Debora em seu camarim, se arrumando para uma sessão de “O Despertar da Primavera”
Em “O Despertar da Primavera”, em um elenco de 19 jovens, se destacam dois grandes atores “adultos”, que fazem múltiplos papéis: Carlos Gregório e Debora Olivieri.
Debora interpreta cinco mulheres: as mães de Wendla, Melchior e Marta (todas diferentes entre si), e ainda a professora francesa de piano de Georg e a austera assistente do diretor do colégio. São cinco DNA´s diferentes, como pediu o diretor Charles Möeller, o que foi prontamente absorvido pela atriz.
Feliz por estar trabalhando em um musical e pela primeira vez com a dupla Möeller & Botelho, Debora nos recebeu em seu camarim para uma entrevista sincera e cheia de emoção. Falou sobre o prazer de cantar e do convívio com esse grupo tão harmonioso. Falou também sobre sua tia, a atriz Ida Gomes (a Srª A de ‘7 – O Musical), falecida em fevereiro desse ano. O talento dela está mesmo no DNA…
Com vocês, Debora Olivieri.
Como começou sua história com o Despertar?
Começou em Nova York, em março. E na própria rua onde estava sendo apresentado o Spring Awakening, a 46. Três dias antes de voltar pro Brasil, eu fui ver meus e-mails´s, depois de duas semanas sem ver. Havia milhões de e-mail´s e um deles era da Marcela Altberg com o assunto ‘Despertar da Primavera’. Eu sabia que o musical iria acontecer, e embora eu conhecesse a peça, que vi muitas vezes quando tinha 19 anos, eu não me mobilizei porque não sabia se havia algum papel pra mim. Aí eu abro o e-mail e dizia assim: ‘gata, o papel é seu!’. Eu disse: ‘como assim?’ e fiquei enlouquecida. Isso aconteceu logo depois que minha tia (a atriz Ida Gomes) faleceu e eu fui para Nova York porque ainda estava muito abalada. Foi um presente e maior ainda depois que eu vi o tamanho disso tudo. Eu sempre tive vontade de trabalhar com os ‘meninos’ (Charles & Claudio). Já havia feito outros musicais, mas não desse porte. É o primeiro de muitos que virão (risos). Eles não me conheciam. Eles me viam nas estreias, porque eu sempre ia com minha tia. Me lembro que na última semana de gravação da novela “Negócio da China”, a Claudia Netto me perguntou o que eu iria fazer depois dali. Eu achei que ela estava falando pra onde eu ia (risos), mas ela perguntou profissionalmente falando. Eu disse: ‘não tenho planos’. E ela: ‘Acho que você vai ganhar um presente…’ Ela estava ensaiando ‘Avenida Q’ e eles devem ter perguntado pra ela algo sobre mim. Ela não me falou nada, até porque não sabia se ia rolar ou não. Depois que eu recebi o convite, eu liguei pra ela pra saber se era aquele o presente que ela havia falado e ela me confirmou. Nós rimos muito.
Pouca gente sabe que você também canta, né?
Eu canto bem, mas não sou uma cantora. Não sou uma Soraya Ravenle ou uma Gottsha, que são atrizes incríveis e que são cantoras. Eu canto, mas preciso de aperfeiçoamento. Agora eu estou tendo aulas com a Janaína Azevedo. Mas eu adoro cantar. Eu já tive banda. Cantar me faz feliz. Estar em um musical pra mim é muito bom, é rejuvenescedor.
E que tal o trabalho no workshop e nos ensaios do Despertar?
Eu fiquei fascinada. O Despertar da Primavera é o trabalho mais difícil que já fiz na minha carreira. Eu sou atriz profissional desde os 16 anos. To com 51… Bota anos de carreira nisso. Nunca tinha feito um trabalho tão organizado, tão projetado, com tanto carinho e delicadeza que é a direção do Charles. O Claudio, embora seja mais sério, teve um carinho comigo incrível. Eu fui recebida como se fosse a encarnação da minha tia. O carinho que eles tinham por ela, senti que houve uma extensão para mim. Foram dois meses exaustivos, de ensaios todos os dias, 8 a 10 horas por dia. Mas foi um prazer. Esse processo deles de subir no palco logo, de não ter mesa, eu adorei, porque eu também não gosto de mesa. O workshop dele já fez esse processo de mesa em quatro dias.
