“Avenida Q”: Versão impecável de ótimo musical

Crítica “Avenida Q” por Lionel Fischer:
“Imagine um lugar onde convivem em harmonia moças e ‘monstras’ de família, artistas frustrados, ex-celebridades, trabalhadores desempregados, devassas, solteironas amarguradas, orientais ranzinzas, gays com um pé fora do armário, tarados virtuais, ursinhos de pelúcia maléficos, humanos e bonecos igualmente desbocados e irreverentes. Esta é a ‘Avenida Q.’, musical que surgiu de mansinho em 2003 no circuito Off-Broadway e apenas quatro meses depois estreou no Golden Theater, de onde nunca mais saiu de cartaz, sagrando-se vencedor de três Tony’s: Melhor Musical, Melhor Música Original e Melhor Libreto”.
Este trecho, extraído do ótimo release que nos foi enviado, possibilita uma idéia precisa do espetáculo, em cartaz no Teatro Clara Nunes. Com direção assinada por Charles Moëller e Claudio Botelho, “Avenida Q.” – texto de Jeff Whity, letras e músicas de Robert Lopez e Jeff Marx – chega à cena com elenco formado por Sabrina Korgut (Kate Monstra e Lucy de Vassa), André Dias (Princepton e Rod), Claudia Netto (JapaNeuza), Fred Silveira (Nicky e Trekkie Monstro), Renato Rabelo (Brian), Mauricio Xavier (Gary Coleman), Renata Ricci (Dona Coisa Ruim, Ursinha do Mal e Ricky) e Gustavo Klein (Ursinho do Mal e Recém-chegado). Os atores são acompanhados por uma banda – que não é vista – formada por Zaida Valentim (teclado 1 e regência), Heberth Souza (teclado 2), Thiago Trajano (guitarra, banjo e violão), Márcio Romano (bateria), Omar Cavalheiro (baixo elétrico e acústico) e Alex Freitas (sax, flauta e clarinete).
Centrado na história de Princeton – um jovem recém formado que chega à capital em busca de uma nova vida – o musical nos mostra o encontro dele com vários personagens, todos eles exibindo variadas carências e frustrações. E são justamente estas últimas que conferem pertinência a uma estrutura narrativa bastante simples e quase sempre muito engraçada.
Mas o humor, no presente caso, não é trabalhado de maneira leviana e inconsequente, mas de forma crítica, o que confere ao espetáculo uma dimensão muito além do mero entretenimento.
Com relação à montagem, esta exibe, como de hábito, a inquestionável qualidade da griffe Botelho/Moëller: marcações divertidas, imprevistas e criativas, ritmo preciso, atores maravilhosamente ensaiados, super disciplinados e sempre exibindo enorme prazer de estar em um palco contracenando com total entrega. Estamos, sem dúvida, diante de uma montagem que reúne todas as condições para se converter em um dos maiores destaques da atual temporada.
Quanto ao elenco, de tão harmoniso e integrado – inclusive no que concerne à manipulação dos bonecos -, seria injusto conferir algum destaque especial a qualquer dos profissionais que estão em cena. Entretanto, como eventuais “injustiças” fazem parte da natureza humana – e um crítico, apesar das aparências, também pertence à curiosa população de bípedes que habita este planeta -, não resistimos em afirmar o que se segue: Sabrina Korgut, André Dias e Claudia Netto permanecerão por muito tempo em nossa lembrança, da mesma forma que acreditamos que o público levará muito tempo para esquecer – se é que o fará – performances tão notáveis e encantadoras.
