Charles Möeller: “Next to Normal”: Belo, Maduro e pouco Convencional
maio 8, 2009
Categorias: Artigos
|
Em férias na “Grande Maçã”, Charles Möeller & Claudio Botelho analisam para seu Site particular os principais musicais em cartaz na Broadway no momento
Como digo sempre, fazem musical sobre absolutamente tudo. E para os rançosos que acham que musical é só entretenimento raso, dêem uma passada em “Next to Normal” Acho que é primeira vez que vejo na Broadway um musical sobre depressão e bipolaridade! E acredito também na bipolaridade de opiniões que o cercam. Tem gente que ama e tem gente que odeia. Ninguém passa ileso ao assistir uma família destroçada por uma tragédia e sendo perseguida por ecos e feridas que nunca fecham. A dramaturgia americana ama esse tema: núcleo familiar destruído exorciza seus demônios, tentam colar seus cacos. Eugene O’Neill em “Longa Jornada Noite Adentro”, Edward Albee em “Quem tem medo de Virginia Woolf, Arthur Miller em “A Morte do Caixeiro Viajante”, Tennessee Williams, com “À Margem da Vida” e os seus discípulos modernos, como Sam Shepard em “A Criança Enterrada” e “Louco de Amor” e o premiado com o Tony do ano passado: “August: Osage County», de Tracy Letts. No cinema são inúmeros, mas o que me vem mais forte agora é “Gente como a Gente” (“Ordinary People”), com quase a mesma historia inclusive, e no musical “The Who’s Tommy”, a ópera rock de 1969 que tratava de um altismo voluntário. “Next to Normal” conta a historia de uma dona de casa, Diana (maravilhosamente desempenhada por Alice Ripley), que, no primeiro ato, vive assombrada por fantasmas e lembranças. No segundo vive assombrada por ter esquecido seus fantasmas, restando lacunas que não se encaixam. É confuso, mas vou explicar mais pra frente.
Aproveitando, esclareço algumas criticas e comentários que recebemos a respeito de nossa debandada no horrendo Guys & Dolls. Como esse blog é uma troca de experiências e visa a possibilidade de vocês trocarem diretamente com dois criadores, gostaria de me retratar com vocês, queridos e fiéis amigos. Quando um show me desagrada POR COMPLETO nada me faz ficar para ser torturado no segundo ato. Só faço isso no Brasil, pois sou amigo de todas as pessoas e não quero magoá-los com minha saída! Não será um ou dois números que salvarão TITANIC. Ele ainda assim baterá no iceberg. Querendo a gente ou não o final será triste, nem franja de Leonardo di Caprio ou talento oscarizável de Kate Winslet impedirá o desastre e ele ainda naufragará nas geleiras! E a insuportável Celine Dion cantara seu lacrimoso gromelo!!! Vejam bem, eu respeito e até admiro gente que pega ônibus errado e fica até o ponto final, pois já passou na roleta e ainda consegue admirar a paisagem! Nós somos pessoas de almas velhas e chatas e olhamos musicais como parte de um ofício! O dinheiro gasto às vezes é muito (como em WSS) e às vezes é pouquíssimo (Hair). Tudo é relativo e depende do meu prazer dentro de uma sala de espetáculo. Agora quando o prazer acaba, quero, pelo menos, ganhar tempo, pois aqui o tempo voa rápido demais! Nem quando eu assistia espetáculos em pé depois de horas de neve na fila dos tickets eu comercializei com meu prazer, afinal não estou propriamente de férias. Vou todos os anos a Londres e Nova York e vejo todas a peças da temporada. É trabalho. Entendo as cobranças feitas, por e-mail, pelo site ou pelo orkut, mas lembrem-se: vocês estão em lazer e são adoradores, mas nós vemos espetáculos por obrigação (mentira) e à trabalho. Essa é minha profissão. Não é um vale quanto pesa romano! uma espécie de Tropa de Elite paga pra sair “mermão”!!!! Espero ter respondido, senão podem continuar postando, que é o que importa mesmo! Depois desse brevíssimo entreato vamos à crônica de hoje:
Escrito por Tom Kitt (música) e Brian Yorkey (texto e letras), “Next to Normal” tem um formato muito original para um musical, com história densa e uma trama muito amargada e ácida, muitas e nas melhores vezes de humor negro! Acho que poderia ser brilhante se o espetáculo não se ressentisse de um super requentado bla bla bla familiar (mãe ausente x filha problema = pai distante < mãe deprimida + marido distante x mulher deprimida + filha rebelde > namorado dedicado). Mas acerta muito quando arrisca e desvia dos clichês, muitas vezes beirando o vertiginoso justamente por causa da brilhante direção de Michael Greif e pelo elenco extraordinário liderado por Ripley e Brian d’Arcy James. “Next to Normal” fala sobre perda, bipolaridade, angústia e depressão! Doenças diagnosticáveis em consultórios de todas as classes sociais e mais medicáveis do que coriza nos dias de hoje! A quantidade de medicamentos e variantes para tratá-las, amenizá-las e principalmente aplacá-las é infinita, do prozac à igreja universal – todos têm sua receita. Diane passa por uma via crucis que vai de uma infinidade de antidepressivos coloridos até finalmente o choque elétrico, onde as dores e lembranças somem. Mas ficam o que? “Next to Normal” nesse sentido lembra muito “Spring Awakening”, que trata de angústia também (mas sexual e adolescente). Eles se linkam quando as personagem centrais estão mergulhadas em seus próprios fantasmas e demônios! Alguns desenvolvem uma compaixão pelo mundo lá fora e saem de dentro do seu casulo egocêntrico, apreendendo a lidar com os destroços e seguir em frente, como faz Diana (“Next to Normal”) ou sucumbem e se tornam aleijadas pela dor como Moritz (de “Spring Awakening”). O título dá o tom da produção inteira. Tudo ali beira próximo do normal, mas não é, pois tudo o que aquela família tenta ser é uma família normal. O chefe dela, Dan, faz de tudo pra manter seu clã, custe o que custar, mesmo quando sua esposa prepara dezenas de sanduíches no chão da sala, ele finge que está tudo certo. Mesmo quando ela faz festa de aniversário para ausentes ou joga os talheres pra cima e conversa com fantasmas, Dan, continua pacientemente fingindo que está tudo bem. Afinal todos os esforços são válidos pra colocar aquela família dentro da normalidade americana. Pai, mãe e filha estáveis, num lar.
O espetáculo avalia os efeitos da doença mental de Diana na fragmentação da sua própria família: o marido (Brian d’Arcy James, de Jersey Boys) e a filha (a ótima Jennifer Damiano, que vi fazendo Martha em Spring), e levanta uma questão: Quem é mais louco? Diane ou quem está em volta dela? No fim do primeiro ato surge uma nova questão: após uma tentativa de suicídio, Diane é diagnosticada como ‘perigosa’ e ‘incurável’. A solução seguinte seria eletro-choques que destruiriam parte de sua memória, mas apagariam também a dor de um trauma. Surge o grande conflito da trama: aceitar o tratamento e deletar a vida passada de felicidades e amores em função de apagar assim também a ferida incurável, ou talvez o paciente incurável seja aquele que não é mais suportado pela família e que o fato de nos livrarmos ou deletarmos sua memória e existência aliviaria o sacrifício de arrastá-los?