Como foi o trabalho de compor cinco personagens diferentes?
Eu pensava: ‘como eu vou fazer essa peça?’ ‘Como eu posso resolver isso?’ Eu não quis assistir o DVD do espetáculo da Broadway. Eu não quis assistir pra não ficar sugestionada. Duas semanas depois que a peça estreou, eu pedi emprestado pra Julia (Bernat) e aí eu vi. E quer saber? Achei o nosso muito superior. Eu sou uma pessoa bastante modesta, mas eu achei o meu trabalho muito melhor do que o da americana. Acho que ele tem um diferencial e isso graças ao Charles. No dia que ele me falou: ‘eu quero um DNA diferente pra cada personagem’, aquilo baixou em mim de uma maneira tal que eu pensei: ‘é por aí que eu vou’. Encontrar esses DNA´s com sutileza foi o meu trabalho. Primeiro eu quis definir as nacionalidades e se teriam sotaque ou não. Eu procurei um corpo, uma voz, um tom, um movimento pra cada uma. A professora de piano de cara eu vi que ela era francesa. O Charles conversou comigo: ‘vamos escolher um só sotaque, ou alemão ou francês, pra gente não utilizar isso como um artifício da direção’, aí eu escolhi o francês. Adoro fazer sotaque e sempre tive vontade de fazer uma francesa. Para a assistente do diretor, eu quis dar uma coisa meio bruta. Imaginei aquelas mulheres nazistas, que trabalhavam em campo de concentração. Já a mãe da Marta, eu pensei: ‘uma mulher daquela, que oferece a filha pro marido, só pode ser alcoólatra ou drogada’. Eu perguntei pro Charles: ‘posso fazer ela bêbada?’ e ele adorou a idéia. Eu componho meus personagens de fora pra dentro, então trouxe uma garrafa para a mãe da Marta. A mãe do Melchior eu fiz intelectualizada, com uma voz suave… A mãe da Wendla já tem uma voz mais estridente. Para a mãe da Wendla, o Charles me disse: ‘eu penso na minha avó, uma camponesa’. Essa palavra – camponesa – ficou em mim. Aí criei uma mulher que está sempre ‘com a mão na massa’. É por isso que ela tem um pano e um avental. Ta sempre limpando a mão, limpando algo. Como eu não tenho muito tempo, eu preciso que o público leia meu personagem antes de eu abrir a boca. Eles foram entrando em mim muito naturalmente. Eu fui abraçando os personagens. O que eu dava pra eles, eles respondiam. Foi muito bom esse diálogo aberto com o Charles. Ele ouviu as minhas sugestões e eu as dele. Nunca contestei as dele porque são sempre de uma inteligência, de uma abrangência tão forte… Tudo o que ele falava, já caía, já entrava em mim. Foi um trabalho que fluiu maravilhosamente. No dia que aquilo estava pronto dentro de mim, eu fiquei feliz, porque estava com medo de não conseguir. Eu tenho orgulho do resultado que eu obtive.
Gostaria que você falasse um pouco da cena da carta, uma das mais fortes do espetáculo…
É dificílima. Eu canto uma música falando. Eu não posso estender nada. Não posso criar em cima daquilo. A ‘Carta’ começou a ficar perfeita agora, com a prática, com o dia-a-dia. Como eu não canto a música, quem canta é o Panda (Rodrigo Pandolfo), e eu estava preocupada com a interpretação, com o movimento e as marcas, eu não estava muito ligada na melodia ainda. A melodia era pro Panda, não era pra mim. Quando o texto já estava dentro do meu organismo e do meu cérebro, aí eu comecei a me ligar no som. Eu percebi que tinha que falar cada parte dentro de um compasso musical. Eu tenho que entregar pro Panda na ponta da língua para ele entrar com a música dele. Então eu canto falando e ele canta cantado. Nós cantamos a mesma música. No início foi difícil. Foi um super exercício. Agora eu já descobri que palavras eu posso estender, onde eu posso torcer um pouco mais. Cada vez que termina, a gente se abraça lá atrás. É uma das minhas cenas mais fortes. Ela tem uma carga dramática bastante forte e eu tenho que ter muita concentração.
