Musical com sucessos dos Beatles é fenômeno de público
dezembro 31, 2008 by admin
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O céu é o limite
Musical com sucessos dos Beatles, que reestréia amanhã, é fenômeno de público: tem gente que já viu mais de 40 vezes
Ricardo Calazans
Em 2008, o professor Gilberto Bartholo assistiu 44 vezes a ‘Beatles Num Céu de Diamantes’, o musical que há 10 meses lota o Teatro do Leblon, depois de estréia surpreendente no Sesc Copacabana, no começo do ano. Ele calcula que já gastou mais de R$ 1 mil para ver, sempre da mesma poltrona, o espetáculo que emocionou os cariocas ao longo de todo o ano passado e que reestréia amanhã.
‘Beatles’ concorre em três categorias ao Prêmio Shell e se tornou o grande destaque do ano no teatro. “Para mim, é uma coisa mágica”, diz Gilberto, de 53 anos, ex-ator da histórica montagem de ‘Hair’ no Rio, nos anos 70.
Ao longo do ano, o elenco perdeu a conta de quantos espectadores como Gilberto se aproximaram para contar de sua paixão pelo espetáculo, que narra a história de uma garota sonhadora com ‘Help’, ‘Come Together’, ‘She Loves You’ e outros 50 clássicos dos Beatles. “Toda hora alguém vem e diz: ‘Essa é a oitava vez que eu vejo vocês!’”, conta a atriz Kacau Gomes. Com ela, em cena, estão outros 12 atores/músicos, que adoram o calor da platéia. “Tem dias em que me sinto num show de rock”, compara o ator-percussionista Jonas Hammar. “Outro dia me senti a Madonna!”, brinca Cristiano Dias.
Claudio Botelho e Charles Moëller, os autores do espetáculo, não querem para si a tarefa de explicar o sucesso de ‘Beatles’. “Essas coisas não têm fórmula. Disseram que as pessoas gostam por causa das músicas, mas não é só isso. Existem 250 bandas covers deles no Brasil e são todas um fiasco. O elenco é que magnetiza o público”, diz Moëller. “Deve ser uma confluência de gostos e energias”, brinca Botelho. “E olha que eu não sou dos mais espiritualizados”, ri.
ENCANTAMENTO
Há duas semanas, na porta do Teatro do Leblon, o dentista Amílcar Vianna, 73 anos, estava ansioso para conferir tudo o que já ouvira sobre o musical. “Estamos vindo porque nos recomendaram muito”, contou, ao lado da mulher, Gilda, de 65 anos, e dos sobrinhos Fernando, 57, e Mariana, 55. Na saída, a designer gráfica Sandra Frias, 34 anos, tentava encontrar palavras para definir seu encantamento. “Não conhecia a música dos Beatles a fundo, mas agora minha cultura musical vai mudar”, disse ela. A seu lado, Cláudio Pacheco, 41 anos, ia mais fundo na análise. “As pessoas se identificam porque os Beatles fazem parte da vida de todo mundo. Eles fazem parte do cotidiano.”
O elenco sente nas ruas essa empolgação do público. “Trabalho em musicais há 15 anos, não faço TV, nunca fui reconhecida nas ruas. E agora me param diariamente. Perguntam: ‘Você é dos Beatles?’ É muito bom dizer que sim”, conta Marya Bravo. Gottsha, outra veterana de musicais, constata: “É o maior fenômeno da minha carreira. E da minha vida.”
DUPLA ASSINA OUTROS HITS DO TEATRO
Claudio Botelho e Charles Moëller estão empilhando sucessos. Além de ‘Beatles’ no Teatro do Leblon, outro musical da dupla volta ao cartaz amanhã: ‘A Noviça Rebelde’, no Oi Casa Grande. Dia 9, será a vez de ‘Sete’, que volta com novos atores. “Quase todos os que estavam em ‘Sete’ hoje fazem parte do elenco de ‘Beatles’. Tivemos que montar um novo grupo”, conta Moëller.
Também no dia 9, ‘Beatles’ abre a temporada 2009 do Oi Noites Cariocas. Para este ano, Moëller e Botelho preparam ainda outros três espetáculos: ‘Avenida Q.’, que, estréia em março no Teatro Clara Nunes; em junho, será a vez do musical jovem ‘O Despertar da Primavera’; e o clássico da Broadway ‘Gipsy’ será montado em outubro.
