A Encantadora Renata!

junho 12th, 2010 16 Comentários

Renata Ricci fala sobre seu trabalho como a June de ‘Gypsy’, que mistura superação, entrega e alegria

Mal conquistou o papel de June no musical ‘Gypsy’, de Möeller & Botelho, no final de 2009, a atriz, cantora e bailarina Renata Ricci passou por uma verdadeira prova de resistência e superação: quebrou o pé, o que prejudicaria muito sua performance, afinal precisava sapatear e dançar em cena. Quando começaram os ensaios, ela teve uma traqueíte que a obrigou a ficar quatro semanas sem cantar. Mesmo com tantos obstáculos, Renata hoje pode dizer que superou os problemas e está muito feliz e realizada com sua atuação no espetáculo.

Taurina e auto definindo-se como uma pessoa de emoções (ela até chorou durante a entrevista ao lembrar do irmão que faleceu em um acidente há cinco anos), Renata Ricci prepara-se agora para levar ‘Gypsy’ para sua cidade natal, São Paulo, mantendo, porém, o desejo de morar no Rio de Janeiro.

Conversamos com Renata em seu camarim, enquanto ela orientava Thayani Campos e Raquel Bonfante a pintar quadrinhos coloridos (todas as meninas do elenco querem pintar com ela).

No nosso bate-papo, ela fala não só sobre June, mas também sobre o processo de direção de Charles Möeller & Claudio Botelho, da experiência de ter feito ‘Avenida Q’ e ‘Sweet Charity’, de como se prepara vocalmente para ‘Gypsy’ e da relação com os fãs de musical, entre outros temas.

Com vocês… a encantadooooooooooora Renata Ricci!!!!

Como está sendo para você a experiência de participar de ‘Gypsy’?

Independente de ser uma peça de Charles & Claudio, de todas as peças que já fiz em minha carreira esta é a que estou tendo mais chance de mostrar meu trabalho. As outras eram participações muito bacanas, não tenho o que reclamar, mas agora estou fazendo um papel que dá um foco maior no meu trabalho. Então  existe não só a maravilha disso, mas também a dificuldade. A entrega tem que ser muito maior. Eu brinco que fui abduzida. É quase esta a sensação. Eu fui puxada para o mundo ‘Gypsy’. Há atores que não são assim. Eu preciso desse tipo de dedicação. Preciso estar 100% para não ficar doente, pra estar com a cabeça boa, afinal nós também somos seres humanos. O meu maior desafio tem sido estar sempre 100% no palco, independentemente do que esteja acontecendo na minha vida pessoal. Eu chego no teatro e tenho que me zerar, para me entregar completamente. Mas estou adorando essa experiência de participar de ‘Gypsy’. Estou muito feliz!

Em ‘Gypsy’ você atua, dança e canta. Como você se preparou para esse espetáculo? Assim como o André Torquato, você também não sabia sapatear antes do musical, não é?

Foi muito engraçado na hora do teste. Eles pediram: ‘quem sabe sapatear vem pra esse lado e quem não sabe vai para aquele’. Eu, que só tinha feito umas cinco aulinhas de sapateado, fui para o lado das que não sabiam. Ficaram umas 10 meninas do lado que não sabiam e umas 40 do outro lado. Quando o Flávio Salles começou a passar a sequência, as pessoas iam tentando sapatear e não conseguiam, e acabaram mudando de lado (risos).  Eu realmente nunca havia sapateado, só tinha feito essas cinco aulinhas. O sonho da minha avó era que eu sapateasse. Mas a minha maior dificuldade foi que eu quebrei o pé. Tive uma fratura no metatarso por stress e decorrente de todo o trabalho de ‘Avenida Q’, onde eu passava o tempo todo de tênis All Star. Então enquanto o André Torquato, a Adriana Garambone e os outros já estavam tendo workshop de sapateado, eu não podia fazer. A minha entrega ao musical começou aí. Eu quebrei o pé um dia antes da primeira reunião do elenco e fui assim mesmo. Achei que era só uma torção. Mas quando fiz o exame e soube que tinha fraturado, chorei muito. Ali começou um tratamento muito sério. Eu não podia encostar o pé no chão. O médico disse que se eu não fizesse o tratamento direitinho, teria que operar. No dia que o médico disse que estava ok, mas que eu não poderia usar salto eu fiquei tranqüila, porque em ‘Gypsy’ eu não preciso usar salto para dançar. Cheguei até a ir em Aparecida do Norte para agradecer! Então aprendi a sapatear já nos ensaios e fazendo a peça, não fiz workshop.