Acho esse o grande mérito do musical americano é esse: ele se reinventa ano a ano. Tenta novos caminhos e experimenta coisas o tempo todo. Há 16 anos venho à Broadway e sempre vejo que os tapetes do novo são tirados. Tem sido assim sempre. Poderia listar inúmeros, mas cito os mais recentes: Do “Avenida Q” num ano que todos só falavam de “Wicked”; noutro, o “Despertar da Primavera”, uma adaptação rock do cult Duncan Sheik pro clássico de Frank Wedekind; no ano passado eram os latinos e cubanos no salseiro e xxx dançante “In The Heights”. Esse ano de repente tudo muda e damos de cara com o que parece o grande favorito do Tony: uma ópera rock clautrofóbica e densa sobre bipolaridade sem dança, latinos, bonecos ou peito de fora… Bravo NY! É muito difícil falar dessa peça sem estragar as revelações. Estou me sentindo em uma crônica sobre a série Lost com spoilers, mas mesmo que eu já tenha estragado uma revelação – de que Diana é maníaco-depressiva, o que descobrimos nos primeiríssimos cinco minutos, eu prometo não mencionar o motivo dela ter desenvolvido a doença. Basta dizer que tudo gira em torno da doença dela e como isso reflete naqueles que a amam: Dan, sua filha adolescente Natalie, Henry (Adam Chandler-Berat), o dedicado e paciente namorado de Natalie, Asa Somers, que retrata duas psiquiatras de Diane, e o filho Gabe (Aaron Tveit). Acho a música “The Tom Kitt” muito superior ao “High Fidelity”, que achava chatíssimo! Há momentos de grande acerto e muita doçura: uma valsa especialmente linda, cantada por Aaron Tveit (que eu já adorava em Hairspray, mas me ganhou totalmente como o torturado, enigmático suplicante Gabe) e Alice (tentei achar o nome no playbill, mas eles não listam as musicas, tenho certeza que Charles Fouquet me ajudará, pois ele é ultrajovem e sabe tudo!!!) Vejam, como vocês sabem, ópera rock é “puxado” pra mim e implico geralmente com todas, mas gostei das músicas de “Next”, principalmente das baladas. Acho que há lindo duetos. Mas quando apopam muito as canções (acabei de inventar apopam!!!), eu me distancio, principalmente das mais “rockinhas” (também inventei nesse segundo) cantadas por Diana! Quando ela canta numa explosão de temperamento raivoso bipolar e fica jovem demais, lembra um pouco aquela tia que todo mundo tem, que a gente adora, que num churrasco que se alonga, e depois de algumas caipirinhas rola aquele inevitável karaokê e ela monopoliza o microfone sem pudores… A sequencia do tratamento eletro-choque com Diana no segundo andar andando de um lado pro outro e cantando, meio jovem, é meio “minha tia”! Mas para um peça quase na sua totalidade cantada ocorrem muito mais acertos. Muitas vezes lembram Sondheim, em “Sunday in the Park with George”. Claudio me matará por isso!!
Eu implicava mortalmente com o diretor Michael Greif (momento desafeto no blog), pois (agora uma revelação), odeio “Rent” com todas as minhas forças (já começaram a gritar???) “Rent” pra mim é um caso de aversão total. É pior do que apanhar com um frango vivo! não consigo gostar de nada ali, e olha que não saí no meio. Tomei um ódio que me acompanhou por anos, pois em todas as festas e saraus na minha casa ou na de Kira (assim mesmo) sempre tinha que escutar meus amados atrizes e atores cantando TODAS as músicas, como aquela que fala um monte de números e todos batem palmas e choram… Das lésbicas então, aquela ‘me pega ou me deixaaaaaaaaaa tchu tchu tchu!” (essa versão não é do Claudio não, eu versei agora…) era o hit dos hits, todas faziam várias vezes, inclusive os homens, enquanto eu rezava logo pra bebida alcoólica não faltasse enquanto eles não acabassem o book inteiro. “Rent” é um aluguel pra mim (péssimo esse trocadilho). Amados-amigos-amantes de “Rent”, sei que sou minoria no planeta. Não me queiram mal, nem me vejam com desprezo ou indiferença. Sou apenas um senhor chato. Uma ilhota no meio do oceano de RENTAdoradores.
Sei que a peça já tem seus fãs e ela merece. Tenho certeza que voltará pra casa com muitos Tonys, todos merecidos. Tem qualidade pra isso e ficha técnica impecável. “Next to Normal” é o resultado de uma ou mais tentativas. Antes de estrear na Broadway eles fizeram essa peça três vezes: cortaram, esticaram, mudaram de nome, mudaram o cenário todo, enfim, almocei com o agente deles ontem e ele me contou que a primeira versão era um rascunho do rascunho do que é hoje! No Brasil se a gente corta meia música, rola motim, nos chamam de covardes e mercenários, que estamos encurtando a peça só pra vender mais ingressos… Indico pra todos que queiram se arriscar num espetáculo belo, maduro e pouco convencional! Saí da peça como Diane: tem coisa que eu me lembrarei pra sempre e tem coisas que já deletei por completo.
