Ele tem um Q
Conheça Rod, o boneco gay enrustido astro do espetáculo Avenida Q, em cartaz em São Paulo
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Peças com temática gay e/ou personagens gays têm de montes na cidade. Achar uma de qualidade é o desafio do público que se interessa por essa temática. O que São Paulo ainda não tinha presenciado era uma peça com um boneco gay. Eis ai a novidade de “Avenida Q”, dos papas dos musicais brasileiros: Charles Moeller e Claudio Botelho. A peça – com preços salgados, como manda a folha de pagamento dos musicais – fica em cartaz até o começo de novembro.
Avenida Q é um musical de “quinta categoria”, como bem frisa os personagens no decorrer da peça. De quinta, por que os personagens que residem neste endereço não são o creme de La creme da sociedade. São os “excluídos”, embora numa grande metrópole – como São Paulo – encontramos abastados por todos os lados. Se contextualizarmos a peça para a capital paulista, Avenida Q poderia ser o endereço numa dessas Cohab’s da periferia, relegadas as extremidades da cidade, onde as ruas não têm nome de gente importante e sim, letras, para diferenciar onde mora o Zé do João.
No tal endereço Q, há uma japonesa, um monstro, um judeu, um negro, uma mocinha com rótulo de monstra, um homem a procura de seu rumo, seus amigos imaginários, um cara descolado sem eira nem beira e claro, um gay enrustido. Todos à procura de um rumo na vida, de um sentido que tornem suas vidas mais dignas e menos insignificantes. Avenida Q “samba” em cima dos preconceitos e dispara farpas para todos os lados, afinal – defendem – todo mundo no fundo e meio racista. “Quando a gente vai admitir que é escroto?”, pergunta um dos personagens para o público.
Tirando todas as piadas óbvias da adaptação, do humor carioca e da crítica (des)necessária aos pagantes de meia entrada, aos ex-BBB e aos atores da malhação, o texto tem momentos interessantes, poéticos e tocantes. A história de Kate Monstra e a encantadora presença de Sabrina Kogut – que manipula também a personagem de Lucy de Vassa – é um dos grandes momentos da peça – que no fundo é uma miscelânea de historietas agrupadas para dar cara hypada ao trabalho que mistura atores e bonecos. Sim, o cenário, a iluminação e a trilha sonora são ótimas. Sim, o trabalho dos atores são impecáveis – outro destaque é a sintonia da dupla Fred Silveira e Renata Ricci.
Mas falemos de Rod, o enrustido em questão. Ele mora com seu amigo Nick, e obviamente nutre uma paixão pelo amigo descolado e aceita “de boa”, as preferências sexuais do amigo. O problema é que o próprio Rod – fã de musicais da Broadway, com voz afetada e visual nerd – careta – não lida bem com sua sexualidade. Outro ótimo momento do espetáculo é quando ele sonha que está se declarando para o amigo. È um clichê aceitável, afinal todos – sem exceções, convenhamos – já sonhamos com um amigo e tal. O único problema, é claro, são as piadas batidas referente a este tipo de “problema”.
Rod se torna evangélico e é aconselhado pela amiga a ficar no armário “se não você vai para o inferno”, e quando se reconcilia com o amigo – que havia expulsado de casa – este lhe traz um “amigo bombadinho” para que ele possa começar a experimentar sua nova “identidade”. O lugar escolhido para o passeio? O shopping Frei Caneca, óbvio.
Tirando as obviedades que cercam o drama de Rod, e que a encenação reforçou, Avenida Q satiriza sem dramatizações o universo gay e nos faz rir, afinal, é tudo tão óbvio e rotineiro que não há como não rir. Nem que for um riso cínico do tipo: “sei o que essa bicha ta passando”. Junto com as cenas de Kate, Rod tem dentro da encenação, ótimos momentos e seu drama bem resolvido na dramaturgia.
Um dos grandes “dilemas” questionado em cena, é o fato de que no fundo, percebermos que não somos tão especiais. Somos seres comuns, a procura de rumo, sentido e um amor breguinha, que faça valer cada tentativa nossa de ser feliz. Prosperar, ser aceito e se mostrar generoso com o outro, são desafios que temos que aprimorar ao nosso dia-a-dia. Será que você também não mora numa “Avenida Q”?
* Texto publicado originalmente no Site Mix Brasil.



André Dias em ter, 1 set 2009 3:04 pm
O nome do personagem é ROD!!!
