Eu serei teu espinho… Tu serás a minha cruz… Entrevista Thiago Amaral

setembro 3rd, 2009 18 Comentários

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Thiago Amaral fala sobre Hanschen, seu polêmico personagem em “O Despertar da Primavera”

Considerada uma das peças mais polêmicas de toda a história da dramaturgia, “O Despertar da Primavera”, escrita por Frank Wedekind em 1891, aborda os conflitos e as descobertas da juventude, e traz cenas de suicídio, aborto, sexo, masturbação e homossexualismo, entre outros tabus, que fizeram com que o texto fosse censurado durante anos.

Algumas dessas cenas polêmicas são vividas por Hanschen (Thiago Amaral) e Ernst (Felipe de Carolis), colegas de sala de Melchior (Pierre Baitelli) e Moritz (Rodrigo Pandolfo) na montagem de Charles Möeller & Claudio Botelho do musical em cartaz no Rio.

Já em um dos primeiros números musicais do elenco masculino, “The Bitch of Living” (Nessa Merda de Vida), o ‘casal’ diz a que veio:  “No chuveiro do colégio… Tem um cara que eu olhei… Como é sujo e como é lindo… Eu detesto o que eu pensei”.

Entrevistamos os atores que interpretam o que se pode chamar de ‘casal gay’ de ‘O Despertar da Primavera’.

Inicialmente conversamos com Thiago Amaral, ator gaúcho de Porto Alegre que faz sua estreia em musicais na pele de Hanschen, papel que, por coincidência, o diretor Charles Möeller quase interpretou nos anos 80.

Confira a entrevista de Thiago Amaral ao Site Möeller Botelho:

desper03Como você define o Hanschen? Ele parece ser uma incógnita… ninguém  sabe do que ele é capaz e no que se transformará…

Hanschen é o menino mediano na classe. Não é o melhor da turma, nem faz questão de ser, apenas tira a nota suficiente para passar de ano. Entre todos os alunos talvez seja o único que consegue entender e lidar com o sistema de repressão imposto pelos adultos. Durante os estudos do personagem achei referências que falam sobre como Wedekind representa o nascimento do nazismo na Alemanha em Hanschen.  Observei com atenção a frase de Hitler: “Os mais fortes só são vitoriosos se erradicarem os fracos.”

Sua postura rígida é o modo que esse menino encontrou para sobreviver naquele ambiente hostil aos jovens, e não poderia ser diferente, já que ele vê seus colegas caindo um por um. Acho que é uma figura polêmica na medida em que é incisivo sobre suas convicções. É o produto da repressão exercida pelas figuras de autoridade. E tenho que dizer que se ele fosse diferente, se afrouxasse um pouquinho mais a mão, não sobreviveria!

É um papel muito interessante de trabalhar porque Hanschen apresenta uma comicidade muito especifica na peça. Seu encantamento está em ser extremamente arrogante, cruel, manipulador e frio com seus colegas, além de saborear o cinismo que escorre sobre sua face. Tento ao máximo humanizar o personagem, achar sua vulnerabilidade, não deixá-lo só na forma.  Acho que em determinados momentos é fácil cair em algum certo tipo de estereótipo, quando a plateia é quente e você acaba se excitando com essa reação, mas com Hanschen, quanto mais exploro a sinceridade dele, mais cômico se torna sem tentar ser engraçado em função da qualidade do texto.

despertar001Como você tem sentido a reação da plateia com as cenas do Ernst e Hanschen, e em especial com a cena do beijo?

O público acolheu a relação de Hanschen e Ernst de uma forma muito especial. Desde o início dos ensaios sempre tivemos muito cuidado com o tratamento que iríamos dar ao envolvimento deles. São dois jovens descobrindo e explorando suas sexualidades com toda a tensão e expectativa como só um instante desse pode ter.  Existe um momento presente, especialmente na cena do beijo, de romper com um padrão sexual muito rígido daquela época. É incrível sentir que o espectador consegue embarcar nesse clima de descoberta com os dois e acaba virando cúmplice da relação afetiva deles.

E o que as pessoas que já viram a peça comentaram contigo sobre o Hanschen? O que eles acharam?