Charles Möeller
|



Eu gostei. Claudio, não muito. Provavelmente você terá uma opinião diferente, pois é uma peça muito particular e tem maneiras bem distintas de tocar as pessoas. Uma senhora ao meu lado chorava copiosamente e gargalhava de tudo, enquanto que um casal na minha frente foi embora antes do primeiro ato acabar, coisa rara se tratando de Broadway, quando geralmente se espera o intervalo para sair, como eu mesmo faço quando odeio algo!
São questões duras, delicadas e não respondidas. Quem sofre mais: um esquizóide bipolar ou quem esta a volta dele? 
admin em seg, 25 mai 2009 3:01 pm
Enviado por charles moeller em 9/5/2009:
Leonardo, tb na sua idade tinha uma alma velhissima, fui quase um Tutancamom,enquanto todos os meus amigos amavam e choravam e sabiam de cor ,le mis e saigon, o fantasma… eu so pensava em Crazy for You, o musical que mudou a minha vida… Sobre billy elliot eu vi 2x em londres é essa é exatamente a mesma produção… eu vi e amei la, sai de la ano passado dizendo ser o meu musical predileto.acho o maximo, o elenco londrino era extraodinario, e os garotos eram geniais. o garatinho,cross-dresser (michael) era de mandar entregar em casa, de tão incrivel. Todos por aqui amam, Billy Elliot é o hit do tony e da broadway…tinha uma noite meio vaga e tentei ir. mas não comprei antecipado e aqui os ingressos,estavam esgotados e so no mezanino a esquerda e fundo. Hoje temos um pacto pra vingar nosso tempo de asssitirmos tudo em pé, ou ou que restava de horas e horas de tickets.Hoje sempre compramos na orquestra e em best seats…e olho pros que estão em pé com enorme ternura…
Enviado por Leandro Giglio em 9/5/2009:
Oi Claudio, De maneira nenhuma me irritaria, acredito no debate aberto e consigo aprender sobre diferents pontos de vista. Gostei muito da sua explicacao sobre o conceito de opera rock, mas me baseei numa entrevista com o autor do Next e ele mesmo definia Next como opera-rock. Aguardo sua critivade Next amanha!!!
Enviado por Luisa Almeida em 9/5/2009:
Fiquei feliz por vcs terem visto o espetáculo e (pelo menos até agora) gostado! Pra mim, é o melhor novo musical na Bway! As músicas são ótimas e o elenco é impecável! Não tenho um motivo pessoal pra me identificar com a história, mas de um jeito ou de outro, ela me tocou muito, cada vez que assisto eu crio novas teorias e reparo em alguma coisa diferente! Vcs repararam que a cor que o Gabe veste é a mesma de quem ele interage na cena?! Muito bom! Ou todas as vezes que acontece alguma coisa ruim, tipo a Natalie e os comprimidos, ele tá no terceiro nível observando e rindo! Fiquei meio indignada que o Aaron Tveit não foi indicado ao Tony, e com certeza tô torcendo HORRORES pra Alice Ripley e pro resto da produção tbm! Eles merecem! Uma coisa sobre esse musical é que se vc ouve a trilha sonora e vê de novo, vc percebe que gostou muito mais do que vc acha… hahhaha e se for no meu caminho, fica obsecado pela coisa!
