…Eu serei teu sangue… Tu, a minha cicatriz – Entrevista Felipe de Carolis

setembro 5th, 2009 35 Comentários

felipe1

Após a entrevista com Thiago Amaral, não poderíamos deixar de conhecer o par de Hanschen em “O Despertar da Primavera”: Ernst, interpretado pelo ator carioca Felipe de Carolis, 20 anos.

Descrito como um jovem tímido e sensível, Ernst acaba se apaixonando por seu colega de classe, que o seduz.

A cena romântica de Ernst e Hanschen é uma das mais esperadas do espetáculo, e também uma das mais aplaudidas – muitas vezes Felipe é aplaudido em cena aberta.

Conheça um pouco do ator que dá vida a Ernst no musical dirigido por Charles Möeller & Claudio Botelho na entrevista abaixo:

Como você tem sentido a reação da plateia nas cenas do Ernst e Hanschen, e em especial na cena do beijo?

A plateia já começa a sentir, principalmente a partir do “Merda de Vida” / “Bitch of Living”, quem são esses personagens. A sutileza do grande encontro é dada em pílulas durante todo o espetáculo e, acredito que seja por isso que o público queira saber mais sobre eles. A cena de amor dos dois é muito delicada, os personagens têm personalidades opostas, são intensos e as pessoas, por acompanhar isso tudo, têm reagido muito bem. Cada dia temos espectadores diferentes, que se emocionam, se divertem, se constrangem, mas sempre se envolvem por todos os motivos relacionados: o amor, a impossibilidade dessa relação para aquela sociedade, o desafio e principalmente pela sinceridade no sentimento da cena (que a gente tenta passar né? risos). Outro fator importante é que apesar de a peça se passar em 1891, vemos este tipo de conflito até hoje. A resposta imediata do público é ótima, que vive com a gente o romance. Muita gente, inclusive, nos espera na porta pra comentar “Coitadinho, tão apaixonado”. E pensar que em 1931 a censura não precisou intervir na pausa do espetáculo, pois a plateia, depois de vaiar durante uma hora, invadiu o palco para linchar os atores que faziam Hanschen e Ernst. Todos esses obstáculos pelos quais a peça passou nos impulsionam ainda mais a querer fazer um trabalho primoroso e ajudar na formação dessa nova plateia.

felipe4E o que as pessoas mais próximas comentam contigo sobre as cenas de Ernst/Hanschen?

As pessoas falam muito da intensidade da cena. Tenho ouvido coisas muito gratificantes, principalmente sobre coragem e pelo mergulho tão intenso na trama, além da composição do personagem. Todo esse trabalho só foi possível pela confiança depositada pelo Charles e pelo Claudio na nossa (minha e do Thiago) intuição como atores, além, claro, da delicadeza e dedicação com que trabalham. A princípio, algumas pessoas até acham “chocante ou ousado” sim, mas essa história vai tão além do beijo que esses adjetivos têm sido substituídos por olhos apaixonados. A vida inteira estudei no Colégio Santo Agostinho, que é bem tradicional, e meus amigos de lá não são os mais, digamos, modernos, mas mesmo eles têm gostado e elogiado muito a sensibilidade da cena e o humor proporcionado pela sinceridade na apresentação. É claro que eles tiram um sarro, mas na verdade a maioria das pessoas tem saído do teatro com lindas palavras sobre tudo.

Como você, Felipe, define o Ernst?

O Wedekind chama o Ernst de “a criança do despertar” e, a partir disso, vêm muitas coisas, não só por ele ser o personagem mais novo em termos de idade. Esse menino vive nesse início do processo de puberdade uma angústia muito grande nas suas descobertas. Ele não sabe o que é ser gay, mas ao mesmo tempo percebe que o que ele sente não pode ou não deve ser sentido, não seria aceito. O Estado é soberano, totalitarista e patriarcal na Alemanha a partir de 1881 e qualquer atitude fora do estabelecido seria condenada. A escola toma um lugar gigantesco na vida desses personagens e suas respectivas criações – há uma repressão fortíssima. As convicções do Ernst são negadas antes mesmo que se tornarem certezas. Ele é medroso e inseguro, mas a fragilidade, a ingenuidade e a inocência dele dão um colorido que permite que se salve de tantas contrapartidas (Esse meu menino acredita muito no outro, ele quer muito ser amado).

felipe5legO Ernst ama o Hanschen, e na cena de amor dos dois, quando ele vê a oportunidade de ter o seu grande amor do seu lado, fala coisas que negam suas verdadeiras vontades como: “…com minha mulher de bochechas vermelhas…”. Ele gostaria muito de querer ter essa mulher de bochechas vermelhas para formar uma família e realizar o sonho de ser, para os seus filhos, o pai que ele não teve presente. Mas em contrapartida, ele já sabe que quem ele quer ao seu lado não é nenhuma ruborizada, mas sim o Hanschen. E é tão difícil pra ele assumir isso pra si mesmo. Ele sofre, mas tira uma coragem tão forte pra dizer ao companheiro que o ama, porque sente naquele momento o risco de perdê-lo. Ernst não é dos mais inteligentes da turma, pelo contrário, no texto original que nós trabalhamos com a equipe no workshop vimos que, para os professores, as duas possibilidades de reprovação na turma são Ernst ou Moritz. Quando o Ernst fala para o Hanschen que sonha com sua biblioteca e seus diplomas, está mais uma vez idealizando algo imposto aos jovens do século XIX, do qual ele não é dotado. No entanto, fala isso pro Hanschen, pois, afinal, mesmo que ele não tenha muita experiência, sabe que os mais inteligentes (como Melchior) são os mais queridos. E é isso que ele quer: ser querido.

felipe2Você acha que ainda existem muitos ‘Ernst’ nos dias de hoje?