Aconteceu algo em particular que me surpreendeu bastante sobre os comentários das pessoas. Por mais que Hanschen carregue um ar de crueldade e de predadorismo no ”Despertar da Primavera”, o mais inesperado pra mim foi perceber que o  público acaba torcendo por ele na sua trajetória até Ernst. Acho que o primeiro ataque de Hanschen em Ernst na sala de aula, depois de “Nessa merda de vida”, já gera uma certa expectativa no público sobre como irá se resolver a relação dos dois. É evidente que para algumas pessoas o envolvimento deles causa estranhamento, ou até constrangimento, mas é justamente por isso que o texto é tão rico, porque consegue mexer com coisas muito íntimas das pessoas sem ser agressivo.

Você acha que ainda existem muitos ‘Hanschen’ nos dias de hoje?

Sem dúvida! Acho que todo mundo carrega uma certa dose de Hanschen, mesmo que reprimida ou podada até por uma questão de bom senso. O texto de Wedekind trata de impulsos natos ao ser humano, por isso ainda é tão atual. Nossa realidade de hoje não é tão distante da dele. Os métodos punitivos, a falta de informação dos jovens e a repressão sexual, mesmo com os avanços, ainda estão na nossa cara. O fato é que hoje em dia é tudo muito maquiado para que haja uma falsa percepção de evolução.

desper15E a cena da masturbação? Como você sente a reação da plateia?

Essa cena foi um grande desafio! Era visível como a cada dia de ensaio, a cada repetição, a ação da cena ia sendo recheada com o universo lúdico de Hanschen. A identificação do público masculino é imediata! Quem na adolescência não passou por uma situação como aquela?! O fato de o personagem estar usando uma pintura renascentista como inspiração e citando “Otelo” de Shakespeare, com o assassinato de Desdemona, deixa tudo mais interessante.  A reação da plateia tem sido ótima. Tenho recebido depoimentos de pessoas contando situações inusitadas muito parecidas com as da cena. E todas elas compartilham da aflição de Hanschen!

A gente percebe que você teve cuidado com a cena da masturbação para que não parecesse vulgar, e sim realista e até poética…

Com certeza. Existe um conflito muito claro na cena que a torna quase que um momento sagrado para Hanschen, afastando qualquer sombra de vulgaridade. A intervenção do pai serve como alavanca para o personagem ir mergulhando mais e mais no universo lúdico da masturbação. A ação realista da masturbação vai despertando, além do tesão, todo um universo de fantasia daquela figura aproximando ainda mais o público do personagem. Algo que começa num momento íntimo só entre ele, sua mão, a gravura e uma simples ação vai gradativamente,  ganhando ritmo, melodia, coreografia até extravasar o plano real e explodir num êxtase. Logo depois, tudo volta ao normal e ele acaba encontrando seu pai num desfecho nada agradável para o velho!

dp01Esse é o seu primeiro musical?  Como tem sido pra você essa experiência de fazer parte do Despertar?

Sim, meu primeiro musical. Tenho certeza de que não poderia estar estreando no gênero em melhor hora. Está sendo maravilhoso fazer parte dessa família! Criamos laços muito fortes não só entre os atores, mas com toda a equipe. O trabalho que o público esta recebendo é fruto de um processo quente.

Todo esse trabalho não funcionaria sem a união e o exímio profissionalismo de todas as pessoas envolvidas nesse processo. Me sinto privilegiado ao segurar a mão de cada pessoa ali e juntos estarmos contando essa história. E acima de tudo é uma honra estar me sustentando fazendo teatro.

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Diário de Ensaio

“(…) Me vi arrebatado pela intensa sequência de ensaios que me instigava a investigar mais e mais a cada dia. A sensação de estar vivendo aquilo era incorrigivelmente prazerosa.  Imersão no meu eu. Despertava durante a madrugada num súbito momento de esclarecimento interno e me punha a registrar tudo para que pudesse experimentar no dia seguinte. Era com um estado de alerta permanente sem nenhum esforço. Apenas estava pronto, a qualquer bater de palmas, receber um estímulo, processá-lo e passá-lo adiante. Dois meses muito bem vividos…”

Thiago Amaral

Fotos nos bastidores do Despertar : Leo Ladeira

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Currículo

thTeatro: “A Casa de Cinderela” inspirado no conto infantil de Charles Perrault; “Zona Contaminada” de Caio Fernando Abreu; “Caricias” de Sergi Belbel.