‘Beatles’ fica até fevereiro no Teatro do Leblon. De lá, segue para São Paulo, onde tem temporada marcada até agosto. Também não faltam propostas para viajar pelo País e exterior, o que leva à reflexão de Cristiano Gualda, ator e roteirista do musical: “Esse musical é um alinhamento de diamantes no céu”.
Fonte: O Dia – 31/12/08.
As Melhores Peças de 2008
dezembro 28, 2008 by admin
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Retrospectiva 2008 – Möeller & Botelho
dezembro 24, 2008 by admin
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Beatles num Céu de Diamantes, A Noviça Rebelde, 7 – O Musical, Prêmios… Saiba como foi 2008 para Charles Möeller & Claudio Botelho:
09 de Janeiro – Montado em tempo recorde de um mês, “Beatles num Céu de Diamantes” estréia no Espaço SESC-Copacabana, no Rio. No palco, 11 atores-cantores — quase todos saídos da primeira temporada de “7 — O Musical”, — e três músicos interpretam quase 50 canções dos Beatles, divididas em blocos temáticos. Sem usar diálogos, Charles Möeller e Cristiano Gualda (também no elenco) elaboraram o enredo a partir das letras, em inglês. Sucessos como “Lucy in the Sky with Diamonds”, “Yesterday”, “Hey Jude”, “Let it Be” e “Strawberry Fields Forever”, além de canções menos conhecidas do quarteto de Liverpool, compõem o repertório.
10 de Março – “7 – O Musical” ganha três prêmios Shell: direção (Charles Moeller), figurino (Rita Murtinho) e iluminação (Paulo Cesar Medeiros). O espetáculo concorria em outras três categorias: cenário (Rogério Falcão), texto (Charles Möeller) e direção musical (Claudio Botelho e Ed Motta).
21 e 22 de Março – “Beatles num Céu de Diamantes” é apresentado, com muito sucesso, no Festival de Teatro de Curitiba 2008, no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão).
04 de Abril – “Beatles num Céu de Diamantes” reestréia no Rio, no Teatro Leblon, Sala Fernanda Montenegro.
20 de Maio – Möeller & Botelho estréiam sua versão para o clássico “A Noviça Rebelde”, de Rodgers e Hammerstein, com Kiara Sasso no papel principal. O musical reinaugura o Teatro Casa Grande, no Rio, e em pouco tempo tornou-se fenômeno de bilheteria. O texto da montagem original da Broadway de 1959 é encenado praticamente na íntegra, assim como todos os números musicais são incluídos, mesmo aqueles que não entraram no filme de 1965. “A Noviça Rebelde” recebeu quatro indicações para o Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro: melhor Ator (Fernando Eiras), cenário (Rogério Falcão), figurino (Rita Murtinho) e categoria especial, pela produção de Aniela Jordan, Beatriz Secchin Braga e Monica Athayde Lopes.
27 de Agosto – Entra no ar o Site Möeller & Botelho.
27 de Setembro – “7 – O Musical” reestréia no Teatro Carlos Gomes (RJ), com parte do elenco original e novos nomes (entre eles, Marina Ruy Barbosa, Ivana Domenico e Janaina Azevedo). Na ocasião da reestréia de “7”, a dupla Möeller & Botelho contabiliza três musicais em cartaz simultaneamente no Rio: “Beatles”, “Noviça” e “7”. No dia 29 de setembro, o aniversário de Ida Gomes e a reestréia de “7l” foram comemorados com uma sessão especial do espetáculo, exclusiva para a classe artística.
15 de outubro – O musical “A Noviça Rebelde” ganha dois prêmios Qualidade Brasil, que homenageia os artistas e os espetáculos que mais se destacaram no ano. “A Noviça Rebelde” é premiado nas categorias Melhor Espetáculo Teatral Musical e Melhor Diretor Teatral Musical (Charles Möeller e Claudio Botelho.
20 de outubro – Em noite de festa para o Teatro carioca, a segunda edição do Prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio) consagra “7 – O Musical”. O espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho ganhou cinco dos sete prêmios a que concorria: Autor (Charles Möeller), Diretor (Charles Möeller e Claudio Botelho), Figurino (Rita Murtinho), Iluminação (Paulo César Medeiros) e Categoria Especial (Charles Möeller e Claudio Botelho, pela atividade contínua das diferentes modalidades do teatro musical).