Enviado por Leonardo Polo em 8/5/2009:
Ahahaha bom, eu também não gosto de Rent! Então uma pedra a menos! hahaha. Amo o “número das lésbicas”, Out Tonight, e outras músicas espalhadas, mas acho ele como um todo meio confuso, e despiroca totalmente naquele número da Maureen que eu NUNCA entendi, nem depois de um milhão de explicações. E digo mais, só acho que Rent ficou tanto tempo em cartaz por causa da morte do criador (independente de ser bom ou ruim, a gente sabe que tem tanta coisa boa que não dura!). Eu só tive a chance de ouvir o CD de Next to Normal, e pelo que ouvi, não gostei muito não. É difícil músicas desse jeito me prenderem, acho que a exceção é Spring Awakening, e só viciei MESMO depois que vi ao vivo e me apaixonei pela história. Devo ter um espírito velho no meu corpo de 19 anos, adoro musicais europeus super trágicos como Miss Saigon, Les Mis, e outros musicais super antigos…tanto que o dia que eu mais me realizei teatralmente foi quando vi “South Pacific”, mesmo sendo com trocentos substitutos. Sobre sair no primeiro ato, também entendo…tive vontade de fazer isso em Shrek (que o Claudio amou, mas e você, Charles, o que achou dele?), só não fiz senão meu pai me mataria haha. E acho que é inevitável quando vocês postam sobre um musical não pensar “E no Brasil, como seria?”. Fico até imaginando as pessoas que ficariam legais nos papéis…e no caso do Next to Normal, é quase que instantâneo pensar no papel da Diana e na Alessandra Maestrini, vocês não acham? Aguardo mais críticas (vão ter mais né? Espero que vocês tenham visto Billy Elliot, é um caso estranho, daqueles que você ama, mas se você escrever sobre ele e ler depois de um mês vai pensar “nossa, não gostei tanto assim”) Abraços
Enviado por charles moeller em 8/5/2009:
eu não falo que charles fouquet sabe tudo!!!rsrsrr obrigado,querido, vc esta com razão, Brian d’Arcy James era o Dan da época Off-Broadway mesmo e atualmente ele está em Shrek(infelizmente vi com o sub)estavamos com o material todo dessa peça dada pelo agente que é nosso amigo e por distração peguei o playbill do off!Louis Hobson faz os psiquiatras, e entrou no lugar de Asa. leandro imagino que a peça possa ter uma sobrevida depois do tony, pois depois das indicações ela deu uma reagida…antes estava,nos tckts todos os dias…
Enviado por Claudio Botelho em 8/5/2009:
Sobre “13″: é um musical que fracassou completamente por aqui. Teve críticas apenas mornas e, pelo que eu entendi, é demasiadamente judaico e muito restrito culturalmente. Este é o problema de “Last 5 Years”, o outro musical do mesmo compositor: é simpático, mas o tema é restrito a comunidade judaica e, mais que isso, a quem faz teatro. Todos nós sabemos que quem faz teatro não paga ingresso, né? De modo que, apesar do norme iteresse que despertam em jovens atores e estudantes de teatro, nem “13″ nem “L5Y” decolaram como produções profissionais de peso. Meu amigo que e o agente de ambas as peças aqui me informa que “13″ é atualmente o campeão de licensas para “stock and amateur” productions.
Enviado por Leo Lodi em 8/5/2009:
Obrigado pela info-Fouquet. “13″ me parece um bom espetáculo para trazer ao Brasil e estimular ainda mais a garotada a fazer musical, cantar, fazer teatro etc, já que o mercado está completamente sacudido pela dupla CB/CM (aiai, os caras vão me matar por essas abreviações). Falar nisso, esses dias um amigo me perguntou que peças de teatro musical ele poderia ver em SP e eu disse a ele: “Ora, todas as que você já viu no Rio mais a Bela e a Fera que você já viu em outros tempos”. Ou seja, em termos de boas peças de teatro musical, SP tá na entresafra, ao menos que eu saiba. Mas, claro, posso estar beeem mal informado, pois não pensei antes de escrever e corro orisco de estar completamente errado, confesso.
Enviado por Claudio Botelho em 8/5/2009:
Sem querer irritar (mas já irritando) os aficcionados envolvidos nesse papo, não acho que ‘Ópera Rock’ seja um boa denominação para “Spring Awakening” ou “Next to Normal”. Este subgênero é geralmente aplicado a espetáculos “wall-to-wall music”, ou seja, inteiramene ou quase que inteiramente cantados. Exemplos são: “Jesus CHrist Superstar”; “Godspel”; “Cats”; “The Who´s Tommy”; “Miss Saigon”; “Les MIserables”; e outros. Hair não é uma ópera rock no sentido clássico, mas sim um musical de Rock. Spring Awakening está longe de ser ópera Rock, já que o texto falado é parte fundamental da ação, não há nem tanta música de recitativo, é bem definido entre texto e música. Enfim… Não que isso importe em alguma coisa, mas só pra esclarecer, ok? Minha opiião sobre Next to Normal (a parte musicl) sai amanhã. Abs.
