Nos Bastidores de Beatles…

janeiro 30, 2009 by admin  
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Confira imagens dos bastidores do espetáculo de quinta-feira, 29/11, de “Beatles num Céu de Diamantes“:


Campos de Morangos para Sempre

janeiro 30, 2009 by admin  
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Elenco de “Beatles num Céu de Diamantes” festeja um ano de sucesso e amizade

Janeiro de 2008. Charles Möeller & Claudio Botelho estreiam, após tempo recorde de ensaios, um espetáculo encomendado pelo SESC-Copacabana. A idéia era criar um musical jovem, leve, com clima de verão. Charles & Claudio decidiram focar na obra dos Beatles, ícone pop mundial, e recrutaram mais da metade do elenco original de “7 – O Musical” (então de recesso), além de dois antigos conhecidos da dupla, Cristiano Gualda e Kakau Gomes. Nascia assim “Beatles num Céu de Diamantes”.

Janeiro de 2009. “Beatles num Céu de Diamantes” continua em cartaz no Rio, não mais na arena do SESC, mas no Teatro Leblon. O musical sobreviveu ao verão de 2008 e se tornou um grande sucesso de crítica e público na cidade. Teve destaque também no Festival de Teatro de Curitiba e foi apresentado em eventos como o Oi Noites Cariocas, sempre atraindo um público numeroso e vibrante.

Grande parte desse sucesso se deve à união do grupo que há mais de um ano está junto, sem substituições e alternantes. Gottsha, Marya Bravo, Kacau Gomes, Tatih Kohler, Cristiano Gualda, Cristiano Penna, Fabricio Negri, Jonas Hammar, Jules Vandystadt, Raul Veiga, Rodrigo Cirne, além de Delia Fisher (arranjos musicais e piano) e Luciano Corrêa (violoncelo) mantem, nos bastidores, um clima de amizade, carinho e alegria fundamentais para a longa vida do espetáculo.

No camarim dos homens o clima é sempre de alegria. “A gente se diverte todos os dias, chegamos felizes ao teatro. Somos amigos mesmo”, diz Jules Vandystadt.

“É raro um elenco grande como esse e com tanto tempo em cartaz ter uma convivência tão boa”, observa Fabricio Negri. “É um musical com 13 pessoas em cena que não tem hierarquia. Não tem protagonista. Esse grupo homogêneo faz toda a diferença”, afirma Rodrigo Cirne.

Mas como manter a mesma energia em um mesmo trabalho por tanto tempo?

Fabricio explica: “A gente não pode trazer os problemas pessoais pro teatro. Depois de um tempo, passado o frescor da estréia, é muito fácil chegar dizendo que está cansado etc. Então você tem que se disciplinar a deixar todos os problemas lá fora, afinal você tem uma platéia que merece o seu 100% sempre. É uma coisa que eu me cobro muito”, diz ele. “A resposta calorosa do público alimenta a gente”, complementa Jules.

O camarim das mulheres não é menos divertido. “A porta nem fecha, vive aberta”, diz Marya Bravo.

“Aqui a gente troca maquiagem, troca tudo. Só não podemos trocar de namorado”, diz Gottsha, provocando gargalhadas gerais no camarim.

“Há um equilíbrio muito grande e uma troca de experiência entre as pessoas mais jovens e as mais experientes do elenco”, afirma Marya. “Um segura a energia do outro quando é necessário”, revela Kacau.

“Às vezes nós temos um probleminha ou outro em cena, o que é normal. Mas o grupo está tão maduro, que tiramos de letra. E sabe o que é melhor? É trabalhar feliz. É muito bom vir para o seu trabalho com esse grupo tão divertido e tão unido. Desde o primeiro dia de espetáculo tem sido assim”, finaliza Gottsha.

Bateu o segundo sinal. Hora do grupo descer e fazer a habitual rodinha. A casa já está lotada. Merda para todos e bom espetáculo!


Fotos: Leo Ladeira.


“A Noviça Rebelde” e “7 – O Musical” se despedem do Rio neste final de semana

janeiro 28, 2009 by admin  
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Os espetáculos “A Noviça Rebelde” e “7 – O Musical”, dirigidos por Charles Möeller e Claudio Botelho, encerram temporada no Rio de Janeiro no próximo domingo (01/02).

Com Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos e um elenco de 44 atores/cantores, “A Noviça Rebelde” foi assistido por mais de 150 mil pessoas e foi campeão de indicações ao Prêmio Shell. O musical também marcou a reinauguração do Teatro Oi Casa Grande, no Leblon.

Já “7 – O Musical” ganhou, no ano passado, cinco prêmios APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio), que somaram-se aos três prêmios Shell que o espetáculo ganhou em 2007.

Marcelo Castro: No Comando do Som da Música

janeiro 26, 2009 by admin  
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A orquestra de “A Noviça Rebelde”, formada por 15 músicos, por muitas vezes foi considerada a alma do espetáculo. Ao final das apresentações, várias pessoas corriam para olhar o fosso e ver os responsáveis por tão belas performances musicais.

Assinando a direção musical e a regência do espetáculo, Marcelo Castro comandou o ‘som da música’ nos nove meses de apresentação de “A Noviça Rebelde” no Rio de Janeiro.

Formado em piano pelo Conservatório Brasileiro de Música e regente do Coral Universidade Gama Filho, Marcelo Castro conta nessa entrevista exclusiva ao Site Möeller & Botelho como foi participar de “A Noviça Rebelde”, espetáculo que considera um divisor de águas na produção de musicais no Brasil.

Qual é a grade da orquestra de “A Noviça Rebelde”?

Nossa orquestra é uma redução da orquestra original da estréia na Broadway que continha 28 músicos. Aqui conseguimos reduzir a grade para 15 músicos.

São os seguintes instrumentos:

2 violinos / 1 viola / 1 cello / 1 contrabaixo / 3 teclados / 1 violão / 1 flauta/flautim / 1 clarineta/requinta / 1 trompete / 1 trombone / 1 trompa / 1 percussão/bateria

Como você classifica as músicas do espetáculo?

As músicas da Noviça são muito simples, e isso é exatamente onde encontro sua genialidade. Você não consegue sair do teatro sem cantarolar as músicas, e isso é possível pela sua simplicidade e bom gosto. Realmente elas têm a cara da Broadway dos anos 50 e 60. Teve vezes em que falei para os violinos: ‘pensem na Sessão da Tarde’. Risos. Acho que o espírito é mais ou menos esse. A orquestração é maravilhosa. Uma das melhores que eu já vi.

Vocês utilizam algum instrumento que no geral não é usado em orquestras?

Em orquestras eruditas não se utiliza teclado. Mas em musicais é comum esse recurso em todo lugar do mundo. Reduz o número de instrumentos.

Como foi para você a experiência de reger esse grandioso espetáculo?

Realmente foi uma sensação maravilhosa. Nossa orquestra foi montada a dedo. Os músicos são, além de músicos, amigos. Como eu sempre disse, acho que a Noviça é um divisor de águas no que diz respeito a musicais no Brasil. Nunca vi nenhuma peça com esse nível de produção. Temos tudo que os espetáculos lá de fora têm. Sei que é chato comparar, mas eles são os melhores nisso. Ainda temos que caminhar muito para chegar perto deles, mas demos nosso primeiro passo. Acho que daqui pra frente tudo será diferente, já que as pessoas não vão aceitar mais coisas de nível duvidoso. Uma coisa já temos melhor que lá de fora: o material humano. Agora falta o dinheiro… Risos. Temos que criar um público que possa cobrar esse tipo de qualidade.