22 de Outubro – O ator-cantor Saulo Vasconcelos assume o papel do Capitão Von Trapp no lugar de Herson Capri, que deixa o elenco de “A Noviça Rebelde”.
10 de Novembro – Dois espetáculos de Charles Möeller & Claudio Botelho são agraciados com o Prêmio Contigo! de Teatro. “Beatles num Céu de Diamantes” ganha o Prêmio de Melhor Espetáculo Musical Nacional (Júri Oficial). Já “A Noviça Rebelde” ganha o prêmio de Melhor Espetáculo Musical em Versão Brasileira (Júri Oficial).
11 de Novembro – A Revista Veja Rio promove uma festa para celebrar os melhores de 2008 em diversas categorias – o Prêmio Cariocas do Ano. A cerimônia de entrega dos prêmios, realizada no Golden Room do Copacabana Palace. Charles Möeller e Claudio Botelho foram premiados como os diretores teatrais de 2008.
13 de Novembro – “Gloriosa, A Vida de Florence Foster”, espetáculo dirigido por Charles Möeller & Claudio Botelho, e protagonizado por Marília Pêra, estréia no Teatro Abel, em Niterói. A peça, baseada na história de Florence Foster Jenkins, milionária excêntrica que não conseguia acertar uma única nota musical, foi escrita por Peter Quilter e se tornou um grande sucesso. Tendo gravado apenas dois discos, Florence fez uma apresentação histórica em 1944, no Carnegie Hall, em Nova York, atraindo mais de duas mil pessoas. Na montagem brasileira, além de Marília, estão também no elenco Eduardo Galvão (interpretando Cosme McMoon, o pianista que acompanhou a carreira da diva) e Guida Viana, que se reveza em três papéis: a empregada mexicana, a melhor amiga e uma professora de canto inconformada com a voz de Florence. O espetáculo faz turnê pelo Brasil antes de estrear no Rio (em janeiro de 2009).
29 de novembro – Charles Möeller & Claudio Botelho são indicados ao Prêmio “Faz Diferença”, promovido pelo jornal O Globo para destacar os nomes que mais se destacaram em 2008 em diversas categorias.
30 de Novembro – Encerramento da temporada 2008 de “7 – O Musical”.
03 de dezembro - Última etapa das audições do elenco infantil de ”A Noviça Rebelde” em São Paulo (estréia em Março de 2009).
08 de Dezembro – É iniciado um workshop para o elenco brasileiro de “Avenue Q” (“Avenida Q” em português), que se divide em três horas de música e três horas de exercícios com bonecos. O elenco é formado por Andre Dias, Sabrina Korgut, Renato Rabelo, Claudia Netto, Fred Silveira, Maurício Xavier, Renata Ricci e Gustavo Klein.
21 de Dezembro – Encerramento da temporada 2008 de “A Noviça Rebelde” e de “Beatles num Céu de Diamantes”.
Um ano Feliz, um grande Natal e até 2009!!!
“Gloriosa” estréia no Rio em 9 de janeiro
dezembro 21, 2008 by admin
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Marília Pêra estreará no dia 9, sob direção de Claudio Botelho e Charles Möeller, sua “Gloriosa”, que inaugura a nova sala dos proprietários do Teatro do Leblon, o Teatro Fashion Mall, no shopping de São Conrado. O musical conta a história real de Florence Foster Jenkins, cantora da Nova York dos anos 1940 que não conseguia acertar uma nota e fez sucesso com isso. Apelidada de “diva do grito”, lotava platéias. Depois de passar toda a carreira aprendendo a cantar, para obras como “Marília Pêra canta Carmen Miranda”, Marília, que pela primeira vez trabalha com a dupla de diretores, teve de desaprender como se canta.
— Acho que canto apenas direitinho, mas a preparação para a Florence me deu trabalho. Na “Carmen Miranda”, eu usava a voz bem aguda, mas passei três anos fazendo “Mademoiselle Chanel”, em que eu colocava a voz bem mais grave — diz Marília. — Agora, tive que começar tudo de novo, colocando a voz mais aguda ainda. Tive que aprender as árias da peça, algumas em alemão, para depois desconstruí-las. Eu tinha que aprender tudo, para depois cantar tudo errado. Não posso dar quase nenhuma nota no lugar! No fim dos ensaios, o Claudio (Botelho) reclamava: “Você está muito afinada!”. O público que já viu (em Niterói, Porto Alegre, Brasília, Goiânia e Santos) riu muito, garante Marília.
