Alessandra Verney: Uma Artista Sem Fronteiras
maio 30, 2009 by Leo
Filed under 7 - O Musical, Entrevistas
Em “7 – O Musical”, ela entra em cena já com 30 minutos de peça iniciada. Surge no escuro, no alto de uma escada. A cara branca, o cabelo preto e a boca vermelha desenhada no meio do rosto… assim é descrita Bianca, a antagonista de Amélia (Alessandra Maestrini), no mais autoral espetáculo da dupla Charles Möeller & Claudio Botelho.
Foto: Paulo Ruy Barbosa
A personagem, que teria tudo para vir a ser mais uma “vilã femme-fatale”, é defendida por sua intérprete, Alessandra Verney, que a vê como alguém que também foi iludida, tal qual Amélia.
Trancafiada em um subúrbio carioca, o sonho de Bianca é conhecer o mar. Já o de Alessandra Verney é continuar cruzando oceanos – Nascida no interior do Rio Grande do Sul, ela mora hoje no Rio e quando encontra uma brecha, tem zarpado para fazer shows na Grécia – por onde está tentando conquistar um lugar ao sol também na Europa.
Às vésperas do encerramento da temporada paulista de “7” (onde canta duas belas canções: “Se Essa Rua” e “Ele Vai Voltar”), Alessandra Verney conversou com o Site Möeller Botelho sobre sua personagem, sobre seus trabalhos com a dupla e sua experiência como atriz e cantora.
Conheça mais um pouco dessa artista sem fronteiras
Foto: Chico Lima
A sua personagem no musical, Bianca, é a antagonista de Amélia (Alessandra Maestrini) e tem um perfil complexo. Você a vê como uma vilã ou uma vítima?
Vejo a Bianca como alguém que apostou em algo que acreditava e as coisas não corresponderam da forma como ela esperava. Consequentemente, virou uma mulher aprisionada – assim como a princesa que se encontra no alto da torre. Só que em vez de aceitar essa situação, ela externaliza a sua insatisfação e resolve se arriscar. Carmem dos Baralhos surge como o canal para essa “fuga”, mas o tiro sai pela culatra… Herculano e Bianca se envolveram, ela engravidou e então fugiram juntos – a situação ficou fora de controle; ele prometeu várias coisas, mas não as cumpriu. Na visão de Amélia, Bianca aparece como uma espécie de “vilã femme-fatale”, a mulher que “roubou” seu marido; porém, no decorrer da história, fica claro que não é bem assim, que existem os dois lados da moeda. Bianca também foi iludida… Na sua cabeça, sente-se constantemente perseguida por Amélia. Além disso, carrega muita culpa: culpa de ficar com o Herculano, culpa de ser bonita, culpa de não saber ser mãe… Não a vejo como vítima e nem como vilã.
“7” teve uma interrupção entre as temporadas de 2007, e as de 2008/2009. Os diretores alteraram várias coisas da peça neste intervalo. O que mudou para você da primeira para estas duas temporadas (Rio/2008 e São Paulo/2009?
Houve um afastamento da peca de quase um ano entre essas duas temporadas (2007 e 2008). Durante esse período vivi novas experiências, fiz outros trabalhos e isso fez com que, naturalmente, tanto a bagagem pessoal como emocional fossem ampliadas. Ao voltar o foco novamente para o “7″ – após os “breaks” - foi como nascer de novo, mas já sabendo o que eu queria e possuindo um caminho traçado, tendo uma nova oportunidade de acrescentar ou de modificar alguns pontos para manter a personagem vivo e em constante evolução. Vejo a força da Bianca na vulnerabilidade. Isso ficou cada vez mais claro à medida que fazia mais e mais o espetáculo.
Foto: Tina Salles
E o que representa para você estar em “7”, com esse enredo, esse elenco, esse compositor (Ed Motta), essas músicas?
Eu sou muito feliz fazendo esse trabalho, realmente acredito nele e tenho muito orgulho fazer parte desde o comecinho. Precisamos musicais originais no Brasil, que busquem qualidade. Desde a primeira vez que o Charles Moeller me falou que estava escrevendo essa história e que teria músicas de Ed Motta e letras do Claudio Botelho, achei incrível, pois era algo ousado e, sobretudo, original. É fascinante estar num musical que vai sendo artesanalmente montado peça por peça, onde você vai acompanhando o nascimento dos personagens, das canções, onde você será o primeiro criador e a primeira voz daquele personagem. É uma sensação única e não tem preço.
Além de “7”, você já trabalhou em outros cinco musicais de Charles Möeller & Claudio Botelho. Gostaria que você recordasse um pouco como foi participar desses espetáculos
Adorei ter feito todos os espetáculos, cada um foi especial de um jeito, sempre com novas descobertas e “upgrades”. A começar pelo repertório e os compositores de cada um… Um luxo. São várias lembranças de todos! Tenho um carinho muito especial por “Cole Porter”, principalmente a primeira temporada no Teatro Arena, que coroou uma retomada do Teatro Musical no Rio, foi uma grande vitrine e era uma delícia de se fazer, muito envolvente. Cristal Bacharach era divertidíssimo – em cena e na coxia. “Tudo é Jazz!” ficou pouco tempo em cartaz, mas foi muito marcante; era ótimo estar no palco com um elenco tão talentoso, com grande química vocal e cênica, a orquestra era um show à parte. “Ópera do Malandro em Concerto” também foi muito prazeroso, não só pelo elenco, mas pela forma que o espetáculo foi alinhavado, um tiro certo no coração da plateia.
foto: Chico Lima
Hoje Charles Möeller & Claudio Botelho são reconhecidos como os grandes nomes do teatro musical brasileiro contemporâneo. Mas você começou a trabalhar com eles lá atrás, quando eles ainda estavam começando. Como é fazer parte dessa história?
Meu primeiro musical já foi com a dupla, “O Abre Alas”. Eu nunca havia feito teatro e de repente me vi num elenco enorme, num universo totalmente novo pra mim, pois até então eu só trabalhava como cantora e tinha uma carreira no RS, estava há pouco no Rio de Janeiro em busca de um novo espaço profissional. Charles e Claudio me receberam com muito carinho e respeito, o que me fez ir ganhando segurança naquela “nova empreitada” em minha vida. Foi um grande presente, no momento certo. Sou muito grata que eles tenham visto em mim potencial para o gênero, por terem apostado em mim. Isso me moveu para procurar dar o meu melhor sempre, estudar, me aperfeiçoar – como atriz e como cantora. É interessante olhar para trás e ver o quanto a dupla cresceu, conquistou seu espaço e certamente foi porque eles sempre souberam onde gostariam de chegar, com determinação e acreditando na sua verdade e no seu sonho.
Você imaginava fazer teatro musical um dia? Estava dentro dos seus planos no comecinho de sua carreira?
Desde pequena sempre fui cinéfila e consequentemente adorava os musicais de cinema; queria ser atriz, mas não tinha noção de que um dia poderia vir a ser atriz e cantora, achava que tinha que optar entre uma carreira e outra. Muito sinceramente, querer ser artista já era uma realidade muito distante da que eu vivia… (risos), mas era o meu sonho. O teatro musical em si era uma realidade mais distante ainda, até porque esse mercado era muito pequeno no Brasil. Evoluiu muito rápido nos últimos anos e espero que continue crescendo.
Foto: André Wanderley
O que representa para você ser cantora e atriz?
Penso que tanto o cantar como o atuar são canais únicos de comunicação do ser humano e para com o ser humano; portanto, me sinto privilegiada ao poder fazer disso minha profissão, apesar de toda a instabilidade da mesma. Ter vocação é indispensável. Sou muito feliz de viver do que amo e amar o que faço. Além disso, é uma profissão sem fronteiras, o que é fascinante, basta ter – e criar – oportunidades para ser um artista do seu país e “do mundo” .
