Charles Möeller


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Autor, diretor, ator, cenógrafo e figurinista.

Iniciou sua carreira no teatro como ator em Santos (SP), sua cidade natal, na peça “O Noviço”, em 1985, com direção de Neyde Veneziano.

Apaixonado desde muito cedo por teatro, Charles começou, aos  14 anos, a viajar para São Paulo para assistir espetáculos. Em uma dessas idas à capital paulista, assistiu a uma trilogia de Antunes Filho: “Romeu e Julieta”, “Nelson 2 Rodrigues” e “Macunaíma”. Ali decidiu para sempre o que queria ser e fazer na vida.

“A gente não escolhe ser ator. É algo que você é ou você não é. Eu não consigo ter outra imagem na minha cabeça, durante minha infância, que não seja querer fazer teatro, querer pertencer a este mundo”, disse em uma entrevista.

Aos 16 anos se mudou para São Paulo, onde participou, por três anos, do CPT – Centro de Pesquisa Teatral, fundado pelo diretor  Antunes Filho.

Neste período, Charles também começou a fazer assistência de cenografia para J.C. Serroni, já que desenhava e possuia algumas noções de plantas em arquitetura.

Da cenografia chegou aos figurinos. Em 1989, trabalhou com Gabriel Vilella em “O Concílio do Amor”, montagem do grupo Boi Voador. Por seu trabalho com os figurinos deste espetáculo, Charles ganhou os prêmios Mambembe, Shell, Apetesp e Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA).

Mudou-se em 1991 para o Rio de Janeiro, onde assinou a cenografia e o figurino de “O Alienista”, de Machado de Assis e direção de Almir Telles; “Dorotéia”, de Nelson Rodrigues e direção de Carlos Augusto Strazzer; e “Hello Gershwin”, musical de George Gershwin com direção de Marco Nanini, quando trabalhou pela primeira vez com Claudio Botelho.

Trabalhou como ator em espetáculos como “Colombo” (direção: Marcus Alvisi, 1992), “Lago 22” (direção: Jorge Takla, 1994), “A Gaivota” (direção: Jorge Takla, 1996), “Masther Harold e os Meninos” (direção: Antonio Mercado) e “Outra Vez” (direção: Sérgio Viotti).

Para o grupo Os Fodidos Privilegiados, trabalhou com os diretores Antônio Abujamra e João Fonseca em “Exorbitâncias, uma Farândula Teatral” (ator, figurino e cenografia, 1995); “O Casamento” (figurino e cenografia, 1997), pelo qual recebeu o Prêmio Shell pelo figurino; “Auto da Compadecida” (figurino e cenografia, 1998); e “Os Libertinos”, (figurino e cenografia, 2000).

charles-moellerSob a direção de Ana Kfouri, fez a cenografia e o figurino de “Volúpia”, 1997, e “Gula”, 1999, ambos com roteiro da diretora.

Assinou também os cenários e figurinos dos espetáculos “De Rosto Colado”, de Irving Berlin e direção de Marco Nanini, 1993; “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson, 1994; “O Jovem Torless”, de Robert Musil, 1995; “Os Fantástikos”, musical de Schmidt & Jones, e “Futuro do Pretérito”, de Regiana Antonini, 1996; “Na Bagunça do Teu Coração”, de João Máximo e Luiz Fernando Vianna, com direção de Bibi Ferreira, 1997; “Amor de Poeta”, de Tiago Santiago, direção de André Mauro, 1998; e “Candide”, opereta de Leonard Bernstein, com direção de Jorge Takla, 2000.

Em 2002, Charles fez a adaptação de “A Diabólica Moll Flanders”, de Daniel Defoe. Para este espetáculo, protagonizado por Ary Fontoura, assinou também a direção e o cenário.

Charles também criou cenários e figurinos para óperas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e de São Paulo, entre elas “Cavalleria Rusticana”, “La Bohème”, “La Traviatta” e “Madama Butterfly”.

Na televisão, participou como ator das novelas “Mico Preto” (90/91- TV Globo), “Ana Raio e Zé Trovão” (92/93 – TV Manchete), “Idade da Loba” (94/95 – TV Plus / Band) e “Xica da Silva” (1996 – TV Manchete), além de “Você Decide” e “A Vida Como Ela É”, na TV Globo.

Prêmios (Individuais)

1989
Mambembe, Shell, Apetesp e Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) por cenário e figurinos em O Concílio do Amor.

1997
Prêmio Shell pelos figurinos de O Casamento.

Confira os trabalhos da dupla Charles Möeller & Claudio Botelho em:
http://www.moellerbotelho.com.br/about/a-dupla