Aliás, a concentração é fundamental para o seu trabalho nessa peça…
Sim, na peça inteira. Eu não posso dar mole um minuto. A Elma ( camareira-chefe, na foto ao lado com Debora) é uma extensão do meu braço e da minha cabeça, pois eu tenho 14 trocas de roupa durante a peça. As minhas entradas ainda estão na continuidade da cena anterior. O Claudio e o Charles reforçaram isso, que não pode haver um buraco entre uma cena e outra. Então a Elma me possibilita isso, com uma rapidez incrível. É pra eu não ter tempo de pensar qual é o meu próximo personagem. Quando ela me coloca uma roupa, eu já estou me concentrando para sair de um e entrar em outro. É uma questão de minutos. Eu não posso vacilar. No dia que a gente fez um ensaio que não precisava das roupas, não me vinham os personagens. No começo eu ficava desesperada (risos). Mas eu sabia que a gente ia chegar num tempo certinho e enxuto. Tem cenas que eu não tenho tempo de nada – saio, tiro um casaco, ponho outra roupa e entro. E o personagem tem que estar ali. Eu acho incrível.
Como está sendo sua parceria com o Carlos Gregório?
(com carinho) Ah, é muito boa! A gente conversa, troca muito. Ele me ouve, eu ouço muito ele. Eu sinto que as dicas que eu dei pra ele e as que ele me deu são fundamentais para o nosso resultado. O diretor te coloca no eixo da peça, mas não tem ninguém melhor que nós dois, dentro da cena, para saber onde eu posso dar mais pra ele e ele pra mim. Eu sinto que ele me respeita muito, assim como eu o respeito. Existe esse respeito. Eu sempre gostei dele. Nunca tinha tido oportunidade de trabalhar com ele, mas todos que já tinham me falavam que ele é uma pessoa incrível e eu constato que ele realmente é. O Carlinhos é muito generoso, educado, ótimo ator. Adoro ele. Eu to no céu.
Que tal a convivência e a troca com o elenco jovem?
Eu to aqui à mercê desse texto genial e a peça é dos meninos. Eu sei o meu lugar. Falo isso com toda tranquilidade. É muito bom trocar com eles, que são de um talento fantástico. Me sinto privilegiada de estar aqui com essa juventude que tem um respeito por mim… Quando eles me viram, eles constataram que eu fiz parte da infância deles, porque eu fui a vilã de “Chiquititas”. Eles eram meus fãs e hoje a gente troca cenas juntos. Eles me dão uma alegria de viver! Eu venho pro teatro feliz da vida. Nós somos uma família. Nós nos adoramos. Um trabalha a favor do outro. Ta todo mundo em prol do Despertar. Não tem competição. Ninguém quer puxar o tapete de ninguém. E eu sinto que mesmo que nós (ela e Carlos Gregório) sejamos coadjuvantes, nós somos protagonistas de cada momento. Nenhum deles poderia viver sem os pais, sem os professores… Isso te dá uma importância dentro do processo.
Você canta em duas cenas: faz coro em “Left Behind” e canta em “The Song of a Purple Summer“…
Como eu adoro cantar, em todos os ensaios musicais, eu ficava tentando ver onde eu poderia participar. Teve um dia que eles estavam ensaiando “Left Behind” e eu fiquei cantarolando de fora. O Claudio ouviu e me disse que eu tenho um timbre bom. Ele falou que ia pedir pro Charles me colocar naquela cena. Eu disse a ele: ‘mas eu estou nessa cena’. Aí ele já me arrumou a voz e eu canto na cena, faço coro. Então eu fico me sentindo extremamente importante e feliz (risos). Até a Marília Pêra falou, depois que viu a peça: ‘eu fiquei esperando a sua ária’. Eu respondi a ela: ‘a minha ária é o Despertar inteiro’. Adoro cantar “The Song of a Purple Summer“. Encho a boca pra cantá-la (risos). Daqui pra frente novos musicais serão super bem-vindos. Eu prometo que vou estudar muito (risos).