Há muitos espalhados por aí, claro. Provavelmente a maioria dos meninos de 13 anos que se descobrem homossexuais tão cedo tem ainda medo e não aceitam o que sentem. Existe, sim, uma evolução cultural apoiada em estudos psiquiátricos que ao longo do tempo comprovaram quão absurdas eram algumas teses, como por exemplo, a de que homossexuais seriam doentes. Mas é um processo, não uma mudança geral, acredito. Acho que não dá para afirmar que muitos adolescentes que se assumem para os pais e para a sociedade têm apoio ou são tratados como iguais. Quando canto o “não tem ninguém pior que eu”  sei que é o pensamento em comum com o Moritz, onde o Ernst se acha a pior das pessoas por desapontar os pais, se sente fraco, por já perceber sua orientação sexual, ser um mau aluno… Sabemos que ainda vivemos em um mundo que finge tolerar diferenças. Seria hipócrita se disséssemos que hoje é totalmente diferente do fim do século XIX. Eu conversei com meninos novos. Todos que eu via na rua com cara de 13 anos -louco né?!- puxava um assunto, nem que fosse pra ouvir o timbre vocal do moleque. O medo do Ernst é latente mas a vontade de sobreviver é enorme também. É esse conflito que o move. Em uma das apresentações, uma moça com seus quase quarenta anos que foi nos assistir fez questão de nos esperar para dizer: “Menino, fui Ernst a vida inteira, mas quando cheguei aos trinta nasceu um Hanschen dentro de mim que não tem pra mais ninguém“.

felipe3Esse é o seu primeiro musical? Como tem sido pra você essa experiência de fazer parte do Despertar?

A minha história com esse musical é enorme, incrível e por causa dele enfrentei um furacão na cidade de Nova Iorque, um réveillon sozinho debaixo de neve, arrisquei a vida da minha mãe (risos),  e mais alguns outros sofrimentos que ficaram do tamanho de uma formiga comparados à recompensa que foi participar do processo de montagem e agora de temporada do “Despertar”. É meu primeiro musical sim, tenho muito orgulho de dizer que o meu primeiro grande musical foi com o Charles e com o Claudio e é o (nosso) Spring. Espero que daqui alguns anos eles possam ser orgulhar muito de terem me escolhido, por serem responsáveis por esse primeiro grande passo na minha carreira de musicais que até hoje era de muito teatro (falado) e algumas poucas vezes em TV e cinema. Fazer um musical sempre foi uma meta e poder contar a história do “Spring” é um presente e uma responsabilidade que nós 21 do elenco estamos amando ter. Durante o workshop, o Charles palestrou a respeito da importância da história dos personagens na vida do Wedekind. Aqui, em suma, vai a historia do meu: Frank Wedekind tinha a mania de rolar por uma rampa que havia na janela do seu quarto que dava em um vinhedo. Uma manhã ao sair, quando fazia a mesma ação diária, encontrou por lá dois grandes amigos seus mortos, ambos com tiros na testa. Os dois haviam se matado e quando fossem achados todos pensariam que se mataram “sem querer”, brincando como dois homens deveriam gostar de brincar, com armas, como heróis, guerreiros. Havia um bilhete: “Vamos viver nosso amor em outra vida. Nessa não seria possível”. Neste momento, Wedekind ficou sabendo a relação homossexual que seus amigos não suportaram (não) viver. Ernst e Hanschen são uma homenagem a eles, e esse ‘casal suicida’, a inspiração. É uma missão incrível contar essa história, ser por algumas horas e para uma platéia de 500 pessoas por dia esse ser humano, esse  menino. Quando eu pensava nessa peça e na vontade de estar nela, nunca achei que eu seria escalado para o Ernst. Sempre achei o personagem incrível, aliás, haja talento pra estruturar tão bem uma história para tantos personagens incríveis, mas, realmente não passava pela minha cabeça que eu viria a ser Ernst Robel. É um desafio maravilhoso. É um personagem diferente de mim, com um temperamento muito diferente do meu e um tempo bastante diferente do meu, foi tão bom descobri-lo! É um personagem de tiro e pílulas – e isso é tão raro. Assim que recebi o telefonema da Marcela Altberg me avisando que eu havia sido aprovado nos testes e escalado para fazer o personagem, lembrei que na versão americana do musical que assisti, os Ernsts eram contra-tenores e tenores, e, eu, sou barítono (baritenor). Entrei em pânico. Mas, a todo momento, dois caras insistiram em me passar tranquilidade e que minha voz daria conta daquilo e muito mais. Quem seriam? Claro, Claudio e Charles. É incrível trabalhar com os dois e poder confiar neles de olhos fechados, mesmo que a nossa insegurança como atores seja natural e faça parte deste processo. Estou muito feliz com toda a equipe: as camareiras, os contra-regras, a galera das coxias, os músicos maravilhosos, operadores de luz, de som… os diretores dessas respectivas equipes, o Leo, que está fazendo essa entrevista, as produtoras, a Tininha… é tanta gente que lutou, apoiou e deu vida com unhas e dentes a esse espetáculo (e ele merece) que fica complicado ser sucinto ou ter qualquer sombra de objetividade numa pergunta que envolve tanta gente talentosa, competente e lutadora. Merda pra todo nós. Muito Obrigado.