Que tal trabalhar com os músicos da orquestra da Noviça?

Geralmente nós temos muito pouco tempo para levantar as músicas. A peça toda é ensaiada com um piano tocando a redução da orquestra (vocal score). Depois que toda ou quase toda a parte de cena está levantada, começamos os ensaios de orquestra. Temos normalmente menos de uma semana para estar com a orquestra pronta para acompanhar os cantores.

No caso da Noviça conseguimos juntar os cantores com dois dias de ensaio. São muitos detalhes para acertar… como determinado cantor faz cada coisa, todas as deixas… os músicos têm tudo anotado. Procuro passar tudo o que peguei nos ensaios para os músicos, assim todos ficam preparados para o que vai acontecer. Para isso preciso de músicos excelentes e rápidos no entendimento. A diferença entre esses músicos e os músicos de uma orquestra é essa.

É muito importante que eles tenham a experiência de musical. Tudo pode acontecer num musical. Um cenário que não sai, um cantor que não entra, um vídeo que não passa, o microfone que não abre… a orquestra tem que reagir quase que instantaneamente a essas coisas. E eles reagem… cobro muito isso deles. São músicos maravilhosos e gostaria sempre de trabalhar com a maioria deles. São super preocupados para que o espetáculo esteja cada dia melhor. Nosso percursionista, por exemplo, Marcio Romano, acrescentou vários efeitos que não tinham na partitura, assim como nosso primeiro violino (Tomas Soares) que também acrescentou várias passagens. Logo, vários sons que vocês escutam durante as apresentações, não estão na partitura. Ele ouvia o CD e acrescentava.

Estamos sempre tentando melhorar. Um dia eu estava no meu camarim após as duas récitas de sábado ouvindo um CD do início da temporada e alguns músicos vieram falar que eu estava louco. Mas a idéia era a comparação se houve variações de tempo das músicas e logo depois eles defenderam. Esse é o nosso espírito. Dar ao público o melhor que nós podemos fazer.


E que tal trabalhar com sua mulher, a atriz e cantora Ester Elias (substituta de Kiara Sasso no papel de Maria e uma das freiras do coro)? Vocês trocavam figurinhas? Tiravam dúvidas?

No início sim. Sempre comentávamos alguma coisa. Ela também fazia observações sobre música, já que é uma excelente musicista. Trocávamos muitas figurinhas. Eu tinha nela uma referência do que estava acontecendo. Se o tempo estava demais, de como ela pensava na interpretação da música… e coisas assim. Foi bem legal também.


Você vai reger a orquestra em São Paulo?

Vou. Fui para Sampa em novembro para fazer teste para músicos. Três músicos daqui do Rio irão para São Paulo. Todo o resto é de lá. Rejo a peça lá de quinta a domingo e volto na segunda para dar aula aqui no Rio de segunda a quarta, afinal sou professor de química, né? Não posso abandonar meus aluninhos… Risos.


Como foi trabalhar com Charles e Claudio?

Trabalhar com o Claudio e com o Charles foi ótimo. Eles me deram total liberdade na direção musical. Assim pude produzir bastante e trabalhar com total confiança. Acho isso muito importante. Nós confiamos muito na opinião do outro. Isso faz com que nos respeitemos e possamos dar nossa opinião sobre as coisas.


E como foi ver o público reagindo com a orquestra ali presente? Eles sempre iam ver o fosso, né?

Isso realmente é muito legal! No fim da peça as pessoas vêm para a beira do fosso para olhar a orquestra. Eles vibram muito quando terminamos. Já ouvimos coisas engraçadíssimas. Tem gente que fala que somos a alma do musical, que somos a melhor parte do espetáculo. Já teve gente pedindo a baqueta do percursionista (Marcio Romano), já teve gente querendo apertar minha mão enquanto estou regendo, já teve gente me fazendo carinho na cabeça (nosso flautista, Alex Freitas, quase parou de tocar para rir). E já teve um dia que passaram direto e ninguém nem aplaudiu… hahahaha. Nesse dia nosso cellista (Saulo) disse que ia pra casa arrasado e que isso era bom para baixar nossa bola! Hahaha. É ótimo.


Mais algum comentário que você gostaria de fazer?

Eu espero que esse musical abra realmente as portas para o teatro musical aqui no Brasil e principalmente no Rio. Aqui temos que ter vários outros trabalhos para podermos compor o orçamento familiar. Sonho que um dia todos nós possamos viver somente disso. Dessa maneira podemos trabalhar muito mais profissionalmente, coisa que ainda sinto falta.

Fotos: Leo Ladeira.

Espetáculos de Möeller & Botelho concorrem ao Prêmio Shell 2008

janeiro 20, 2009 by admin  
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matria-prmio-shell-20081

Foi divulgada nesta segunda-feira, 19/01, a lista de indicados ao Prêmio Shell de Teatro do Rio, referente ao segundo semestre de 2008.

Os indicados pelo segundo semestre irão disputar o Prêmio Shell com os indicados pelo  primeiro semestre (como “A Noviça Rebelde”, que obteve quatro indicações, e “Beatles num Céu de Diamantes”, que foi indicado em duas categorias).

Os diretores Charles Möeller e Claudio Botelho concorrem na Categoria Especial.

E Ida Gomes, a Sra. A de “7 – O Musical”, receberá o prêmio especial por sua contribuição ao teatro brasileiro.

Na edição 2008 do Shell, fizeram parte do júri do Rio de Janeiro Bernardo Jablonski (professor e roteirista), Fabiana Valor (atriz e bailarina), Sérgio Fonta (dramaturgo, diretor e ator), Tania Brandão (pesquisadora e professora de História do Teatro Brasileiro) e Caique Botkay (instrumentista e compositor de músicas para teatro).

O resultado será divulgado em março. Os vencedores de cada categoria receberão uma escultura em metal do artista plástico Domenico Calabroni, com a forma de uma concha dourada, inspirada na logomarca da Shell, além de um prêmio em dinheiro.

Confira as indicações:

· ATOR: Fernando Eiras, por “A Noviça Rebelde”;

· CENÁRIO: Rogério Falcão, por “A Noviça Rebelde”

· FIGURINO: Rita Murtinho, por “A Noviça Rebelde”

· ILUMINAÇÃO: Paulo César Medeiros, por “Beatles num Céu de Diamantes”

· MÚSICA: Delia Fisher e Jules Vandystadt, pelos arranjos (vocal e instrumental) de “Beatles num Céu de Diamantes”

· CATEGORIA ESPECIAL:

- Aniela Jordan, Beatriz Secchin Braga e Monica Athayde Lopes, pela produção de “A Noviça Rebelde”;

- Charles Möeller e Claudio Botelho, pela expressiva contribuição ao gênero musical no cenário carioca


· HOMENAGEM ESPECIAL: Ida Gomes, pela contribuição ao teatro brasileiro.


Sabrina Korgut volta ao Rio em grande estilo

janeiro 19, 2009 by admin  
Filed under Avenida Q, Entrevistas


Sabrina Korgut vive dois personagens em “Avenida Q” e é novamente dirigida por Charles Möeller e Claudio Botelho

Após o estrondoso sucesso de “Sassaricando – E o Rio Inventou a Marchinha”, do qual participou inclusive do CD, a atriz e cantora Sabrina Korgut, uma das mais completas artistas de musicais do Brasil, passou uma longa temporada em São Paulo, onde atuou em “Miss Saigon”.

