La Cage Aux Folles e a Música de um Gênio. Por Claudio Botelho.

junho 16th, 2010 15 Comentários

Os diretores Charles Möeller & Claudio Botelho analisam os principais espetáculos em cartaz na Broadway no momento

Minha história com LA CAGE AUX FOLLES – o musical – começa há muito anos. Muitos mesmo. Eu tinha uns 17 quando comprei um LP que foi lançado aqui com o elenco da montagem original da Broadway.  Estava começando a me interessar por musicais, tinha muito pouco acesso aos discos, pois tudo era importado, caro, e não existia Internet (eu sou antigo!), de modo que conseguir comprar um LP de um musical da Broadway naquele tempo era uma façanha pra mim.

Bom, o que importa é que o destino pôs na minha mão aquele disco e – tenham certeza – talvez tenha sido um dos musicais que eu mais escutei até hoje na vida. Eu ouvia aquilo compulsivamente, praticamente todos os dias, e quanto mais ouvia mais me encantava com aquela música. Sei de cor cada palavra das letras, sei cada nota da partitura, sei até as falas que estavam gravadas no álbum.  Os intérpretes principais eram Gene Barry (o ator que fazia Bud Masterson numa série de TV) como George, e George Hearn que fazia Zazá.  George Hearn é ainda para mim uma das vozes mais lindas da Broadway, além de um ator impecável, com uma classe incrível. Pude vê-lo em cena algumas vezes nesses anos todos e cada vez mais o tenho como ídolo.

Hoje há registros em vídeo muito ruins da montagem original. Tudo que existe são gravações de programas de TV ou a apresentação no Tony Award do ano de 1984, onde vemos alguns números das ‘Cagelles’ ou Hern cantando “I Am What I Am” sem caracterização, sempre vestindo um smoking. Portanto, minha ligação com o espetáculo foi, durante muito tempo, com a música mesmo, o que estava no LP.

Aprendi naquele LP quem era Jerry Herman (foto à direita), o compositor, e fui atrás de outras coisas dele. Percebi, com o tempo, que talvez eu goste tanto de Herman quanto de Sondheim e da dupla Kander & Ebb, que são meus compositores contemporâneos favoritos. Hoje tenho tudo de Jerry Herman, todos os seus shows (os fracassos e os sucessos) e posso dizer que ele nunca escreve uma canção que seja descartável. Todas são lindas. Discípulo de Irving Berlin (música e letras), Jerry Herman foi muito influenciado e muito ajudado pelo mestre que lhe deu o caminho para criar canções que sejam facilmente absorvidas por quem as ouve sem serem vulgares ou pobres. A música de Herman vai direto ao coração, assim como as geniais criações de Irving Berlin. Nenhum dos dois fez canções por fazer, canções de passagem, técnicas – todas vêm molhadas de humor ou de emoção.

Por exemplo, um show de Herman que fracassou, “Mack And Mabel”, não tem uma única canção ruim, é tudo contagiante.  Os números que ele escreveu para “A Day In Hollywood” são no mínimo geniais; o score inteiro de “Mame” é de pérolas; o mesmo dá pra dizer de “Milk and Honey”, “Parade”, entre outros. E “Hello, Dolly” dispensa qualquer apresentação, mesmo que a canção título tenha sido considerada um plágio de uma antiga gravação de Frank Sinatra, plágio esse que Herman acabou tendo que negociar e pagou um milhão de dólares para que o caso fosse “arquivado”, ou algo assim. Não sei os detalhes disso e nem interessa no momento.

Além dos discos com os elencos originais, comecei a curtir Jerry Herman mais ainda quando comprei o CD de Jerry´s Girls, uma revista com as canções dele de diversas fontes. E também o CD em que Michael Feinstein canta acompanhado pelo próprio JH ao piano, este sim um disco pra estar na primeira prateleira da estante pra sempre. Há vários tributos e noites de Gala com a música de Jerry Herman, uma delas lançada em DVD (gravado no Hollywood Bowl) que rendem momentos incríveis de muita emoção e prazer.

