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	<title>MöellerBotelho &#187; Críticas</title>
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	<description>Site oficial dos diretores Charles Möeller &#38; Claudio Botelho</description>
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		<title>Folha de São Paulo: Elenco impulsiona montagem museológica do musical Hair</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 11:48:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Hair]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Folha de São Paulo: 02/02/12. &#160; Por: Alcino Leite Neto (articulista da Folha) &#160; O mundo estava em convulsão em 1968. Quando &#8220;Hair&#8221; chegou à Broadway naquele ano, foi como se o ideário da contracultura estivesse prestes a destruir a caretice do showbiz americano. &#160; No Brasil, estreou em 1969, nos anos de chumbo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/FolhaCritica1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20796" title="FolhaCritica" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2012/02/FolhaCritica1.jpg" alt="" width="349" height="654" /></a></p>
<p>&nbsp;<br />
Folha de São Paulo: 02/02/12.<br />
&nbsp;<br />
Por: Alcino Leite Neto (articulista da Folha)<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O mundo estava em convulsão em 1968. Quando &#8220;Hair&#8221; chegou à Broadway naquele ano, foi como se o ideário da contracultura estivesse prestes a destruir a caretice do showbiz americano.<br />
&nbsp;<br />
No Brasil, estreou em 1969, nos anos de chumbo da ditadura, que liberou até mesmo, por um minuto, a famosa cena de nudez do musical. As contestações de &#8220;Hair&#8221; pareciam simples divertimentos, em face da guerra política que se travava nas ruas do país.<br />
&nbsp;<br />
O tempo passou, e os sonhos da contracultura caíram todos por terra: a &#8220;revolução sexual&#8221; não venceu os tabus e o casamento, o &#8220;flower power&#8221; não extinguiu a intolerância, a vida comunitária não se impôs à propriedade privada, o showbiz encaretou de novo, assim como o conjunto das sociedades etc. etc.<br />
&nbsp;<br />
&#8220;Hair&#8221;, que no passado provocava o público com sua rebeldia e com seus apelos utópicos, se transformou numa espécie de lenda da era dos hippies malucos para o divertimento das plateias neoconformistas. Do musical, sobrou pouco: algumas boas canções e o glamour museológico.<br />
&nbsp;<br />
Sem intervenção. A fim de reavivar &#8220;Hair&#8221; politicamente para a nossa época, seria preciso uma forte intervenção crítica do encenador, que apontasse a perseverança de certas ideias contraculturais no presente -no movimento Ocupe Wall Street, por exemplo.<br />
&nbsp;<br />
Mas talvez seja excessivo pedir tal coisa à montagem em cartaz em São Paulo, sob o comando da aplicada, mas convencional, dupla Charles Möeller-Claudio Botelho.<br />
&nbsp;<br />
Embora empacado no passado e com intenso cheiro de naftalina, o espetáculo é eficiente. Botelho, que fez a versão das músicas para o português, acertou a mão na maior parte delas. O diretor Möeller imprimiu um ritmo energético e envolvente.<br />
&nbsp;<br />
Foi ajudado pela coreografia de Alonso Barros e pelo jovem elenco, entusiasmado e carismático, que funciona melhor em conjunto do que nos solos.<br />
&nbsp;<br />
Vale a pena ressaltar a participação de um grupo de atrizes e atores negros, coisa rara de ser vista nos palcos de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A BROADWAY DE HOJE EM 5 CAPÍTULOS, por Claudio Botelho. Capítulo 3: Harry Connick Jr. e um Gay Nada Comestível!</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 08:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Möeller & Botelho]]></category>
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		<category><![CDATA[Harry Connick Jr.]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/aclearday11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20379" title="aclearday11" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/aclearday11.jpg" alt="" width="546" height="412" /></a><br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<strong>A BROADWAY DE HOJE EM 5 CAPÍTULOS, por Claudio Botelho</strong><br />
&nbsp;<br />
<strong>Capítulo 3: Harry Connick Jr. e um Gay Nada Comestível! </strong></p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, falei das duas coisas legais que vi nestes sete dias recentes em Nova York. Mas nem tudo é perfeito. Logo no dia seguinte ao espetáculo de Hugh Jackman, fui ver o esperadíssimo (por mim e por todos que acompanham musicais na Broadway) ON A CLEAR DAY YOU CAN SEE FOREVER, com o super astro do jazz e da música pop, Harry Connick Jr.<br />
&nbsp;<br />
Por que este espetáculo seria tão esperado? Bem, era a primeira remontagem do musical dos anos 60, que fez sucesso na época por ser o primeiro musical a colocar a psicanálise em cena, misturando uma história a princípio freudiana com pitadas de reencarnação, vidas passadas, algum misticismo. Foi sucesso no original com uma estrela de teatro, Barbara Harris, mas tornou-se mesmo um musical mais famoso por ter sido filmado com Barbra Streisand e Yves Montand. O filme nem é exatamente um blockbuster, foram cortadas muitas músicas na edição final, mas tudo que envolve Barbra Streisand torna-se ícone imediatamente, portanto estamos falando de um musical cuja remontagem (esta que vi) gerava muita expectativa e em cuja produção haviam sido investidos mais de 15 milhões de dólares.<br />
&nbsp;<br />
O diretor e os produtores são os mesmos de O DESPERTAR DA PRIMAVERA, o que deveria trazer para a cena, esperava-se, algo no mínimo arrojado, uma leitura particular da obra, um mínimo de modernidade ou mesmo de reinvenção.<br />
&nbsp;<br />
Realmente, há reinvenção. É o que mais há ali. Mas os tiros saem todos pela culatra. Basicamente a história original é a de um psicanalista que recebe uma paciente a princípio pouco interessante, com problemas para parar de fumar e que, sob hipnose, mostra uma personalidade bastante diferente da atual, torna-se uma cantora de cabaré de enorme carisma e que, com o andar da peça, descobrimos tratar-se de uma das encarnações anteriores da protagonista, não apenas uma personalidade escondida nela. Na peça original, tanto a paciente quanto a sua outra personalidade são interpretadas pela mesma atriz, e o X da questão é que o psiquiatra se apaixona pela cantora, pela encarnação anterior, e o que se segue é um história de amor impossível, mas cartesiana, sem grandes novidades até o final.</p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/aclearday13.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20381" title="aclearday13" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/aclearday13.jpg" alt="" width="502" height="397" /></a></p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Já a grande “ideia” do diretor Michael Mayer agora foi trocar o gênero da personagem. Nesta montagem, quem quer parar de fumar não é mais uma moça, mas sim um rapaz. Um rapaz gay que trabalha numa loja de flores. E, sob hipnose, ele se transforma em&#8230; uma cantora. Sim, mas esta é representada por outra atriz. Ou seja: na vida atual e real, o cara é um gay afetado; e na vida passada, uma mulher que não tem absolutamente nenhuma semelhança com o seu “cavalo”, digamos assim.<br />
&nbsp;<br />
Vamos até aceitar que a ideia seja interessante. Por que não? Tudo é possível em teatro, e tudo é aceitável quando você tenta pegar um clássico supostamente empoeirado e datado e assume a tarefa de o reler sob nova ótica. Até aí tudo bem, eu comecei o espetáculo já sabendo desta troca de gêneros e isso não me incomodava em nada.</p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/aclearday8.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20383" title="aclearday8" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/aclearday8.jpg" alt="" width="480" height="401" /></a></p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O grande problema é que ao escalarem o ator que faz o gay, optaram por um moço afetadíssimo, aquilo que chamaríamos de “bichinha” pra sermos bem deselegantes. Nenhum problema com isso, pelo contrário: sou absolutamente contra o excesso de pseudo-masculinidade nos personagens gays que dominam o cinema e as artes em geral hoje em dia, como se fosse necessário ser macho para ser viado. Detesto isso. Mas no caso da peça, o ator escolhido (que canta muito bem e atua razoavelmente) é muito feio. Também não sou juiz da beleza de ninguém, não to com essa bola toda e não me acho em posição de julgar nada na área estética, mas é óbvio que a gente reconhece alguém atraente em cena. E neste caso não há relativismo: o cara é muito feio e pronto. E é muito afetado e pronto. Seria perfeito para alguma montagem de CHÁ E SIMPATIA, ou algum personagem engraçado do ZORRA TOTAL ou mesmo da PRAÇA É NOSSA, programas que geralmente mostram gays com camisa amarrada na barriga, dando pulinhos, gritinhos, etc. Eu adoro tudo isso, repito: nada contra. Mas como levar adiante o segundo ato da peça, quando Harry Connick Jr. (personagem heterossexual) está em dúvida sobre se sua paixão é pela cantora ou&#8230; pela bichinha? Gente, não rola. O mundo é o mundo, não dá pra ser bonzinho quando queremos ser realistas. Não dá pra você tentar montar um Romeu e Julieta gay com Reynaldo Gianecchini como Romeu e o Zacarias dos Trapalhões como Julieta. E ainda querer que alguém acredite na história!<br />
&nbsp;<br />
Bom, dito isto, Harry Connik Jr., que é o mais alto salário da Broadway no momento (cerca de 100 mil dólares por semana), é um desastre em cena. Ele tem talvez a voz mais bonita que a gente tenha ouvido desde Frank Sinatra (e também imita-o desde o início da carreira), mas ele nem se mexe. Fica em cena perdido, faz todas as canções de frente, não consegue dar um perfil para a plateia, e tem um problema qualquer (acho que deve ser uma cinta pra esconder a barriga) que o faz não mexer o tronco sem que os braços balancem juntos, o que lhe confere uma incrível semelhança com aqueles bonecos do carnaval de Olinda. E tudo que ele canta faz você pensar que o Frank Sinatra acabou de invadir o teatro e mandou parar a peça pra cantar uma música; ele simplesmente pára de representar e torna-se um ‘crooner´ na hora de fazer as canções. Não dá!<br />
&nbsp;<br />
O cenário é uma das coisas mais horripilantes que já vi. Como a tentativa é emular situações de hipnose e transe, são círculos concêntricos, quadrados e espirais que meio se movem o tempo todo, com a luz também fazendo o mesmo movimento, tudo meio tentando “hipnotizar” a plateia. Bom, o resultado é que no intervalo o assunto no banheiro é que estava todo mundo tonto, enjoado, ninguém aguentava mais olhar pra cena.<br />
&nbsp;<br />
As críticas já saíram e já detonaram o espetáculo por motivos diversos. O que é uma grande pena, porque ON A CLEAR DAY tem canções simplesmente perfeitas. Obras de arte, uma atrás das outra. Música de Burton Lane e letras de Alan Jay Lerner, mestres e nomes maiores da boa música de teatro. Foram incorporadas duas canções do filme ‘Núpcias Reais’, também da dupla, o que não exatamente soma nada á peça, mas é sempre agradável ouvir a belíssima “Too Late Now” e “You´re All the World To Me”. E, esquecendo a falta de “acting” de Harry Connick Jr, ouvi-lo cantando “Come Back To Me” no segundo ato é um presente. Amo esta canção e já teria ido ao teatro só pra ouvi-la.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
Aqui o fantástico Harry Connick Jr. fazendo o que faz melhor: cantar, sem ter de fazer personagem. E a canção é o tema principal do espetáculo:<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/jFtsdXqX2FY?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<em>Fotos:<br />
Site oficial On a Clear Day You Can See Forever<br />
Playbill </em><br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<strong>Atenção: Publicaremos os capítulos 4 e 5 desta série na próxima segunda-feira e terça-feira, respectivamente</strong><em>. </p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A BROADWAY DE HOJE EM 5 CAPÍTULOS, por Claudio Botelho. Capítulo 2:  Hugh Jackman &#8211; O Novo Rei da Broadway</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 13:49:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/hugh-01.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-20369" title="hugh 01" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/hugh-01-1024x415.jpg" alt="" width="590" height="239" /></a><br />
&nbsp;<br />
<strong>A BROADWAY DE HOJE EM 5 CAPÍTULOS, por Claudio Botelho</strong><br />
&nbsp;<br />
<strong>Capítulo 2: Hugh Jackman &#8211; O Novo Rei da Broadway </strong></p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, depois da “masterclass” da geração naterior, com Manty Patinkin &amp; Patti Lupone, caí no novo Rei da Broadway. Sim, este é o apelido de HUGH JACKMAN por lá agora. Foi assim que o New York Times o chamou na crítica que saiu há algumas semanas sobre o espetáculo solo que ele está apresentando numa curta temporada até o dia primeiro de janeiro. Curta porque ele já tinha compromissos com o cinema, porque a venda dos ingressos foi tão absurdamente rápida, que após uma semana de estreia, só mesmo cambistas conseguiam bons lugares. Eu e Charles cortamos um dobrado pra assistir da terceira fila.<br />
&nbsp;<br />
Posso passar um tempão aqui fazendo elogios rasgados e reverências mil ao talento extraordinário de Jackman, seja como ator, bailarino, performer, homem de palco, entertainter, o que seja. Isso é óbvio, gente. Não é preciso ir lá pra ver. Basta dar um click no YouTube. Eu já o tinha visto no musical THE BOY FROM OZ há alguns anos, e lá ele recriava de maneira espetacular a vida do cantor australiano Peter Allen. Aliás, um ponto altíssimo do espetáculo atual é quando Jackman vem vestido de dourado no início do segundo ato, fazendo Allen e sendo despudoradamente efeminado, completamente lânguido como Allen era, kitsch na performance e ferino com a plateia, algo extremamente corajoso para um galã de cinema que inclusive é sempre citado em colunas de fofoca com insinuações de homossexualidade. O que parece é que Hugh, seja o que for dentro ou fora do armário (o assunto é dele, não nosso), não tá nem aí e manda ver fazendo a bichona que foi Peter Allen com um enorme orgulho e um prazer derramado.<br />