Televisão: Minissérie “Segredos” – com direçao de Leonel Vieira (Canal RTP – Televisão Portuguesa); Minissérie “Capitu” com direção de Luiz Fernando Carvalho; “Toma lá da ca”, com direção de Mauro Mendonça Filho; “Dicas de sedutor”, com direção de José Lavigne; “Casos e Acasos”, com direção de Carlos Milani; “A Favorita”, com direção de Ricardo Waddington.

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18 Comentários

  1. Thomas disse:

    Delicioso!

  2. Thiago,

    Parabéns pelas respostas e mais ainda pelo seu trabalho. O Hanschen é um dos meus personagens favoritos do Despertar e você tem feito muito bem.

    Quando ele fala pro Ernst “and so you should”, que aqui se eu não me engano ficou “que bom pra você”, demonstra uma frieza total. Alguns amigos me dizem que não gostam dele por ele não demonstrar suas emoções, mas acredito que ele é um produto do meio em que vive. Acredito que no fundo o Hanschen é uma pessoa que tem sentimentos sim, porém espertamente sabe os esconder. Como você colocou na entrevista, talvez só ele saiba viver seus instintos driblando todos os que estão à sua volta.

    Um outro momento que gosto muito é quando ele justifica seu comportamento citando o exemplo do Moritz e do Melchior.

    Ainda não tive oportunidade de falar com você, mas da próxima vez que eu for, te procuro lá.

    Um abraço,

  3. Charles Möeller disse:

    Thiago adorei a entrevista! Fico muito orgulhoso de ver o embasamento e o nivel das respostas! Detesto ator (meu) burro e fútil. Para o papel de “Hanschen” geralmente são escalados arianos ou louros, pois Wedekind coloca, claro, o caráter do “ovo da serpente” nele!

    Cheguei a clarear o cabelo do Thiago, pra experimentar, mas suavizava muito as feições dele! Resolvi voltar ao tom original, e dar um Q de espanhol… caliente rssr…

    Adoro o Hanschen do Thiago, a falta de pudor dele, a sexualidade constante apontada pra tudo e pra todos, ,mais delicadeza e atenção com detalhes é que faz um ator… e percebam que não há nenhuma foto que não vemos Hanchem estampado no rosto de Thiago! DNA (piada interna). Ele nunca teve problema ou insegurança com nada relacionado ao personagem, seja na cena da masrurbação que começou vestido de camisola e eu achei pudico e como somos brasileiros, tirei a roupa dele, seja com o Ernst, seja descolorindo o cabelo e voltando à cor natural em questão de dias… Eu nunca ouvi um senão…!

    Aliás, sem falsa modéstia isso aconteceu com todos desse elenco! Sou fã desse elenco!

    Falava muito pro Thiago que esse personagem é dos mais complexos, pois ele não é um tubarão alfa, mas tb não é a sardinha na cadeia alimentar. É o parasita. Ele é o peixe que faz amizade com o tubarão e come seus restos! É o sobrevivente pela própria natureza e não pelo caráter!

    É um fio da navalha pro ator, pois se ele fica “do mal” demais perde o humor e charme! E o hedonismo do Hanschen e sua frieza são iguais aos dias de hoje! Os caçadores que só querem a quantidade e matam assim que conseguem estão em toda parte.

    “Que bom pra vc” é o que a gente mais ouve e vê hoje em dia! Acho a cena de homossexualismo um dos trunfos libertários dessa peça pela delicadeza, pelo humor, e por eles não se constrangerem, pois na Broadway, na hora H, eles tiram o corpo fora e fazem piada com seus microfones colando seus rostinhos e tornando caricatura para que a plateia não embarcasse… No Japão o Enst pulava no colo de Hanschen fazendo da cena uma piada barata e grotesca! E aquilo me matava! Ator contrangido gera plateia constrangida. Direção constrangida é direção covarde! Se é covarde então vá montar CATS, mas fazer o Despertar sem querer mergulhar é não fazer!