— Acontece o que acho que acontecia com a Florence: as pessoas levam um susto nas primeiras notas, mas depois entendem qual é a estética e querem ouvir aquela coisa horrível de novo. É um personagem gauche, que conquista pela limitação e pela falta de noção — diz a atriz, que ouviu não só gravações de Florence, mas também gravações das árias que a personagem cantava, só que na voz afinada de outras cantoras. — Para ter uma idéia do estrago.
Fonte: O Globo – 21/12/08.
André Dias: “Estou me sentindo em um dos melhores momentos de minha carreira”
dezembro 18, 2008 by admin
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Com 18 anos de carreira, o ator, cantor e diretor Andre Dias debuta em uma produção de Charles Möeller & Claudio Botelho, “Avenida Q” (“Avenue Q”), com o desafio de dar vida a dois personagens (Princeton e Rod), cantar e manipular bonecos.
Para Andre, a palavra de ordem desse espetáculo é precisão: “Nós temos que ter precisão musical, assim como de interpretação, intenção e na execução física dos bonecos. É um grande desafio conseguir essa interação. Essa questão de dar vida aos bonecos é muito interessante, pois você coloca o trabalho de ator a serviço de uma outra coisa”.
André e Renato Rabelo no workshop de “Avenida Q”
O ator-cantor também está gostando bastante do caráter irreverente e inovador do musical. “É muito debochado, muito politicamente incorreto. Ele toca em questões delicadas, mas com bom humor, com deboche. Ele ri da própria desgraça humana. As pessoas se auto-sacaneiam. Todo mundo tem um tipo de preconceito, como é próprio no ser humano. O espetáculo neste ponto é escancarado, é assumido. É muito moderno. As músicas são muito pop. Entram fácil no ouvido”, afirma ele.
Andre interpretará o protagonista Princeton, um garoto recém saído da faculdade sem perspectivas financeiras que vai morar na Avenida Q, o reduto dos excluídos.
Já Rod, seu outro personagem, é um gay enrustido e republicano, apaixonado por seu colega de quarto.
“Estou me sentindo em um dos melhores momentos de minha carreira. Primeiro por ter sido convidado por Charles e Claudio, o que me deixa muito feliz e lisonjeado. É uma grande responsabilidade. A sensação que eu tenho é que eu trabalhei a minha vida inteira para estar aqui. É uma sensação muito boa, de muita plenitude. Já está sendo uma experiência maravilhosa”.
Elenco de Avenida Q participa de workshop
dezembro 16, 2008 by admin
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Desde oito de dezembro, o elenco brasileiro de “Avenue Q” (“Avenida Q” em português) está participando de um workshop diário que se divide em três horas de música e três horas de exercícios com bonecos.
Na oficina, estão sendo elaborados os números de coro, e os atores estão exercitando movimentações com bonecos que ainda não são os que serão usados no espetáculo (os originais já chegaram ao Brasil, mas ainda estão na Alfândega).
O workshop vai até o dia 20 de dezembro. Em janeiro iniciam-se os ensaios de texto e música. E em fevereiro entra a orquestra.
“Está sendo completamente diferente das músicas da Noviça, que são mais tradicionais e clássicas. Em ‘Avenue’ há mais improvisações, por exemplo. Saio do ambiente sagrado da Noviça e caio aqui, que é totalmente profano”, ri a pianista Zaida Valentim, que está ensaiando os atores e participará do espetáculo dirigido por Charles Möeller e Claudio Botelho.
“Aqui eu faço piano mesmo. É mais trabalhoso como musicista, como técnica pianística, mas nada que eu não esteja acostumada. Só que no ‘Avenida’ eu terei momentos solo, o que não acontece na Noviça, onde eu não toco nenhuma nota sozinha”, explica Zaida, ressaltando que a orquestra de ‘Avenida Q’ será formada por seis músicos.
