entrevistas, Site

Chiara Francesca Perin Di Santolo Sasso, mais conhecida como Kiara Sasso, protagonizando A Noviça Rebelde agora no Teatro Sérgio Cardoso deu uma entrevista exclusiva para o site M&B, que ocorreu em seu camarim enquanto fazia a maquiagem. Confira:
 
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  • E como está sendo este momento em sua carreira?

The Sound of Music é um musical mais famoso de todos os tempos. Vai ter muita gente que já ouviu falar em A Noviça Rebelde mas não ouviu falar em O Fantasma da Ópera por exemplo… O Filme (A Noviça Rebelde) já é conhecido por muitos anos e foi passando em geração em geração, então ele tem um número muito grande de seguidores. E fora que é o papel título né? Pelo menos em português, então nessa eu me dei bem (risos).

  • Falando no papel título, A noviça Maria, o que você mais gosta?

O diferencial dela é que esta história realmente aconteceu, é biográfico… então é muito legal de você pensar nessa força que essa mulher teve em sua vida. Até a força de mudar o caminho de uma família, imagina que ela era uma freira… E mesmo quando tudo estava dando errado e no momento que ela abraçou aquela família como sendo parte dela, foi até o fim enfrentando todos os obstáculos.

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  • Dá pra perceber que você é muito informada, é sempre curiosa assim ou quando você quando soube que iria fazer este papel que foi se interessar?

Eu já conhecia bastante coisa, mas depois eu fui descobrindo mais. Eu gosto de ter todas as informações e acho que tudo ajuda. Até quando o personagem foi interpretado por muitas atrizes vale a pena você ver cada uma fazendo, seja vídeos, trechos, o que for. Porque essa pessoa sempre vai ter alguma ideia boa que vc pode “pescar”, eu acho que tem muitos atores que fazem o personagem de fora pra dentro, eu já gosto de dentro pra fora. Gosto que o movimento esteja lá por algum motivo. Eu não acho que a Maria vai colocar a mão no cabelo só por colocar, entende?

  • E você tem superstição antes de entrar no palco?

Ahhh eu tenho que fazer uma reza antes de começar. Desde quando começa eu já estou na montanha preparada e quando as freiras estão cantando e este é o momento PERFEITO pra fazer uma rezinha, pra proteger a gente durante o espetáculo.

  • Quando você sentiu que virou um referência no teatro musical?

Na verdade eu não senti, só percebi quando alguém falou (risos).

  • Mas não teve aquele momento de estalo que você se viu que não estava mais treinando ou aperfeiçoando sua técnica e sim já integrando vários personagens de grandes montagens?

Eu acho que pelo tamanho da divulgação e da estrutura foi A Bela e a Fera, porque foi um mega-acontecimento. Eu não sei se posso falar que senti que virei a referência, mas no Rio eu já fazia bastante musicais, então as pessoas me conheciam que era uma atriz de musical, mas não é na mesma quantidade que é hoje, os teatros são maiores, o público de São Paulo vai mais ao teatro, as peças ficam mais tempo em cartaz… Então a quantidade de pessoas que vão ver é muito maior. Eu acho que foi A Bela e a Fera mesmo.

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  • Gostaria que você desse alguma dica para aquele que está lendo essa entrevista e que vai ingressar neste meio artístico.

Olha, tudo é aprendizado. Tudo, absolutamente tudo. Até a peça que não coloco no meu curriculo que era péssima e que um dia eu fiz pra quatro pessoas e que essas quatro eram convidadas, até essa peça me valeu de alguma experiência. Estava num palco, estava na frente de pessoas, estava me soltando… Vi também coisas erradas acontecendo ao lado de mim, as vezes é bom aprender o que não deve fazer… Acho que muita gente começa a fazer aula e acha que vai entrar numa grande produção. Algumas pessoas isso vai acontecer mas não é realidade, eu fiz várias peças pequenas e adquiri experiência até chegar numa mega-produção.

  • Você tem alguma inspiração?

Eu tinha inspiração mas nunca imaginei que um dia eu poderia ser igual. Quando eu tinha uns 12 anos e O Fantasma da Ópera estava em cartaz em Los Angeles e morava lá, ia quase todos os meses. E a menina que interpretava a Christine Daae era a Dale Kristien amava ela, achava perfeita. O mais engraçado é que depois quando fui fazer o papel da Christine eu peguei alguns vídeos da internet e vi um dela, e não achei ela tão maravilhosa como achei no início.  Então eu já devo ter aprendido alguma coisa em relação a estar no palco. Mas assim, sempre fui louca por Barbra Streisand, Liza Minelli, sempre achei maravilhosa. E agora no momento uma que estou apaixonada é a Shoshana Bean que foi a Elphaba em Wicked na Broadway. Tudo que vejo da mulher é incrível e o interessante que quando fazemos teatro musical nos ficamos mais “chatos” em certas coisas não somente nas partes bonitas mas nos detalhes.