Então esse trabalho foi uma superação para você…

Esse musical tá sendo uma superação a cada dia. Não foi só a questão do meu pé. Quando começou o ensaio, houve uma mudança total na minha vida. Eu estava vindo pro Rio, mudando tudo e acabei tendo uma traqueíte (inflamação da traquéia) alérgica e tive que ficar sem cantar. São oito semanas de ensaio. Eu fiquei no mínimo quatro semanas sem poder cantar. Foi um pânico, mas foi uma coisa de trabalhar muito a cabeça para não perder o controle. Nessa hora foi muito bom não estar sozinha, estar com a Vivi (Viviane Rojas) e o André (Torquato) em casa (eles dividem o apartamento no Rio). Meus pais me deram a maior força lá de São Paulo também. Eu sentia muito sono nos ensaios, pois o remédio me deixava quase que dopada. Tinha que pedir desculpas pro Flávio (Salles). Foi sofrido, mas acredito que desta forma, quando a gente consegue vencer, a realização, o prazer e a felicidade são bem maiores. A cada dia estou descobrindo novas maneiras de cantar, até porque perdi o tempinho de descobrir isso, que todo mundo teve. Então tive que usar um pouco na própria temporada para ‘ganhar’ mais e felizmente continuo ‘ganhando’ todos os dias. Claro, são coisas muito singelas. Não podemos passar por cima do que o diretor queria. Mas a temporada faz a gente ganhar muito sim.

“O Charles trabalha com elogio, ao contrário de vários diretores que trabalham detonando as pessoas. Ele não tira o seu chão, ele te dá apoio para você ir melhorando”.

Por falar no ‘diretor’ (Charles Möeller), como foi o trabalho com ele?

Não dá pra falar só em ‘Gypsy’ porque é o estilo Charles Möeller e Claudio Botelho. O que funciona muito é que eles são de uma educação ímpar! Eu confio muito neles. O Charles trabalha muito com elogio, ao contrário de vários diretores que trabalham detonando as pessoas. Ele não tira o seu chão, ele te dá apoio para você ir melhorando. Ele não tira a sua confiança. Então eu me jogo de cabeça em tudo o que ele fala, sem desconfiança ou dúvida alguma. E o Claudio é uma das pessoas mais engraçadas que conheço. Ele tem um humor inteligente… o trabalho fica leve. Nunca presenciei um ensaio deles pesado. Mesmo que haja muitos problemas, é sempre muito leve e positivo. A gente se sente muito acolhido. Um exemplo foi quando fiquei doente. Eles diziam: “A gente precisa de você. Vamos ficar bem”. Não era uma reprovação, era me dar força, me ajudar. Foi maravilhoso da parte deles.

Vamos falar um pouco sobre sua personagem, a Encantadora June. Como você a trabalhou e como você pensa ela?

A June é a mais esperta das duas irmãs. Ela é vista um pouco como a vilã da história, que humilha a irmã, que está sempre bem… mas na verdade ela não é a vilã. É a mais esperta e não queria aquilo. Ela teve a coragem que a Louise demorou a ter. Ela era realista. Sabia que se não saísse dali não iria conseguir nada. E o engraçado é que a verdadeira June viveu até os 97 anos. Ela era uma velhinha muito feliz, muito alegre e viveu feliz até os 97 anos, enquanto que a mãe e a irmã morreram bem antes, de câncer. Ela conseguiu se livrar e fez a escolha dela, que era viver. As duas estavam infelizes e as duas queriam ser amadas pela mãe. A June se sentia usada e a Louise se sentia rejeitada. Mas no fundo, as duas só queriam ser amadas. Eu acho linda a cena das duas irmãs, só de pensar nessa relação… (Nesse ponto da entrevista Renata se emociona e chora, sendo confortada por sua colega de camarim, Patricia Bueno). Eu perdi meu irmão, então essa relação de irmãos é uma das coisas mais lindas da vida. A minha maior preocupação com a June é mostrar que ela é humana. Ela tem os seus defeitos, mas ela ama aquela irmã. Ela gosta de estar no palco, mas para ela o principal é a necessidade de amor, como todos os seres humanos.