“Adoro esse processo inicial, onde a música nasce praticamente junto com os personagens, onde as intenções vão nascendo. Isso se dá inicialmente com o piano. Depois o piano se transforma em uma grande orquestra ou big band. Mas no início são só o piano e o ator. Essa parte eu adoro fazer. Adoro essa construção”, diz a pianista.
Na tarde de ontem, 15/12, a parte musical foi comandada por Marcelo Castro e Zaida. Do elenco estiveram presentes Sabrina Korgut (Kate Monstra / Lucy), Andre Dias (Princeton / Rod) , Claudia Netto (Japa Neuza), Renato Rabelo (Brian), Mauricio Xavier (Gary Coleman) e Gustavo Klein (Ursinho do Mal).
Fred Silveira (Nicky / Trekkie Monstro) e Renata Ricci (Ursinha do Mal / Dona Coisa Ruim), que não puderam participar do workshop de ontem, completam o elenco.
Atores fazem exercícios com bonecos provisórios
Fernando Gomes ensina Sabrina Korgut a manipulação com boneco provisório
Após a parte musical, alguns nomes do elenco fizeram exercícios de manipulação e movimentação dos bonecos.
Quem está coordenando o trabalho é um dos maiores especialistas nesta arte no Brasil: o ator, diretor, artista plástico e manipulador de bonecos Fernando Gomes, que criou e confeccionou bonecos para diversos programas premiados de televisão, como “Bambalalão”, “Castelo Rá-Tim-Bum”, “X-Tudo”, “Cocoricó” e “Qual é, bicho?”.
Fernando trouxe de São Paulo, especialmente para o workshop, bonecos que se assemelham com o tipo de manipulação que será feita em “Avenida Q”.
“Eu trouxe bonecos com duas formas de técnica: de vareta e de mão viva (quando o boneco é manipulado por duas pessoas) para eles irem se familiarizando enquanto não chegam os que serão usados no espetáculo. Com os exercícios, os atores vão descobrir qual é o melhor jeito de segurá-los, por exemplo”. Fernando passou uma série de exercícios para os atores praticarem em casa, principalmente com as mãos.
O bonequeiro está bastante contente com sua participação no musical. “Quando Avenue Q estreou, muitas pessoas me disseram que havia um off-Broadway com bonecos que eu não podia perder. No ano passado eu finalmente vi em Nova York, mas não imaginava que iria participar da produção do musical no Brasil. Estou adorando”, diz Fernando.
Confira fotos do workshop de “Avenida Q”:
Marcelo Castro, Zaida Valentim, Mauricio Xavier, Andre Dias
e Sabrina Korgut
Claudia Netto, Sabrina Korgut, Gustavo Klein e Renato Rabelo
Bastidores da Noviça: A Freira que é… Frei!
dezembro 13, 2008 by admin
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Logo na primeira cena de “A Noviça Rebelde”, quando o coro de freiras sobe ao palco do Oi Casa Grande, uma das cantoras se destaca por seus traços pouco ortodoxos, embora bem disfarçados por truque de maquiagem.
Muitos olham para aquela freirinha com ar desconfiado. Outros sequer reparam que na verdade trata-se de um homem!
O coro de freiras da “Noviça” é composto por 12 atrizes-cantoras e um ator-cantor, o tenor Guilherme Héus, professor de canto e Mestre em Música pela Unirio. “Várias pessoas ficam na dúvida ou não vêem que eu sou um homem. Mas também tem gente que jura que tem mais de um homem no coro”, diverte-se ele.
Guilherme fez o teste para a Noviça cantando com sua voz de tenor. Foram Charles e Claudio que lhe perguntaram se ele conseguia cantar com uma voz mais aguda. Ele fez o teste com outra voz e ganhou um papel no coro das freiras.
“O coro é divido em quatro vozes: soprano 1, soprano 2, mezzo-soprano e contralto. Eu faço mezzo-soprano para ficar com um timbre mais parecido com o delas. Eu não canto grave, porque se eu cantar, vem a minha voz de tenor, o que pode fazer com que os timbres não fiquem equalizados. Quando a Ester Elias faz a Maria e a Maria Netto a Liesl, a gente perde duas sopranos 2, então eu faço a voz de soprano 2, que é muito importante harmonicamente”, explica Héus.
Mas de onde vem essa facilidade de passar de um timbre para o outro?