Enviado por Charles Fouquet em 8/5/2009:
Leo Lodi, 13 fechou faz um tempo já… se não me engano foi em janeiro. E resumidamente, é sobre um adolescente judeu que acabou de se mudar e vai fazer 13 anos, dai ele precisa conhecer o pessoal do colégio pra saber quem ele vai convidar pro bar mitzvah. E sim, tanto o elenco como a banda toda é formada por adolescentes, todos talentosos precocemente, hahahaha.
Enviado por Leo Lodi em 8/5/2009:
Queria ter notícias de “13 – The Musical” do Jason R. Brown. Não sei muita coisa dele, mas, ouvi algumas músicas e parece ter um belo mote para que artistas mais novos inclinados ao caminho da música e do teatro se encoragem. Estou adorando as críticas, Claudio e Charles. Parabéns pela iniciativa!
Enviado por Charles Fouquet em 8/5/2009:
O Leandro me ligou mandando eu acordar pra vir aqui ver que você citou meu nome, hahahahaha, e adorei! O nome da música que você comentou aqui é I Dreamed a Dance. E só uma correção, o Brian d’Arcy James era o Dan da época Off-Broadway, atualmente ele está em Shrek então quem entrou foi o J. Robert Spencer (que como você comentou, ex-Jersey Boys). E o Asa Somers também saiu e entrou o Louis Hobson, ele eu não sei porque saiu, mas enfim, são as únicas mudanças referentes a elenco. E estou bem feliz que você gostou! Quanto a sua revelação, ele foi meio à la Rod pra mim pois já sabia, hahahahaha, e entendo e respeito. Mas só o fato de você ter apreciado as coisas boas desse espetáculo, mesmo não gostando do gênero, já tá mais do que ótimo! E quanto aos spoilers, realmente é um saco contar sem poder estragar, mas você fez muuuuito bem… quem não conhece não vai perceber não, abssssssss, e agora é esperar a do Claudio metendo o pau! hahahahahahaha.
Enviado por Leandro Giglio em 8/5/2009:
Moeller, O Fouquet com certeza vai postar daqui a pouco com o nome da música, mas depois da sua revelação sobre o quanto Rent, musical favorito dele, é insuportável, é capaz dele voltar atrás ou te passar o nome errado! Não confie!!! rsrsrsrs… Já sabíamos da sua relutância com óperas rock, mas acho que a aproximação de Spring tem o feito rever conceitos. Estou surpreso, tinha apostado com o Fouquet que você não gostaria de Next. Sabe dizer se a temporada foi prorrogada??? Com certeza depois do Tony vai ser. Estou indo pra NYC no final de Setembro e Next por enquanto só está confirmado até a primeira semana de setembro…
Enviado por Yuri em 8/5/2009:
Pior que Rent só Cat´s, né? rsssssss.
Noêmia Maestrini em qui, 19 nov 2009 3:38 pm
Estou com Charles e não abro: acho importantíssimo que se diga exatamente o que se pensa a respeito das artes, especialmente daquelas que nos dizem mais de perto -como as cênicas. Opinar é uma questão de educar olhos, ouvidos e sensibilidades, e é preciso que essa opinião seja clara, verdadeira e eivada de boas razões para amar ou odiar a obra comentada. Parabéns ao Cláudio e ao Charles por isso também, pois sempre dizem o que pensam, o que já é um caminho livre para que nós -platéia-, sejamos igualmente sinceros e postemos nossas opiniões pessoais a respeito das mesmas coisas. Se a arte não for democrática, o que será? Isso se chama independência! E independência é tudo que buscamos na vida: liberdade de expressão!
Um beijo e parabéns!Noêmia Maestrini
Raphael Gama em qui, 27 mai 2010 3:02 pm
Graças a Deus, eu tb acho Rent chatíssimo, parece um grupo de estudantes “cabeça”, daqueles que vestem camiseta de Che Guevara e bottons de partidos políticos que resolvem cantar os incômodos da sociedade e fazer apologia a coisas de viciados. Detesto! Só gosto do “Today for you, tomorrow for me” e me simpatizo com “Seasons of Love”… o resto…