Em 2009, Sabrina está de volta ao Rio e em dose dupla: viverá duas personagens no musical “Avenida Q”, com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho, com quem já trabalhou em diversos espetáculos de sucesso, como “Company”, “Ópera do Malandro” e “Lado a Lado com Sondheim”.

Feliz com a volta ao Rio, com sua primeira protagonista e com a oportunidade de trabalhar novamente com os diretores, ela concedeu essa entrevista exclusiva ao Site Möeller & Botelho.

Depois de mais de um ano atuando em “Miss Saigon”, em São Paulo, você está de volta ao Rio em um musical de Charles Möeller e Claudio Botelho. E como protagonista. O que está achando disso?

Estava com saudades da cidade maravilhosa. Trabalhar em São Paulo foi uma experiência incrível e muito enriquecedora pra mim. A disciplina, o profissionalismo e o rigor dos americanos me fizeram amadurecer artisticamente em vários sentidos, e acredito ter sido fundamental para encarar esta protagonista. Agora acredito mais que nunca que tudo tem sua hora certa. Mesmo já tendo vários musicais no currículo nunca sabemos se estamos prontos ou não para defender certos personagens. Por isso é muito importante estarmos sempre atualizados e estudando de tudo um pouco.

Quando recebi o convite pro Avenue, primeiramente pra Japa Neuza, eu já tinha noção do que estaria por vir, já que sou rata de pesquisar, fuçar e descobrir pela Internet tudo que diz respeito a musicais. A emoção foi indescritível. Voltar em grande estilo aos palcos cariocas e para os braços de Claudio Botelho e Charles Moeller? Melhor impossível!

Logo veio o convite pra Kate Monster. Minha primeira protagonista e com um pequeno detalhe: agora vou ter que aprender a manipular bonecos! E como se não bastasse uma, mas duas personagens completamente diferentes, porque ainda tem a Lucy. Mais uma vez, vivendo e aprendendo! Só digo que está sendo mais divertido do que se imagina até porque não estou sozinha nessa. Elenco perfeito, diretores maravilhosos e ainda em casa? Combinação perfeita.

Sabrina ensaiando “Avenida Q” com boneco provisório
A Kate Monstra está te dando oportunidade de mostrar um lado seu de atriz bem interessante. O que está achando de vivê-la?

Talvez a questão da manipulação seja o nosso foco principal agora. Estamos sendo acompanhados por um especialista na área, pois além de nunca ter vivido nada parecido, é uma técnica que exige muita precisão e atenção. A Kate é uma fofa e depois de muito drama em Saigon, vou poder me divertir muito com ela. A Lucy então é hilária. Viver dois personagens num mesmo musical é dividir literalmente o cérebro em duas partes até porque em alguns momentos as duas contracenam! O lado atriz agradece…

Avenida Q é um musical bem moderno e pop, além de politicamente incorreto. Qual está sendo sua impressão sobre o espetáculo?

Como disse anteriormente, eu já conhecia o Avenue principalmente por causa das músicas, que são sensacionais. A peça é muito moderna, irreverente e o público irá se divertir muito e também se surpreender porque vocês não sabem do que esses bonequinhos são capazes!

A peça é cheia de surpresas e lida com assuntos muito presentes no nosso dia a dia. Talvez renove a fama que os musicais têm um pouco: ah lá vem os atores cantando o tempo todo, aquelas músicas melodiosas, sofridas, bla bla bla. Eu acho que o público tem uma tendência a gostar de peças mais alegres, coloridas… não desmerecendo as peças dramáticas, que eu adoro por sinal, mas existe sensação melhor do que sair de um espetáculo cantarolando feliz e ainda enxugando a lagrimazinha que escorreu de tanto rir? Avenue Q será uma boa terapia pra muita gente.


Que tal contracenar com André Dias, Fred Silveira, Claudia Netto, Renato Rabello, Gustavo Klein, Renata Ricci e Maurício Xavier?

Elenco feliz, resultado muito feliz. Tenho certeza que com Avenue será assim. Claudio e Charles conseguiram reunir um dream team dos musicais. É só ver o currículo de cada um. Apesar da estrutura do espetáculo ser relativamente simples comparada a de outros mega musicais, esta não é uma peça fácil.

É bem complexa vocalmente. Artisticamente nem se fala. É voz aberta pra todos os lados, todos em cena quase sempre. Se o elenco não fosse esperto e experiente, com certeza o resultado poderia ser comprometedor.

Desculpem a minha franqueza, mas como tenho fama de ser meio chata e exigente demais com meu trabalho, não meço as palavras quando o assunto é resultado. E adoro quando o elenco tem a mesma vibe …. e esse tem, e muito!

Como cantora, o que está achando das músicas de “Avenida Q” ?

Agudooooo… tô brincando. Muita gente que acompanha meus trabalhos talvez se surpreenda com este. Como os personagens são bonecos, eu tive a liberdade de criar vozes pra eles, porém com o cuidado de não cair na caricatura. Mas não basta falar diferente… o canto tem que ser igual a voz falada de cada personagem. E dá-lhe técnica! A Kate tem uma voz mais agudinha e ainda estou me adaptando tecnicamente pra me acostumar com ela.

A Lucy já é grave….no peito. Então você imagina as cenas em que as duas contracenam? A laringe e as cordas vocais gritam: socorro! Mas todos os atores estão passando por isso e trabalhando regiões vocais impressionantes.

com Claudio Botelho, em Company
Vamos falar de outros trabalhos seus com a dupla Möeller & Botelho. Quais foram os mais significativos para você e por que?

Ih difícil… porque tenho um carinho especial por cada um deles, até porque todos foram ótimos. O “Company” foi o primeiro e me abriu muitas portas. Meu primeiro musical da Broadway, com um dos solos mais bonitos que conheço e que me rendeu um grande elogio do próprio autor, Sondheim! Ele disse que era uma das performances mais impressionantes do personagem que ele já havia visto. Suas palavras foram registradas na revista Sondheim review.

A “Ópera do Malandro” e a Fichinha foram um capítulo a parte. Contracenar com Mauro Mendonça, Lucinha Lins e todo aquele elenco maravilhoso foi inesquecível. Ver o Coliseu de Portugal lotado aplaudindo a gente aos gritos vai ficar pra sempre na memória.

Fiz uma temporada do “Cristal Bacharah” e nunca me diverti tanto. O engraçado é que quando este espetáculo estreou eu era louca pra fazer, mas o próprio Möeller virou pra mim e disse: “Pode esquecer! Não vou tirar você da Ópera do Malandro nunca!” Ele esteve certo por um tempo, pois assim que acabou a Ópera surgiu a oportunidade de participar de “Cristal”.

Logo depois veio o “Lado a Lado com Sondheim”, onde tive o privilégio de contracenar com minhas queridas amigas e divas: Ivana Domenico, Marya Bravo e Ester Elias, além do próprio Botelho, pela segunda vez. Era um espetáculo muito difícil que dependia única e exclusivamente do talento de cada um. E tivemos um resultado surpreendente. Como aprendi com as linhas tortas e complexas de Sondheim!