filCurrículo

Carioca, Felipe de Carolis começou a fazer teatro aos 8 anos e, estreou profissionalmente com 12. Atuou no curta “Laqué” (direção Cininha de Paula) ; na peça “A Visita” (direção Bernardo Jablonski) ; no esquete de sua autoria Incontratos (vários festivais); e na novela “Cobras e Lagartos”.

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35 Comentários

  1. Teresa disse:

    Como diz o Charles, essa garotada “puxa o tapete da plateia” !

    A seleção desse lindo elenco não foi só pela voz, pelo talento, mas, sobretudo, pela inteligência e beleza da Alma …

  2. Teresa disse:

    Felipe, a sua interpretação do Ernst é tão sensível e marcante, que é um Prazer descobrí-lo através de Você !

  3. Charles Möeller disse:

    “Espero que daqui alguns anos eles possam se orgulhar muito de terem me escolhido”
    Parafraseando o Ernst: Mas SÓ daqui a alguns anos?
    Felipe querido, tenho muito orgulho de vc sempre! Muito. E cada dia mais.
    Acho muito importante essa iniciativa do Leo Ladeira de entrevistar esse elenco de garotos (muito garotos) e mostrar aos 2000 visitantes diarios (UAUUUUU!!) desse modesto site, a maturidade e profundidade que esse elenco atingiu, acabando de vez com o estigma que ator de musical é futil, um imitador, e que somos macacos de reprodução dos americanos, e, principalmente, que somos forma sem conteúdo!
    O despertar foi um mergulho profundo de 9 semanas! E se eles tem essa base, eles tem armas pra enfrentar tudo!
    Felipe faz um dos personagens mas bonitos e perigosos dessa peça: o Ernst que Wedekind chamava de “Als Kind” ( como disse o Felipe acima: a criança! ou “Como uma criança” sendo literal). Veja ele não é pejorativo ao defenir o personagens, pois não existe preconceito nenhum nele!

    O grande achado desse personagem é a coragem de colocar um menino frágil, feminino, em 1891 em cena!
    Todos nós conhecemos meninos frágeis e que sofrem até hoje nas escolas, dentro de suas casas, na sociedade, com o machismo do mundo hipócrita, onde o modelo do menino tem quer o macho alfa! Até hoje em dia me surpreendo quando amigos meus heteros e até gays me falam que Ernst não devia ser frágil, pois isso enfraquece a relação dele com o Hanschen! Ou seja, hoje, em 2009, os próprios homossexuais segregam os frágeis! Agora podemos aceitar os gays machões anabolizados, mas os frágeis ficam relegados a serem caricaturas?

    O mundo ao mesmo tempo que tenta aceitar um segmento segrega outro? Nós temos uma dificuldade secular de aceitar o diferente, encaramos o dissonante como desafinado! Ou simplesmente rejeitamos o que foge da nossa medíocre capacidade de olhar pro outro e tentar ver o outro! E não impor ao outro aquilo que gostariamos que ele fosse! Wedekind queria colocar o dedo nos tabus e nas feridas e ele não fugiu desse tipo “feminino” que é massacrado por nós até hoje!

    Atualmente já aceitamos o frágil quando ele é carregado de estereótipos…Quando ele é o melhor amigo engraçadinho da mocinha! Mas não suportamos o menino frágil feminino declarando seu amor, beijando o bonitão da classe!

    Wedekind era um provocador!

    Os meninos femininos ficaram com um rótulo: afetado! O que esse palavra significa? afetado de que? afetado por quem? Olha aí o preconceito que a gente carrega em denominar nome a pessoas como se fossem coisas! Você estigmatiza um ser humano só com uma palavra: Ele é afetado! E acabou… Ele carregará esse titulo!

    Wedekind é tão à frente do seu tempo que ele não castiga Ernest, não condena, não o mata em cena pra plateia se sentir aliviada e pensar: viu quem mandar ser assim. Morreu; bem feito! Ao contrário: ele promete uma noite feliz daqui a 30 anos…

    Na peça não existe um final pra eles, e nem sabemos o que aconteceu com Hanschen e Ernst! Tenho pra min que ele foi a próxima vítima, mas isso são só minhas fantasias, pois a nossa última imagem é eles se deitando no mesmo vinhedo que o Wedekind encontrou os corpos de seus amigos numa manhã de inverno! Ele através do seu classico deu uma noite feliz e de amor para aquele casal de amigos.

