“7 – O Musical” reestréia em setembro no Teatro Carlos Gomes
agosto 27, 2008 by admin
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A base do elenco original foi mantida, com Alessandra Maestrini, Ida Gomes, Zezé Motta, Rogéria, Eliana Pittman e Alessandra Verney. Mas os atores que estão em cartaz desde janeiro em “Beatles num Céu de Diamantes” (também de Möeller & Botelho) e que eram oriundos da montagem original foram substituídos.
Assim, a menina Clara será vivida agora por Marina Ruy Barbosa. Madalena e Elvira serão interpretadas respectivamente por Ivana Domenico e Janaina Azevedo. No elenco masculino entram Pedro Sol, Jarbas Homem de Mello, Otavio Zobaran, Stein Junior, Betto Serrador e Marcel Octavio.
Os cenários foram mantidos na íntegra, ainda que um pouco menores na profundidade e mais largos.
Outra novidade desta nova temporada de “7” é o valor dos ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
“7″ foi um dos grandes vencedores do Prêmio Shell de 2007, levando três dos seis prêmios a que concorria: direção (Charles Möeller), figurino (Rita Murtinho) e iluminação (Paulo Cesar Medeiros).
Serviço
Reestréia: 26 de Setembro de 2008
Horário:
Sexta e Sábado às 20h
Domingo às 18h
Ingressos: R$ 30,00 (descontos estudantes e pessoas acima de 60 anos)
Classificação: 10 anos
Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes – 19, Centro, Rio de Janeiro.
Tel: 2232-8701
Um Musical no Tom dos Beatles
agosto 18, 2008 by admin
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Fonte: Contigo – 18/08/08:
Vida longa para a música dos Beatles
agosto 4, 2008 by admin
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Espetáculo com canções do quarteto está em cartaz no Rio desde janeiro
João Pimentel
A dupla de diretores Charles Möeller e Claudio Botelho tinha acabado uma temporada de sucesso do musical “7” quando foi convidada pela direção do Espaço Sesc, em Copacabana, para realizar o espetáculo que quisesse. Mas havia dois (não tão) pequenos problemas: teriam que preparar tudo no tempo recorde de um mês e o dinheiro, R$ 50 mil, era irrisório para uma grande montagem. Möeller e Botelho resolveram que se desdobrariam para realizar um sonho antigo, um espetáculo baseado no repertório dos Beatles, e convidaram integrantes do coro e alguns atores de “7” para embarcar nessa viagem por amor, já que dinheiro não havia.
Pois com a pequena ajuda dos amigos, “Beatles num céu de diamantes” se tornou o maior sucesso da temporada carioca atual. Das 15 peças que estrearam no Rio em janeiro deste ano, é a única que permanece em cartaz.
Congestionamento em shopping da Barra — Ligamos para os garotos e as meninas do coro, e eles toparam na hora, por amizade mesmo. Era, no início, um espetáculo com canções dos Beatles, sem cenário, sem nada.
Mas virou uma coqueluche. Batemos vários recordes no Sesc, onde fazíamos seis espetáculos semanais, com duas apresentações aos sábados e domingos — conta Botelho.
E os números são impressionantes.
No Espaço Sesc, de 9 de janeiro a 2 de março, 13.536 pessoas assistiram ao musical. Em 4 de abril, o espetáculo reestreou no Teatro Leblon, e mais 32.666 espectadores passaram por lá até 27 de julho. Além disso, Botelho, Möeller e companhia estiveram no Festival de Teatro de Curitiba, nos dias 21 e 22 de março, lotando duas vezes o Guaíra, com capacidade para 2.000 pessoas. Já uma montagem reduzida, apresentada no Rio Design Barra, dia 1ode julho, parou o trânsito na Avenida das Américas. Segundo o shopping, mais de cinco mil pessoas passaram por lá.
— Quando acabou a temporada do Sesc, e vivemos a experiência de Curitiba, percebemos que o espetáculo tinha fôlego.
Então fomos para o Teatro Leblon, um teatro mais caro, mas acreditávamos na bilheteria.
A capacidade lá é quase duas vezes maior, mas continuou lotando. Tanto que acabamos de abrir mais uma sessão semanal. Vamos continuar até o fim do ano e, em março, estrearemos em São Paulo.
“O charme dele é a simplicidade”, diz Botelho
Da estréia até agora, pouca coisa mudou. A peça ganhou um cenário — mais uma ambientação cênica, segundo Botelho — para a apresentação no Guaíra, que foi reduzido para a temporada do Leblon.
— O charme dele é a simplicidade.
São 11 atores e três músicos em cena. Não há falas, mas interpretações de situações, pequenas histórias contadas através da música e da interpretação cênica. Os arranjos foram indicados agora para o Prêmio Shell. O que move a peça é o talento dos atores e a música dos Beatles — conta Botelho.
A relação dos atores com o espetáculo é tão forte que ninguém quer voltar para a nova temporada de “7”, que entra em cartaz este mês no Carlos Gomes.
