Alessandra Verney: Uma Artista Sem Fronteiras
maio 30, 2009
Categorias: 7 - O Musical, Entrevistas
Em “7 – O Musical”, ela entra em cena já com 30 minutos de peça iniciada. Surge no escuro, no alto de uma escada. A cara branca, o cabelo preto e a boca vermelha desenhada no meio do rosto… assim é descrita Bianca, a antagonista de Amélia (Alessandra Maestrini), no mais autoral espetáculo da dupla Charles Möeller & Claudio Botelho.
Foto: Paulo Ruy Barbosa
A personagem, que teria tudo para vir a ser mais uma “vilã femme-fatale”, é defendida por sua intérprete, Alessandra Verney, que a vê como alguém que também foi iludida, tal qual Amélia.
Trancafiada em um subúrbio carioca, o sonho de Bianca é conhecer o mar. Já o de Alessandra Verney é continuar cruzando oceanos – Nascida no interior do Rio Grande do Sul, ela mora hoje no Rio e quando encontra uma brecha, tem zarpado para fazer shows na Grécia – por onde está tentando conquistar um lugar ao sol também na Europa.
Às vésperas do encerramento da temporada paulista de “7” (onde canta duas belas canções: “Se Essa Rua” e “Ele Vai Voltar”), Alessandra Verney conversou com o Site Möeller Botelho sobre sua personagem, sobre seus trabalhos com a dupla e sua experiência como atriz e cantora.
Conheça mais um pouco dessa artista sem fronteiras
Foto: Chico Lima
A sua personagem no musical, Bianca, é a antagonista de Amélia (Alessandra Maestrini) e tem um perfil complexo. Você a vê como uma vilã ou uma vítima?
Vejo a Bianca como alguém que apostou em algo que acreditava e as coisas não corresponderam da forma como ela esperava. Consequentemente, virou uma mulher aprisionada – assim como a princesa que se encontra no alto da torre. Só que em vez de aceitar essa situação, ela externaliza a sua insatisfação e resolve se arriscar. Carmem dos Baralhos surge como o canal para essa “fuga”, mas o tiro sai pela culatra… Herculano e Bianca se envolveram, ela engravidou e então fugiram juntos – a situação ficou fora de controle; ele prometeu várias coisas, mas não as cumpriu. Na visão de Amélia, Bianca aparece como uma espécie de “vilã femme-fatale”, a mulher que “roubou” seu marido; porém, no decorrer da história, fica claro que não é bem assim, que existem os dois lados da moeda. Bianca também foi iludida… Na sua cabeça, sente-se constantemente perseguida por Amélia. Além disso, carrega muita culpa: culpa de ficar com o Herculano, culpa de ser bonita, culpa de não saber ser mãe… Não a vejo como vítima e nem como vilã.
“7” teve uma interrupção entre as temporadas de 2007, e as de 2008/2009. Os diretores alteraram várias coisas da peça neste intervalo. O que mudou para você da primeira para estas duas temporadas (Rio/2008 e São Paulo/2009?
Houve um afastamento da peca de quase um ano entre essas duas temporadas (2007 e 2008). Durante esse período vivi novas experiências, fiz outros trabalhos e isso fez com que, naturalmente, tanto a bagagem pessoal como emocional fossem ampliadas. Ao voltar o foco novamente para o “7″ – após os “breaks” - foi como nascer de novo, mas já sabendo o que eu queria e possuindo um caminho traçado, tendo uma nova oportunidade de acrescentar ou de modificar alguns pontos para manter a personagem vivo e em constante evolução. Vejo a força da Bianca na vulnerabilidade. Isso ficou cada vez mais claro à medida que fazia mais e mais o espetáculo.
Foto: Tina Salles
E o que representa para você estar em “7”, com esse enredo, esse elenco, esse compositor (Ed Motta), essas músicas?
Eu sou muito feliz fazendo esse trabalho, realmente acredito nele e tenho muito orgulho fazer parte desde o comecinho. Precisamos musicais originais no Brasil, que busquem qualidade. Desde a primeira vez que o Charles Moeller me falou que estava escrevendo essa história e que teria músicas de Ed Motta e letras do Claudio Botelho, achei incrível, pois era algo ousado e, sobretudo, original. É fascinante estar num musical que vai sendo artesanalmente montado peça por peça, onde você vai acompanhando o nascimento dos personagens, das canções, onde você será o primeiro criador e a primeira voz daquele personagem. É uma sensação única e não tem preço.