Bom, mas estou aqui pra falar de LA CAGE AUX FOLLES. O fato é que só consegui unir aquele som que ficou anos na minha mente a um espetáculo real, em carne e osso, quando assisti à montagem de 2003 na Broadway. E entrei em êxtase. Tinha o sensacional Gary Beach (sentado, à esquerda) no papel de Zazá, um comediante maravilhoso que quase roubava a cena como o diretor gay em “The Producers” (no filme e no teatro) e era uma superprodução, com quase 20 ‘Cagelles’ em cena, cenários enormes, uma coreografia genial de Jerry Mitchel, enfim uma montagem digna de Broadway mesmo. Foi minha primeira vez assistindo a La Cage e não ficou nada a dever ao que minha fantasia baseada nas músicas me fazia imaginar.

Já no ano passado fomos, eu e Charles, assistir à montagem que estava em cartaz em Londres, num teatro pequeno, quase fora do West End (na verdade, era uma montagem que havia se mudado de um teatro menor ainda e mais afastado). O que vimos foi uma produção muito pobre, atores dobrando papéis em cena, cenários muito caídos, figurinos próximos de um show de boate, orquestra de meia dúzia de músicos. Era uma decepção como espetáculo, mas tinha dois bons protagonistas. John Barrownman estava estreando no papel de Zazá, e ele canta muito bem. Infelizmente ele é bonito demais pro papel, é um galã no lugar errado, já que Zazá deve ser uma bicha matrona, nunca alguém que tira a camisa em cena e mostra alguns gomos no abdome. Mas enfim, a música é tão bonita que a noite foi divertida.

Quando soubemos que aquela mesma montagem iria para Broadway em seguida, imaginamos que iriam dar um banho de loja naquilo, afinal estava muito longe do padrão Broadway de musicais.

Bem, o que vimos agora na Broadway é exatamente a mesma produção. Tudo igual, mas tudo restaurado, melhorado, mais limpo e bem acabado. Continuo achando uma produção acanhada para um ingresso de 120 dólares, já que a orquestra não tem cordas, há apenas seis bailarinos no coro e os cenários são os mesmos de Londres, ou seja, pobres. Mas o que faz você esquecer tudo isso é que, liderando o elenco, estão dois atores dos mais talentosos que já vi num palco de teatro musical até hoje.

Começando pelo George de Kelsey Grammer (dir.) famoso pela série “Frasier” na televisão: o cara é o melhor George que eu já vi. Um papel ingrato, que sempre acaba ofuscado pelo travesti que o acompanha, costuma fazer com que os atores que o representam se sintam na obrigação de exagerar em tudo para arrancar gargalhadas da plateia. Grammer não faz nada disso. Ele está sempre cedendo lugar ao brilho do companheiro e isso lhe confere uma classe que a gente se encanta com ele de imediato. Canta lindamente as canções do personagem que são suaves e escritas para voz de barítono que saiba se expressar sem gritos ou trejeitos. Um tiro mesmo a escolha deste ator.

Agora, não há como ficar imune a Douglas Hodge como Zazá (Albin, quando vestido de ‘homem’). Ele tira a gente do sério. Não provoca riso, provoca uma convulsão na plateia.