O “Sassaricando” era só festa! Era esse o objetivo do espetáculo. Levar alegria por onde ele passasse. Eu lembro da minha reação ao receber o roteiro da peça. Como vou decorar mais ou menos 100 marchinhas de carnaval? Eu me emocionava muito de ver as pessoas revivendo suas lembranças, cantando as músicas e pedindo bis no final de toda sessão. Foi um sucesso estrondoso. Por isso que o bonde está aí até hoje arrastando multidões.

Como é pra você ser dirigida por eles?

Muita gente vai ler esta pergunta e dizer: a Sabrina é suspeita porque é queridinha deles…. eu não concordo muito com isso de queridinha ate porque eles não fazem esta linha. Acho que todos os trabalhos que fiz com eles tiveram resultados bons e por isso tô aí de novo. Não sou muito de ficar rasgando elogios pois isso eles escutam aos montes. Prefiro demonstrar o meu carinho e respeito por eles de outra forma. Fica implícito em tudo que eu faço e eles sabem disso. Ser dirigida por eles é sempre um aprendizado. A agilidade que o Charles levanta um espetáculo… Quando vemos está tudo pronto e nós, atores, já perfeitamente inseridos no contexto. Tudo acontece sem sofrimento. O Claudio sempre atento aos mínimos detalhes e quando menos se espera lá vem ele com mais um temperinho. Resumindo: Adoro muito esta dupla!

“Gloriosa”: Montagem imperdível inaugura Teatro Fashion Mall

janeiro 17, 2009 by admin  
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Por Lionel Fischer

Dentre os muitos temas abordados por Peter Quilter em “Gloriosa”, talvez o mais significativo diga respeito ao desejo. A protagonista, a norte-americana Florence Foster Jenkins (1868-1944), filha de um banqueiro bem-sucedido, começou a fazer aulas de canto ainda criança. No entanto, ao perceber que ela não tinha a menor vocação para o ofício, seu pai recusou-se a continuar pagando as aulas. O normal seria, pelo menos naquela época, que Florence abdicasse de seu desejo e seguisse o previsível futuro que lhe estaria destinado. Mas aos 17 anos ela fugiu de casa e insistiu em continuar estudando canto lírico, acabando por tornar-se uma celebridade. Tal celebridade, no entanto, não se deu em face de seu talento, mas de suas excentricidades e sobretudo de sua total incapacidade como cantora. Ela se acreditava talentosa e afinada, mas na verdade era uma catástrofe.

Eis, em resumo, o enredo de “Gloriosa”, peça que inaugura o belíssimo Teatro Fashion Mall. Marisa Murray assina a tradução, cabendo a Claudio Botelho a adaptação e direção musical, estando a direção a cargo de Charles Möeller. Na pele da protagonista, Marília Pêra divide a cena com Guida Vianna – Maria, a empregada; Dorothy, a amiga; e Verinda, a mulher que humilha – e Eduardo Galvão, que interpreta o pianista Cosme McMoon. O pianista Silas Barbosa toca na coxia o que o ator dubla em cena.

Como dissemos no parágrafo inicial, talvez o tema mais importante de “Gloriosa” seja o desejo. Mesmo que muitas vezes ridicularizada, Florence sempre seguia em frente, o que muitos chegaram a considerar como a materialização não de mera teimosia, mas de evidente sintoma de loucura – ela alegava que seu “ouvido interno” lhe garantia que cantava de forma irretocável, não percebendo a dicotomia quando cantava de fato. Pois bem: e que importância teria se ela padecesse de algum distúrbio psíquico mais grave? O que importa destacar é a tenacidade de uma mulher que jamais abdicou do seu desejo, que priorizou seu impulso essencial independentemente dos “ouvidos apurados” daqueles que lotavam seus recitais. E se o faziam, podemos supor que a vontade de se divertir “com uma louca” fosse a causa principal. Mas nada nos impede de também supor que uma monumental inveja, ainda que latente, habitava o coração de todos que a assistiam, pois certamente a maioria não tinha um décimo da coragem de Florence para ao menos tentar viabilizar seus projetos, optando por conformar-se em assumir papéis convencionais em uma sociedade puritana e repressora.

Quanto ao espetáculo, Charles Möeller impõe à cena uma dinâmica que, sabiamente, dispensa inúteis mirabolâncias formais e investe naquilo que realmente importa: a relação que se estabelece entre os ótimos personagens. Mas cumpre registrar a criatividade de suas marcações, a precisão rítmica e sobretudo a capacidade do encenador de ajudar os atores a criarem performances inesquecíveis. A começar pela de Marília Pêra.

Ao longo desses 20 anos de exercício da crítica teatral, assistimos inúmeros espetáculos protagonizados por Marília. E à medida que o tempo ia passando, nossa dificuldade aumentava, pois quando imaginávamos já ter esgotado todo nosso repertório de elogios, eis que a atriz nos obrigava a criar outros, dada sua infinita capacidade de surpreender e de se reinventar como intérprete. No presente caso, Marília está diante de um enorme desafio, pois é obrigada a cantar mal, quando todos sabemos que canta esplendidamente – aliás, ela só canta efetivamente bem uma única música, no final do espetáculo, a “Ave Maria”, de Gounod, criada em cima do “Prelúdio nº 1”, em dó maior, de Bach. Podemos, portanto, imaginar o esforço e atenção da atriz para desvirtuar seu dotes naturais, mas evitando cair em inadequado exagero.

Mas além de conseguir o que nos parece um prodígio, Marília Pêra exibe um trabalho corporal absolutamente extraordinário, que valoriza não apenas os aspectos cômicos da personagem, mas também suas carências e fragilidades, assim como componentes trágicos, eventualmente sugeridos, mas sempre de forma sutil. Enfim, estamos diante de mais um trabalho desta que consideramos, sem nenhuma hesitação, como uma das melhores atrizes do planeta (já dissemos isso algumas vezes…) e que converte o ato de assisti-la em um privilégio ao qual nenhum espectador minimamente sensível pode se furtar. Assim, desejamos, de todo coração, que os sempre caprichosos deuses do teatro continuem abençoando esta mulher que, através de seu dificílimo ofício, nos possibilita sempre um inesquecível encontro com o teatro e, portanto, com cada um de nós.

Quanto a Eduardo Galvão, o ator parece ter vindo ao mundo com a expressa finalidade de dar vida ao charmoso e cínico pianista, mas ao mesmo tempo possuidor de comovente dose de humanidade, sendo que esta última virtude vai se acentuando ao longo do espetáculo.

E o que dizer de Guida Vianna em seus três papéis, completamente díspares e que ela consegue materializar de forma irretocável? Nada além do óbvio: estamos diante de uma atriz capaz de fazer qualquer personagem, em especial aqueles em que o humor predomina – na pele da desbocada e furiosa Verinda, a atriz está tão engraçada que às vezes a montagem tem que ser brevemente interrompida, até que o público pare de rir.

No tocante à equipe técnica, destacamos com o mesmo entusiasmo a tradução de Marisa Murray, a adaptação e direção musical de Cláudio Botelho, a inspirada cenografia de Rogério Falcão, os hilariantes figurinos de Kalma Murtinho, a trilha sonora de Marcelo Claret e a expressiva iluminação de Paulo César Medeiros, cabendo ainda mencionar o virtuosismo do pianista Silas Barbosa, que contribuem de forma decisiva para o êxito deste espetáculo simplesmente imperdível.

Publicado originalmente no Blog do Crítico e Professor de Teatro Lionel Fischer.