Além de “7”, você já trabalhou em outros cinco musicais de Charles Möeller & Claudio Botelho. Gostaria que você recordasse um pouco como foi participar desses espetáculos
Adorei ter feito todos os espetáculos, cada um foi especial de um jeito, sempre com novas descobertas e “upgrades”. A começar pelo repertório e os compositores de cada um… Um luxo. São várias lembranças de todos! Tenho um carinho muito especial por “Cole Porter”, principalmente a primeira temporada no Teatro Arena, que coroou uma retomada do Teatro Musical no Rio, foi uma grande vitrine e era uma delícia de se fazer, muito envolvente. Cristal Bacharach era divertidíssimo – em cena e na coxia. “Tudo é Jazz!” ficou pouco tempo em cartaz, mas foi muito marcante; era ótimo estar no palco com um elenco tão talentoso, com grande química vocal e cênica, a orquestra era um show à parte. “Ópera do Malandro em Concerto” também foi muito prazeroso, não só pelo elenco, mas pela forma que o espetáculo foi alinhavado, um tiro certo no coração da plateia.
foto: Chico Lima
Hoje Charles Möeller & Claudio Botelho são reconhecidos como os grandes nomes do teatro musical brasileiro contemporâneo. Mas você começou a trabalhar com eles lá atrás, quando eles ainda estavam começando. Como é fazer parte dessa história?
Meu primeiro musical já foi com a dupla, “O Abre Alas”. Eu nunca havia feito teatro e de repente me vi num elenco enorme, num universo totalmente novo pra mim, pois até então eu só trabalhava como cantora e tinha uma carreira no RS, estava há pouco no Rio de Janeiro em busca de um novo espaço profissional. Charles e Claudio me receberam com muito carinho e respeito, o que me fez ir ganhando segurança naquela “nova empreitada” em minha vida. Foi um grande presente, no momento certo. Sou muito grata que eles tenham visto em mim potencial para o gênero, por terem apostado em mim. Isso me moveu para procurar dar o meu melhor sempre, estudar, me aperfeiçoar – como atriz e como cantora. É interessante olhar para trás e ver o quanto a dupla cresceu, conquistou seu espaço e certamente foi porque eles sempre souberam onde gostariam de chegar, com determinação e acreditando na sua verdade e no seu sonho.
Você imaginava fazer teatro musical um dia? Estava dentro dos seus planos no comecinho de sua carreira?
Desde pequena sempre fui cinéfila e consequentemente adorava os musicais de cinema; queria ser atriz, mas não tinha noção de que um dia poderia vir a ser atriz e cantora, achava que tinha que optar entre uma carreira e outra. Muito sinceramente, querer ser artista já era uma realidade muito distante da que eu vivia… (risos), mas era o meu sonho. O teatro musical em si era uma realidade mais distante ainda, até porque esse mercado era muito pequeno no Brasil. Evoluiu muito rápido nos últimos anos e espero que continue crescendo.
Foto: André Wanderley
O que representa para você ser cantora e atriz?
Penso que tanto o cantar como o atuar são canais únicos de comunicação do ser humano e para com o ser humano; portanto, me sinto privilegiada ao poder fazer disso minha profissão, apesar de toda a instabilidade da mesma. Ter vocação é indispensável. Sou muito feliz de viver do que amo e amar o que faço. Além disso, é uma profissão sem fronteiras, o que é fascinante, basta ter – e criar – oportunidades para ser um artista do seu país e “do mundo” .
“7″ termina a temporada amanhã, 31 de maio. Já está com saudades de Bianca e de todo o espetáculo?
Nem me fale… O coração já está apertado. É um trabalho tão especial, com um elenco e equipe tão especiais… Independente de estarmos chegando ao fim de uma história ou ao fim de mais um capítulo, despedir-se de algo que se gosta muito, sempre é difícil. Tivemos uma receptividade incrível aqui em São Paulo, plateias calorosas e envolvidas com o espetáculo. Foi maravilhoso o “7″ ter vindo pra cá. Vai deixar saudades sim, muitas… Porém, com gostinho de “quero mais” – para nós e para o público, com certeza.
Alessandra Verney em 4 tempos:
Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava
Cristal Bacharach
Tudo é Jazz!