  • E inspiração com quem você já tenha trabalhado junto?

Tem sim, por exemplo acho a voz da Alessandra Verney linda, eu falo isso pra ela. Eu acho que tem muitas pessoas que tem um crescimento óbvio ao longo do trabalho como o Nando Prado, comparando como ele era no Fantasma e depois no Miss Saigon dá pra perceber que é uma pessoa que corre muito atrás. (Marcos) Tumura ele é maravilhoso, tudo que ele se compromete a fazer ele faz excelentemente bem, é maravilhoso, o (Jonatha) Joba… Tem muita gente que acho muito boa aqui no Brasil, com certeza. Mas se fosse falar um Top seria o Tumura.

  • Como você é fora dos palcos? O que faz nos tempos livres? Fale um pouco de você.

Ah eu gosto de ficar em casa. Sou neurótica com arrumação, bastante neurótica! Eu gosto muito de comprar roupa, sapato, bolsa (risos) eu confesso sou um pouco consumista. Adoro passear no Shopping e eu assisto muito seriado. Adoro seriado! Tem muitos que estão parados mas sempre estou assistindo, baixo também muita coisa na internet. Gosto de cozinhar, mas só de vez em quando, mas gosto muito de comer, de jantar fora em restaurante. É muito difícil ir em balada, talvez se for música pra dançar, mas aquele som de “Pootz, pootz, pootz” não dá! É isso… Hmmm que mais, seilá.

  • Continua, está legal.

(Pensa) Tá bom, bem trash agora! Eu gosto de ficar acordada bem tarde, eu luto contra o meu sono pra procurar entretenimento na internet e na televisão!

  • Então você não gosta de dormir?

Eu ADORO dormir! Mas eu já sei o horário de todos os programas de madrugada!

  • Sempre se fala também de um possível lançamento de disco, ainda existe essa possibilidade?

Olha, eu pretendo sim, mas o mercado fonográfico está muito complicado hoje em dia. Espero que se torne real.

  • Alguma data, previsão?

Ainda não.

  •  

    Bom e para finalizar essa entrevista, gostaria de saber se você pensa quando estiver bem velhinha com seus sete filhos, como você se imagina?

Ahh (risos) eu quero sempre estar nos palcos, sempre! A nossa carreira é muito boa porque não tem uma data de término. Eu acho que sempre terão personagens incríveis aos cinquenta ou setenta anos. Eu acho que não precisamos nos limitar agora porque não é igual a um atleta olímpico ou bailarina. Temos oportunidade de estarmos sempre no auge, sempre trabalhando ou produzindo. Mesmo se estiver bem em condições financeiras, quero sempre fazer alguma coisa.

  • Sempre relacionado a musical?

Sim, gosto de sentir a platéia. Adorei poder ter passeado por dublagem, cinema, tv, teatro… mas o que mais amo e venero é teatro musical.

Galeria de Fotos

Fotos: Denny Naka

Vídeo: Entrevista com Malu Rodrigues (Wendla)

Veja neste vídeo uma entrevista com a atriz e cantora Malu Rodrigues, a Wendla de ‘O Despertar da Primavera‘.

Confira imagens de Malu nos ensaios, bastidores e em cena.

Direção e edição: Edgar Duvivier & Paulo Pessanha.

A estreia do Despertar bombou!

Teatro Villa-Lobos completamente lotado, elenco afiado (e afinado) e muita vibração e emoção do público. Assim foi a estreia de ‘O Despertar da Primavera‘, realizada nesta sexta-feira, 21.

Desde os primeiros números, a plateia se mostrou absolutamente receptiva e calorosa, o que contagiou a todos.

Ao final, muitos, emocionados e ‘em estado de choque’, fizeram questão de abraçar os atores.

“Achei maravilhoso! Superou todas as minhas expectativas. Eu vi na Broadway, mas a versão de Möeller & Botelho está espetacular. Estou emocionada até agora”, disse Talita de Moraes, estudante de teatro musical em São Paulo, que veio ao Rio só para assistir a estreia do ‘Despertar’.

“Saí chorando”, disse a atriz Catarina Abdalla. “É sempre lindo ver jovens tão bons em cena. Adorei”.