Encontro histórico entre Famílias da Noviça Rebelde do Rio e São Paulo

janeiro 17, 2009 by admin  
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Antes da matiné de “A Noviça Rebelde“ deste sábado, 17/01, um encontro histórico agitou o Oi Casa Grande. As crianças que atuarão no espetáculo em São Paulo vieram ao Rio especialmente para conhecer as três famílias de crianças cariocas.

Animadas, as crianças se entrosaram, tiraram fotos, ficaram amigas. Depois, pelos nomes de seus personagens, subiram ao palco para serem apresentadas e tirarem fotos.

Ao final, uma surpresa: todos cantaram “So Long, Adeus”.

Foi uma tarde histórica.

Confira as imagens:

Todas as Glórias para Marília

janeiro 17, 2009 by admin  
Filed under Críticas, Gloriosa

Grande dama do teatro brasileiro, Marília Pêra sempre teve a seu favor a facilidade que tem de fazer rir. Sua celebrada verve cômica não era ingrediente principal de ‘Mademoiselle Chanel’, merecido sucesso de 2004, mas, em ‘Gloriosa’, volta ao status de protagonista.

As gargalhadas na platéia já são ouvidas na cena inicial, com a composição atrapalhada e hilariante da atriz para Florence Jenkins, a mais desafinada das cantoras líricas americanas.

Mas, além do riso, há mais: Marília faz da personagem não uma caricatura, mas alguém plausível que, na inabilidade de enxergar o outro, lançava luz sobre si mesma, mesmo diante do escárnio, do deboche alheio, a fim de alcançar algum contentamento — a cura de seus males.

A fuga da realidade ao mundo real, ouvir as árias de ópera que a milionária assassinava em notas completamente erradas é como compartilhar de uma travessura, especialmente saborosa na ‘Ária da Risada de Adele’.

A conduzi-la neste anti-musical de Peter Quilter, de texto leve e fluente, Claudio Botelho e Charles Möeller não temem as piadas prontas e encontram o equilíbrio delicado entre a comédia rasgada e algum drama. Guida Vianna, em vários papéis, se sai bem, assim como Eduardo Galvão, como o pianista da diva às avessas. Cenários e figurinos vistosos são outros pontos positivos deste espetáculo sem contra-indicações.


Por André Gomes – O Dia – 16/01/09.


Magistral, absoluta, admirável – Crítica: Gloriosa (Jornal O Globo)

janeiro 15, 2009 by admin  
Filed under Críticas, Gloriosa


Adjetivo pouco é bobagem para descrever a atuação de Marília Pêra em “Gloriosa”.

Interpretando Florence Foster Jenkins, excêntrica figura que pontuou com seu malo canto, como nota Tânia Brandão, o cenário artístico americano na primeira metade do século passado, ela conquistou a unanimidade dos quatro críticos do GLOBO, que se derramam em elogios à atriz — diferentemente da nada talentosa soprano que tão bem interpreta —, uma das mais versáteis e com mais recursos do teatro brasileiro.

Marília é a alma em torno da qual se montou um espetáculo de produção impecável — direção, figurinos, luz e cenários, tudo arrancou dos críticos adjetivos como “excepcional”, “excelente”, “admirável”.

A sentença final é clara: “Encantador, divertido e até emocionante”, descreveu Barbara Heliodora. A atriz Ana Kutner, que estreia nesta sessão, saiu do espetáculo “com o coração leve, tocado e cheio de música”.

“Não perca”, aconselha Tânia, que o definiu como “teatro em estado puro”.

É em grande estilo, portanto, que o Teatro Fashion Mall abre as portas. As cadeiras, desconfortáveis, lembram as da classe econômica de avião, mas o bizarro universo da antissoprano Florence promove uma prazerosa viagem para o público.


Confira as Críticas:


O implausível contado com talento

Barbara Heliodora

Nem sempre as lendas tratam de princesas adormecidas; no folclore novaiorquino, uma das mais pitorescas é a de Florence Foster Jenkins, motivo de piadas e risos com o sucesso de seus recitais beneficentes. O que a tresloucada milionária pensava estar cantando e o que ela efetivamente emitia com sua voz tão potente quanto desafinada eram coisas completamente diversas, e ela destruía as mais belas e difíceis árias de ópera com um entusiasmo e um amor fenomenais.

O espetáculo que inaugura o Teatro Fashion Mall tem por base um texto de Peter Quilter, que elabora uma divertida (e dolorosa) passagem pela carreira da famosa não-cantora, com fluente tradução de Marisa Murray, adaptada para esta montagem por Claudio Botelho. Com a ação fortemente centrada na figura da milionária americana, os episódios são ligados por um narrador e contam com pequenas interferências de outros personagens. A história da cantora Florence é tão extraordinária que se torna indispensável conhecer sua personalidade a fim de se poder aceitar os fatos — e o texto faz essa apresentação compactada de forma leve e divertida, e inclui o final de modo tão inesperado e chocante quanto ele foi na vida real.

A encenação de “Gloriosa” é exemplar: a cenografia de Rogério Falcão detalha bem o clima de ilusão e sonho em que vive a cantora, sendo despojado e evocativo para os outros ambientes. Os figurinos de Kalma Murtinho são um capítulo à parte, de categoria e requinte em tudo e por tudo excepcionais, tanto em forma quanto em conteúdo significativo.

Direção confere “verdade” à história A luz de Paulo Cesar Medeiros é de alta qualidade, assim como o desenho de som de Marcelo Claret. A execução ao piano de Silas Barbosa oferece o apoio preciso e corajoso aos desmandos da cantora.

A dupla direção de Charles Möeller e Claudio Botelho é primorosa, elaborando a ação e a personalidade da protagonista de modo a dar plausibilidade cênica ao que, mesmo sendo verdadeiro, parece realmente implausível.

Eduardo Galvão interpreta com segurança o pianista que, do horror inicial, chega à afeição e compreensão do caos musical que é sua empregadora.

Guida Vianna se sai bem na empregada mexicana, porém soa um tanto falsa tanto como a amiga quanto como a indignada espectadora.

Tudo isso, no entanto, é apenas o que cerca a magistral atuação de Marilia Pêra, que transmite a infantil e imbatível alegria dessa perturbada Florence, absolutamente convencida de que é melhor que GalliCurci, admirada por Cole Porter e que rivaliza com Frank Sinatra em popularidade. Para uma cantora tão afinada quanto Marília não é fácil executar os delirantes desafinos de sua personagem, e é realmente um prazer vê-la transmitir a deslumbrada ingenuidade desse estranho acidente de percurso que se chamava Florence Foster Jenkins; com Marília Pêra, podemos compreender o fascinante mistério desse episódio da vida americana, e só podemos desejar que o original tenha sido pelo menos tão atraente em suas atuações. “Gloriosa” é um semimusical encantador, divertido e até emocionante.


A encantadora arte do desastre


Tânia Brandão


Há uma atriz que encanta as platéias brasileiras, comove o público com sua destreza no canto, na representação, na intensidade de sua presença em cena. Ela é senhora de sua arte, perfeccionista.

As plateias, comovidas, retribuem a sua dedicação ao ofício com uma aclamação sincera. Por isto, é uma diversão sensacional ver um espetáculo em que a dama irresistível nos mostra outra artista, uma pessoa que existiu, e que fazia estrondoso sucesso exatamente por sua total incompetência. No lindo teatro do Fashion Mall, Marília Pêra apresenta Florence Foster Jenkins, soprano americana que decidiu dedicar a sua vida ao bel canto, ainda que fosse incapaz de emitir uma só nota afinada, um só ritmo correto. Não há dúvida: o espetáculo é histórico.