Geralmente sou impaciente com atores que gesticulam muito e que fazem muitos movimentos em cena, me dá a impressão de que querem chamar mais atenção que o que estão dizendo. Hodge (esq.) faz tudo isso, ele não pára um único segundo, parece que está com alguma espécie de sarna porque se coça e se contorce o tempo todo, mas faz tão bem e com tanta convicção que o resultado é difícil de descrever: é preciso assistir mesmo! Não é uma grande voz no sentido dado por George Hearn ao papel inicialmente, mas quem precisa de mais voz quando aquela que está ali é absolutamente crível, afinada, concentrada, e dá tanta humanidade ao papel? Acrescento ainda o despudor com que Hodge se despe em cena, mostrando que é um travesti de meia idade (embora o ator aparente menos de 40 anos), decadente sim, maluco sim, mas generoso e doce. Zazá não tem maldade, o musical é sobre isso: um travesti aparentemente desmiolado e que vive num mundo de fantasia, que se transforma num herói numa noite que tinha tudo para ser um desastre.  Douglas Hodge faz de Zazá o momento mais brilhante desta temporada na Broadway, e não é nenhuma surpresa que ele tenha acabado de ganhar o Tony de Melhor ator pelo papel. Sean Hayes, outro ponto alto da temporada com sua atuação em “Promises, Promises”, acabou perdendo o prêmio para outro comediante gay com atuação exemplar. Os espetáculos em geral não estão muito brilhantes neste ano, mas essas atuações masculinas valem a viagem.

“La Cage Aux Folles é – e sempre foi – uma peça séria. A comédia de Jean Poiret sempre foi encenada no mundo todo como um libelo contra a hipocrisia e um tapa na cara dos ‘bons costumes’ burgueses”

Acho que vale ainda dizer que LA CAGE AUX FOLLES é – e sempre foi – uma peça séria. A comédia de Jean Poiret sempre foi encenada no mundo todo como um libelo contra a hipocrisia e um tapa na cara dos “bons costumes” burgueses, especialmente nos anos 70/80,  quando a peça foi levada à cena inicialmente, um momento em que pouco se falava sobre liberação homossexual e o assunto era tratado de maneira muito envergonhada no teatro. Colocar um casal gay em cena, sendo um dos cônjuges um travesti, era uma atitude de vanguarda e, embora cheia de piadas e muito engraçada, a peça não deixava nunca de dar seu recado contundente e debochar com muita ironia dos preconceitos de então. O filme com Ugo Tognazi e Michel Serrault é obra prima, comédia sim, mas totalmente política e explicitamente liberal, tendo sido proibido em muitos países (em quase toda a América Latina inclusive) quando foi lançado.

Infelizmente, a peça foi montada no Brasil com um cunho machista inaceitável. Ficou anos em cartaz com o grande Jorge Dória (um dos melhores comediantes que já vi em cena até hoje) no papel de George e Carvalhinho (outro gênio da comédia) como Zazá. Eram dois atores incríveis, mas uma montagem que ridicularizava o relacionamento do casal, colocava tudo na base do deboche e com aquele viés para a chanchada que infelizmente tanto fez e ainda faz a felicidade de um certo tipo de plateia.

LA CAGE AUX FOLLES, o musical, é uma comédia tão séria quanto a peça. As canções são super engraçadas quando têm de ser, mas muito emocionantes quando tratam do que é o tema central da peça, ou seja, o respeito à liberdade do próximo. Não é um show de escracho, é uma comédia de situação milietricamente construída para que os personagens se apresentem, se engalfinhem e acabem se entrelaçando num final patético, mas feliz. Todas as montagens a que assisti fora do Brasil, desde a de 2004 até a atual, todas sem exceção não fazem concessão à piada fácil ou ao deboche com os gays. Você sai do teatro amando a Zazá, nunca rindo dela. Isso é fundamental.

Se você tiver a oportunidade de estar em Nova York nos próximos meses (não há data para o final da temporada), não pense duas vezes: vá assistir a LA CAGE AUX FOLLES. É imperdível!

Claudio Botelho

Créditos das Fotos:

* Broadway.com

* Playbill.com

* The New York Times

* Theatermania.com

* Lacage.com

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15 Comentários

  1. Victor Abalada disse:

    Que vontade de pegar um avião e ir para NYC agora! Adoro Jerry Herman (o score de “Mack and Mabel” é um dos meus all-time favorites e “Time heals everything” uma das minhas canções favoritas)e concordo plenamente que ele seja um dos grandes compositores (de musical) contemporâneos. Ele realmente merece todos os elogios, as melhores montagens e os melhores atores-cantores.