&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/hugh-02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20370" title="hugh 02" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/hugh-02.jpg" alt="" width="574" height="412" /></a></p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, mas eu ia dizendo: é óbvio demais ficar aqui exaltando as qualidades artísticas de Hugh Jackman. Prefiro então desenvolver um pensamento que me ocorreu durante o espetáculo e que talvez tenha eco em algum de vocês.<br />
&nbsp;<br />
Vejam: é um ator de cinema. Não digo qualquer ator de cinema, mas é o Wolverine. Talvez um dos personagens mais pop e famosos do “cinema pipoca” atual. Mesmo tendo começado no teatro musical (ele chegou a protagonizar OKLAHOMA no West End de Londres e já era alguém de palco quando o cinema o chamou para X-MAN), Hugh Jackman é hoje um dos astros internacionais mais conhecidos do mundo. E é galã.<br />
&nbsp;<br />
Meu pensamento foi: quando eu era jovem – isso lá pelos anos 80 &#8211; ninguém merece – os galãs eram Tom Cruise, Rob Lowe, Matt Dillon, Sean Penn, Kevin Bacon, Charlie Sheen, Patrick Swayze e alguns outros, lindos, cheios de sex-appeal, e alguns inclusive talentosos. Extremamente populares e puxadores de bilheterias nos cinemas no mundo todo. Mas qual deles seria imaginável num palco da Broadway? Digo melhor, num musical? Nenhum se aventurou, ou ninguém os convidou, muito menos qualquer um tinha origem ligada aos musicais.<br />
&nbsp;<br />
O fato é que Hugh Jackman nasceu no teatro musical profissionalmente, teve a sorte de tornar-se do dia para a noite num astro de cinema de projeção exponencial, mas que continua ligado aos musicais. E fez questão de voltar à Broadway agora para este show/concerto concebido e ensaiado em menos de dois meses, preenchendo uma lacuna na agenda entre um filme e outro. E torna-se o evento mais importante da Broadway este ano. É a vitória dos musicais, a volta definitiva do gênero ao primeiríssimo plano da indústria do entretenimento.<br />
&nbsp;<br />
Fred Astaire começou sua carreira em teatro ao lado da irmã Adele e por ali estrelou e brilhou durante muitos anos até que Hollywood o descobrisse e o levasse para se tornar o maior astro do cinema musical de algumas décadas. O mesmo se deu com Gene Kelly, que saltou de protagonista de PAL JOEY, na Broadway, para uma carreira que simplesmente mudou a história dos grandes musicais da Metro. Hugh Jackman transmite a sensação de estar emulando Gene Kelly o tempo todo. As semelhanças são muitas. Jackman dança muito bem, e o estilo é atlético como o de Kelly. Gene Kelly nunca foi um grande cantor, a voz era traqueotômica e apenas charmosa, mas ninguém se chateava com isso. Já Jackman tem boa voz, não exatamente agradável como crooner, mas voz de personagem, de alcance extraordinário, as notas agudas são praticamente uma festa no final de cada número.<br />
&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/hugh-03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20371" title="hugh 03" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/hugh-03.jpg" alt="" width="512" height="450" /></a></p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao show, devo dizer ainda que eu – mesmo prostrado diante do Deus Hugh Jackman – ia adorar que ele falasse menos em cena e cantasse mais. Ia gostar mais ainda que ele demitisse o côro de moças que entra e sai de cena sem nenhuma função específica e empresta um ‘glamour’ meio duvidoso a algo que poderia ser mais simples. Sempre prefiro alguém que canta a alguém que se acha na obrigação de dançar para mostar que pode tudo, e portanto pra mim não faria a menor diferença que Jackman não dançasse.<br />
&nbsp;<br />
Mas que importância tem isso? O importante aqui e o fundamental é que um astro pop está na Broadway, fazendo&#8230; musical. E cantando o “Solilóquio” de CAROUSEL, uma das canções mais importantes da história do teatro musical, escrita há 50 anos por Rodgers &amp; Hammerstein, para uma platéia de fãs de super-heróis. Isso é definitivamente um acontecimento transgenérico que vale mais que tudo que se investiu na promoção do show.<br />
&nbsp;<br />
Há alguns anos vi Antônio Banderas fazendo maravilhosamente o personagem central de NINE, pelo qual ganhou um Tony. Banderas vem do cinema, mas definitivamente não é um astro em ascensão, pelo contrário. Chegou à Broadway após diversos filmes de pouca bilheteria e uma ligação com um cinema muito mais ‘autoral’ do que exatamente com grandes sucessos. Portanto, não é o mesmo caso. E vez por outra vemos mulheres famosas do cinema fazerem sucesso na Broadway, como recentemente Catherine Zeta Jones em A LITTLE NIGHT MUSIC, ou mesmo Nicole Kidman que encheu as bilheterias de uma peça não musical há alguns anos, e assim como entrou em cena, saiu sem mudar a temporada em nada. Apenas vendeu ingressos. Hugh Jackman é, sem nenhuma dúvida, o grande acontecimento desta temporada. Tão grande que simplesmente destruiu a campanha de lançamento do musical sobre o qual falarei a seguir.<br />
&nbsp;<br />
Mas antes, vale uma olhada em Hugh Jackman cantando “Oh What a Beautiful Morning” do musical OKLAHOMA, num concerto gravado há pouco mais de 10 anos, quando Jackman era apenas um talentoso e bem conceituado ator de musicais no teatro, mas ainda nem um milímetro próximo do astro internacional que se tornaria em pouquíssimo tempo. Vejam portanto, Wolverine antes de ser Wolverine!<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/CFjxMGM36Hk?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<em>Fotos:</em><br />
<em> The New York Times</em><br />
<em> Hugh Jackman &#8211; Back on Broadway &#8211; Official Site</em></p>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crítica/ Beatles Num Céu de Diamantes: Coro vibrante na encenação do repertório do Beatles</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 10:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Beatles num Céu de Diamantes]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Por Macksen Luiz &#160; &#160; Há três anos da estréia e seis temporadas depois, o bem sucedido musical Beatles Num Céu de Diamantes está de volta no Teatro Clara Nunes. A seleção de composições dos Beatles, numa primeira visão, poderia parecer um recital-coletânea, em que as canções se sucederiam, aglutinadas por temas (&#8220;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/foto-Guga-Melgar-35.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20267" title="foto Guga  Melgar 35" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/12/foto-Guga-Melgar-35.jpg" alt="" width="576" height="355" /></a><br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<strong>Por Macksen Luiz</strong><br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
Há três anos da estréia e seis temporadas depois, o bem sucedido musical Beatles Num Céu de Diamantes está de volta no Teatro Clara Nunes. A seleção de composições dos Beatles, numa primeira visão, poderia parecer um recital-coletânea, em que as canções se sucederiam, aglutinadas por temas (&#8220;o sonho, a fuga, a descoberta, os encontros, o amadurecimento, um sonho dentro do sonho, a volta&#8221;). A sequência das músicas, todas cantadas em inglês, apontava para a dúvida de que não tivessem a essência dramática que pudesse torná-las encenáveis. Mas qualquer predisposição para rotular a montagem de Charles Möeller acaba por ser frustrada por espetáculo que encontra na sua própria estrutura a relação cênica que o transforma num musical atraente. Nada de texto que interligue as músicas, muito menos situações que as provoquem ou as introduzam, mas somente orquestração de movimento e voz que desenham cena encorpada e envolvente. O mecanismo que faz com que esse musical funcione com tanta vibração, sensibilidade e impacto comunicativo, se deve muito a excelência técnica da dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho. Nada parece estar a mais. Desde a seleção das músicas ao elenco adequado, as escolhas se baseiam no depuramento técnico de todos os seus integrantes. A direção musical de Cláudio Botelho, não só valoriza o material musical, como encontra sonoridade que amplia as possibilidades de audição de canções bastante conhecidas. Os arranjos musicais de Della Fischer, e os vocais de Jules Vandystad são preciosistas no detalhamento e na exploração de sutilezas sonoras nem sempre pressentidas por ouvintes menos especializados. O uso de poucos elementos cenográficos, a iluminação ágil e os músicos completam a segura equipe. Não há como destacar, individualmente, os atores. O elenco aproveita cada uma das oportunidades de &#8220;solo&#8221;, e se harmoniza como um coro de intérpretes plenamente integrados ao espírito do musical, em intervenções, algumas surpreendentes, e com várias demonstrações virtuosísticas.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<em>Fonte: Blog Macksen Luiz.</em><br />
<em> Foto: Guga Melgar.</em><br />
&nbsp;<br />
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		<title>Ubiratan Brasil (O Estadão):Judy Garland Perfeita</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 10:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leia a matéria de Ubiratan Brasil (O Estado de São Paulo) sobre o espetáculo &#8216;Judy Garland &#8211; O Fim do Arco-Íris&#8216; e sobre a vinda do autor Peter Quilter ao Brasil para assistir à versão de Möeller &#38; Botelho. &#160; Clique na imagem para ler a matéria. &#160; &#160; &#160; &#160; &#160; Fonte: O Estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Leia a matéria de <strong>Ubiratan Brasil</strong> (O Estado de São Paulo) sobre o espetáculo &#8216;<strong>Judy Garland &#8211; O Fim do Arco-Íris</strong>&#8216; e sobre a vinda do autor <strong>Peter Quilter</strong> ao Brasil para assistir à versão de <strong>Möeller &amp; Botelho</strong>.<br />
&nbsp;<br />
<em>Clique na imagem para ler a matéria</em>.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/judy-perfeita-02.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-20153" title="judy perfeita 02" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/judy-perfeita-02-1024x915.jpg" alt="" width="531" height="474" /></a><br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<strong><em>Fonte: O Estado de São Paulo &#8211; 29/11/11</em></strong>.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
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		<title>Barbara Heliodora: O Terror e a Tragédia ao Fim do Arco-Íris</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 13:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leia abaixo a crítica de Barbara Heliodora (O Globo) para &#8216;Judy Garland &#8211; O Fim do Arco-Íris&#8217;, publicada hoje, 20/11/11: &#160; (Clique na imagem para ampliá-la): &#160; &#160; &#160; &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Leia abaixo a crítica de Barbara Heliodora (O Globo) para &#8216;Judy Garland &#8211; O Fim do Arco-Íris&#8217;, publicada hoje, 20/11/11</em>:</p>
<p>&nbsp;<br />
(<em>Clique na imagem para ampliá-la</em>):<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/barbara.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20025" title="barbara" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/barbara.jpg" alt="" width="563" height="570" /></a></p>
<p>&nbsp;<br />
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		<title>Macksen Luiz: &#8220;Um trabalho adulto de uma atriz consagrada&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 13:47:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/judyfoto-Guga-Melgar-5-.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19972" title="judyfoto Guga  Melgar 5" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/judyfoto-Guga-Melgar-5-.jpg" alt="" width="512" height="341" /></a><br />
&nbsp;<br />
<em>Crítica de &#8216;Judy Garland &#8211; O Fim do Arco-Íris&#8217;, por Macksen Luiz</em>:<br />
&nbsp;<br />
O período da vida da atriz e cantora Judy Garland que o autor de <strong>Judy Garland &#8211; O Fim do Arco-Íris</strong>, Peter Quilter trouxe ao palco foi o da sua decadência física e artística. A estrelinha juvenil de o Mágico de Oz, desde os 13 anos submetida a estimulantes, a princípio por seus pais, depois pelos estúdios, para render o máximo aos bolsos de uns e às bilheterias dos outros, carregou ao longo de seus 47 anos (morreu em 1969) o estigma deste sucesso inicial, e a certeza de que foi usada como caixa registradora. É do fim, quando as anfetaminas e o álcool já não eram suficientes muletas para o medo de enfrentar a vida e o palco, que Quilter trata nesta biografia. Judy, sem muito futuro existencial e profissional, se apresenta na boate Talk Of The Town, em Londres, dividindo uma suíte de hotel, que não tem como pagar, com seu jovem empresário e seu veterano pianista. Os conflitos que surgem pelo declínio que as crises nervosas e as drogas provocam, revelam um quadro de inescapável ocaso. Os personagens reais dos dois homens que ficaram lado da cantora até a sua morte são meros coadjuvantes desse retrato sublinhado demais nas tintas e dosado de menos na dramaturgia. Acessórios para dissimular o formato de monólogo, afinal Judy é, essencialmente, trampolim para o salto de intérpretes com depurados recursos, o empresário e o pianista evidenciam, pelo esquematismo e o melodramático de seus desenhos, as fragilidades do texto.<br />
&nbsp;<br />
A dupla Claudio Botelho (tradução, adaptação e direção musical) e Charles Möeller (direção), mais uma vez, impõe o seu selo de qualidade. Nesta montagem, se repetem o cuidado de produção, os arranjos e orquestrações (de Marcelo Castro) e a sofisticada sonoridade da orquestra. Mas os dois diretores, desta vez, aplicaram mais o seu know how tão bem cultivado por mais de duas décadas, do que criaram um musical com sotaque pessoal, como já fizeram em outros produções. Sabem, no entanto, tirar partido dos efeitos originais, como da cena em que, pela primeira vez, o cenário (de Rogério Falcão) transforma-se, por efeito cenotécnico, da suíte em palco de show. E ao longo do espetáculo, esses toques Botelho-Möeller se fazem presentes, como na gravação da voz embargada de Judy Garland ao cantar Over the Rainbow.<br />