A montagem é uma adaptação de Claudio Botelho do texto inglês de Peter Quilter, tradução de Marisa Murray.

Não há de saída qualquer sinal de empatia, solidariedade ou compaixão com a musa do malo canto, mas sim bastante impiedade, afinal um modo britânico de olhar alguém que decidiu impor a própria nulidade aos contemporâneos. A direção de Charles Möeller é desenhada a partir desta chave, sob certo tom de distanciamento; narração e teatralidade são as linhas mestras da encenação. A escolha torna o espetáculo hilário já na primeira cena, pois Marília Pêra joga em cena, com requintes, o desencontro entre a musa e a arte. Há um cálculo divertido e bem desenhado do teatro como jogo, efeito de cena, sustentado também pelo galã cínico charmoso, de Eduardo Galvão. Na pele do pianista Cosme McMoon, ele é um acompanhante a princípio de aluguel e logo solidário, e eficiente narrador da trama.

Guida Vianna, notável como a empregada mal-humorada O impacto da cena é completado pela irreverente Guida Vianna, notável na empregada mal-humorada e irascível, indicador eficiente da cegueira de Florence diante do mundo. Logo a ação oscila a favor da busca de alguma humanidade para a dama desastrosa, um pouco para viabilizar o final, um golpe de teatro: Marília Pêra nos brinda com todo o esplendor de sua voz e de sua mágica presença em cena, na “Ave Maria”, de Bach e Gounod.

Guida Vianna tem ainda uma atuação muito divertida na caricatural professora Verindah Gedge, cuja função é a de ajudar a expor a fraqueza da cantora; na amiga Dorothy, mais séria, o resultado não é tão forte.

A montagem é preciosa, excelente programa de teatro. A direção musical de Claudio Botelho é precisa e segura. Os figurinos de Kalma Murtinho são inesquecíveis: preciosos, elegantes, humorados, belos, registram a época da ação e o exuberante perfil de Florence.

A luz de Paulo Cesar Medeiros é uma partitura de intenções e sutilezas. Os cenários de Rogério Falcão, teatrais no pleno sentido do termo, apostam na idéia de retrato da alma ao conjugar espaços objetivos e visão de mundo. Para a plateia de teatro, é um presente dos deuses — um palco novo, Marília Pêra, elenco de primeira e teatro em estado puro.

Não perca.


O fino desafino de uma intérprete

Ana Kutner

Para uma atriz, é um privilégio assistir a Marilia Pêra.

Desta vez, no espetáculo “Gloriosa”, interpretando Florence Foster Jenkins, uma cantora que só iniciou sua carreira após herdar do pai uma herança milionária nos anos 1940 e se consagrou não por cantar bem, mas por cantar muito mal.

Charles Möeller e Claudio Botelho fazem com que os momentos musicais não se sobreponham à encenação, trazendoos para mais perto do diálogo, explicitando assim como a música e o canto eram realmente vitais para Florence. O mais interessante desta montagem é que a direção de Charles Möeller, além de desenvolver tão bem uma rica história verídica, usa o artifício de pôr em cena a atriz que interpreta Florence cantando perfeitamente, como se fosse a hipotética maneira com que ela se escutava ao cantar. O que só é possível de ser executado por uma atriz cante. E muito bem.

Marília Pêra é puro e admirável virtuosismo técnico. A questão não é cantar desafinada, o que impressiona é que ela canta certo, mantendo a extensão da nota como escrito na partitura, só que desafinando esta nota! É emocionante vê-la ampliando os próprios limites como atriz e fazendo com que nós, na platéia, embarquemos com ela como se houvesse uma única trajetória. E com a mesma condução, ela muda o vetor para uma nova possibilidade totalmente inédita e tão rica quanto a anterior, na qual o humor e a emoção transitam sem pudores e com alvos certeiros.

Cumplicidade de duas atrizes em cena Guida Viana interpreta três personagens: Maria, a hilária empregada mexicana de Florence; Dorothy, amiga da cantora; e a Sra Verindah, professora de piano que age com crueldade com Florence quando a acusa de falta de talento.

É um prato cheio para ela, que constrói corporalmente, de maneira sutil e bem-humorada cada um. Guida abusa do humor e cria com Marília Pêra uma cumplicidade deliciosa.

Eduardo Galvão interpreta Cosme McMoon, o pianista que acompanhou Florence por dez anos, e usa inicialmente uma construção crítica e debochada em relação ao universo de Florence, triangulando a sua comunicação com a plateia e fazendo com que nos identifiquemos imediatamente com ele. É a ponte necessária para entrarmos neste universo tão singular, para fazermos juntos a transformação inevitável de nos reconhecermos, como ele, totalmente envolvidos com a verdade e a coragem com que Florence viveu.

Excelentes a delicada luz de Paulo Cesar Medeiros, o impecável cenário de Rogério Falcão e os figurinos de Kalma Murtinho, que se adequam aos gestos e movimentos de Marília/Florence.

Um espetáculo que nos faz deixar o Teatro com o coração leve, tocado e cheio de música.


Uma atriz no auge da sutileza

Jefferson Lessa

Claudio Botelho e Charles Möeller poderia levar o espectador incauto a pensar que “Gloriosa” é um musical. Não é.

É uma comédia dramática que conta uma passagem da vida de Florence Foster Jenkins (18681944), abilolada milionária americana que acreditava (ou fingia acreditar, há controvérsias…) ser uma das maiores cantoras líricas de seu tempo. Ou seja, trata-se de um antimusical em que a estrela Marília Pêra precisa desafinar feio para apresentar um espetáculo lindo.

Lindo e quase perfeito. A começar pelo texto do inglês Peter Quilter, apresentado pela primeira vez em agosto de 2005 em Londres. A tradução de Marisa Murray é tão fluida e “arredondada” que nos leva a crer que estamos assistindo a uma peça escrita originalmente em português, mas sem que nos esqueçamos, por um mísero minuto, de que estamos imersos no universo anglo-saxão.

O deslumbramento passa pelos figurinos de Kalma Murtinho: “maluquinhos” para Florence (ela seguia usando os vaporosos trajes da década de 1920, independentemente da moda vigente), caricatos para a criada mexicana e para a professora de música (Guida Vianna, engraçadíssima, ainda interpreta uma amiga de Florence) e sóbrios para o pianista (Eduardo Galvão, que maneja com delicadeza e graça a passagem do deboche original por sua patroa a uma verdadeira e tocante afeição pela velha senhora).

Do riso solto à torcida aberta por Florence Tudo isso se combina aos cenários eficientes, elegantes e evocativos de uma época a cargo de Rogério Falcão, ao design de luz de Paulo Cesar Medeiros, que pontua passagens sem jamais se impor ao espetáculo. E é assim que se chega à quase perfeição de “Gloriosa”.

Cenários, coadjuvantes afiados, iluminação admirável, tradução e figurinos servem como uma moldura de alto luxo para a estrela. Marília Pêra está no auge da sutileza. Uma personagem como Florence seria um prato cheio para o deboche puro e simples, para o exagero cômico, para a caricatura. Nada disso. Com sua visão fina de sempre, Marília nos dá uma lição de humanidade. Em pouco tempo, o espectador passa do riso solto à torcida aberta por aquela mulher mimada, infantilizada e ridícula. Pare e pense: quantas atrizes seriam capazes de criar tanta empatia? Marília, a diva que Florence acreditava ser, desnuda a senhora Jenkins que existe em cada um de nós.