“Eu tenho facilidade devido à minha experiência de coro. Eu comecei a cantar em coro. Pra mim é divertido fazer várias vozes diferentes. Eu gosto disso. Eu só não faço Soprano 1, que é a mais aguda. As outras eu consigo”, diz ele.
O Site Möeller & Botelho acompanhou a rotina que Guilherme Héus leva há oito meses, de quarta a domingo: transformar-se em freira. Ele leva ao todo cerca de 40 minutos para executar toda a transformação.
Guilherme quando chega ao camarim e os primeiros passos da transformação em freira: barbear-se (diariamente) e aplicar pancake
Depois do lápis nos olhos, blush e batom, é hora de Marquinhos colocar o microfone. Em seguida Guilherme veste o hábito
Guilherme coloca o véu da freira e pronto, a transformação está completa. Uma foto final com o colega de camarim, Cássio Pandolfi
Kiara Sasso e Crianças – A Festa É Sua (A Noviça Rebelde)
dezembro 10, 2008 by admin
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Kiara Sasso e todas as crianças do elenco de A Noviça Rebelde cantam o tema de Natal daTV Globo “A Festa É Sua”:
Tuto Gonçalves: O Maestro dos Bastidores
dezembro 8, 2008 by admin
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Tuto ao lado de Marina Ruy Barbosa e Stein Jr. no número ”O Coração no Bosque” de “7 – O Musical” (Foto: Paulo Ruy Barbosa)
Na última apresentação de 2008 de “7 – O Musical”, Alessandra Maestrini, a protagonista do espetáculo, fez, em público, uma menção especial a ele. Rogéria costuma dizer que ele é profissionalíssimo em tudo o que faz. Como coordenador de palco seu trabalho não é simples: é ele quem verifica se tudo está funcionando, se os atores estão prontos, se a coxia está em ordem, tal qual um maestro que não está no fosso da orquestra. Estamos falando de Maurício Gonçalves, o Tuto, que além de todo seu trabalho na coxia, também atua como um dos rapazes de “7” e faz participações em “A Noviça Rebelde”.
O Site Möeller & Botelho conversou com Tuto, o Maestro dos Bastidores dos musicais de Charles Möeller & Claudio Botelho.
Tuto e a mulher, a cantriz Kacau Gomes
Como começou sua carreira?
Comecei a trabalhar em 1989, em Curitiba, com um grupo chamado Giovani Promoções, que fazia trabalhos voltados para crianças. Fazíamos o Projeto Escola. Eram duas produções por ano. Nós mesmos fazíamos tudo: cenário, figurino, adereços, luz, som… Uma verdadeira escola de teatro, que levo comigo até hoje. Em 1994, comecei a fazer o curso de Artes Cênicas do Colégio Estadual do Paraná, me formando em 1997 como ator profissional.
Em que momento você chegou até a dupla Möeller & Botelho?
Foi em 2000, quando Charles foi chamado pra dirigir um espetáculo do Ary Fontoura, “A Diabólica Moll Flanders”, em Curitiba. Era uma comemoração de aniversário de carreira do Ary e foi em Curitiba porque ele é natural de lá também. A oportunidade apareceu por indicação de um amigo, Rafael Camargo, ator do espetáculo do Ary, que já me conhecia de outros espetáculos que tínhamos feitos juntos em Curitiba.
Com Charles & Claudio trabalhei em “Ópera do Malandro”, “Cristal Bacharach”, “Lupicínio e Outros Amores”, “Super Bacana – Dançando A Tropicália” (Ballet), “Lado a Lado com Sondheim”, “Ópera do Malandro em Concerto”, “Sassaricando”, “Sweet Charity”, “7 – O Musical”, “Beatles num Céu de Diamantes” e “A Noviça Rebelde”.
Como é o seu trabalho como coordenador de palco?
Toda vez que toca o terceiro sinal para o início do espetáculo, vem um friozinho na barriga. Isso me acompanha do primeiro ao último dia da temporada, e a sensação de missão cumprida vem quando eu mesmo fecho a cortina de boca.
Para que tudo isso aconteça sem maiores problemas existe todo um “ritual” antes do espetáculo. Todos os dias, três horas antes do início, são checados todos os itens, como som, luz, cenários e figurinos. Se existe algum problema, tentamos resolver o mais rápido possível.