    Todos nós sentamos ao lado de um Ernst em escolas e conhecemos eles bem…Muitos por não aguentarem a pressão tentam se aviltar e mudar de personalidade pra serem aceitos e casam com esposas com bochechas vermelhas e se escondem atrás de bibliotecas, se sufocam a vida inteira: quanta tristeza! Outros descambam pra caricatura deles mesmos por entenderem que a única forma de aceitação social é se tornar a alegria da festa: o palhaço de cara lavada, o bobo da corte!

    No processo de construção do Ernst ficamos muito atentos. Eu e Felipe trabalhamos muito juntos! Começamos fazendo dele muito sofrido e lacrimoso. Felipe junto com a Malu, era do elenco que sabia a peça de trás pra frente e de cima pra baixo! Batalhou muito pra estar nela, e os deuses do teatro fizeram justiça a ele!

    Depois de um tempo fomos pegando corpo e entendendo seu humor inerente de estar fazendo piada: o humor daqueles que abrem a boca e ja são engraçados, pois são rápidos e cortantes. E graças ao talento e loucura desse garoto de 20 anos, temos um personagem total, frágil, apaixonado, honesto, leve, divertido, humano e TOTALMENTE ENCANTADOR.

    Muito Obrigado PHILL!!

  4. Gente, já não basta vocês serem precomente ultra talentosos, têm que ser super inteligentes também? hahahahaha. Fantástica entrevista e respostas. Da segunda vez que assisti sentei na frente e pude ver com detalhes e fiquei chocado e boquiaberto. As sutilezas sem dúvidas são um triunfo, Felipe além dos trejeitos de mulher, durante e após o beijo consegue tremer o corpo de uma forma incrível!

    O Enst tá tão integrado no Felipe que olha só “Espero que daqui alguns anos eles possam ser orgulhar muito de terem me escolhido” – daqui a alguns anos? Isso não precisa não, fato que eles já estão.

  5. PA disse:

    MUITO INTERESSANTE SUA ENTREVISTA.ONTEM MESMO PROCUREI PARA VER SE VOCE ESTAVA NO FACEBOOK,PARA TE DIZER QUE DESDE O ENSAIO NO TR SÓ COM A LUZ DO PALCO E UM PIANO,VOCE JÁ CHAMAVA A NOSSA ATENÇÃO COM SEU CAPRICHO,SUA ENERGIA,SEU TALENTO E SUA SENSIBILIDADE.QUE LINDO PERSONAGEM VOCE CRIOU, E QUE TRAZ TANTA POLEMICA,NÃO É MESMO?MAS IMAGINE SE NÃO FOSSE FEITO COM O TALENTO E O CUIDADO QUE VC DEU A ELE?NINGUEM PERCEBERIA.
    PARABENS FELIPE.CONTINUE FIRME NAS SUAS ATITUDES E COERENCIAS EM RELAÇÃO AOS SEUS MILHARES EU ESPERO, DE FUTUROS PAPÉIS.
    PARABENS MESMO.
    UM BEIJO DA
    PA

  6. Igor disse:

    Muito legal! Eu acho impressionante como os atores estão bem informados a respeito não só da história da peça mas também da história do autor. Eu acho muito legal ver como isso influencia a interpretação deles. Felipe, sua atuação como Ernst está fenomenal. Sensível, inteligente e sem exageros. Na medida certa! Vendo os pequenos detalhes da sua interpretação, como uma mão trêmula na sua cena com o Hanschen e seu timbre de voz, é impossível negar que você está arrasando! Parabéns!

  7. julia bernat disse:

    Phill
    fico emocionada de ler aqui a sua entrevista. A sua paixão e dedicação a esse espetáculo é de bater palma. Parabéns pelo modo comovente como vc tem interpretado o ernst todos os dias. Eu, que te vejo da coxia, percebo como a cada dia vc faz a peça com a mesma energia, sempre pronto pra entrar a cena com a maior verdade e escuta do mundo; para dar vida ao que a cada noite é, ao mesmo tempo, igual e diferente. Você deu ao ernst uma verdade absurda, que é o que faz o publico se identificar de alguma maneira com ele, pois todos nós temos as nossas fragilidades, mesmo que nao sejam tao aparentes como a dele, e por isso, vc nao cai na caricatura que, como o charles disse, é o perigo desse personagem.
    É um prazer imenso para mim estar compartilhando esse processo com você. convivendo, aprendendo, trocando, nos divertindo.
    Obrigada por tudo. vc é uma preciosidade

  8. Nossa, estou sem palavras! Fiquei emocionadíssima com a entrevista e com o comentário do Möeller.
    Felipe, não é só o Möeller e o Claudio que com certeza JÁ se orgulham de ter escolhido vc, os fãs da peça tb estão mto orgulhosos por ter um menino tão talentoso e inteligente como vc como o NOSSO Ernst (que é um personagem dificílimo!) Parabéns pelo seu trabalho e pela sua entrevista, ambas espetaculares!
    E Möeller, cada dia vc me supreende mais com a sua inteligência e sensibilidade. O teatro nacional não precisa de outra pessoa que não seja vc! (e o Botelho, é claro xD)