&nbsp;<br />
Tanto Gracindo Junior quanto Igor Rickli têm desempenhos corretos diante das poucas oportunidades que seus personagens oferecem. Afinal, Judy &#8211; O Fim do Arco-Íris foi concebido para atrizes, e somente para elas. E Claudia Netto era uma dessas atrizes. (Mais um acerto da dupla Botelho/Möeller na sempre arguta escalação dos elencos). Não se trata de incorporar Judy Garland através de sua imagem no cinema e nos registros de seus espetáculos, mas de assumir a tensão permanente e o embate emocional da cantora como produto desgastado ao longo de sua manufatura. Claudia não abandona a gesticulação e muito menos a tonalidade vocal de Judy Garland, mas o faz como sugestão interpretativa, como elemento para compor perfil dramático, nunca melodramático. A atriz demonstra em tour de force técnico, com fôlego e elaborada composição, o quanto agarrou com força e equilíbrio o desafio de evitar a transcrição literal. Claudia Netto canta Judy Garland como uma evocação, sem mimetismos gestuais ou cópias vocais, traçando no palco do Teatro do Fashion Mall, uma figura, ao mesmo tempo frágil e intensa, nervosa e desbocada, que incorpora, vivamente, para além do bom visagismo (de Beto Carramanhos) e da direção de movimento (de Alonso Barros). Nas 11 canções que interpreta, revela segurança em todas elas, mas em especial em The Man That Got Away, quando alcança um momento de excepcionalidade, seguida pela carga emocional que empresta à brasileira Insensatez (How Insensitive). Um trabalho adulto de uma atriz consagrada.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<em>Fonte: Blog Macksen Luiz</em> .<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Artur Xexeo: Claudia Netto arrasa em peça sobre Judy Garland</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 18:23:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160; Deu no Blog de Artur Xexéo (O Globo) sobre &#8216;Judy Garland &#8211; O Fim do Arco-Íris&#8217;: &#160; &#160; &#160; &#160; &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&nbsp;<br />
<em>Deu no Blog de Artur Xexéo (O Globo) sobre &#8216;Judy Garland &#8211; O Fim do Arco-Íris&#8217;</em>:<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Xexeo-02.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-19937" title="Xexeo 02" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Xexeo-02-1024x236.jpg" alt="" width="655" height="151" /></a><br />
<a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Xexeo-01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19938" title="Xexeo 01" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Xexeo-01.jpg" alt="" width="571" height="541" /></a><br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>BWW Reviews: END OF THE RAINBOW &#8211; A Brazilian Theatre First Lady is Born</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 09:30:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;Claudia Netto give us the greatest musical and dramatic performance of a Brazilian actress in this new century&#8220; &#160; &#160; by Paulo Afonso De Lima &#160; With the opening of O FIM DO ARCO IRIS ( End Of the Rainbow), in Rio de Janeiro, with the author Peter Quilter in the audience, Moeller and Botelho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>&#8220;Claudia Netto give us the greatest musical and dramatic performance of a Brazilian actress in this new century</em></strong>&#8220;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19927" title="a" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/a.jpg" alt="" width="199" height="133" /></a></p>
<p>&nbsp;<br />
by Paulo Afonso De Lima<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>With the opening of O FIM DO ARCO IRIS ( End Of the Rainbow), in Rio de Janeiro, with the author Peter Quilter in the audience, Moeller and Botelho put once more in a higher level the Brazilian Musical Theatre, this time with the help of Claudia Netto (of &#8220;‘Company&#8221;, &#8220;Avenue Q&#8217; and ‘The King And I&#8221; fame), as Judy Garland. Claudia give us, for sure, the greatest musical and dramatic performance of a Brazilian actress in this new century</strong>.<br />
&nbsp;<br />
O Teatro Brasileiro, me perdoem os nossos excepcionais atores, sempre foi um teatro de atrizes. Excelentes coadjuvantes, primeiros nomes, estrelas e aquelas que hoje, são chamadas e reconhecidas como &#8220;As Grandes Damas&#8221;. Dulcina de Moraes, Cacilda Becker, Cleyde Yaconis, Eva Tudor e principalmente as gigantescas Marília Pera, Fernanda Montenegro e Bibi Ferreira, felizmente em pleno exercício de suas atividades, foram os ultimos &#8220;monstros sagrados&#8221;, acima do bem e do mal , que o século 20 nos deixou.<br />
&nbsp;<br />
Parece incrível que já possamos chamar os anos em que Bibi brilhou em PIAF e GOTA D&#8217;AGUA, que Marilia fez BRINCANDO EM CIMA DAQUILO, que Fernanda fez PETRA VON KANT de &#8220;século passado&#8221;. Mas assim é a vida. Assim é o mundo. O tempo não para.<br />
&nbsp;<br />
Com o século 21 felizmente surge, junto ao público brasileiro, a conscientização de que Teatro Musical é coisa séria e ao mesmo tempo uma fonte inesgotável de entretenimento. Um entretenimento que, como Brecht, nos faz tambem refletir e pensar. E novas competentes atrizes, transbordando de talento, foram sendo reconhecidas e admiradas pelo pùblico: a grande Claudia Raia, Soraya Ravenle, Alessandra Maestrini, Inez Viana, Kiara Sasso, Sabrina Korgut, Izabella Bicalho e muitas e muitas outras. Não quero aqui cometer injustiças: todas são maravilhosas. Sim, mas foram precisos onze longos anos para que o nome da primeira Grande Dama do Teatro Brasileiro no novo século fosse finalmente revelado: CLAUDIA NETTO.<br />
&nbsp;<br />
Claudia Netto, que talvez tenha começado bem antes de suas colegas, palmilhou vários, importantes e decisivos caminhos até chegar até aqui. E hoje, recebe de seus amigos de juventude, Claudio Botelho e Charles Möeller, o passo decisivo para galgar o panteão onde só Bibi, Marília e Fernanda reinavam (até a semana passada) absolutas. Não é uma vitória só de Claudia: é uma benção para os que amam e fazem no país o Teatro Musical.<br />
&nbsp;<br />
Sim, mas o que dizer de sua Judy Garland, personagem central da obra (com muitas canções) escrita por Peter Quilter? Pouco. Quase nada. É preciso ver e testemunhar primeiro, o trabalho de uma atriz que deixa de ser atriz e se transforma em um autêntico fenômeno do ofício que, com tanto amor, se entregou. Poucas vezes vi num palco presença tão arrebatadoramente poderosa, tão emocionalmente despojada, tão destituída da vaidade própria daquelas que no palco interpretam uma protagonista. Claudia no cenário é ao mesmo tempo Anna Magnani, Irene Pappas, Giulietta Massina,Bibi, Fernanda, Marília e é claro, Frances Gunn, a imortal Judy Garland.<br />
&nbsp;<br />
A versão de Claudio Botelho é mais do que competente: é simplesmente deslumbrante e criativa, como sempre, e faz juz ao inteligentemente estruturado texto de Quilter (o autor de GLORIOSA, interpretado no Brasil por Marilia Pera), que é na verdade uma obra prima brilhantemente construída em cima de uma suposição. Claro que Quilter se utilizou de uma completa pesquisa para &#8220;supor&#8221; o que teria acontecido no Hotel Ritz onde Judy se hospedou com seu ultimo marido, Mickey Deans, para uma temporada no lendário clube londrino &#8220;Talk of the Town&#8221;. Mas faz de sua &#8220;ficção&#8221; uma obra maior, quando transforma aquela luxuosa suíte numa espécie de &#8220;microcosmo&#8221; de toda a trajetória de Garland : a genialidade, os relacionamentos mal sucedidos, a dependência química e, na figura de um pianista gay fictício, a veneração que despertava em seus fãs. Nesse ponto a montagem brasileira conta com um outro grande trabalho: o de Gracindo Junior. Gracindo faz seu Anthony com tamanha sensibilidade e talento que é difícil, ao se deixar o teatro, não se lembrar a todo instante dele. A cena do pedido de casamento é o exemplo do que um autor, um diretor, uma atriz e um Ator (com &#8220;A&#8221; maiúsculo) podem realizar num simples mas inesquecível minuto: o mais puro Teatro. Igor Rickli cria com talento e muita sensibilidade o marido, Mickey Deans. Sua &#8220;mudança&#8221; no segundo ato é uma constatação de quão difícil é seu papel e da competência com que ele o realizou.<br />
&nbsp;<br />
Charles Möeller atinge nesse trabalho meticulosamente intimista, uma maturidade artística que aos poucos vinha se anunciando mas que, em seus mais recentes espetáculos, se consolidou de forma absoluta e indiscutível. Seus &#8220;coups de théâtre&#8221; ao fazer algumas vezes do Hotel Ritz o palco do &#8220;Talk of the Town&#8221; ( transformação inexistente nas montagens de outros países), demonstram que , alem de ser um excelente diretor de atores, sabe lidar também muito bem (e como! ) com tudo que se refere à linguagem cênica do teatro musical.<br />
&nbsp;<br />
Os cenários de Rogério Falcão, os figurinos de Marcelo Taes, a iluminação de Paulinho Medeiros (impressionante o que ele conseguiu fazer com contra-luzes na imagem final), os arranjos de Marcelo Castro, o maravilhoso visagismo de Beto Carramanhos, a direção de movimento (Deus! Que trabalho bem realizado!) de Alonso Barros e a inspirada direção musical de Claudio Botelho transformam O FIM DO ARCO IRIS num trabalho verdadeiramente inesquecível.<br />
&nbsp;<br />
Ir ao Teatro Fashion Mall é obrigação de todo aquele que gosta e trabalha com arte em nosso país. Assistir O FIM DO ARCO IRIS não é só desfrutar de um um excelente espetáculo. É mais. Afinal, quem é que nunca teve o desejo secreto de se tornar uma &#8220;testemunha ocular da História&#8221;? Os meus mais respeitosos aplausos à primeira Grande Dama do Teatro Brasileiro no Século 21. Minhas reverencias à Claudia Netto.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<em>Fonte: Broadway World.com</em><br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ubiratan Brasil (O Estado de São Paulo): Um Mito de Carne Viva</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 15:04:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; O Estado de S.Paulo: 14/11/11 &#160; A fragilidade física não encobria a força de uma voz poderosa &#8211; ao morrer de overdose com apenas 47 anos, em 1969, a atriz Judy Garland já era eterna graças a um estilo único de cantar e atuar, que até hoje inspira seguidores. Mesmo assim, lutou contra um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/IMG_1774fotoRobertSchwenckbxPB.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19906" title="IMG_1774fotoRobertSchwenckbxPB" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/11/IMG_1774fotoRobertSchwenckbxPB.jpg" alt="" width="576" height="383" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Estado de S.Paulo: 14/11/11</strong></em><br />
&nbsp;<br />
A fragilidade física não encobria a força de uma voz poderosa &#8211; ao morrer de overdose com apenas 47 anos, em 1969, a atriz Judy Garland já era eterna graças a um estilo único de cantar e atuar, que até hoje inspira seguidores. Mesmo assim, lutou contra um coquetel de problemas no final da vida, dividida entre o consumo exagerado de álcool e drogas e as insuportáveis imposições públicas, que desejavam ver apenas o irretocável mito criado para ela.<br />
&nbsp;<br />
É justamente desse período final &#8211; entre o Natal de 1968 até sua morte, em junho do ano seguinte &#8211; que trata o musical Judy Garland &#8211; O Fim do Arco-Íris, estreado sábado, no Teatro Fashion Mall, no Rio.<br />
&nbsp;<br />
&#8220;Trata-se de uma verdadeira descida ao inferno&#8221;, comenta Claudio Botelho, tradutor e coordenador musical da montagem dirigida por Charles Möeller. &#8220;Carregando o pesado fardo de ser eternamente a Dorothy de O Mágico de Oz, ela era, naquele momento, uma mulher feia, gorda, com dentes ruins, complexo de inferioridade mas, acima de tudo, com uma voz inigualável.&#8221;<br />
&nbsp;<br />
A montagem se passa em Londres, onde Judy busca um novo reinício depois de uma internação de várias semanas em um programa de reabilitação. Ao lado de um jovem gerente de clube noturno, que se tornaria seu empresário e quinto marido, Mickey Deans (Igor Rickli), e de um amigo de longa data, o pianista Anthony (Gracindo Junior), ela se prepara para cumprir uma temporada com lotação esgotada na boate Talk of The Town. &#8220;Apesar da insistência de Mickey, que quer a todo custo que as apresentações sejam realizadas (nem que isso implique em retomar a dependência química), Judy sabe que não conseguia mais dar o seu melhor&#8221;, observa Möeller. &#8220;E o que se vê em cena é uma mulher de extraordinário talento, mas derrotada por uma série de imposições que ela não quer (ou não pode) cumprir.&#8221;<br />
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Magos do teatro musical no Brasil, principais responsáveis pela consolidação do gênero em nossos palcos, Botelho e Möeller receberam o texto quando ainda era inédito &#8211; a dupla estabeleceu um contato mais próximo com o dramaturgo inglês Peter Quilter depois de montar outro de seus trabalhos, Gloriosa, com Marília Pêra. &#8220;Lemos a peça, que não é propriamente um musical, e nos apaixonamos&#8221;, conta Botelho, que assistiu à montagem londrina no fim do ano passado ao lado de Möeller.<br />
&nbsp;<br />
Graças à amizade, eles receberam o apoio do autor para escolher canções de Judy mais conhecidas dos brasileiros, como Get Happy, e até uma versão de Insensatez. O grande acerto da dupla, porém, foi escolher uma velha conhecida, a atriz e cantora Cláudia Netto, para o papel principal.<br />
&nbsp;<br />
Afinal, nenhuma outra artista alcançaria Cláudia no papel. Sólidas interpretações em musicais como Company, Avenida Q e O Rei e Eu não passaram de uma preparação para seu apogeu em Judy Garland: soberana em cena, Claudia equilibra a fragilidade com a inteligência de uma mulher desesperada. Isso, a partir de detalhes preciosos, como a debochada gargalhada, o humor afiado e a triste consciência da derrocada.<br />