  2. Tt disse:

    The best of times is now !
    Nunca pensei me apaixonar tanto por um ator como aconteceu com o Doug e seu Albin – ABSOLUTO !
    Nunca pensei me encantar tanto por um Show da B’way, como La Cage dessa temporada me arrebatou !
    Jerry Herman é meu ídolo – que Score !
    Todas as músicas são simplesmente MARAVILHOSAS !

    Esse é um depoimento emocionado e só de ver essa Materia aqui no nosso M&B me deixou nas nuvens !
    Quis ser a primeira a postar e agora vou ler com calma o quê o Maestro Claudio escreveu !
    Volto mais adiante !

  3. Antonio Carlos disse:

    Prá quem não tiver oportunidade de dar um pulinho na Broadway, vale muito a pena assistir a montagem nacional de Miguel Falabella, com Diogo Vilella, Jorge Maya, Mirna Rubin e outros feras no Oi Casa Grande, deste mesmo espetáculo.

  4. Vinicius Teixeira disse:

    Legal ler a critica, não conhecia muito do musical.
    O mais engraçado é que, quando a gente começa a ler,ja começamos a perceber se foi o charles ou se foi o cladio que fez a critica hahahah

  5. Ana Teresa Nadruz disse:

    Babei com a crítica! Vi com o Jorge Doria e Carvalhinho (no Tereza Rachel acho)… Enquanto não dá pra ir pra NY vou garimpar na Modern Sound.

  6. Bruno Cruz disse:

    to adorando ler sobre todas as resenhas. espero que vcs consiguam fazer algumas montagens por aqui de alguma destas aventuras que os tenham surpreendido por lá.

    parabéns pelas resenhas.

  7. Tt disse:

    The Best of Times is Now !
    Hoje é o Bloomsday – um dia perfeito para essa postagem aqui no M&B !
    Viva Joyce – Viva Ulisses, Viva Jerry, Viva Poirot – Viva La Cage !
    Viva Claudio Botelho e Viva Doug Hodge !
    - VIVA LA CAGE AUX FOLLES !!!!!!!

    Desde que cheguei de NY, não paro de ouvir La Cage, no carro, no PC, no IPod …
    Quem tiver a chance de ir a NY, Não pode deixar de ver esse Show e COM O DOUG – A Zazá Definitiva !
    Eu assisti duas vezes em êxtase ! E, se eu pudesse, voltaria lá pra assistir mais mil !
    Como torci por ele, no Tony e que lindo o beijo que ele deu no seu companheiro de cena (Kelsey Grammer – something about sharing ….) antes de subir ao palco para receber o Prêmio – e que discurso espirituoso !
    Assisti todas as entrevistas dele e trechos (são muito poucos) que estão no YouTube, enfim – viciei – estou addict em Doug e Jerry Herman, rsrrs

    Agora, com essa brilhante Lecture do Maestro Claudio, com quem aprendo cada dia mais a gostar de Musicais ,
    I hear La La La La La La Laaaaaaaa, again !