Só nos resta torcer por ela.

Depois da apresentação de domingo passado, Marília Pêra comentou que havia adorado a plateia daquela noite. Que o público havia se comportado como os espectadores de Florence, vaiando seus opositores e aplaudindo em cena aberta a destruição de árias como a da Rainha da Noite, de Mozart. A atriz também disse que isso era bom para o espetáculo e para ela. Estamos todos de parabéns.


Fonte: O Globo – 15/01/09.


Verão Musical

janeiro 14, 2009 by admin  
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Gloriosa: Marília exercita seu virtuosismo

janeiro 14, 2009 by admin  
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Marília exercita seu virtuosismo


Atriz domina com segurança as possibilidades da voz ao interpretar cantora sem talento


Macksen Luiz – Jornal do Brasil – 14/01/09

A história real de Florence Foster Jenkins tem a peculiaridade de demonstrar como a excentricidade de uma milionária, que se supunha cantora e fazia bizarras apresentações, a expunha ao ridículo de sua própria veleidade. Como presidente de associações femininas e com o dinheiro que dispunha, comprava não só a platéia, mas também as amenidades que oferecia ao público (a garrafa de jerez com seu rosto estampado era de praxe) e toda a produção do espetáculo. É desta personagem curiosa de que trata a comédia musical de Peter Quilter, que inaugura o confortável Teatro do Fashion Mall. A desastrada voz de Florence, que assassinava qualquer repertório e era acompanhada por figurinos e gesticulação tão dissonantes quanto a sua pretensão, se transformaria em objeto de culto numa Nova York vivendo os ecos da Segunda Guerra Mundial.


Os figurinos de Kalma Murtinho são valorizados pelo teatralismo dos efeitos

O ápice e o final da carreira nada ortodoxa da cantora viriam com o convite que recebeu para um recital no templo do Carnegie Hall, onde mais uma vez se empresariou, recebeu as chacotas de sempre e os aplausos dos curtidores fiéis, na celebração definitiva de sua inquebrantável incompetência vocal.

O modo como Florence criou um universo paralelo para abrigar a sua ensombrada consciência da falta de talento é visto pelo autor como apenas um detalhe em meio aos flagrantes de sua obsessão por cantar. O pianista que a seguiu até a morte é o narrador e, ao mesmo tempo, quem repõe a realidade em contraponto aos delírios vocacionais de Florence. Mas o que se acentua no texto é o comportamento da personagem visto em seu aspecto mais externo, naquilo que alguém com tais atitudes seria capaz de demonstrar. Ainda que o desenho tenha traços sublinhados pelo esboço, o autor, pelo menos, não tentou especular sobre as razões para tais comportamentos ou atribuir explicações. Apenas expõe uma história verídica.

A dupla Charles Möeller e Claudio Botelho se identifica com o mundo do musical estabelecendo com a montagem aproximação com a época e o clima do show business nova-iorquino, já que não há muito mais a extrair desta comédia do que sua escrita propõe. Com seus diálogos articulados com o humor, exigência de uma atriz de forte presença e instrumentos técnicos afiados, especialmente vocais, e com clima entre o nostálgico e o efusivo, o espetáculo corre macio sobre esses trilhos. Os diretores utilizaram bem os elementos de que dispunham e fazem com que a montagem evolua sem maiores percalços, superando as dificuldades de mudanças de cenários com projeções e trilha saborosa.

O cenário de Rogério Falcão com estrutura que possibilita variações de ambientes não tem a agilidade que possa acelerar as necessárias modificações. Os figurinos de Kalma Murtinho se valorizam, não só pela sua exuberância e detalhismo de confecção, como pelo teatralismo dos efeitos. A luz de Paulo César Medeiros confere um ar de espetacularidade à cena.

Eduardo Galvão, como o pianista Cosme McMoon, demonstra elegância e discrição que se ajustam ao papel do narrador. Guida Viana, em três personagens, tira o melhor partido de cada um delas. Seja como a empregada mexicana, com seu sotaque e língua destravada, como a amiga de Florence ou como a amante de música indignada com o fiasco da “diva”, a atriz é sempre divertida.


Ave Maria irretocável

Marília Pêra exercita, uma vez mais, a extensão de seu virtuosismo como intérprete. Adotando uma linha de comédia, que remete à tradição dos atores populares, depurando com meios sofisticados o humor mais sutil, dominando com segurança as possibilidades da voz, e atuando com a vitalidade da sua maturidade de atriz, Marília Pêra oferece um grande prazer de assisti-la. Quando Florence volta ao palco para finalmente soltar a voz aprisionada dentro de si, Marília Pêra excede no golpe de teatro que este finale representa, com interpretação límpida e irretocável de Ave Maria, de Bach/Gounod.

“A Noviça Rebelde” e outros dois musicais chegam a SP em 2009

Gloriosa: Marília Pêra acerta no erro de Jenkins

janeiro 13, 2009 by admin  
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Gloriosa: Marília Pêra acerta no erro de Jenkins

Versátil atriz vocacionada para o canto, Marília Pêra já encarnou intérpretes de universos musicais díspares como Carmen Miranda (1909 – 1955), Dalva de Oliveira (1917 – 1972) e Maria Callas (1923 – 1977). Contudo, para entrar na pele de Florence Foster Jenkins (1868 – 1944), a cantora lírica retratada no musical Gloriosa, a atriz teve que desaprender a arte do canto para ter credibilidade no papel da lendária Jenkins, pianista que, por impossibilidade de tocar seu instrumento devido a um acidente, resolve se lançar na carreira de cantora lírica sem ter o menor talento para o ofício. É nesse persistente erro de Jenkins que Marília Pêra acerta mais uma vez e brilha ao protagonizar essa comédia musical que estreou na Inglaterra em agosto de 2005 e chegou ao Rio de Janeiro na sexta-feira, 9 de janeiro de 2009, após breves temporadas de ajustes em cidades como Niterói (RJ) e Santos (SP).

Espetáculo de Charles Möeller e Claudio Botelho, Gloriosa não é propriamente um musical como tantos assinados pela dupla. É, a rigor, uma comédia em que a música assume papel central por conta da devoção cega de Jenkins ao canto lírico. Por errar praticamente todas as notas das árias a que se propunha a cantar, a milionária nascida na Pensilvânia se tornou alvo de piada e de deboche. No entanto, talvez por uma questão de humanidade, fãs ilustres como Cole Porter (1891 – 1964) também iam aos recitais armados pela pretensa cantora nos saguões de hotéis luxuosos. Em suas apresentações, Jenkins contava com o acompanhamento do pianista Cosme McMoon, interpretado com competência por Eduardo Galvão. De início interessado nas vantagens financeiras propostas pela cantora, McMoon aos poucos se deixa seduzir pela personalidade carismática de Jenkins, que chegou a lotar o Carnegie Hall (NY, EUA) em 1944 num recital de críticas tão negativas que, além de destruir a ilusão de Jenkins, a levaram a um enfarte que provocaria a sua morte, algumas semanas depois.