&nbsp;<br />
E a surpresa continua com as canções. Depois de uma detalhada preparação (leia no quadro), Claudia aproximou-se da perfeição ao retratar a voz já falha, porém, poderosa de Judy. &#8220;O grande mérito do texto é não ser didático&#8221;, comenta Möeller. &#8220;Com isso, Judy não é apenas uma vítima, Mickey, o vilão e Anthony, o patinho feio.&#8221; Anthony, aliás, é um personagem fictício: representa todos os amigos e fãs gays que, de alguma forma, apoiaram a cantora. &#8220;A morte dela foi uma comoção e serviu como estopim para a liberação homossexual&#8221;, completa Botelho.<br />
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<strong>Atriz fez trabalho meticuloso</strong><br />
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Depois de assistir, no início do ano, à montagem londrina de Judy Garland, Claudia Netto percebeu-se deslumbrada e aterrorizada. &#8220;Descobri que seria o grande papel da minha carreira, mas era um desafio dificílimo&#8221;, conta ela, que aproveitou o longo tempo até a produção se concretizar para se preparar. Foi um trabalho intenso e meticuloso.<br />
&nbsp;<br />
&#8220;A cada ensaio, eu a incentivava a se desconstruir mais e mais&#8221;, conta Charles Möeller. &#8220;Fomos descascando camadas até chegar ao âmago.&#8221; No dia a dia, isso significava que, sob a direção musical de Claudio Botelho, ela primeiro descobriu os vibratos característicos de Judy Garland para, depois, sujá-los. &#8220;Afinal, eu a interpretaria na fase final da vida, quando a voz tinha falhas&#8221;, conta Claudia, que precisou ainda desenvolver uma cumplicidade cênica com Igor Rickli, que vive Mickey Deans, o marido 20 anos mais novo de Judy.<br />
&nbsp;<br />
&#8220;Há momentos em que trocamos pesados desaforos, uma violência verbal muito forte&#8221;, comenta o ator, que se destacou no musical Hair, que chega a São Paulo no dia 13 de janeiro.<br />
&nbsp;<br />
De fato, a relação de Judy com os homens que a cercam oscila do amor ao desprezo. &#8220;É uma artista em carne viva, que se mantém em pé a custo de remédios&#8221;, comenta Möeller. &#8220;Evitamos a caricatura para chegar à essência: Judy era bipolar em relação ao mito criado a partir de O Mágico de Oz, pois, ao mesmo tempo em que desfrutava da fama, sentia-se presa à essa mesma fama.&#8221;<br />
&nbsp;<br />
O resultado é magistral &#8211; em canções como The Man That Got Away, Claudia arrasa no palco, perfeita na interpretação vocal e cênica do desespero sentido por uma mulher ameaçada pela solidão. Como Judy, Claudia Netto repete o feito de Totia Meirelles em Gipsy: a da intérprete que transcende o papel.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
<strong><em>Por Ubiratan Brasil</em></strong><br />
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		<title>Claudio Botelho: &#8216;Anything Goes&#8217;  é Cole Porter vivo e vibrante</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 11:31:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Broadway]]></category>
		<category><![CDATA[Claudio Botelho]]></category>
		<category><![CDATA[Direto da Broadway]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/AnythingGoes2011RevivalEdition-22.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19259" title="AnythingGoes2011RevivalEdition 22" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/AnythingGoes2011RevivalEdition-22.jpg" alt="" width="391" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">REVIVAL é um termo bastante preciso em inglês, e talvez não tenha uma boa tradução na nossa língua para descrever o que realmente é no mundo do teatro. Em português poderíamos usar “remontagem”. Mas um ‘revivai’ é muito mais que isso. É um termo usado para designar todo e qualquer espetáculo que não seja estreia na Broadway. Isso vale até pra Shakespeare. Montar Hamlet é um revival. Montar Ibsen, Tcheckov, Tenesse Williams – tudo revival.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Houve um tempo por aqui em que a demanda por novos musicais e, especialmente, novas canções que pudessem entreter o público, era enorme. A indústria vivia disso, da novidade. Ainda vive, é claro. Mas desde o  início dos anos 90 há uma forte tendência a reviver mais e mais musicais clássicos. Por um lado, porque este é um país que trata muito bem seus ídolos do passado, especialmente seus compositores (se Noel Rosa vivesse aqui, já teria tido sua obra revisitada uma centena de vezes, sob diversos ângulos, teria tudo que escreveu publicado, gravado, relançado, reinterpretado, enfim&#8230;). Portanto, a Broadway tem prestado o serviço de colocar à disposição das novas gerações as obras de Gershwin (Crazy for You), Irving Berlin (Annie Get Yor Gun),  Jerome Kern (Show Boat), Rodger &amp; Hammerstein (South Pacific), Frank Loesser (Guys and Dolls, How To Succeed), Jule Styne (Gypsy), e tantos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Esta pequena introdução é pra dizer que eu, particularmente, adoro revivals em geral. Eles são a garantia de que vou ao teatro ouvir a melhor música, as melhores orquestrações, e no mínimo algumas boas performances, o que já dribla a minha preguiça de ter de ver algo que pode me encher o saco e não ter nada interessante musicalmente pra me disparar o pulso  &#8211; caso do premiadíssimo Next To Normal , que sei que é idolatrado por muitos de meus colegas brasileiros, os quais respeito e até acho que estão certos&#8230;  mas a mim não pegou. Gosto é gosto. Mas em resumo, pra mim o fundamental para que um espetáculo me ‘pegue’ é mesmo a música.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Pois este ANYTHING GOES em cartaz na Broadway atualmente é um dos melhores revivals que já tive a chance de assistir na vida. De tanto ouvir as gravações disponíveis da obra,  confesso que tinha certa preguiça de ir pro teatro ver de novo aquela história supostamente cheia de teias de aranha, o auge da comédia musical onde a música tinha pouco a ver com a história, tudo era pretexto para os compositores colocarem músicas e prepararem grandes números de produção, sapateado, balé,  etc. Portanto comprei meus ingressos achando que ia ter duas horas do melhor Cole Porter, canções incríveis, mas que ia ser apenas banal, que teria de aturar o texto e as piadas de época. E claro, como sempre, eu estava enganado.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>Kathleen Marshall,</strong></span> a diretora, é gênio! O que ela fez com ANYTHING GOES é simplesmente indescritível. Ela apresentou o material de 1934 como se tivesse sido escrito ontem. E não há nenhuma concessão “modernizante”. O que você vê é o que é, não há truque nenhum. São as canções, a dança, o espírito puro daquilo que nasceu há mais de 70 anos. E tudo resulta novo, revigorado, empático e comunicativo com qualquer plateia. As cabeças brancas e cinzas (como a minha) eram predominantes no teatro, mas havia muitos jovens também. Jovens às gargalhadas com letras que, certamente, não fazem mais nenhum sentido hoje em dia.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Cole Porter ficou muito famoso por suas “list-songs”, canções em que ele listava adjetivos ou substantivos os mais diversos, rimando uns com os outros, em letras enciclopédicas e super longas, mas absolutamente encantadoras e geniais. Há várias “list-songs” em ANYTHING GOES. E um problema básico para fazer com que esta peça se comunique com plateias de hoje em dia é que muitas das coisas e situações listadas por Porter nas letras simplesmente já não existem há muitos e muitos anos.  Em “You re The Top”, por exemplo, a lista de comparações fala em ‘Garbo´s Salary’,  ‘the great Durante’, ‘Mae West´s Shoulder’, ‘a dance in Bali’, ‘Vincent Youmans’&#8230; Quem hoje em dia liga alguma coisa ao Salário da Greta Garbo? Aliás, quem com menos de 40 anos sabe quem é Greta Garbo? Jimmy Durante é um nome nacional nos Estados Unidos, mas pergunte a algum garoto entre 15 e 30 anos  aqui na porta do meu hotel se ele jamais ouviu falar neste sujeito de voz enlatada e nariz gigante? E Vincent Youmans, alguém sabe quem é (compositor dos anos 20/30)?  Os ombros de Mae West então, alguém se arrisca?</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Pois aí está o primeiríssimo e absoluto desafio para uma remontagem dessas. A peça é vintage, de época, e tudo nela é datado. Todas as piadas são datadas, o texto é um compêndio cômico sobre o final dos anos 30, tudo é auto-referente  para o momento em si, após o crash da bolsa, gente que perdeu tudo e gente que ganhou dinheiro rápido, ingleses que não conseguem entender os americanos por causa das novas gírias&#8230; Ou seja, nada disso faz sentido hoje em dia. Mas&#8230; Vejam o resultado justamente em “You re the Top”  neste vídeo do número completo:</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object width="500" height="281"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6WjTaMZyS70?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/6WjTaMZyS70?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="281" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Eu estava enganado quando achei que ia ver algo empoeirado? Claro que estava&#8230; O que se vê em cena é um musical reluzente como uma coroa de jóias. Piadas? Ouvem-se explosões de gargalhadas com as piadas mais ingênuas, pois são muito bem adaptadas para a plateia de hoje, sem que se mude o sentido original.  Tudo faz sentido e se torna atual, brilhante, cheio de vida. Nenhuma teia de aranha por perto. E acho que muito desta energia está na qualidade suprema do elenco. O profissional que fez casting para este musical deve ter ganhado o Tony. Se não ganhou, merecia (não fui checar, to com preguiça).  Depois alguém me conta!</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/anything_goes_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19261" title="anything_goes_02" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/anything_goes_02.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">A protagonista é <strong><span style="color: #800000;">SUTTON FOSTER</span></strong>,  que recria o papel estrelado em 1934 por Ethel Merman. Foster é praticamente uma máquina de trabalhar, vem emendando um musical atrás do outro há alguns anos, e sempre fantástica. O que ela faz em ANYTHING GOES é antológico: dança, canta, sapateia, faz graça, tem emoção, tem classe, não há nada que esta mulher não faça. Um furacão, e não claro que levou o Tony pelo papel.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800000;"><strong>John MacMartin</strong></span>, veterano galã da Broadway e do cinema (ele foi o par de Shirley MacLaine em “Sweet Charity”) dá uma classe toda especial a um papel que nem é à altura de seu talento, mas ele arrasa. O casal de ‘pombinhos’ <span style="color: #800000;"><strong>Colin Donnel</strong></span> e <span style="color: #800000;"><strong>Erin Mackey</strong></span> são  as vozes legit (empostadas) mais bonitas que vi nesta temporada. Ele então é uma grata surpresa, pois nunca o tinha visto em cena e não há nada mais chato que um tenor chato. Mas <span style="color: #800000;"><strong>Collin Donnel </strong></span>é perfeito como galã de época e a voz é um primor, tanto para os números cômicos quanto os românticos.  Já <span style="color: #800000;"><strong>Adam Godley</strong></span> faz o inglês desajeitado que passa a peça inteira pagando mico, e faz isso com uma categoria ímpar.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">No link abaixo, uma geral em vídeo com diversos números e o elenco completo. Acho que dá pra ver um pouco de cada um que eu mencionei acima:</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object width="500" height="281"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NQ23uEuSzeE?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NQ23uEuSzeE?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="281" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/anything_goes_04_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19260" title="anything_goes_04_1" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/anything_goes_04_1.jpg" alt="" width="400" height="600" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Agora,  além de tudo isso, existe a emoção maior que  ver <span style="color: #800000;"><strong>JOEL GREY </strong></span>em cena. Amigos, o que é Joel Grey? Pra mim não precisava mais nada&#8230; Aliás, ele não faz por menos. Caminha como um Chaplin dos musicais, dança como um Marcel Marceau da Broadway, e até mostra quando está cansado, buscando a cumplicidade do público, o que consegue  imediatamente. Não há uma única piada que Joel Grey deixe passar. Os olhos são brilhantes, os gestos precisos para parecerem imprecisos, e há uma coisa ali que a gente não sabe se ri ou se chora de emoção. Ele nos mostra o tempo inteiro que está exultante  de ter 79 anos e estar num palco representando, cantando, ‘sellinig it out’ como se diz na gíria de teatro por aqui. Imaginar que aquele homúnculo é o MC do “Cabaret”, tanto do filme quanto da peça, um talento tão arrebatador a serviço de um personagem que quase lhe custou o restante da carreira por ter sido tão marcante.  Mas deu certo, Joel Grey ainda é o MC eterno na cabeça e no coração de todos nós (não há Allan Cumming que me faça mudar de ideia), mas ele também vem conseguindo emplacar sucessos em outros personagens  &#8211; brilhou com Amos na remontagem de “Chicago” e esteve genial como o Mágico em “Wicked”.  Fez um dos pais na versão para cinema de “The Fantasticks”, versão esta que nunca chegou ás telas, saiu só em DVD.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Aqui está ele apresentando a peça no TONY AWARDS deste ano, e em seguida o número título completo. Preparem-se, é de tirar o fôlego:</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object width="500" height="281"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/I1dpBhDBv-c?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/I1dpBhDBv-c?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="281" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, antes que este meu pequeno texto comece a ficar cheio de referências cifradas ou mesmo vire um ‘drop-name’ de gente que ninguém sabe quem é, e antes que eu me torne chato como um tenor chato, vou parando por aqui. Não sem antes jurar pra vocês que generosamente me lêem: ANYTHING GOES é uma acontecimento na Broadway. Lembro ainda que tive esta  mesma sensação quando eu e Charles assistimos a KISS ME KATE, outro Cole Porter maravilhosamente remontado em 1999, com coreografia desta mesma incrível Katheleen Marshal. Mas ali o desafio era um tanto menor, pois KMK é a mais ‘moderna’ das peças de Porter, uma das que mais resiste em termos de enredo e de personagens. Ou seja, em ANYTHING GOES, o baú era muito mais fundo e muito mais perigoso. E graças a Kathleen Marshall e a este elenco sensacional,  Cole Porter continua Rei por aqui. He´s the top!</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<h3>Claudio Botelho</h3>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;">Veja mais fotos do revival de Anything Goes:</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">