Microfones testados, cenários verificados, luz funcionando e figurinos todos ok, vamos ao espetáculo!
Aí meu trabalho é checar as entradas e saídas de cenário e de objetos de cena no momento exato, se os atores estão no lugar certo na hora certa, se as trocas de roupa na coxia são impecáveis, enfim, um verdadeiro espetáculo técnico e artístico. E eu ali coordenando todo esse ballet técnico!
Em “7 – O Musical”, você também participa como um dos rapazes. O que significou isso para você?
Fico muito feliz com essa participação no “7”, por vários motivos. Além de estar exercitando o lado de ator, é ótimo dividir o palco com Rogéria, Zezé, Ida, Maestrini etc. Faço parte do primeiro espetáculo inédito de Charles & Claudio com texto, letras e músicas inéditas… Fico muito feliz!
Você também atua como uma espécie de “coringa” nos musicais de Möeller & Botelho. Já foi oficial nazista, convidado da festa dos Von Trapp e até padre em “A Noviça Rebelde”…
São oportunidades que vão aparecendo e que temos que ir aproveitando. O fato da minha escola de Teatro ter sido sempre jogar em várias posições, me facilita bastante, além do fato de acompanhar todo o processo de ensaio, do primeiro dia de leitura do texto até o ultimo dia de temporada. Isso acaba me gerando essas oportunidades.
Tuto e Tina Salles
Que tal trabalhar com Charles & Claudio e toda sua equipe?
Já são quase seis anos trabalhando com eles. É um aprendizado diário, com o respeito que eles têm com a música e com a arte de representar. Fico feliz em ver o crescimento dos dois, os espetáculos em cartaz com sucesso, prêmios e mais prêmios, boas perspectivas de futuro… Eles merecem, pois lutaram por isso!
E a equipe? Que equipe afinada… Paulinha com sua Bíblia, o texto com marcações dos atores; Tininha com seus cronogramas de ensaio impecáveis e sempre pensando em tudo; Elma, a nossa camareira chefe, super cuidadosa com os figurinos; Paulinho na luz, Claret no som; Rogério no cenário… Basta um olhar, uma palavra e já entendemos o que o outro está precisando. Uma loucura!
Quais são seus planos profissionais para um futuro próximo?
Na verdade não sou de pensar muito no futuro, essas coisas de fazer planos, porque amanhã eu vou… Não faço mesmo! Meu futuro é hoje. Meu foco está aqui. Assim eu canalizo toda minha energia no presente, sempre com muita determinação. Meu futuro é aqui: Noviça, 7, Beatles… É isso!
O Coringa Tuto:
Tuto Gonçalves em três momentos de A Noviça Rebelde: convidado da festa dos Von Trapp, oficial nazista e padre!
Audição “A Noviça Rebelde” em SP
dezembro 7, 2008 by admin
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No dia 03 de dezembro de 2008, os diretores Claudio Botelho e Charles Möeller estiveram em São Paulo para participar da última etapa das audições infantis do musical “A Noviça Rebelde“, que tem estréia marcada para março de 2009, no Teatro Alfa.
Confira os bastidores das audições infantis e as entrevistas exclusivas de Charles Möeller, Claudio Botelho, Mônica Lopes e Débora Garcia.
Vídeo: Denny Naka:
Charles Möeller e Claudio Botelho: Opostos que se Completam
dezembro 5, 2008 by admin
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Trecho do programa Happy Hour, da GNT, com Lorena Calabria, onde vemos a dupla de diretores e um pouco da história de sua parceria de sucesso nos musicais:
Marina Ruy Barbosa: A menina com cabelo de fogo que é a alma de “7”
dezembro 2, 2008 by admin
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Ela foi um dos maiores ganhos da remontagem de “7 – O Musical” em 2008. Convidada por Charles Möeller & Claudio Botelho para viver a menina Clara, a jovem atriz Marina Ruy Barbosa não hesitou e topou aceitar o desafio, mesmo nunca tendo atuado em uma peça adulta e em um musical.
Já nos ensaios, ela foi elogiada não só pelos diretores, mas por todo o elenco e produção. Sua interpretação de Clara se aproximava da que Charles imaginara: “Queria muito uma menina moça com cabelo de fogo, e de talento e beleza proporcionais. Uma menina que fosse selvagem e doce, que tivesse faisca e lágrimas nos olhos… pensei que seria impossível tanta coisa junta, mas eu encontrei tudo em Marina. Ela é a Clara perfeita. É a alma do 7”, disse o diretor.