— Todos tinham papéis pequenos.
As estrelas Eliana Pittman, Zezé Motta e Rogéria continuam, mas abri teste para fecharmos um novo elenco de apoio.
“Beatles num céu de diamantes” já recebeu convites para um festival em Liverpool, terra dos Fab Four, e para uma pequena temporada na offBroadway. Nem precisava. No atual panorama teatral carioca, ficar sete meses em cartaz já é um fenômeno.
Fonte: O Globo: 04/08/08.
Beatles revistos num palco brasileiro
agosto 3, 2008 by admin
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O Globo – 07/01/08
Quase quatro décadas após o fim do grupo, com suas canções sendo regravadas por artistas de todo o mundo, ainda é possível criar algo original a partir da obra dos Beatles? A dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho, que trouxe para os palcos brasileiros o padrão de qualidade da Broadway, topou o desafio, que será testado a partir desta quarta-feira, quando estréia, às 21h, no Espaço Sesc (Rua Domingos Ferreira 160, Copacabana), o musical “Beatles num céu de diamantes”.
São 11 atores e cantores — quase todos saídos da última produção de Möeller & Botelho, em parceria com Ed Motta, “7 — O musical”, que, em março, depois de quatro meses em cartaz no Rio, estreará em São Paulo — e três músicos no palco, interpretando 50 canções dos Beatles, algumas emendadas em pot-pourris.
Enredo cita “Alice no País das Maravilhas”
Sem usar diálogos, Möeller e Cristiano Gualda (também no elenco) elaboraram o enredo a partir das letras, em inglês — “Eu seria morto, logo após a estréia, se tentasse fazer versões”, brinca Botelho —, estabelecendo um paralelo com a obra de Lewis Carroll.
— Entre os pontos de partida estão “She’s leaving home”, que abre o musical, e “Lucy in the sky with diamonds”, que, com sua atmosfera psicodélica, serviu de elo para “Alice no País das Maravilhas” e “Alice através do espelho” — conta Möeller, lembrando que os Beatles jamais criaram algo específico para o teatro e que, só depois de ter concluído o roteiro de “Beatles num céu de diamantes”, ele foi assistir ao recente filme “Across the universe”.
— No filme, são criados personagens a partir das canções, e nós evitamos essa opção, que seria mais óbvia. O que fizemos agora está mais próximo da solução que encontramos para as marchinhas do musical “Sassaricando”, também sem diálogos.
E, no ensaio acompanhado pelo repórter, “Strawberry Fields forever”, “Blackbird”, “Here comes the sun”, “Eleanor Rigby”, “Golden slumbers”, “Help” e “I am the walrus” soam bem, interpretadas solo ou em coro pelo afinado elenco, com arranjos vocais assinados por um dos atores, Jules Vandystadt.
Os arranjos da pianista Délia Fischer (que também está no palco, ao lado do violoncelista Luciano Corrêa e do percussionista, ator e cantor Jonas Hammar) exploram a inesgotável musicalidade dos Beatles e, em alguns momentos, fazem curiosas citações. Em “While my guitar gently weeps”, por exemplo, Délia injeta um trecho de “Cais”, um dos clássicos de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos lançados no álbum “Clube da Esquina”.
— É impressionante a afinidade musical entre o disco de Milton e a música dos Beatles — comenta Délia.
Botelho completa: — E nos temas das letras também, com a exaltação da amizade, do amor.
Fecho de um ciclo para uma atriz e cantora Já uma das atrizes, Marya Bravo, lembra-se de outro elo, este pessoal, com o quarteto: — Minha mãe, Lizzie Bravo, gravou com os Beatles, no coro de “Across the universe”. Fã do grupo, ela tinha ido a Londres (em outubro de 1968) e estava na frente do estúdio de Abbey Road quando Paul McCartney foi até a porta em busca de alguém capaz de emitir uma nota aguda. Parece que é um ciclo que se fecha agora.
Para Möeller e Botelho, que ainda têm no currículo musicais como “Tudo é jazz”, “Cole Porter — Ele nunca disse que me amava”, “Sweet Charity”, “Company” e “Cristal Bacharach” e, em abril, serão os responsáveis pela reabertura do Teatro Casa Grande com uma nova montagem, “A noviça rebelde”, o passeio pela obra dos Beatles também pode ter um positivo efeito colateral: a formação de um novo público para o gênero.
— Suas canções continuam atraindo os jovens. Eu gostaria de ver mais jovens freqüentando teatros — diz Möeller.
Canções que, agora, capturaram até Cláudio Botelho, que sempre foi mais ligado aos standards prérock‘ n’roll: — Nunca tinha parado para ouvir os Beatles e tive boas surpresas, mas prefiro suas canções com outros intérpretes, em discos como “Motown meets the Beatles”, no de Sarah Vaughan ou no do grupo vocal inglês The King’s Singers — diz ele, que agora tem seu próprio elenco tentando provar isso de novo.
Publicado originalmente no Jornal O Globo em 07/01/08.