“7″ termina a temporada amanhã, 31 de maio. Já está com saudades de Bianca e de todo o espetáculo?
Nem me fale… O coração já está apertado. É um trabalho tão especial, com um elenco e equipe tão especiais… Independente de estarmos chegando ao fim de uma história ou ao fim de mais um capítulo, despedir-se de algo que se gosta muito, sempre é difícil. Tivemos uma receptividade incrível aqui em São Paulo, plateias calorosas e envolvidas com o espetáculo. Foi maravilhoso o “7″ ter vindo pra cá. Vai deixar saudades sim, muitas… Porém, com gostinho de “quero mais” – para nós e para o público, com certeza.
Alessandra Verney em 4 tempos:
Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava
Cristal Bacharach
Tudo é Jazz!
Ópera do Malandro em Concerto
Crédito foto Cole Porter: Guga Melgar.
Marília Pêra leva ”Gloriosa” a São Paulo
“Gloriosa”, espetáculo dirigido por Charles Möeller & Claudio Botelho, estreia dia 5 de junho no Teatro Procópio Ferreira
Marília Pêra interpreta uma cantora lírica que desafinava terrivelmente durante suas apresentações em “Gloriosa”, espetáculo que estreia dia 5 de junho no Teatro Procópio Ferreira (Rua Augusta 2823 – Tel.: 11-4003-1212).
A personagem retratada no espetáculo é Florence Foster Jenkins, celebridade que se tornou motivo de piadas nos anos 40 por apresentar a pior interpretação possível de canções compostas por Mozart, Verdi e Strauss. Apesar da fama de péssima cantora, Florence lotava todas as sessões em que se apresentava.
Nesta sexta-feira (29), Marília participou da coletiva de imprensa no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, para apresentar a peça. Também estiveram lá os atores Eduardo Galvão e Guida Vianna.
“A composição desta personagem foi extremamente difícil para mim porque passei a minha vida inteira aprendendo a cantar e me aprimorando. De repente, tenho que fazer justamente o contrário, desafinar. Foi uma verdadeira desconstrução da minha voz. E, além disso, há uma transição no final do espetáculo, quando eu canto, finalmente de forma correta, a Ave Maria. Vou de um extremo ao outro”, disse Marília Pêra, sobre sua personagem.
A temporada de “Gloriosa” em São Paulo vai até o dia 2 de agosto com sessões às quintas e sábados, às 21h, nas sextas, às 21h30, e nos domingos, às 18h. Os ingressos custam de R$ 70 a R$ 80.
Marília Pêra: “Consigo, no máximo, cantar direitinho”
maio 30, 2009 by Leo
Filed under Fique Ligado, Gloriosa
Ao interpretar as cantoras Dalva de Oliveira, Carmen Miranda e Maria Callas, Marília Pêra chegou a perder o sono em busca de notas perfeitas. Agora, a atriz de 66 anos precisa desafinar em cena. Ela vive a americana Florence Foster Jenkins (1868-1944), que, sem nenhum talento lírico, decidiu enveredar pelo mundo da ópera. Essa é a história tratada em Gloriosa, comédia musical do inglês Peter Quilter, dirigida por Charles Möeller e Claudio Botelho, que estreia na sexta (5)
Como é abrir mão de cantar bem para desafinar?
Eu não canto bem! Tento, tento. Consigo, no máximo, cantar direitinho. É um esforço de três décadas de aulas. E, de repente, o que importa agora é o contrário disso. Em três meses de ensaios, aprendi todas as árias corretamente para depois emitir as notas erradas.
Já conhecia Florence Foster Jenkins?
Há quatro anos, um produtor me falou do texto. Depois, um amigo me deu de presente um CD dela. Achei engraçado, mas fiquei com pena. Dá para sentir o esforço imenso que essa mulher fazia, sobretudo ao tentar os tons graves, já que sua voz era muito aguda. Florence tinha uma coragem que a tornava encantadora.
Acredita que a obstinação possa superar o talento e consagrar um artista?
Acredito. Talento é algo subjetivo. Pode ser uma disposição para um salto no escuro que nem todas as pessoas têm. O público acaba reconhecendo os méritos do artista.
Você se lembra de algum personagem que concretizou na base da obstinação?
A Florence é um deles. Fico me vigiando diariamente. Volta e meia, os diretores me alertam: “Marília, você está afinada de novo. Não pode!”. Mas nunca houve um desafio tão grande quanto o de viver Maria Callas em Master Class (1996). Ali, eu não podia apenas fazer bem. Era desafiada pela perfeição e precisava corresponder à altura.
Serviço
Gloriosa (105min). 12 anos. Teatro Procópio Ferreira (670 lugares). Rua Augusta, 2823, Jardim Paulista, 3083-4475. Quinta e sábado, 21h; sexta, 21h30; domingo, 18h. R$ 70,00 (qui.); R$ 80,00 (sex. e dom.); e R$ 90,00 (sáb.). Bilheteria: 14h/19h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). Cc.: M e V. Cd.: R e V. IR. Até 2 de agosto.
Estreia prometida para sexta (5).
Fonte: Veja São Paulo – 03.06.2009
‘Gypsy’, um desafio para Botelho e Möeller
Dupla brasileira promove em janeiro, no Rio, a estreia do musical, cuja primeira montagem completa 50 anos
Há 50 anos, estreava na Broadway um dos melhores musicais já produzidos no país dos musicais. Título: “Gypsy”. Subtítulo: “A musical fable”. Volta e meia remontado por lá, numa prova de que resiste ao tempo e às modas, é o mesmo em que a dupla Cláudio Botelho & Charles Möeller está trabalhando para estrear em janeiro nos palcos brasileiros, talvez no Teatro Casa Grande, talvez no João Caetano.
Perfeita integração de drama (texto de Arthur Laurents), canto (música de Jule Styne e letras de Stephen Sondheim) e dança (coreografia de Jerome Robbins), “Gypsy” é, também, um desafio aos realizadores de outras épocas e lugares, mesmo que tenham a experiência de Botelho e Möeller. Desafio, sobretudo, pelo enredo muito centrado no show-business americano de entre as duas guerras, passado em dois ambientes teatrais estranhos ao público brasileiro como são o vaudeville e o burlesco. Desafio, ainda, por depender muito de uma superatrizcantora para viver uma das mais complexas personagens já vistas num musical, além dos excelentes dançarinos, de duas faixas de idade, para cumprir o que o coreógrafo, também diretor, criou para ajudar a contar a história.
— Quanto à dança, não temos por que nos preocupar — diz Claudio Botelho. — Depois de nossa experiência em “Sweet Charity”, coreografia de Bob Fosse, estamos convencidos de que temos bailarinos à altura de qualquer espetáculo.
Totia Meirelles e Adriana Garambone estão no elenco
Menos preocupação tem ele quanto ao fato de a história e o ambiente partirem de uma realidade americana. Afinal, “Company”, sobre a classe média nova-iorquina dos anos 1970, foi compreendido por todos: um sucesso. A superatrizcantora já está escolhida: Totia Meirelles. Musicais anteriores em que ela brilhou (inclusive o citado “Company”) a credenciam a ser a Mame Rose de “Gypsy”, sendo que ela é uma das sócias do projeto.
— Totia e Adriana Garambone, esta como Louise, a filha de Rose que vai se tornar a famosa stripper, são as únicas já definidas no elenco — informa Botelho. — Os outros atores, 28 ao todo, incluindo as crianças e os bailarinos, serão selecionados em testes que vão começar no fim de setembro. Exatamente como fizemos para “A noviça rebelde”.