Ópera do Malandro em Concerto








Kiara em dom, 31 mai 2009 1:54 am
Linda!!! Saudades de Tudo é Jazz!
Juliana Teixeira em dom, 31 mai 2009 7:59 am
Alessandra Verney em “7″ arrasa! Adorei o solo dela. É uma linda e sensível canção. Gostaria de vê-la brilhar em mais e mais trabalhos!
Regina Rangel em dom, 31 mai 2009 9:34 am
Tive o privilégio e a alegria de assistir o espetáculo no Rio. Suave, forte, solene linda!
Adorei!
Beijos e Continue arrazando, sem fronteiras,tendo sempre sonhos grandiosos concretizados.
bianca lage em dom, 31 mai 2009 10:21 am
Divaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
bueno em dom, 31 mai 2009 12:49 pm
TENHO ACOMPANHADO SEUS TRABALHOS E VEJO COMO ELA TEM SE DESTACADO.ABRAÇOS.
PA em dom, 31 mai 2009 12:59 pm
Ô LINDONA,NÃO É DE HOJE QUE SOU SUA FANZOCA DE CARTEIRINHA.VOCE É TUDO DE BOM.MERECE O MELHOR NOS PALCOS, E NA VIDA.TÁ ME DEVENDO UM CAFÉ COM A CRIS,HEIN?
BEIJO QUERIDA E TENHA O SUCESSO MERECIDO!!!!
SEMPRE
PA
Maurício Souza Lima em dom, 31 mai 2009 3:32 pm
Além de linda, educada, singela, forte, generosa, atriz, cantora, é gente pra caramba!! E minha professora querida!!
Pra você, sucesso, saúde e que nós possamos estar sempre por perto, quiça também no palco!
Te adoro!
Maurício Souza Lima
André Dias em dom, 31 mai 2009 4:47 pm
Timbre inigualável, uma cantora singular e uma parceira de cena das mais generosas! Anseio pelo nosso próximo encontro no palco…Sucesso Sempre! Saudades!
Mônica em seg, 1 jun 2009 12:51 am
ALessandra além de talentosa , uma excelente atriz e uma magnífica cantora, é uma professora muito especial.Ficamos muito agradecidos de poder ter um talento assim ao nosso lado e nos ensinando, e além do mais um ser humano com uma capacidade muito grande de nos fazer feliz. Obrigado por ter entrado em nossas vidas…beijos grandes Mônica √ilela e Miguel de Oliveira
Sonia Martha Neves em seg, 1 jun 2009 1:55 am
Alê, essa mulher-menina que modula a voz como um ROUXINOL, do suave e mavioso ao poder absoluto da força e da emoção, a quem tenho o privilégio de ter como amiga, os meus mais sinceros parabéns pelo sucesso! Que seu sucesso cresça exponencialmente rumo ao infinito. Te adoro.
E agora apergunta que não quer calar: cadê os vídeos que vc me prometeu??? rsrs
Beijos!
André em seg, 1 jun 2009 1:56 am
Grande cantora, ótima atriz e linda!!!!!! O que mais faltaria?? Nada, pois além de tudo dito é incansável e paciente professora e tem grande caráter e personalidade!!!!
Sou seu fã minha querida!!!!!!!!
BJS!!
André Braz
Antenor Bogéa em seg, 1 jun 2009 4:00 am
Querida amiga, que saudades!!!
Parabéns por seu lindo trabalho. Espero você de volta à Grécia para novos shows.
Celso Sosa em seg, 1 jun 2009 12:01 pm
Querida Alessandra, un beso bien grande desde Madrid, y que sigan los éxitos !!! Es siempre una gran alegría escuchar de ti… y si son noticias tan buenas muuucho mejor !!!
Alfonsito también te manda besos, cientos de besos !!!
Bernardolarocque em seg, 1 jun 2009 2:02 pm
Talentosa, linda, doce, forte, generosa, e o melhor de tudo: Há doze anos aprendo com você todos os dias.
Luis Carlos (Paradise Vídeo) em ter, 2 jun 2009 10:11 am
A presença de Alessandra Verney em “7- O MUSICAL” é, sem dúvida,uma das mais marcantes que pude presenciar nos palcos nos últimos anos.
Ronaldo em qui, 4 jun 2009 8:22 am
Seu Osteopata está orgulhoso de vc!!! Parabéns!!!