Na equipe técnica, destacamos com o mesmo entusiasmo o deslumbrante trabalho de todos os profissionais envolvidos nesta produção impecável – Claudio Botelho (tradução e adaptação das letras), Rogério Falcão (cenografia), Mareu Nitschke (figurinos), Paulo César Medeiros (iluminação), Marcelo Castro (direção musical) e Rick Lyon, que concebeu e desenhou os 16 bonecos, vindos dos Estados Unidos.
Por Lionel Fischer – Blog Lionel Fischer – 30/03/09
Dada a largada para “Spring Awakening”
março 31, 2009 by admin
Filed under Fique Ligado, O Despertar da Primavera
Foi dada a largada para o musical “Spring Awakening” (O Despertar da Primavera), próximo espetáculo dirigido por Charles Möeller & Claudio Botelho
Na tarde desta segunda-feira, 31/03, tiveram início as audições com candidatos aos papéis de Wendla, Melchior, Moritz, Ilse, Anna, Martha, Thea, Georg, entre outros personagens do musical.
Dezenas de jovens do Rio e de outros estados aguardaram pacientemente a hora de mostrar seu potencial para os diretores e seus assistentes.
Entre as meninas, uma das canções mais apresentadas pelas candidatas foi “Mamma Who Bore Me”, do próprio musical. Outro hit executado foi “And Then There Were None”.
Mas não só canções de “Spring” foram apresentadas. Alguns jovens cantaram temas de musicais da Broadway e filmes musicais como “Aladdin”, “A Pequena Sereia”, “Rent”, “Jesus Cristo Superstar”, “Chicago”, “My Fair Lady”, “Pocahontas”, entre outros.
“Optei por cantar nesta primeira fase da audição a canção ‘Where do I Go’, do ‘Hair’. Como foi o primeiro contato direto entre a equipe técnica – diretores e produtores – e os artistas, acredito que o importante era mostrar como é a voz do candidato e o seu temperamento”, conta Rapha Kindlovits, um dos candidatos, que diz não ter ficado nervoso: “O nervosismo é natural em ocasiões em que há uma banca avaliadora. Você sabe que está sendo avaliado; é natural ficar um pouco nervoso. Sabendo disso, a banca procurou deixar os candidatos mais a vontade. O que não pode acontecer é deixar o nervosismo interferir no seu desempenho”.
Já Camilla Farias ressaltou que audições em geral são sempre momentos de tensão, mas que sua apresentação foi muito boa: “Fui meio ousada, pois quis cantar uma música do próprio musical (‘The Dark I Know Well’). Apesar de muitas pessoas falarem que não costuma ser muito bom cantar músicas do mesmo espetáculo pra qual se faz o teste, eu estava confiante com a minha preparação com a Janaina (Azevedo) e resolvi dar a cara a tapa. Não vou dizer que fui ‘muito bem’ porque sempre tem um nervosismo que atrapalha um pouquinho, mas acho que segurei a onda. A água e os exercícios de aquecimento me ajudaram bastante. Fiquei muito feliz com o resultado”, disse ela.
Para Camilla, o ‘conjunto da obra’ da audição foi boa: “Super organizada, e as pessoas todas num clima amigável. Achei que todos os canditatos estavam muito bem preparados e a maioria deles estavam tranquilos ou disfarçavam muito bem (risos). Todos os que conversei faziam aula de canto e já tinham alguma experiência em teatro. Com certeza o musical será de alta qualidade, independente de quem for selecionado, pois todos tinham muito potencial pra mostrar”.
Durante toda a semana as audições continuarão acontecendo. Os candidatos que forem aprovados na primeira fase irão fazer um teste de cena.
Veja abaixo alguns momentos da audição desta segunda-feira:
Crítica: ‘Avenida Q’ é abusado e jovial musical classe A
Notas Musicais – Mauro Ferreira – 12 de Março de 2009:

Os Mestres dos Musicais
março 27, 2009 by admin
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Revista Quem - 27 de Março de 2009:


A Música está no Ar – Möeller Acreditou no seu Sonho
março 27, 2009 by admin
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Emoção Musical: A nova montagem de “A Noviça Rebelde”, que estreou no Teatro Alfa, é uma delícia
março 26, 2009 by admin
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Montagem de “A Noviça Rebelde” em SP está no mesmo nível da Broadway
março 26, 2009 by admin
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De volta ao passado – Crítica da Folha de São Paulo para “A Noviça Rebelde”, “Beatles…” e “Sassaricando”
março 24, 2009 by admin
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Blogueiros registram suas impressões de “Avenida Q”

Vários blogueiros que têm assistido ao musical “Avenida Q” (em cartaz no Teatro Clara Nunes, no Rio) têm registrado suas opiniões e impressões nos seus Blogs.
Confira algumas dessas resenhas nos Blogs:
Blog Corporativismo Feminino:
http://www.corporativismofeminino.com/2009/03/avenida-q-sexo-como-voce-nunca-imaginou.html
Blog do The Best – Avenida Q – Critica da versão finalizada:
http://www.thebest.blog.br/2009/03/23/avenida-q-critica-final
Blog Avenida Copacabana:
http://avenidacopacabana.blogspot.com/2009/03/avenida-q.html
A Broadway está no Rio!
http://visaocarioca.com.br/?p=3713
“Avenida Q” no Blog Galeria de Espelhos:
http://www.roney.com.br/2009/03/04/avenida-q-o-musical-da-broadway-no-rio
A internet é pornô – Blog Ronald Villardo:
http://oglobo.globo.com/blogs/villardo/post.asp?t=a-internet-porno&cod_Post=167397&a=43
“Avenida Q” no Blog Mariana Reder:
http://marianareder.blogspot.com/2009/03/avenida-q.html
“Avenida Q” no Blog Vinho com Batata:
http://vinhocombatata.blogspot.com/2009/03/tapando-buracos.html
Avenida Q – A odisséia! – Blog Não me acompanha q eu não sou novela!:
http://confissoesdoexilio.blogspot.com/search/label/AVENIDA%20Q
Sobre ontem à noite – Blog Melomania Aguda – Rafael Teixeira:
http://melomaniaaguda.blogspot.com/2009/03/sobre-ontem-noite_15.html
Avenida Q – o musical – Blog Cláudia Belhassof:
http://www.claudiabelhassof.com.br/2009/03/04/avenida-q-o-musical
Estreia musical Avenida Q – Blog Enrico Fonseca:
http://www.enricofonseca.com.br/blog/2009/03/09/estreia-musical-avenida-q
Se Essa Rua, Se Essa Rua fosse minha… Avenida Q: Quero Morar Lá! – Blog Avassaladoras Rio:
http://avassaladorasrio.blogspot.com/2009/03/se-essa-rua-se-essa-rua-fosse.html
Bonecos Sacanas – Blog Na Cova do Leão:
http://nacovadoleao.blogspot.com/2009/03/bonecos-sacanas.html
Q, Uma Avenida Cheia de Graça – Super legal a crítica desse rapaz:
http://babelturbo.blogspot.com/2009/03/q-uma-avenida-cheia-de-graca.html
Blog Tali na Cidade Grande:
http://talinacidadegrande.blogspot.com/2009/03/avenida-q.html
Charles Möeller & Claudio Botelho na Casa do Saber