E o relacionamento da June com o Tulsa, que pega muita gente de surpresa quando é anunciada a fuga deles?

Quem assiste várias vezes percebe que há momentos de pequenos carinhos entre os dois. No Hotel, por exemplo, eu dou comida pra ele. São pequenas coisas, pois não podemos chamar muito a atenção. É um carinho um no outro… É muito sutil, mas tem.

Você está tendo aulas com o cantor e ator Danilo Timm (do elenco de ‘O Despertar da Primavera’). Como está sendo esse trabalho com ele?

Na época dos ensaios eu não estava conseguindo fazer aulas por causa da traqueíte. Agora estou fazendo aula uma vez por semana com o Dan. Já fiz aula com professores maravilhosos, mas o Dan, mesmo sendo muito novo, é um dos professores mais experientes que já tive. Ele trabalha bem a voz para musical. Pra cada trabalho você tem que adequar de um jeito. O Dan tinha me passado umas coisas em aula e mudou depois que ele viu ‘Gypsy’. Ele disse: ‘Esquece. Não é aquilo que você tem que fazer. Você tá dançando muito e se fizer daquele jeito, vai faltar ar’. Ele dialoga junto com o seu trabalho. A aula de canto é viva, não pode ser hipotética. Então eu to fazendo nesse momento uma aula de canto mais voltada pra ‘Gypsy’.

Você canta na verdade três músicas (a ‘Vaquinha’, ‘Broadway’ e o dueto) e trabalha com vozes diferentes. Como é isso?

Sim, essa é a maior dificuldade, pois o Claudio pediu para eu cantar bem infantilizada, fingindo ter nove anos. É uma voz caricata. Depois ela volta em ‘Broadway’ um pouco mais glamourizada e depois tem a própria June cantando, no dueto. São três músicas diferentes na maneira de cantar. Pra cada uma tem que adequar a voz de um jeito. Assim como a Louise tem a passagem de menina para a stripper, pra mim tem a passagem da pessoa no palco que canta de forma caricata para a pessoa de verdade cantando. Adoro a virada da June, quando ela pega aquele cigarro…

Gypsy é o seu terceiro trabalho com Möeller & Botelho. Vamos lembrar um pouco de ‘Avenida Q’ e ‘Sweet Charity’…

Para o ‘Avenida Q’ eu fui convidada em uma situação muito especial. Eu estava namorando o Fred Silveira, que já havia sido convidado para o musical. Uma noite, eu ia numa festa, mas recebi uma notícia muito ruim. Desisti de ir na festa e eu e Fred resolvemos jantar fora. Ele errou o caminho do restaurante e fomos parar em outro, que não conhecíamos. Quando entramos no restaurante demos de cara com Charles e Tininha (Tina Salles). O Claudio não estava. Eu falei com eles, nos abraçamos e fui sentar na minha mesa. Aí a Tininha foi até lá e me disse “Fofis, a gente não encontrou a Ursinha do Mal para o Avenida Q. Acho que estávamos esperando você!” Eu comecei a chorar no meio do restaurante (risos).

No ‘Avenida Q’ eu fazia a Ursinha do Mal, a Dona Coisa Ruim, pegava em todos os personagens e cantava em todos os coros. Foi a peça mais ‘física’ que fiz. Eu saía pingando do espetáculo. Enquanto que no ‘Gypsy’ é um trabalho mais de atriz e emocional, em ‘Avenida Q’ era físico. Doía muito, tivemos que ensaiar com bonecos que tinham outro peso, pois os verdadeiros ficaram presos na alfândega. Teve um processo complicado. Aí de novo a importância do clima que eles deixavam, do elenco estar unido. Foi um trabalho muito especial.

Já no Sweet Charity eu enviei meu material e eles não receberam. Eu não ia conseguir fazer a audição. Comecei a ligar para Deus e o mundo. Dizia: “Eu só quero fazer a audição”. Consegui fazer depois de muita luta. Fui a última. Acabei pasando. Acho essa história muito interessante.

O que você acha de fazer parte desse meio tão pequeno e até fechado do teatro musical no Brasil?