Já o ator Sérgio Britto procurava ansioso por Rodrigo Pandolfo e Pierre Baitelli para dar-lhes um abraço. “Maravilhoso. Gostei muito”, afirmou ele. “Pandolfo e o Pierre estão ótimos. São um absurdo”.

As cantrizes Cláudia Raia, Gottsha e Marya Bravo, também emocionadas, fizeram questão de falar com Malu Rodrigues para dar parabéns por sua atuação. Claudia chegou a se ajoelhar aos pés de Claudio Botelho, impressionada com o que viu.

“Foi ótimo ver o resultado, ver tudo pronto após ter acompanhado desde o início. Foi melhor do que eu achava que seria. A Malu tá linda, tá arrasando”, disse Matheus Santos, jovem fã de musicais.

Foi uma bela estreia para este novo espetáculo de Möeller & Botelho que promete ser sucesso absoluto.

Confira as Fotos

Fotos: Leo Ladeira

Saiu na imprensa sobre a estreia de ‘O Despertar da Primavera’

agosto 22, 2009 by Site Möeller & Botelho  
Filed under O Despertar da Primavera

Veja o que a imprensa falou sobre a estreia de ‘O Despertar da Primavera’:

Portal Quem Notícias:

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Site O Fuxico:

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Veja mais fotos da estreia do Despertar que saíram na mídia:

Imprensa destaca estreia de ‘O Despertar da Primavera’

agosto 21, 2009 by Site Möeller & Botelho  
Filed under O Despertar da Primavera

A imprensa destacou hoje em vários segmentos a estreia de ‘O Despertar da Primavera‘.

O Jornal O Globo trouxe matéria no caderno Rio Show, o Jornal do Brasil deu capa à Revista Programa para o Despertar, e o RJ-TV mostrou trechos do musical em sua coluna Agenda.

Confira as matérias:

O Globo – Rio Show:


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Uma juventude transviada

Charles Möeller e Claudio Botelho estreiam ‘O despertar da primavera’ hoje, no Villa-Lobos

Lívia Breves

‘É uma versão totalmente made in Brasil de ‘O despertar da primavera’. De original, só o texto e a música,” explica Charles Möeller, diretor do musical que estreia hoje no Teatro Villa-Lobos, e que fala do universo de um grupo de adolescentes que vivenciam situações de iniciação sexual, incesto e opressão, em cenas fortes de masturbação, homossexualismo, aborto e suicídio.

Baseado numa peça homônima, de 1891, do alemão Frank Wedekind, e levado à Broadway em 2006 por Duncan Sheik e Steven Sater, o musical ganhou, pela primeira vez, autorização para uma montagem não fiel à original. Com o trunfo na mão, Möeller criou, ao lado de Claudio Botelho, um “Despertar” que pouco lembra o assinado por Sheik e Sater.

— Tive total liberdade para a tradução dos textos e as versões das canções. Só não mexi nas partituras e nos arranjos por considerá-los perfeitos — destaca Möeller, que aponta a ausência de microfones aparentes como a maior diferença da versão nacional. — Na Broadway, as músicas são entoadas como um grande show. Os personagens se transformam em ídolos de rock, com o microfone nas mãos. Entendemos as canções como projeções do pensamento dos adolescentes. Em nossa versão, tudo acontece apenas nas cabeças deles.

O elenco é formado por rostos pouco conhecidos. Jovens (ou quase) interpretam jovens, como o casal de protagonistas, Melchior e Wendla, vivido por Pierre Baitelli, de 25 anos, e Malu Rodrigues, de 16.

— Queríamos transmitir o frescor da juventude e lidamos com um grupo que está realmente despertando — explica Charles.

Jornal do Brasil – Revista Programa:

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O Dia:

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Jornal do Commércio:

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RJ-TV (TV Globo):

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Villa-Lobos recebe novo espetáculo que aborda o universo da juventude

Bastidores do Ensaio Geral – 20/08

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parte do grupo sorteado pelo Site Möeller Botelho no saguão do teatro

Nessa quinta-feira, 20, foi realizado o ensaio geral de ‘O Despertar da Primavera‘, com uma plateia animada e calorosa. Convidados como Caetano Veloso, Adriana Esteves, Vladimir Brichta, Antonio Cícero, Eliana Pittman e a produtora de elenco Marcela Altberg prestigiaram o elenco jovem do espetáculo de Möeller & Botelho.

Também presentes vários nomes do teatro musical brasileiro: Alessandra Verney, Solange Badim, Janaina Azevedo, Kacau Gomes, Betto Serrador, Cristiano Penna, Rodrigo Cirne, Tatih Köhler, Délia Fischer, Marcel Octávio, Beth Lamas, Stein Jr, Jonas Hammar, entre outros.