<div class="ngg-galleryoverview" id="ngg-gallery-252-19258">


	
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	<!-- Pagination -->
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</div>

</p>
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<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
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<p style="text-align: justify;"><em><strong>Nota do Site:</strong></em><br />
<em><strong> O revival de &#8216;Anything Goes&#8217; recebeu um total de nove indicações para o prêmio Tony, ganhando três: Best Revival of a Musical, Best Performance by a Leading Actress in a Musical (Sutton Foster) e Best Choreography. A produção teve também 10 indicações ao Drama Desk Award , ganhando cinco prêmios.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rubens Ewald Filho: &#8216;As Bruxas de Eastwick&#8217; no teatro</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 20:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Bruxas de Eastwick]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Site]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; As Bruxas de Eastwick no teatro &#160; &#160; &#160; &#160; Já está em cartaz no Teatro Bradesco, no Shopping Bourbon, a primeira produção que a bem-sucedida dupla Charles Moeller (diretor) e Claudio Botelho (assina versão brasileira) faz para a produtora Time For Fun, como sempre com total liberdade de criação e alto profissionalismo. &#160; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/ref.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19206" title="ref" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/ref.jpg" alt="" width="580" height="189" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<h1><span style="color: #800000;">As Bruxas de Eastwick no teatro</span></h1>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/peça1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19207" title="peça1" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/peça1.jpg" alt="" width="450" height="346" /></a></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Já está em cartaz no Teatro Bradesco, no Shopping Bourbon, a primeira produção que a bem-sucedida dupla Charles Moeller (diretor) e Claudio Botelho (assina versão brasileira)  faz para a produtora Time For Fun, como sempre com total liberdade de criação e alto profissionalismo.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">É uma montagem criativa e com grandes momentos, que é baseada num musical originalmente produzido pelo lendário britânico Cameron Mackintosh, mas que nunca foi montada na Broadway (por isso há maior liberdade na encenação que não tem que seguir os ditames da versão americana, como sucede por exemplo com outro show da Time For Fun, que está em ensaio agora, A Família Addams (aliás, este show tem citações dela, usando como fio condutor uma menina que lembra muito a daquele musical).</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">A versão inglesa foi montada em 2000, dirigida por Eric Schaeffer, com música de Dana Rowe e roteiro de John Dempsey. Manteve-se, em linhas gerais, a história: três mulheres solitárias, Jane, Alexandra e Sukie, que vivem numa cidadezinha (que lembra Salém, aquelas das bruxas), se encantam com a chegada de um novo morador, Darryl, ninguém menos que o próprio diabo, que irá mudar a vida deles todos. Até elas perceberam que sua força as está corrompendo.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Quem fez o papel principal foi o ator Ian McShane, que teve prestígio quando jovem (Vilão, The Last of Sheila/O Fim de Sheila) para sumir da tela e retornar recentemente fazendo sucesso na série da HBO, Deadwood e depois Os Pilares da Terra). Tem a figura adequada e certamente diabólica. Ao seu lado estava a ótima estrela local Maria Friedman, a americana Lucie Arnaz (filha de Desi e Lucille Ball) e Joanna Riding (que não conheço).</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O espetáculo teve carreira fraca na sua estreia, mas depois continuou numa versão menor que durou ano e meio e teria acabado em consequência da queda do turismo por causa de 11 de setembro. Teve quatro indicações ao prêmio Olivier, inclusive melhor música, mas não ganhou nenhuma.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Confesso que nunca revi o filme (acabei de encomendar o Blu-ray) recentemente, mas na época gostei muito desta versão do livro de John Updike, feita pelo australiano George Miller (Mad Max) com três ótimas mulheres, Cher, Michelle Pfeiffer e Susan Sarandon (usava também de forma eficiente efeitos especiais e o personagem da vizinha, que era feita pela Veronica Cartwright, lembrada por ser irmã de Angela de A Noviça Rebelde e que esteve em filmes como Alien, o Oitavo Passageiro e Os Pássaros, papel que nesta versão tem seu equivalente na Felicia interpretada por Fafy Siqueira. Aliás, ela tem tido elogios unânimes, ainda mais por quem não sabia que tinha uma voz extraordinária. Como já era admirador dela, só fico feliz por mais gente agora reconhecer seu talento. Em breve Fafy estará vivendo Dercy Gonçalves numa minissérie da Globo.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Para mim, fazer uma versão nova das bruxas tem um problema insolúvel, o filme é um show pessoal de Jack Nicholson, que encontrou o personagem de sua vida, ou seja, o próprio diabo (de quem ele tem feito variações em toda sua carreira). Impossível imitá-lo ou competir com ele e, por isso, sabiamente o show nem tenta. Eduardo Galvão, um ator subestimado cria uma linha própria, claro que mais discreta mas que funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Há outro problema sério com o show já na sua origem, as canções não memoráveis, melhor dizendo toda a trilha é muito pouco melódica (ainda sou daquele tipo de gente que gosta de sair de um musical assoviando alguma canção dele). Esquecemos dela na hora. A dupla de encenadores faz o possível para compensar isso com um excelente elenco central e de apoio, com coreografias vibrantes e variadas e muitos efeitos de mágica (e outro mais especial no fim do primeiro ato quando elas dão uma de Peter Pan e saem voando pela plateia).</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Sou fã de Maria Clara Gueiros, que está sendo promovida como estrela do show, mas que na verdade faz parte de um trio de qualidade, onde brilham também as menos conhecidas Sabrina Korgut e Renata Ricci, ambos excepcionais cantoras e presenças. Novamente tem seu momento de parar o show o jovem André Torquato, que havia impressionado tanto em Gypsy.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, vi com muito prazer As Bruxas graças ao impecável trabalho da montagem. Acredito que em outras mãos não teria o mesmo resultado.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<h3><a href="http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2011/09/13/as-bruxas-de-eastwick-no-teatro/"><span style="color: #800080;"><em><strong>Fonte: Blog Rubens Ewald Filho</strong></em></span></a>.</h3>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ubiratan Brasil (O Estado de São Paulo): As Bruxas, finalmente</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 20:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Bruxas de Eastwick]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Site]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Por Ubiratan Brasil &#8211; O Estado de São Paulo &#160; &#160; “As Bruxas de Eastwick” já está em cartaz no Teatro Bradesco. Acompanhei alguns momentos do processo, o que foi emocionante pois foi possível notar como “nasce” um grande musical. &#160; Quando digo “grande”, credito o mérito para Charles Moeller e Claudio Botelho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/i1408201103.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19065" title="i1408201103" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/09/i1408201103.jpg" alt="" width="223" height="350" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><em><strong>Por Ubiratan Brasil &#8211; O Estado de São Paulo</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">“As Bruxas de Eastwick”  já está em cartaz no Teatro Bradesco. Acompanhei alguns momentos do processo, o que foi emocionante pois foi possível notar como “nasce” um grande musical.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Quando digo “grande”, credito o mérito para Charles Moeller e Claudio Botelho. Sim, porque se estivéssemos assistindo à uma réplica do original americano, talvez não estivéssemos nos divertndo tanto. Charles e Claudio, para começar, deram pitadas brasileiras na montagem, salientando a picardia em detrimento de um erotismo verbal e possibilitando uma coreografia sensual como ainda não tínhamos visto por aqui – o mérito aqui é dividido com o coreógrafo Alonso Barros.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Outro detalhe foi a composição do elenco – era necessária a alquimia perfeita entre saber cantar e interpretar. Novamente, outra jogada de mestre da dupla, alçando Eduardo Galvão para o estrelato musical, e compondo um afinado trio de bruxas com Maria Clara Gueiros, Sabrina Korgut e Renata Ricci. Elas dominam o timing do humor além de compor um coral em que, mesmo uníssono, é possível perceber característica de cada uma.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Quem faz arte teatral sabe que não existe protagonismo sem uma eficiente equipe de apoio e o elenco continua equilibrado com Fafy Siqueira em participação hilariante, além de Renato Rabelo e André Torquarto. O primeiro já um quase veterano mas consegue não repetir papeis além de também ter um incrível domínio do humor: sua presença em cena jamais passa despercebido. E André vem conquistando cada vez mais espaço, alternando canto, dança e interpretação como um profissional já consolidado, apesar de ainda não ter 20 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">De todos os números, gosto muito de Roupa Suja pela graça das letras e da interpretação do elenco feminino. Os rapazes, por outro lado, exibem técnica e força física em um número de dança que dura 8 minutos. Parece pouco para quem está sentado mas, no palco, é preciso unir sincrocidade com delicadeza.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Nem mencionei os efeitos especiais para não estragar a surpresa, mas confesso que não via o público tão maravilhado desde a famosa queda do lustre em “O Fantasma da Ópera”. Imperdível é pouco para definir “As Bruxas de Eastwick”.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tania Brandão: Um Violinista no Telhado &#8211; O Chão Nosso de Cada Dia</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 21:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Möeller & Botelho]]></category>
		<category><![CDATA[Site]]></category>
		<category><![CDATA[Um violinista no telhado]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Uma das mais respeitadas críticas de teatro do país, Tania Brandão publicou em seu blog pessoal uma crítica de &#8216;Um Violinista no Telhado&#8217;, a quem chama de &#8216;Espetáculo do Ano&#8217;. &#160; &#160; Confira abaixo a crítica na íntegra: &#160; &#160; Um dia você desejou mudar o mundo: fazer com que ele, velho e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/08/DSC01907.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19046" title="DSC01907" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/08/DSC01907.jpg" alt="" width="576" height="432" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das mais respeitadas críticas de teatro do país, <strong>Tania Brandão</strong> publicou em seu blog pessoal uma crítica de &#8216;Um Violinista no Telhado&#8217;, a quem chama de &#8216;Espetáculo do Ano&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><strong>Confira abaixo a crítica na íntegra: </strong></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia você desejou mudar o mundo: fazer com que ele, velho e gasto, parasse de atrapalhar o seu sonho de viver melhor. Quem sabe você conseguiu alguma coisa, quem sabe o mundo cedeu, mas, quem sabe ele mostrou as garras cinzentas, passou as unhas afiadas na sua alma. Quem sabe você aprendeu: curou as cicatrizes, sorriu, olhou para a vida com o olhar inteiro e foi viver, pois a vida ainda é o que há de melhor. Se você deseja passar por este caminho outra vez, brindar a vida com olhos de menino diante de cenas de irretocável beleza, corra, não olhe para trás, vá ver “Um violinista no telhado”, novo espetáculo da dupla Charles Moeller-Cláudio Botelho no Teatro Oi Casa Grande. Todo ser humano tem direito ao sonho. Mais: tem direito a um teatro de sonho, de encantamento puro, com o palco concebido segundo a arte de mostrar, cantar, dizer, dançar e emocionar. Raras foram as vezes, no palco brasileiro, que se chegou a este patamar de pura arte. Não deixe de conferir, é História. Faltam adjetivos no idioma para dar conta do que você vai ver, verdadeiro show de encanto, amor e arte.