Entrando no Espírito do Despertar

junho 10th, 2009 6 Comentários

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O workshop de “O Despertar da Primavera”, promovido pela direção e produção da versão brasileira do musical, prosseguiu nesta terça-feira, 9/6, com a participação de todo o elenco.

Os conceitos e signos embutidos na obra estão sendo trabalhados com os atores nas esferas teórica e corporal.

Para começar, o coreógrafo Alonso Barros realizou uma série de exercícios de alongamento com os jovens atores. Braços, pernas, diafragma, mãos, pélvis. Tudo foi mexido e trabalhado.

Também foi feito o exercício da “marcha”, onde os jovens cruzam o palco em uma mesma cadência rítmica e ao final explodem em gritos e gestos, liberando uma energia agressiva e vital.

“Queremos alcançar uma maturidade neste trabalho corporal, uma qualidade dos movimentos. Principalmente em se tratando de um grupo que não é de bailarinos. Quero uma coisa natural de vocês. Algo que vocês possam trazer de vocês mesmos para cada personagem”, disse o coreógrafo ao grupo.

Em seguida, o diretor Charles Möeller reuniu o elenco para dar novas pinceladas teóricas. Charles lembrou que artista de musical pode ser comparado a um “atleta de elite” e também frisou a importância da repetição do trabalho: “A água só vira gelo a partir de uma quantidade necessária de resfriamento que vai permitir que ela mude de estado. É a quantidade que leva à qualidade. É a quantidade de ensaios que vai fazer vocês explodirem uma qualidade de interpretação. A quantidade de repetição vai fazer com que vocês tenham uma maturidade e entender a obra num todo”.

O diretor ressaltou ainda que ator de musical tem que estar muito bem preparado fisicamente como se estivesse disputando uma olimpíada: “Vocês vão precisar do fôlego para cantar, abrir o diafragma. Vão precisar estar aptos para sair de uma cena densa e forte e cantar afinadamente no coro, subindo e descendo escada, com a emoção no lugar certo. Isso requer treino. Requer uma disponibilidade física e mental para se prepararem para essa olimpíada. Não é só um processo criativo. É um processo físico, de exaustão. E é na exaustão que a gente passa de quantidade para qualidade”.

A leitura realizada ontem foi a da peça original (não a do musical de 2006). Para entender o contexto histórico no qual surgiu esse texto, Charles falou do momento que a Europa (e a Alemanha) vivia no final do Século XIX e de fatos importantes daquela época, como a Guerra Franco-Prussiana (1870 a 1871), a edição do Código Civil Alemão (“O Estado toma conta do seu filho”), o surgimento de autores como Ibsen, Dostoievski, Robert Louis Stevenson (Dr. Jekyll and Mr. Hyde), Émile Zola, Gustave Flaubert; e, principalmente, a importância de Charles Darwin e sua teoria de seleção natural e sexual (“A origem das espécies”), Nietzsche e Freud e seus conceitos do Complexo de Édipo e de Electra. Todo esse caldeirão de informações foi fundamental para o surgimento de “O Despertar da Primavera”, de Frank Wedekind.

O workshop prossegue na tarde de hoje.

Confira fotos das atividades desta terça-feira:

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6 Comentários

  1. Ivanei disse:

    Muito bom.
    O site ficou ótimo!

  2. julia miranda disse:

    muito bom MESMO!!!!e obrigada pelo envio

  3. Lih disse:

    Adooreei,o site ficou mt bom!
    e vc ta lindaa keilaaa Buenooo
    kkkk

  4. Daniel disse:

    Caracaaa… vi na broadway e adorei! to doido pra ver aqui no Brasil… vou no rio pra assistir!
    Vcs poderiam disponibilizar no youtube vídeos com os ensaios… né???
    abraços!

  5. Giulia Nadruz disse:

    Nossa, deve estar sendo um máximo esse workshop, estou acompanhando como posso aqui pelo site.
    Vai ser um sucesso com certeza!
    Estou ansiosa para a estréia e tbm para os testes do Gypsy!
    Abraço a todos

  6. Nyna Zimmer disse:

    Ai, ai,ai….
    Em busca das ilusões…

    Parabéns à todos! O mérito é só do talento!
    Salve, salve!
    Um tributo ao teatro nacional…

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