Foto: Deni Soares
Por Teresa Mascarenhas
No 19º Festival de Teatro de Curitiba, o Guairinha foi um oásis de prazer e recebeu um dos melhores espetáculos do panorama teatral do Rio de Janeiro – Versão Brasileira – celebrando os vinte anos da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho na criação e montagem de Musicais.
Fernanda Montenegro, nossa grande dama do teatro, apresentou recentemente um espetáculo em que falava de Simone de Beauvoir e sua relação com Jean Paul Sartre. Ao começar a peça víamos somente Dona Fernanda, um foco de luz e um banquinho, onde ela permanecia sentada por todo o monólogo, usando só olhar e a voz para contar aquela história.
A referência vem para ressaltar a presença do mesmo único elemento cênico no palco. E, desta vez, quem ocupa o banquinho de forma singular é Claudio Botelho, que, além de cantor, é um ator carismático – um homem de palco – que conquista o público desde a sua entrada em cena, com sua voz, seu senso de humor e sensibilidade.
Versão Brasileira é de uma elegância ímpar. Botelho abre o Show ao piano tocando Vingativa, do Musical As Malvadas e segue com a apresentação de belíssimas canções de Porter, Gershwin, Sondheim, Irving Berlin, Rodgers e Hammerstein, Chico, Roberto Carlos – são 35 músicas com letras originais e versões de vários musicais.
Um momento marcante é quando Claudio Botelho canta Losing My Mind. Apenas um banquinho, um foco de luz e sua voz são necessários para que essa obra prima de Sondheim alcance sua interpretação definitiva.
A noite de segunda foi especial, com a celebração dos 80 anos de Stephen Sondheim, Claudio interpretou lindamente Send in The Clowns, do Musical A Little Night Music, a canção mais conhecida e executada do aniversariante.
Simplicidade e inteligência resumem a direção de Charles Möeller, enquanto Claudio Botelho segue nos emocionando com a magnífica interpretação de So in love, de Cole Porter, o medley de Maria e Somewhere, de West Side Story, sua absoluta versão para I Dreamed a Dream, de Les Miserables e a eletrizante O Que Será , de Chico Buarque.
A banda acústica, que acompanha Botelho – composta de três ótimos músicos: Marcelo Castro, direção musical e piano, Edgar Duvivier, sopros e Thiago Trajano, cordas – é responsável por solos de puro deleite.
É tempo de astros, além de estrelas nos Musicais e em “Versão Brasileira” está a prova que alcançamos a maturidade no gênero. Claudio Botelho consegue somar seu talento como ator e cantor ao já consagrado de versionista e diretor.
Todos aqueles que apreciam o bom Teatro e amam Musicais não podem deixar de assistir Versão Brasileira.
* A jornalista Teresa Mascarenhas viajou a convite da organização do Festival de Curitiba .
Tags: Claudio Botelho, Críticas, Versão brasileira







Claudio Botelho….
M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!
Muito sucesso para vocês!!!
Que bom que outras cidades, além do RJ, estão podendo deleitar-se com esse momento de puro prazer! Mais sucesso para vcs, rapazes!