A sua participação neste trabalho não deixa de ser uma homenagem à sua tia, Ida Gomes…
(Emocionada) Eu penso sempre: ‘por que ela não está aqui pra ver isso?’, mas eu sei que ela ta vendo. No dia da estreia, eu vi uma senhora na terceira fila. Na hora dos aplausos eu olhei e vi a tia Ida… Meu olho encheu de lágrimas. Eu vi ela se materializando naquela senhora. Eu não tenho nada dessas coisas, sou muito pé no chão, mas quando vi aquilo fiquei impressionada… toda de oclinhos, escova, arrumadinha, como a tia Ida se arrumava para as estreias. Me deu um negócio… mas depois eu voltei e vi que era apenas uma senhora. Mas esse trabalho tem extensões maravilhosas, como a Elma, que trabalhou com ela e agora está trabalhando comigo, enfim, estamos todos juntos.
Nesse momento da entrevista, Malu Rodrigues entra no camarim de Debora e nós pedimos que ela falasse um pouco sobre sua parceira de cena:
“Ela é uma atriz incrível. Ela te ajuda em cena, é super viva, dá vontade de tê-la ao lado o tempo inteiro. Quando ela não está, eu fico olhando pra ela na coxia. Ela é muito fofa e é uma atriz maravilhosa. É ótimo trabalhar com ela”.
Não só Malu entrou no camarim de Debora durante a entrevista, mas vários nomes do elenco passaram por lá para dar um beijo nela, como Pierre Baitelli, Julia Bernat, Davi Guilhermme e André Loddi, seu aluno de piano em “My Junk”. Debora é mesmo querida por todos.
Fotos da entrevista: Leo Ladeira
Debora Olivieri em cinco tempos:
Frau Bergman (Mãe de Wendla)
Foto: Marian Starosta
Fraulein Knuppeldick
Foto: Marian Starosta
Professora de piano de Georg
Foto: Marian Starosta
Frau Gabor (Mãe de Melchior)
Foto: Marian Starosta
Frau Bessell (Mãe de Martha)
Foto: Leo Ladeira
Tags: Carlos Gregório, Charles Möeller, Claudio Botelho, Debora Olivieri, Ida Gomes, Malu Rodrigues, O Despertar da Primavera












A Débora é uma atriz genial, não encontro outro adjetivo mais perfeito para descrever seu trabalho neste espetáculo. Ela nos emociona, faz rir, chorar e nos surpreende cada vez que entra em cena.Uma grande atriz, capaz de colocar no bolso qualquer desafio.
Ela é maravilhosa em todos os papéis que faz. Nunca a tinha visto no teatro, embora já a adorasse porque, assim como o pessoal do elenco e tantos outros, ela fez parte da minha infância como a melhor vilã de Chiquititas!
Mas de fato ela me surpreendeu, e eu fiz questão de dizer isso a ela pessoalmente depois de um espetáculo.
E nessa entrevista ela mostra que além de excelente atriz, é também uma mulher sensível, inteligente, criativa, gentil e encantadora!
Parabéns e muito sucesso ^^
“No, no, no! Georg…! hounn…”
hahahahahah
Deby!!
Vc e uma das pessoas mais incriveis que ja conheci na minha vida!
Ainda lembro o dia que o Charles foi marcar a cena do piano, e eu comentei com vc que a Dona Carmen foi um marco na minha infancia… (alias acho que foi a primeira vez que conversamos!)
E vc me responde: ” Viu menino! Vc nunca imaginou nos seus melhores sonhos que um dia vc bulinaria os peitos da Dona Carmen!” hahahahahahah
Todo os dias antes de entrar no My Junk eu olho pra vc e agradeco a Deus e o Universo por ter encontrado vc!
Amoooo vc pra sempre! =)
Beijaaao
Debora, vc foi uma alegria o tempo todo dos ensaios! Vc é muito alto astral, divertida e carinhosa com todos!
Adorei ver a foto da Elma, bombamdo no site!
beijos e saudades!
Débora, parabéns pelo trabalho no Despertar. As trocas de “DNA” acontecem de maneira perfeita. A maneira de andar, falar, olhar, tudo muda completamente se encaixando em cada uma das personagens. Momento hilário: O “ERRADO ERRADO ERRADO” em My Junk! Toda vez que eu vejo caio na gargalhada!