E, finalmente, um grupo que fez a diferença: convidados do Site Möeller Botelho. Fãs de musicais e da dupla que prestigiam o site diariamente, e que foram sorteados para assistir a pre-estreia. Ao final, felizes e emocionados, todos quiseram tirar fotos com os atores do Despertar.

Galeria de Fotos

Fotos: Leo Ladeira

O Globo online: Making of do musical ‘O despertar da primavera’ esquenta o clima de estreia

O Globo online destacou hoje, no hotsite do Rio Show, os ‘making of ‘que Edgar Duvivier & Paulo Pessanha têm produzido sobre ‘O Despertar da Primavera’.

Foto: Leonardo Aversa.

Leia a matéria na íntegra aqui.

Bastidores do Ensaio Aberto – 19/08

agosto 20, 2009 by Site Möeller & Botelho  
Filed under O Despertar da Primavera

O segundo ensaio aberto de ‘O Despertar da Primavera‘, na noite desta quarta-feira, 18,  reuniu não familiares e amigos como no primeiro ensaio, mas basicamente convidados da produção e dos patrocinadores. Foi um teste para o elenco, que se saiu muito bem – tecnicamente o espetáculo foi perfeito.

Ao final do ensaio geral, alguns amigos e familiares fizeram questão de esperar a saída dos atores, como a atriz Maria Gladys, amiga de Debora Olivieri, que adorou o elenco jovem e destacou a atuação de Carlos Gregório nos inúmeros papéis que ele interpreta. O ator Leo Wainer, do elenco de ‘A Noviça Rebelde’,  ficou feliz com o resultado e emocionado ao rever seus antigos colegas Malu Rodrigues, Julia Bernat, Estrela Blanco e Davi Guilhermme. Já a mãe de Rodrigo Pandolfo corujou bastante o filho e tirou fotos com ele na frente do painel na fachada do Villa-Lobos.

Confira as fotos exclusivas do ensaio aberto desta quarta-feira

Sem medo de ser sexy

agosto 19, 2009 by Site Möeller & Botelho  
Filed under O Despertar da Primavera

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Ninfeta na TV e no cinema, Letícia Colin vive em musical jovem que assume ter prazer sexual em pleno século 19

POR GUILHERME SCARPA – O Dia – 19/08/09

Rio – Despida de tudo e muito à vontade. Letícia Colin é uma atriz envolvida por intensidades. Fora a beleza estonteante, a presença magnética e a respiração precisa — que fizeram a dupla Charles Möeller e Claudio Botelho não ter dúvidas quanto a sua escalação para o musical ‘O Despertar da Primavera’ —, ela não tem o menor pudor quando se trata de arte. E mostra isso na estreia desta sexta no Teatro Villa-Lobos.

“Não me interessa a ‘Playboy’ ou um ensaio sensual. Mas, se a personagem pede, eu faço”, conta Letícia, de 19 anos, que aparece nua na refilmagem de ‘Bonitinha, Mas Ordinária’, de Moacyr Góes — com estreia prevista para o fim do ano —, como Maria Cecília, papel que coube a Lucélia Santos em 1981. “O corpo é um instrumento. Não posso poupá-lo”, diz ela, que filmou cena na qual é estuprada por cinco homens. “Fiz sem pensar muito. Estava louca para fazer um texto de Nelson Rodrigues”, diz.

Como a Ilse de ‘O Despertar da Primavera’, Letícia encarna mais uma personagem erotizada, agora dentro do universo ‘teen’ do musical. “Tenho receio de ficar ligada ao sexo. Mas interpreto a primeira mulher que assumiu ter prazer sexual na Alemanha do fim do século 19. É muito legal”, revela. O texto original de Frank Wedekind foi proibido na época devido a temas como homossexualidade, prostituição, incesto e suicídio, mantidos na adaptação de Möeller e Botelho. “Depois de um século, continua tudo igual. Queremos puxar o tapete do nosso público”, diz Möeller, que montou ‘Avenida Q’ e ‘A Noviça Rebelde’ com Botelho, entre tantos outros musicais.

Para Letícia, tocar nesses temas é essencial. “A Ilse foi estuprada pelo pai e não se calou. Foi expulsa de casa e virou libertina”, conta a atriz, que tem o apoio da família. “Eles me ensinaram a ter determinação”, diz ela, que depois de passar por ‘Malhação’ (Globo) e ‘Floribella’ (Band), fez ‘Chamas da Vida’, naRecord, e fechou contrato de cinco anos com a emissora: “Sempre parece a primeira vez”.

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