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Em cena, está a pequena Anatevka, com sua rudeza campestre de 1905. A minúscula aldeia russa, construída pelo texto de Joseph Stein a partir da ficção de Sholem Aleichem, feita de madeira, natureza, amor e solidão, é uma delicada jóia cenográfica (Rogério Falcão), capaz de evidenciar o sinuoso trajeto dos vínculos existentes, entre o público e o privado. Abriga a família de Tevye (José Mayer), um leiteiro tão pobre quanto sensível, um desempenho magistral, uma rara combinação de interpretação emocionada e rigoroso desenho musical. O trabalho de José Mayer tem um impacto extremo por conseguir expressar com brilhantismo a idéia do homem como sustentáculo do mundo, o indivíduo como artífice inspirado do jogo social, em particular nas canções “Tradition” e “If I were a Rich Man”. Ele é parte de uma colônia judaica típica da época. Ao lado de sua mulher, Golda, uma exemplar senhora de casa judia vivida em sua plenitude por Soraya Ravenle, atinge o lirismo mais arrebatador na canção “Do you Love me?”.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, ele não está só – muito ao contrário. Há uma extrema beleza em toda a arquitetura cênica, graças à direção inspirada de Charles Moeller, capaz de expor com maestria a força criativa da tradução de Cláudio Botelho. A beleza também está nos figurinos, mais do que exatos, de Marcelo Pies. Está nas coreografias, a um só tempo elaboradas, bem desenhadas, lúdicas e impactantes, originais de Jerome Robbins, recriadas por Janice Botelho. Ecoa na música, sofisticada mistura de sonoridades heróicas, folclóricas, líricas, populares e dançantes, de Jerry Bock e Sheldon Harnick, sob direção de Marcelo Castro. Reverbera na poesia absoluta da luz de Paulo César Medeiros, responsável por cenas de sonho, enlevo e abstração poética.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">E a beleza transparece nos encontros dos diferentes personagens, para revelar meandros humanos surpreendentes – a delicadeza resoluta das filhas casadoiras, Tzeitel (Rachel Rennhack), Hodel (Malu Rodrigues) e Chava (Julia Bernat), decididas a romper com os casamentos arranjados; a determinação sedutora dos noivos Motel (André Loddi), Perchik (Nicola Lama) e Fyedka(Cirillo Luna). A graça do elenco infantil compenetrado – as outras filhas (Sofia Viamonte e Hannah Zeitoune), o pequeno violinista (Jonas Queiroz). A linha de criação é sempre densa, ininterrupta, dá consistência e força lógica a todos os detalhes. É irresistível a bisbilhotice caricata da casamenteira (Ada Chaseliov) e o impacto detalhista das pequenas ambições do açougueiro (Dudu Sandroni). A cena do pesadelo, com um impressionante balé de almas do outro mundo e as hilárias Fruma Sarah (Marya Bravo ) e Vovó Tzeitel (Cristina Pompeo), deve ficar como uma construção antológica do teatro de nosso tempo. Todo o elenco, numeroso, responde com brilhantismo absoluto à proposta, um acerto total em matéria de criação e de expressão teatral.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Parece fora de dúvida que “O violinista do telhado” é o espetáculo deste ano de 2011 e será uma página importante na história do teatro nacional. A trama fala de um drama impressionante, que, no seu conceito, tem impacto forte sobre as nossas existências. Ao lado da vida da família, da rotina da aldeia, da pressão para situar os costumes e as tradições no atrito com a marcha dos tempos, está em cena o jogo do poder ao longo da História, capaz de perseguir e massacrar indivíduos, minorias, pequenas identidades. O lar de Tevye se surpreende com a possibilidade do amor em novas cores – a chance das moças casarem com homens de sua escolha, contra o costume de arranjar noivo. A transgressão é aceita, renova os rumos da vida. Mas, assim como a visita inusitada do amor sacode a casa, assim a aldeia é surpreendida com a falta de amor entre os homens. Anatevka, pequena pátria poética de Tevye, é também palco do Progrom, a perseguição e o massacre aos judeus, ato de violência que os obriga a abandonar tudo, em busca de novo pouso, novos lares. Ou seja – diante dos poderes dos tempos ou dos homens, o que resta é a habilidade de tentar ser como um violinista no telhado: alguém em busca de um equilíbrio quase impossível, em luta para não sucumbir em um abismo. Em um país como o nosso, afeito a tantas formas de brutalidade existencial, em que as almas precisam se exercitar em um permanente malabarismo para sobreviver, não há a menor dúvida – este é um espetáculo fundamental, para ver e não esquecer jamais. Quem sabe ele nos ajude a todos a viver melhor, deparar sem medo com as superfícies vertiginosas que revestem o chão de nossa época e nos fazem buscar meios inacreditáveis para ficar de pé, sem rodopiar, sem esborrachar no chão. Ao teatro, rápido, lá está da vida a melhor lição!</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><strong><br />
<em>Fonte: Blog Folias Teatrais &#8211; Tania Brandão</em></strong><em>. </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p></em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Estadão: Celebração da liberdade e da linguagem sensual. As Bruxas de Eastwick ganha inventiva versão brasileira.</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 11:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Bruxas de Eastwick]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Site]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiu a primeira crítica de &#8216;As Bruxas de Eastwick&#8216;: &#160; &#160; Celebração da liberdade e da linguagem sensual As Bruxas de Eastwick ganha inventiva versão brasileira &#160; &#160; Por: Mariangela Alves de Lima &#8211; O Estado de S.Paulo &#8211; 26/08/11 &#160; &#160; Não fossem os Bush, pai e filho, teríamos esquecido que o diabo também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Saiu a primeira crítica de &#8216;As Bruxas de Eastwick</em>&#8216;:</p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/08/AS-BRUXAS-DE-EASTWICK_miraedestino.com_1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18986" title="AS-BRUXAS-DE-EASTWICK_miraedestino.com" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/08/AS-BRUXAS-DE-EASTWICK_miraedestino.com_1.jpg" alt="" width="445" height="408" /></a></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"><strong>Celebração da liberdade e da linguagem sensual</strong><br />
<strong> As Bruxas de Eastwick ganha inventiva versão brasileira</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><em><strong>Por: Mariangela Alves de Lima &#8211; O Estado de S.Paulo &#8211; 26/08/11</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Não fossem os Bush, pai e filho, teríamos esquecido que o diabo também frequenta os Estados Unidos. Os artistas norte-americanos, contudo, não se deixam enganar pela aparência laica da cultura e volta e meia emitem alertas sobre o puritanismo latente nas instituições do seu país. Foram exatamente aqueles protestantes mais virtuosos os fundadores da Nova Inglaterra. Estiveram e estão &#8211; prova a história recente &#8211; sempre prontos a eliminar o mal sobre a face da terra enquanto seus correligionários se contentam com extirpá-lo dentro de si. É a essa disposição ferrenha para a intolerância, encastelada sobretudo nas cidades pequenas, que se endereça a fábula do musical As Bruxas de Eastwick. Talvez a intenção dos autores da história (são várias adaptações) não seja mais a de fazer uma crítica oportuna aos quakers de hoje. A oportunidade já passou.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">No território livre e fantástico do teatro musical, templo desde sempre consagrado a Eros, o recrudescimento do puritanismo é uma piada para se tirar proveito. Ninguém acreditaria que, no plano institucional, fosse possível retroceder ao elogio da abstinência e à negação do evolucionismo, tudo no mesmo pacote. De qualquer modo a crônica de costumes em que se baseia a peça de John Dempsey e Dana Rowe é um romance escrito em 1984 por John Updike com a provável intenção de captar as mudanças dos costumes dos anos sessenta. Quando o romance apareceu, a liberação sexual já era passado. Não se previa no livro, fonte de inspiração do espetáculo, a reviravolta conservadora do início do século 21. A história recente é um ponto de referência para tornar ainda mais exclusivamente norte-americana a fábula de uma visita galante do diabo a três senhoras provincianas entediadas.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Faz sentido, portanto, a &#8220;versão brasileira&#8221; de Cláudio Botelho. Não se trata propriamente de uma adaptação porque não há pontos de contato suficientes para uma analogia entre o puritanismo da peça e os nossos costumes. Tampouco o texto dos autores norte-americanos solicita a adesão emocional dos espectadores, um recurso apelativo que desconhece fronteiras e dá forma aos melodramas em qualquer língua. Aliás, o breve interlúdio romântico constituído pelo namoro entre os adolescentes parece uma concessão à praxe de alternar o sabor adocicado ao picante e é o momento mais frágil do espetáculo.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que traduzir para o português, a tarefa de Cláudio Botelho é, portanto, a de recriar com liberdade a linguagem da provocação sensual e do humor combativo. Sejam quais forem as circunstâncias, a sedução e a ironia inteligente têm um vocabulário preciso de palavras, gestos e cenas. Neste espetáculo, as personagens aclimatam a narrativa por meio dos diálogos e das letras das canções. Trata-se, afinal, do universo restrito de três donas de casa em um vilarejo e as frases e canções conservam o toque de simplicidade dessa experiência. Não são canções de carência física ou angústia existencial, mas expressam antes o aborrecimento das vidas previsíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">É esse o ponto de apoio adotado pela direção de Charles Möeller que faz das três protagonistas figuras animadas pelo prazer sensual, porém não estritamente sexual. Há um erotismo difuso e, considerando os padrões atuais de franqueza com que a arte se refere a todas as experiências humanas, bastante sutil. Entre as três senhoras que convocam do inferno o amante perfeito há uma espécie de tratamento comum que imprimem a todas as canções e diálogos em que intervém. São personagens engraçadas e harmoniosas no conjunto e transparece em cada uma, impressa nos rostos e gestos das atrizes, surpresa e deslumbramento com as possibilidades da vida. O desenho delicado funciona, neste caso com inteiro êxito, como contraste para a epidemia liberal que assola os cidadãos da pequena Eastwick. Nas danças corais &#8211; coreografadas por Alonso Barros -, o fermento demoníaco com que as moças contagiam a população assemelha-se ao vigor físico e ao tempero orgiástico dos blocos carnavalescos. Dois dos números com todo o elenco são pontos altos do espetáculo porque, além da perfeição técnica da execução, estilizam muito bem a alegria singular do êxtase coletivo.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Musicais, como qualquer outro gênero, podem cumprir todas as atribuições imaginadas para a arte do teatro. Este espetáculo, cuja pátria imaginária é a acanhada cidadela puritana da Nova Inglaterra, tem um ponto de referência distante. Deve significar outra coisa para os eleitores norte-americanos. Entre nós preenche a atribuição do entretenimento realizado com inventividade, inteligência, maestria e a execução técnica irrepreensível da equipe dirigida por Charles Möeller. E, como oferta exclusiva para o público brasileiro, oferece os desempenhos extraordinários de Eduardo Galvão, Maria Clara Gueiros e Fafy Siqueira.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><em>AS BRUXAS DE EASTWICK</em><br />
<em> Teatro Bradesco. Rua Turiaçu, 2.100, tel. 3670-4141. 5ª e 6ª, 21h; sáb., 17h e 21h; dom., 16h e 20h. R$ 10/ R$ 190. Até 11/12. </em></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Zuenir Ventura: &#8216;Um Violinista no Telhado é deslumbrante e comovente&#8217;</title>
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		<pubDate>Sat, 28 May 2011 16:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Site]]></category>
		<category><![CDATA[Um violinista no telhado]]></category>
		<category><![CDATA[José Mayer]]></category>
		<category><![CDATA[Soraya Ravenle]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; O jornalista e escritor Zuenir Ventura, colunista do jornal O Globo, chamou em sua coluna deste sábado, 28/05, o espetáculo de &#8216;Um Violinista no Telhado&#8216; de &#8216;deslumbrante&#8217; e &#8216;comovente&#8217;. &#160; Zuenir também lançou duas perguntas&#8230; &#160; &#160; Confira abaixo: &#160; &#160; &#160; Fonte: O Globo &#8211; 28/05/11. &#160; &#160; &#160; &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/bienal-zuenir-ventura.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18004" title="bienal-zuenir-ventura" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/bienal-zuenir-ventura.jpg" alt="" width="300" height="266" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O jornalista e escritor <strong>Zuenir Ventura</strong>, colunista do jornal O Globo, chamou em sua coluna deste sábado, 28/05, o espetáculo de &#8216;<strong>Um Violinista no Telhado</strong>&#8216; de &#8216;deslumbrante&#8217; e &#8216;comovente&#8217;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Zuenir também lançou duas perguntas&#8230;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><em>Confira abaixo</em>:</p>
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<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Zuenir1-.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18001" title="Zuenir1-" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Zuenir1-.jpg" alt="" width="583" height="135" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Zuenir2-.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-18002" title="Zuenir2-" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Zuenir2-.jpg" alt="" width="596" height="446" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Fonte: O Globo &#8211; 28/05/11</strong></em>.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica de &#8216;Um Violinista no Telhado&#8217; por Macksen Luiz</title>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 11:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Um violinista no telhado]]></category>

