“Tá na hora de ir embora,não dá mais pra ficar,Todo mundo tá jururu…”

A sessão de ontem de “A Noviça Rebelde” teve um gostinho de emoção a mais: Herson Capri despediu-se do Capitão Von Trapp, em sua última apresentação no espetáculo.
Na próxima quarta-feira, o ator-cantor Saulo Vasconcelos assume o papel do Capitão austríaco.
Minutos antes de entrar em cena, Herson e seu colega de camarim, Fernando Eiras, conversaram com o Site Möeller & Botelho.
“A Noviça traz uma coisa bacana para todos que participam do espetáculo que é um carinho muito grande um pelo outro. As músicas são tão lindas e falam coisas tão bonitas que acabam servindo de amálgama de relação do elenco. Foi tudo muito bonito. Existiu um congraçamento artístico, uma ligação artística bonita. Nessa saída tem o lado da tristeza, da perda do contato com as crianças, com as freiras, com meu querido companheiro de camarim”, disse Herson.
O ator destacou também os desafios que esse trabalho lhe proporcionou: “O Capitão é muito forte. É um personagem de um clássico. Foi muito marcante fazê-lo. Foram cinco meses em cartaz, mais os meses de ensaio, enfim, um ano de Noviça. Foi o primeiro musical que eu fiz e logo esse. Eu tive vários desafios, como cantar, fazer um musical, fazer um personagem já conhecido, fazer vocalise todos os dias, enfim, foi tudo muito intenso”.
Do outro lado do camarim, Fernando Eiras ressaltava a excelente convivência que teve com Herson nesses meses de trabalho.
“Eu ganhei um irmão”, disse o intérprete de Tio Max. “É muito raro na vida em geral e no teatro também. Quando você faz um amigo em teatro, você faz um amigo pra sempre, já que fazer teatro é muito difícil. É uma escolha difícil. É um trabalho muito confeccionado e é preciso que se faça com muito esmero e muita dedicação. Eu ganhei um grande amigo. Isso é uma alegria, uma felicidade. Foi muito divertido e muito fraternal”.






Enviado por Charles Fouquet em 20/10/2008:
Estava lá ontem e foi lindo, ver todo o carinho do elenco para com ele, e que as crianças são atores maravilhosos já não se restavam dúvidas, mas depois de ontem, ainda estou boquiaberto. Boa parte delas estavam chorando mas continuavam com as cenas como se nada estivesse acontecendo, foi de despedaçar o coração e eu mesmo não aguentei, chorei horrores. Herson, parabéns pelo desafio vencido! Sentirei saudades do seu Capitão.
Enviado por Denise Guerchon em 20/10/2008:
Cara, eu não sou fã do Herson, nunca fui, mas tenho que dizer aqui o que penso. Tenho muito orgulho dele (sem pedantismo, até porque não sou da família dele, nem amiga, nem faço parte da produção nem nada, pelo contrário, ele nem sabe que eu existo). Tenho orgulho dele bem como tenho de todo profissional que corre atrás dos desafios, que faz “com a cara e a coragem” tudo aquilo que tem que fazer e enfrentar para cumprir, com garra, o seu papel. E – no caso do artista – proporcionar ao público toda a emoção que sente ao assistir uma obra como essa. E ainda fazer isso tudo com amor e empenho. Sem querer menosprezar qualquer emissora de tv, mas isso sim é um profissional com qualidades superiores. Não é apenas um rosto bonito em papéis de destaque, como muitas vezes ocorre em televisão. No teatro isso não existe. Essa é uma das belezas do teatro (que tem tantas outras que não caberão aqui; deixa para um artigo que eu vá escrever algum dia! hahahaha). Enfim, este comentário já está gigante e preciso temrinar o que já comecei.. O Herson teve total dedicação e amor ao seu Capitão Von Trapp, batalhou e cresceu muito com tudo o que aprendeu de novo. Ele já é veterano, mas nunca é tarde para se adquirir conhecimentos, visto que estamos em constante aprendizagem até morrer. Ele enfrentou críticas boas e ruins, enfrentou todo o medo e nervoso e vergonha que teve (e que não cansava de repetir nas entrevistas) com sua dificuldade no canto e “meteu bronca”! “Se jogou da montanha”, como diz a nossa irmã Margaretta. Na atuação, foi primordial. Foi essencial. Mereceu toda a ajuda e todo o incentivo e todo o sucesso que fez. E agora merece admiração. Parabéns por sua garra, Herson! Esteve e está no caminho certo, na estrada certa. Bravíssimo! Continue trilhando seu caminho, que mesmo tendo anos de estrada, terá sempre algo a mais para acrescentar (e isso é, não só na dele, mas na vida de qualquer um). Continue na estrada de tijolos amarelos e se jogando da montanha (no melhor sentido da frase, claro!).