Débora, vi só o ensaio geral mas ver voce de novo no palco foi muito bom! Seu vigor e composição incisiva, vocal e gestual, é um prazer e tanto, nesses tempos de atores em situação. Parabéns!!!!!! O espetáculo é vivo, técnicamente irreprensível e o sucesso é garantido!!! bjbjbjbjb
Muito agradável de ler, a matéria, quanto a atriz (que nome lindo, Debora!), sempre adorei vê-la trabalhando na TV e não sabia que era parente da Ida, com quem trabalhei em duas novelas e trocamos muitas receitas. Deve ser muito bom mesmo, trabalhar com quem é de fato do ramo e a forma que ela descreve o jeito que tudo rola no espetáculo, dá gosto de ver que há gente que faz tão à sério essa benção chamada Teatro. Beijo à todos, especial para o Carlos Gregório e para Debora, claro!
Marilia Barbosa, atriz e cantora.
Depois da peça eu fui procurá-la pra tirar foto e disse que eu já tinha tirado fotos com ela a muitos anos atrás quando ela trabalhava em chiquititas, eu era fã, hahahahah ela é muito fofa!!
Realmente a Debora Olivieri é genial! Ela compôs as personagens de forma brilhante! A diferença de uma para outra são incríveis! E é impressionante a dinamicidade com que ela transita entre elas, e faz isso impecavelmete! O trabalho dela me supreendeu muito e me despertou muita admiração. Mesmo sendo coadjuvante, sem dúvida ela é uma das atrizes que mais se destacam. E a entrevista ficou ótima, adorei! Simpatia total! Espero vê-la ainda em muitos musicais.
Gente, como eu fiquei feliz quando eu vi aqui no site que a Débora estava no elenco. Fiquei acompanhando cada passo, ansioso pela estréia. Magicamente, me vejo um dia antes da estréia assistindo a esse musical maravilhoso, incrível, impecável!
E lá estava a Débora, como ela mesmo falou, um marco na infância de um monte de gente. Como eu detestava a Tia Carmem!!! ahahahahhaha Fiquei todo bobo quando eu fui tirar uma foto com ela no fim do espetáculo. E óbvio que eu comentei que eu assistia chiquititas e era fã da Tia Carmem. Cada trabalho na televisão que eu a via eu comentava com minha mãe: ih, a Tia Carmem =)
Débora, parabéns pelo trabalho, pelo sucesso. Vejo que esse musical só tem somado ao seu aprendizado como atriz, como pessoa. E obrigado por nos presentear com essas atuações maravilhosas, únicas, com essas mulheres bem diferentes entre si, essas mães, essas educadoras… Parabéns pelo sucesso =)
Sensacional!!!
Fiquei muito feliz de ter tido o prazer de conhecê-la pessoalmente. Durante os meses de ensaio, o Andre comentava o quanto vc era maravilhosa como pessoa e atriz.
Eram só elogios para vc (apesar da Dona Carmem rsrsrs).
E pude constatar tudo isso ao vê-la em cena.
Sua versatilidade é impressionante!!!
Grande beijo
Cris Loddi
Olivieri é uma grande atriz, de grande talento e versatilidade. Parabéns a ela ao Musical, por contar com talentos desse naipe. Parabéns, Charles e Cláudio, mais uma vez. Um beijo da Noêmia, que ainda não pode ir ver a peça…mais vai!
Quero aqui registrar a magnífico trabalho que o Léo Ladeira está fazendo no site!
Você está de parabéns, Léo, pela qualidade das informações, do texto e das entrevistas.
Se eu fosse um editor de suplemento cultural, o contrataria correndo. Léo Ladeira é um dos melhores jornalistas culturais do Brasil.
Frau Bergman ! Fraulein Knuppeldick ! Professora de piano !
Frau Gabor ! Frau Bessell ! = Debora Olivieri *****
DNA’s perfeitos, em personagens compostos com filigranas de interpretação.
O talento dela está mesmo no DNA [2]
DND da sua tia Ida e seu irmão – o grande ator – Felipe Wagner.
Mas, o melhor trabalho da Debora está na coxia, no carinho e exemplo que dá a esses jovens atores.
Mais uma vez, M&B acertaram no alvo nessa escolha !
E fica, sem dúvida, a homenagem a inesquecível Ida Gomes !