  9. CLAUDIO BOTELHO disse:

    FELIPE ARRASA COMO ERNST.
    O ERNST DELE É ENCANTADOR POR SER FRÁGIL, E FRÁGIL POR SER ENCANTADOR… Já ouvi algumas bichas de ipanema reclamando que o “casal gay” (casal pra mim pressupõe dois sexos, mas deixa pra lá…) deveria ser tratado com mais “masculinidade”. Eu já passei dos 40 e tenho uma fila de bichas “anos 80″ no meu rol de amizades que, vez por outra, soltam pérolas desse tipo nos meus ouvidos. Quem manda convidar, né?
    Já ouvi até de um débil mental amigo meu que havia ali na cena de Ernst e Hanschen um “ativo e um passivo”, coisa que só mesmo bichas feias e complexadas podem enxergar numa cena tão genuinamente poética e valente como a de Wedekind.
    Que bom que o mundo não se reduz a Ipanema (bairro muito parecido com o inferno descrito por Dante) e que a nova geração não precisa ficar falando grosso na esquina da Farme de Amoedo pra se sentir aceita. Na minha época era um tal de todo mundo se raspar, fazer tatuagem com frases em árabe, e chamar uns aos outros de “brother”, uma coisa cafonérrima… Isso acabou, ou pelo menos é um fetiche pra ser exercido dentro de dark rooms e saunas, não nos palcos ou na vida artística da gente.
    Nosso ERNST é moderno, lindo, chique e tá bem longe do padrão gay que alguém espera na porta da The Week. Felipe de Carolis é um galã de talento incrível, grande cantor e uma das melhores promessas que a nova geração de musicais tem a oferecer para o público de hoje em diante.
    Ele e Thiago Amaral juntos são pra fechar o trânsito na Princesa Isabel e em quantos teatros por onde levarmos o talento deles.
    O resto é… the week! (ou será “weak?”)
    hehehehe

  10. Teresa disse:

    Charles, essas 2.000 vistas tem uma razão de ser, estamos viciados no M&B, pela possibilidade de ouvir pessoas inteligentes !
    Esse espaço democrático é nosso, nós que amamos musicais e que nos apaixonamos pelo seu trabalho e do Claudio !
    Aí, a gente lê essa linda entrevista, as respostas do Phill,
    e depois o seu comentário e é mais forte do que nós, não voltar a escrever….

    O Ernst é tão transparente e verdadeiro dizendo:
    “Eu te amo … como eu nunca amei ninguém”
    e a resposta Hanschen é tão cruel e verdadeira tb: “Que bom pra você” , que não se trata só da confissão de um menino frágil, feminino, poderia ser de uma menina, ou até de uma mulher, ou seja, daquele que se declara e se fragiliza ao fazê-lo e se arrisca em receber a resposta, que Ernst recebeu.

    Por isso, esse personagem é encantador, ele atinge a dimensão
    humana do universal e permanece na nossa alma, por esses mais de cem anos.

    “Ou seja hoje 2009 os próprios homossexuais segregam os frágeis?
    Agora podemos aceitar os gays machões anabolizados, mas os frágeis ficam relegados a serem caricaturas?
    …. tipo “feminino” que é massacrado por nós ate hoje! Hoje já aceitamos o frágil quando ele é carregado de estereótipos… Mas não suportamos o o menino frágil feminino,
    declarando seu amor beijando o bonitão da classe!
    Os meninos femininos ficaram com um rotulo : afetado!
    O que esse palavra significa? afetado de que? afetado por quem?”

    Reparem no post do Site M&B “Ele tem um Q” – por Rodolfo Lima – Site Mix Brasil
    em que comentários exatamente iguais a esse são dedicados ao Rod, aliás – “mexeu com o Rod mexeu comigo [4] … hahaha
    Esse querido personagem, vivido pelo André Dias.
    O Rod é o Ernst muitos anos depois e esse ‘crítico’
    foi descrito brilhantemente pelo Charles, na sua resposta ao Felipe e só vem comprovar que ele está cheio de razão.

    Felipe, essa “confiança cega”, que vc depositou nos seus Diretores, é fruto do respeito e seriedade, que eles dedicaram exaustivamente a todos, no apaixonante processo de criação do nosso “Despertar” !

    Mexeu com Ernst, mexeu comigo !

  11. Adoro gente inteligente! LInda a entrevista, lindas e super completas as respostas, lindos os comentários de Charles e Cláudio.
    Eu nao sabia dessa historia dos amigos do vinhedo. Fiquei impressionada com isso. E Wedekind ainda conseguiu transformar essa tragédia em poesia…
    Mesmo à distância, o Despertar e esse site tem sido minha alegria nos últimos meses. Acessar a internet sem acessar moellerbotelho é quase um pecado pra mim.

  12. Thiago Braga disse:

    O Phill é uma das pessoas mais dedicadas, profissionais e, principalmente, humlides que eu conheço. Sempre correu atrás do que quis, batalhou e, por mérito próprio, conseguiu alcançar conquistas lindas. Está irrepreensível no Despertar, fazendo um Ernst belíssimo. Mais uma vez, PARABÉNS! Com certeza você ainda vai surpreender muito a gente. Sou só orgulho!

  13. Dione Pastre Camargo disse:

    Está mais do que provado que aquilo que rejeitamos com veemência, existe dentro de nós, incomodando e ferindo. O preconceito com a homossexualidade, a discriminação, a crueldade mesmo, com aqueles que pensam, comportam-se e sentem diferente de nós, parece falta de consciência na infinita possibilidade do desenvolvimento dos seres Divinos. Se é certo ou errado, anômalo ou não, quem somos nós para avaliar? Pelo que tenho lido, o público do “Despertar da Primavera” tem demonstrado uma maturidade que antes não era vista. Certamente a forma de apresentação e interpretação dos personagens Ernst e Hanschen responda a essa plena aceitação da platéia. Parabéns Felipe e Thiago, diretores e equipe.

  14. Malbuq disse:

    Carolis merece estar onde chegou! É super estudioso e seu crescimento profissional é realmente admirável. Seu Ernest é tocante e construindo com muita sutileza. Esses detalhes enriquecem a relação entre os personagens. Isso reverbera na reação do público que não é nem um pouco de choque e sim de envolvimento.

    Essa questões dos esteriotipo é realmente pertubadora! Somos o que somos indepedente de nossas escolhas, não temos que ser de um jeito X ou Y, não somos biscoito para vir em determinada embalagem!

    Mais uma vez parabéns a equipe toda por essa experiência que é o Despertar! Despertando inclusive emoções, discusoes e estados intensos! O bom do teatro é isso: provocar e emocionar! E Viva o Teatro Musical!

  15. Bruna Félix disse:

    A entrevista que acabo de ler faz com que minha admiriração pelo Felipe aumente ainda mais.
    Esta tua forma tão madura de encarar um trabalho tão difícil e conseguir tornar tudo tão natural…
    Desde a cena da sala de aula conseguimos perceber que há algo de difrente naquele menino inseguro que fica olhando para os lados, como se estivesse com medo, que titubeia ao falar, por medo de errar…coisas tão normais e tão vivenciadas por nós em sala de aula…e apartir daquele momento podemos observar toda a construção que o Felipe faz com maestria para nos mostrar quem é o Ernst, pequenos detalhes que poderiam passar desapercebidos se o ator que dá vida ao personagem não trabalhasse tão bem… o sutil enrolar dos dedos nos cabelos do Hanschen, que parece ser um detalhe mínimo numa cena tão cheia de movimentos e músicas, entretanto é o que salta aos olhos de todos.
    É muita maturidade e dedicação de um ator tão jovem e talentoso o que vemos em cena e aogra também fora de cena, através das palavras ditas nesta entrevista, o que nos faz ter a certeza de que este pode até ser seu primeiro musical, mas com certeza não será o último.

  16. Catherine disse:

    O Felipe arrasa!!!!!!!!!! Ainda não vi a peça mas vou vê-la em breve, tenho certeza que esta sendo um grande sucesso!!!!!!
    Ele sempre foi muito talentoso!!!!!
    mil beijos amigo querido!

  17. O resto é… the week! (ou será “weak?”) hahaha, adorei! Mto bom, Botelho!

  18. Carmem Setubal disse:

    NEM SEI COMO DESCREVER MINHA EMOÇÃO E ALEGRIA EM LER TANTA COISA BONITA AO MESMO TEMPO.O QUE MAIS ADMIRO NESTE JOVEM ATOR É A HUMILDADE NOS AGRADECIMENTOS,DEIXANDO DE LADO A VAIDADE PRÓPRIA E LEMBRANDO DE TODOS OS COLABORADORES PARA A REALIZAÇÃO DESTE GRANDIOSO ESPETÁCULO.
    COMOVENTE,EMOCIONANTE,TALENTOSO,É MUITO POUCO PARA DESCREVER O DESEMPENHO MAGNIFICO DE FELIPE DE CAROLIS NO PAPEL DE ERNST.A CORAGEM E OUSADIA DE ESTAR NESTE PAPEL,COM TANTA CRIATIVIDADE.NÃO PODIA DEIXAR DE CITAR A PITADA DE HUMOR QUE ELE CONSEGUE EM UMA CENA TÃO DELICADA.PARABÉNS,SUCESSO,MUITA MERDA PRA VC!VOU VER ESSA PEÇA MUUUUUUUUITAS VEZES.