A stripper em questão é Gypsy Rose Lee, cujos números fizeram história no teatro burlesco da década de 1930. Embora seja grande personagem — três casamentos, vários romances com gente famosa, alguns escândalos, um filho com o diretor de cinema Otto Preminger, filmes, romances publicados, respeito e admiração de intelectuais como H. L. Mencken, Picasso, Miró, Chagall e participação ativa no apoio à Guerra Civil Espanhola —, não é em torno dela que se constrói a trama de “Gypsy”.
Foi o grande Arthur Laurents que, convocado pelo produtor David Merrick para escrever um musical baseado nas memórias de Rose Lee, lançadas em 1957, percebeu que Mame Rose e sua determinação em transformar as filhas June e Louise em estrelas do vaudeville (teatro de variedades, itinerante, pobre em tudo, a não ser como possível ponto de partida para futura carreira na Broadway) é que forneciam a matériaprima para um excelente musical.
Merrick concordou e, por sugestão de Laurents, contratou Sondheim para escrever música e letra. Ao mesmo tempo, a veterana Ethel Merman, monstro sagrado entre as superestrelas da Broadway, fez questão absoluta de ser a Mame Rose imaginada por Laurents. Ambos, produtor e autor, vibraram com a adesão de Merman. Quem não vibrou foi Sondheim: “Não quero trabalhar novamente com compositor desconhecido”, disse Merman, lembrando o fracasso de seu musical anterior, “Happy hunting”.
Críticos chamaram a peça de obra-prima em 1959
Até então, o único trabalho de Sondheim para o teatro tinham sido as letras de “West Side story”. A decisão da estrela quase o fez pular fora, mas, convencido por seu mentor, Oscar HammersteinII, Sondheim, que sonhava ser o notável compositor-letrista que realmente seria, aceitou escrever as letras para músicas de outro gênio, Jule Styne.
“Gypsy”, o resultado de toda essa história, foi dos raros musicais a obter unânimes críticas positivas quando de sua estreia. Positivas, só, não, pois nenhuma delas lhe negou a condição de obra-prima. Se ficou menos de três anos em cartaz, é porque Merman saiu ao fim do segundo. Não muito depois, o musical virou filmes, um de cinema (com Rosalind Russel) e outro na TV (Bette Middler). Nos revivals que se seguiram, a presença de uma superatriz-cantora sempre foi o diferencial. Tiny Daly e Linda Lavin, por exemplo, não deram certo. Angela Lansbury saiu-se melhor. E Patti LuPone, da vitoriosa produção recente na Broadway, foi a Mame Rose que Claudio Botelho quer ver retomada por Totia.
Gypsy Rose Lee, a Louise da história, morreu em 1970. Sua irmã June, com o nome artístico de June Havoc, teve algum êxito no cinema. Mame Rose morreu três anos antes de publicada a autobiografia da filha mais famosa (ela, que apostava mais na carreira de June). Teve um turbulento fim de vida, administrando um prostíbulo de lésbicas em Nova York e sendo suspeita de ter matado o amante a tiros. Segundo o filho, Erik Preminger, Mame Rose foi mais do que suspeita, apesar da versão oficial de suicídio.
Fonte: O Globo – 29/05/09.
Avenida Q no Vídeo Show
André Marques, apresentador do Vídeo Show, conversou com os personagens da “Avenida Q“, Princeton (André Dias), Kate Monstra (Sabrina Korgut), que invadiram o Projac, junto com o ator Renato Rabello. “Somos artistas internacionais”, diz Kate.
Matéria exibida em 27/05/09
Tudo novo no Site MöellerBotelho
maio 26, 2009 by admin
Filed under Möeller & Botelho
Tudo novo no Site MöellerBotelho.
Está no ar o novo Site Möeller & Botelho, substituindo o modelo antigo. E não foi apenas o design que mudou, mas também o sistema de notícias e dados, que foram totalmente substituídos por um modelo mais moderno e ágil.
Confira o que há de novo:
- Sistema de Busca mais integrado e fácil
- Notícias em categorias
- Navegação mais facilitada
- Mais interatividade com os navegantes
E ainda é só o começo! O site terá outras novidades que garantirá para os navegantes sempre mais informações e mais conteúdo com relação à dupla Charles Möeller e Claudio Botelho!
Temporada de “7″ termina neste domingo
maio 26, 2009 by admin
Filed under 7 - O Musical
A temporada paulista de “7 – O Musical” se encerra neste domingo, 31 de maio.
O espetáculo está em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso (Rua Rui Barbosa, 153)
6.ª, 21h30; sáb., 21h; dom., 18h.
Pierre Baitelli: Pronto para o Despertar da Primavera
maio 23, 2009 by admin
Filed under Entrevistas, O Despertar da Primavera
Entrevista para Leo Ladeira (Site Möeller & Botelho)
Pierre Baitelli fala sobre Melchior, seu personagem em “O Despertar da Primavera”

Ele foi a grande revelação da minissérie “Capitu” (TV Globo), dirigida por Luiz Fernando Carvalho no ano passado. Na obra, baseada em “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, Pierre interpretou Escobar, um dos vértices (ao lado de Bentinho e Capitu) do mais famoso triângulo da literatura brasileira.
Aos 25 anos, o ator, cantor e modelo Pierre Baitelli se prepara agora para um novo desafio: viver Melchior, o protagonista do musical “O Despertar da Primavera” (Spring Awakening), com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho, com estreia marcada para 21 de agosto, no Teatro Villa-Lobos (RJ).
Pierre falou para o Site Möeller & Botelho sobre suas expectativas em relação ao espetáculo e contou um pouco de sua trajetória.
Confira a entrevista a Leo Ladeira:

Como começou a sua carreira?
Estudo teatro desde os oito anos. Com 15 vim de Petrópolis para o Rio me profissionalizar. As pessoas importantes na minha formação foram Antonio Amâncio com quem estudei na Cal e em sua escola, o Artcênicas; Marilena Bibas e Monah Delacy. Sou formado em Artes Cênicas pela UniverCidade.
Você sempre cantou?
Sempre gostei de cantar. Comecei em um coral quando fazia intercâmbio em uma high school nos Estados Unidos e, na volta ao Brasil, iniciei aulas de canto. Mais recentemente dei inicio ao estudo da técnica vocal propriamente, com Daniela Calazans e Ester Elias. Na área de musicais, atuei, profissionalmente, em “Um dia um Sol” de Deolindo Checucci, dirigido por Maria Nattari, e não profissionalmente em “Into the Woods”, do Sondheim, no Ohio State High School Theatre. Meu verdadeiro aperfeiçoamento e escola começam agora, com Charles, Cláudio e Ester.
Que musicais você curte?
Meu conhecimento de musicais não é muito vasto. Em temporada nos Estados Unidos gostei da maioria dos que pude assistir. Dentre eles Cabaret, Aida O musical, Into the Woods, Les Misérables, Joseph and the Amazing Technicolor Dreamcoat e O Fantasma da Ópera. Aqui gostei muito de Sete, Noviça Rebelde, Avenida Q, Gloriosa e Gota D’Água. Fora os espetáculos musicais, sou fascinado por Cole Porter e Chet Baker.
Qual está sendo sua expectativa de trabalhar com Möeller & Botelho pela primeira vez?
As melhores possíveis. Tenho pouca experiência em musicais e a possibilidade de ser dirigido por eles me deixa menos ansioso e naturalmente mais empolgado. Tenho grande admiração pelo olhar, cuidado, talento e experiência dos dois. Sinto-me extremamente honrado em fazer parte do projeto e entro nele com total dedicação e disciplina. Será um privilégio trabalhar com eles!
E que tal ser protagonista diante desse elenco tão jovem?
Acredito que vai ser extremante divertido estar em cena com todos eles. Conheço poucos, mas já ouvi dizer que todos são excelentes atores e cantores. Estou muito ansioso em conhecê-los! Uma grande honra será dividir cena com os também protagonistas deste espetáculo, Rodrigo Pandolfo, meu grandessíssimo amigo, e Malu Rodrigues (na foto acima com ele), tão jovem e talentosa! Vai ser um privilégio e uma delícia trocar com toda essa turma! Tenho certeza que vou aprender muito com cada um deles!
O que acha de seu personagem, Melchior, e do espetáculo em si? Pronto para o mergulho?
Gosto muito do personagem. Ele seria talvez o único adolescente na peça que não cede à pressão e às regras impostas pelas figuras de autoridade que o cercam. Está constantemente questionando tudo que se apresenta a ele. É um garoto inteligente, está sempre fazendo anotações em seu caderno, criando teorias e teses para tudo. Ao mesmo tempo é também muito sensível e acaba se envolvendo em alguns problemas. Me emociona muito a relação que ele tem com as personagens Wendla e seu melhor amigo, Moritz.
Meu primeiro contato com a peça original foi aos 15 anos e sou apaixonado por ela. De fato é densa, entretanto vem carregada também de leveza e uma medida certa de comicidade. É uma peça que pode ser um pouco chocante para alguns, mas acredito que este possível choque venha no momento em que o público realiza que as questões que a peça trata são as que realmente acontecem na vida real.
O que pra mim é brilhante neste texto é que ele se passa originalmente na Alemanha de 1891, mas se apresenta de forma absolutamente atemporal. Os problemas e questionamentos pelos quais os adolescentes passam são os mesmos de hoje em dia, em qualquer lugar. Aí me pergunto, por que nós em pleno século XXI, ainda passamos por tudo isso? Por que enfrentamos os mesmos preconceitos, os mesmos tabus e socialmente a mesma comunicação deficiente? Acredito que este é um espetáculo que tem a capacidade de servir como um estopim para a abertura de um diálogo franco e sensível entre todas as gerações.
O musical é eletrizante, as músicas são belíssimas e têm uma pegada jovem e muito atual. Acredito que será um evento e tanto.
Currículo
Teatro:
“fiz os espetáculos “Felizes para Sempre”, premiado no festival Universitário do SESC – rio em 2007 e participante das Mostras teatrais do Cariri e de Fortaleza em 2008; “Valentin”, dirigido por Ana Aschar em 2007; “Cânticos Infernais”, baseado na vida de Arthur Rimbaud, dirigido por mim em 2006; “O Viajante da Terra”, dirigido por Marilena Bibas; “Coroa de Orquídeas” e “Epaminondas”, com os quais participei do Riocenacontemporânea em 2005; “The Fith Sun”, de Nicolas A. Patricca na “Ohio State Theatre Competition” nos Estados Unidos, recebendo premiação de Melhor Ator Dramático pelo “Peoples Choice Awards”; “Um dia um Sol”, de Deolindo Checucci, dirigido de Maria Nattari, e “Into The Woods”, de Steven Sondheim, dirigido por David Wimmer, no Ohio State North High School Treatre”.
TV:
“Fiz a minissérie “Capitu”, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, interpretando o personagem Escobar, indicado a Ator Revelação de 2009 na 11ª Edição do Premio de TV Contigo. Fiz pequenas participações em outras novelas”.
Cinema:
“Atuei em filmes de curta-metragem “Ensaio”, de Paulo Camacho; “Resumo”, de Frederico Cardoso e “Licor de Arbusto”, de Rafael Prata Duarte. Atualmente me preparo para filmar dois longa metragens”.
“Avenida Q” em foco na Revista Luz & Cena
Luz, Cenários e Figurinos de “Avenida Q”
Revista Luz & Cena | Nº 118 | Maio 2009
A Revista Luz & Cena, a mais conceituada publicação nas áreas de Iluminação, Arquitetura e Cenografia do país, dedicou sua mais recente edição ao musical “Avenida Q“, em cartaz no Teatro Clara Nunes (RJ).
A matéria traz interessantes e ilustrativas entrevistas com os profissionais que atuaram em “Avenida Q”.
O cenógrafo Rogério Falcão dá detalhes de elementos do cenário, como a arquitetura dos subúrbios de Nova York, o prédio do Empire State, os grafites nos muros laterais, as escadas cenográficas, entre outros.
O designer de luz Paulo César Medeiros fala sobre o uso de cores e gobos e a ideia de fugir da luz realista, deixando o espetáculo em um plano de sonho teatral, onde tudo é possível.
Já o designer de moda Mareu Nitschke, que fez sua estreia no teatro em “AVQ”, conta como criou os figurinos, como o mais surpreendente: o vestido de noiva de Japa-Neuza, que se transforma em uma lanterna japonesa.
Leia a matéria abaixo:
Souvenirs
maio 18, 2009 by admin
Filed under Sem Categoria
Olá, antes de tudo gostaria de parabenizá-los pelo trabalho, sou um grande fã de teatro musical. Um grande amigo me ensinou a amar esse tipo de espetáculo que hoje não vivo sem. A única reclamação que tenho é sobre a falta de produtos para compra! srssrrs. Uma caneca, um adesivo, uma camiseta. A gente precisa dessas coisa poxa, fui ansioso ver “7 – o musical” e nada de canecas, espero encontra-las na Noviça, no Spring, Beatles… Grande abraço e MERDA pra vocês!!!
Manoel Fernando Andrade.
Manhattan Connection
maio 17, 2009 by admin
Filed under Sem Categoria
“Claudio, tive a oportunidade de ver tua entrevista no Manhattan. Simplesmente sensacional. Dá orgulho ver brasileiros como você fazendo o que fazem, seja na Broadway, seja em Terra Brasilis. Pena que a maioria da tupinicada quer ser Augusto Boal (com os mesmos privilégios de viver viajando pro exterior, claro). E que o atual governo quer transformar o Brasil numa nação bolchevique. Parabéns pelo trabalho e obrigado por nos proporcionar musicais de primeira!”
Luiz Simonetti
Sassaricando na Avenida B
Tudo é música na vida cheia de ritmos e melodias de Claudio Botelho e Charles Möeller, recém-chegados de Nova York, cidade que não dorme sem os acordes da ribalta. Em 10 dias, um total de nove musicais. “Não é a temporada mais brilhante, mas também não vi nenhum decréscimo. Crise? É na crise que os americanos se voltam para os próprios interesses”, garante Claudio. A convite da coluna, a dupla Kander&Ebb brasileira elege o melhor e o pior da atual temporada teatral da Broadway. Resultado? Mesmo fora de cena, nossos espectadores Claudio e Charles, implacáveis quando assunto é a paixão afirmativa pelos musicais, mesmo diante da escolha menos acertada, ainda fazem valer o ingresso. É ler e conferir.
Bom espetáculo!
West Side Story – “Sou fã de WSS desde que conheci o LP da montagem
original. Participei da produção brasileira, há dois anos, como
tradutor e versionista. Por isso, sinto-me à vontade para contar que o
que vi é uma chatice empoeirada. Não dá para acreditar que aqueles
garotos do elenco, com cara de bichinhas do Chelsea, pertencem a alguma
gangue de maus elementos. Eles (os americanos) são bonitos demais e
milimetricamente maquiados para parecerem despenteados e sujos. Os
portorriquenhos são, ao contrário, tão feios e mal vestidos, que
torcemos para eles perderem a guerra mesmo. O sujeito que faz Bernardo
não oferece perigo algum. Parece um dos Menudos demitido por falta de
carisma sexual que acabou no teatro. Sarcófago é uma palavra forte, mas
não tem nada ali que seja vivo. O que se assiste é uma exumação da
montagem original”.
(Claudio Botelho)
Hair – “Odeio espetáculo que interage. Odeio. Sempre achei que quem
interage é cachorro. Odeio que cantem olhando no olho da plateia, pois
acho que quem paga ingresso não está a fim de ser afrontado nem
encarado. Em 20 minutos de peça, você já está íntimo deles e não se
importa com a interatividade. Até gosta! E na catarse final de Let the
sunshine in, quando o elenco convida você para subir, não tem como
resistir. Abracei várias pessoas do elenco, que colocavam margaridas na
cabeça do público. Vi uma brasileira com a mãe atracada ao pescoço do
protagonista no meio do palco e pedindo uma foto, enquanto uma senhora
de 60 anos com uma câmera digital na mão, aos berros, gritava em bom
português: ‘Olha para cá, Berger! Tira uma foto com ela. A gente é do
Brasiiiiiil!’ Nesse momento, a paz e o amor acabaram e eu queria
matá-las. Mas fora isso saí em êxtase”.
(Charles Möeller)
Shrek – “Paguei totalmente minha língua por ter sido preconceituoso e resistir muito a comprar esse ingresso. Valeu muito a pena. O musical é uma delícia! A qualidade da música é a base pra eu gostar de um show, então fui pego de jeito. O que vale é que o tom absolutamente camp de toda a montagem, que, aliás, já era a tônica do desenho original. O espetáculo, embora tendo como alvo um público que inclui crianças, é tão despudoradamente debochado que muitas vezes parece um show de travesti. E eu A-DO-RO show de travesti, então me diverti a valer. Tá aí um ótimo espetáculo pra ser montado no Brasil daqui a alguns anos pela T4F. quando for assim, tomara que eles façam com elenco de primeira linha, comediantes experientes e capazes de fazer os personagens sem parecer imitadores do YouTube!”.
(Claudio Botelho)
9 to 5 – “O musical é cheio de clichês feministas que, hoje em dia, são
para lá de mofados e traz toda a cafonice dos anos 80. Mas é aí que o
frescor reside. A peça se mantém com enorme fôlego por causa da direção
segura, que investe no datado para criar um mundo naif de mulheres
frágeis e choronas, louras que não são só peitos e bundas, executivas
que jamais alcançam uma promoção por pertencer ao sexo frágil, mas que,
no final, se juntam, vão à luta numa linha Malu Mulher e conseguem se
vingar do patrão, marido, e do homem chauvinista. O figurino tem um
sabor especial pelo total desencontro fashion dos anos oitenta, com
muito jérsei, ombreiras e perucas fakes em abundância de cachos e
escovas, no melhor momento Simone, na linha ‘mais é mais’. Deu para
perceber que a plateia ama e vibra com todos os clichês da mulher que
se liberta das amarras masculinas”.
(Charles Möeller)
Guys and Dolls – “É um dos meus musicais favoritos. A música de Frank
Loesser é talvez uma das mais brilhantes partituras de musicais dos
anos 50. Não há uma única canção que não seja eletrizante. Os
personagens são debochados, cínicos, engraçados. Mas não deu pra
aguentar até o fim, saímos no intervalo. Não é que seja ruim. É
péssimo! A começar pelo cenário, que usa e abusa de projeções no fundo
do palco, recurso que ninguém aguenta mais, uma vez que tem sido usado
à exaustão nos últimos cinco anos por aqui. Portanto, este cenário de
G&D não apenas é fraco e pouco criativo, como resulta feio e sem
graça. Os figurinos nem parecem coisa de Broadway. Lembram algumas
montagens amadoras de peças de época, um clima de brechó, nenhum
glamour e nenhuma originalidade. Mas até aí, tudo bem. Tudo seria
aceitável se o elenco fosse de primeira linha. Mas é um desastre“.
(Claudio Botelho)
Next to Normal – “Acho que é a primeira vez que vejo na Broadway um
musical sobre depressão e bipolaridade! A dramaturgia americana ama
esse tema: núcleo familiar destruído exorciza seus demônios. A peça te
faz perguntar o tempo inteiro: o que é ser estável? É evitar assuntos
que venham desencadear problemas? É engolir remédios para amortecer,
anestesiar e guardar o passado numa caixinha de música para não tocar
nas feridas? Esse ano, de repente, tudo muda e damos de cara com o que
parece o grande favorito ao Tony: uma ópera rock claustrofóbica e densa
sobre bipolaridade sem dança, latinos, bonecos ou peito de fora. É
difícil falar da peça sem estragar as revelações. Estou me sentindo em
uma crônica sobre a série Lost com spoilers. Indico para todos que
queiram se arriscar em um espetáculo belo, maduro e pouco
convencional!”
(Charles Möeller)
Era de Aquarius
Charles Möeller e Claudio Botelho compraram os direitos do musical “Hair”…
Crítica “7″: ” Musical com um sopro de originalidade”
Mesclando lendas urbanas e contos de fadas, 7 evoca dramaturgia rodriguiana
Crítica: Mariangela Alves de Lima
Tudo que atropela o senso comum cabe no teatro musical, um lugar onde, para começar, as pessoas podem cantar em vez de falar. Nesse domínio de fantasia absoluta, a dupla de criadores formada por Charles Möeller e Cláudio Botelho tem exercitado as vertentes usuais do gênero. Encenam desde 1996 peças brasileiras, musicais norte-americanos de muito sucesso de público, peças que são sucesso de estima e, também, produzem peças de autoria própria. A diversidade desse trabalho erige verdadeiros parques de diversões, imensos conjuntos para multidões com elencos numerosos, prodígios de cenotecnia e coreografias espetaculares, mas também contempla obras ácidas e intelectualmente brilhantes como as canções de Cole Porter ou uma criação de Stephen Sondheim. É provável que todo esse esforço eclético e o trabalho sobre diferentes etapas criativas, da tradução à composição de letras originais, seja indispensável para o aprendizado de um tipo de teatro que solicita em proporções iguais criatividade e preparo técnico. Mas, depois disso tudo, os criadores de 7 – O Musical parecem mais do que aptos para a liberdade autoral.
Neste caso não há sinais de que uma criação com o sopro da originalidade queira divergir das tradições consolidadas. Möeller e Botelho são autores que seguem por algumas trilhas ousadas do musical que já foram desbravadas por outros pioneiros. Há neste espetáculo, por exemplo, recorrência aos contos de fada e às lendas urbanas do passado.
Desde a invenção da ópera, o fantástico e o terrível foram sempre ingredientes usuais da associação entre o drama e a música. Stephen Sondheim, artista particularmente cultuado pelos criadores deste musical, fez duas obras célebres, uma baseada em um apavorante caso policial londrino do século 19 (Sweeney Todd) e outra em contos de fadas (Into the Woods). Os mesmos procedimentos servem aqui a propósitos diferentes e, sobretudo, têm um tratamento que pouco se assemelha ao de outros autores. Também nesta narrativa se mesclam ao conto de fada as versões modernizadas da feitiçaria e, ao fundo, salpicando diálogos e caracterizando a cidade noturna intemporal, a memória diluída das peças de Nelson Rodrigues. Para tramar esses repertórios de origens diversas há, como um tema persistente, o mito órfico. A mulher que desce ao submundo para resgatar o amor perdido sugere a um só tempo o lirismo do sofrimento amoroso e o grotesco da jornada infernal. É essa mescla de duas categorias em geral dissociadas que torna especialmente pungentes a música de Ed Motta e as letras de Cláudio Botelho. Colada à paixão desmedida da protagonista está a contraface do ridículo que ameaça os amantes sem pudor ou escrúpulos.
Não é o ritmo que prevalece na composição das personagens, mas a imprevisibilidade jazzística, a nota sustentada, a melodia com um grau de abertura suficiente para caracterizar situações dramáticas que não têm solução, ou seja, estados de alma em lugar dos acontecimentos decisivos das fábulas. É uma matéria difícil para os atores, porque desprovida de pontos de apoio sonoros ou verbais desconhecidos. Os elementos do roteiro têm uma origem mais ou menos familiar, mas a parte musical desencoraja qualquer clichê de interpretação.