A Debora é ímpar! Ela é uma das mais jovens e empolgadas atrizes que eu ja trabalhei! Herdou isso da sua tia (minha garota), aliás, eu tenho certeza que tem o dedo da Ida no nosso encontro! Decidi que queria a Debora pro Despertar, quando ganhei o Prêmio Shell especial de conjunto da obra, e nesse prêmio quem estava sendo homenageada era Ida que falecera uma semana antes! No discurso de agradecimento, minha voz mal saia de tão abalado que eu estava com a noite toda. Mas a fala da Debora foi inacreditável: ela subio ao palco e recitou uma poesia sem tremer a voz, sem perder o prumo… sem vacilar! Ali foi sua maior audição… ela é raça pura como a tia! Escrevi o “7″ pra Ida e pra Maestrini. Ela amava a peça e eu a amava! Amava não: amo! Pois amor nunca é passado! Vejo a Ida em Debora o tempo inteiro… O perfil arrebitado, olhos de faísca, a voz particular, a felicidade no ensaio e no palco, a mania no detalhe, a cabeça a mil e a modernidade pra aceitar o que não foi feito ainda, o que não foi experimentado! Como ela mesma diz, com anos de carreira não se espantou com o novo e nem com o gênero! Entrou de cabeça, e trabalhou fundo as filigranas. Pude ter requintes com ela, e é no detalhe que mora a arte! falava: a Frau Bergman senta de perna paralela, o gesto da cegonha tá muito aristocrata! a trança é pra camponesa, e dai por diante! Sabiamos que pra saúde geral desse projeto tinhamos que ter os ” vilões” tiros certeiros! E tivemos… Debie, seja bem-vinda ao musical, você é muito melhor mesmo que todas as mulheres adultas que eu vi! você foi impar com esse elenco de jovens, alguns estreantes e nunca esteve sem paciência ou desmotivada!
Você está certa: pra nós vc é a extenção de talento amor e generosidade da Ida. Esse é o seu DNA!
Um dia ela me disse:
- chama a Debora pra trabalhar, uma sra atriz e canta, e vc vai amar trabalhar com ela…
-Ida, seu pedido é uma ordem!!!
E realmente amo trabalhar com você!
DEbby,
é uma pessoa incrível! de uma coração enorme e lindo!! Uma Atriz fenomenal!! Seu trabalho no Despertar é excepcional!!
E suspeito de uma outra razão para ela estar neste elenco e tão entrosada, seus 15 anos!! Sim pq DEbby tem a alma de uma adolescente!
. saudades de nossas festinhas!!
Beijo enorme em todos desta Equipe talentosíssima!!
ps: Elminha q falta você nos faz!!!
Charles, tb achei aquele discurso/poema da Debora, ao lado do Felipe Wagner, na entrega do Prêmio Shell, sensacional !
E aí juntou tudo, né ! – o pedido da Ida e o talento da De …
E, pelo visto … acho que a DEbby continua gostando de festinhas e de dançar, não é querida ! hahaha
Virei fã do trabalho dela pelo desempenho espetacular no ”Despertar da Primavera”.
Uma atriz e tanto.
Parabéns!
Ai, ai, ai, no no, no…please! parem, já! preciso parar de chorar…. parei!
da minha rede vejo o cristo da janela, tomo chimarrão e depois de ler as mesmas notícias de ontem no jornal de hoje, paro pra ler minha entrevista, feita pelo incrível Leo e com as extensões incríveis de todos vcs.
stop…please! me controlo….
Amo estar aqui , ai, no coração e memória de todos que me acompanham e me devotam , me amam, me beijam, me compreendem, me dirigem, me olham, me assistem, me respeitam, me contratam, especialmente…rsrsrsrs
enfim, chega de falar e embora correr nas paineiras que hoje tem sessão e preciso me revigorar, pra acompanhar esaa galera….
minha vida é um eterno despertar
bjs
amo vcs!
Charles lindo querido, ontem qdo vc escreveu seu depoimento, era o aniversario da tia Ida e fiz o espetáculo pra ela.
Tereze, sim, dancei….e quem sabe hj danço de novo……
bjs
fui……
db
andre my loddi
i lov you no no no…ops…so so so so so !!!!!!!!!!!!
vc nnão tem nem noção e continue assim tão no tom!
lov u
db
WAW … Debora ! (DEBBY) .
C’est très très beau . Bravo .
MUITO BOM …