Às vésperas do encerramento da temporada 2008 do espetáculo, o Site Möeller & Botelho conversou com a doce e talentosa Marina em seu camarim:
A temporada 2008 de “7” está chegando ao fim. O que você achou de participar desse espetáculo?
“Esse momento é uma mistura de felicidade e tristeza. Felicidade porque é um trabalho que estamos completando e tristeza porque está no final e eu amei fazer ‘7’. Eu já tinha feito peças infantis, mas essa foi minha primeira peça adulta e eu adorei. Foi otimo trabalhar com esse elenco especial”.
O que você sentiu quando soube do convite de Charles Möeller & Claudio Botelho para fazer a Clara?
“Quando meu pai me falou que o Charles e o Claudio tinham me convidado para fazer o ‘7’, eu fiquei muito feliz. Nunca imaginei que pudesse fazer um musical desses. Poucos dias antes eu estava assistindo a ‘Noviça Rebelde’ e fiquei surpresa com o musical, com os cenários, com a produção, com as músicas… na hora pensei: ‘será que um dia eu vou fazer um musical desse porte?’ Alguns dias depois meu pai me disse que Charles & Claudio haviam me convidado para fazer um musical deles. Eu fiquei super feliz! Claro que deu aquele friozinho na barriga, mas pensei: ‘Vou encarar’. Eu vi o DVD da montagem anterior. É uma peça muito diferente de tudo o que a gente já conhece. Mas eu achei super legal e topei encarar o desafio”.
O que achou da Clara? Foi difícil interpreta-la?
“A Clara é um personagem que você precisa construir, estudar. Ela não tem uma construção dramática simples. É um personagem difícil, mas com a direção do Charles e do Claudio tudo fica mais fácil. Você aprende rápido as marcas, as falas… E eles são super delicados. Foi muito bom ser dirigida por eles”.
Como foi contracenar com três Senhoras A diferentes (Ida, Paula e Miryan)?
“Muda muito de uma pra outra. Várias pessoas vieram falar comigo dizendo que fui guerreira e que fiquei no mesmo nível de interpretação. Mesmo mudando da Ida para as outras, eu acho que eu consegui manter meu padrão de interpretação. Continuei firme no personagem. A gente se ajudou. Trocávamos idéias. Eu sempre as chamava para ensaiar na coxia, até para ajudar mesmo. É aquilo que o Charles fala da peteca. Nós temos que ajudar a levantar a peteca do outro. E eu tentei fazer isso”.
Você irá para São Paulo em 2009 com o musical?
“Eu to louca para ir para São Paulo. O Charles já falou para eu não deixar o ‘7’, mas dependerá de algumas coisas, como a escola. Eu quero muito continuar interpretando a Clara. Não quero larga-la. Charles disse que a Clara é minha e eu to muito feliz de estar aqui. Eu amo fazer a Clara”.
Tomou gosto por musicais? Vai querer continuar nesta área?
“Eu to fazendo aula de canto, to estudando porque não tinha experiência com canto. Minha área era interpretação mesmo. Mas eu to fazendo aulas e sentindo que estou melhorando. To fazendo aula de piano também para ajudar nessa parte musical e quero continuar fazendo musicais com Charles e Claudio”.
Fotos: Paulo Ruy Barbosa e Leo Ladeira.
Temporada 2008 de “7 – O Musical” chega ao fim com muita emoção
dezembro 1, 2008 by admin
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Muita emoção e calor do público. Esses foram os principais ingredientes da última apresentação de 2008 de “7 – O Musical”.
Foi um espetáculo vibrante, que teve direito à visita ilustre de Ida Gomes e uma atuação inesquecível de todo o elenco, embalado pela platéia calorosa.
Ao final da apresentação, Alessandra Maestrini homenageou Ida, Miryam Thereza, e chamou ao palco as camareiras, além de destacar o trabalho de Tuto Gonçalves, coordenador de palco e um dos sete rapazes do musical.
Confira imagens dos bastidores do último dia da temporada 2008 de “7”:











