Geraldinho Carneiro e Ricardo Cravo Albin escrevem sobre “Versão Brasileira”

fevereiro 1st, 2010 1 Comentário

Geraldinho Carneiro com Edgar Duvivier e Ana Paula Pedro

O poeta, letrista e roteirista Geraldo Carneiro assistiu “Versão Brasileira” e remeteu ao Site Möeller Botelho um simpático texto sobre o espetáculo:

“Além das qualidades já sobejamente conhecidadas de diretor, ator e, sobretudo, versionista de canções, Cláudio Botelho nos exibe, em seu espetáculo Versão Brasileira, a capacidade didática de nos conduzir através de canções-chave do repertório dos musicais americanos e brasileiros. Só isso já vale aplausos entusiásticos de qualquer espectador. É uma alegria entrar no mesmo bonde com Cole Porter, George e Ira Gershwin, Chico Buarque e Vinicius de Moraes. Como se diz em carioquês contemporâneo, melhor do que isso, só dois disso.

beijos, Geraldo Carneiro”

…………………………………………………………………………………………………………………………….

Ricardo Cravo Albin e Julinha Serrado

Presidente do Conselho Empresarial de Cultura da Associação Comerclal do Rio de Janeiro, o pesquisador de música Ricardo Cravo Albin assistiu na última semana o show “Versão Brasileira“, com Claudio Botelho.

Suas impressões foram publicadas na edição de 01/02/10 do Jornal O Dia:

Esta semana é a última oportunidade de assistir a um show imperdível

O teatro sempre representou, ao longo dos séculos, a possibilidade de magia e de encantamento para o ser humano. É a transfiguração da dura realidade do cotidiano para o patamar do sonho e da idealização do inatingível.

No Brasil, quero me deter na tradição do teatro musicado, berço da MPB a partir da opulência da antiga Praça Tiradentes, no Centrodo Rio, com seus 12 teatros no início do século passado.

De toscos e simplórios no começo, os musicais atingiram cem anos depois um singular apogeu. E o mais curioso: culminância popularizada por uma dupla, os ainda jovens Claudio Botelho (cantor, ator e tradutor) e Charles Moeller (diretor).

Nesses últimos 20 anos, nossos meninos de ouro reconstruíram o Teatro Musical no Brasil, agora soprado por rigor e bom gosto. Finalmente, um padrão internacional ao musical brasileiro.

E tudo isso para lhes dizer que teremos ainda mais uma semana (esta), no Teatro Sesc-Copacabana, um “show” retrospectivo dessa quase saga de renovação da dupla Claudio Botelho-Charles Moeller.

O espetáculo – a que assisti com especial encanto – é um quase recital com Claudio Botelho (e três músicos) desfiando as músicas das dezenas de montagens construídas pela dupla.

A cada bloco da sequência narrativa do espetáculo, o público, que lotou toda a temporada, se embriaga de memória. E aplaude com entusiasmo, especialmente os textos com músicas brasileiras: os deliciosos Sassaricando (marchinhas de Carnaval) e os três shows a partir da obra de Chico Buarque.

Eloqüente testemunho não só da memória, embora recente, mas de capacidade criativa.

Ricardo Cravo Albin

Tags:

Um comentário

  1. Antonio disse:

    Muito interessante a Versão Brasileira do Diretor que sempre está no Futuro próximo-distante, mostrando ele mesmo,de forma intimista e generosa. Senti falta daquelas musas que só o Claudio Botelho e o Charles Moeller sabe aonde elas estão agora, nesse calor de 43 graus e sensação térmica de 50.º. Vi o livro de relance mas vou compra-lo só o para fazer um balanço de onde eu estava que não fui assistir “Cole Porter,Ele não disse que me amava”, “Company” (mas tenho o CD), Na Bagunça do seu Coração, (tenho o CD), Suburbano Coração (teve CD??). Estude a possibilidade de retornar com O “Cole Porter” como foi lançado…sem repaginar… agora que tal um teatro aqui no Rio para estreiar as montagens nos próximos 20 anos aqui no Rio? um abraço

Deixe um comentário



Cadastre-se

Receba as novidades cadastrando seu e-mail.