Sob a direção-geral de Charles Möeller, os jovens intérpretes formados e experimentados no canto lírico são, além de esplêndidos cantores, perfeitamente capazes de imprimir à parte dialógica as mesclas estilísticas de lirismo e comicidade. Alessandra Maestrini pode ser uma diva segundo a tradição da cena musical, mas atua como uma disciplinada atriz de ensemble. Inversamente, intérpretes com outra formação musical, como Eliana Pittman, Rogéria e Zezé Mota, conservam os traços fortes das respectivas personalidades, como se fossem solistas. A música respeita e enfatiza a individualidade e, uma vez que o espetáculo não procura submeter essas artistas consagradas a um estilo uniforme, o público celebra a presença de cada uma.
Funcionando como uma espécie de elo de ligação entre as diversas escolas interpretativas mobilizadas pelo espetáculo Suzana Faini é uma extraordinária condutora de trama novelesca. Quando sua personagem narra a história para a criança ouve-se mais o desencanto pelo futuro do que os tempos passados dos verbos. Há alguma coisa insinuante e misteriosa no tom de voz e na expressão facial da personagem. Mesmo no momento em que, ao final da história, desvenda-se o enigma da narrativa, permanece a impressão de ocultamento.
Nesta peça, os moços fazem muito bem o pouco que têm a fazer. Não é a hora e a vez deles. Rogério Falcão emoldurou o palco com as paredes enegrecidas e festões murchos dos antigos contos góticos, criou escadarias para movimentar a cena, efeitos em contraluz e discretas mutações de ambientes. Ainda é muito para um espetáculo que se realiza inteiramente por meio dos recursos dos intérpretes e dos músicos. Fossem mais abstratos e escassos, os elementos cenográficos combinariam melhor com um tipo de espetáculo cuja sedução não se apoia no fascínio da cenotécnica. Esse é outro tipo de musical.
O Estado de São Paulo – 15/05/09.
Charles Möeller no Conexão Roberto D´Ávila
O diretor, ator, cenógrafo, figurinista e produtor Charles Möeller esteve no programa Conexão Roberto D´Ávila, onde falou sobre sua trajetória no teatro, sua experiência com Antunes Filho, sua paixão pelos musicais, a parceria com Claudio Botelho, entre outros temas.
Confira a entrevista em:
Parte 01:
Parte 02:
Parte 03:
Parte 04:
Parte 05:
* Programa exibido em 26 de abril de 2009.
Claudio Botelho: “O ingresso do teatro é barato”
Dentro de tudo o que tenho lido a respeito das novas proposições para a Lei Rouanet, incluídas aí as críticas e os apoios, uma questão me chama a atenção por estar sendo vendida como uma verdade absoluta, quando de fato é justamente o oposto: a questão do preço dos ingressos.
Os ingressos do teatro no Brasil são muito baratos. Não é verdade que nós cobramos ingressos caros para espetáculos que foram patrocinados com dinheiro público. Vou usar o exemplo da “Noviça rebelde”, espetáculo ao qual estou intimamente ligado e sobre o qual posso falar abertamente, para mostrar o quão distantes estamos de qualquer realidade competitiva praticando os preços que praticamos.
Nossa “Noviça” é, em tamanho do elenco, orquestra, técnicos e equipamentos de luz e som, exatamente do mesmo tamanho que o mesmo espetáculo montado recentemente em Londres, por exemplo. O ingresso mais caro lá é 60 libras, o que equivale a R$ 196.
O ingresso mais caro aqui é R$ 180 reais, e este preço se refere a pouquíssimos lugares no setor mais caro da plateia. Parece semelhante? Pois imagine se que um produtor de um espetáculo como este em Londres faz oito sessões semanais em teatros com pelo menos 1.500 assentos (no mínimo), enquanto que nós trabalhamos com no máximo seis sessões e em teatros cuja média de assentos geralmente não ultrapassa os 1.000 lugares, quando muito. (Não esquecer que aqui — e não lá — existe um descalabro que atende pelo nome de meia-entrada, ok?) Lembremo-nos ainda que este mesmo espetáculo em Londres fica, quando é sucesso, pelo menos três anos em cartaz — sendo que há os que ficam mais de uma década — enquanto nós consideramos um sucesso no Brasil qualquer peça que ultrapasse a barreira dos seis meses. O produtor de um espetáculo bastante similar ao nosso em Londres, Nova York ou qualquer cidade do primeiro mundo tem oportunidade de ver seus investimentos voltarem com prazos no mínimo cinco vezes mais largos que os nossos. Isso só para começar o paralelo.
A comparação não é boa? Por que não? Nós aqui pagamos os mesmos atores, músicos, bailarinos, técnicos, anúncios — ou alguém acha que um grande espetáculo de teatro como os grandes musicais é feito na base da camaradagem? Musical se faz com salários, não é uma ação entre amigos. Ninguém trabalha num musical pra ver o que vai dar na bilheteria e dividir igualmente os “lucros” depois. A folha de pagamentos da “Noviça rebelde” brasileira (que é apenas o meu exemplo) contempla mensalmente 75 profissionais, entre atores, músicos e técnicos, todos assalariados.
Apenas os grupos de produtores aos quais estou ligado profissionalmente mantêm em cartaz atualmente sete espetáculos de teatro no eixo Rio-São Paulo, empregando ao todo mais de 500 pessoas. Elas recebem o quê? Um agrado da produção? Um abraço, um beijo e uma permuta na pizzaria? Os direitos autorais de um grande espetáculo musical variam entre 11% e 15% da bilheteria.
Os teatros no Brasil cobram um aluguel geralmente de 25% da receita. Basta fazer a conta para entender que o que sobra para uma produção gerir seu negócio e pagar todo mundo é pouco mais de 60% da arrecadação. Agora, dá pra ouvir que nosso ingresso é caro e ficar calado? Ora, nós trabalhamos é no limite do impossível, isso sim! É uma ilusão achar que os patrocínios via Lei Rouanet conseguem arcar com os salários de toda essa gente. O patrocínio é fundamental para que se abra o pano e se coloquem em cena os grandes espetáculos, caso contrário os ingressos teriam que custar ainda cinco vezes mais do que custam, o que seria inviável para qualquer temporada.
Mas depois de estreado um grande espetáculo, a bilheteria é fundamental para mantê-lo funcionando. E grandes espetáculos só resistem em cena se houver mais de 70% da platéia lotada, caso contrário é fechar o pano e ir pra casa contar o prejuízo. Ninguém monta um grande musical pra se exibir para os amigos, os críticos, ganhar prêmios no fim do ano. Ou o público vem ou estamos fritos.
Ingressos mais baratos: eles existem. O preço que citei aqui é o do valor máximo, desconsiderando que a maior parte dos frequentadores de teatro no Brasil tem, sendo estudante ou idoso, 50% de desconto nos ingressos. A aberração da meia-entrada é assunto para outra discussão, mas fora isso, há ingressos em setores menos concorridos da plateia a preços muito mais em conta que os R$ 180 citados. E a famigerada carteirinha vale pra tudo isso.
O que importa é que, se queremos continuar a ter espetáculos de grande porte no país, temos de entender que eles custam caro. E a média de público de um espetáculo como a “Noviça rebelde” é, posso garantir, muito maior do que a maioria dos espetáculos “baratos” em cartaz nos grandes centros. O fato de ter um ingresso barato não garante a qualidade de um espetáculo.