Com sua notável habilidade, Marília deixa aos poucos o espectador entrever as fragilidades e carências de Jenkins. E dá show de profissionalismo nos números musicais – como Mein Herr Marquis (Ária da Risada de Adele) e A Rainha da Noite (da ópera A Flauta Mágica, de Mozart) – em que precisa desafinar e errar o que ela, Marília, sabe fazer certo pelo dom natural e pela disciplina com que vem aprimorando esse dom ao longo de uma carreira… gloriosa. Talento ratificado no pungente número final, Ave Maria (Bach e Gounod), quando, numa licença dramatúrgica, o texto faz com que o espectador ouça Jenkins com a afinação e o brilho que (supostamente) a desastrada cantora lírica sempre pensou ter (ou fingiu pensar ter…). Impossível não se emocionar.

Com figurinos deslumbrantes de Kalma Murtinho (e as roupas excêntricas de Jenkins eram um show à parte em seus recitais) e intervenções comunicativas de Guida Vianna (em especial na pele da empregada mexicana que não se entende com sua patroa), Gloriosa tem o fino acabamento da dupla Möeller & Botelho e, acima de tudo, é o veículo para Marília Pêra atestar mais uma vez o talento ímpar que a coloca entre as melhores atrizes do mundo.

Por Mauro Ferreira – Blog Notas Musicais – 13/01/09.

“A Noviça Rebelde” e outros dois musicais chegam a SP em 2009

janeiro 13, 2009 by admin  
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“Gloriosa” estreia no Rio

janeiro 9, 2009 by admin  
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A atriz Marília Pêra, que já soltou a bela voz cantando Carmen Miranda, desafina tudo o que pode — e o que achava que não podia — para interpretar a excêntrica milionária Florence Jenkins em “Gloriosa”, musical que estréia hoje, no novíssimo Teatro Fashion Mall, em São Conrado. — Foi um trabalho duplo: tive que aprender a cantar as músicas da peça e depois desaprender, pois a Florence tentava cantar certo, mas não alcançava as notas. Ela não tinha graves, só agudos — diverte-se Marília, que já viajou com o espetáculo por Porto Alegre, Brasília, Goiânia e Santos.

Marília canta seis músicas, entre elas “A rainha da noite”, de Mozart, “A canção do sino”, da ópera “Lakmé”, e “Ave Maria”, de Gounod (já afinada, no fim da história). A montagem brasileira da peça de Peter Quilter , que estreou em 2005 na Inglaterra, conta ainda com Guida Viana e Eduardo Galvão no elenco. A direção fica a cargo de Charles Möeller e Claudio Botelho, dupla dinâmica dos musicais.

Por mais mirabolante que pareça, a peça conta a história real de uma herdeira que virou cult nos anos 1940 — os recitais anuais que promovia no Hotel Ritz, em Nova York, eram concorridíssimos. Já com 76 anos, fez uma antológica apresentação no Carnegie Hall. Os ingressos se esgotaram em menos de duas horas.

— Foi uma noite de deboche, com uma hora e meia de risadas. No dia seguinte, os críticos soltaram frases bombásticas. Um mês depois, talvez por depressão, ela morreu.

Mas, com certeza, despertou amor às avessas — conclui Möeller.


Serviço:

Teatro Fashion Mall: Estrada da Gávea 899, 2º  piso, São Conrado — 3222-2495. Qui a sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 70 (qui e sex) e R$ 80 (sáb e dom). 105 minutos. Até 1o de março. Não recomendado para menores de 12 anos. Estréia hoje.

Fonte: O Globo – Rio Show – 09/01/09.

Na mídia: Gloriosa

janeiro 8, 2009 by admin  
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Por Dentro da Avenida Q

janeiro 7, 2009 by admin  
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Sabrina Korgut, Fred Silveira, Renata Ricci, Andre Dias, Renato Rabelo, Claudia Netto, Gustavo Klein e Maurício Xavier: o elenco brasileiro de “Avenida Q”


Nesta terça, 6/1, foi realizada uma nova etapa de ensaios de texto e música de “Avenida Q“, musical dirigido por Charles Moeller & Claudio Botelho.

Com todo o elenco reunido, Charles e Claudio dirigiram marcas e alguns números musicais, como “If You Were Gay”, “Everyone’s a Little Bit Racist”, ”The Internet is for Porn” e “Purpose”, que ganharam versões em português assinadas por Claudio.

Os atores ensaiaram sem os bonecos que usarão em cena. Também participaram do ensaio as diretoras assistentes Tina Salles e Paula Sandroni, o supervisor musical Marcelo Castro e a pianista Zaida Valentim.

Confira as imagens do ensaio de ontem de “Avenida Q”:

Renato Rabelo, Andre Dias, Renata Ricci, Sabrina Korgut e Maurício Xavier

O elenco ensaia com Paula Sandroni

Andre Dias e Claudia Netto

Sabrina Korgut, Renata Ricci e Fred Silveira:  “The Internet Is for Porn”

Fred Silveira, Renata Ricci e Gustavo Klein:  “Purpose”

Andre Dias e Maurício Xavier

Gustavo Klein e Renata Ricci

Zaida Valentim

Fred Silveira

O elenco ouve as observações finais de Charles Möeller

Musicais de Möeller & Botelho reestreiam hoje

janeiro 2, 2009 by admin  
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Passados os festejos de Natal e Ano Novo, é a hora dos musicais de Möeller & Botelho voltarem ao cartaz no Rio.

“A Noviça Rebelde” e “Beatles num Céu de Diamantes” reestréiam hoje, 02/01.

Já o estrondoso sucesso de crítica e bilheteria “Sassaricando – E o Rio Inventou a Marchinha”, que tem concepção, pesquisa e roteiro de Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral; direção de Claudio Botelho; e cenário de Charles Moeller, está de volta ao Rio, dois anos depois de sua estréia. A novidade da temporada é a entrada no elenco da atriz e cantora Inez Viana (no lugar de Soraya Ravenle) e da cantora Beatriz Faria (no lugar de Ivana Domenico).

Serviço:

A NOVIÇA REBELDE
Oi Casa Grande.
Av. Afrânio de Mello Franco, 290, Leblon (2511-0800).
Cap.: 456 pessoas.
Qua a sex, às 20h30m. Sáb, às 17h e 21h. Dom, às 18h.
R$ 70 (balcão), R$ 100 (platéia) e R$ 120 (camarote).
Estudantes e idosos pagam meia.
Duração: 2h45, com intervalo.
Classificação: 5 anos.
Até 1º de fevereiro.


BEATLES NUM CÉU DE DIAMANTES

Teatro Leblon  Sala Fernanda Montenegro.
Rua Conde Bernadote, 26, Leblon (2274-3536).
Cap.: 414 pessoas.
Sex e sáb, às 21h30m. Dom, às 20h. R$ 70 (sex a dom).
Estudantes e idosos pagam meia.
Classificação: 10 anos.
Duração: 1h10.
Até 15 de fevereiro.


SASSARICANDO

Com Eduardo Dussek, Inez Viana e os cantores Alfredo Del-Penho, Juliana Diniz, Pedro Paulo Malta e Beatriz Faria.
Teatro das Artes.
Shopping da Gávea. Rua Marquês de São Vicente, 52, 2º piso, Gávea (2540-6004).
Cap.: 457 pessoas.
5ª, às 17h; 6ª e sáb., às 21h; dom., às 20h. R$ 60 (5ª), R$ 70 (6ª e dom.) e R$ 80 (sáb.). Estudantes e idosos pagam meia.
Classificação: Livre.
Duração: 2h, com intervalo de 10 minutos.
Até 20 de fevereiro.