Eu gosto, mas já fiz três novelas e adoro fazer televisão também. Eu cresci vendo os musicais na TV, os clássicos, então nunca tive o preconceito que muita gente da classe tem com o musical. Eu sempre fui bailarina e muita gente via com preconceito eu querer fazer teatro e TV. E tanto a TV como o musical são meios que dão mais garantias ao ator. Dão um salário direito, horas de trabalho. É aonde você consegue se estabilizar melhor. As pessoas se sentem respeitadas fazendo. O teatro musical é arte, não é só entretenimento e marketing como muitos dizem. Eu pude criar a minha June, dialogando com o Charles. Não foi cópia de ninguém. Shakespeare só é montado até hoje porque as pessoas não copiam. Às vezes se acerta e às vezes se erra, mas se cria. É arte. E o teatro musical do jeito que a gente tá fazendo é arte. O musical está muito forte e tem público. ‘Gypsy’ está com casa lotada todos os dias. Não é maneira de falar. É casa cheia mesmo e isso é muito gostoso, muito gratificante.

“Somos seres-humanos, que podem errar de vez em quando. Eu tento não me cobrar como se fosse uma máquina, exatamente por admitir que sou humana, que eu faço arte. Porque senão eu não seria uma artista e sim um computador”.

Você é bem antenada nas novas tecnologias. Está no Twitter, Facebook… Tem um diálogo direto com os fãs. Como você lida com os fãs de musical?

Eu tenho muito carinho pelos meus fãs e pelos fãs de musical. Eu estou disposta a dar carinho pra todo mundo. Se a pessoa me dá carinho, vai receber também. Eu gosto de olhar no olho dos fãs, eu sei o nome das pessoas… E a gente aprende a lidar até com o lado negativo. A gente sabe o que é falado por fora. Eles acham que nunca chega na gente, mas chega. Até os fãs radicais têm um lado bom ao sabermos que eles amam aquilo que a gente tá fazendo. Eu admiro porque eles amam a mesma coisa que eu amo. Claro, tem muita paixão envolvida e eles não podem esquecer que nós não somos máquinas. Somos seres-humanos, que podem errar de vez em quando. Pra mim o grande barato da atuação é a celebração da vida. Por mais que eu entregue 100%, eu tento não me cobrar de maneira como se eu fosse uma máquina, exatamente por admitir que sou humana, que eu faço arte. Porque senão eu não seria uma artista e sim um computador que reproduz todo dia a mesma coisa. Pra fazer arte temos que partir do princípio de que estamos falando com iguais.

Veja mais fotos de Renata Ricci em ‘Gypsy’:


Fotos: Leo Ladeira. © Copy Right: Blog Gypsy – O Musical / Site Möeller Botelho.

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16 Comentários

  1. REGINA CAVALCANTI disse:

    Renatinha, vc é linda , talentosa, doce, simplesmente MARAVILHOSA!!!!!!
    É muito bom te ver como June, PARABÉNS!!!

  2. Beatriz P. Vianna disse:

    A Renata está muito graciosa e bonita em cena. Pra quem teve tantos problemas, está ótima! Parabéns pela entrevista.

  3. Renatinha foi feita de doce de leite. É uma das pessoas mais meigas, simples e carinhosas que já conheci. Além de talentosa, demonstra que está sempre dedicada de corpo e alma ao trabalho e o quanto ama o que faz. Parabéns pelo sucesso de Gypsy, e se prepara que no último dia as balinhas de leite Caroline estarão na primeira fila. Abreijos,

  4. Mariana Carrozzino disse:

    Adorei a entrevista! Linda a Renata!

  5. Marcos More disse:

    Renata Ricci é mesmo linda!!!
    É difícil se encontrar uma pessoa tão meiga e carinhosa como a Renata
    Nesse mundo de pessoas super estressadas!!
    Vida longa a sua carreira talentosíssima Renata

  6. orlaNDO LEAL disse:

    A encantadora june isso e realmente o que Renata passa ao assistir o espetaculo, uma june que vai nos envolvendo, desde pequena ate a idade adulta aonde ela tem que se fazer passar por uma menina de nove anos, o que Renata nos passa muito bem, emocionante sua contracena com a vaquinha, o seu duo com sua irma Louise, e sua liberdade ao conseguir fugir com Tulsa, . Realmente um trabalho de entrega e dedicacao, fora sua memoria corporal que e impecavel. parabens js orlando

  7. Marisa Sá. disse:

    Renatinha é linda, talentosíssima e transpira sensibilidade. Ver vc nos palcos é uma delícia. Parabéns pelo talento e determinação.