Site MöellerBotelho em ter, 1 set 2009 3:14 pm
É mesmo, eles escreveram Rob. Já corrigi aqui. Temos que avisar o Mix Brasil para que eles corrijam lá tb…
Charles Möeller em ter, 1 set 2009 3:14 pm
hahahahah adorei isso andre !! rob é do menudos amigo de rick!!!era só ler o programa né!!!
Edu em ter, 1 set 2009 3:24 pm
Gente, a avenida onde moram os personagens pode ser de 5ª categoria, mas dizer que é um “musical de quinta categoria” soa meio estranho…
E ele não gostou “das piadas óbvias da adaptação, do humor carioca e da crítica (des)necessária aos pagantes de meia entrada, aos ex-BBB e aos atores da malhação”…
E o pior: errou o nome do boneco e não citou o nome do formidável ator, André Dias…
Leo em ter, 1 set 2009 3:42 pm
Mexeu com o Rod, mexeu comigo!!!
O Rod só faz coisas boas, representa o Brasil positivamente…
Gente, pelo amor de Deus!
Aonde tá a ética de vocês, aonde tá a moral?
É muita maldade no coração…
Rod, ignora essas mensagens, afinal isso não agrega nada em nossa vida. E você é uma pessoa cercada de muito amor.
E quanto ao resto, são tudo uns lixo, pessoas que não têm moral, não tem ética, não têm valor, não têm nada…
E pra vcs, vão se tratar!
Afinal, mexeu com o Rod, mexeu comigo…
Leo Bahia em ter, 1 set 2009 3:46 pm
mexeu com o Rod, mexeu comigo!! [2]
Hahahahhahahahha
Fábio em ter, 1 set 2009 4:49 pm
Aff!!!!! Crítica mal-feita é phoda!!!
Comparar a vizinhança de Avenida Q com Cohab é o fim da picada! Este universo está presente em todos os nichos da cidade, mas se fosse pra forçar uma comparação, que fosse no mínimo com o Copan…
CL em ter, 1 set 2009 5:58 pm
Eu não consigo entender críticos de arte, que “analisam” tão bem o trabalho dos outros, mas não conseguem escrever o português corretamente.
Sr. Rodolfo Lima, na frase “SIM, O TRABALHO DOS ATORES SÃO IMPECÁVEIS”, o Sr. cometeu um erro de concordância inaceitável na sua profissão…Está me doendo no ouvido até agora!!!!
Claudia Netto em ter, 1 set 2009 6:47 pm
” de quinta, piadas desnecessárias, clichês, obviedades…” nunca respondo a criticas, mas essa me pegou de mau humor.
KAME HAME HÁAAAA
Mauricio Xavier em ter, 1 set 2009 8:33 pm
Háháhá, “Avenida Q” humor de quinta à domingo, melhor dizendo, rsrs…
Acho que passei em “brancas” nuvens nessa, melhor dizendo, não passei em nuvem alguma, aaahhh deixa isso pra lá vem pra cá o que é que tem? kkkkkkk
Eduardo em ter, 1 set 2009 8:56 pm
Ele não citou o André Dias porque o André faz um trabalho tão sensacional que o personagem do Rod acaba ganhando vida própria.
Thomas em qua, 2 set 2009 9:48 am
Humor carioca? Que bairrismo idiota.
Luciana em qua, 2 set 2009 9:53 am
Eu fico só pensando cá comigo o que é que tem de errado com essa gente de São Paulo… ciúme, inveja ou o quê?..Que gente sem noção, que falta do que dizer… e os erros de concordância, hem, hem, hem?… Coisa feia, feia…
Mariana Carrozzino em qua, 2 set 2009 2:27 pm
Mexeu com o Rod, mexeu comigo!!! [3], aifnal sou fangirl assumida do Rod! ahsuahsuha
Humor carioca? Que bairrismo idiota! [2]
Que crítico idiota! Eu geralmente respeito a opinião dos críticos e até os defendo mtas vezes, tentando olhar o problema apontado pelo mesma face que ele olhou.. mas esse aí não tem como entender não.
Charles Fouquet em qui, 3 set 2009 8:19 am
O porquê dele focar a critica inteiramente no Rod a gente já sabe o motivo, agora errar o nome é sem dúvidas a maior gafe de todas quando se tem algo do tipo em mente! Só dai eu já parei…
G em sex, 11 set 2009 7:53 pm
Infelizmente muitos criticos Paulistas são assim. Será que esse preconceito contra musicais não vai acabar nunca?