  19. Lucas disse:

    Ótimas entrevistas!! ;)

  20. Mariana Costantini disse:

    Ao ler essa entrevista meu coração se encheu de orgulho – mais uma vez !
    E, ao ler os comentários do Charles Moeller e do Claudio Botelo, me emocionei!
    Quem conhece o Phill e sabe a história dele com essa peça, entende perfeitamente quando o diretor diz: “Batalhou muito pra estar nela, e os deuses do teatro fizeram justiça a ele!”
    Era pra ser assim … e esse sucesso todo é mais do que merecido!
    O Phill é uma das pessoas mais determinadas que eu conheço na vida. Tenho certeza que o “Despertar” é o primeiro de muitos e muitos trabalhos que estão por vir.
    É lindo vê-lo no palco, tão intenso, tão verdadeiro, tão incrivelmente entregue … e tenho certeza absoluta que mesmo antes de saber que estaria no elenco, o Phill sabia a “peça de trás pra frente e de cima pra baixo”.
    Você é mais do que merecedor de todos esses elogios !!
    Obrigada por me proporcionar momentos como esses, meu amigo.

    TE AMO , beijos !!!!

  21. Ricardo Ventura disse:

    Felipe, seu trabalho é precioso e como é bom perceber através de mais um entrevista brilhante o quanto voces estão preparados pra esse trabalho. O resultado não podia ser outro. O espetáculo é magistral.
    E tem sido ótimas essas chances de sabermos mais sobre o que voces pensam e como se prepararam pra esse “Despertar”. Já fico ansioso pela próximas entrevistas. Afinal, é um privilégio ouvir gente tão inteligente e sensível.
    Bravo, Felipe!!! Que voce tenha um carreira maravilhosa!
    Parabéns a todos e obrigado!!!

  22. Jocelynne disse:

    Voce é um Pessoa Muito especial e Linda…e Claro! Um tremendo actor!! Eu tive a oportunidade de assitir (falei né?) e ver a cena de Voces, que é a que mais toca o Meu coracao…
    É um prazer trabalhar com Voce! Lindo!
    Beijo

  23. Eline disse:

    PHIL!!!
    Meu amigo querido! Fiquei tão feliz em ler sua entrevista.
    É muito maravilhoso ver sua dedicação diária, sua concentração, sua vontade de fazer cada vez melhor. Você é um orgulho só para todos do elenco.
    Lembro até hoje do dia do primeiro teste. Você olhou para mim e disse : VAMOS ESTAR JUNTOS NESSE MUSICAL, TENHO CERTEZA DISSO!
    Essas palavras ficaram no meu coração e se tornaram realidade.Fico muiittoo feliz por isso!!
    Você é incrível em cena e batalhou muiiiittoo para estar nesse musical. Você merece TUDO de mais maravilhoso e agora é a minha vez de falar: TENHO CERTEZA QUE VOCÊ TERÁ UMA CARREIRA BRILHANTE!! MOSTRA PRA ELES!!! =)
    Beijo ENORME

  24. HILLARY PATERSON disse:

    I BELEIVE ALL COMMENTS ABOUT HOW FELIPE DE CAROLIS IS DOING BRIGHTLY THIS CHARACTER HAS ALREADY BEEN SAID PERFECTLY. I HAVE ATTENDED MOST OF BROADWAY MUSICALS, LINCOLN CENTER ETC. I FEEL THAT THERE IS A POTENTIAL FOR A VOICE THAT CAN BE NOTED ON SOME SCENES WHEN HE DOES A SMALL SINGING SOLO, I WOULD LIKE TO HEAR MUCH OF THAT INTENSITY LIKE WHEN HE ENTERS WITH “LA VOU EU COMO UM BARCO …” I FEEL THAT IF HE SOFTENS THE POWER OF HIS VOICE AS HE DOES, IT MUST BE SPECTACULAR TO HEAR THE BARITENOR THAT HE IS! THE MAGIC OF THE PLAY WOULD BE EVEN GREATER!!! I WISH BREAK YOUR LEG TO ALL FOREVER!!!! (BY THE WAY, I SAW THE PLAY IN NYC 6 TIMES LAST YEAR, AND HERE 4 TIMES ALREADY) CONGRATULATIONS!

  25. ingrid nagel disse:

    O Felipe está arrasando no papel do Ernst . Ontem pude conferir o musical e concordo com tudo que disseram sobre vocÊ, sua atuação foi brilhante.O tom que vc deu ao personagem fez com que ele cativasse o publico e torcesse por um romance entre o Ernst e Hanschen, sem falar a mensagem que os dois passam durante a cena deles, que fala por si só de como naquela época a homossesualidade foi tratada,que dizer não foi tratada, simplesmente não existia essa opção.
    Com certeza ainda ouviremos falar de vc e de grande parte desse elenco por muito tempo. Talento vocês tem de sobra!

    PARABÉNS!

  26. Hannah Jacques disse:

    Felipe..a cada dia fico mais orgulhosa de ser sua amiga. Sei o quanto vc lutou para estar onde está..e o quanto é um profissional dedicado, estudioso, talentoso e mais do que isso extremamente generoso com todo mundo. Adooooooorooooo!!!hahahahah…Não é por ser sua amiga (mas é também..)..mas a sua cena foi a que mais me emocionou!!!Um beijo grandeeeee..xuxu!!Arrebentaaaa, Phill!!!!