    Claudio consegue descrever plenamente o significado desse Grande Musical – perfeito no seu libreto e score – todas as músicas são inesquecíveis.
    Poirot escreveu um texto sério, até panfletário para a época, sobre a Família, sobre a Igualdade, sobre o Respeito, sobre a Liberdade – sobre o AMOR !
    E não há nada mais universal do que esses temas.
    - Que Prazer ler essa resenha ! Me senti lá de novo, na 48th Street , sentada na fila E , orchestra, do The Longacre Theatre !
    Contando a sua experiência com La Cage, de certa forma, Claudio me deixa mais tranquila no meu vício atual, de ouvir compulsivamente o som, dos seus 17 anos …
    Então, não sou só eu que me apaixonei por essas letras e músicas ! Sim, “a música de Herman vai direto ao coração” !
    e eu diria que vai também ao estomago, ao fígado e ao corpo todo, pq temos vontade de sair dançando !
    Só não perdôo o Claudio, por não serem dele as versões … mas essa já é outra história ….
    Que emoção saber que a minha opinião sobre Doug Hodge é dividida com o Mestre Claudio !
    Isso é a glória !
    – Doug é TUDO que Poirot/Herman possam ter sonhado para a sua Zazá /Albin !
    Gostei tb muito do Kelsey Grammer, mais que perfeito no papel.
    Claudio tem razão quanto à generosidade dele, o que o torna grandioso em cena, e, como disse o Doug, em seu discurso do Tony, o marido ideal “Behind every good wife is a great husband and he is just the best thing that’s happened to me on this adventure.”
    Grammer é realmente de extrema elegância cênica !
    Quanto ao Doug, eu só queria falar sobre as mãos dele !
    Como um homem pode ter aquelas mãos ? Como um Ator genialmente constrói a personagem através delas !
    Simplesmente, ele faz pequenos gestos, colocando-a no alto do peito, com uma delicadeza e uma feminilidade chocantes !
    LA CAGE AUX FOLLES, o musical, faz pensar e faz rir, diverte e emociona, fala de uma relação entre duas pessoas que,
    antes de tudo, se respeitam, se admiram e se Amam.
    A gente sai do Teatro literalmente apaixonado por essa Zazá doce e encantadora. E sem conseguir parar de cantar todas aquelas músicas de “gênio” !
    Como diz CB, – não dá pra sair impune – só indo lá assistir – vai valer Todas as Viagens !
    Absolutamente IMPERDÍVEL !

    Parabéns M&B, esse Site é definitivamente THE BEST – look over there !!!

  8. Eduardo disse:

    Se esse espetáculo for metade do que essa crítica do Claudio nos proporciona, já terá valido a pena os esforços para voltar a NY.

  9. melle leo disse:

    cuidado…. uma comedia de Jean Poiret, não Jean Poirot!!!

  10. REGINA CAVALCANTI disse:

    SE NÃO DER PARA IR A BROADWAY, VEJA A MONTAGEM DO FALABELLA, ESTA MUITO LEGAL!!!!!!
    EM MATÉRIA DE MUSICAIS ESTAMOS COM MUITA SORTE!!!

  11. Tt disse:

    Leo
    Hercule Poirot é um grande detetive, rsrsrs, sorry, aliás que o Claudio adora, hehhe
    Deve ter sido um ato falho, rsrrsss
    Jean Poiret é o autor do Libreto dessa Obra Prima !

    E Regina, me desculpa, mas a montagem do Teatro Casa Grande não faz jus ao Musical La Cage aux Folles com todos os elogios que recebeu das postagens anteriores.
    Esta versão em cartaz no Rio opta pelo viés da chanchada, além de ir mais pelo caminho do riso fácil.
    Fica mais pra Toma lá dá cá e Sai de Baixo …
    Justamente falta à montagem brasileira atores, vozes e versões à altura do que La Cage Aux Folles mereceria.
    Sinceramente não saímos do Teatro Casa Grande emocionados !

  12. Site Möeller & Botelho disse:

    Melle Leo, obrigado pelo toque! Já foi corrigido.

  13. que legal!
    :)

    beijos…

  14. Mariana Carrozzino disse:

    Ah eu tb tenho facinação pelo George Hearn…
    Eu não consigo imaginar La Cage com só 6 bailarinos, mas realmente a crítica do Botelho me fez ter vontade de assistir!!! Quanta paixão pelo protagonistas! Devem ser incríveis mesmo… babei.

  15. Luiz Paulo Maia disse:

    Apreciei a discreção de não citar a versão do Falabela mas o texto do Botelho já supõe a crítica a esse musical brasileiro. Uma pena que certas pessoas do meio artístico não pensem em melhorar a qualidade dos espetáculos e também aproveitar a chance de fazer a platéia pensar e se emocionar.
    Parabéns por este site.

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