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		<description><![CDATA[José Mayer evoca como Teyve a cultura judaica &#160; Um musical como Um Violinista no Telhado não se enquadra, com muita justeza, à palavra show, como é conhecido o gênero na Broadway e no West End. Não que na música, libreto e coreografia se procure transgredir os postulados do musical, que desde suas origens se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/foto+Guga++Melgar+3+.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17909" title="foto+Guga++Melgar+3+" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/foto+Guga++Melgar+3+.jpg" alt="" width="512" height="341" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>José Mayer evoca como Teyve a cultura judaica</em></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Um musical como Um Violinista no Telhado não se enquadra, com muita justeza, à palavra show, como é conhecido o gênero na Broadway e no West End. Não que na música, libreto e coreografia se procure transgredir os postulados do musical, que desde suas origens se mantêm fiéis a alguns cânones, apenas evoluídos ao longo do tempo. Ao lado de exemplares como Hair e as criações de Stephen Sondhein, Um Violinista no Telhado se estrutura sobre  base narrativa com contornos dramáticos. Na versão em cartaz no Oi Casa Grande pode-se constatar que os duetos amorosos, as cenas de impacto visual, o clímax pretendido pelas canções e a coreografia que levanta a platéia, tudo está lá. Portanto, é um musical à moda, sem retoques na cartilha de execução, que se constrói como espetáculo teatral, ligado, sim, a um gênero determinado, mas com alicerces mais fundos do que a exposição (show) de efeitos. Na montagem de Charles Möller e Claudio Botelho, as características teatrais são acentuadas, demonstrando, uma vez mais, rigor de realização da dupla. Baseado na cultura judaica, fixada no microcosmo de uma aldeia russa, no início do século XX, Um Violinista&#8230; adota visual  poeticamente reproduzido por Marc Chagall. Os diretores confirmam a capacidade de selecionar  elencos, dos protagonistas às crianças. Acertam ao apostar em José Mayer como Teyve, uma boa voz e presença evocativamente bonachona. Ao ressaltar a limpidez vocal de Soraya Ravenle, que projeta na Golda tantas outras mães judias. E selecionar Ada Chaseliov, como a casamenteira, a trinca de filhas – Malu Rodrigues, Rachel Bennhack e Julia Bernat, os rapazes – Nicola Lama, André Loddi, Cirillo Luna – e os aldeões – Dudu Sandroni, Jitman Vibranovski, Yashar Zambuzzi, Léo Wainer, os tipos marcantes de Marya Bravo e Cristina Pompeo, e os demais integrantes de elenco afinadíssimo. Neste conjunto harmonioso, todos se integram ao coletivo irretocável de atuação, vozes e dança. Os figurinos de Marcelo Pies se destacam, em especial no sonho que Tevye inventa para convencer sua mulher. A iluminação de Paulo César Medeiros atinge, neste mesma cena,  belos efeitos. Apenas o cenário de Rogério Falcão, talvez tenha carregado no tom sombrio e no peso de alguns elementos. A supervisão musical de Claudio Botelho, a direção e regência de Marcelo Castro e a orquestra merecem registro pelo alto nível de execução da trilha. Uma sonoridade encorpada de espetáculo que se realiza, plenamente, no palco.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: Blog Macksen Luiz </em></p>
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<h3>Leia também:</h3>
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<p><em><strong>* <a href="http://www.moellerbotelho.com.br/arquivos/17897"><span style="color: #800080;">Barbara Heliodora: ‘Um Violinista no Telhado’: Encantamento Universal </span></a></strong></em></p>
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<p style="text-align: justify;">* <strong><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/arquivos/17882"><em><span style="color: #800080;">Lionel Fischer: “Um violinista no telhado”: Obra-prima em versão inesquecível</span></em></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">* <a href="http://www.moellerbotelho.com.br/arquivos/17791"><span style="color: #800080;"><em><strong>Paulo Afonso de Lima (BWW Reviews): FIDDLER ON THE ROOF – a Musical Masterpiece in Brazil!</strong></em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://musicaisbr.clickcultural.com.br/artigo/um-violinista-no-telhado-e-um-espetaculo-encantador-e-mais-uma-prova-de-que-o-brasil-e-um-celeiro-de-talentos/"><span style="color: #800080;"><em><strong>* Marcelo Moreira (Musicais BR): “Um violinista no Telhado”: um espetáculo encantador para todos os públicos:</strong></em></span><br />
</a></p>
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		<item>
		<title>Barbara Heliodora: &#8216;Um Violinista no Telhado&#8217;: Encantamento Universal</title>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 13:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Site]]></category>
		<category><![CDATA[Um violinista no telhado]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Já se torna repetitivo afirmar que Claudio Botelho e Charles Möeller estão apresentando um musical de alta qualidade em um espetáculo de excepcionais beleza e acabamento. No entanto, “Um violinista no telhado” é perfeitamente apto a ser apresentado como superior a tudo o que a dupla tinha feito até hoje. O musical em si [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/um-violinista-no-telhado-20-05-2011-size-5981.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17900" title="um-violinista-no-telhado-20-05-2011-size-598" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/um-violinista-no-telhado-20-05-2011-size-5981.jpg" alt="" width="597" height="336" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Já se torna repetitivo afirmar que Claudio Botelho e Charles Möeller estão apresentando um musical de alta qualidade em um espetáculo de excepcionais beleza e acabamento. No entanto, “Um violinista no telhado” é perfeitamente apto a ser apresentado como superior a tudo o que a dupla tinha feito até hoje. O musical em si é produto de 1965, quando o gênero já havia atingido a maturidade e se apresentava como capaz de tratar com sucesso qualquer tipo de assunto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Libreto comovente, letras lindas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Com base em histórias de Sholom Aleichem, autor mais que consagrado, principalmente pelo que conta das tradições e dos sofrimentos judaicos em tempos idos, Joseph Stein escreveu um comovente libreto, que a música de Jerry Bock e a coreografia de Jerome Robbins expressam com perfeição, sem falar das letras de Sheldon Harnick, todas elas lindas, que Claudio Botelho traduziu de forma impecável. Expressados em termos estritamente judaicos, todos os sentimentos e situações do “Violinista” alcançam a todos, por sua humanidade, sua emoção, seu encantador riso na dor. O espetáculo envolve a plateia de forma total, e não é à toa que ele continua sendo montado mundo afora ao longo dos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">A montagem é exemplar. Os cenários por vezes oníricos de Rogério Falcão evocam a época tanto quanto a pobreza do universo da aldeia, assim como os verdadeiros e harmônicos figurinos de Marcelo Pies são irretocáveis na criação do ambiente da ação, com suas cores sóbrias e tecidos escolhidos para durar. A luz de Paulo Cesar Medeiros dá impecável apoio ao clima de cada cena, enquanto o som de Marcelo Claret dá o devido apoio às vozes, na fala e no canto. A supervisão musical de Claudio Botelho é, como sempre, impecável, e a direção de Charles Möeller o mostra cada vez mais senhor da vida do palco. Marcelo Castro é o responsável pela alta qualidade de rendimento da orquestra. É preciso notar que a difícil coreografia de Jerome Robbins é belamente executada.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">O elenco de mais de 40 atores tem um rendimento conjunto exemplar. É impossível destacar todos os que merecem nossa atenção, mas os três casais jovens — Rachel Rennhack e André Lodi, Malu Rodrigues e Nicola Lama, e Julia Bernat e Cirillo Luna — se saem muito bem, como estão muito bem todos os outros atores. Temos de reconhecer, no entanto, a excepcional qualidade do trabalho de Soraya Ravenle como Golda e, ainda mais, a de José Mayer, que debuta no teatro musical com uma atuação inesquecível. A emoção do casal em torno de sua unidade familiar é comovente, e “Um violinista no telhado” tem, no Brasil, uma produção em tudo e por tudo da mesma qualidade de suas montagens originais. Podemos sentir orgulho de um trabalho tão bem feito, tanto técnica quanto esteticamente.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Fonte: O Globo &#8211; 25/05/11</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
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<h3>Leia também:</h3>
<p>&nbsp;<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">* <strong><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/arquivos/17882"><em><span style="color: #800080;">Lionel Fischer: “Um violinista no telhado”: Obra-prima em versão inesquecível</span></em></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">* <a href="http://www.moellerbotelho.com.br/arquivos/17791"><span style="color: #800080;"><em><strong>Paulo Afonso de Lima (BWW Reviews): FIDDLER ON THE ROOF – a Musical Masterpiece in Brazil!</strong></em></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://musicaisbr.clickcultural.com.br/artigo/um-violinista-no-telhado-e-um-espetaculo-encantador-e-mais-uma-prova-de-que-o-brasil-e-um-celeiro-de-talentos/"><span style="color: #800080;"><em><strong>* Marcelo Moreira (Musicais BR): “Um violinista no Telhado”: um espetáculo encantador para todos os públicos:</strong></em></span><br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Lionel Fischer: &#8220;Um violinista no telhado&#8221;: Obra-prima em versão inesquecível</title>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 20:16:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Site]]></category>
		<category><![CDATA[Um violinista no telhado]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Um violinista no telhado&#8221;: Obra-prima em versão inesquecível Por Lionel Fischer &#160; &#8220;Hair foi um mergulho de cabeça num mundo muito diferente do nosso, o mundo lisérgico e da contracultura dos anos 60/70, um musical do qual saímos impregnados de valores únicos, ligados à cultura oriental, a uma posição clara diante de guerras em geral, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/8b3ae978ff5f314394cd998426affc5c.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-17887" title="8b3ae978ff5f314394cd998426affc5c" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/8b3ae978ff5f314394cd998426affc5c.jpg" alt="" width="532" height="354" /></a></h3>
<h3>&#8220;Um violinista no telhado&#8221;: Obra-prima em versão inesquecível</h3>
<p><em>Por Lionel Fischer</em></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Hair foi um mergulho de cabeça num mundo muito diferente do nosso, o mundo lisérgico e da contracultura dos anos 60/70, um musical do qual saímos impregnados de valores únicos, ligados à cultura oriental, a uma posição clara diante de guerras em geral, a um respeito à individualidade e a tudo que é humano e merece ser tratado sem preconceito e sem meias-palavras. E ao sair de Hair, mergulhamos de cabeça num universo que, a princípio, seria a negação daquele: A TRADIÇÃO.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Um violinista no telhado seria, a um olhar superficial, o &#8220;anti-Hair&#8221;. Mas não é. É novamente uma história de libertação, de quebra de conceitos arcaicos, um texto que fundamentalmente só faz retratar as tentativas de humanização dos personagens principais, tirando-os daquilo que os amarrava no convencional, e trazendo-os para a luz de suas individualidades, seus desejos, suas tomadas de posição em favor de uma vida mais justa e não baseada em dogmas vazios de significado&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois trechos acima, que constam do programa e levam a assinatura de Charles Möeller e Claudio Botelho, estão aqui reproduzidos por duas razões básicas. A primeira: revela a permanente disposição dos dois artistas de jamais se tornarem uma espécie de parasitas de suas próprias conquistas, sempre buscando novos desafios. A segunda: sintetiza de forma admirável os principais conteúdos tanto do espetáculo anterior da dupla (&#8220;Hair&#8221;) quanto deste, &#8220;Um violinista no telhado&#8221;, que acaba de estrear no Oi Casa Grande.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Baseado em histórias de Sholem Aleichem, &#8220;Um violinista no telhado&#8221; chega à cena com direção de Charles Möeller, versão brasileira de Claudio Botelho e elenco formado por José Mayer (Tevye), Soraya Ravenle (Golda, sua esposa), Ada Chaseliov, Dudu Sandroni, Malu Rodrigues, Nicola Lama, Rachel Rennhack, André Loddi, Julia Bernat, Cirillo Luna, Jitman Vibranovski, José Steinberg, Cassio Pandolfi, Augusto Arcanjo, Yashar Zambuzzi, Léo Wainer, Kelzi Ecard, Sergio Stern, Julia Porto, Rodrigo Cirne, Beto Vandesteen, Carlos Sanmartin, Giulia Nadruz, Karin Dreyer, Lucas Drummond, Darwin del Fabro, Emmanuel Pasqualini, Fabio Porto, Arthur Marques, Tomás Quaresma, Wallace Ramires, Guilherma Lazary, Hannah Zeitoune, Raquel Bonfante, Sofia Viamonte, Jonas Queiroz, Raul Guaraná, Tiê de Kühl, E. Machado, Marya Bravo, Cristiana Pompeu e Ricca Barros &#8211; se omiti algum nome, de antemão já peço que me perdoem.