Há peças a R$ 10 que não fazem nem dez pagantes em três sessões por semana. Agora, pensemos bem: alguém obrigou 200 mil pessoas a assistirem a “Noviça rebelde” até agora? Ou foi uma opção pessoal de cada um ir lá e pagar o ingresso “caro”? Não há a menor possibilidade de continuarmos a ter grandes musicais no Brasil se pensarmos em baixar os preços dos ingressos. Sugerir que nossos preços são altos é o mesmo que sugerir que um restaurante cinco estrelas não deva cobrar o que cobra por um prato de risoto. Ou que lojas de shopping não cobrem R$ 500 por um jeans rasgado. Cada um vai ao restaurante que quer e compra o jeans que quiser, há escolhas e, que maravilha!, vivemos no Brasil e não na Venezuela.
O patrocínio e a subvenção são apenas o start necessário para que um grande espetáculo consiga ganhar a cena. Imaginar que podemos fazer o que fazemos, empregar as multidões de artistas e técnicos que empregamos de verdade, com salários e condições dignas de trabalho — sem patrocínio e cobrando preço de arquibancada de futebol é debochar do nosso ofício. Ou ainda — como parece ser a nova “onda” das reformulações na Rouanet — sugerir que as faixas de renúncia fiscal para as empresas que patrocinam o teatro sejam algo menor que os 100% de hoje em dia é decretar definitivamente que o teatro brasileiro voltará a existir em suas velhas três sessões por semana, um paninho pendurado no fundo do cenário, um refletor e um ator dizendo poemas em cena. Tudo isso é lindo, digno, culto e tem elevados méritos artísticos — mas para onde vão os nossos 400 assalariados? E pra onde vai o público de 200 mil pessoas que veio nos assistir só na “Noviça rebelde” —, para uma locadora de vídeo?
CLAUDIO BOTELHO
* Artigo publicado no Jornal O Globo em 13/05/09.
Quem é Quem em “O Despertar da Primavera” – Parte 02
maio 14, 2009 by admin
Filed under Fique Ligado, O Despertar da Primavera
Quem são os jovens atores que estrelarão o musical “O Despertar da Primavera” (“Spring Awakening”), com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho? O que eles já fizeram, que musicais gostam e que artistas admiram? Conheça-os por meio deste perfil respondido pelos próprios.
Personagem: Wendla
Idade: 15 anos.
Naturalidade: Resende, RJ.
Tipo de voz: Soprano.
- Começou a trabalhar como atriz com quantos anos?
Meu primeiro trabalho foi com 2 anos de idade.
Trabalhos anteriores a Spring:
Na TV: “Minissérie JK”, com direção de Denis Carvalho e Amora Mautner; novelas “Pé na Jaca”, com direção de Ricardo Waddington e Ari Coslov, e “Três Irmãs”, com direção de Denis Carvalho e Amora Mautner; seriado “O Pequeno Alquimista” com direção de Carlos Manga, Márcio Trigo e Ulisses Cruz, além de vários especiais.
No cinema eu fiz um longa “Didi quer ser criança”, com direção de Alexandre Boury e Reynaldo Boury, e dois curtas: “Atrás dos olhos de ressaca”, com direção de Walmor Pamplona e “O Farol de Santo Agostinho”, com direção de Marcos Schiavon.
No teatro eu fiz “Cosquinha”, com direção de Sura Berditchevsky; “A Arca de Noé”, com direção de Augusto Thomas Vannucci; “Contos e Cantigas Populares”, com direção de Agnes Moço e Marcelo Melo; “A Noviça Rebelde” e “7 – O Musical”, com direção de Charles Moeller e Claudio Botelho.
- Musical preferido (sem ser Spring): Tem que escolher?? Ai meu Deus…. Além do “Spring”, “Wicked”, “Les Miserables”, “Hair”, “A Noviça Rebelde”, “7 – O Musical”, “Avenida Q”, “Jekyll and Hyde”, “O Fantasma da Ópera” e… e… não dá! (Risos). É impossível, ocuparia o blog inteiro!
- Canção de musical preferida: “I Dreamed A Dream” e “On MY On”(Les Miserables), “A New Life”(Jekyll and Hyde), “Papa Can You Hear Me” e “A Piece of Sky”(Yentl) e claro … “Those You’ve Known “, “Mama Who Bore Me” e “Touch Me”, ou melhor: todas do Spring!!!!!!!!!!!!!! Mas tem muitassssssssssssssssssssssss!!!!!!!!!!!!!! Essas são apenas algumas… (risos).
- Ídolos no Teatro musical: Patti LuPone, Barbra Streisand, Paulo Szot, Kiara Sasso, Ester Elias, Marya Bravo, Alessandra Maestrini, Alessandra Verney, Zezé Motta, Sabrina Korgut, Saulo Vasconcelos, André Dias, Fred Silveira, Cristiano Gualda, Kacau Gomes, Gottsha, Charles e Claudio, e outros milhares!!!!
Personagem: Moritz
Idade: 24 anos.
Naturalidade: Três de Maio – Rio Grande do Sul.
Tipo de voz: Tenor.
Começou a trabalhar como ator com quantos anos?
Comecei a escola de teatro com 15 anos. E a trabalhar profissionalmente com 18.
Trabalhos anteriores a Spring:
Teatro: “Cine-Teatro Limite” (indicado ao Prêmio Shell 2008 de melhor ator), “Bent”, “Pão com Mortadela”.
Cinema: “Uma Professora Muito Maluquinha” (Estreia prevista para Outubro de 2009).
Tv: “Santos Dumont – O Desafio do Ar” (minissérie).
Musical preferido (sem ser Spring): “Cantando na Chuva”. Eternamente surpreendente.
Canção de musical preferida: Depois de meses ouvindo as músicas do “Despertar”, hoje não tem outra que me pulse tanto quanto “Don´t do Sadness”. Posso duas? “Somewhere Over The Rainbow” também.
Ídolos no Teatro musical: Da minha pouca experiência em musicais, alguns dos grandes que me presenteiam sempre: Judy Garland, Bibi Ferreira, Marília Pêra, Soraya Ravenle, Chico Buarque de Holanda, Mel Brooks e, claro, Charles Möeller e Claudio Botelho.
Personagem: Martha.
Idade: 18 anos.
Naturalidade: Brasília – DF.
Tipo de voz: soprano ligeiro.
Começou a trabalhar como atriz com quantos anos? Nove.
Trabalhos anteriores a Spring: “Les Miserables” (2000 – 2001, no Teatro Abril), “O Mágico de Oz” (Teatro Alfa, Via Funchal), “Hoje é Dia de Maria” (minissérie da Rede Globo – Primeira e segunda jornadas) e trabalhos como cantora no grupo de eventos Broadway Brasil.
Musical preferido (sem ser Spring): “Les Miserables”, “Jesus Christ Superstar”, “Wicked”… São muitos.
Canção de musical preferida: “On My Own”, de “Les Miserables”.
Ídolos no Teatro musical: Alessandra Maestrini, Jerome Pradon… entre muitos outros.
Felipe de Carolis
Personagem: Ernst.
Idade: 20 anos.
Naturalidade: Rio de Janeiro –RJ.
Tipo de voz: Baritenor.
Começou a trabalhar como ator com quantos anos?
Comecei a fazer teatro com 8 anos, profissionalmente com 12.
Trabalhos anteriores a Spring: curta “Laqué” (direção Cininha de Paula) ; peça “A Visita” (direção Bernardo Jablonski) ; meu esquete Incontratos (vários festivais); e a novela “Cobras e Lagartos”.
Musical preferido (sem ser Spring): “South Pacific”, “Company” e “Gypsy”.
Canção de musical preferida: “Some Enchanted Evening”, “Left Behind”.