    Sei que haverá sessões que eles podem enfrentar assovios e gritinhos, principalmente nas do projeto-escola, mas até agora nada aconteceu, muito pelo contrário: eles são aplaudidos em cena aberta sempre graças a confiança que esses dois garotos fantásticos tiveram em mim !

    Bravo Felipe, Bravo Thiago! Hanschen e Ernest graças ao talento/carisma dos dois se tornou um terceiro casal no Despertar, e o melhor: o único que não é punido!

    PS: Curiosidade: quando tinha 16 anos fui escalado pra Hanschen e acho esse personagem o máximo, mas não faria tão bem quanto Thiago!

  4. Dani Dutra disse:

    Thiaguinho,
    Fico muito orgulhosa quando leio sobre você e ainda mais quando leio o que você tem a dizer!!!
    Você tem um talento incrível, uma disciplina invejável (é difícil encontrar atores tão dispostos como vc) e uma pureza maravilhosa que transborda em tudo o que você faz!
    Estou muito feliz em ver o que você está conquistando, é uma motivação pra mim ver que SIM nós podemos viver de teatro e que se tivermos força de vontade e oportunidades conseguiremos tocar a vida de muitas pessoas com a nossa arte!
    Você sabe que daqui estou SEMPRE torcendo pelo seu sucesso pleno…
    Te amo muitão!
    MERDA pra toda essa equipe aí.
    Beijão =*

  5. Dione Pastre camargo disse:

    Antes mesmo da estréia e seguido sucesso de “Despertar da Primavera, comprovado através de críticas positivas manifestadas por técnicos de teatro, televisão e artistas em geral, eu já previa – impressão ou sensação intuitiva que tive – que se tratava de produção ímpar. Talvez por conhecer o Thiago Amaral há tanto tempo (desde a primeira infância), seu caráter e dignidade irrepreensíveis, a determinção e coragem, a beleza física e interior, por tudo isso pude ter esta certeza. Como moro em Porto Alegre, ainda não assisti ao “Despertar da Primavera” e não vejo a hora disso acontecer… Já conto com a presença dessa equipe talentosa e guerreira nos teatros daqui. Tenho certeza que o publico gaucho não vai deixar por menos.. Parabéns Thiago, parabéns Moeller e Botelho, parabéns a todo o elenco. E que esse sucesso se perpetue.

  6. Igor disse:

    Entrevista realmente fantástica. É com palavras como essas que nós podemos ver como o elenco realmente está comprometido com o musical e com seus personagens. Parabéns ao Thiago e ao Felipe por realizarem uma tarefa tão difícil quanto dar vida ao Hanschen e ao Ernst com a sensibilidade que os personagens merecem!

  7. Noêmia Maestrini disse:

    Ainda não assisti o musical de Cláudio e Charles no Villa-Lobos. Digo musical de Cláudio e Charles porque, diferentemente dos demais temas trazidos por eles aos placos brasileiros este, como diz Bárbara Heliodora, não é um clone das peças originais, é o musical onde o dedo de um e de outro diretor está presente, personalizando um trabalho que tantos anos depois vem para, ainda uma vez, mexer com a alma dos expectadores e seus sentimentos mais reclusos.
    Mas quando leio a entrevista de Thiago, gaúcho como eu…, mesmo sem ter visto apeça e depois de ter lido tanto sobre sua preparação, fico feliz por ver que o embasamento das respostas nada mais é senão o crescimento do ator em relação ao personagem, acrescentando conteúdo e agregando valor aos scripts que foram tão trabalhados por esses mesmo diretores. Não pode ser diferente: tem que ser uma peça de peso, e o público vai saber a diferença. Parabéns, outra vez, a todos! E felicidades, Thiago, desejos de uma gaúcha para outro gaúcho, orgulhosa, antecipadamente, de você. Um beijo da Noêmia Mestrini. A importância de Cláudio e Charles, além de tudo, é bom que se diga, reside ainda no fato de estarem descobrindo novos jovens talentos para os placos nacionais. Isso não tem preço! Parabéns, meninos!