Um encontro especial vai examinar a obra dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho na Casa do Saber.
“A Dupla Que Reinventou a Arte do Musical Made In Brazil” é um evento oferecido pela instituição carioca e contará com a mediação do crítico teatral Jefferson Lessa.
Möeller & Botelho falarão sobre suas trajetórias pessoais e profissionais, suas referências artísticas, suas preferências musicais e receitas de sucesso, tudo devidamente ilustrado com trechos de algumas de suas produções aclamadas pelo público e pela crítica.
O encontro acontecerá no dia seis de abril, às 20h, na Casa do Saber.
Para mais informações, acesse:
http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=1329
“A Noviça Rebelde” em São Paulo
março 23, 2009 by admin
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Assista o vídeo exclusivo sobre a estreia de “A Noviça Rebelde” em São Paulo. Entrevistas com Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos, Charles Möeller, Francarlos Reis, Estela Ribeiro, Felipe Tavolaro e Mirna Rubim
Turma que Canta e Encanta
março 21, 2009 by admin
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Um Ator e dois Bonecos que se viram nos 30
Jorge Goulart virou um recém formado sem dinheiro. E um homossexual enrustido. E dois fantoches. Sucesso como Goulart em “Rádio Nacional”, o ator André Dias agora chama a atenção em outro musical, “Avenida Q”, espetáculo de atores e bonecos de Robert Lopez e Jeff Marx.
Na montagem de Charles Möeller e Claudio Botelho, em cartaz no Teatro Clara Nunes, Dias se divide entre Princeton, o protagonista, jovem que vai morar na avenida-título, e Rod, um bancário que não gosta de falar sobre um certo assunto, e é melhor não insistir. Para cada um, Dias tem que manipular o boneco correspondente enquanto canta, dança e interpreta.
Apesar do sucesso de “Rádio Nacional” no Rio, e mesmo com a certidão de nascimento carioca, André Dias, de 34 anos, não é muito conhecido por aqui. O motivo tem dez anos: em 1999, ele foi participar da montagem de “Rent” em São Paulo e resolveu ficar por lá. Em São Paulo, o trabalho com Gabriel Villela — “Rent” foi o primeiro musical da atual geração — lembra o ator, que começou a trabalhar com 16 anos, em outro musical, o infantil “A princesa de Élida”, com direção de Fábio Pillar. — Não tinha microfone, era só na projeção da voz. Isso foi me formando, apesar de, nesse início, eu não pensar em seguir carreira nesse gênero. Fiz artes cênicas na UniRio, estudei Nelson Rodrigues, Mauro Rasi, Shakespeare, Jorge Andrade. O que eu sabia é que queria ser ator.
“Rent”, no qual Dias fazia a drag-queen Angel, foi seu trabalho mais importante até então. Já radicado em São Paulo, o ator fez teste para trabalhar com o diretor Gabriel Villela. Passou. Vieram “Ópera do malandro”, “Gota d’água” e a consolidação da atuação em musicais. — Minha expressão é a palavra, mas sempre usei a dança e o canto para deixar meus instrumentos de trabalho preparados — afirma Dias, explicando de onde vem a união de qualidade dramática e boa técnica vocal e corporal que demonstra em “Avenida Q”. — Fiz dança com Nelly Laport na faculdade, depois continuei tendo aulas. E estudo canto há 20 anos. Comecei com Márcia Cabral, a formadora da minha voz. Cantar é que nem musculação: se você deixa de praticar, já era.