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Jerry Bock responde pela música, Sheldon Harnick pelas letras, Joseph Stein pelo libreto e Jerome Robbins pela coreografia original. &#8220;Imersos&#8221; no fosso, os seguintes profissionais: Marcelo Castro (regência), Kelly Davis (violino 1 &#8211; Spalla), Taís Soares (violino 1), Marcio Telles (violino 2), Stoyan Gomide (viola), Saulo Vignoli (cello), Omar Cavalheiro (baixo), Thiago Trajano (violão/bandolim), Priscilla Azevedo (teclado/acordeon), Kreinski (flauta/picollo), Whatson Cardoso (clarineta), Ernani Piu-Piu (trompete 1), Matheus Moraes (trompete 2), Fabiano Segalote (trombone) e Marcio Romano (bateria/percusão).</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Ambientada em uma pequena aldeia ucraniana chamada Anatevka, a história gira em torno da família do leiteiro Tevye, sua esposa Golda e suas filhas. Como ocorre em todo contexto familiar, aqui são exibidos atritos e cumplicidades, mas aos poucos a situação vai  ganhando contornos mais densos com os noivados das meninas &#8211; e em especial de uma delas, que resolve se unir a um goy &#8211; e fundamentalmente a partir do momento em que pequenas agressões começam a se consumar contra a população judaica, sendo esta finalmente obrigada a deixar sua terra natal.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Contendo ótimos personagens, pleno de humor e humanidade, e fundamentalmente investindo decisivamente contra a intolerância, seja esta de que natureza for, &#8220;Um violinista no telhado&#8221; merece ser considerada uma obra-prima. E não apenas pelo texto, mas igualmente pelas belíssimas canções, perfeitamente inseridas na trama e decisivas para a absorção de todos os conteúdos propostos pelo autor.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Com relação ao espetáculo, este traz a inconfundível grife Botelho/Möeller. Soluções criativas e imprevistas, absoluta precisão cênica, ótimo domínio dos tempos rítmicos, afora uma aparentemente inesgotável capacidade de gerar emoção sem apelar para pieguices de qualquer natureza. Estamos, sem sombra de dúvida, diante de um musical que poderia ser exibido nos palcos mais exigentes do mundo, nada ficando a dever ao que de melhor neles se produz.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas os méritos de Charles Möeller e Claudio Botelho não se restringem ao já citado. Torna-se imperioso destacar sua sensibilidade na condução do elenco. Na pele do protagonista, é bem possível que José Mayer exiba aqui uma das melhores, senão a melhor, performance de sua brilhante carreira. Sem ser propriamente um cantor, no sentido estrito do termo, ainda assim Mayer canta de forma esplêndida, cabendo ressaltar sua capacidade de, em dados momentos, &#8220;falar&#8221; a letra, conferindo à mesma um sentido todo especial. E nas passagens em que o texto predomina, Mayer extrai todo o humor e humanidade do magnífico personagem que interpreta.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">A mesma eficiência se faz presente no trabalho de Soraya Ravenle. Sabidamente uma excelente cantora, aqui só faz confirmar o que dela se espera. Mas há que se destacar, em especial, sua notável composição física &#8211; linda e jovem, Soraya surge em cena meio curvada, pesadona, envelhecida, gestos ríspidos, quase uma histérica. Mas, ao mesmo tempo, doce e acolhedora. Outra performance brilhante.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Com relação aos demais, seria literalmente impossível particularizar todos os desempenhos. Mas todos eles, sem exceção, são de altíssimo nível, tanto nas partes cantadas ou dançadas quanto naquelas em que o texto torna-se o foco principal. Reunindo profisisonais de todas as idades, foi realmente emocionante e comovente constatar a enorme capacidade de entrega de todos, a ótima contracena que estabelecem e também a inegável alegria de estar em cena que todos exibem. A todos, portanto, minha gratidão eterna, pela inesquecível noite que me proporcionaram &#8211; e certamente a todos que compareceram à estreia.</p>
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<p style="text-align: justify;">Na equipe técnica, destaco com total entusiasmo os trabalhos de todos os profissionais envolvidos nesta imperdível empreitada teatral &#8211; Marcelo Castro (direção musical e regência), os músicos já citados, Rogério Falcão (cenografia), Marcelo Pies (figurinos), Paulo César Medeiros (iluminação), Beto Carramanhos (visagismo), Aniela Jordan (direção de produção), Luiz Calainho (produção executiva), Claudio Botelho (versão brasileira) e a todos os demais que integraram esta brilhante equipe.</p>
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<p style="text-align: justify;">UM VIOLINISTA NO TELHADO &#8211; Texto de Scholem Aleichem. Direção de Charles Möeller. Com José Mayer, Soraya Ravenle e grande elenco. Oi Casa Grande. Ver dias e horários nos veículos especializados.</p>
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		<title>BWW Reviews: FIDDLER ON THE ROOF &#8211; a Musical Masterpiece in Brazil!</title>
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		<pubDate>Fri, 20 May 2011 18:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Site Möeller &#38; Botelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Um violinista no telhado]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; The new Brazilian production of FIDDLER ON THE ROOF (the first one was in the sixties) is a joy which makes Brazilian theatre profissionals proud of it. After COMPANY, AVENUE Q, SPRING AWAKENING, THE SOUND OF MUSIC,GYPSY and HAIR (all suberbs) Möeller and Botelho with this wonderful FIDDLER reached a point of no return: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/logo-viol.jpg"><img class="size-full wp-image-17792 aligncenter" title="logo viol" src="http://www.moellerbotelho.com.br/wp-content/uploads/2011/05/logo-viol.jpg" alt="" width="465" height="584" /></a></p>
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<p style="text-align: justify;"><strong><em>The new Brazilian production of FIDDLER ON THE ROOF (the first one was in the sixties) is a joy which makes Brazilian theatre profissionals proud of it. After COMPANY, AVENUE Q, SPRING AWAKENING, THE SOUND OF MUSIC,GYPSY and HAIR (all suberbs) Möeller and Botelho with this wonderful FIDDLER reached a point of no return: they have put Brazilian production and artistics values of Broadway musicals in a state of perfection that only the original and legendary ones can be compared</em>.</strong></p>
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<p style="text-align: justify;">A genêsis de O VIOLINISTA NO TELHADO tem início em 1960 quando Joseph Stein numa noite de insônia resolveu remexer o baú em que guardava os livros que eram seus companheiros inseparáveis na infancia. O mais desgastado de todos era justamente as histórias de Tevye, o leiteiro, com suas mazelas, sua Golda, suas filhas e pairando naquelas páginas amareladas, o gênio de Sholom Aleichem. Um ano depois Jerry Bock e Sheldon Harnick já tinham esboçado, a pedido de Stein, o material que se transformaria poucos anos depois em um das mais celebradas obras dramáticas (musicais ou não) do século vinte. Aliás, poucas obras do teatro musical norte-americano possuem histórias tão curiosas envolvendo sua criação e posterior produções pelo mundo afora. Por exemplo, em Israel, a grande dificuldade foi fazer com que as letras em inglês se ajustassem ao hebreu. Assim, IF I WERE A RICH MAN se transformou em IF I WERE A ROTHSCHILD &#8211; um título profético, já que o próximo musical de Bock e Harnick, depois de FIDDLER, teria como título e temática a lendária dinastia familiar judaica. Em Paris as roupas desgastadas dos vilarejos russos, foram substituídas por figurinos com cores berrantes e exuberantes tecidos estampados pois os parisienses (segundo os produtores locais) não aceitariam um musical da Broadway que não tivesse o saturado colorido de um musical da Metro. Na Holanda, acreditem ou não, o título foi trocado por um outro &#8220;bem mais comercial&#8221;: &#8220;ANATEVKA&#8221;(!). Vocês entenderam a jogada holandesa de marketing? Não tentem entender porque nenhum ser vivente com um mínimo de sanidade mental entenderia. Saber que os nomes de Orson Welles e Frank Sinatra, antes de Topol, foram considerados para estrelar o filme de Norman Jewison também é interessante. Bem, mas nada se compara com a propria produção original da Broadway em que, em uma das ultimas &#8220;previews&#8221;, o ator que fazia o rabino desmaiou. Sua filha confirmou então o que Jerome Robbins já desconfiava pelas histórias que o velhinho lhe contava sobre o nascimento do &#8220;Idish Theatre&#8221; em Nova Iorque: ele estava fazendo naquele dia nada mais nada menos do que 119 anos!!! Para pesar de todos foi substituído, mas estava sentado na primeira fila cheio de saúde, na estréia. Histórias&#8230; Curiosas e incríveis histórias.</p>
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<p style="text-align: justify;">A primeIra Montagem de O VIOLINISTA NO TELHADO no Brasil foi um espetaculo marcante, principalmente por reproduzir exatamente aquilo que só os que podiam pegar um avião da Panam (ou da nossa Varig) tinham o privilegio de testemunhar: &#8220;figurinos, cenários e marcações originais da Broadway&#8221;. Foi marcante principalmente por ter como protagonistas dois de nossos mais queridos atores: Oswaldo Loureiro e Ida Gomes. Sim, mas os anos se passaram. E hoje, os profissionais do teatro brasileiro podem ser orgulhar de possuir, por exemplo, um cenógrafo da categoria de Rogerio Falcão, um figurinista com a versatilidade de Marcelo Pies e dois mestres da alquimia arrebatadora que o teatro musical pode nos proporcionar: Claudio Botelho e Charles Möeller.</p>
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<p style="text-align: justify;">A produção Möeller e Botelho de O VIOLINISTA NO TELHADO no TEATRO Oi CASA GRANDE é detalhada, extraordinária, precisa, emocionante, inesquecível e &#8211; Deus &#8211; haja adjetivos para exprimir toda a perfeição que esses dois artistas maiores imprimiram à uma obra maior como FIDDLER ON THE ROOF! Claudio Botelho deixou de ser &#8220;versionista&#8221; (podemos chamar assim?) para se transformar num poeta autônomo, maduro e absoluto. Suas transposições (ou &#8220;interpretações&#8221;) dos versos de Sheldon Harnick são antológicos como uma letra de um Chico Buarque ou como um &#8220;puzzle&#8221; musical cheio de sensibilidade e frescor linguístico de um Sondheim. Charles Möeller, por sua vez, realizou um trabalho meticuloso desde o &#8220;casting&#8221; até a sábia (e emocionante) decisão de escalar uma criança para ser o próprio violinista. Menção especial para a cena do pesadelo onde todos os talentos agrupados pela dupla estão em cena, numa amostra do que é de fato o verdadeiro Teatro Total (e que só o musical pode proporcionar): figurinos (indescritíveis), iluminação, vozes deslumbrantes, admiráveis instrumentistas, efeitos especiais e muito talento estão ali de repente reunidos, num só momento, celebrando o teatro através da magia e do talento. Cumpre destacar neste ponto a intervenção poderosa de Marya Bravo (Frumah Sarah) e a composição antológica de Cristiana Pompeu como Vovó Tzeitel, um trabalho digno de prêmio pela precisão de composição e pelo &#8220;malabarismo&#8221; vocal (Cristiana faz sua voz &#8220;viajar&#8221; por caminhos deliciosos e inesperados): um grande momento de pura e genuína teatralidade! Não acredito que haja produção de FIDDLER ON THE ROOF no mundo que tivesse logrado tamanho exito nessa cena inesquecível!</p>
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<p style="text-align: justify;">E já que mencionamos o elenco temos que salientar os trabalhos primorosos dessa grande Ada Chaseliov como Yente &#8211; a casamenteira ( uma atriz em sua plena maturidade), de Ricca Barros com sua personalíssima voz como Vladimir &#8211; o tenor russo, de todas as talentosas filhas, de todos os noivos, de todos os pais de Anatevka (Jitman Vibranovski e Jose Steinberg &#8211; estupendos) assim como a intervenção competente de Cassio Pandolfi como o Chefe de Polícia e Dudu Sandroni como Lazar Wolf.</p>
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<p style="text-align: justify;">Soraya Ravenle empresta sua versatilidade (ela recentemente estava em outro excelente, mas completamente diferente, espetáculo: &#8220;É COM ESSE QUE EU VOU&#8221;) e como quem troca com naturalidade um vestido, se transforma numa Golda adorável e ao mesmo tempo visceral. E José Mayer? Um grande profissional sem dúvida mas que agora, depois desse inesquecível Tevye, sem qualquer ponta de exagêro, ingressa no Olimpo onde já estão Procópio Ferreira, Paulo Autran, Marco Nanini e muito poucos, pois poucos em todos os campos profissionais, são especiais. Seu questionamento sem palavras a Deus que encerra o primeiro ato (uma das mais dificeis cenas da História do Teatro Musical) é uma aula de sensibilidade, economia e autoridade, que merecia ser ministrada a todos os atores que tiveram o privilegio de interpretar Tevye algum dia num palco.</p>
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<p style="text-align: justify;">Voltando ao cenário, é curioso como Rogerio Falcão resistiu a tentação de se inspirar em Boris Aronson (o cenógrafo original) e criou a sua própria Anatevka ( homenageando sim, o Mestre Chagall no telão de boca). Falcão hoje em dia possui uma assinatura e marca pessoal, criando elementos gráficos tridimensionais com peças cenograficas de madeira vazada, num estilo proximo (a meu ver) ao grande artista plástico francês Bernard Buffet.Seu trabalho já é inconfundível.</p>
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<p style="text-align: justify;">Irrepreensíveis tambem as contribuições de Marcelo Castro (regencia e direção musical) e Janice Botelho (remontagem e adaptação coreográfica).</p>
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<p style="text-align: justify;"><strong>O VIOLINISTA NO TELHADO</strong> é um programa obrigatório para ver e rever. Aplausos para todos os envolvidos! Bravíssimo Möeller e Botelho! Ah, e que alguem providencie com urgencia um outro Premio Shell para Marcelo Pies!</p>
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<h3><em><strong>Por Paulo Afonso de Lima &#8211; Site Brazil Broadwayworld.com</strong></em></h3>
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