  8. Mariana Carrozzino disse:

    Parabéns, Thiago, entrevista fantástica! Assim como o Möeller, tb detesto ator burro! São uma violência contra a classe, passam uma idéia bem errada sobre a profissão. E você está longe disso!
    Quero também te parabenizar pelo seu desempenho como Haschen! Você está impecável! Me faltam palavras para descrevê-lo em cena! Seu trabalho é o espelho de sua dedicação e excelência. Me emocionou na primeira e na segunda vez que eu fui assistir ao espetáculo e ainda vai me emocionar muitas outras vezes.

  9. Teresa disse:

    Quem ainda não ouviu um “que bom pra vc” …
    Principalmente, os que se entregam, como o Ernest.

    Thiago, receber elogios assim do seu Diretor é o melhor dos presentes e ser regido pelo Maestro Charles um privilégio !
    Adoro o seu Hanschen!, por tudo o que já foi dito.
    Aquela cena é fulminante e realmente acho, que nesse personagem Wedekind colocou o caráter do “ovo da serpente”.
    Ele, com certeza, faria parte da juventude hitlerista (Hitlerjugend) mas acredito que, como o Rolf Gruber, não teria coragem de entregar a Família Von Trap …
    Parabéns !

  10. Ricardo Ventura disse:

    Thiago, parabéns pela brilhante entrevista e pelo belíssimo trabalho. A sua entrega a esse personagem é comovente e a sua cena com o Felipe é absolutamente impecável. Sendo também ator, te agradeço pelo exemplo que voce nos dá com esse trabalho. É de atores assim que nós precisamos. Chega de superficialidade e falta de informação. O Charles tem todos os motivos pra sentir orgulho de voces. Te desejo uma carreira cheia de trabalhos maravilhosos como esse. Grande abraço!!

  11. Uma das entrevistas mais bem elaboradas e bem respondida que eu já vi. Parabéns Thiago pelas respostas completíssimas que demonstram que além de um fantástico ator, você sabe e muito bem o que está fazendo e representando, como ao Leo que soube tirar isso dele indo além das perguntas óbvias…

    Tenho uma visão diferente de algumas coisas que foram ditas nos comentários pelo Möeller em relação ao original, mas nem vou comentar pra não tirar o foco do post que tá excelente e merece mais elogios.

  12. Site MöellerBotelho disse:

    A entrevista do Thiago foi citada no Portal G Magazine online:

    http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_22813.htm

  13. Bruno disse:

    É maravilhoso acompanhar todo o processo de “O DESPERTAR DA PRIMAVERA”, amei ler a entrevista dada pelo THIAGO AMARAL e a cada dia que passa, sinto mais ânsia em torcer para que esta peça venha para Brasília, para que assim como muitos, sentar na primeira poltrona, deliciar-me com a montagem do MÖLLER e BOTELHO, e depois aplaudir de pé este trabalho maravilhoso que está dando o que falar.

    PARABÉNS A TODOS DA EQUIPE!

    Um forte abraço,

    Bruno Didone

  14. Thiago Amaral disse:

    Fiquei sem palavras… De coração. Muito obrigado pelo carinho com que todos me receberam.

    Parabéns a todos nós, pois é esse público especial como o do “Despertar da Primavera” que fecha o elo de comunicação entre ator e platéia e faz a história ganhar a proporção que está tendo.

    Mto Obrigado!

  15. Jocelynne disse:

    Para Mi… Uma das cenas mais comoventes e lindas do Musical!
    É um Orgulho trabalhar com todos Voces!
    Beijo!

  16. Diângelo Matias disse:

    “Se é covarde então vá montar CATS, mas fazer o Despertar sem querer mergulhar é não fazer! ” Ri muito com essa frase! Mas concordo com o Charles.

    Adorei a entrevista. Parabéns pela iniciativa de entrevistar os atores, é muito legal saber o quê eles têm a dizer sobre o personagem. Melhor ainda é quando eles têm propriedade no que falam, como foi o caso do Thiago.
    Fiquei muito satisfeito com a entrevista e mais ainda com o comentário do diretor.

  17. Bruno Didone disse:

    É maravilhoso acompanhar e ler a forma como o Thiago relata todo o processo de criação de sua personagem para peça! Respostas muito inteligentes! Adoro ler e aprender com pessoas inteligentes… Sou fã assumido da dupla Möeller e Botelho…

    Parabéns Thiago Amaral!

    Bruno Didone – D.F

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