Ídolos no Teatro musical: Patti LuPone, Paulo Szot, Rachel York, Michael Longoria, Emma Hunton, Vera do Canto e Mello, meus novos diretores (Charles e Claudio), Michael Mayer, Bob Fosse, Sabrina Korgut, Michael Greif, Sondheim, Fred Silveira, Lee Hall, Cole Porter…

Danilo Timm
Personagem: Dieter.
Idade: 21 anos.
Naturalidade: Brasília – DF.
Tipo de voz: Baritenor.
Começou a trabalhar como ator com quantos anos?
Comecei fazendo momentos cívicos e pecinhas de escola, logo cedo. Cantando, atuando, dançando, proclamando poesias! (tem coisas que só as professoras de jardim de infância fazem por você!) Minha formação é de cantor, comecei a me apresentar profissionalmente aos 15 anos.
Trabalhos anteriores a Spring:
Em Brasília – “Disney Para Piano e Voz” I, II e III, RENT, “Grease” – Sonny, “Numa Rua Qualquer”.
Em São Paulo – Montagem “The Drowsy Chaperone” – Underling, “Piratas do Caribe” (Disney Super Casas Bahia).
Musical preferido (sem ser Spring): “Aída” e “7”.
Canção de musical preferida: Que pergunta difícil… “Everything That I Am”, de “Tarzan”.
Ídolos no Teatro musical: Marcos Tumura, Ester Elias, Stephanie J Block, Eden Espinosa, Drew Sarich, Kristin Chenoweth…

Bruno Sigrist
Personagem: Otto.
Idade: 20 anos.
Naturalidade: Campinas/SP.
Tipo de voz: Tenor.
Começou a trabalhar como ator com quantos anos?
Comecei a fazer curso livre com 14 anos, no começo de 2003.
Trabalhos anteriores a Spring:
A peça-musical “Ascensão e queda da cidade de Mahagonny”, de Bertolt Brecht, é o mais recente. “Sacra Folia” de Luis Alberto de Abreu, “De Onde Se vê o Mar” e “Alma de Papel” vieram pouco antes, todos em teatro, todos ligados à faculdade. Ainda antes: “A História é uma Istória”, “Auto da Compadecida”, “Ópera do Malandro” e “Os Horácios e os Curiácios”. No momento estou finalizando um média-metragem musical.
Musical preferido (sem ser Spring): “Rent”, mas “Avenue Q” disputa bem próximo.
Canção de musical preferida: “One Song Glory”, Rent; “The Dark I Know Well”, Spring; “La Vie Boheme”, Rent; “Shadowland”, The Lion King. (era só uma???)
Ídolos no Teatro musical: Raul Esparza e Adam Pascal, como vozes. Idina Menzel também admiro bastante. No Brasil meu conhecimento ainda é modesto, mas olho Sabrina Korgut e penso “Ela nasceu para fazer isso!”

Lua Blanco
Personagem: Amiga.
Idade: 22 anos.
Naturalidade: São Paulo capital.
Tipo de voz: Contralto.
Começou a trabalhar como atriz ou cantora com quantos anos?
Como cantora, trabalho desde que me entendo por gente. Por ter uma família toda musical, passei a cantar desde muito cedo e nunca mais parei. Já atuar veio mais tarde na vida porque eu demorei muito para me interessar por outra coisa que não fosse o canto. Deve ter sido por volta dos 20 anos.
Trabalhos anteriores a Spring: Na TV, trabalhei na novela “Três Irmãs” e fiz uma participação na Malhação. No teatro fiz a peça “Romeu e Isolda”, e participei do processo de adaptação e remontagem da peça “Confissões de Adolescente”. Mas o que toma mesmo meu tempo é minha banda de Pop-Rock, Lágrima Flor, da qual eu sou vocalista desde 2006 (www.myspace.com/lagrimaflor).
Musical preferido (sem ser Spring): “A Noviça Rebelde”
Canção de musical preferida: “Think of Me” (de “O Fantasma da Ópera”). A preferida do Spring é “Don’t do Sadness/Blue Wind”.
Ídolos no Teatro musical: O Charles e o Claudio, né? Óbvio!

Davi Guilhermme
Personagem: Reinhold.
Idade: 17.
Naturalidade: Rio de Janeiro, RJ.
Tipo de voz: Baritenor.
Começou a trabalhar como ator com quantos anos?
12 anos
Trabalhos anteriores a Spring:
“A Noviça Rebelde”, de Charles Möeller e Cláudio Botelho, 2007/2008/2009; “A Bela e a Fera”, de Léo Rommano e Bia Villasboas, 2007; “Aurora da Minha Vida”, de Marcelo Mello, 2005; “Romeu e Julieta”, de Marcelo Mello, 2003.
Musical preferido (sem ser Spring): “The Last Five Years”.
Canção de musical preferida: “Moving too fast” de “The Last Five Years”.
Ídolos no Teatro musical: Germana Guilhermme, Alessandra Maestrini, Sandro Christopher, André Dias, Léo Rommano, Jason Robert Brown, Norbert Leo Butz, Vera do Canto e Mello, Sheríe Rene Scott, Paulo Szot, Fernando Eiras, Adam Lambert e mais alguns…

Mariah Viamonte
Personagem: Amiga.
Idade: 18 anos.
Naturalidade: Niterói – RJ.
Tipo de voz: Soprano.
Começou a trabalhar como atriz com quantos anos? Comecei a estudar canto e teatro com sete anos de idade. Meu primeiro trabalho foi com doze anos.
Trabalhos anteriores a Spring: ”Todo mundo tem, todo mundo é”, ”Den-bau”, ”Romeu e Julieta”, “A Aurora da minha Vida”, de Marcelo Mello. Concorri também em festivais com o musical ”Contos e Cantigas Populares”, de Agnes Moço.
Musical preferido (sem ser Spring): Difícil escolher! São muitos! Mas eu amo o “Wicked”, “Les Miserables”, “O Fantasma da Ópera”, “Mamma Mia”, “Moulin Rouge”, “Hair”…
Canção de musical preferida: Também são várias, mas em especial ”Wishing you were somehow here again”, do “Fantasma da Ópera”; ”For Good”, do Wicked, e ”Touch me”, do Spring.
Ídolos no Teatro musical: O Charles e o Cláudio, Alessandra Maestrini, Vera do Canto e Mello, Bibi Ferreira, Agnes Moço, Patti LuPone, Bob Fosse, Sondheim… são tantos!
*A produção informa que a lista de substitutos só será divulgada próximo à estreia.
E aguarde os próximos perfis!
Gypsy vem aí…
O próximo musical de Charles Möeller & Claudio Botelho será “Gypsy“, sucesso da Broadway que conta a história da stripper americana Gypsy Rose Lee…
Claudio Botelho no Manhattan Connection
O ator, diretor, versionista e produtor Claudio Botelho participou do último “Manhattan Connection”, programa da GNT gravado em Nova York.
Claudio falou sobre o crescimento do musical no Brasil e da profissionalização deste mercado, sobre os critérios de se levar musicais da Broadway para o Brasil, sobre a crítica, os custos de produção, entre outros temas.
Parte 01:
Parte 02:
Meu Pé Esquerdo…
Em giro pela Broadway, Claudio Botelho entrou com pé direito, semana passada, em celebração da classe artística à dupla Kander&Ebb, responsável por sucessos como Cabaret e Chicago. À entrada do Schoenfeld Theatre, o brasileiro, desta vez com o pé esquerdo, tropeçou e deu pisada forte no pé de ninguém menos do que o próprio John Kander. “Claudio ganhou a noite, já pode colocar em suas memórias que pisou forte em Kander. Garanto que o pé de ambos jamais será o mesmo depois deste episódio”, zoou Charles Möeller, pegando no pé do amigo ao testemunhar a cena.
Fonte: Jornal do Brasil – 12/05/09.


