  27. Tonia disse:

    Talento em forma de gente! Phill, você tá demais como Ernst, ninguém poderia fazê-lo melhor que você!!! Relamente me emociono toda vez que vejo!!!

  28. Felipe de Carolis disse:

    Não sei o que dizer.Muito Obrigado é muito pouco.O trabalho do ator é para quem o assiste.Se as palavras do publico sao essas, o que eu,além de querer fazer cada dia melhor, faço agora? um workshop de como dizer ‘obrigado’ !?… fiquei muito feliz,até -confesso- sem palavras.Meus diretores, minhas colegas,amigonas talentosas demais de elenco,a jocelynne da orquestra,todos voces, ..comentando na minha entrevista que eu achava que nem seria notada. que louco..que delicia,to emocionado.Como tanta gente sabe da minha historia com o Spring? Costumo ser intenso na vida, e correr riscos … acho que os deuses viram tamanha loucura rs.Minha vida se divide em antes e depois do processo Spring.Claudio e Charles, vcs sabem que eu nao sei falar muito( prefiro dizer os textos) mas o que eu sinto esta nos meus olhos todos os dias, vocês já sabem !Nao gosto de chover no molhado mas é tanta coisa …vocês são talentosos,carinhosos,incríveis e ainda bonitões… Uns com tanto e outros com tao pouco RSRS. Parabéns por tudo.
    Muito Orgulho em ter vocês por perto.
    Muito Obrigado.
    Phill

  29. Fernanda Beatriz disse:

    phill, parabéns por mais esse trabalho de sucesso!
    você é maravilhoso!!
    beijos

  30. João Pedro Marinho disse:

    Gente, amei a entrevista! Fiquei sabendo tanta coisa q não sabia sobre o personagem, ou oS personagenS ja que conta a inspiração do autor pra ambos Hanschen e Ernst… E não conheço o Felipe, mas só pela entrevista e alguns comentarios como o do charles e da julia já da pra perceber que ele é super dedicado e mereece o papel! E essa dedicação tbm se percebe ao assistir a peça, pq vc (não sei se uso vc ou se falo “o Felipe” ehhehe!) está fantástico no papel! Ta natural, verdadeiro e consegue ser engraçado sem ser caricato!
    Suuuuper parabéns! Vc realmente está fantástico! Não sei mais o que falar, mas assino embaixo de todos os outros comentários acimaa!

    PS: Vc estudou no Snato Agostinho é? Que legal (ou nem tão legal assim hahahahaha), estudo la tbm!

  31. ELIZABETH DE CAROLIS disse:

    CHARLES E CLAUDIO,MUITO OBRIGADA POR TUDO.PELAS PALAVRAS,PELO CARINHO,POR ACREDITAREM NO PHILL.
    PARABÉNS PELA ESCOLHA DO ELENCO,SÃO TODOS BRILHANTES.
    A TODOS QUE POSTARAM,NÃO TENHO PALAVRAS PARA DESCREVER A MINHA FELICIDADE.
    VOCES NÃO SÃO RESPONSÁVEIS SÓ PELO SUCESSO DESSE GRANDIOSO ESPETÁCULO,MAS TAMBÉM PELA INTEGRAÇÃO E UNIÃO DESSES JOVENS.
    NÃO ME CANSO DE ASSISTIR E ME EMOCIONAR COMO SE FOSSE SEMPRE A PRIMEIRA VEZ.SEMPRE ME SURPREENDO.
    UM GRANDE BEIJO A VOCES E ESTAMOS JUNTOS SEMPRE.
    MUITO OBRIGADA MAIS UMA VEZ E MERDA PRA NÓS.

  32. Felipe,

    Só consegui ler a entrevista agora e concordo com os comentários, seu trabalho como Ernst está impecável. Eu disse isso desde a estreia do Spring, quando vi pela 1a vez lá da fileira S (pergunta pro Fouquet!)

    Melhor do que isso foi a opotunidade que você nos deu de responder com tamanha sinceridade e envolvimento as perguntas do site (Leo, parabéns pra você também!!!).

    Parabéns!

  33. Carla Fróes disse:

    Phill,

    Meu Deus! To aqui em panico… como ainda não fui assistí-lo?
    Domingo, estaremos lá!! viu?

    Puxa, parabens por tudo… pela vontade… pelo desafio … pela competência…
    Faço uma idéia de como vc lutou por tudo isso… nooossa, em NY vc ía TODO dia ao Teatro!!

    Enfim, que esse seja apenas um lindo começo… de um futuro brilhante que te espera!
    Até domingo!
    bjos

    Carla Fróes

  34. Lucas Benites disse:

    Bombou na entrevista, Carolis! Adorei! Amei a resposta do Cláudio! Muito franco! Rsrsrs
    Merdão gente!

  35. Bruna Félix disse:

    Arrasa, dentro e fora dos palcos… e ainda por cima encontra tempo para voltar aqui, ler os nossos comentários e agradecer…
    Você, realmente, não existe!!!
    O caminho do sucesso é estrada certa pra você… you’ve come to the point of no return.
    Muita merda!

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