  8. edgar duvivier disse:

    Primeiro a gente vai assistir Gypsy, e adora. Depois a gente fica voltando pra assistir à Renata (em Gypsy). Vale ver muitas vezes.

  9. Bruno Sigrist disse:

    Renatinhaaa! So fã demaaaaaaaaaaaaaaaisssss!!! Como artista e como pessoa, claro!

  10. ” Um ator precisa interpretar a vida , e para fazer isso deve querer aceitar todas as experiências que a vida tem a oferecer: ele(ator )deve procurar mais coisas da vida, do que na verdade a vida tem a lhe oferecer. ” ( James Dean )

    Renatinha , fique supercerta de que você é uma pessoa de LUZ .
    Estas dificuldades são dificuldades que cada um de nós precisa saber superar : faz parte do processo , do aprendizado .
    ARTE é ARTE e como vc diz , não somos computadores …
    Siga sempre a VOZ de seu coração…
    Haja com elegância , seja carinhosa com seu trabalho/seu público e AME 100% o que você faz : esse é o caminho .
    O resultado deste seu empenho fica nítido no palco do Villa Lobos: vc está BRILHANTE no papel da JUNE e cantando lindamente .
    Isso é apenas um começo …
    RAÇA e muita DETERMINAÇÃO, pois você ainda terá muito o que FAZER por todos nós , está certo ? rsrsrsrsrs
    Renatinha !!! Renatinha !!! Renatinha !!!!
    Com carinho,
    Guerreira de Luz Drica

  11. Bruno Cruz disse:

    Aparentemente estão encerradas as vendas pra Gypsy. Pretendia ir No final de semana próximo, mas por conta do trabalho não pude comprar antecipado.
    Acho que este musical, eu ficarei sem assistir :( triste

  12. Hikari disse:

    Que entrevista linda, gostosa.

  13. Marcia Parenti disse:

    Conheci Renatinha (engraçado como sempre me referi a ela como Renatinha… deve ser porque ela é muito fofa linda e maravilhosa!) na estreia de Avenida Q. Tive a sorte de sentar bem do lado do teatro onde ela mais aparecia. Noooossa!! Já no intervalo comentei com amigos sobre aquela moça sensacional, que interpretava sem palavras de uma maneira muito eloquente!!!! Fiquei realmente encantada com o trabalho dela!!! Claro que voltei à Avenida Q e claro que conheci aquela moça!!! Aí foi a vez de um novo encantamento: Renatinha é um amor de pessoa!!! Sempre carinhosa, sempre acessível!!!

    Conhecer aqui toda sua dedicação e superação para atuar em Gypsy me fez ficar mais uma vez encantada com ela!!! Sua June está encantadora (ah… sei que ninguém aguenta mais esta palavra, mas é tão adequada…)! ADORO!!!

    Parabéns para Renatinha, por sua garra e determinação!! Por sua dedicação que faz com que seu trabalho seja brilhante!!!
    Parabéns por sua June!!! Muito sucesso!!! E claro… muitos mimos gostosinhos para essa fofalindamaravilhosa!!!

  14. Laura disse:

    Renatinha, lindaaaaa!
    Parabéns pela superação e pelo sucesso!!
    Bjo enorme!!

  15. ada disse:

    Renatinha é a pessoa mais fofa que já conheci!
    Linda, talentosíssima e sempre muito bem humorada!
    Lembro do Charles me dizendo que eu ia amar Renatinha e não deu outra!

  16. Gilberto Ferreira Bartholo disse:

    A Renata, para mim, já é uma grande estrela. Vi-a, pela primeira vez, em Sweet Charity, numa participação de pouco destaque, mas que ela defendia muito bem. Depois, ela me encantou nas mais de dez vezes em que vi AVENIDA Q. Como ela fazia bem tudo o que lhe cabia, tanto nas personagens como nas vozes e nos “empréstimos de corpo”!!! Agora, sua June não poderia mesmo receber outro adjetivo: ENCANTADORA!!!
    MERDA muita e sempre para você, Renatinha!!!

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