Após experiências na roteirização de shows e na assistência de direção de espetáculos (é dele a assistência de direção de “Eu sou o samba”), de salvar Diogo Villela em “Elis”, musical sobre Elis Regina que a 15 dias da estreia estava sem o ator para interpretar Lennie Dale e que acabou sendo vivido por Dias (“tive três ensaios sozinho, e um geral que já foi ensaio aberto, com público”), e de viver o Leão numa montagem de “O mágico de Oz”, Dias voltou a trabalhar com seu primeiro diretor, Fábio Pillar, em “Rádio Nacional”. Vivendo Jorge Goulart, Ary Barroso, Gregório Barros e Ruy Rey, o ator ficou mais de dois anos em cartaz, seu maior tempo com uma peça.
Então, ele recebeu um telefonema de Cláudio Botelho. — “Você pode cantar uma coisa pra mim?”, disse o Cláudio. Como sou barítono, e no “Avenida Q” os personagens que eu faria teriam vozes mais agudas, ele queria ver se minha voz casava bem, se tinha extensão suficiente para o Princeton e o Rod — conta o ator, lembrando o convite de Botelho. Para compor Princeton e Rod, a primeira providência de Dias foi diferenciar o timbre de voz dos dois, pois a saída de um e a entrada de outro precisariam acontecer muito rapidamente, e não poderia haver confusão para a plateia: Princeton teria uma “voz aerada, suave, de herói romântico”, enquanto Rod seria anasalado.
Mas era só o começo do trabalho. Dias nunca tinha feito manipulação de bonecos e teve que aprender para “Avenida Q”. O esforço rendeu ao ator a recomendação de fazer “fisioterapia preventiva”, para não ter LER (lesão por esforço repetitivo) nas mãos e nos ombros.
— É um cotidiano de atleta. Se acabo a peça e sinto dor, tenho que pôr gelo. Nos 15 dias anteriores à estreia, o Claudio e o Charles nos proibiram de fazer qualquer atividade física, só fisioterapia e alongamento, para não termos sobrecarga muscular — explica Dias. — Tenho que cantar e dançar sem esquecer como está a cara do boneco. O que a minha boca está fazendo, a boca do boneco tem que fazer. Se estou falando um “ê”, a boca dele está mais fechada. Se é um “i”, é mais fechada ainda. A pessoa tem que olhar para a minha expressão e ver a do boneco, e vice-versa. Mas o boneco parece vivo não só porque mexe a boca, e sim porque tem lateralidade. Tem que mexer para os lados. Só não o faço voar.
O Globo – 20/03/09
Crítica “Avenida Q” – Istoé Gente
Pré-estreia de A Noviça Rebelde para tudo em São Paulo
março 18, 2009 by admin
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O dia de ontem foi inesquecível para os paulistanos e para os fãs de “A Noviça Rebelde“.
Após três horas de chuva forte, São Paulo viveu uma tarde de caos, com dezenas de pontos de alagamento, engarrafamentos gigantescos, bairros sem luz, carros submersos e muitas pessoas ilhadas.
Ainda assim, muitos fãs da Noviça conseguiram chegar ao Teatro Alfa, onde aconteceu a pré-estreia do musical dirigido por Charles Möeller e Claudio Botelho.
Além dos VIP´s, vários participantes da Comunidade de A Noviça Rebelde do Orkut foram especialmente convidados para a pré-estreia.
Uma dessas convidadas foi Madelín Maida, aluna de um curso de Musical em São Paulo. “Não tenho nem palavras pra descrever. Foi simplesmente perfeito, fabuloso”, disse ela. “Senti uma energia muito grande neles… chorei várias vezes, estava tudo lindo: as músicas, a montagem em si, os atores, cenário… Todos os detalhes parecem ter sido feitos com muita atenção e carinho. Fiquei maravilhada, realmente! Ainda mais por ser um musical que me faz lembrar a infância. Eu fiquei pasma com as crianças. Não esperava ver tanto talento. É claro que eu imaginei que eles seriam ótimos, mas realmente me surpreenderam! Todos com vozes lindas e passando a maior alegria em cada nota. Infelizmente não tive a oportunidade de ver no Rio, mas ouvi dizer que aqui em São Paulo estava tanto quanto especial. Algumas pessoas até gostaram mais”, disse Madelín ao Site Möeller & Botelho.
Confira fotos da pré-estreia de “A Noviça Rebelde” em São Paulo:

Fãs de A Noviça Rebelde se encontraram na pre-estreia do musical
em São Paulo

Renata Sampaio, Bia Câmara e Carla Cottini prestigiaram a pré-estreia

A fachada do Teatro Alfa
Fotos: Denny Naka
Texto: Leo Ladeira
Barbara Heliodora: “Espetáculo com o selo de garantia Botelho/Möeller”

Texto da Crítica na íntegra:
Espetáculo com o selo de garantia Botelho/Möeller
Barbara Heliodora
De todos os musicais americanos que nos últimos anos chegaram aos nossos palcos, nenhum é tão essencialmente americano quanto o “Avenida Q”, em cartaz no Teatro Clara Nunes. Depois dos dois excepcionais trabalhos inspirados em Will Eisner — “Avenida Dropsie”, de Felipe Hirsch, e “Pessoas invisíveis”, da Cia. Armazém de Teatro —, é impossível não ver neste novo espetáculo, de Robert Lopez, Jeff Marx e Jeff Whitty, uma espécie de paródia, que transforma a harmonia da população das tiras de Eisner, com uma divertida dose de “politicamente errado”, ainda mais americana do que o original.
A “Avenida Q” é bem armada e divertida, com uma tradução impecável de Cláudio Botelho; mas, nessa versão brasileira, a execução do espetáculo é bem mais atraente do que seu conteúdo, que acaba um tanto repetitivo, já que as situações são de um cotidiano distante do nosso. A tradução introduz uns pequenos toques brasileiros, mas que não chegam a trazer o todo para mais perto de nós.
Cenário, luz, figurinos e música, tudo é exemplar
A encenação de “Avenida Q” é exemplar: o cenário de Rogério Falcão é encantadoramente americano, os figurinos de Mareu Mitschke são muito bons, a luz de Paulo César Medeiros teve uma ou duas hesitações de estreia mas é de modo geral muito boa, e a supervisão musical de Cláudio Botelho sobre as orquestrações de Stephen Oremus é responsável pelo acerto nas canções. O aspecto mais original do espetáculo, o uso de bonecos manipulados pelos atores, é tão bem executado que às vezes tem-se a noção de que o ator é que está imitando o boneco. O recurso de bonecos é usado para atenuar verdades pouco convenientes para o público americano, mas que não são nem de longe tão chocantes para os brasileiros.
A direção de Charles Möeller é viva e dinâmica, e conduz o texto e as canções — solos e conjuntos — com grande eficiência, mantendo tom e ritmo de modo a dar vida aos diálogos e aos atores e seus bonecos com grande segurança.
O elenco (André Dias, Renato Rabelo, Sabrina Korgut, Fred Silveira, Claudia Netto, Maurício Xavier, Renata Ricci e Gustavo Klein) é todo de alta categoria, e a manipulação dos bonecos é muito bem executada.
André Dias, Sabrina Korgut e Claudia Netto conseguem se destacar do ótimo conjunto.
“Avenida Q” é americano demais para chegar com plena força a públicos de outros países, mas o espetáculo e as interpretações são realmente da mais alta qualidade.
Fonte: O Globo – 14-03-09
Midas dos Musicais
março 14, 2009 by admin
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“Beatles num Céu de Diamantes” estreia em Sampa
março 13, 2009 by admin
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Após o mega sucesso no Rio, o musical “Beatles num Céu de Diamantes”, com direção de Charles Möeller e Claudio Botelho, estreia hoje em São Paulo, no Teatro Copa Airlines do Shopping Eldorado.
Ontem, 12/03, ocorreu uma pré-estreia só para convidados. O resultado final agradou a todos.
Serviço:
Teatro Copa Airlines – Shopping Eldorado
Avenida Rebouças, 3970
Pinheiros – São Paulo / SP
Apresentações:
Sexta, 21h30;
Sábado, 19h e 21h30;
Domingo, 19h.
R$ 60,00 (balcão, sex. e dom.)
R$ 70,00 (plateia, sex. e dom., e balcão, sáb.)
R$ 80,00 (plateia, sáb.)
Bilheteria: 14h/20h (ter. e qui.);
a partir das 14h (sex. a dom.)
Mais informações: (11) 3034-0075.
Confira fotos exclusivas da pré-estreia de “Beatles” em São Paulo:

Um pouco antes do espetáculo começar, Fabrício Negri e Cristiano Penna se preparam em seu camarim

Kiara Sasso, protagonista de “A Noviça Rebelde”, também foi prestigiar a estreia de “Beatles”

Bianca Tadini e Juliano Seganti

Luiz Calainho e Mônica Lopes

Arthur Alves e Débora Nascimento
Fotos: Denny Naka
© Site Möeller & Botelho
Confira também o vídeo exclusivo sobre a estreia de “Beatles…” em São Paulo:
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O Som da Música vai ecoar de novo…
março 12, 2009 by admin
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Os ensaios para a temporada paulista de “A Noviça Rebelde” estão chegando ao fim.
Na estreia, no dia 20 de março, no Teatro Alfa, o público poderá ver uma montagem igual em qualidade à que foi apresentada durante nove meses no Teatro Oi Casa Grande, no Rio.
O Teatro Alfa ganhou um elevador que antes não existia para que algumas cenas não sofressem alterações, como o grand finale e as cenas na sala da Madre Superiora.
Nas próximas terça (17), quarta (18) e quinta (19) ocorrerão apresentações de pré-estreia somente para convidados.
Quem quiser garantir seu ingresso é melhor reservar nas bilheterias do teatro ou pelo site:
http://200.170.193.178/ingressorapido.com.br/evento.aspx?ID=5553
Confira algumas fotos do ensaio desta quarta-feira:

Kiara Sasso e as crianças ensaiam a cena “O Pastorzinho”

Baronesa Elsa Schraeder (Estela Ribeiro)

Max (Francarlos Reis) e a Baronesa Elsa Schraeder (Estela Ribeiro)

Kiara Sasso e a Família 2

Família 1

Cristine Bello, Anna Toledo, Alessandra Linhares, Vanessa Scorsoni
e Cidalia Castro

Julia Gomes e Clara Verdier
Fotos: Denny Naka
© Site Möeller & Botelho
A Noviça Rebelde une conto de fadas com jogo político
março 12, 2009 by admin
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O Estado de São Paulo – 21/03/09
Musical clássico se passa na Áustria, durante a 2.ª Guerra
Ubiratan Brasil
Conhecido pela marcante atuação em musicais clássicos como O Fantasma da Ópera e A Bela e a Fera, o ator e intérprete Saulo Vasconcelos surpreende em sua participação em A Noviça Rebelde, em cartaz no Teatro Alfa – se naqueles o timbre vigoroso de sua voz era ouvido logo nos primeiros minutos, agora, no papel do Capitão Georg von Trapp, ele demora até emitir a primeira nota musical. “Confesso que fico ansioso, mas, quando chega o momento da canção, a emoção é tão forte que influencia a interpretação.”
A Noviça Rebelde é um dos espetáculos mais populares de todos os tempos. Imortalizada pelo filme estrelado por Julie Andrews, a história real da noviça que cuida dos sete filhos de um barão, na Áustria, e é obrigada a fugir com eles dos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, é contada agora pelos diretores Claudio Botelho e Charles Möeller.
“O espetáculo traz algumas das canções mais encantadoras e populares já compostas para um musical, além de ressaltar valores como superação, idealismo e solidariedade”, comenta Möeller. “Embora a história tenha um tom de fábula, fala também de política, guerra, religião e aristocracia”, completa Botelho.
Inspirada em um fato real, a saga dos Von Trapp começou na Áustria, em 1920, quando a noviça Maria (Kiara Sasso) foi trabalhar como governanta de sete crianças na casa do viúvo barão George. Ambos se apaixonaram, casaram-se e tiveram mais três filhos. Em 1938, quando Hitler anexou a Áustria, a família resolveu fugir para a América e viver da música.
No papel do barão, Saulo Vasconcelos precisou cuidar mais da interpretação. “Trata-se de um personagem fascinante, que modifica a personalidade ao longo da trama.” De fato, inicialmente sisudo e tratando os filhos como se fossem um pelotão do exército, o barão logo revela sua candura quando também se sente evolvido pela noviça Maria. “Ele começa ríspido mas termina mais humano.”
Para tornar mais realista a dificuldade de relacionamento do barão com seus sete filhos, Vasconcelos pensou em não conviver com as 20 crianças selecionadas entre mais de 3 mil, que formam os três elencos que se revezam nos papéis. “Tentei imitar Meryl Streep que, na filmagem de O Diabo Veste Prada, não se misturava com os colegas para reforçar o autoritarismo de seu personagem, mas não deu certo – no segundo dia, as crianças já estavam pulando em cima de mim.”
Vasconcelos substitui Herson Capri, que representou o papel no Rio. Outra mudança foi a saída de Fernando Eiras para a entrada de Francarlos Reis como Max Detweiler, o ?bon vivant? que ajuda a família a fugir dos nazistas. “Não canto profissionalmente, mas vivo intensamente o papel”, conta Reis que, como de hábito, rouba a cena.
Intérprete de clássicos como Dó-Ré-Mi e The Sound of Music, Kiara Sasso comprova sua condição de uma das estrelas do musical nacional (é o 15º de sua carreira) ao exibir uma potência vocal límpida e potente.
Serviço
A Noviça Rebelde. 165 min. 5 anos. Teatro Alfa (1.110 lug.). R. Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, 5693-4000. 5.ª, às 21 h; 6.ª, 21h30; sáb., 17 h e 21 h; dom. 16 h e 20 h. R$ 40 a R$ 180. Até 2/8.

